Doce e Travessura
POV BELLA
O sábado começou muito gostoso, abri os olhos e me espreguicei. Ao meu lado, Ed ainda dormia tranqüilo e lindo! Seus cabelos cor de cobre estavam completamente desalinhados e ele tinha um meio sorriso nos lábios. Sorri ao lembrar que na noite passada eu o ataquei ... Mas foi bom, muito bom! E apesar de termos acordado duas vezes para mamadas e trocas de fraldas, eu me sentia muito relaxada e bem disposta. Pois é, meu corpo ainda não experimentou sensação melhor que orgasmo ... Parecia que todas as minhas células estavam em estado de graça, Edward mais uma vez fez com que eu me sentisse molenga feito gelatina! Se Deus inventou alguma coisa melhor que isso – sexo - esqueceu de me dizer!
Na esperança de refrear os pensamentos impróprios e as minhas taras, resolvi levantar da cama ... Do jeito que eu já estava, acabaria acordando Edward e me esquecendo de vez do resguardo!
Depois da higiene matinal, fui ao quarto dos meus filhotes e os contemplei dormindo feito dois anjinhos ... Sim, naquela noite eles tinham dormido no próprio quarto! OMG ... Foi difícil deixá-los em outro cômodo, deu um aperto no meu coração! Sei lá, parece bobagem isso! Deve ser coisa de mãe mesmo, mas parece que meu coração só sossega quando os dois estão sob minhas vistas. Bem de leve, acariciei o rostinho de cada um. Anthony tinha um meio sorriso nos lábios muito parecido com o sorriso de Edward. Já Thomas estava mais sério, porém igualmente parecido com o pai ... Suspirei de felicidade, a cada dia os dois estavam mais e mais parecidos com Edward. Eu até queria muito ter as nossas fotos, todas aquelas que deixamos no bunker da mansão Cullen. Queria fazer uma montagem com elas e assim, as pessoas saberiam que Anthony e Thomas são cópias do pai quando era bebê. Os dois estavam bem juntinhos, optei por deixá-los no mesmo berço, assim eles não estranhariam tanto o fato de dormirem no próprio quarto, pois teriam a companhia e o calor um do outro.
Ainda bem que deu certo.
Eu tinha lido numa revista que depois que os filhos nascem, a vida do casal muda muito, mas MUITO MESMO. São tantas as novas obrigações, recém-nascidos dão tanto trabalho que muitas vezes o casal acaba esquecendo de cuidar um do outro! Eu tentei me preparar para essas novas obrigações, sabendo que poderiam afetar a intimidade e o sexo no meu casamento. Mas eu acho que a palavra-chave é EQUILÍBRIO. Tenho tentado separar as coisas, separar a Bella-mãe da Bella-esposa.
- OMG ... Porque vocês só vieram para trazer alegria, não é, meus amores? – sussurrei e beijei a cabecinha de cada um.
Sai dali e marchei para a cozinha. Liguei o rádio numa estação de músicas antigas e enquanto escutava uma canção dos Rolling Stones, fiz o menu do café da manhã. Apressei minhas tarefas porque dali a uma hora, Jenny chegaria para trabalhar. Aos sábados, a babá só trabalhava no período da manhã. Eu sei, é super cansativo ficar um dia e meio sem a ajuda dela, mas nós precisávamos economizar dinheiro e pagar hora-extra sem uma real necessidade seria insensato de minha parte. Já bastava o terceiro dia de faxina do Sid ... Mas desse daí eu não podia abrir mão ainda, já que os bebês absorviam muito do meu tempo. Pelo que me conheço, não sou uma super dona de casa, mas detesto ver bagunça e sujeira. Suspirei resignada. Orçamento limitado é frustrante.
- Bom dia, amor! – Ed entrou na cozinha, girei em meus calcanhares para encará-lo.
- Bom dia, amor. – sorri – Mais que bom dia!
Ele caminhou em minha direção, me abraçou pela cintura e me deu um selinho.
- Acabo de vir do quarto dos meninos. – Ed falou todo bobo – Eles dormiram bem ... Mal nasceram e já estão independentes da mãe!
Ele falou zombeteiro, zoando comigo.
- Não estão, não! – dei um soco leve no peito dele.
Ele gargalhou e beijou minha testa antes de falar.
- Os filhos crescem, amor! Daqui a pouco você vai se surpreender quando for apresentada às noras!
Bufei.
- Edward Cullen, daqui a alguns anos eu vou engravidar de novo e vai ser uma menina. Daí você vai ver, vou lhe lembrar todos os dias que UM DIA você vai conhecer o namorado de sua filha!
- Não tem graça, Bella! Nossa princesinha não vai pensar nessas coisas até pelo menos completar ... 18 anos!
OMG ... Ele fez biquinho e franziu a testa. Dessa vez fui eu quem gargalhou.
- Não se ela puxar à mãe! – sorri triunfante e ele ficou sério.
- Não quero falar disso. – resmungou.
Meu Deus! Chorei de rir com a cara amarrada de Edward! Eu sabia que ele sentia muitos ciúmes de mim, mas sentir ciúmes de uma filha que ainda nem existe é o cúmulo do exagero! Ele percebeu o papel de bobo que fazia e deu um sorriso amarelo, mas à mesa, durante o café da manhã, eu mal conseguia olhar pra ele sem rir ...
- Hum ... Você vai ficar me zoando pelo resto do dia?
- Talvez! – sorri – É que ainda tem uma ruguinha de preocupação em sua testa!
Ele levantou da cadeira e começou a fazer cócegas em minha barriga.
