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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 27 de novembro de 2011

Paradise - Capítulo 17


17. A Thousand Years

POV EMMETT

Neve, muita neve... frio... puta que pariu!
E como se não bastante o intenso inverno do Maine, eu ainda precisava me matar de estudar e quase congelar quando assistia aula no laboratório de Genética do Centro de Ciências Marinhas do Maine, enfiado no meio da glacial Verona Island. O frio era tanto que fazia meu pinto ficar encolhido! Argh!
Ah, mas já passava das três tarde, o professor parecia impaciente e a turma também, a aula já ia acabar e na minha cabeça, eu cantarolava uma musiquinha doida... ‘queima, Jesus, queima esse inverno... queima Jesus’... Hehehe... era apenas uma modificaçãozinha no hino dominical ‘queima Jesus, queima esse pecado... queima Jesus’ que a gente cantava na Igreja Metodista em Paradise!
OPS!
Foi só pensar em Paradise que meu coração se apertou de saudade... Por sorte vamos passar o réveillon na ilha... Eu, Bella e Edward... Nossa pequena e linda família! Pequena por enquanto porque daqui a uns anos vamos povoar a ilha com pequenos e lindos Cullens... lindos como a mãe...
Então de repente, nem vi o tempo passar enquanto pensava na minha maluquinha, o professor olhou para o relógio, nos desejou um bom fim de tarde, pediu os relatórios para a próxima aula e saiu da sala. Enquanto arrumava meu livro, caderno e caneta, não me dei conta que Rose se aproximava de mim.
- Hey, Emm, fecha a boca... Que sorriso idiota é esse!?
Suspirei antes de responder... Ah, era um saco ter a minha priminha-mala-sem-alça assistindo as mesmas aulas que eu...
- Só tenho esse sorriso, Rose. – resmunguei a contra gosto enquanto passava sem mal olhar em sua cara.
Se eu bem conhecia aquela loira-du-mal, ela não dava ponto sem nó e quando me rondava era pra querer algo em troca.
- Emm, pra que essa carranca toda, hein!? – ela deu um sorriso amarelo e um soco levíssimo no meu bíceps – Bom... eeerrr... Você podia me dar uma carona!? É que meu carro ta na oficina...
É, eu tava certo...
Ai, meu Cullen... pensei e bufei... Mas depois olhei pra janela e vi a neve caindo e a noite chegando. Seria muita sacanagem deixar a loira pegar um ônibus... Sacanagem com os outros passageiros, né!? Pensei com sarcasmo antes de responder.
- Tudo bem, Rose, - girei em meus calcanhares – vamo nessa que a gente ainda tem uma hora de viagem.
Meu sobretudo não deu conta do frio, me encolhi todinho enquanto apressava os passos, Rose, apesar de alta, se esforçava pra me acompanhar. Lucile protestou quando abri a porta, a prima ainda esperou uns segundinhos porque a porta do carona de vez em quanto emperrava e só abria por dentro. Ela murmurou um ‘abre logo essa porra’ antes que eu tivesse o tempo hábil de fazer isso. Sorri insatisfeito... a viagem ia ser um saco!
- Ai, Emmett, liga logo esse aquecedor...
- Peraí, majestade... – liguei o veículo, liguei o aquecedor e liguei o som num funk pancadão bem estridente.
- CARACA, EMMETT... ASSIM A GENTE NÃO PODE NEM CONVERSAR... DESDE QUANDO VOCÊ GOSTA DE FUNK!?
Rose gritou mais alto que o cara da música medonha e eu sorri.
- DESDE AGORA! – gritei também.
É, mas a loira não se deu por vencida, depois de tamborilar os dedos nervosamente sobre os joelhos, ela meteu a mão no som, sintonizou numa rádio decente, baixou o volume e exclamou orgulhosa:
- Agora sim... – bufei – E aí, priminho, quais são as novidades!?
Ela sorriu meio... esquisito... pra mim... ‘Chuta, chuta que é macumba’... pensei na mesma hora.
- Novidades... bem... ta tudo na mesma... Ou seja, tudo bem, graças a Deus.
- Sim, mas e a... Isabella... Tipo, você e ela e o Edward... vocês...
- Sim, Rose, vou poupar tico-e-teco de articular um pensamento. – usei todo o sarcasmo que tinha – Estamos juntos e estamos bem.
Ela fechou a cara e se calou por uns minutinhos.
- Emmett, estive pensado...
‘Queima Jesus, queima a Rose... queima Jesus...’
- Que tudo isso é um absurdo, - ela continuou – que a tia Esme iria achar isso tudo uma pouca vergonha... E que, tipo...
Eita! A loira passou a mão na minha perna! O reflexo foi tão imediato que segurei sua mão quando ela voltava, jogado-a no seu colo.
- Ai! Isso dói!
- É pra doer mesmo. – fui bruto – Não sei o que você tem em mente, Rosalie Hale, mas sei que não vai funcionar. Eu amo Isabella Swan e sou fiel a ela.
Assim que alcançamos os limites da cidade de Bucksport, manobrei o carro para entrar na estação de ônibus. Abri a porta do carona bruscamente e a loira entendeu o recado.
- SEU, SEU, SEU IDIOTA! – ela esbravejou enquanto descia da pick-up – EU TE ODEIO... ODEIO TODOS OS CULLEN... ODEIO ISABELLA SWAN...
