ÚLTIMO CAPÍTULO!!!!
Gentem... desculpem a demora!
Vejam as fotos e lembrem-se q há 2 links d musicas, 1º é trilha sonora, 2º é PRA VER O VÍDEO!
Boa leitura e ñ deixem d ler recados do final
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Amanhecer
POV JASPER
Quando minha pequena Vivian nasceu, eu tomei coragem de botar em prática um plano que há muito tempo inquietava meu coração: sair do FBI.
De nós quatro, Rose foi a primeira a criar coragem e largou tudo quando sua filha mais nova ainda era uma bebezinha. Mas minha irmã teve sorte, porque abriu uma pequena empresa de informática e rapidamente conseguiu bons clientes. Quando minha fadinha se descobriu grávida, ela começou a ter medo de trabalhar como agente policial, saindo nas ruas em investigações do FBI. Então, graças a seus méritos e sua formação em Psicologia, ela conseguiu trabalhar no Centro de Apoio Psicossocial do FBI em nossa cidade.
Mas segundo Alice, o trabalho lá dentro não era fácil, então, durante sua licença maternidade, ela se ocupava em cuidar de nossa Aisha, cuidar da bebê e estudar para concursos públicos! Não me perguntem como, mas só Deus sabe como a minha baixinha conseguiu dar conta do recado... Eu sempre suspeitei que ela fosse ligada a 1.000W de energia, mas depois que vi sua aprovação num concurso público do Tribunal de Justiça do Estado de Mariland, eu tive certeza que minha esposa tem muita energia mesmo!
Depois de Alice, Emmett resolveu seguir carreira de jornalista e ainda lançou um livro sobre os detalhes da investigação do Caso Volturi e até onde eu sei, meu cunhado anda muito feliz com sua nova profissão.
Mas eu tinha medo de deixar o FBI... Medo de não conseguir um bom emprego lá fora, medo de ganhar menos dinheiro e não ter como sustentar as três mulheres da minha vida. Eu vivia buscando novas alternativas profissionais, mas por outro lado, a cada amanhecer, eu me perguntava se estava tomando a melhor decisão. Então aceitei os conselhos de meu experiente pai e fui devagar.
Como já disse, o nascimento de Vivian foi o ponta pé inicial...
Solicitei uma licença sem vencimentos do FBI e durante dois anos, usei umas economias que tinha para pagar as contas de casa e investir num curso de atualização jurídica em Direito Penal e Processual Penal. Já fazia um bom tempo que eu tinha terminado o curso de Direito, eu precisava urgentemente me reciclar... Aos poucos fui refazendo meu currículo que já contava também com uma pós-graduação em Segurança Pública.
Passei dois anos fazendo um Doutorado em Direito Penal e Criminologia, as aulas eram muito cansativas, já que eu fiz questão de acelerar o andamento do curso. Geralmente eu passava o dia na universidade e o curso exigia muito de mim... Mas não desisti, visto que havia poucos profissionais atuando na área, eu conseguia vislumbrar boas oportunidades profissionais. Rapidamente consegui um estágio na Secretaria de Segurança Pública do estado, atuando na subsecretaria de Inteligência Policial.
Ao término do Doutorado, apresentei minha tese diante de esposa e filhas e mais uma dúzia de professores e autoridades de segurança. Fui aplaudido pelas minhas três princesas e elogiado pelos professores e profissionais ali presentes. Eu mal recebi o diploma e fui contratado pela Secretaria de Segurança Pública para ocupar o posto de Diretor Adjunto.
Eu havia me especializando em pesquisa, adquirindo a metodologia necessária para evitar crimes em sua origem, ou seja, dentro das pessoas. Junto com uma equipe de servidores públicos engajados, fizemos uma abordagem social, cuidando melhor dos cidadãos, fazendo com que a polícia fosse amiga das comunidades, atingindo os guetos e periferias com ações sociais concretas. Os resultados foram surpreendentes, tivemos diminuições consideráveis de criminalidade entre adolescentes, o alcoolismo e o uso de drogas (principalmente o crack) recuaram entre os jovens, pequenos furtos, brigas de trânsito e violência em escolas públicas diminuíram...
Enquanto fazia uma retrospectiva de minha vida, ajeitava a gravata de meu terno e podia ouvir minhas três mulheres lindas sorrindo enquanto se embelezavam. Naquela noite, nós quatro tínhamos um jantar especial na Sede da Polícia, quando eu seria nomeado Secretário de Segurança Pública... Cinco anos se passaram para que eu chegasse até o posto maior e eu sei que fiz por merecer, batalhando muito, trabalhando no que gosto, sendo um profissional ético e comprometido com o bem das pessoas.
Quando sai do closet, assoviei alto e chamei a atenção das minhas três princesas... Alice estava deslumbrante, usando um vestido longo cor de púrpura, o tecido meio brilhoso caia perfeitamente em seu lindo corpo, acentuando suas curvas de uma forma delicada. Seus cabelos estavam soltos, lindos e sedosos, a maquiagem era suave, do jeito que eu mais gosto!
Vivian usava um vestidinho cor de rosa muito fofo e não passou despercebido em mim que minha pequena usava gloss bem clarinho nos lábios.
- Alice... – fiz cara de bravo – Você deixou Viv usar maquiagem?!
- Ah! Jasper, francamente, é só um glossizinho de nada...
- HUMPF... – murmurei, fazendo as três sorrirem e não pude evitar de sorrir, fiquei de joelhos e abracei minha pequena – Você esta linda, meu docinho...
- Obrigada, papai... – ela falou com sua vozinha de fadinha tão parecida com a da mãe.
Quando desfiz o abraço com minha mini-fadinha, quase cai no chão, tamanho foi o susto que levei.
- AISHA! – fingi estar assustado – O que aconteceu com seu vestido?!
- O QUE, PAPAI?! – ela se olhou preocupada.
- Tá faltando pano aqui, - apontei para suas pernas – e ali. – apontei para seus braços – ALICE! Não me diga que este vestido custou $100,00... Com tão pouco pano, ele deveria ter saído de graça!
- Deixe de besteiras, Jasper Mansen! – ela ralhou comigo – Sua filha está linda e o vestido ficou perfeito nela...
Só para me torturar, Aisha deu uma voltinha naquele micro-mini-vestidinho vermelho tomara-que-caia... Argh! Só de lembrar que na sede da polícia haveria muitos jovens policiais e estudantes da academia de polícia, meu estômago dava cambalhotas!
- Você não gostou, papai? – minha linda filha ficou insegura e eu me recompus de imediato.
- Não, não, filha! – abracei meu anjinho – Você está linda... – ela sorriu – Mas vou ficar de olho, hein? – olhei para Viv – Querida, o papai te paga cinco pratas para você não deixar nenhum marmanjo se aproximar de sua irmã!
- JASPER!
- PAPAI!
Alice e Aisha falaram em coro e eu segurei o riso... Embora Aisha ainda não pensasse em namorar (bom, eu acho que ela não pensava), ela já estava com quase treze anos e eu só queria que ela ainda tivesse mais um tempinho sem se envolver com... Argh! Com esses caras idiotas! Ai, Deus, acho que serei um sogro muito chato!
Minha filha mais nova gostou da idéia de ganhar cinco pratas e prometeu tomar conta da irmã, eu fiquei satisfeito e finalmente seguimos para o jantar. Durante a cerimônia de posse do cargo, enquanto fazia o discurso, olhava nos olhos de minha Alice e me sentia completo, olhava no rostinho de minhas filhas e me sentia fazendo a coisa certa: cuidando de seus futuros e do futuro dos filhos, dos filhos de seus filhos...
POV EMMETT
As coisas mudam... De repente a vida da gente dá uma guinada tão brusca, que a gente quase não acredita em tudo o que aconteceu!
Quase oito após o encerramento do Caso Volturi, eu me vi freneticamente digitando páginas e páginas que terminaram num livro chamado Dinastias. Esse livro relata os pormenores da investigação do caso e como as famílias King e Volturi conseguiram articular o maior esquema de corrupção de todos os tempos no alto escalão do governo americano.
O lançamento do livro foi em Washington há um mês, quando num coquetel organizado pela editora, eu respondi às perguntas de alguns repórteres, dei autógrafos... me senti ‘o rei da cocada preta’ por alguns minutos e me diverti um pouco com minha família e amigos. Minha irmã e família vieram de Austin, no Texas, os Cullen vieram de NY, Jasper, Alice e as filhas, o sogrão e a sogra também vieram... Foi lindo e nem preciso dizer que chorei ao ver tamanha demonstração de afeto!
Agora eu, Rose, Jasper e Alice já não éramos mais agentes do FBI. Por incrível que pareça a carreira que antes parecia ser o nosso sonho deixou de ser importante quando os filhos nasceram e a gente se viu querendo cuidar melhor da família e trabalhar numa coisa menos arriscada.
Há alguns anos eu pensei seriamente no assunto, conversei com Rose, fui pra ponta do lápis, fiz as contas e decidi sair do FBI. Logo de cara, aceitei a proposta para trabalhar no Delaware State News, um jornal de médio porte no estado. Ser repórter sempre foi uma opção em minha vida, já que cursei jornalismo na faculdade e gostava de todos os estágios que fiz em jornais e emissoras de TV. O salário era quase a mesma coisa que no FBI, mas os benefícios em seguro saúde, auxílio alimentação e auxílio creche eram melhores, sem contar que o trabalho era mais tranqüilo... Por volta das cinco da tarde eu já estava chegando em casa para ajudar Rose em alguns afazeres domésticos (eu ajudo minha esposa e tenho orgulho disso) e a cuidar dos monstrinhos!
Sim, porque três filhos com idades entre seis e quatro anos, são verdadeiros MONSTROS dentro de casa! Tem dias que eu e Rose parecemos dois loucos fazendo um filho tomar banho, outro escovar os dentes, outro calçar os chinelos...
Ah! Mas eu não to reclamando! Essa era a vida que eu sempre quis pra mim! Cuidar de minha esposa e filhos é um privilégio...
Era noite de segunda-feira e eu estava no supermercado comprando algumas coisas já que naquele dia Rose não teve tempo de fazer isso. Minha esposa andava muito ocupada com sua micro-empresa e às vezes eu tinha que fazer compras no supermercado. Enquanto eu colocava frutas e verduras no carrinho e olhava na listinha para ver o que ainda faltava, uma voz conhecida, mas que tinha ficado no passado, me desconcentrou:
- EMMETT!!!
Girei em meus calcanhares e me deparei com Lindsay, minha ex-peguete, ficante fixa ou sei lá o quê.
- Puxa vida, gato, há quanto tempo?! – ela se jogou em mim e me deu abraço apertado.
‘Ai, meu Deus! Ainda bem que Rose não tá aqui’ pensei.
- Ah! Oi Lindsay... Que surpresa! – falei meio sem jeito – O que você faz aqui em Delaware? Você se mudou do Texas?
- Eu estou morando na Philadelphia agora, mas a família de meu namorado é daqui... – ela me olhou de cima a baixo e reparou na aliança na minha mão esquerda – Vo-você se casou?!
- Sim! – falei com orgulho e saquei o celular de meu bolso – Esta daqui é a minha Rose e estes são nossos filhos, os gêmeos Ethan e Erin e Emmelie é a mais nova!
Enquanto mostrava as fotos de minha família para Lindsay, percebi que a danada continuava gostosa pra cacete, mas NADA, nada mesmo era melhor e mais bonito do que a minha Rose. Percebi também que ela continuava sendo a mesma de sempre... Resumindo, eu jamais seria feliz ao lado dela porque tudo o que quero está em Rose e em nossos filhos!
Encerrei a conversa com a ex-peguete ignorando as noções de boa educação. Não a convidei para ir à minha casa e tomar um chá gelado na varanda dos McCarty, não troquei número de celular e nem endereço de e-mail. Algumas coisas do passado devem ficar no passado.
Porque agora o que interessa é viver o presente tendo a certeza que cada amanhecer ao lado de Rose e das crianças será pleno e feliz. Dirigindo de volta para casa, eu cantarolava uma música qualquer e sorria que nem bobo, agradecendo a Deus por todos os caminhos da minha vida. Agradecendo porque, involuntariamente, os caminhos mais perigosos de minha vida, quando eu trabalhei no Caso Volturi, me levaram ao amor de Rose.
Quando cheguei em casa, encontrei os monstrinhos brincando na sala, como sempre, tinha vários brinquedos espalhados pelo chão... Arnold, o filhote beagle que as crianças ganharam do avô no último natal, estava destruindo mais uma almofada... Rose já nem ligava mais para as traquinagens daquele baixinho barulhento e babão!
