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- Vem Comigo, Amor

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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo Bônus

EXPECTATIVAS 

Nós estávamos deitados na cama, completamente entrelaçados e sob as cobertas. Ainda nem eram nove horas da noite mas a sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 tinha sido muito cansativa pra mim. Melhor dizendo, toda a semana que antecedeu ao meu casamento foi muito cansativa ... O meu dia de noiva começou na quarta-feira, quando eu fui ao Cora’s Coiffure, o salão de beleza da tia e primas de Alice. Fiz prova da maquiagem e do penteado, fiz depilação com cera natural, hidratação capilar, limpeza de pele, hidratação facial com máscara fria ... Na quinta fiz design e delineamento da sobrancelha, esfoliação e hidratação corporal e a prova do vestido. Houve um estresse danado nessa hora porque ele ficou apertado no busto, cintura e quadril! As amigas da Sra. Jones trabalharam com afinco tentando folgar cada milímetro de pano possível. Hoje eu provei o vestido de novo e tava tudo certo!!!
Amanhã eu teria ...
- Um milhão de dólares por seus pensamentos, Bella. – Ed beijava a minha testa enquanto falava.
Sorri um pouco antes de responder.
- Eu tava repassando a minha semana de noiva. – dei um selinho nele – Alice, a tia e as primas têm me virado de um lado pro outro. – falei divertida – Fiz todas as hidratações e esfoliações possíveis e imagináveis!
- Isso é ruim?! – ele franziu a testa.
- Definitivamente não! Ser a noiva é um momento único na vida de uma mulher ...
Nos encaramos por um bom tempo. Os olhos de Edward eram de um verde gostoso, quente e aconchegante. Nos beijamos e o silêncio entre nós só era quebrado pelo som de nossos corações, sempre batendo descompassados a cada beijo dado, e o sussurro de nossos lábios se movendo numa sincronia apaixonada.
- Eu já sinto a falta de vocês. – ele falou quando cessamos o beijo e tocou em minha barriga – Eu não preciso ir. Quero ficar com vocês.
- Amor, hoje é a sua despedida de solteiro ... – menti e meu corpo me entregou porque eu me aproximei mais dele.
- Despedidas de solteiro são para quem lamenta deixar a vida de solteiro. – ele me deu um selinho – E pensando bem, eu não posso me despedir de uma coisa que nunca fui.
- Hãn?! – franzi a testa e toquei no lábio inferior dele.
- Bella, eu só fui solteiro até o dia 13 de setembro de 1989! – ele tocou na pontinha do meu nariz – Depois que você nasceu, passei a pertencer a você ...
Meus olhos ficaram úmidos e todo o meu ser se aqueceu diante de uma declaração de amor tão singela e verdadeira.
- Então, fui solteiro por tão pouco tempo que nem me lembro ...
- Bobinho! – dei um selinho nele – Ed ... eu sou a mulher mais feliz do mundo! – o sorriso dele quase me fez delirar mas eu precisava e queria dizer coisas que nunca tinha dito antes – É sério, amor! Eu sou feliz porque sempre tive você ao meu lado. Eu sou feliz porque desde sempre nos amamos, mesmo quando esse sentimento era desconhecido para duas crianças ... Sabe, eu não sei se você lembra dos tempos da escola ... Na adolescência, as minhas amigas viviam sempre ficando com um e com outro e às vezes me pressionavam a fazer o mesmo ... Eu não tô criticando o comportamento delas, quase todas eram solteiras, é só que eu nunca quis ou precisei fazer isso porque eu sempre tive você!
- Bella ... – os olhos deles brilhavam, acho que eram lágrimas.
- Eu nunca quis outros lábios nos meus, nunca quis que outras mãos me tocassem ... Eu, agradeço a Deus por você ter sido o primeiro e único em minha vida ... Eu nem sei por que eu tô te dizendo essas coisas mas elas pareciam apropriadas.
- Princesa, eu também sou muito feliz porque tudo em minha vida aconteceu com você! – ele beijou minha mão – Era assim que tinha de ser, Bella!
Ele me olhava daquele jeito engraçado, aquele jeito meio sem sentido, parecia que eu era um prêmio. Sorri.
- O que foi? – ele franziu a testa.
- Você ... me olhando como se eu fosse ...
- Tudo o que há de mais precioso neste mundo! – ele colou nossas testas e sorriu – Isabella Swan, você é a minha vida!
- Eu te amo, Edward Cullen. – nos beijamos de novo.
- Bella, eu também preciso te dizer umas coisas que ... parecem apropriadas também. – ele respirou fundo antes de começar e me olhou nos olhos – Eu vou me dedicar ao máximo pra cuidar de você e dos nossos bebês. – seu olhar ficou triste de repente – Mas é que ... eu, Bella, eu tenho medo.