Que os Hale odiassem os Cullen, isso já não era novidade, mas odiar Isabella, minha doce e linda Isabella... Porra! Que blasfêmia!
Não quis ouvir mais nada, meu coração se apertou, se contorceu numa dor nunca antes sentida e eu forcei o limite de idade da Lucille, fazendo-a rodar nos seus sôfregos 80Km/h. Tudo o que eu queria era chegar em casa logo, envolver minha bebê em meus braços e me certificar que ela estava bem.
Não sei por que sempre tinha que aparecer alguém pra meter a colher suja na nossa vida... Geralmente os Hale faziam isso! Nós três estávamos tão felizes, Ed no albergue, Bella na creche, eu estudando feito um doido... Bella sendo amada por nós dois... Qual é o problema!? Não é da conta de ninguém... Mas tem sempre um cruz-credo que pensa que é!
Respirei aliviado quando encontrei minha maluquinha sentada sobre o tapete da sala armando a nossa árvore de natal...
- Oi amor! – quase corri em sua direção, me ajoelhei no chão e beijei seus lábios – Chegou mais cedo, hoje!?
- SIM! – ela sorriu, iluminando tudo.
Bella era linda, mesmo usando moletons velhos, os cabelos presos num rabo de cavalo frouxo e cantarolando ‘noite feliz’ enquanto pendurava dois anjos no topo da árvore... Ela era linda!
- Hoje não tivemos aulas na creche porque foi o passeio das crianças no museu, daí larguei mais cedo depois que ajudei a colocá-los nos ônibus. Depois fui ao shopping e aproveitei pra comprar a árvore e todos os enfeites de natal.
- E Edward? – perguntei enquanto a ajudava com as luzinhas do pisca-pisca.
- OMG... – ela fez um biquinho fofo – Ele ligou pra dizer que vai ficar até mais tarde porque um funcionário do albergue está doente e faltou ao trabalho.
- Tomara que essa nevasca não piore. – murmurei.
Olhei para a janela, aquele começo de noite estava sinistro e eu começa a me praguejar por dentro por ter permitido que meu irmão fosse até Portland para pegar aquela encomenda. Seria uma surpresa linda para Bella, mas definitivamente escolhemos um péssimo dia para ir buscá-la.
- Amor, - ela ronronou e acarinhou meu rosto me fazendo sair dos pensamentos e derreter feito manteiga – vá tomar um banho quentinho, fiz sanduíches com queijo e peito de peru pra vocês jantarem...
- Ok, bebê. – me inclinei e beijei seus lábios com suavidade, mas depois o beijo se tornou urgente, agressivo, necessário.
Envolvi Bella nos meus braços, ela se enroscou no meu pescoço, nossas línguas trocaram carícias ardentes, senti meu membro pulsar de desejo por ela... Gemi em sua boca...
- Te amo... – sussurrei.
- Eu te amo, mais... – ela murmurou quando separamos os lábios.
Somente quando entrei no banho, percebi que estava morrendo de fome, então me apressei, vesti qualquer coisa quente e limpa que achei no guarda-roupa e fui em direção à cozinha. No caminho, percebi Bella absorta, fazendo uns lacinhos bonitinhos para colocar na árvore, sorri... Sim, aquela maluquinha tinha sido feita sob medida para nós!
Quando voltei para a sala me senti novamente como uma criança de cinco anos de idade... Bella se preparava para acender as luzinhas brancas e foi como voltar ano tempo quando papai se esforçava para fazer uma árvore bonitinha para nós... Quando ele se casou com a Tanya, nossas árvores ficaram realmente bonitas.
- OMG... Você tava me espionando!? – Bella se virou bruscamente e sorriu.
- Sim... – sorri e fui até ela, sentando-me sobre o fofo tapete novamente e me escorando no sofá – A árvore ficou linda, bebê. – beijei o topo de sua cabeça – Mas você é mais...
Ela não disse nada, apenas sorriu e chegou mais perto de mim, se aninhando em meu corpo como uma gatinha. Fixamos nossos olhares na árvore por alguns segundos, mas Bella começou a passar aquela mão macia na minha barriga, subindo até meu peito, fazendo meu membro ganhar vida. Num único movimento, puxei minha maluquinha para o meu colo e nos beijamos com paixão, a ânsia de amor era tanta, que nossas mãos não se deixavam, despindo as roupas, tocando a pele...
- Oh... Emm... – Bella gemeu em minha boca quando acariciei seu sexo ainda por cima da calcinha.
Peguei uma almofada e com cuidado, deitei minha maluquinha sobre o tapete e me inclinei sobre ela, beijando aquela boca gostosa mais uma vez. Bella envolveu seus braços em mim, me puxando para si, arranhado minhas costas, me enchendo de tesão. Meu membro parecia que ia explodir dentro da cueca! Insano, desci meus beijos para seu pescoço, Bella apenas gemia baixinho e seu corpo se remexia sensualmente embaixo do meu. Minha boca descia pelo corpo lindo e gostoso da minha mulher, arrancando gritinhos dela quando chupei, lambi e mordisquei de leve os seus mamilos. Ousado, desci por sua barriga e virinha, beijei seu sexo... num movimento delicado abri suas pernas... me deliciei no interior de suas coxas...
- Aaahhh... – ela gemeu ofegante quando rapidamente tirei sua calcinha.