- Swan, Swan ... Você pediu por isso!
Comecei a sorrir e gritar, mas lembrei que os meninos ainda dormiam. Implorei por clemência.
- Eu me rendo! – falei quase sem ar.
Edward me levantou da cadeira e começou a nos girar na sala de estar, parecíamos duas crianças novamente. Nesse mesmo instante, outra música começou a tocar.
Puxa vida! Era Brown Eyed Girl de Van Morrison! Aquela música antiga era muito, muito a nossa cara mesmo!
Edward nos fez dançar e girar numa coreografia meio maluca-meio nossa que fazíamos quando escutávamos os discos antigos de Carlisle quando éramos crianças.
- Amor, você lembra? – ele sorriu e eu assenti – Lembra quando escutávamos discos antigos naquele som velho de papai?
Sorrimos.
- Você vestia as roupas de seu pai, eu vestia as roupas de Esme e ficávamos na sala de jogos escutando LP! Caraca, Edward, aqueles discos enormes de Carlisle faziam a nossa festa!
- A gente fingia que tava num baile ...
- E que éramos namorados ...
Ele aproximou nossos rostos e me beijou rapidamente, depois me girou e começou a cantar a música.
- “Minha garota de olhos castanhos ... Você é a minha garota de olhos castanhos”
Meus olhos brilharam de felicidade ao olhar para os brilhantes orbes verdes dele ... Enquanto dançávamos, percebi que tivemos uma infância muito normal, sadia e alegre. Contrariando o senso comum, mesmo na mais tenra infância, já tínhamos essa ligação mágica chamada amor, de modo que nossas vidas foram tecidas numa coisa só. Se o destino realmente existe, ele resolveu fazer um caminho só para mim e para Edward, uma coisa BEWARD mesmo! Aqui, em meio a seus braços, abraços e sorrisos eu só tenho que agradecer a Deus porque eu sou a garota de olhos castanhos de Edward.
A dança nos fez ficar ofegantes e sorridentes ... Foi como voltar ao tempo de criança. É bom saber que temos isso ainda, essa alegria e simplicidade, é bom saber que ‘a criança’ não está perdida num corpo de adulto, me faz sentir bem, mais leve.
- Te amo, minha garota de olhos castanhos!
Edward segurou meu rosto em suas mãos e me beijou apaixonadamente. Quando o ar nos faltou, nos abraçamos. Eu encostei meu ouvido em seu pulsante coração, ele afagou meus cabelos e beijou minha testa.
- Assim como eu te amo. – respondi.
O resto da nossa coreografia destoou do ritmo da música, ficamos abraçadinhos e nos movendo bem devagar, somente sentindo o calor do corpo um do outro, inspirando o perfume, nos entregando àquela sensação de ‘ser do outro’. O tempo pareceu parar para nós, nos perdemos ali. E na minha cabeça só vinha uma coisa: ‘eu sou a garota de olhos castanhos de Edward’.
E assim os dia passavam ... Nossa rotina familiar era recheada de amor, carinhos e cuidados com os filhos. Mas se de um lado eu me esforçava para voltar a pesar 50 quilos, fazer mágica com dinheiro, economizando cada centavo, além de cuidar da casa e dos meninos, do outro lado Edward trabalhava e estudava feito um condenado. Quando ele não estava no sótão assistindo às aulas da faculdade, estava estudando para aquela prova do concurso interno do banco. Samuel, seu colega de trabalho, sempre vinha aqui em casa para estudar nas tardes de sábado e na segunda-feira, à noite, quando jantava conosco. Essa parceria dos dois era produtiva. Edward precisava de umas dicas em várias matérias, Samuel precisava de aulas de espanhol e de um lugar silencioso pra estudar, já que a casa dele em La Push era minúscula e Claire, sua bebezinha só queria o colo do pai quando ele estava por perto. Emily até já tinha comentado comigo sobre esse fato. A menina era tão apegada ao pai que não queria saber de mais ninguém, inclusive da mãe! Fiquei imaginando se no lugar dela eu sentiria ciúmes ...
Na madrugada do dia 27 de Setembro, depois que os meninos mamaram e trocamos as fraldas deles, nós cantamos ‘Parabéns pra você’ e fizemos uma pequena oração de agradecimento a Deus pelo primeiro mês de vida deles. As palavras ditas por Edward foram singelas, mas expressavam toda nossa alegria pela vida de nossos pequenos. Foi então que eu me lembrei da Oração do Anjo da Guarda que mamãe sempre recitava para mim. Fiz daquela oração um hábito e passei a recitá-la para cada filho todos os dias.
Também completávamos sete meses de casados naquela data. Registrar a dupla comemoração tirando fotos de nossa família. Uma delas ficou muito bonita, pois deitei Oe meninos sobre minha cama e coloquei neles uns gorrinhos com orelhas de coelho!
No dia seguinte, eles tinham consulta com o pediatra ‘galanteador’. Argh! Edward quase surtou porque não podia nos acompanhar na consulta. Mas Jenny foi comigo e eu fiz cara de paisagem, dizendo a Ed que o pediatra não era doido, só paquerador, conclui esta última parte em pensamento. Naquele dia constatei óbvio, as mães de outras crianças estavam mais arrumadas que o necessário ... Algumas até carregaram na maquiagem! Segurei o riso e fiquei me perguntando se todas elas realmente estavam interessadas no Dr. Molina!