Mas o cachorrinho exercia sua função social em casa! O coisinha devia ter parentesco com Alice, porque além de viver quicando e com uma carinha irritantemente feliz e balançando o rabinho (se bem que eu nunca vi Alice balançando o rabinho), ele parecia ser ligado a 1000 W de energia! Com tanto gás e vontade de brincar, o cachorro divertia as crianças e vice-versa! Quase todos os dias, por volta das nove da noite, os quatro já estavam em sono profundo!
Encontrei minha Rose na cozinha, esquentando alguma coisa cheirosa no fogão, encostei meu corpo nela e a abracei por trás, beijando seu pescocinho cheiroso. Ela sorriu e gemeu bem baixinho.
- Boa noite, amor. – sussurrei – Como foi o seu dia?
- Agitado! – ela sorriu e se esticou para capturar meus lábios num beijo rápido.
Mal beijei minha esposa e fomos perturbados por uma onda de ‘Tão namorando! Tão namorando!’ que as crianças gritavam freneticamente. Tudo isso intercalado com vários ‘au-au-au’ do cachorro faziam com que a gente tivesse quatro empata-foda dentro de casa...
- AAAHHH.... – rugi em tom de brincadeira e na mesma hora descalcei os sapatos e tirei as meias – ATACAR! – gritei – LANÇANDO MEIA DE CHULÉ!
Fiz dois bolinhos com as meias sujas, uma delas caiu na cabeça de Erin, ela gritou um ‘eca, papai’ e fingiu desmaiar devido ao fedor do chulé. Cá pra nós, eu não tinha chulé, era só encenação! A outra foi capturada por Arnold e seus dentinhos afiados começaram a rasgar o fino tecido.
- Aquela meia já era... – Rose suspirou e sorriu – Emm, vá lavar as mãos que eu vou servir nosso jantar.
- Nosso? – ela assentiu – Você me esperou?
- Sempre! – ela se lançou em mim e me beijou de verdade.
Durante a refeição, eu e Rose tivemos um tempinho de qualidade. Enquanto eu saboreava o picadinho de carne com legumes e elogiava os dotes culinários de minha esposa, ela relatava que Ethan brigou com um coleguinha na escola, mas não tinha sido nada sério. Erin inventou que quer fazer aulas de violino e Emmelie naquela manhã, por incrível que pareça, não tinha feito xixi na cama... Ah! Rose também contou que levou o pulguentinho ao veterinário e ele fez o maior escândalo na hora de tomar uma vacina!
- Depois que o veterinário aplicou a vacina, Arnold simplesmente rosnou pra ele! – ela fez uma careta – Nunca vi uma coisinha tão pequena e enxerida!
- Ele é parente de Alice, eu já disse...
- Emm... – ela ralhou comigo e segurou o riso – Pelo amor de Deus, se as crianças escutam você dizendo isso...
Sorrimos!
Quando minha ursinha se levantou da cadeira, a fiz sentar em meu colo e lhe dei um beijo calmo e apaixonado, querendo a todo custo aplacar a saudade que eu sentia dela. Meu coração já batia acelerado, meu corpo já reagia ao dela, suas mãos estavam em meus ombros, me puxando para si, minhas mãos estavam em sua cintura, agarrando-a possessivamente. Quando o ar nos faltou, sussurrei.
- Te amo, Rose.
- Também te amo, ursão!
Enquanto eu lavava a louça e ela as enxugava, percebia que as crianças e o cachorro iam, aos poucos, cedendo ao sono. As perspectivas para aquela noite seriam as melhores... Enquanto os monstrinhos estivessem no mundo dos sonhos, eu e Rose estaríamos num mundo só nosso... Um mundo de amor.
POV ROSE
Ok, antes eu dividia minha vida, tipo ‘antes e depois do Emmett’, mas agora eu divido nossa vida ‘antes e depois dos filhos’...
OMG! Tudo agora é tão bom, tão mais completo com essas três pessoinhas lindas que Deus nos deu... Sim, esses três inocentes pares de olhos azuis transformaram minha vida numa coisa linda!
Às vezes eu paro no tempo e me lembro como era minha vida antes... Uma carreira promissora no FBI, um salário razoável só para mim, um apartamento só para mim e o desejo enorme de ser mãe que me consumia por completo.
Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas e isso deve ser verdade.
Quantas e quantas vezes eu busquei num banco de esperma o ‘pai’ para o meu filho e tentei engravidar por fertilização in vitro? Nenhuma delas deu resultado e eu vivia me frustrando. Mas agora, quando olho para meus filhos, os filhos do homem que eu amo, os filhos do nosso amor, eu fico completamente embevecida e chego até a esquecer do sofrimentos e dos dias tristes de minha solteirice, quando eu pensava que cada amanhecer era igual ao outro e eu não via perspectiva alguma de nada.
- Passou. – murmurei.
- Hãn?! – Erin me tirou nos meus devaneios.
Estávamos os quatro na sala de TV... OOOPS... Os cinco já que as crianças insistem em dizer que o saco de pêlo chamado Arnold faz parte da família... Era uma tarde fria de Dezembro, lá fora o vento era impetuoso, impedindo as crianças de brincarem no quintal, aqui dentro estava mais quentinho. Meus filhotes tomavam chocolate quente enquanto assistiam a um DVD de um desenho novo sobre uma arara azul que se perdia numa floresta tropical do Rio de Janeiro.
- O que foi que você disse, mamãe?! – minha filha insistiu.
- Nada não, anjinho. – sorri para ela – Eu só estava dizendo que esta arara azul passou por maus bocados.
- É mesmo! Tadinha dela... – Emmelie falou – Mamãe, podemos ter uma arara azul?
- Claro que não, sua boba! – Ethan retrucou – Araras só vivem no Brasil...
- Bobo é você! – ela estirou a língua para um irmão, num gesto totalmente tia Alice.
- ÊPA! ÊPA! ÊPA! – falei com autoridade – Nada de brigas...
Os três voltaram a se concentrar no filme e eu voltei a pregar os botões da camisa de Emm. Sim, é isso mesmo! Virei ‘amélia’... ou quase isso!
Desde que os gêmeos nasceram, eu percebi que conciliar carreira de policial federal e mãe era quase impossível. Com muito custo, eu consegui trabalhar internamente no escritório do FBI, mas mesmo assim, eu sempre era requisitada para trabalhar nos finais de semana. Quando engravidei de novo, a idéia de largar o FBI ficou mais firme e quando a licença maternidade acabou, eu pedi demissão.
Eu fui a primeira de nós quatro a fazer isso, depois Alice tomou coragem, Emmett foi o próximo e Jasper também cedeu à necessidade de cuidar melhor de sua família.
Agora, eu trabalhava em casa! Montei um home office no sótão de casa, onde trabalhava desenvolvendo softwares para pequenas empresas da região. Finalmente minha formação em TI estava tendo alguma serventia! Mas não parei no tempo, fiz pós-graduação em Arquitetura de Software e em dois ou três anos, a idéia era fazer doutorado em Segurança da Informação. Já que desenvolvia softwares para empresas de médio porte, eu tinha de me certificar sempre que as informações dessas empresas estivessem protegidas contra acesso de pessoas não habilitadas. Esse curso seria muito importante para mim.
Até que não tive muitas dificuldades em me inserir no mercado de trabalho digital. O profissional de TI consegue ser muito versátil e com um pouquinho de sorte, consegui pegar o filão das microempresas do bairro. Primeiro desenvolvi um software para controlar o estoque de materiais de um armazém de construção perto daqui de casa, depois foi a vez de elaborar um software para a biblioteca infantil da pré-escola onde as crianças estudam. Confesso que este software fez o maior sucesso entre os pequenos! Sua interface gráfica era visualmente atrativa e muito fácil de ser usada pelas crianças em fase pré-escolar que podiam acessar de mini-terminais na entrada da biblioteca, a informação sobre a localização dos livros.
Então a Hale Softwares ganhou fama!
Quando recebi os primeiros rendimentos, reinvesti em tecnologia e coloquei alguns anúncios em jornais, criei um web site bem legal e firmei parceria com a Associação Comercial de Dover, desenvolvendo gratuitamente um software para eles em troca de propaganda gratuita em sua revista semanal dirigida exclusivamente para os comerciantes da cidade.
Mas nem tudo são flores!
Isso de trabalhar em casa requer muita disciplina de minha parte! Todos os dias eu madrugo, acordo primeiro que todo mundo, preparo café da manhã e lanche para as crianças levarem para a escola. Emm leva os monstrinhos e por volta das 7hs e 30min eu subo para o sótão, onde fico trabalhando até o meio-dia, quando o marido e os filhos chegam para o almoço. Não temos o luxo de contratar uma empregada, mas a Sra. Gordon fazia uma meia diária de segunda à sexta, preparando o almoço e dando um jeito (superficialmente) na bagunça da casa. Uma vez por semana uma faxineira vinha me ajudar e às sextas-feiras à noite, uma baby sitter ficava com as crianças. Eu e Emm não dispensamos um tempinho só para nós!
Minhas tardes eram sempre muito ocupadas, eu preparava o jantar, cuidava das crianças, atendia telefonemas de negócios, colocava roupa para lavar... Mas Emmett me ajudava no que podia! Sempre dizia que casei com um homem de verdade, um cara companheiro, carinhoso e muito disposto a cuidar de mim e de nossos pequenos. Emm tirava o lixo de dentro de casa, lavava nossos carros, cuidava do jardim e, aos sábados, me ajudava a passar ferro numa pilha de roupas e ainda arriscava cozinhar alguma coisa!
E por falar em cozinhar, depois que terminei de pregar os botões da camisa de meu amor, fui até a cozinha para ver como estava o rocambole de carne que assava no forno. Quando o cachorro sentiu o cheiro da comida, veio correndo até mim com aquele rabinho abanando, seus ‘au-au-au’ poderiam ser traduzidos por ‘me dá um pedacinho dessa carne’. Desliguei o forno e voltei à sala, o filme já havia terminado, era hora do banho das crianças. Subi com os filhotes, o cachorro seguia à nossa frente (sempre abanando aquele rabo nervoso), enquanto eu dava banho em Ethan, ele conversava comigo sobre seu dia na escola. Eu adorava aqueles momentos com meu pequeno príncipe! Sem a intromissão das meninas, eu já percebia no meu menino que ele gostava de conversar comigo sobre ‘seus assuntos’. Aos seis anos, Ethan já sabia se vestir sozinho, então eu o enrolei na toalha e o despachei para o quarto. Era a hora de dar banho nas duas pimentinhas!
Deus do céu! Erin e Emmelie eram duas matraquinhas! Falavam tanto, falavam tudo e ao mesmo tempo... às vezes eu ficava maluca! Mas era ótimo saber tudo sobre elas, ter seus sonhos, seus sorrisos e suas alegrias em meu coração... E só para confirmar que essa relação de cumplicidade era verdadeira, as duas deixaram escapar uma pergunta.
- Uma mãe pode ser outra coisa? – a filha mais nova perguntou.
- Outra coisa como, princesa? – perguntei enquanto enxugava seu corpinho.
- Uma mãe pode ser amiga? – Erin foi direto ao assunto.
- Claro que sim, docinho! – beijei seus cabelos loiros - Eu e a vovó Lilian somos amigas...
- PUXA VIDA! – as duas falaram ao mesmo tempo.
- Minha mãe é amiga da mãe dela... – Erin falou como se isso fosse a coisa mais anormal no mundo.
- Que legal! – Emmelie parecia abismada.
Já no quarto, eu vestia as duas sem entender muita coisa da conversa, até que a mais velha se pronunciou.
- A gente queria que você fosse a nossa ‘melhor das melhores das mais melhores amigas do mundo’.
- Mas a gente não sabia se a mãe podia ser isso. – Emmelie terminou a frase num biquinho lindo.
- OMG...
As palavras estavam sufocadas pela explosão de amor em meu peito! Abracei minhas duas filhinhas com muito carinho, enchendo de beijos seus rostinhos lindos, fazendo-as sorrir. Quando reencontrei a voz, jurei solenemente que seria a melhor amiga de suas vidas. E acrescentei em pensamento que aproveitaria cada momento até a tão temida adolescência, quando fatalmente eles me deixariam um pouco de lado.
- ÊPA! A mãe também é minha! – Ethan veio correndo em nossa direção e se juntou ao abraço.
- Tem mãe para todo mundo... – sussurrei enquanto meus lábios tocavam os três milagres de minha vida.
POV ALICE
Eu sempre soube que meu caminho estava ligado ao de Jasper... mas nunca em nenhum desses sonhos românticos eu me imaginei com uma família tão linda quando esta.
Quando Aisha chegou a nossas vidas, a felicidade teve um gostinho especial... Cada amanhecer era tão cheio de ternura e amor que tudo o que eu queria era passar o dia cuidando de nossa princesinha morena...