Meu membro ficou ainda mais duro quando voltei minha atenção para as carnes róseas de Bella e inalei o seu o cheiro de fêmea. Então me meti no meio do seu sexo, beijando-o com reverência... beijando-o muitas vezes, ansiando por ele como um sedento no meio do deserto!
Voltei minha atenção para a sua barriga, subi por seu corpo e ataquei seus lábios carnudos novamente. Na dança frenética, inverti a posição de nossos corpos, fazendo Bella ficar por cima de mim, uma perna de cada lado de meu corpo.
Nossos olhares se encontraram e havia tanta coisa ali... mas o que mais me chamou a atenção foi me ver no reflexo dos olhos chocolates de minha Bella... Por ela, para ela, eu me tornava o homem ali refletivo... Apaixonado, totalmente comprometido com a mulher atada ao meu corpo.
- Bella... você é linda, meu amor... – sussurrei quando meus olhos varreram seu corpo por luxúria.
Minhas mãos passeavam por seus seios macios, redondinhos e quentes e desciam por sua barriguinha lisa, fazendo-a gemer e se jogar contra mim para mais um beijo ardente. Boca e mãos de Bella amaram meu corpo com paixão e ternura, eu me sentia o cara mais feliz do mundo, o homem mais especial... sentindo o amor e o calor daquele corpo que sorria, cantava para mim...
- Bella! – gemi baixinho quando ela tirou minha boxer, segurou meu membro em suas mãos e começou a beijá-lo, acariciá-lo, quase me fazendo gozar somente com isso.
Carícias intensas, boca e língua ali levavam todo o meu autocontrole... Mas eu queria gozar dentro dela, com ela... Num único e cuidadoso movimento, puxei seus ombros, trazendo-a para mim, abraçando-a com carinho... misturando nosso suor, sorriso e olhar...
- Te amo. – dissemos em coro.
Inverti a posição de nossos corpos, beijei-a ao mesmo tempo em que meus joelhos separavam suas pernas. Úmida como já estava, não foi difícil me meter dentro daquela bocetinha apertada, macia e quente. Bella gemeu de prazer enquanto eu urrava a cada investida contra seu delicioso corpo que se moldava ao meu. E naquele caminho errante dentro dela, eu me maravilhava... Como pode ficar tão melhor a cada dia?... Tentava pensar algo, mas era impossível! O prazer de me embrenhar ali dentro, o prazer de esfregar meu corpo ao dela, de ouvir seus sussurros e gemidos, de sentir seus mamilos roçando em meu tórax, suas unhas arranhando as minhas costas... Era demais pra mim!
Muito mais duro do que antes, me afundei novamente dentro dela e gritamos juntos quando percebi que aquela bocetinha me mastigava e mordia por dentro. Sorrindo, Bella me recebeu mais uma vez e explodiu num tremor gostoso que se espalhou por mim também, misturando nossos gozos, me fazendo flutuar, esquecer meu nome e o planeta onde vivia...
Ofegante, cai sobre seu pequeno corpo, suas mãos delicadas afagavam minha cabeça e pescoço enquanto eu descansava meu rosto no vão de seus seios, sentindo o seu cheiro de gozo.
Ainda ficamos aninhados ali sobre o tapete fofinho da sala, trocando juras de amor, olhando as luzinhas da árvore, vendo a neve cair lá fora... Bella começou a ficar sonolenta e eu a carreguei para a cama, vesti um pijama nela, liguei o aquecedor, vesti um short e me deitei ao seu lado.
- Hum... – ela murmurou – Emm, o Ed já chegou?
- Não, bebê. – cheguei mais pertinho dela, trazendo-a para mim – Mas ele ligou, já ta chegando...
Menti.
- Hum-hum... – ela fez um biquinho, sorriu, beijou meu peito... tudo isso de olhos fechados e voltou a cochilar.
Eu estava alerta, mesmo depois de fazer amor com minha mulher, eu não estava tão relaxado. A nevasca que caia, Edward que não chegava, isso me dava nos nervos e torcia para que Bella não acordasse mais.
Depois de uma eternidade e meia, meu irmão chegou e não fez barulho quando viu que Bella permanecia aninhada em mim, ele apenas murmurou que tinha pegado a encomenda numa boa. E quando finalmente ele se deitou na cama, eu pude mais uma vez testemunhar que a estranha relação entre mim, Bella e Edward era um vínculo poderoso demais.
- Hum... Ed? – Bella murmurou enquanto seu corpo virava em direção ao meu irmão.
- To aqui, princesa. – ele sussurrou.
Ela abriu os olhos por um instante e sorriu antes de falar com a voz molenga de sono.
- Saudade... amor...
Os braços de meu irmão envolveram a minha bebê e enquanto ele cantarolava baixinho uma canção de ninar, Bella ainda mantinha uma de suas pernas entrelaçada as minhas.
E eu fui relaxando... e me dando conta que tudo estava bem.


POV BELLA

A vida era boa!
Mesmo no inverno glacial do Maine, a vida era boa, quente, ensolarada... Minha vida parecia uma praia da Flórida!
Eu não sei o que fiz, mas sabia que Deus me amava muito... Porque somente isso poderia explicar a dádiva, a alegria e a plenitude de ser amada por meus anjinhos. E mesmo quando as coisas eram rotineiras eram gostosas porque eu vivia em estado de graça. Enquanto pensava com os meus botões, enchia o carrinho do supermercado com comida e sorria feito uma pateta enquanto escolhia laranjas, maçãs e verduras. Do outro lado da loja, Edward enchia outro carrinho com produtos de higiene pessoal e limpeza e lá do outro lado, Emm fazia cara de paisagem enquanto guardava nosso lugar na imensa fila.