Absorvi com cuidado as palavras dele e percebi que aquilo era uma coisa difícil dele admitir. Os homens, em geral, não gostam de confessar suas fraquezas e com Ed não é diferente! As poucas vezes que ele admitiu sentir medo ou dúvida, sempre foram em momentos realmente importantes de nossas vidas. Respirei fundo, toquei em seu rosto e fiz uma pergunta básica.
- Do que você tem medo, Ed? Exatamente.
- Não saber cuidar da minha própria família. – ele foi direto – Antes, quando morávamos juntos em Boston e nossa vida era aparentemente perfeita, tudo era fácil. – fiz menção de falar mas ele ergueu a mão – E então tudo virou de ponta cabeça ... Nossos pais, nossos amigos, nosso lar, faculdade, tudo ficou pra trás, até o nosso dinheiro. A única coisa em minha vida que permanece sólida como uma rocha, é você Bella. É o seu amor por mim que me faz continuar tendo um rumo nessa vida. – a voz dele já estava embargada e seus olhos se fecharam – E o meu maior medo é de não conseguir dar conta de tudo ...
- Ed, amor! – toquei em seu rosto e ele voltou a me encarar – Estamos nessa juntos. OK? – ele assentiu – Temos a dupla missão de construir um lar e criar dois filhos ao mesmo tempo. Mas eu sei que vamos conseguir! Você, Edward, é quem me dá essa certeza todos os dias. É o seu amor por mim que me faz seguir em frente. E sim, eu também tenho medo! Mas o meu amor por você é maior, bem maior.
Ed tocou em meu rosto e juntou mais os nossos corpos, com a outra mão ele tocou minha barriga.
- Eu e esses bebês temos muita sorte, mesmo! – ele me deu selinho – Quem mais poderia nos amar tanto?
- Bebês?! – toquei em minha barriga também – Estão escutando? O papai tá falando com vocês também ... – bocejei.
- A mamãe tá com sono ... – ele beijou meus olhos e me aninhou mais em seu corpo – Durma, amor ... vou velar seu sono.
Mas alguém começou a bater na porta do quarto, uma, duas, três vezes ...
- Vai, Edward! Abre essa porta, pô! A noite de núpcias é só amanhã ... – era Emmett, com certeza.
- ARGH! – ele gemeu – Já vai! – Ed se levantou e caminhou até a porta.
- Porra, mano, cadê você? Ainda nem casaram e Bella já te pôs em rédeas curtas, hein? – Emmett falou alto o suficiente para que eu pudesse ouvir.
- Eu não fiz nada! – gritei de volta.
Emmett desatou a rir e murmurou um ‘Ai’, deve ter levado um soco de alguém.
- Eu não vou. – Ed falou – Vou passar a noite com Bella.
- Ah! Mano, deixa de leseira ... É a sua despedida de solteiro! E quanto às stripers que contratei?
- O QUÊ?!!! – sentei na cama num pulo e joguei um travesseiro na cabeça de Edward.
- Ai, Bella! – ele coçou a cabeça e virou o rosto pra mim.
- Desculpe! – corei – Eu queria acerta em Emmett!
- É mentira dele, Bella! – Jasper falou – Nós só combinamos de ir naquele bar onde comemoramos o aniversário de Rose.
Levantei da cama e fui até a porta do quarto.
- Então vá, Ed. – dei um selinho nele – Pode ir ...
- Bella ... eu ...
- Mano, isso é TPN. – Emmett tentou falar sério – Tensão pré-nupcial! É sério, meu cunhado já teve um chilique desses antes de casar com a minha irmã. Mas no caso dele, o efeito foi o oposto. Ele queria não casar!!!
A-HA-HA- HA-HA
Meu Deus! Como Emmett é palhaço! Eu e Jasper começamos a rir mas Ed ficou sério e eu percebi que ele tava com essa TPN mesmo!
- Vai lá, amor! – empurrei Ed pra fora do quarto – Vá se divertir!
- Vamos, Edinho! – Emmett tentou imitar minha voz.
- Edinho, uma porra!!! – ele rosnou.
- Edward ... – tentei dar uma bronca nele.
- Desculpe, Bella. – ele sorriu torto pra mim – Deve ser os nervos ...
- Remédio pros nervos é: glicose, maltose e frutose! Vamo logo, isso vai ter de sobra no bar ... – Emmett falou.
- Não bebam muito, rapazes! – falei sério – Quero um noivo sem ressaca amanhã!
- Não se preocupe, Bella. – Jasper tocou em meu ombro – Seu noivo só vai tomar duas cervejas, no máximo!
Ed me deu um beijo e um abraço antes de nos despedirmos.