Então eu comecei a rever alguns conceitos em minha vida.
Todas as manhãs, deixar Aisha na pré-escola causava em mim e em Jasper uma dor no coração. Nossa pequena se comportava impecavelmente bem e eu me via tranqüila por saber que a escola onde ela estuda era uma das melhores e mais seguras da cidade, ela ficava a duas quadras do escritório do FBI e muitos dos alunos eram filhos de agentes federais.
O bom é que na hora do almoço eu e Jasper, ou pelo menos um de nós, sempre a pegava para o almoço e assim a gente podia matar um pouquinho da saudade de nossa filhinha linda. À tarde Aisha tinha aulas de natação, balé e música e durante o resto tempo ficava brincando com seus coleguinhas.
Mas numa manhã qualquer, eu e Jasper surtamos!
Antes das 8hs deixamos nossa filhinha na escola e seguimos para o trabalho no mesmo carro, como sempre fazíamos, quando recebemos a informação que uma escola em Los Angeles tinha sido alvo de um ataque à bomba. No começo as informações eram desencontradas, mas depois ficamos sabendo que dentro da escola havia dois ‘terroristas’ e que a bomba foi detonada no estacionamento e não houve feridos. Meu coração batia descompassado ao me deparar com aquilo e imediatamente meus pensamentos voaram para Aisha, liguei para a escola e falei com sua professora... Estava tudo bem com minha filha!
Enquanto isso, em Los Angeles ficamos sabendo que o artefato explosivo era caseiro e nem chegou a destruir veículo algum. O problema eram os dois adolescentes (sim, eles não eram terroristas) viciados em crack que haviam invadido a escola e faziam reféns uma professora e cerca de trinta crianças do primeiro ano. Surtei de novo, aquelas criancinhas deveriam ser um ano ou dois mais velhos que minha filha...
- Isso tudo é culpa dos traficantes. – Jasper rosnou enquanto me abraçava – A sociedade está à mercê dos traficantes que escravizam esses adolescentes...
- Oh! Jasper! – guinchei – Aquelas crianças...
Não consegui falar mais nada, me recusei a abrir a boca ou então começaria a chorar na frente de todo mundo do trabalho. O desfecho para o seqüestro desastroso foi terrível, nenhuma criança morreu, nenhum pai ou mãe sentiu a dor de perder um filho. Mas na verdade, haveriam famílias de luto. Atiradores de elite da LADP cercaram a escola e depois de várias tentativas de negociação, a escola foi invadida, um dos adolescentes foi executado na frente das crianças, mas de uma forma discreta e rápida. Só que o outro adolescente pulou uma janela, houve troca de tiros e uma policial levou um tiro na perna esquerda.
Até aí a desgraça não seria muito grande, só que o infeliz do marginal conseguiu (não sei como um drogado pode ter tanta pontaria) acertar a aorta femoral da policial.
Deus do céu!
A mulher morreu a caminho do hospital, vítima de hemorragia. Ela era casada, tinha um filho de 4 anos e naquela manhã tinha feito um teste de gravidez... Ela estava grávida há seis semanas.
O que este fato causou em mim (e em Rose também)? O desejo enorme de passar mais tempo com nossos filhos, ensinar a eles o melhor caminho e, é claro, trabalhar numa coisa menos arriscada. Essa coisa ficou em nós como uma idéia fixa, a gente sempre falava do assunto, deixar o FBI passou a ser plano. Rose foi a mais corajosa e quando Emmelie nasceu, ela deu o passo tão decisivo.
Quando soube que minha Vivian estava a caminho, surtei de novo e praticamente implorei ao meu diretor que conseguisse para mim qualquer serviço interno. E assim fui para no Centro de Apoio Psicossocial e apesar dos novos colegas de trabalho não serem muito cordiais comigo, tudo deu certo.
Aaahhh...
Vivian nasceu e me deixou com cara de boba até hoje! Amamentar minha bonequinha foi um sonho... cuidar dela, ninar, acarinhar, beijar seu rostinho... tudo isso era um privilégio enorme para mim!
Aisha era uma irmã mais velha muito carinhosa e dedicada, Jasper um papai babão pelas suas duas princesas e eu era somente a mulher mais feliz e plena da face da terra. Mas não fiquei sem fazer nada durante a licença maternidade! Deu a louca em mim e eu comecei a estudar para concursos públicos... Enquanto Aisha estava na escola eu estudava, já que Vivian era uma bebê muito calminha e só chorava quando estava com fome ou sujinha. Aproveitei cada minutinho que tive e logo de cara (sei que tive muuuita sorte) passei no concurso público de Psicóloga do Tribunal de Justiça do Estado. O salário não era dos melhores, mas a carga horária (somente 20 horas por semana) e os benefícios como auxílio alimentação e seguro-saúde eram bem legais.
Hoje, eu olho para trás e agradeço a Deus por tudo!
Aquele emprego foi muito bom para mim! Pela manhã, Aisha e Vivian estavam seguras na escola enquanto eu trabalhava como Diretora do Centro Psicossocial das Varas da Infância de todo o estado de Mariland. Eu gostava de meu trabalho, sentia que nossa equipe, espalhada pelo estado, atuando em cada condado, fazia a diferença na vida de centenas de jovens e crianças vítimas de vários tipos de violência. No começo da tarde eu já estava em casa com minhas meninas e meu tempo era todo para elas, à noite eu cuidava de meu Jasper, meu amado marido e eterno namorado.
Pois é, quando a gente corre atrás da felicidade e não desiste dela, ela chega! Em Zion, minha família Jones era meu motivo de orgulho, meus pais, um pouco mais idosos, e tia Jo adoravam nos receber na fazenda, minhas filhas eram tratadas como princesas, amadas como netas. Em Julian, meus sogros nos enchiam de amor e atenção e enchiam as meninas de muitos mimos também. Em Dover, minha cunhada Rose, seu marido e filhos eram presença constante em nossas vidas, nossos filhos cresciam juntos...
E em NY? Ah! Em NY estavam duas das pessoas mais importantes de nossas vidas... Edward e Bella surgiram em nossas vidas como uma missão, a missão mais importante. Depois se tornaram o centro de nossa atenção, já que tínhamos que protegê-los e por fim, uma fonte de inspiração, um exemplo a ser seguido... uma esperança a ser agarrada.
Sabíamos que Edward e Bella eram diferentes!
Mesmo com tanta desgraça acontecendo, eles conseguiam atrair para si tanto amor e tanta graça, que no fizeram chorar e nos encantar com seu amor, seus filhos nasceram para dizer ao mundo que o amor é forte e que o milagre da vida supera a morte. Suas filhas nasceram para coroar tão lindo casamento...
Só de pensar em minha amiga Bella, a irmã que sempre quis ter, bateu uma saudade danada, mas eu sabia que dali a dois finais de semana, todos nós iríamos nos reunir numa comemoração tão especial... À moda de Alice Brandon, eu fiz questão de cuidar de cada detalhe dessa festa! Por telefone, eu, Bella e Rose sempre nos falávamos e providenciávamos tudo para o grande dia.
Meio chorosa por pensar em tantas coisas emocionantes, funguei um pouquinho e atrai a atenção de minhas meninas.
- Mamãe, você tá chorando? – Viv, minha pequena curiosa perguntou.
- Ah! É por causa da cebola, filha...
Nós três estávamos na cozinha preparando o jantar, eu ainda não era uma mestre cuca, mas até que conseguia fazer macarronada de vez em quando. Sorri para minhas princesas e mudei de assunto.
- E aí, ansiosas para a festa?
- Ah! Mamãe, eu não vejo a hora de usar meu vestido novo!
Aisha falou toda entusiasmada e eu tive a certeza que se aquela menina tivesse saído de mim, não seria tão parecida comigo! Minha filha, agora quase uma adolescente, era vaidosa e apaixonada por compras como eu. Mas o melhor de tudo é que ela tinha adquirido meu bom gosto! Era o orgulho da mamãe...
- Ah! Mas deixa papai saber que você vai usar um vestidinho tão pequeninho...
Vivian falou e começou a rir! Essa daí tinha saído igual a Jasper, sempre tão prática e decidida em tudo, ela era a versão feminina do pai!
E por falar nele, pela janela da cozinha eu vi meu amor estacionando o carro, ele acenou para nós antes de entrar e nos presenteou com aquele sorriso de canto, o mesmo sorriso que arrebatou meu coração há alguns anos atrás.
POV EDWARD
Eu tinha muitas coisas, dentro da minha humilde dimensão humana, de que orgulhar. Cresci tendo orgulho de minhas origens, aprendendo a valorizar a família e a honrar o nome Cullen. Sou filho de um casamento feliz e com Bella eu tenho vivido um lindo casamento, apesar de alguns tropeços meus no passado... Mas vi em Carlisle o exemplo de um bom esposo e chefe de família, um homem que não media esforços em melhorar e não se envergonhava em pedir perdão. Vejo em Isabella uma mistura de Rennè e Esme, minha linda esposa conseguia reunir o que sua mãe e sogra tinham de melhor. Como sua mãe, Bella é cheia de vida e alegria e tem um coração muito disposto a amar, assim como minha mãe também o tinha. E quando me lembro de Charlie, posso até ouvir sua voz quase ameaçadora, tentando me intimidar (embora nós dois soubéssemos que nos amávamos como pai e filho)... Ele dizia ‘garoto, cuide bem de minha filhinha’... ‘To cuidando, Charlie’, era o que eu diria se ele ainda estivesse aqui.
Respirei fundo e pisquei os olhos várias vezes, se eu vivesse mil anos, ainda sentiria falta de meus pais e sogros!
Tentei mudar os rumos de meus pensamentos e sorri para meu reflexo no espelho, sorri mais ainda quando vi o reflexo de minha esposa. Se eu vivesse mil anos, diria a mesma coisa sempre: nasci para ser de Isabella. Sinceramente, eu não a tenho! Ela me tem por completo! E nesse negócio de ser dela, ela é tão generosa que resolveu se dar para mim... Tenho muita, muita sorte!
- Como estou?
Ela dispersou meus pensamentos e girou em 360º para mim. Estávamos no quarto, ela terminava de se maquiar enquanto eu ajeitava o nó da gravata.
- Você está linda, como sempre...
Cheguei perto dela e, para não borrar sua maquiagem, rocei meus lábios levemente em seu pescoço. Ela gemeu baixinho e somente com este toque, senti ondas de desejo invadindo meu corpo. Sorri e engoli em seco ao ver o quanto minha mulher estava gostosa naquele vestido azul marinho. Se eu pudesse, arrancaria aquelas roupas de seu corpo e faria amor com ela a noite inteira! Mas não dava, tínhamos um jantar importante para ir... coisas do trabalho de Bella.
- Vamos?! – estendi o braço e ela aceitou com um sorriso nos lábios.
Sem dizer muitas palavras, passamos pelo quarto dos meninos, eles dormiam sossegados e ganharam um beijinho nosso. Passamos no quarto de nossas bebês e em seus bercinhos, elas dormiam sossegadas. Babás a posto em cada quarto... deixamos as instruções de sempre e saímos. Ainda na garagem, suspirei, Bella fez o mesmo... Já era saudade, saudade de nossos rebentos.
Até que a noite não foi muito longa, quer dizer, o jantar não foi muito longo! Depois de ouvir alguns ‘juridiquês’ ininteligíveis para lá e pra cá, saboreei um jantar muito bom e tomei um bom vinho. Havia uma boa orquestra tocando músicas clássicas e como não poderia deixar de acontecer, eu dancei com minha esposa.
- Entediado?
Ela sussurrou enquanto escondia seu rosto no vão de meu pescoço, dançávamos ao som de Nat King Cole, a música era Fascination, uma alusão a nós dois, já que nosso amor era fascinante mesmo. Desci minhas mãos de suas costas nuas, passando por sua cintura e parando em sua bunda linda, fazendo-a gemer... Gemi também ao sentir seu hálito quente em minha orelha. Fiquei duro na mesma hora!
- Nem um pouco... – sorri baixinho e rocei minha ereção em sua virilha.
- Seu tarado! – ela sussurrou e sorriu e eu não resisti, ataquei seus lábios com paixão, mas sem ser um beijo muito profundo, afinal não estávamos sozinhos.
Por fim, chegamos em casa, encontramos nossos pequenos dormindo e como já não havia mais nenhum compromisso com ninguém, renovamos o compromisso de nos amar. Despi Isabella com cuidado, saboreando cada pedacinho de seu corpo, beijando com devoção a dupla marca das cesarianas, lembrando que além de tudo, ela me deu quatro filhos lindos...