Pois é... se fazer as coisas a dois já é bom, imaginem a três!?
Pensamentos pervos tomaram conta de mim enquanto segurava duas cenouras ENORMES... Corei até a raiz dos cabelos, recoloquei os pensamentos em ordem e cuidei de terminar a feira.
Em casa, na faculdade, na creche, no albergue, nos laboratórios de engenharia, nada parecia tirar a nossa felicidade! E embora a gente sempre se deparasse com pessoas maldosas e preconceituosas, ao mor que nos unia, nos fortalecia. Nossa sintonia a três melhorava a cada dia... E isso era até engraçado, nós não brigávamos, mas também não vivíamos forçando a barra, fazendo concessões que nos machucassem. Simplesmente não tínhamos atritos que fossem piores do que escolher o DVD para assistir ou sabor da pizza que pedir.
Era gostoso viver em paz, ter a certeza que quando chegasse em casa, teria dois amores me esperando, era gostoso saber que houvesse o que houvesse, meus Cullen sempre me amariam. Essa era a melhor certeza em minha vida!
Em compensação, mamãe me enchia de incertezas.
A saúde de Rennè parecia piorar a cada dia e domingo após domingo, quando íamos visitá-la, ela parecia mais frágil, mais magrinha e pálida. Minha mãe agora estava pesando 36Kg, vivia deitada ou sentada numa cadeira de rodas, respirava com dificuldade e falava devagar.
Mas eu não sei o que acontecia com dona Rennè porque os últimos meses de nosso relacionamento (desde que comecei a namorar os Cullen) foram os melhores meses que tive com ela. Minha mãe estava doce, tranqüila, lúcida, carinhosa... Era gostoso ficar com ela, como um resgate de tudo aquilo que perdemos...
Nevava naquela manhã de domingo quando eu estava aninhada a Edward enquanto Emm dirigia a Lucille pelas ruas de Orono. Nosso destino era a clínica onde a mamãe estava internada, aquele seria o ‘nosso natal antecipado’ já que no dia, especificamente, a clínica não abriria as portas porque 25 de dezembro não cairia num domingo. Devido à dieta delicada de mamãe, levávamos uma cesta de frutas e flores, nada de chocolates ou coisas gostosas de natal, mas fiz questão de comprar uma cesta linda e colorida... Mandei fazer um cartão especial onde estava estampada uma foto minha e de meus Cullen, também escrevemos uma mensagem para a mamãe.
Sim, eu sabia que quando visse a minha mãe, eu iria chorar... Funguei e me aninhei mais a Edward, ele não disse nada, beijou o topo de minha cabeça e me abraçou mais ainda.
‘Pulmão de crack’ foi o que o médico me disse há um mês. Isso nada mais era que um quadro agudo de infecção pulmonar e ruptura dos alvéolos pulmonares, fazendo com que a minha mãe sentisse fortes dores no peito, constante falta de ar e tosse misturada com sangue. Mucosas e laringe dela já estavam condenadas e tudo o que eu podia fazer era comprar seus remédios caros para não deixar que ela sentisse mais dor.
Por um momento, agradeci a Deus por ter ‘ganho’ aqueles $250 mil e finalmente percebi que nada nas nossas vidas acontece por acaso. Mamãe precisava daquele dinheiro e finalmente eu achava o que fazer com ele.
Minutos depois eu me olhava no espelho, tentava compor um sorriso bonito no rosto, respirei fundo e tentei encontrar a coragem para enfrentar a doença de minha mãe. Mas a coragem não veio de mim mesma e brotou assim que toquei a magia do amor da mão de Edward na minha e do abraço protetor de Emm em minha cintura.
Meus amores apenas respeitavam meu silêncio e pouco falavam, suspirei resignada e preguei o sorriso no rosto enquanto seguíamos para o quarto de dona Rennè.
- BELLA! – mamãe tentou falar um pouco mais alto e tossiu logo em seguida – Edward... Emmett...
Ela estava sentada na cadeira de rodas, vestia um roupão de flanela quadriculada em vermelho e branco, usava grossas meias vermelhas nos pés e um gorrinho engraçado de Papai Noel. Em seu colo havia um minúsculo rádio de pilha e a música que tocava era suave, gostosa de ouvir. O sorriso de Rennè era tão lindo e sincero que eu só pude sorrir de volta, me inclinei e abracei-a com carinho. Os segundos pareciam horas quando estávamos juntas... Sim, eu amava aquele abraço!
Quando nos separamos, percebi que uma enfermeira morena e forte ainda estava no quarto, mamãe olhou para a mulher e disse:
- Está vendo, April... veja como minha Isabella é bela! – a mulher sorriu – Ah e esses dois gatões aqui, - ela estendeu as mãos para Ed e Emm – são meus genros!
A enfermeira parecia sem graça, cumprimentou meus anjinhos e pediu licença, nos dando mais privacidade. Mamãe amou a cesta de frutas e fez aquele interrogatório básico de sempre, querendo saber tuuuudo sobre nós e sempre sorrindo para as palhaçadas de Emm. Particularmente, Rennè adorava ouvir coisas sobre Paradise, era como se ela já tivesse vivido na ilha e ouvia com atenção, como se estivesse matando a saudade de sua terra natal. Mas como nem tudo é perfeito, a coisa descambou para o lado difícil.