Esse primeiro mês de vida foi marcado pelo ganho de peso e aumento de tamanho dos gêmeos. Agora ambos já tinham 52 cm, Anthony pesava 3,8 Kg e Thomas 3,9 Kg. Acho que esses 100gr que Thomas ganhou é porque ele é o mais chorão e guloso! Mas o melhor de tudo é meus bebês cresciam saudáveis. Com um pouco de perplexidade, me dei conta que os meninos já podiam manter a cabeça erguida por alguns minutinhos e quando eu os colocava de bruços sobre a cama, eles erguiam a cabeça e viravam o rostinho, procurando pelo som da minha voz. Fiquei encantada!
Aos poucos, eu e Edward estimulávamos o desenvolvimento deles, segurando seus bracinhos e pernas, contando os dedinhos das mãos e pés. Outra coisa que nos deixou de queixo caído foi perceber que eles agora não choravam apenas, emitiam uns sozinhos esquisitos, resmungando algo. Tivemos a idéia de imitá-los. Anthony se calou de imediato, mas depois voltou a conversar. Já Thomas se sentiu mais à vontade e esboçou um sorriso enquanto ‘falava’. Percebemos que música clássica era boa e relaxante para os dois, funcionando como um fundo musical bem suave na hora do banho, da troca de fraldas e na hora de ninar. Também usávamos a música na hora da massagem shantala, fazendo com que os meninos relaxassem e aproveitassem o contato conosco.
O meu resguardo terminou, oficialmente, no dia 06 de Outubro! Eu já tinha menstruado normalmente e já estava tomando um anticoncepcional indicado para mulheres que estão amamentando. Nada mais nos impedia.
OMG ... Fiquei tão feliz! Eu já podia colocar em prática tudo o que havia planejado com bastante antecedência. Parecia que era a nossa primeira vez, outra vez!
Mas no dia seguinte era quinta-feira e Edward tinha aula da faculdade, decidi estender nosso jejum por mais um dia. Os planos para um jantar romântico tomaram toda a sexta-feira. Com uma semana de antecedência, escolhi a dedo o cardápio e ocupei boa parte da sexta preparando-o.
Minha pesquisa na web resultou num cardápio leve. Como prato de entrada, preparei uma salada afrodisíaca de frutos do mar e ao fim, adorei a imagem do prato. A disposição dos cubos de carne branca do peixe com o marisco e o camarão sobre as folhas verdes ficou legal. O molho especial à base de vinho branco, azeite e temperos me deixou com água na boca. O prato principal foi salmão fresco ao molho de ervas, guarnecido com cubinhos de batata com salsinha passadas na manteiga. Eu já tinha comprado o vinho branco ideal, então só faltava preparar a sobremesa: torta gelada de mousse de chocolate com calda de framboesa. Mas não parei por aí. Ainda cuidei da decoração da sala de jantar. Eu já havia comprado umas velas com perfume suave de rosas e já tinha feito um bonito arranjo com flores e frutas pra ficar no centro da mesa. Também cuidei das músicas. Baixei de um site da web uma seleção de baladas românticas e gravei num CD!
Por volta das quatro horas eu já havia quase terminado de preparar o jantar, confesso que demorei mas do que gostaria. Mas quando se tem bebês para amamentar, as coisas podem atrasar um pouco.
- Hum ... meninos, vocês podem fazer um favor à mamãe? – sussurrei enquanto amamentava os dois – Nada de chorar na hora errada esta noite. Ok? – os dois me fitaram com olhares curiosos.
Depois do ‘lanchinho’ da tarde, Jenny me ajudou com o banho dos meninos e eu os coloquei na cadeirinha de balanço que o tio Emmett comprou. Com um mês e meio, meu Anthony e meu Thomas adoravam ficar meio sentadinhos. Naquela fase, o melhor passatempo deles era correr os olhinhos por tudo o que estava ao redor, e desde que eles ouvissem a nossa voz e sentissem nossa presença, se comportavam super bem enquanto estavam acordados.
Aproveitei que os meninos estavam quietinhos e fui tomar banho. Enchi a banheira com água quente e mergulhei em sais de banho de jasmim ... Uma delícia! O banho quente me fez relaxar e o suave perfume floral impregnou em minha pele de uma forma suave e natural. Lavei meus cabelos com o xampu de morango e depois os sequei com o secador e os deixei soltos, bem natural. No meio daquela semana, eu tinha ido até Port Angeles na intenção de comprar um vestido bonito e elegante. Mesmo que fôssemos jantar em casa, eu fazia questão de usar uma roupa nova. Entrei em algumas lojas, pesquisei alguns preços, mas meus olhos caíram num vestido marfim digno de uma Sra. Cullen e como ele foi só um pouquinho caro, não comprei lingeries novas. Por baixo dele, eu usaria uma fina calcinha de tule branco, mas teria de usar sutiã ... Ultimamente eu tenho me sentido a mulher-melão com esses peitões me acompanhando!!! Edward diz que acha bonito, mas sei lá, sempre usei sutiã tamanho 38 e agora to usando 42!!! Pelo menos o sutiã dessa noite não seria de amamentação, eu usaria um de tule e renda branca. Passei hidratante de óleo de amêndoas no corpo, fiz uma maquiagem leve e me vesti, depois calcei um peep toe preto altíssimo.
Me olhei no espelho e me senti oficialmente pronta! Me senti bonita!
Já era quase seis da noite, Edward chegaria em poucos minutos. Jenny me fez o favor de ninar os meninos e colocá-los no berço, depois ela foi embora. Fui até a sala de jantar, acendi as velas e liguei o som num volume baixo. Não faltava mais nada, exceto meu marido!
Faltava. Porque ouvi o barulho do carro e caminhei até a varanda. Meu coração batia acelerado. Meus olhos brilharam e sorri ao contemplar meu milagre pessoal descendo da pick-up, tão lindo ...