Beijei minha esposa da forma adequada, minha língua invadiu sua boca, arrebatando gemidos abafados, fazendo meu corpo se convulsionar de desejo. Bella me despia e arranhava minha pele durante o processo, me fazendo ficar mais excitado, gemi no vão de seus seios e inspirei profundamente, guardando em minha memória aquele cheiro inebriante de jasmim e cereja... o cheiro de minha fêmea!
E quando mais nenhuma peça de roupa nos separava, nos beijamos com ardor novamente e num abraço apaixonado, juntamos nossas carnes.
O contato...
Ah! O contato íntimo entre um homem e uma mulher é tão lindo e poderoso, que deveria ser considerado sagrado! Não existe melhor nem mais adequada declaração amor que não seja se doar para o outro. E mesmo nesse momento, meu coração se enchia de gratidão por saber que para nós dois, somos os únicos...
Preenchi Isabella com meu corpo, meu calor, meu amor e meu carinho... Ela gostou e eu gostei também! E no movimento desenfreado de nossos corpos, caminhávamos juntos para um lugarzinho só nosso, o lugar mais especial de todos. Os corações batiam na sincronia dessincronizada dos amantes e nossos corpos tremeram ao mesmo tempo diante do extenuante ponto máximo do prazer. Caímos juntos e de mãos entrelaçadas no precipício de Eros e num resfolegar sôfrego emergimos, nos encontrando na praia tranqüila de uma troca de olhar. Sussurrei um ‘eu te amo’ entrecortado, ela sorriu para mim e se aninhou em meu corpo. Entrelaçados, adormecemos felizes, tendo a certeza que ao amanhecer ainda estaríamos juntos.
(...)
Outra coisa que me enchia de orgulho era a paternidade... Que coisa linda de se dizer: sou pai! E não simplesmente um ‘sou pai’, porque sou pai de Anthony, Thomas, Madeleine e Elizabeth! Cada um com o seu jeitinho e de uma forma única, veio a este mundo para preencher a minha vida e me ensinar muitas coisas. Parece meio estranho o que vou dizer, mas é a pura verdade, eu amo cada filho na mesma medida, mas procuro amá-los do jeito que precisam ser amados.
Thomas era um furacão dentro de casa! Sempre tão cheio de energia, meu menino aos sete anos de idade não parava um minuto sequer! Ele sempre era o mais barulhento, o mais curioso, o mais argumentador e, às vezes, o mais malcriado... Eu e Bella tínhamos um estoque de paciência extra para lidar com Tom... Mas meu monstrinho não se comportava mal de propósito, graças a Deus nunca percebemos nele uma criança má ou subversiva. Na base da conversa, a gente conseguia impor limites e evitar os comportamentos indesejáveis. Depois de um certo tempo, percebemos que a melhor maneira de amar nosso Tom era conversando com ele, se entusiasmando com ele e entrando no seu mundinho cheio de ação de aventura. Na escola, Thomas era famoso por seu jeitão extrovertido e alegre, mas ao mesmo tempo amigo e companheiro de todos. Com boas notas, Tom era um dos queridinhos das professoras, seu boletim era impecável, sua leitura e escrita era corretas... Graças a Deus, meu Tom era inteligente!
Não posso dizer que Anthony era o oposto de Tom, seria exagero de minha parte! Mas meus meninos eram muito, muito diferentes! Pude perceber essa diferença quando eles tinham apenas poucos dias de vida e com o passar do tempo, eles se tornam mais ‘eles mesmos’. Meu Tony era um menino gentil e extremamente educado, enquanto Tom era um furacão, Tony era um rio com correntezas constantes. Ele estava sempre em movimento, mas dificilmente ‘atropelava’ alguém com a sua energia. Curioso e ao mesmo tempo precavido, ele era contestador, mas ao mesmo tempo era obediente. Ele não tinha papas na língua e sabia dizer, de uma forma educada, quando não estava feliz ou satisfeito com algo. Tony era mais fácil de ser cuidado, mas era mais difícil de ‘ser lido’, ele só abria seu coração para as pessoas em que realmente podia confiar. Mas na escola ele tinha fama de Don Juan... isso mesmo, as professoras relataram para mim e para Bella que algumas garotas não escondiam sentir uma paixonite por ele.
- O QUÊ?! – a voz de minha esposa subiu umas oitavas.
- Ah, não se preocupe, Sra. Cullen! - a professora tratou de se explicar – Nós estamos de olho e...
- É bom mesmo ficarem de olho! – Bella ainda parecia nervosa – Meus filhos ainda são duas crianças! Eles são... eles são... são meus bebês!
- Amor, - coloquei uma mão sobre seu ombro, trazendo-a mais para mim – pelo menos ainda não devemos nos preocupar com Tom, Tony é o arrebatador de corações... – terminei a frase em tom de sarcasmo.
Bella lançou para mim um olhar mortal antes de falar com todo o sarcasmo do mundo.
- Pois é, os tempos são outros... Imagino que quando Lizzie e Maddie estiverem com sete anos, já terão uma listinha de mini-pretendentes!
Ai, não! Meu tendão de Aquiles eram minhas princesinhas! Minhas gêmeas ainda eram duas lindas bebês, mas eu já tinha perdido as contas de quantos pesadelos medonhos tive... Só de imaginar que na adolescência elas teriam admiradores, eu podia sentir a vista turva, o ar fugindo de meus pulmões e a garganta seca!
‘Charlie, agora sou solidário a você’, falei em pensamento para meu sogro.
Eu não podia lutar contra isso!
Resignado, eu já havia mentalizado que um dia as minhas princesinhas seriam adolescentes... Duas lindas garotas, duas cópias de Bella, com aqueles lindos cabelos castanho-avermelhados e aqueles olhos cor de chocolate, as bochechinhas rosadas e um sorriso lindo no rosto... Como toda garota de sua idade, elas iriam sonhar com príncipes encantados e romances, iriam adorar ver filmes melosos onde o cara sempre aparece para salvar a garota... essas coisas de sempre...
Como eu não podia fazer nada em relação a isso, equilibrava minha agenda de médico residente com a agenda de pai de meninas e curtia minhas pequenas sempre que podia, afinal, elas não teriam oito meses para sempre. Nossos passeios no parquinho perto de casa eram constantes, eu pedia que a babá arrumasse as meninas e depois as levava para tomar um banho de sol, ver as outras crianças e até mesmo brincar em algum brinquedinho. Maddie adorava cada momento e sempre vivia sorrindo para todas as novidades que seus olhinhos viam... Já Lizzie era mais calminha e desde que nenhum estranho tentasse se socializar com ela (ela estranhava a companhia de outras pessoas), seu entretenimento estava garantido. Eu nunca saia de perto de minhas pequenas e como um pai babão que sou, tirava várias fotos delas!
Aproveitei ao máximo os primeiros meses de vida de minhas pequenas... Não sei como elas conseguiam, mas sempre davam um jeito de mexer com minhas emoções! Aos seis meses as duas já falavam ‘mama’ com toda a segurança do mundo, mas, qual não foi a minha surpresa quando aos sete meses, enquanto eu trocava a fralda super-fedorenta de uma e fazia besourinhos com a outra, ouvi Maddie dizer ‘papa’ em alto e bom som. Meu coração perdeu uma batida, Bella estava conosco e também ficou encantada, houve um minuto de silêncio e depois Lizzie começou a dizer ‘papa, papa, papa’ enquanto fazia seus besourinhos engraçados.
- Meu Deus... – Bella guinchou – elas falaram direitinho...
- Claro que falaram! – terminei de vestir Maddie e comecei a brincar com as duas – Quem são as princesinhas do papai? – elas sorriam e davam pequenos gritinhos – Quem são as princesinhas do papai...
Bella se juntou a nós três e começou a beijar e dar pequenas mordidinhas nos pés de nossas bebês e como puxaram mesmo à mãe, as duas tinha cócegas e riam com vontade.
Os meninos brincavam com as irmãs todos os dias, nem que fosse por apenas dez minutinhos! E mesmo muitas vezes achando que as meninas não eram muito interessantes, eles sempre as ensinavam a fazer alguma gracinha. O truque da vez era fazer biquinho e soltar beijinhos ao ar... As duas eram lindas fazendo isso! Mas às vezes eu percebia que os meninos sentiam um pouquinho de ciúmes e me redobrava para dar atenção a eles também... Confesso, às vezes era difícil conciliar tudo!
Num sábado nublado de Outubro, os dois me fizeram um pedido curioso. A família toda estava na cozinha, eu esfriava as mamadeiras de mingau das meninas, enquanto os dois comiam seu café da manhã e Bella embalava as filhas esfoemadas e choronas... O típico caos de uma família normal...
- Papai, a gente pode ter um cachorro? – Tom perguntou.
- O QUÊ!? – eu e Bella dissemos em coro.
- Co-como assim? – Bella ainda gaguejava quando ficava nervosa.
- Um cachorro é um animal canino domesticado... – Tony falou a coisa mais óbvia do mundo e eu segurei o riso.
- Por que vocês querem um animal de estimação? – entreguei uma mamadeira a Bella, peguei uma bebê e dei seu mingau enquanto conversava com os meninos.
- Pra brincar! - os dois falaram em sincronia.
Numa rápida troca de olhares com minha esposa, percebi que ela não estava gostando do rumo da conversa, puxei uma cadeira e me sentei perto deles.
- Filhos, ter um animal de estimação é mais do que ter um brinquedo. – os dois assentiram fervorosamente – Ele é um ser vivo e precisa de muitos cuidados... ele...
- Ter um animal de estimação é muito importante para o desenvolvimento da criança. – Tony pegou um papel do bolso de sua camisa e começou a ler – Crianças que crescem ao lado de um animal doméstico aprendem a respeitar os animais e desenvolvem mais responsabilidades. Pesquisas revelam que a presença de um animal doméstico melhora a comunicação entre os membros de uma família...
Enquanto um filho falava, o outro assentia, concordando em tudo, eu e Bella estávamos meio sem ação, as meninas comiam seu café da manhã sossegadas e eu ainda não sabia o que decidir.
- A pesquisa também revelou que os animais domésticos são importantes para o desenvolvimento da afetividade, despertando sentimentos positivos e contribuindo para a auto-estima e a autoconfiança da criança.
Quando eu ia pensar em falar alguma coisa, Tom pegou outro papelzinho de seu bolso e continuou com a explanação.
- Ter um animal de estimação requer cuidados, MAS – ele enfatizou bastante a última palavra – orientada por um adulto, a criança adquire maior autonomia. Crianças entre seis e sete anos de idade, - segurei o riso novamente porque Tom apontou para si e para o irmão – conseguem cuidar de animais de pequeno porte, oferecendo-lhes além de carinho e atenção, água e alimentação. Cuidar de um ser vivo desenvolve o vínculo afetivo da criança e a ensina a lidar com os mais diversos sentimentos, desde a alegria até a perda e a dor.
- Edward, eu não que... – Bella ia começar a protestar, mas eu fiz um discreto gesto de mão e ela se calou.
- Meninos, onde vocês aprenderam tanto sobre animais de estimação?
- Ontem, durante o passeio da escola... nós fomos visitar um orfanato... – Tom começou.
- Não é orfanato, é um abrigo para cães abandonados. – Tony corrigiu – Nossa turma foi fazer uma visita ao abrigo e descobrimos que existem muitos cachorrinhos que não tem casa...
- Tadinhos... – o outro completou.
- Nossa casa é tão grande...
Nessa hora, Bella suspirou audivelmente enquanto fazia Lizzie arrotar.
- E a gente não tem animal de estimação... – Tom concluiu e cruzou os bracinhos.
Eu não queria concordar de imediato (Bella comeria meu fígado, com certeza), mas também não tive coragem de negar logo de cara. Suspirei antes de falar.
- Bom, agora que os dois terminaram de comer, tirem seus pratos da mesa, subam para escovar os dentes e vão brincar de qualquer coisa. – eles se levantaram e começaram a me obedecer – Vou conversar com a mamãe sobre o assunto...
O sorriso cheio de esperança e o brilho vivo nos orbes verdes de meus filhos me fizeram ganhar o dia... Eles são perfeitos, meus pequenos Cullen...
- Edward, - Bella guinchou depois que os meninos saíram da cozinha – um cachorro...
- Princesa, - fiz um sinal e ela sentou em meu colo, colocamos as duas meninas em cima da mesa e ficamos bem juntinhos os quatro – os meninos fizeram um pedido razoável. – ela fez uma careta – Talvez seja bom para eles crescer ao lado de um cachorrinho...
- Animais trazem doenças, dão muito trabalho e cachorros latem muito...
- Não vamos adotar um pit bull, Bella. – tentei sorrir – Além do mais, com vacinas e acompanhamento de um veterinário, um cachorro não é um vetor de doenças. – ela ainda estava muito séria, beijei levemente os seus lábios para ver se conseguia algum sucesso - Vamos apenas ver a hipótese de escolher um cachorro de médio ou pequeno porte.