- Edward... Emmett... – às vezes a voz de mamãe não passava de um sussurro – Cheguem mais perto, sim!?
Eu já estava coladinha na Rennè e quando meus anjinhos se aproximaram, mamãe tirou seus finos braços de meus ombros e entrelaçou suas mãos entre as mãos de meus amores. No rádio começava a tocar outra música linda... Uma música de casamento, talvez.
-Meninos, é óbvio que, - ela tossiu mais uma vez – eu não vou durar muito e...
- Mãe... – numa única palavra minha voz já ficou muito embargada pelo choro.
- Psiu, Bella! – ela ralhou com carinho – A mamãe está falando...
Obedeci, olhei em seus lindos olhos azuis (olhos que sempre me fascinaram) e beijei a pontinha de seu ombro, ficando numa posição estratégica de fugir daqueles olhos cor de céu.
- Então meninos, eu só queria ter a certeza de que vocês vão... pelo resto de suas vidas... cuidar de meu maior tesouro... minha Bella... Vocês... prometem?
- Rennè... – Edward e Emmett falaram ao mesmo tempo e nós duas sorrimos.
- Na verdade, Rennè, - Edward continuou – o motivo de nossa visita hoje não era apenas para te desejar um Feliz Natal...
- Nós tínhamos algo mais solene, mais sério, mais importante para falar com você. – Emm completou e de repente eu me senti sem ar, comecei a balançar os pés nervosamente e a morder o lábio inferior.
Engoli em seco e tentei a todo custo puxar o ar para dentro de meus pulmões enquanto ouvia meus Cullen falando, um a um, coisas que ficariam para sempre cravadas em meu coração... Cravadas como diamantes...
- Sabemos que nossa relação com Bella é delicada e mal vista por algumas pessoas.
- E sabemos que nem sempre será fácil.
OMG... Edward se levantou e se ajoelhou diante de nós duas, seus olhos verdes eram macios e solenes, ele sorria torto e sua voz me dizia exatamente o tom da emoção em seu coração.
- Mas mesmo assim, Rennè, eu estou aqui para pedir, oficialmente a mão de Isabella em casamento. – ele sorriu e estendeu uma mão para mim e outra para mamãe – Prometo à senhora que farei sua filha muito feliz, porque eu tenho certeza que nasci para pertencer a Isabella.
Eu... tipo... perdi a voz e percebi que lágrimas rolavam em meu rosto.
- Oh... que alegria, - mamãe sussurrou -  que bênção... Deus abençoe vocês...
Emmett também ficou de joelhos e de um jeito muito reverente e fofo, começou a falar e chorar ao mesmo tempo.
- Puxa vida, Rennè... eu sempre choro em casamentos... – ele fungou e nós três rimos – Mas eu quero que você saiba que eu já me sinto atado a Isabella de um jeito que eu nem sei explicar. Você tem minha palavra que sempre vou amar sua filha.
- Oh my gosh! – mamãe juntou forças não sei de onde e proferiu a frase inteirinha.
- Isabella Marie Swan, você nos dá a honra de nos aceitar como seus... eternamente seus? – Ed falou.
- Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza... em Paradise ou em qualquer outro lugar? – Emm estava muito chorão mesmo.
- Sim... aceito...
Meu Deus! Eu estava boba. Não, não, eu estava fora de mim... orbitando ao redor de mim, vivendo coisas lindas e maravilhosas e quase não acreditando que felicidade tamanha pudesse estar reservada para mim.
- Amém... amém... amém... – mamãe, começou a fazer o sinal da cruz sobre nós, enquanto meus Cullen beijavam minhas mãos.
E então meu coração perdeu uma batida e voltou a bater freneticamente quando Emm tirou do bolso de seu casaco uma caixinha de veludo preta.
- E como sinal de nosso compromisso eterno com você, Isabella... - ele beijou a aliança e entregou-a a Ed.
- Queremos que você leve os nossos corações com você. – Ed colocou a linda e delicada aliança no dedo anular de minha mão esquerda.
- Oh... que linda... cheia de coraçõezinhos! – Rennè sussurrou.
- E nós também desejamos, bem... quer dizer... – de repente Edward parecia sem jeito.
- Desejamos que o mundo inteiro saiba que pertencemos a você. – Emm concluiu o pensamento e apontou para a caixa, nela ainda havia duas outras alianças.
- OH... SÃO LINDAS! – minha voz subiu umas oitavas.
Peguei a caixinha e só então percebi que minhas mãos tremiam um pouco. A aliança de Ed era de ouro branco e ouro rosa, descobri isso por dentro dela estava escrito Edward&Bella, sorri, peguei a aliança, respirei fundo e tentei me recompor.
- Edward, meu amor... receba esta aliança como prova de meu amor, minha admiração e meu respeito por você... Eu te amo por toda a minha vida.
E então ele estendeu a mão, eu coloquei a aliança em seu dedo anular e beije sua mão com reverência, depois beijei seus lábios levemente... colamos nossas testas e sorrimos.
De posse da outra aliança nas mãos que ainda tremiam, vi com satisfação a inscrição Emmett&Bella dentro daqueles aros em ouro amarelo e branco. Sorri abobada quando fixei meu olhar no céu dos olhos de Emm.