- Boa noite, amor! – sorri e peguei em suas mãos.
- Boa noite, princesa ... – ele sorriu – Você está linda!
Edward me fez girar e depois me abraçou pela cintura. Primeiro seus lábios buscaram os meus com paixão e ardor e quando o ar nos faltou, ele começou a fungar meu pescoço, queixo e lóbulo da orelha. Eu nem preciso dizer que já tinha me perdido somente com aquilo! Por fim, ele mordiscou o lóbulo da minha orelha e sussurrou.
- Eu quero você, Sra. Cullen.
Gemi de prazer antes de responder e me esfreguei um pouco contra ele.
- Você terá. Mas antes vamos entrar e jantar.
Na sala, Ed me fez girar mais uma vez e elogiou novamente o meu vestido.
- Esse vestido ficou lindo em você, Bella! É novo, não é?
- É sim. – ele me abraçou mais uma vez.
- Amor, você está pensando na mesma coisa que eu?
- Tenho certeza que não! – falei zombeteira e ele franziu a testa.
- Não?!
- Não, definitivamente, não! – sorri maliciosa – Eu sei disso porque estou pensando em você, nu, sobre a cama e ...
- Tem razão! – ele me cortou e me puxou mais contra si, fazendo com que eu sentisse sua ereção contra mim – Eu estou pensando em tirar este vestido de você, lentamente e ...
Gemi de novo e busquei forças não sei de onde para cortar aquela conversa.
- Ok, ok. Mas vamos jantar primeiro?
- Vou tomar banho. Você me espera?
- Sempre.
Ele se despediu de mim com um selinho, deu dois passos, mas depois girou em seus calcanhares. Quando olhei em seu rosto vi algo que não estava ali antes, parecia ser ... decepção?
- O que foi, Ed?
- Amor ... eu ... esqueci de perguntar pelos meninos ...
- EDWARD! – caminhei até ele e envolvi seu rosto em minhas mãos – Tá tudo bem, amor! Nossos meninos estão dormindo no quarto.
- Eu sei que tá tudo bem. – ele murmurou e baixou o olhar – Eu vinha no caminho pensando na saudade que tava de vocês três, mas assim que cheguei ... esqueci deles ... Que droga de pai e ...
OH! OH! Crise à vista! Pensei rápido e o arrastei para o sofá.
- Amor, presta atenção numa coisa. – falei com suavidade, mas assumi um tom sério – Você é pai, um pai maravilhoso, mas também é outras coisas nessa vida. Você é um universitário, um bancário, um marido ... Todos os seus papéis são assumidos em horas e locais diferentes. Não dá pra ser tudo ao mesmo tempo. – aproximei mais os nossos corpos e sussurrei em seu ouvido – E nessa noite, eu quero que você seja meu namorado, meu amigo, meu amante, meu marido ... Beije-me, Edward.
Ele fez o que pedi e juntou nossos lábios. Suas mãos desceram até minha cintura e eu enrosquei meus dedos em seus cabelos acobreados, nossas línguas se encontraram com luxúria até o último resquício de oxigênio.
- Eu te amo, Bella.
- Eu te amo mais.
Um Ed mais calmo deixou a sala e foi tomar banho. Fui até a cozinha, pus a comida em travessas e arrumei-as sobre a mesa da sala de jantar. Meus olhos percorreram o ambiente rapidamente e vi que tudo estava em ordem, fui até a geladeira e peguei o vinho.
- Hum ... Que cheiro!
Meu amor já estava de volta pra mim ... Ed também não deixou por menos. Vestiu uma calça jeans escura e o suéter cinza azulado com gola V. Seu peito musculoso e perfeitamente esculpido me fez hiperventilar.
- Frutos do mar ... – acho que falei isso, porque eu estava meio distraída e deslumbrada com ele.
O jantar foi maravilhoso! Edward provou e aprovou cada prato que fiz e eu estava deliciada não só pela comida que degustava, mas principalmente por ver a satisfação no rosto de meu marido. Estávamos sempre nos tocando, nos acariciando. Entre uma e outra garfada ou gole de vinho (eu bebi só um pouquinho), nós nos beijávamos, intensificando o sabor do jantar.
- Essas músicas que você escolheu são perfeitas! – ele disse num dado momento.
- Fiz uma seleção e baixei da internet. – ele sorriu torto, arrancando suspiros de mim.
Dividimos a mesma porção de sobremesa e demos pedaços de torta na boca um do outro. Caiu um pouco de calda de framboesa no meu dedo, Ed o pegou e o levou a boca, sugando-o de um jeito que deveria ser crime, me fazendo ficar úmida. Gemi e fechei um pouco os olhos.
- Me conceda esta dança, Sra. Cullen. – Ed se levantou.
Aceitei seu pedido e dançamos ao som de Andrea Bocelli. Nossos olhos se encontraram e não se deixaram mais: chocolate e verde-mar. Ali, na nossa sala de jantar, valsamos embalados pelo nosso amor. O cheiro e as luzes das velas, o clima de romance, o jantar especial, meu vestido novo, tudo era lindo. Mas nada daquilo era mais lindo ou mais significativo que o nosso amor, um amor puro e forte, mais forte que a dor e o desespero. E confesso que desespero e dor, nós já tivemos de sobra, mas nada disso foi capaz de nos separar ou nos abalar. A confiança que tenho em Edward é tão irrestrita, que, como diz a música: com ele eu partiria para qualquer lugar, porque onde ele estiver, eu sei que lá também será meu lugar. Pisquei várias vezes para conter lágrimas de felicidade. Ed percebeu minha intenção e beijou cada um de meus olhos antes de chegar a meus lábios.