Ela pegou o papel que estava em cima da mesa e vimos que ele era um folheto informativo do abrigo de cães, havia o endereço e o telefone. Bella deixou as duas meninas por minha conta, pegou o telefone e discou o número. Enquanto eu brincava com minhas princesinhas, prestava atenção à conversa da mãe delas. Cinco minutos depois, Bella olhou para mim e falou estupefata:
- Ed, você não sabe o que os meninos fizeram...
- O QUE FOI!? – minha voz subiu umas oitavas, já imaginando o que aqueles monstrinhos poderiam ter aprontado no abrigo.
- Eles conversaram com o veterinário, fizeram várias perguntas sobre um determinado cachorro e disseram que HOJE estariam indo lá com os pais deles para o adotarem o tal cachorro...
Abri a boca para falar alguma coisa, mas não consegui articular nada! Nesse meio tempo, a sapequinha da Maddie colocou sua chupeta na minha boca!
- ARGH!
A reação foi imediata, cuspi a chupeta no chão e as duas meninas começaram a rir, Bella riu também e eu fiquei com cara de leso.
- O que foi que você disse ao veterinário?
- Bom, eu... – ela suspirou – A verdade é que eu achei fofa a forma com que os meninos se empenharam em relação ao cachorrinho... O veterinário disse que nos esperaria até o meio-dia...
Olhei para o relógio, ainda era cedo, dali à uma hora as meninas tirariam seu cochilo matinal e a gente poderia ir ao tal abrigo.
- É, meninas, parece que teremos um cachorrinho! – minhas princesinhas sorriram e balançaram seus bracinhos e pernas para mim.
Durante a viagem de casa até o abrigo, os meninos quase quicavam no banco de trás do carro! Sim, meus filhos não se agüentavam de tanta alegria e ansiedade! Volta e meia os dois se esticavam e beijavam a mão e o braço da mãe, agradecendo e prometendo cuidar bem do novo amiguinho. Bella sorria e sempre os fazia prometer que não descumpririam a promessa... Assim que chegamos, o Dr. Donald, veterinário do abrigo, foi muito atencioso e nos mostrou alguns filhotinhos. Confesso que cada um era mais bonitinho que o outro, mas nenhum deles atraia a atenção dos meninos. Impaciente, Tom foi direto ao assunto:
- Dr. Donald, mas a gente gostou daquele cachorrinho de ontem...
- Aquele com o focinho preto, listras marrons e pretas espalhadas pelo corpo e com olhinhos azuis... – Tony fez uma descrição muito bizarra.
- Ave Maria! Isso deve ser uma coisa medonha... – Bella sussurrou e eu comecei a rir.
O veterinário assentiu para Bella, como se concordasse que o cachorro era feio e nos levou até a área onde estava o animal, assim que ele viu os meus meninos, começou a abanar o rabinho e a choramingar, como se quisesse atenção. Os dois entenderam as mãozinhas para ele e ganharam muitas lambidas.
- Anthony! Thomas! Não, isso é sujo... – Bella protestou em vão.
- Este filhotinho é uma mistura de pai pastor alemão e mãe vira-lata, os olhos são azuis porque ele ainda é um bebê, mas ficarão pretos. Ele vai crescer um pouco mais, mas não será tão grande quando seu pai...
Não tinha jeito, meus filhos se encantaram pelo cachorro feio e mesmo que ele fosse 100% vira-lata, eu o levaria assim mesmo... Felizes com a escolha, os meninos começaram a correr pelo pátio com o cãozinho e este parecia sentir que estava sendo adotado, corria e se exibia, abanava o rabinho e estirava a língua... Imagine um cachorro feio! Mas até que na sua feiúra ele era bonitinho...
De volta para casa, os meninos enrolaram o cachorro numa manta velha e ele veio quietinho no banco de trás do carro. De vez em quanto eu olhava para os três e sorria. Bella ainda estava na fase de suspirar alto e ficar séria!
- Vocês já escolheram o nome dele? – perguntei.
- BEAR! – os meninos disseram em coro.
- Bear? Por quê? – perguntei.
- Porque o pelo dele parece com o pelo do grande urso pardo! – Tony falou com orgulho.
- Ele parece mais com o filho de cruz-credo... – Bella murmurou, mas os meninos não ouviram.
- Bear Swan Cullen, seja bem vindo à família. – Tom falou solenemente, arrancando um sorrisinho meu e um rosnado da mãe, parece que Bella não gostou de dar seu sobrenome ao ‘canino’.
Mas a birra de minha esposa se desfez rápido, Bear caiu na graça de todo mundo em casa e não posso negar que ele não era tão bagunceiro como pensei que seria. Se bem que eu agi rápido e logo de cara resolvi contratar um adestrador para dar aulas particulares a Bear. Duas vezes por semana, nosso cãozinho feio recebia comandos de obediência e até que ele gostava! Além do instrutor, eu, Bella, os meninos e as babás participávamos do treinamento para que Bear soubesse que teria de obedecer a todos na casa. As meninas adoraram o cachorro e viviam chamando ‘auau’ o dia inteiro. Ele, educadamente, vinha até elas e latia amigavelmente. Depois elas aprenderam a dizer ‘be-be’ e eles viraram os melhores amigos! Com os meninos Bear corria pelos jardins da mansão e eu já não sabia dizer quem cansava quem. Só sei que meus gêmeos estavam felizes em poder cuidar do novo amiguinho! Eles não descumpriram as promessas feitas à mãe, não faltava comida, água e mimos para o cachorro! Bear estava feliz e eu e Bella nos espantávamos como o rápido crescimento do bicho... Ele continuava ‘magro e esbelto’, mas suas ‘pernas’ estavam mais longas a cada dia. O cachorro parecia um velocista com aquelas patas enormes! E sua feiúra já tinha virado seu charme, sua marca registrada!
Outubro não foi somente o mês dedicado a Bear... Como não podia deixar de ser, comemoramos o primeiro aniversário de nossa Lizzie e de nossa Maddie com uma linda festinha! Nossas princesas receberam no salão de festas da mansão os seus tios e tias, os priminhos, os padrinhos e os amiguinhos! Eu estava radiante, sorrindo para todos os lados, encantado com o rápido, saudável e feliz crescimento de minhas gêmeas lindas... Não chorei, mas estava visivelmente emocionado! Acompanhar o crescimento de um filho é um grande privilégio. Aos 12 meses, as meninas já andavam a casa toda... Era quase sempre muito cansativo correr atrás delas! Todas as janelas tinham rede de proteção, as portas tinham pequenas grades, as escadas tinham mini-portões... As tomadas tinham vedação, as pontas das mesas tinham protetores de silicone, as portas dos armários e dos móveis tinham uma trava... É... Tá pensando que cuidar de criança é fácil? Não é mesmo! Lizzie era traquina e extremamente curiosa, já Maddie era barulhenta, birrenta, curiosa e teimosa... Essa sim puxou a Bella Swan!
As duas viviam correndo pela casa e gritando para todos os lados... Confesso, tinha horas que aqueles gritinhos estridentes doíam nos ouvidos!
- MADDIE! – um filho se estressava quando a sapequinha riscava a tarefinha da escola – Ô MAMÃE... Ô PAPAI... OLHA O QUE A MADDIE FEZ...
- SOCORRO, SOCORRO! LIZZIE VAI DERRAMAR TINTA NA MINHA MOCHILA... – outro filho gritava.
- Não foi por mal, meninos! – Bella, corria em direção ao caos e tentava minimizar - Elas são muito curiosas...
- Maddie, Lizzie, peçam desculpas aos seus irmãos... – eu falava com a voz firme.
Tínhamos ensinado as meninas a pedirem desculpas aos outros e como elas não sabiam articular a palavra, o gesto de desculpas era afagar o rosto do ofendido. Mas no caso dos irmãos, elas afagavam e beijavam o rostinho deles. Apesar dos estresses do dia-a-dia, os quatro se amavam! Nos meses que se seguiram, eu me ocupei em amar minhas filhas, conhecê-las cada vez mais, registrar seu crescimento e ensinar-lhes tudo o que podia.
Em junho de 2018, eu saí mais cedo do hospital, peguei um trânsito meio louco, mas consegui chegar a tempo ao escritório do Ministério Público Federal em NY. Zach, o estagiário, já me esperava, o garoto parecia nervoso e se agarrava a um grosso livro como se aquilo fosse um bote salva-vidas.
- Cadê minha esposa? – perguntei aflito.
- Lá-lá dentro! – ele gaguejou, acho que ele adquiriu este hábito de tanto conviver com Bella – A sessão já vai começar, Sr. Cullen...
Andei a passos largos, entrei numa sala onde havia vários advogados, mas não me importei com eles, meus olhos se prenderam a Isabella e fui atraído para ela como se fôssemos dois imãs poderosos.
- Desculpe o atraso, amor. – beijei calidamente seus lábios.
- Tudo bem, a sessão está prestes a começar. – ela se jogou em mim num abraço apertado – Obrigada por ter vindo, meu amor...
Colocaram minha mulher numa espécie de cadeira giratória, os advogados, juízes, procuradores e professores de direito se acomodaram na mesa redonda que estava ao redor de Bella. Nós, os convidados, nos sentamos, nas cadeiras laterais. E quando o jorro de perguntas estava prestes a começar, percebi que minha esposa movia os lábios levemente. Deduzi que ela fazia uma oração e também pedi a Deus por ela. Um velhinho (acho que era juiz) perguntou alguma coisa sobre a carga tributária nacional, não entendi quase nada, Bella respirou fundo, Zach abriu o grosso livro, Bella respondeu com a voz firme, Zach murmurou um ‘muito bem, Sra. Cullen’ e eu fiquei feliz. De vez em quando ela olhava para onde estávamos e recebia do garoto um sorriso encorajador e de mim, um olhar apaixonado... Se não fosse minha esposa ali, acho que teria dormido, porque, cá pra nós, nunca vi uma conversa mais maluca que aquela! Ouvi muito ‘juridiquês’ em latim e não entendi porra nenhuma... Ainda bem que aquilo não durou nem duas horas! Ao final da sessão, uma ata foi lavrada e nela constava que aos 25 de junho de 2018, após sessão pública realizada pela Ordem dos Advogados do Estado de New York, Conselho de Procuradores Federais e Conselho de Desembargadores Federais, Isabella Marie Swan Cullen foi nomeada Procuradora Federal da República.
Bella chorou de emoção e eu quase chorei também!
Quando ela se levantou, muitos advogados, juízes e procuradores (alguns destes amigos de nossos pais) foram cumprimentá-la. Ela tentava lhes dar atenção, mas seu olhar estava preso ao meu e quando nos abraçamos, selamos a conquista com um beijo suave. Ainda no prédio do Ministério Público, não resisti e tirei uma foto da minha Bella, ela estava tão linda naquele vestido preto e clássico, que eu queria registrar o momento. Depois ela tomou a câmera de minhas mãos e pedoi que eu fizesse uma cara sexy, ela sorriu e tirou a foto, quando fui ver, quase tive um susto. Minha mulher estava linda, eu parecia um lunático! Nem o jaleco eu havia tirado... E, Jesus Cristo! A barba estava medonha...
(...)
Tentando me virar em mil ‘EDWARDS’ eu precisava ser um bom médico residente. Constantemente eu era comparado com minha mãe e quase todos os médicos mais velhos do MS Hospital queriam saber se eu seria um pediatra tão bom quanto Esme Cullen. Eu me esforçava!
A residência era uma etapa importante em minha formação como médico. Meus três anos de ‘pós-graduação’ em pediatria eram uma realização de um sonho... Mas eu me concentrava no que fazia, tentando colocar em prática todos os conhecimentos que aprendi em seis anos de curso. Tive a sorte e o mérito de trabalhar com um dos melhores pediatras do hospital, o Dr. Vettel era um bom professor, sempre me deixando opinar nos diagnósticos e participar de cirurgias. Em agosto de 2019 minha residência chegava ao fim e eu estava ao mesmo tempo feliz e nervoso. Feliz porque tinha vencido uma importante etapa de minha vida, nervoso porque estava oficialmente desempregado!
Alguém poderia pensar: o cara é bilionário, porque se preocupar com emprego?
Mas eu nunca fui um deslumbrado por dinheiro e sabia que tinha de batalhar por um emprego. Fui à luta... Espalhei meus currículos pelos hospitais e clínicas da cidade, fiz várias entrevistas e esperei ser chamado para alguma das vagas. A espera era meio chata, embora não estivesse sem dinheiro, pude sentir na pele como se sente um pai de família desempregado. É foda, viu?