- Emmett, meu amor... quero que você leve esta aliança com você para que o mundo inteiro saiba que eu te amo, te admiro e te respeito e que sempre vou ser a sua bebê...
- Bella... – ele apenas sussurrou meu nome e me tomou em seus braços, me dando um beijo leve nos lábios e nos rodopiando pelo quarto.
Mamãe e Edward apenas sorriam vendo a cena!
- Ok, ok, ok... cheguem mais perto, de novo... – mamãe falava com dificuldade – preciso ver as alianças mais uma vez...
O resto da manhã foi muito festivo porque meus esposos eram as pessoas mais maravilhosas do mundo. Nós quatro brindamos com limonada em copos de plástico e comemos frutas... O tempo passou voando e o clima festivo não deixou o quarto com Emm contando piadas engraçadas e histórias de natais passados em Paradise, Ed sendo atencioso e carinhoso e mamãe me chamando de Sra. Cullen, fazendo-me corar e sorrir. Eu ficava pensando coisas sem nexo, tipo... ‘uau, sou a Sra. Cullen agora’.
Sra. Cullen... o presente sorria para mim e o futuro se estendia num mar de possibilidades onde eu poderia ser qualquer coisa, viver em qualquer lugar, desde que eu fosse a mulher de Edward e Emmett.


POV EDWARD

No domingo, fomos visitar a Rennè na clínica de reabilitação e voltamos de lá casados!
Eu e Emmett conseguimos esconder tudo da Bella, desde as primeiras conversas sobre o assunto até a compra das alianças da loja da Tiffany em Portland. Duas coisas foram decisivas para que fizéssemos isso, a primeira delas era o louco amor que sentíamos pela nossa maluquinha e a segunda é que Rennè estava a cada dia mais doente, fraca e debilitada. Eu e meu irmão sabíamos (conseguíamos ler nos olhos daquela mãe) o quando Rennè se preocupava com o futuro de sua filha e embora ela nunca tivesse duvidado de nosso amor e respeito pela Bella, ela sempre pedia que cuidássemos bem de sua menina.
- Assim, com uma cacetada só acertamos dois coelhos! – Emm disse certa vez.
Eu estava na sala, olhando a intensa nevasca que caia no lado de fora, o serviço meteorológico havia dito que aquela noite seria uma das mais geladas do ano. Parecia ser verdade e eu estava ali, encantado com a escuridão da noite. Braços delicados me abraçaram por trás e aquele corpo gostoso se moldou ao meu, provocando arrepios em minha pele.
- No que você tanto pensa, amor? – ela ronronou.
- Hum... – olhei por sobre o ombro – em nós...
Bella se postou a minha frente, ficou na ponta dos pés e me beijou com volúpia, provocando meu corpo com o seu, sua língua invadiu minha boca, suas mãos apertavam minhas costas, meu membro ganhou vida num minuto e começou a empurrar sua barriga.
- Oh... Edward... – ela gemeu baixinho ao mesmo tempo em que começou a me puxar para a cama.
Mas eu me enganei, antes de chegarmos lá, entramos na sala de estudos onde Emm se debruçava concentrado num grosso livro. Bella não quis saber, não fez cerimônia, comigo abraçado a sua cintura, ela se inclinou, empinando aquela bundinha gostosa para o meu membro e enquanto rebolava para mim, sussurrava alguma coisa no ouvido de Emm.
Meu irmão se levantou na mesma hora, puxou Bella para si e eu fui junto (sem chances de me separar daquela bunda que rebolava sensualmente em meu pau) e nossa maluquinha parecia disposta a nos enlouquecer naquela noite porque enquanto ela beijava meu irmão, suas mãos desciam por seu corpo e eu me concentrava em beijar seu pescoço e lóbulo da orelha.
A tarefa de chegar à cama foi completada com muito esforço!
Deitei Bella com cuidado na cama e enquanto eu e Emm despíamos suas roupas, exibindo aquele corpo lindo e gostoso. Ela, querendo nos enlouquecer,  simplesmente serpenteava na cama e gemia em antecipação. Porra! Aquilo só me enchia de tesão e quando vi os montes gêmeos de carne branca, coroados com aqueles mamilos róseos, não aguentei... Deitei meio de lado na cama e cai de boca e língua em um mamilo enquanto minha mão fazia uma massagem suave no outro seio. Bella gemia baixinho e sussurrava ‘mais, mais’, me fazendo enlouquecer por ela.
Um gritinho estridente de seus lábios fez meu amigão quase rasgar a cueca, sorri contra a pele macia de seu seio quando pela visão periférica vi meu irmão beijando e amando o sexo de nossa mulher. Os gemidos de Bella se tornavam mais intensos a cada investida nossa, eu invertia mamadas em cada mamilo e me deliciava ao passar a língua, envolvendo aqueles botõezinhos de rosa na carícia íntima de nosso amor. O corpo de Bella deu sinais de espasmo de prazer e eu intensifiquei os carinhos em seus seios até que minha mulher se convulsionou em gozo e gemeu nossos nomes, caindo debilmente no delicioso estado de torpor. Troquei as posições com Emmett e fui beber do mel da minha Bella, enquanto percebi meu irmão deitado ao lado dela, beijando seus lábios com doçura. O cheiro de sexo era inebriante, me meti entre as pernas da Bella, bebendo seu suco, acariciando o interior de suas coxas, beijando seu clitóris inchado... uma delícia...