- Eu te amo, esposa. – ele sussurrou, seu rosto estava colado ao meu, sentíamos a respiração um do outro.
- Eu te amo, esposo.
Bailamos mais um pouco e nos beijamos mais uma vez. O beijo evoluiu, a paixão aumentou e quando percebi, Ed pegou em seus braços e seguimos para o quarto. Ele me pôs de pé, de costas pra ele, tirou meu vestido bem devagar, beijando cada pedacinho de minha pele nua.
- Linda ... – ele sussurrou – Minha ...
- Sua ... – gemi – Só sua ...
Edward me virou pra ficar de frente pra ele e ofegou ao me ver apenas de salto alto e lingerie branca. Eu comecei a despi-lo bem lentamente, sempre esfregando meu corpo no dele e beijando seu corpo perfeito. Assim que Ed se viu só de cueca boxer preta, ele começou a me empurrar até a cama, deitando-se sobre mim.
Ofegamos juntos ao sentir o contato mútuo de nossas peles. Imediatamente senti meu ‘eddie’ muito vivo e o acariciei, arrancando um gemido rouco de meu marido. Ele apoiou o peso do próprio corpo com uma das mãos e começou a me acariciar com a outra, enquanto seus lábios buscaram os meus com fúria e desejo. Ed deixou minha boca e migrou para meu pescoço e queixo e pescoço de novo, eu apenas gemia e me esfregava mais contra ele, inebriada de tanto desejo. Ele desceu os lábios pelo colo e seios, beijou o vale entre eles e acariciou bem de leve os meus mamilos.
- Oh! Ed ... Ah! – ofeguei alucinada.
Ele foi impiedoso comigo, beijando e mordiscando minha barriga e virilha, depois as coxas, até que chegou aos meus pés, tirou meus sapatos e começou a fazer uma mensagem muito sensual ali ... Oh! Deus ... Que massagem era aquela?
Eu fechava os olhos e mordia o lábio inferior ao sentir a pressão dos dedos de Ed no solado de meus pés, aquilo era muito gostoso. Depois ele me fez deitar de bruços e começou a beijar meu pescoço e a massagear minhas costas, suas mãos hábeis foram descendo até que chegaram à minha bunda, apalpando-a com força. Escutei seu gemido rouco e o senti sobre mim novamente. Percebi sua dura ereção contra mim e comecei a rebolar pra ele.
- Ah! Bella ... – ele ofegou e mordiscou meu ombro.
Num único movimento, ele me virou novamente e tirou minha calcinha. Ofeguei e dei um gritinho quando senti seus beijos em minha intimidade, belisquei de leve em seus ombros e grunhi. Edward voltou a se deitar sobre mim e me beijou nos lábios novamente, nossas línguas se encontraram com ferocidade e calor. Senti seu membro viril contra minha intimidade e ergui um pouco o quadril, completamente excitada e pronta pra ele.
- Amor ...
- Hum ...
Foi tudo o que ele disse, mas mudou nossas posições novamente, me deixando por cima. Comecei a beijar seu queixo, pescoço, peito, barriga ... virilha ... E como se a minha própria vida dependesse daquilo, retirei sua cueca e ofeguei ao ver meu ‘eddie’ saltar de alegria, acariciei-o com ambas as mãos, fazendo com que Ed gemesse meu nome sem parar. De novo, ele voltou a ficar por cima e beijou meus lábios enquanto uma de suas mãos acariciava delicadamente o meu pontinho mais sensível. Eu me contorcia e grunhia, me sentia a beira de um precipício e estava louca de vontade pra me jogar de lá.
- Ed ... por favor ... – murmurei contra seus lábios.
- O que você quer, Bella?
- Você ...
Com um de seus joelhos, ele separou mais as minhas pernas e me penetrou com cuidado. Eu disse COM CUIDADO, mas ofeguei devido à dor que senti e a careta em meu rosto deve ter me denunciado.
- Bella? Princesa, eu te machuquei? – ele ficou imóvel sobre mim e me perguntou aflito.
Não respondi de imediato, na verdade, puxei o ar várias vezes e mordi o lábio inferior.
- Bella?! – uma de suas mãos afagou meu rosto – Desculpe, meu amor, eu ...
- Ta tudo bem, Edward. – sorri fracamente – A gente já sabia que ia doer, não é?
Ele beijou minha testa e me lançou um sorriso igualmente fraco. A Dra. Angela já havia me advertido que na primeira relação sexual após o período de resguardo, a penetração poderia ocasionar dor em mim.
- Não quero te machucar, amor. Por que a gente não deixa ...
- Não! – falei rapidamente – Preciso de você, Ed. Eu quero você ...
Ele me beijou com doçura e começou a se mover lentamente sobre mim, mas a cada investida, eu me concentrava em não me importar com a dor. Aos poucos, aquele desconforto foi cedendo e quando percebi, estava rebolando sob ele e erguendo meu quadril para intensificar mais o contato. Nossa coreografia era intensa, quente, as mãos de Edward me apertavam com paixão e força, cada vez que ele se afundava em mim, apertava minha bunda ou minha cintura.
- Ed ... sou sua ... só sua ...
- Minha ... Bella ...
Os murmúrios ininteligíveis não se prolongaram por muito tempo, porque o que eu mais queria aconteceu. Explodi de prazer e ofeguei com a cascata de felicidade e gozo, invadindo todo o meu corpo, sendo logo em seguida acompanhada por Edward, que se derramou em mim. Juntamos nossas testas e sorrimos, nossos rostos estavam brilhantes de suor, nossa pele estava quente.