Para desestressar, eu aproveitava os últimos dias de ‘liberdade’ de minhas princesas! Perto de completar 3 anos de idade, Maddie e Lizzie estavam lindas e ansiosas para irem à escola. Ao final daquele verão, minhas princesinhas eram as mais novas estudantes da casa! Meu coração explodia de orgulho e medo ao mesmo tempo... Será que as outras crianças seriam legais com minhas pequenas?
POV BELLA
Quando setembro chegou, Edward já não era um pai de família desempregado! Exageros à parte, meu marido lindo não passou nem três semanas desempregado... O MS Hospital abriu seleção para novos médicos, ele fez as provas e passou em primeiro lugar! OMG... Fiquei tão orgulhosa de meu maridinho... agora Dr. Edward Cullen!
Mas naquela manhã ensolarada, ele estava em polvorosa, nervoso, mexendo nos cabelos bagunçados, quase tendo um filho pela boca... Era o primeiro dia de aula de nossas meninas...
Eu tentava me virar em mil ‘Bellas’, cuidando para que nossos meninos não se atrasassem e colocassem todo o material na mochila, cuidando das mochilinhas das meninas, cuidando para que Edward não surtasse na frente dos filhos! Durante o café da manhã, ele cochichava o tempo todo com os meninos e estes sempre respondiam ‘ta bom, pai’ ou ‘pode deixar, a gente toma conta’... Tadinhos de meus pequenos! Aposto que o pai estava pedindo para que eles tomassem conta das irmãs! Enquanto isso, Maddie e Lizzie comiam seu cereal com leite e pareciam tranqüilas, Bear rodeava a mesa, latia e fazia festa... Eita cachorro feio e enxerido!
No carro, eu fiz questão de dirigir (fomos todos juntos naquela manhã especial) já que Ed me parecia muito tenso. O problema foi quando chegamos à escola, como sempre acontece no primeiro dia de aula, algumas crianças estavam chorando e quando Lizzie viu aquilo, começou a chorar também.
- PA-PAI... – ela agitou os bracinhos e ganhou o colo do pai.
- MAMÃE! – Maddie fez o mesmo.
Quando Edward ia começar a entrar em pânico, eu fiz um sinal para que ele se calasse. Os meninos a essa altura do campeonato já tinham se despedido de nós e ido para sua sala de aula. Era chegada a hora de ter uma conversinha com as meninas.
- Princesas... – enxuguei as lágrimas delas com beijos – não chorem! Vocês lembram que a mamãe disse que a escola é um lugar bonito, cheio de brinquedos e coleguinhas?
Elas assentiram e fungaram... OMG! Até chorando eram lindas!
- Então... Agora a mamãe e o papai vão levar vocês duas para a sala de aula onde vocês vão conhecer as novas tias e os novos coleguinhas e depois nós vamos voltar para pegá-las...
- Papai pomete que volta pa pega mim? – Lizzie choramingou.
- Prometo, meu anjo... - meu marido segurava o choro pra valer.
- E mim, papai? Você pega mim também? – Maddie perguntou.
- O papai e a mamãe vão voltar para pegar as duas. – ele falou com a voz mais firme e elas sorriram para ele.
- E na hora do recreio, Tom e Tony vão na sala para ver vocês. Ok? – esclareci.
- Ta mamãe... – as duas falaram ao mesmo tempo.
Vencida essa primeira etapa, fomos para a sala antes que rolasse outra crise. Para meu alívio, elas pareceram gostar das tias e logo se afeiçoaram a umas bonequinhas de pano que estavam numas cestas. Mais tranqüila, eu me lembrei que devido ao choro das duas, não havia tirado nenhuma foto delas. Então saquei a câmera da bolsa e registrei a imagem das duas enquanto conversavam com as professoras. Maddie já estava mais recomposta, Lizzie, minha bonequinha tímida ainda tinha os olhinhos meio tristonhos. Eu e Ed nos despedimos das meninas e saímos da sala a passos largos, o silêncio era pesado e para espantar a tristeza, lembrei que ainda tinha outros dois filhos.
- Amor, vamos lá na sala dos meninos para ver como estão?
- Um-hum... – ele murmurou.
Ah! Mas assim que chegamos lá, nosso astral melhorou mil por certo! A turminha do terceiro ano já estava em polvorosa e mal colocamos nossos pés dentro da sala, nossos meninos correram até nós. Tom estava com uma câmera na mão e tirou uma foto inesperada minha e de Edward.
- PEGUEI VOCÊS! – ele fez graça e conseguiu nos fazer sorrir.
- Meninos fiquem quietinhos. – pedi e tirei a câmera da bolsa – Quero tirar uma foto dos dois...
Depois nos despedimos deles, eu deixei Ed no hospital e segui para o escritório do Ministério Público. Já em minha sala, eu me lembrei de olhar as fotos dos filhos e quase tive um treco! Deus do céu! Anthony e Thomas já eram dois garotos crescidos e como estavam idênticos ao pai... Aaahhh... Como meus meninos estavam lindos! O cabelo, os olhos, a boca, o sorriso, o jeito de andar... Tudo neles era parecido com o pai! Quando eu me pegava pensando na gravidez, nos sustos e nas novidades de tudo... nas dúvidas e incertezas... Ah! Eu sorria para mim mesma e dizia ‘valeu a pena, veja e diga se há meninos mais lindos que estes?’ E só de olhar para minhas gêmeas, eu tinha a certeza que elas eram parecidas comigo, mas eram lindas já que eram filhas de Edward!
- To ficando velha... – murmurei – Meus filhos já têm nove anos, as filhas vão fazer três, eu vou fazer trinta... E... PUTA QUE PARIU! – minha voz subiu umas oitavas – O aniversário de dez anos de casamento... Ai meu Deus!
Entrei em pânico e liguei para Rose e Alice, fizemos uma teleconferência e eu implorei para que minhas amigas-madrinhas me ajudassem a fazer algum tipo de festa, comemoração ou sei lá o quê. Afinal, nas palavras de Alice, dez anos de casamento são Bodas de Estanho e Zinco! Não entendi bem porque tem o estanho e o zinco, mas deixei pra lá, o importante é que a data seria comemorada.
No final de semana seguinte era o meu temível aniversário de trinta anos! G-ZUIS... Fiquei com medo da velhice...
Edward fez as malas e colocou filhos e cachorro no carro, todos me seqüestraram para a casa de praia em Martha’s Vineyard e tivemos um final de semana muito agradável em família. O sol brilhava majestoso na praia enquanto nossos filhos corriam ao nosso redor, eu e Ed estávamos com as mãos entrelaçadas e seguíamos de volta para a casa, depois de um passeio pela praia. Lizzie e Tony seguiam nossos passos enquanto brincavam com Bear, Maddie e Tom corriam à nossa frente, paravam acenavam, corriam de novo... Edward sorriu torto para mim, apontou para nossos filhos e falou:
- Não canso de me maravilhar com eles, Bella. São lindos... a melhor parte de nós dois...
- São mesmo! De tudo o que temos, de tudo o que já fizemos, nossos gêmeos são as melhores coisas... – sorri – Às vezes nem acredito que conseguimos chegar até aqui.
- Parece que foi ontem ...
- O quê, amor? – perguntei a ele.
- O dia em que o menino Edward pediu a menina Isabella em namoro! – ele parou de caminhar e pegou meu rosto em suas mãos.
- É mesmo, isso já vai fazer vinte anos! – sorri ao ver o reflexo de meu rosto em seus orbes verdes - De lá pra cá, tanta coisa aconteceu ... Mas uma coisa continua igual, o meu amor por você, Edward...
Nos beijamos, mas o beijo não foi profundo, afinal estávamos numa praia e diante de nossos filhos, mas foi erótico o suficiente para me fazer ficar molhada quando senti seu membro duro empurrando minha barriga. Nosso abraço apertado disfarçou a situação...
- MAMÃE, PAPAI!!! – Tom nos chamava.
- Vamos, mamãe! – Maddie também nos apressava.
Edward rosnou em minha boca, Lizzie e Tony começaram a rir e ainda tinha o Bear que começou a latir...
- O mundo ainda conspira contra nós, Bella... – ele sussurrou – Isso também não mudou...
- Puxa vida, gente, será que vocês podiam se beijar mais tarde? – Tom já estava ao nosso lado e puxava na camisa do pai.
- Daqui a pouco vai começar o jogo do Yankees na TV... – Tony olhou para seu relógio e parecia aflito.
Sorrimos e resolvemos apressar os passos, afinal, nossos monstrinhos pareciam impacientes!
- Eles estão ansiosos. – Ed sorriu torto - Vamos, Bella. Nós temos a vida toda.
Ele pegou minha mão e voltamos a caminhar, mas de repente eu estaquei!
- O que foi, amor? – ele falou desconfiado.
Um déjà vu! Sim, eu já vivi aquele momento numa praia, beijando Edward, falando sobre nossos filhos... Meu peito se encheu de alegria e amor, voltamos a caminhar, eu não falava nada, apenas sorria. Era como se meu subconsciente sempre soubesse que chegaríamos até ali. Mesmo com tantas dores e dificuldade, meu cérebro, meu sexto sentido, ou sei lá o que, queria me dizer que tivesse calma e perseverança, porque mesmo diante do improvável em nossas vidas, conseguiríamos continuar juntos.
Meu marido e filhos não tinham consciência de que me deram o presente mais lindo de todos: a concretização daquele momento especial...
(...)
Para facilitar minha vida, comemoramos o ‘niver’ de três anos das gêmeas com uma festinha simples, porém animada e alegre com a presença apenas dos primos, tios e tias do coração e dos padrinhos. Jake e Leah, padrinhos de Maddie, chegaram com uma linda novidade, eles estavam grávidos e muito, muito felizes. Vic e James, padrinhos e Lizzie, trouxeram seus filhos e se juntaram a nós naquele dia tão especial.
Deus do céu!
Minhas menininhas já estavam com três anos!
Admito que sempre sonhei em ser mãe de uma menina, mas mesmo em meus sonhos mais lindos eu nunca pude imaginar que teria DUAS princesinhas tão lindas!
Aaahhh! Era tão bom fazer parte da vida delas, dar banho, dar carinho, vesti-las com roupas lindas, cheias de lacinhos e vestidinhos fofos... Vê-las correndo, sorrindo, gritando pela casa, agarradas com ursinhos de pelúcia, brincando de ‘mãe-e-filha’, empurrando um carrinho de bonecas... Às vezes eu as pegava no flagra, mexendo em meu closet, calçando meus sapatos altíssimos e trombando no chão, estragando minhas maquiagens, amarrotando meus vestidos e quebrando meus colares. Mesmo que eu quisesse ficar muito brava, era impossível não sorrir com a cena... Marcas de batom espalhadas pelo rosto, o salto de um sapato quebrado, um perfume derramado no chão, o tapete sujo com creme hidratante... esse era o caos! Resignada, eu limpava seus rostinhos e davam uma leve bronca, explicando às duas que ‘privacidade’ era uma coisa importante e que elas não deveriam mexer no que não lhes pertencesse.
- Dicupa, mamãe... – as duas faziam um biquinho lindo e falavam em coro.
E quando eu via que elas estavam muito porquinhas mesmo, eu simplesmente enchia a banheira com água morninha e sais de banho de essência de lavanda e entrava nela com minhas duas bonecas.
- Banho de pincesa! – elas sorriam e faziam festa com a espuma na banheira.
E assim eu ia curtindo a primeira infância delas, me esforçando TAMBÉM para acompanhar o crescimento dos meus meninos. E cá pra nós, Tony e Tom estavam enormes, lindos e a cada dia, mais e mais parecidos com o pai... Eu parecia a mulher-elástico, me esticando para cuidar dos quatro filhos ao mesmo tempo, conciliando horários assistir aos jogos de beisebol dos meninos e ver as apresentações de balé das meninas. Mas em meio a isso tudo, eu me sentia realizada por ter a certeza de que, embora a maternidade fosse uma tarefa extenuante, eu ainda era a primeira referência de amor na vida de Anthony, Thomas, Elizabeth e Madeleine. Não só eu, mas Edward também era essa referência de amor... Nossos filhos não verbalizavam o sentimento, mas o diziam em cada gesto de carinho e troca de olhar conosco.
Eram deliciosos os dias em que simplesmente não fazíamos nada, apenas ficávamos de bobeira, correndo atrás das crianças (ou vice-versa) pelos jardins da mansão. Eu adorava ver as faces rosadas das meninas, ver a euforia dos meninos enquanto subiam em árvores... até Bear entrava na festa e corria feito um doido! Haja fôlego! Pelo menos eu ficava em forma... E nos dias de verão, Ed ligava a sistema de irrigação do jardim fazendo com que os micro-jatos de água nos dessem um banho refrescante e alegre.