- Eu te amo, Bella! Durma bem.
- Eu te amo, Ed. Juízo, hein?
Alice tinha sido inflexível, dizendo que se ele fosse pra despedida de solteiro, não dormiria no mesmo quarto que eu quando voltasse. ‘A noiva tem que ter uma boa noite se sono! Não quero trabalhar num rosto cheio de olheiras!.’
Fechei a porta do quarto e me arrastei de volta pra cama. Fiquei pensando na vida um pouquinho até conseguir relaxar e pegar no sono. Eu observei as paredes amarelas daquele quarto que não era meu, senti a maciez daquela cama que não era minha e refleti um pouco sobre a bondade e a solidariedade humana. Eu era uma estranha naquela casa, afinal! Alice, Jasper, Rose e Emmett eram pagos pelo governo para serem agentes federais. Eles, definitivamente, não tinham a obrigação de fazer mais nada! Mas o amor tem dessas coisas! E quando falo em amor, agora é o amor fraternal. Alice é como uma irmã pra mim, Emmett poderia ser um irmão mais velho, brincalhão e protetor. Rose é uma pessoa maravilhosa que deixou de se esconder numa máscara de dor. E Jasper? Esse me surpreendeu! É responsável, amigo e gosta de ajudar as pessoas. No último mês, esses quatro amigos têm feito de tudo pra tornar a minha vida e a de Ed menos difícil.
A morte de nossos pais ...
Nossos pais! Quantas saudades, meu Deus! Senti lágrimas intrometidas escorrerem por meu rosto. Como eu queria passar a última noite como Isabella Marie Swan em companhia de meus pais! Eu queria o sorriso de felicidade da minha mãe, o braço acolhedor de meu pai me conduzindo até o altar, o olhar terno de minha sogra e os sábios conselhos de meu sogro.
Eu comecei a ficar deprimida e o choro se intensificou, sentei na cama pra tentar me acalmar. Levantei e abri o frigobar (desde que passei a ter fome de madrugada, a Sra. Jones mandou colocar um frigobar no quarto) peguei uma garrafinha de água e uma barrinha de cereal. Abri a janela e senti o ar fresco enquanto fazia o lanchinho, a noite estava agradável e a brisa alisava meu rosto.
‘Não perca o ânimo, querida. Não perca a vontade de viver e de ser feliz ...’
- Esme? – escutei nitidamente a voz de minha sogra, mas ela não vinha de fora, ecoava na minha mente, repetindo pra mim o que havia me dito em sonho.
‘Docinho, o papai está aqui.’
A voz de papai ecoou de minhas lembranças de infância e eu fiquei muito feliz por lembrar de suas palavras. Às vezes eu acordava no meio da noite e me recusava a continuar dormindo sozinha em meu quarto, então ele me carregava no colo e eu terminava a noite adormecida entre os meus pais.
‘Bella, amar é a melhor coisa do mundo! Você já tem Edward e ele já tem você. Tudo o que acontecer daqui pra frente, será em conseqüência desse amor.’
Lembrei das sábias palavras da minha mãe. Ela me disse isso quando cheguei da Martinica e mostrei-lhe meu anel de compromisso. Naquele dia conversamos sobre muitas coisas, principalmente sobre casamento e a vida a dois.
‘Tem dias que Charlie esgota minha paciência, filha. Ah! Mas casamento é assim mesmo! Não existe relacionamento perfeito. E o que eu posso te dizer, querida, é que os melhores casamentos são feitos de bons e maus momentos, são feitos de romantismo e rotina, são feitos de risos e lágrimas. Tudo, nessa vida, tem um lado bom e ruim ... Mas existem algumas coisas que precisam existir SEMPRE: amor, respeito, cuidado, paciência ... Não sou perfeita, filha, mas tenho levado os 24 anos de casamento dessa forma.’
‘Obrigada, mamãe’, falei em pensamento e me senti muito melhor.
‘Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil.’ Lembrei da frase de Leon Tolstoi e imediatamente lembrei de Carlisle. Numa das inúmeras vezes que estive na mansão Cullen, achei um livro velho do escritor russo perambulando pelo escritório de meu sogro. Eu sempre gostei dessa frase porque ela me lembra que Edward só amou uma mulher na vida, eu!
Sorri, fechei a janela e fui escovar os dentes. Voltei pra cama mas antes de deixar o sono me invadir, fiz uma rápida oração: ‘Deus, obrigada por me fazer lembrar deles de uma forma tão especial. Me ajude a relaxar e pegar no sono, me ajude a ter um dia tranqüilo amanhã. Me ajude a ser uma boa esposa e mãe. Obrigada.’ Eu tentei relaxar, pensei em Edward, nos bebês, em nós quatro juntos ...

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