Deitado ao lado de minha maluquinha, eu apenas observava o ritmo descontrolado de sua respiração, fazendo seus seios subirem e descerem sensualmente. Sim, minha Isabella era totalmente desejável!
Nossos olhares se encontraram e ela sorriu, me beijou calidamente começou a despir minhas roupas enquanto beijava meu corpo durante o processo. E então Bella se afastou de mim, provocando uma sede em meu corpo por seu corpo e lábios, eu era absurdamente doido, tarado por Bella. Ela começou a despir e acarinhar meu irmão e insano de tanto tesão, não consegui me afastar dela, acariciando suas costas, sua bunda, esticando minhas mãos para alcançar sua barriga... ouvindo-a gemer de satisfação quando desci à sua virilha... prontamente ela abriu as pernas e gemeu mais alto quando alcancei seu montinho de prazer.
Com Emmett sob Bella, ela atacou seus lábios, parecendo... parecendo não... ela era nossa felina no cio... a idéia de tê-la ali era por demais deliciosa! E quando ela se colocou ao lado dele, ficando de joelhos na cama e empinando aquele rabinho gostoso pra mim, percebi exatamente o que ela queria que eu fizesse.
Enquanto Bella se ocupava de Emmett, fazendo um oral maravilhoso, que SÓ ela podia fazer... fiquei de joelhos na cama, acariciando suas costas, me inclinando para beijar seu pescoço, mordendo o lóbulo de sua orelha. Um de meus braços segurava firmemente na cintura de minha mulher, impedindo-a de se desequilibrar... com a outra mão, eu fazia uma massagem suave em seu sexo, meu membro, há muito tempo em ação, pulava e encostava na outra entradinha da Bella.
Meio sem conseguir pensar direito, eu ainda não tinha decidido onde ia meter, se naquela bocetinha gostosa ou no rabinho apertado e quente... foi quando senti a entrada da grutinha já molhada em meus dedos e sai completamente de mim. Puxei o corpo de Bella para cima e numa única investida, afundei meu membro naquela boceta deliciosa, fazendo Bella gritar de prazer... eu apenas urrei... maravilhado como sempre ficava sempre que me metia dentro da minha mulher.
Bella controlava tudo, desde as reboladas em meu pau até as chupadas em Emmett, insanos, eu e meu irmão apenas nos rendíamos aos movimentos dessincrozinados da maluquinha, cada vez mais ela se empinava para mim e, apoiada com os dois cotovelos sobre a cama, enchia suas mãos e boca com Emmett... Não tava mais dando pra segurar... era muito, muito... aaahhh... fiquei mais duro quando senti Bella me mastigando por dentro... Prendi a respiração, fechei os olhos, segurei em sua cintura com força e me meti numa única estocada, quase fazendo as bolas invadirem a bocetinha molhada, quente e apertada.
Urrei de satisfação quase senti nossos gozos se misturarem e percebi quando Emm se liberou em Bella que bebia tudo o que podia dele. Sem fôlego, comecei a beijar as costas suadas de minha maluquinha enquanto dava leves tapinhas e beliscões naquela bundinha macia.
Ofegantes, caímos na cama para recuperar o fôlego, Bella sorria de alegria e enquanto Emm permanecia com uma mão em sua cintura, ela o abraçou e sussurrou.
- Amo, você. – um beijo cálido se seguiu à declaração.
Minha maluquinha se virou para ficar de frente para mim e começou a afagar o meu rosto.
- Também amo você...
Num único movimento, Bella se colocou sobre mim, uma perna de cada lado de meu corpo e desceu por mim, distribuindo beijos ardentes, arranhando minha pele, gemendo e me fazendo gemer. Uma pequena parte de meu juízo processava a idéia de que Emm estava colado a ela, abraçando-a por trás, beijando seu corpo. Bella tomou meu pau em suas mãos e começou a bater uma pra mim enquanto Emm a beijava. Insano, comecei a urrar de prazer e um gemido abafado escapou de meus lábios quando senti aquela boquinha gostosa engolindo e chupando o meu pau.
Porra!
Era com demais!
Bella fazia um feitiço, uma magia... aquela língua macia na minha cabecinha era o céu... eu inclinava o quadril para frente na ânsia de ter mais prazer e me segurava para não gozar logo. Eu estava tão sensível que qualquer lambidinha ou chupada mais intensa, ou ainda qualquer movimento mais sensual de suas mãos em minhas bolas e na base de meu membro, fariam com que meu gozo jorrasse nela...
Ofegante e quase no nirvana, abri meus olhos um pouco e depois não consegui mais me desvencilhar da cena erótica, apoiei meu corpo sobre os cotovelos e me perdi na beleza de ver Bella gemendo em minha boca por sentir prazer com meu irmão, investindo nela vigorosamente por trás... Sim, fazer amor desse jeito era maravilhoso!
Gemidos e urros foram ficando mais intensos, Bella empinava aquele rabinho para Emmett e rebolava, aceitando de bom grado também a massagem que ele fazia em seu clitóris. E em meio a isso tudo, ela ainda continuava chupando, lambendo e mordiscando meu pau... Ah... era muito, muito bom!
O calor do gozo tomou conta de mim novamente e eu explodi em sua boca ao mesmo tempo em que gemia seu nome.
- Aaahhh... Isabella...