O riso inocente de meus filhos trazia para minha vida todos os raios de sol que um dia me fizeram falta. Já não havia mais choro, medo e morte e embora as feridas ainda estivessem abertas, elas já não doíam tanto. Porque em meu coração, eu sabia que quatro anjos haviam sido tirados de nós, mas outros quatro anjos vieram para nos fazer felizes!
A vida era boa, era linda, era plena... Na verdade, a vida era excelente! Aos trinta anos eu ainda era loucamente apaixonada por Edward, meu namoradinho de infância, meu marido, meu amor... Nós ainda tínhamos aquelas trocas de olhares que faziam meu corpo esquentar, seus orbes verdes ainda invadiam minha alma e conseguiam me enxergar como eu realmente sou. Edward sempre me deixava em estado de graça, seu amor era o meu ar, o meu chão e o meu céu. Era lindo ser a única na vida dele e saber que ele me escolheu como sendo ‘a mulher certa’!
Nós dois partilhávamos de muitos objetivos, dentre eles, o mais importante era criar os filhos, fazer parte de suas vidas e aprender com eles. Os vínculos com nossos pequenos eram tão mágicos e surreais, que depois de alguns anos como pais, percebemos que somos eternos aprendizes no doce e delicado ofício de criar gêmeos. Desvendar o enigma de suas diferenças, nos espantar com sua forte e ao mesmo tempo tênue ligação e testemunhar a cúmplice fraternidade entre Thomas e Anthony, Elizabeth e Madeleine eram os capítulos mais importantes de nossas vidas. Por isso, tínhamos a necessidade ardente de ensinar aos nossos pequenos tudo sobre a beleza e os mistérios da vida. Queríamos forjar em nossos Cullen pessoas decentes, equilibradas e saudáveis, essa era a nossa missão, a idéia que reservávamos como o princípio fundamental de nossas vidas: fazer dos filhos pessoas melhores que nós.
Enquanto isso, as outras missões também exigiam muito de nós! Edward era um médico respeitado pelos colegas e amado por seus pequenos pacientes, eu era uma Procuradora Federal com a carreira em ascensão, adorava meu trabalho e me sentia feliz por ser servidora pública. Vivíamos cercados por nossos amigos, mesmo morando em vários pontos do país, a gente sempre dava um jeito de se ver e celebrar a beleza da vida.
E por falar em nossos amigos... Os Mansen e os McCarty juntamente com seus filhos chegaram à mansão com três dias de antecedência, embora quase tudo estivesse pronto para a comemoração de tão importante data, minhas amigas fizeram questão de ver todos os detalhes com ‘os próprios olhos’.
- Aaahhh... vai ser tããão lindo... – Alice cantarolava e rodopiava pela sala.
- Estou tããão ansiosa para usar meu vestido novo... – Aisha cantarolava igualzinho à mãe.
Meus meninos não diziam nada, apenas assoviavam e sorriam quando viam os preparativos para a festa, de vem em quando eu flagrava um ou outro cochichando alguma coisa com as madrinhas. Tentei, mas juro que não consegui descobrir o que eles tanto tramavam!
- FESTA, FESTA, FESTA! – Maddie e Lizzie quicavam ao redor de nós.
- BOLO, BOLO, BOLO! – os três anjinhos de Rose tinham uma euforia contagiante.
Vivian, a pequenina de Alice era a única que estava mais controlada, embora estivesse gostando do clima de festa. Então eu a tive absoluta certeza que ela tinha puxado ao pai e à tia Rose...
E na véspera, a movimentação dentro de casa já era frenética, os pais de Jasper e Rose vieram da Califórnia e se hospedaram conosco. Os Jones (pais de Alice) e a tia Jo vieram da Georgia e se hospedaram na casa da outra tia de Alice, no bairro do Brooklin. Vic e James e seu casal de filhos vieram, assim com Jake e Leah (gravidérrima de um menino) também vieram... Ainda conseguimos convidar Jessica e Phillip (seu marido), Peter, Charlotte, Sid e Paolo vieram de Forks. Outros amigos da linda cidade verde não puderam vir, mas recebemos as congratulações de Samuel e Emily, Tia e Benjamin, Harry e sua esposa e tantos outros antigos vizinhos que preencheram um cartão gigante com lindas mensagens.
Aquela quarta-feira tinha sido uma maratona... Passei o dia inteirinho sem ver meu marido e meus filhos! Leah e Vic me carregaram para um SPA, onde tive um dia de beleza muito descontraído e relaxante. Já era noite, fazia um friozinho gostoso naquele fim de inverno em NY, todos na casa já estavam recolhidos em seus quartos e eu estava enroscada ao meu marido gostoso... um edredom fofinho nos cobria. Nossas mãos se mexiam em sincronia com os nossos lábios... meu coração já pareciam uma escola de samba e tudo o que eu queria era matar a saudade de Edward. Aquele dia inteirinho sem vê-lo tinha nos custado muito caro...
- Amor... – ele falou entre beijos – hum... eu te amo tanto, minha princesa...
Senti seus lábios quentes no vão de meus seios e arfei, um gemido entrecortado escapou de meus lábios e eu senti a unidade invadindo meu sexo.
- Também de amo, meu amor...
Ele ergueu o rosto e seus orbes verdes me fitaram com intensidade, não consegui desviar meu olhar... Sorrimos! Mas foi aquele tipo de sorriso glorioso, um sorriso vencedor, cúmplice e cheio de afeto. E de repente o tesão se transformou numa coisa mais poderosa, era puro encantamento o que vivíamos ali naquela cama. Edward deitou ao meu lado, eu comecei a afagar o seu rosto glorioso, ele começou a acariciar meus cabelos. Um bocejo incontrolável tomou conta de nós e dessa vez não rimos, gargalhamos mesmo!
- Princesa... eu quase nem acredito sabe... 10 anos, puxa vida! – ele me deu um beijinho de esquimó.
- Já passamos pelos 20 de namoro, - falei cheia de orgulho – agora estamos prestes a comemorar os 10 de casamento...
- Ca-sa-men-to... – ele sorriu torto – essa palavra combina tanto com a gente...
Ele me puxou mais para si e eu me aninhei em seu corpo quentinho, comecei a beijar seu peito e suspirei ao inspirar o cheiro de meu amor.
- Casamento, compromisso, cumplicidade... – complementei a lista.
- Amor... – falamos em coro.
- Te amo tanto, Bella, não me canso de repetir. - ele ergueu meu rosto e me deu um beijo delicado.
- Eu te amo mais...
Dormi um sono sem sonhos no calor dos braços de meu amado...
O dia 27 de fevereiro começou nublado e calmo, mas depois um raiozinho de sol tentou se mostrar e junto com ele a mega equipe do cerimonial invadiu a mansão. Flores de laranjeiras, muitas rosas, frésias e lilases foram invadindo o ambiente junto com decoradores e outros empregados. Tomamos café da manhã no jardim de inverno e depois disso Emmett, Jasper, Jake e James levariam meu amor de mim. Os quatro iam passar o dia no clube num programa familiar... Assim eu esperava que fosse!
- Humpf... – Ed fez biquinho e me deu um selinho – Já tom com saudades...
Enrosquei meus braços ao redor do meu marido e o beijei com vontade, depois começamos a ouvir uma série de pigarros altos (Emmett, com certeza), depois alguém deu um muxoxo e por fim, Alice me ameaçou.
- Bella... Bella... tenho certeza que Edward vai adorar o lugar que você escolheu para a segunda lua-de-mel...
Puxa vida! Algumas coisas, como o meu amor por Edward e a falta de escrúpulos de Alice nunca mudam... Resignada, interrompi o beijo e fiz careta para minha madrinha.
- Alice, você não presta, mas eu te amo...
Todos riram e ela sorriu largamente!
- O que importa é que você me ama... – ela cantarolou e girou ao redor de si mesma, fazendo a dancinha da vitória.
- Não se preocupe, Bella, contratamos uma strip...
Rose conhecia muito bem o marido que tinha e num piscar de olhos, se colou a Emmett e tapou sua boca com uma das mãos.
- Nós só vamos ao Iate Club andar de barco, tomar umas cervejas e jogar sinuca. – Jake falou.
- E vamos trazer seu ‘noivo’ na hora certa! – James me assegurou.
- Olha lá, hein, meninos? – falei fingindo estar contrariada.
- Pode confiar... Quando foi que mentimos para você? – Jasper perguntou.
- Exceto numa certa despedida de solteiro há uns dez anos atrás, quando...
- EMMETT!!! – Rose quase rosnou – Querido acho que você devia levar um guarda-chuva...
E com essa os rapazes se despediram de nós e dos filhos e partiram para um dia só de garotos. Nesse meio tempo os pais de Jasper e Rose, os pais de Alice e a tia Jo chegaram e não passou despercebido que eles reuniram TODAS as crianças e as respectivas babás e as levaram para... nas palavras de Jo, prepararem a mais linda surpresa da festa que parece casamento mais não é...
O segundo dia no SPA passou voando e dessa vez foi mais divertido porque além de Vic e Leah, ganhei a companhia de Rose e Alice. Falamos sobre um monte de coisas, desde trabalho, casa e bichinhos de estimação até os filhos, os maridos e como não podia deixar de ser, falamos de sexo.
- OMG! OMG! OMG! – Leah gargalhava – Bella ainda fica corada...
Puxa vida, minhas madrinhas e amigas riram às minhas custas e eu me juntei a elas nas gargalhadas. No começo da tarde fizemos cabelo, maquiagem e começamos a nos arrumar lá mesmo no SPA. Meu vestido rosa goiaba, super estiloso (praticamente escolhido por Alice) caiu como uma luva em mim, aqueles detalhes das rosas num dos ombros e aquele cinto, marcando bem a cintura deixaram o visual perfeito. Mas havia um rico detalhe na minha produção daquela noite: a tiara de ouro e pedrinhas de topázio que mamãe e vovó Marie usaram no dia de seus casamentos... Feliz por usar uma jóia de família, eu sentia como se minha mãe e avó estivessem ali ao meu lado... Segurei as lágrimas!
Quando avistei minhas amigas, percebi que seus maridos tiraram a sorte grande! Rose arrasava, como sempre, num vestido verde pistache, Alice estava deslumbrante num modelito azul turquesa, Vic usava um vestido roxo e lilás super romântico e Leah estava deslumbrante num vestido vermelho que só fazia embelezar sua barriguinha de grávida.
Às quatro da tarde uma limusine super chique, toda branca, veio nos buscar no SPA, a conversa entre nós cinco era super animada, mas eu estava com os nervos à flor da pele. Morrendo de saudades de meus filhos, morrendo de saudades de meu amor, eu só queria me aconchegar nos braços de minha família e me sentir completa outra vez. Quando a limusine chegou às portas da mansão, minhas pernas estavam bambas e minha garganta estava seca. Na entrada da casa, meu amor me esperava sob a soleira da porta.
Assim que minhas mãos tocaram as mãos do meu milagre pessoal, um estado de graça invadiu meu ser, sorri extasiada para ele.
- Você está linda, Bella... – ele beijou minha mão calidamente.
- Você também, meu amor! – nossos lábios se encontraram num beijinho leve.
Nesse instante nós fomos abraçados pelos quatro filhos e com alegria, me dei conta que os meninos vestiam ternos de tweed cinza grafite iguaizinhos aos do pai (até nisso Alice pensou). Enquanto a camisa que Edward usava por baixo do paletó era azul marinho, Tom usava uma camisa vermelha e Tony uma camisa branco gelo. Minhas princesinhas usavam vestidos iguais, mas o de Maddie era azul bebê e o de Lizzie, amarelo bebê. E assim como no meu, os vestidos delas exibiam lindas rosas!
A família Cullen seguiu direto para o jardim, onde uma tenda foi montada e graças aos talentos de minhas amigas e a irrefreável criatividade de Alice, o local estava perfeito para o tipo de cerimônia que faríamos ali. Uma música suave começou a ser tocada e quando me virei na direção do som, vi que tinham levado o piano para a tenda. Jo estava super charmosa, tocando para nós a Ave Maria de Gounod e Bach, a mesma música que ela cantou no dia de meu casamento. Todos os convidados, poucos convidados, apenas nossos amigos mais queridos, já estavam acomodados e ao som da música sacra, nós quatro nos sentamos nas primeiras cadeiras.
O Rev. Ferrars, ministro da paróquia que freqüentávamos, foi convidado para dizer algumas palavras para nós e foram sábias as palavras que ele usou. Confesso que não prestei muita atenção a tudo o que ele falava porque muito do que ele falava, eu já sentia no meu coração. E se alguém me pedisse para repetir o discurso dele, eu colocaria minhas falas no meio...