- Te amo. – dissemos em coro.
Ed saiu de mim, se deitou ao meu lado e me abraçou com carinho, ficamos parados, tentando controlar a respiração. O silêncio no quarto era gostoso, resultado de nossa entrega e prazer. O tempo pareceu parar para nós, até que ... a babá eletrônica disse a que veio (ela sempre ficava sobre a mesinha baixa em frente à nossa cama). Os meninos começaram a chorar ao mesmo tempo em alto e bom som.
Argh!
- Hora do lanche. – murmurei e mal consegui me mexer na cama.
Ed foi mais rápido que eu, se levantou, vestiu a cueca e me entregou a calcinha. Meio cambaleante, vesti aquela peça, tirei o sutiã e vesti um robe, amarrando-o em minha cintura. Na pressa, quase tropecei em meus próprios pés, o fato dos meninos chorarem muito, muito alto, às vezes me deixava desnorteada. Mas foi só me sentar na poltrona e colocá-los ao mesmo tempo para mamar, que a paz voltou a reinar no ‘castelo Cullen’.
- OMG ... Por que vocês choram tão alto, meus amores? – sussurrei enquanto meus pequenos sugavam meus seios com força.
- É porque queremos chamar sua atenção, mamãe. – Ed fez uma voz infantil e respondeu por eles.
Após arrotos e trocas de fraldas, voltamos para o quarto e caímos na cama, exaustos. Mas bastou Edward me abraçar para que se acendesse a chama em meu corpo.
E assim, entre períodos de mamada e troca de fraldas, nos amamos mais duas vezes naquela noite.
POV EDWARD
Eu já tinha perdido as contas de quantas vezes tinha me virado nos ‘cinco contra um’ dia após dia. Beijar Bella tinha se tornado uma doce tortura para mim, sentir seus lábios quentes, macios e molhados só me enchia mais e mais de tesão e me fazia lembrar de seus outros lábios.
Argh!
Parecia que o calendário não queria correr! Aquela quarentena estava acabando comigo, literalmente. E mesmo no chuveiro, depois de bater uma (pensando na minha esposa gostosa e intocável), em vez de me sentir aliviado, eu me sentia ‘levitando de tesão’ como dizia aquela música. Sorri resignado e tratei de cuidar da vida. Quando estava no trabalho, as coisas eram mais fáceis, pelo menos eu não estava perto dela.
Outra coisa que me ajudou a segurar a onda foi a crescente necessidade de estudar. A faculdade não era difícil, mas estudar Teoria Geral da Administração, Contabilidade, Matemática financeira, era um desafio para mim. Tudo aquilo era muito diferente de Citologia, Genética, Anatomia ... Medicina ...
Será que um dia eu me tornaria um médico? Será que um dia Bella se tornaria uma juíza de direito como sempre sonhou? Eu ainda lamento não poder estudar o que gosto e não sei até que ponto minha esposa lamenta ter largado a faculdade. Mas esse é um assunto que deixamos de lado, talvez até pra evitar palavras inúteis e sofrimento. Nossa vida mudou muito desde ... desde ... Engoli em seco e não completei a frase em minha mente.
- Edward? Edward?
- Ah! Oi, Irina, desculpe, estava meio distraído. – virei meu rosto para ela e a encarei.
- Sim, sei ... – ela falou e sorriu – Sei muito bem em quem você estava pensando.
Ela apontou para o porta-retrato que estava em minha mesa, nele havia uma foto minha, de Bella e dos bebês.
- Posso ajudar em alguma coisa? – perguntei.
- Sim, eu preciso de um favor pessoal seu. – esperei ela terminar a frase – Preciso do número de telefone do jardineiro que sua esposa contratou para fazer o jardim da casa de vocês. No seu almoço de aniversário, eu fiquei encantada com o trabalho de paisagismo dele.
- Eu não tenho o número aqui, mas posso perguntar a Bella. – ela sorriu.
- Obrigada, Edward! Ah! Mande lembranças à sua esposa e um beijinho para os meninos.
De tantas pessoas que trabalhavam comigo no banco, Irina era uma criatura fantástica. Alegre, extrovertida, sincera e preocupada com os outros. Num certo dia, já era fim de expediente, enquanto eu e Samuel estávamos no estacionamento, caminhando até nossos veículos, escutamos alguém gritando por nós. Era Irina, ela andava apressada sobre saltos altos, se aproximou de nós e falou ofegante.
- Gente, por favor, não façam muitas perguntas. – ela fez uma pausa, tentando puxar oxigênio – Gostaria de incentivar vocês a participarem do concurso interno do banco, vocês sabem, para o cargo de Gestor de Negócios. – ela sorriu – Não me levem a mal, mas não posso contar mais nada. Só espero que vocês aproveitem as oportunidades de crescimento que o banco oferece. Bom, é isso, boa noite.
Rapidamente ela se despediu de nós e entrou no carro, deu partida e saiu. Eu captei sua mensagem nas entrelinhas, ela já deveria estar a par da contra do Bank Of West onde trabalhávamos, pelo Bank Of America.
- O que deu na Irina? – Samuel perguntou desconfiado e me fez lembrar que ele não deveria saber sobre a negociação entre os bancos.
- Acho que ela só quer que a gente se dê bem. – me esquivei da resposta.