Cai molenga e satisfeito na cama enquanto ela ainda me chupava, mas senti uma mordidinha no exato momento em que meu irmão gemia o nome de nossa maluquinha e ela desfalecia, se apoiando nele, os dois permaneciam sentados na cama. A testa suada e brilhante de Bella, o sorrisinho lindo em seus lábios rubros e inchados e seus cabelos grudados na face compunham a cena mais erótica que eu poderia admirar.
- Ah... amo vocês... – ela falou ainda sem fôlego – Amo vocês...
Também me sentei na cama e abracei minha Bella, deixando-a protegida e aquecida no meio de nós dois. E minha maluquinha não saiu do meio, dormimos abraçadinhos a ela, aquecidos por ela, amados por ela.
Isso sim é que era vida, o resto era só desenho animado!
Os dias nevados passaram correndo e na véspera do natal fomos jantar na casa de Rebecca, a amiga de infância de Bella e logo de cara o garotinho Seth (aquele mesmo que nos deu informação sobre a Bella antes de começarmos a namorá-la) olhou para mim e para Emmett e disse:
- Hey, feliz natal, mas nem pensem... quando eu crescer, vou casar com a Bella!
Sim, o pirralho era ao mesmo tempo abusado, esperto e engraçado. Era muito fácil gostar do guri.
Billy, o pai do garoto só fazia rir das peripécias dele e riu mais ainda com a gargalhada de Emmett. Depois chegaram Samuel, irmão de Rebecca e também amigo de infância de Bella, e Emily sua noiva. Graças a Deus o jantar foi legal e todos nós nos entrosamos bem.
No natal Bella preparou uma ceia bastante íntima para nós três, comemos o delicioso jantar que ela fez, tomamos vinhos, comemos chocolate e fizemos amor ali na sala, pertinho do fogo da lareira. O dia 26 mostrava seus primeiros raios de sol quando caímos exaustos na cama, nus, satisfeitos, felizes...
Chegamos a Paradise no dia 29, tia Olivia nos esperava para ‘o primeiro Réveillon de Bella Cullen’, como ela mesma gostava de destacar. Mais uma vez o sótão estava preparado para nós com uma cama bem grande, um aquecedor decente e outras coisas mais para nos dar conforto. Tio Ernest fez festa para Bella, nos parabenizou pelas alianças e jurou que sempre estaria ao nosso lado, funcionando como um tio, um padrinho de casamento e até mesmo um pai... se quiséssemos isso!
Fiquei emocionado com a singeleza de suas palavras!
- E Jasper!? – Emm perguntou.
- Ah, seu primo não tem jeito! – tia Olívia fez uma careta – Passou as duas ultimas semanas no continente fazendo shows e chegou à ilha nessa madrugada, mas foi tocar na festa de um dos amigos-de-farra e ainda não chegou.
Todos nós rimos.
- Bella, querida. – tia Olivia segurou as mãos dela nas suas – consiga para mim, URGENTEMENTE, uma nora decente... alguém capaz de colocar um pouquinho de juízo no seu primo!
Foi só a tia falar para o Jasper aparecer com a roupa toda amarrotada e a marca de um chupão no pescoço, no colarinho de sua camisa branca eu pude contar, pelo menos, a marca de três batons diferentes.
Jazz fez uma reverência engraçada para Bella e cumprimentou-a beijando sua mão.
- Seja bem vinda, Sra. Cullen... estou honrado e ser, OFICIALMENTE, o seu primo!
Bella sorriu, Jazz sorriu torto e tia Olivia fez uma careta e começou a passar sermão no filho. Jazz parecia nem se importar, depois olhou pra mim e para Emmett e fez aquele sorriso maquiavélico.
- Ah, primos, aquele acertinho de contas que a gente tinha pra fazer... foi feito com sucesso... Jacobina até agora deve estar tendo dificuldades para se sentar...
- O que foi que ele disse? Não entendi? – Bella murmurou.
- Nada, nada... – murmurei.
- Delírios de um ébrio. – Emm tentou fazer graça - Venha, bebê, vamos descansar um pouco da viagem.
E com essa desculpa, conseguimos tirar Bella da sala, como ela não perguntou mais nada, julguei que tivesse esquecido o assunto.
Depois que nos acomodamos e descansamos da viagem, vestimos uma tonelada de roupas e ganhamos as ruas da cidade, o clima de festa era gostoso e foi bom rever os amigos de infância. Bella sempre agarrada a nós dois era bem recebida com sorrisos sinceros das pessoas mais próximas a nós e pelo que pude perceber, até aquele momento ninguém havia atirado pedras em nós.
Ainda... Sim, eu vivia em estado de alerta!
A noite de Réveillon foi animada e super gelada, tio Ernest abriu o bar e fizemos uma festinha particular ali dentro somente com a família e os amigos mais chegados. Os Hale apareceram, torceram o nariz para tudo e se mandaram antes da meia-noite. Jazz e a banda dele subiram no palco improvisado e mandaram ver no blue, jazz e baladas românticas de rock. Perto da meia-noite todos fizemos contagem regressiva e brindamos a chegada do ano novo tomando cerveja irlandesa.
- Feliz ano novo, bebê. – Emmett abraçou nossa mulher.
- Feliz ano novo, princesa. – sussurrei ao seu ouvido.
- Feliz ano novo, meus Cullen... – ela acarinhava o rosto de ambos e trocava olhares gentis conosco.
Já de madrugada chegamos em casa e depois de um banho quente, gastamos as primeiras horas do ano novo fazendo o que mais gostávamos de fazer... amor.