Mas o que posso dizer é que eu e Edward resolvermos fazer uma cerimônia de Renovação dos Votos porque nos amamos... De mãos entrelaçadas e, de vez em quando nos olhando, a gente sorria e tinha os olhos marejados... Sabíamos que estávamos ali em nome do amor... Um amor que já passou por tantas coisas, que já viveu tantos atropelos, que já se amparou nele próprio (no amor) para não sucumbir às intempéries dessa vida. Mas esse também era o amor meigo, gentil e inocente de nossa infância, o amor que era motivo de orgulho de nossos e pais e de admiração de nossos amigos. O amor que nos deu filhos lindos...
- Eu te amo, Bella. – ele se inclinou e sussurrou para mim.
- Assim como eu te amo. – sussurrei também.
‘Com Dez anos de casamento, o casal comemora Bodas de Estanho e Zinco’ – o padre falava – ‘e para entender o significado, devemos saber as características dos metais. O estanho é um metal maleável e possui um ponto de fusão bastante baixo. Um casal deve ser como o estanho, maleável um com o outro, perdoando os pequenos deslizes do dia-a-dia e sempre apaixonado, permitindo que o fogo do amor sempre queime em seus corações’ – nessa hora eu devo ter corado... imaginem, ouvir um padre dizendo isso – ‘E o zinco é um metal bastante resistente à corrosão, assim como ele, por amor, o casamento deve ser resistente às dificuldades dessa vida. E é em nome do amor de Edward e Isabella que estamos aqui hoje’ – o padre falava – ‘para reafirmar as bênçãos de Deus para este lindo casal e seus filhos tão queridos’
O padre pegou as nossas alianças (Alice as tinha tirado de nós para serem polidas) que estavam numa pequena almofada, as abençoou e nos convidou para ficar de pé, diante dele. Nessa hora, flashes de máquinas fotográficas quase me cegaram! Renovamos nossos votos, a voz de Edward estava embargada pela emoção... Mas foi lindo!
- Isabella Marie Swan Cullen, eu quero agora, diante de Deus, de nossos filhos e de nossos amigos, dizer que meu amor por você é sem medidas... – sorrimos – Ele é gentil como as pétalas das rosas, é quente como o sol e envolvente como a lua, mas acima de tudo, ele é como o amanhecer... se renova a cada dia, porque eu nunca vou deixar te amar...
Eu já chorava a essa altura, ele delicadamente colocou a aliança no dedo anular de minha mão esquerda e enxugou as lágrimas com beijos delicados em meus olhos.
- Edward Anthony Cullen... – respirei fundo – eu te amo, muito... mais do que a minha própria vida! – vi meu reflexo em seus olhos marejados – Eu me sinto honrada em ser sua esposa e não me imagino em outro lugar que não seja ao seu lado. Quero agora, diante de todos, dizer que graças a Deus vivemos uma linda história de amor...
Todos aplaudiram, alguns assoviaram (Emmett com certeza foi um deles) e em meio a muitos flashes, Ed segurou meu rosto em suas mãos e me deu um beijo quente e apaixonado... Perdemos a noção do tempo... Eu me sentia flutuando nos braços de meu amor, mas depois ouvimos muitos pigarros e a zuação começou...
- Tem crianças aqui... – Jasper falou sarcasticamente.
- Mulher grávida! – Leah entrou na brincadeira.
- E olhinhos inocentes como os meus... – Emmett fez uma voz bem efeminada e com essa todo mundo riu, até o padre!
Quando cessamos o beijo, percebemos que Emmett já estava de pé, diante de nós, ele no conduziu até nossas cadeiras, na hora não entendemos muita coisa, mas depois ele tratou de se explicar.
- Bem gente, como não podia deixar de ser, os padrinhos de Edward... – ele apontou para cada um – Rose e eu e os padrinhos de Bella, Alice e Jasper deveríamos dizer algumas palavras.
OMG! Emmett respirou fundo e eu percebi que ele já chorava também...
- Então, - ele continuou – já que é muito difícil falar de um amor tão lindo, preparamos um vídeo para vocês... – Jake e Jasper começaram a arrastar um telão – Queremos agradecer a Tom e Tony, Maddie e Lizzie por selecionarem vários fotos dos pais, desde quando eles eram crianças... Edward e Bella... essa música foi feita para vocês.
Ao final do vídeo eu já chorava de novo... Puxa vida! A musica era linda, as fotos escolhidas foram perfeitas para a ocasião. Nossa infância, nossos pais, nossa adolescência, nossas viagens, o apartamento de Boston, fotos com nossos amigos, o pessoal de Forks, nossos filhos, o retorno para NY, nossas filhas... Tudo isso passou como se fosse o filme de nossa vida, embalado por uma declaração de amor em forma de canção!
E depois de tantas emoções, Alice arrastou a todos nós para o salão de festas montado no jardim. Era outra tenda, só que dessa vez era estava montada numa estrutura de ferro e lonas plásticas transparentes... Parecia... Parecia uma casa de vidro! Ali estavam dispostas mesas lindamente decoradas com toalhas brancas, enormes castiçais, fitas brancas decorando o teto e várias poltronas e sofás dispostos de uma forma bem charmosa. A música ambiente ficou por conta de uma Orquestra de Câmara e dessa vez eu troquei com Edward um olhar cúmplice... No nosso aniversário de dez anos de namoro, ele me fez surpresa com uma orquestra idêntica a esta... Ao som de um piano, um clarinete e um violino as músicas de nossa vida iam sendo tocadas e como não podia deixar de ser, eu Ed dançamos a primeira música. Enquanto um delicioso jantar era servido e a gente se deliciava com os pratos de entrada, as crianças comiam vários docinhos e corriam ao redor das mesas... Depois partimos o bolo e brindamos a felicidade com taças de champanhe... Jasper devia estar com um humor excelente, porque ele deixou Aisha tomar uma taça da bebida. Mas meu Tom e meu Tony tomaram apenas um gole roubado da minha taça e da taça do pai.
Era chegada a hora de partir... E embora eu estivesse arrastando Edward para uma lua de mel, meu coração tava do tamanho de uma ervilha! Ficar longe dos filhos me partia o coração, mesmo que fosse por apenas uma semana... Mas eles iriam ficar em casa com Jenny e Chloe, suas babás, Bear, todos os outros empregados e, para aquietar nossos corações de pais, Lilian e Will, seu avós postiços, iriam ficar hospedados em nossa casa também...
Eu e Ed já havíamos trocado de roupa, as malas já estavam prontas, eu estava super nervosa... Não sei por que, mas estava... E enquanto ele tentava arrancar dos filhos o destino de nossa viagem (todo mundo sabia, menos ele), eu trocava figurinhas com Leah, Vic, Rose e Alice. Minhas amigas eram as melhores amigas do mundo!
- Meninas, obrigada por tudo! – fizemos um abraço coletivo – Vocês são demais!
- Eu sei, eu sei, eu sei... – Alice cantarolou e a gente começou a rir – Mas vamos deixar de churumelas porque senão vocês vão perder o vôo...
Depois que beijamos cada filho milhões de vezes e fizemos bilhões de recomendações, entramos naquela limusine antes que pudéssemos nos arrepender de viajar sem eles. Mas assim que ficamos sozinhos, entramos num mundinho só nosso e aos beijos e abraços chegamos ao La Guardia.
- Miami, Bella? – Ed perguntou, sorrindo torto e erguendo uma das sobrancelhas quando chegamos ao portão de embarque.
- É apenas um lugar no meio do nosso destino... – falei misteriosamente e sorri.
Mal o avião levantou vôo, acho que a gente apagou geral de tão cansados que estávamos. Eu ainda estava grogue enquanto forçava meus olhos a se abrirem, afinal eu estava levando Ed já que ele não sabia para onde estávamos indo! Já no balcão para fazer o check-in, ele se deu conta que iríamos sair do país...
- Rio de Janeiro? – ele ficou realmente surpreso dessa vez.
- Só mais outro lugar no meio de nosso caminho...
- Ah, puxa, que pena! – ele fez voz dramática.
- ÃHN?
- Ah, você sabe amor... Rio de Janeiro, fevereiro, carnaval, escola de samba, morena sambando... e... aaaiii...
Lancei-lhe um olhar mortal e acotovelei suas costelas.
- To brincando, - ele me abraçou por trás – minha gostosinha e ciumentinha esposa...
Sorrimos e nos beijamos. O vôo foi longo, mas na primeira classe eu viajei super bem tendo os braços de meu amor a minha volta. Chegamos ao Rio de Janeiro no meio da tarde, o sol estava a pino! O motorista já nos esperava, tudo estava indo super bem e até que ele entendia nosso portunhol meio misturado com inglês! O taxi passou por bairros apinhados de gente, nosso destino era a Marina da Glória, e quando sentimos o cheiro do mar, sorrimos.
Já nas docas, o motorista nos mostrou o caminho pela longa linha de iates, alguns muito luxuosos, outros simplesmente lindíssimos! Paramos diante de um não muito grande, mas igualmente lindo e luxuoso, o piloto já nos esperava, falou conosco em inglês, se identificando como Cap. Gustavo Fonseca. Depois de descarregar nossas malas, o motorista nos desejou boa viagem e a embarcação começou a se mover.
Aquele barco era rápido e se lançava como um felino através das ondas, respingando água do mar em nós... O sol ficava mais alaranjado no céu quando finalmente Edward já não se agüentava mais de tanta curiosidade.
- Falta muito, Bella?
Sorri e beijei seus lábios levemente...
- Na verdade, não... – apontei para o horizonte – Olhe ali...
Avistamos juntos uma pequena ilha, tomava pelo verde das árvores tropicais, mas na parte leste dela havia uma praia de areia branca.
- Bella, onde...
- Uma ilha, amor! – lhe dei um selinho – Aluguei essa ilha para nós!
Ele sorriu, depois gargalhou e me abraçou.
- Uma ilha... – ele repetiu e começou a beijar meu rosto repetidas vezes.
Palmeiras e coqueiros balançavam ao vento, o barco diminuiu a velocidade e entrou num pequeno cais construído com tábuas de madeira. Mal saímos do barco, apareceram do nada dois carregadores, eles despacharam nossa bagagem para dentro da casa num piscar de olhos e pularam dentro do barco. Gustavo nos deu algumas orientações sobre o funcionamento da casa e disse que voltaria para nos buscar na data prevista.
- Enfim sós... – sussurrei, inspiramos o ar salgado e quente.
Ed me puxou direto para os seus braços e me beijou com luxúria, quando o ar nos faltou, ele colou nossas testas... sorrimos... tudo era sorrisos!
- Te amo, Sra. Cullen!
- Assim como eu te amo, Sr. Cullen...
Voltamos a caminhar e depois que pisamos na areia, nossos sapatos afundavam nela! Como duas crianças, tiramos os sapatos e então de repente...
- Ai, ai, ai, tá quente, tá quente, tá quente...
A gente começou a pular e a correr, a areia quente provocava em nós muitos risos... Num piscar de olhos chegamos à varanda da casa!
Edward assumiu um tom solene, seus orbes verdes se fixaram nos meus, nossos lábios se encontraram e quando eu pensei que ele ia aprofundar o beijo, num único movimento fui erguida do chão. Atravessei a soleira da porta nos braços de meu amor... Meu coração bateu forte nessa hora, como se fosse nossa primeira vez. Os olhos do meu amor ainda sobre mim aqueciam meu coração e deixavam minha garganta seca de desejo.
Avançávamos pela casa e quando chegamos numa linda sala de estar, ele me colocou no chão, mas não paramos ali. Com as nossas mãos entrelaçadas, subimos os degraus daquela rústica escada e finalmente chegamos a um quarto branco. A cama era de dossel...
Exaustos da viagem, tomamos um banho relaxante na imensa banheira da suíte... Em meio a carícias e beijinhos quentes conseguimos enxugar nossos corpos e quando percebemos, já era quase noite...
Um beijo avassalador foi o que bastou para reacender o desejo em nós, meu marido me colocou na cama, deitou sobre mim e me amou como se aquela fosse a única noite de nossas vidas....
Nós tínhamos a sincronia perfeita, em meio a gemidos e delírios de amor, nossas mãos estavam entrelaçadas e os corações batiam em sintonia. Os orbes verdes de meu Edward se prenderam aos meus, sorrimos...
- Ed... – sussurrei quando me senti mais ligada a ele.
- Agora, Bella... Vem comigo, amor...
A explosão de gozo e felicidade tomava conta de nós, outra vez.
.............................
NOTAS FINAIS
Bom, é isso aí...
Agradeço a TODOS os leitores q nos acompanharam, sorriram, choraram e suspiraram conosco ao ver esse amor BEWARD!
Eu e Alinne nos sentimos honradas por fazerem parte de suas vidas!
Proximo post é o prólogo e depois (assim q der) teremos 1 bõnus...
Bjs e até a próxima
Anna Stein