Aquilo só serviu para nos motivar mais e mais a estudar, Samuel passou a ser uma presença constante em casa. Confesso que estudar sozinho seria difícil. Bella também me ajudava preparando café fresco para mim e corrigindo meus relatórios da faculdade. Em pouco tempo, percebi sua valiosa ajuda, formatando meus textos e corrigindo alguns erros de ortografia e gramática. A cada relatório pronto, ela lia e revisava e depois enviava, via web, para cada professor meu.
Com alegria e gratidão a Deus, celebramos sete meses de casados e o primeiro mês de vida de nossos filhos, tiramos várias fotos para registrar o momento. Com um suspiro de tristeza, senti a falta de nossos pais e fiquei imaginando o quanto eles seriam vovôs e vovós corujas.
Finalmente o resguardo acabou ... Eu me sentia um homem fora da prisão!
Minha esposa preparou um lindo jantar para nós, arrumou a mesa, escolheu músicas, comprou um vestido novo: tudo isso para me mostrar o quanto ela me ama e se importa comigo. Sou um cara de sorte mesmo! Aquela noite foi incrível, mergulhei em Isabella com todo o meu amor, carinho e devoção, me senti completo outra vez, assim que entrei em seu mar de delícia e êxtase. O melhor de tudo é que Bella continuava a mesma: molhada, quente, apertadinha. Confesso que fiquei angustiado por ela ter sentido um pouco de dor, mas nos amamos intensamente como se não houvesse mais nada a fazer, nos entregando àquele desejo louco e apaixonado, intenso e avassalador. Durante aquele fim de semana, cedemos aos desejos de nossos corpos e fizemos amor como se tivéssemos esperado uma vida inteira para isso. Caímos nos braços um do outro na cama, do sofá da sala de TV, sobre a mesa da cozinha, na banheira ... No domingo à noite, eu a levei para o sótão, peguei um edredom, forrei-o no chão e amei Bella sob o manto prateado de uma lua cheia e majestosa. Sim, em nosso sótão havia uma clarabóia e a gente podia ver o céu estrelado. Mas as estrelas estavam entre nós naquela noite ...
Numa tarde de domingo, resolvi colocar a contabilidade da família Fields em ordem. Com um arquivo de Excel aberto na tela do notebook, comecei a ver que nosso orçamento estava mais restrito devido às mensalidades da faculdade. E então eu me vi num dilema. Com um mês de vida, meus filhos não tinham nenhum dinheiro guardado para a faculdade! Lembro que já li relatos de muitos casais de classe média que diziam ter começado a guardar dinheiro para a faculdade dos filhos muito antes de eles serem concebidos! Exageros à parte, o fato é que Edward Fields não tem muito a oferecer aos filhos.
- Por que você está com essa cara, amor? – Bella se sentou na cadeira ao meu lado e tocou em meu rosto.
- Contas. – murmurei sem tirar os olhos da tela.
- Temos um problema? – percebi preocupação em sua voz.
- Não! – virei meu rosto para ela – Tá tudo sob controle, amor! – toquei em seu rosto – É só que precisamos monitorar tudo para que permaneça sob controle.
- Eu sei. – ela suspirou – Eu tenho levado o dobro de tempo para fazer compras no supermercado porque além de catar promoções, eu fico fazendo contas e tentando escolher entre as diversas marcas de produtos, aquela que nos oferece o melhor custo-benefício.
- Eu sinto muito, Bella. – colei nossas testas e olhei em seus olhos – Queria poder fazer mais.
- Edward, eu não to reclamando de nada! – ela se apressou em dizer – Ao contrário, eu queria poder te ajudar, trabalhar ...
- Não! - falei rapidamente – Os meninos são muito pequenos ainda e precisam de você.
- Eu sei, Ed. – continuávamos sussurrando e com nossos rostos colados - Eu só queria te ajudar, ser mais útil ...
- Nem pense numa coisa dessas, meu amor. Você é a pessoa que mais me ajuda nesse mundo! – fiz uma pausa – Mas temos que encarar os fatos, os bebês ainda exigem muito de você. – lhe dei um selinho – Não se preocupe com nada.
- Então vou me esforçar mais ainda em manter as contas equilibradas. – ela sussurrou.
Não agüentei mais e beijei minha doce, compreensiva e leal e esposa. Meus lábios buscaram os dela e se perderam em sua boca, quando o ar nos faltou, sussurrei.
- Eu sei que vai.
Bella cumpriu sua promessa e até fez mais. Numa tarde, após o almoço, ela me mostrou um folheto de inscrição para um curso de economia doméstica que aconteceria dali a dois dias nas dependências da Igreja Metodista de Forks.
- Economia doméstica? – perguntei desconfiado.
- Sim, hoje quando fui caminhar na pista de cooper, tinha uma senhora entregando esses convites. – ela parecia interessada – É um curso rápido de seis horas, três vezes por semana. E como à tarde os bebês dormem bem, não sentirão minha falta por apenas duas horas.
- Só isso? Seis horas?
- Sim, amor. O foco é alimentos: como aproveitar sobras de comida, transformado-as em outros pratos e também ensina como guardar melhor as frutas, verduras e legumes na geladeira, para evitar que estraguem.
Senti um bolo na garganta. Bella falava com um inocente entusiasmo, mas eu não gostei nada daquilo. Minha esposa, uma Cullen, preocupada em não jogar fora restos de comida. Por acaso estávamos passando fome?
- Se você quiser ... – ergui os ombros, tentando parecer indiferente.
- Eu quero! – ela sorriu e me abraçou – Amanhã mesmo vou fazer minha inscrição, custa apenas U$ 10,00.
Deixei meu preconceito de lado e me rendi às habilidades de minha esposa. Num dia almoçamos com peito frango grelhado, dias depois, comemos uma deliciosa torta de frango e palmito no jantar e numa noite fria e chuvosa, jantamos canja de galinha. Percebi que ela passou a cozinhar menores porções de comida e assim quase nada era desperdiçado. Entendi o que Bella queria aprender no curso e me senti feliz por sua iniciativa.
Celebramos o segundo mês de nossos meninos, numa quarta-feira. Naquele dia também fazíamos oito meses de casados, era uma dupla alegria, sempre. Nossos filhos cresciam e ficavam mais bonitos, se é que isso era possível! Com dois meses, eles conseguiam mexer melhor a cabeça e o pescoço e até levantavam o queixo um pouquinho! O sorriso deles deixava de ser um mero reflexo muscular e passou a ser mais consciente. Eles focalizavam o meu rosto ou da mãe e depois de um tempinho davam o melhor sorriso de reconhecimento, do tipo ‘hey, você é meu papai’ e ‘oi, mamãe’. Aquilo sempre nos fazia ganhar o dia! O intervalo das mamadas ficou um pouco maior e eles passaram a ficar mais tempo acordados, percebemos que nessas horas, eles adoravam pegar seus brinquedinhos de plástico e levá-los até a boca. A visão deles ficou mais aguçada, eles conseguiam focalizar melhor os objetos, tive a prova disso porque eles gostavam muito de mexer nos brinquedinhos coloridos do carrinho e das cadeirinhas de balanço. Dia após dia, presenciar o crescimento de nossos filhos era uma coisa tão prazerosa para mim e para Bella, que não tinha dinheiro no mundo que pagasse por isso.
Até o pediatra-safado elogiou a saúde de nossos filhos. Eles mamavam bem, o cartão de vacinas estava em dia, seus peso e tamanho eram normais.
Quando o Halloween chegou, eu me dei conta que a minúscula cidade Forks se vestiu para a festa. Dois dias antes, as casas de nossa rua já estavam enfeitadas com abóboras e espantalhos. Nos preparamos para a ocasião, Bella comprou bombons e doces para distribuir com as crianças do bairro enquanto eu moldava algumas abóboras para colocar em nossa varanda. E apesar de o domingo estar meio chuvoso e frio, aquilo não tirou a alegria e disposição das crianças em bater nas portas das casas, dizendo: ‘doce ou travessura?’.
Bella comprou fantasias para os meninos. Eles ficaram lindos!
- Olha amor, vem ver uma coisa!
Quando entrei em nosso quarto, Thomas estava fantasiado de pimenta e Anthony de ...
- Que fantasia é essa, amor? – perguntei desconfiado
- Ele está fantasiado de zangão!
Sorri antes de responder.
- Pensei que era fantasia dos irmãos metralha!
- Edward!
Pusemos os meninos do carrinho e os levamos para sala para assistir TV conosco. Bella fez pipoca e assistimos a um filme antigo de terror pastelão, mas era tão engraçado com aqueles toscos efeitos nada especiais, que nos fez chorar de rir.
A campanhia da porta começou a tocar e assim distribuímos os doces e bombons. Por volta das oito da noite, Anthony já cochilava, mas Thomas estava acordado, de olho em tudo a sua volta, foi quando Lily, a filha dos Altman, nossos vizinhos, bateu na porta. A linda menininha usava uma fantasia de bruxinha e estava acompanhada de sua mãe.
- Doce ou travessura! – ela falou – Boa noite, Sr e Sra. Fields!
- Boa noite Lily! – eu e Bella dissemos em coro.
- Você está uma bruxinha muito bonita. – Bella completou e foi até a cozinha para pegar uns doces
A menina e sua mãe entraram em casa e viram os meninos no carrinho.
- Sr. Fields, será que os bebês têm medo de bruxa?! – ela perguntou meio preocupada.
Sorri com a inocência dela, me ajoelhei em sua frente antes de responder.
- Não, se você for uma bruxinha boazinha.
Ela sorriu e assentiu, depois se aproximou do carrinho e começou a acenar para Thomas, já que Anthony dormia sossegado. Justo nesse momento, Bella voltou da cozinha e entregou à menina um saquinho com doces.
- Mamãe! Eu já sei o que quero de presente de natal! - a mãe a olhou sem entender nada – Quero dois irmãozinhos como o Anthony e o Thomas, olha só como eles são lindos!
A pequena Lily arrancou risos de nós e depois de alguns minutos, ela e sua mãe se despediram. Levamos os meninos para o quarto, tiramos suas fantasias e só então, Thomas adormeceu.
Eu voltei pra sala e liguei a TV, fiquei zapeando por vários canais. Bella fugiu do meu campo de visão por alguns minutos e então apareceu no corredor, ela carregava uma taça com morangos e chantilly e estava ... fantasiada?
Engoli em seco e senti meu membro pulsar dentro de minha cueca. Minha esposa estava vestida de colegial sexy e veio em minha direção, rebolando e fazendo caras bocas. Ela sentou no meu colo e levou um morango coberto de creme de chantilly à boca, mordendo-o de uma forma bem sensual.
- Doce ou travessura? – ela fez uma voz sexy e sussurrou
- Doce e travessura! – sorri maliciosamente.
- Muito bem. Resposta correta. – ela colocou um morango em minha boca – Agora, vamos ter uma aula de anatomia. – ela tocou em meu membro, apertando-o de leve e me fazendo gemer – E depois, uma prova ...
- Prova de quê? – entrei na brincadeira e acariciei sua bunda.
Ela se inclinou mais, sussurrou em meu ouvido e chupou o lóbulo de minha orelha.
- Prova oral ...




