Jogo
Inclinei um pouco a cabeça e vi a hora exata no relógio sobre a bancada do espelho da cama. Talvez fosse apenas o meu psicológico, talvez fosse algum relógio interno, mas à meia noite e um minuto do dia treze de Setembro de 2010, eu acordei.
‘Vinte e um anos’ pensei e sorri satisfeita. Aos vinte e um anos, apesar de todas as dores e lágrimas, eu me sentia uma mulher realizada. Meu marido, o grande amor da minha vida, dormia tranquilamente ao meu lado e nossos filhos, nossos lindos bebês estavam bem ali, juntinho de mim. O que mais eu poderia querer dessa vida, além do amor e da alegria que a minha família me dá? Que mais eu poderia pedir a Deus, além das três pessoas maravilhosas que são meu tudo?
Mamãe e papai ...
Uma lágrima sorrateira se formou em meus olhos ... era impossível não lembrar de meus pais num dia como aquele.
Uma pessoa com uma perspectiva de vida diferente diria para mim: ‘Você perdeu tudo. Sim, Isabella, você perdeu seus pais, seus sogros, seus amigos, seu sobrenome, sua fortuna.’ Devo admitir que a parte menos nobre e mais fraca de mim já pensou isso várias vezes e para cada uma dessas afirmativas, a minha parte mais forte e mais nobre elaborou argumentos consistentes.
Eu não perdi meus pais e sogros, eles foram tirados de mim e eu não posso fazer nada em relação a isso. Infelizmente. Acho que nunca aceitarei o fato de que eles estão ... mortos (é até difícil pensar essa palavra), mas aceito o fato de que em vida eles foram pessoas maravilhosas. E me alegro por ter tido bons pais e por ter sido uma boa filha. Dói muito, mas não há o que lamentar.
Meus amigos ainda são meus amigos, eles estão em algum lugar por aí e eu sei que vamos nos reencontrar um dia. Sinto saudades de Victoria, James, Jake, Leah, Alice, Jasper, Rose e Emmett, até mesmo de Jessica eu sinto falta. E ... não perdi meu sobrenome. Swan ainda está em mim, tatuado em minha alma, em meu DNA, me dizendo de onde vim e me enchendo de orgulho por minha família. Cullen está tatuado em meu coração, por amor a Edward ...
Dinheiro: sinto muita a falta de viver despreocupada com orçamentos. É difícil e meio chato entrar num supermercado e ficar procurando por promoções e descontos. É meio chato não poder morar numa casa maior e ter empregados, é meio chato passar o mês fazendo contas e tendo cuidado para não entrar no cheque especial. Mas isso não é o fim do mundo! Minha herança está guardada, tudo está sendo muito bem administrado e quando esse ‘pesadelo Volturi’ acabar, vou poder proporcionar a meus filhos uma vida mais confortável. Não posso reclamar de nada, não mesmo. Eu e Edward não estamos endividados, e vivemos bem em Forks, nada nos falta.
Um chorinho discreto dispersou meus pensamentos.
Era Anthony! Sim, dessa vez, ele acordou primeiro que Thomas.
Eu sei que é bobagem pensar isso, mas parecia que meu pequeno sabia que era o aniversário da mãe, porque assim que o peguei nos braços, ele segurou forte em meu polegar. Sua pequena mãozinha apertou meu dedo com firmeza e seus lindos olhinhos verdes me fitaram com intensidade, ele deu um meio sorriso.
- Sim, Anthony, hoje é o aniversário da mamãe. – sussurrei enquanto me sentava na poltrona e lhe oferecia um seio.
O leite jorrou de mim, numa reação natural e mágica à fome de meu bebê. Ficamos naquela cúmplice troca de olhares e ternura e enquanto meu pequeno mamava sua mãozinha não largou meu dedo, era como se ele quisesse um contato maior comigo, tipo um ‘momento a dois’. Edward acordou e o som da sua voz fez com que Anthony parasse de mamar, ele virou um pouquinho a cabeça, procurando pelo pai.
- Bella?! – Ed se levantou da cama rapidamente – Feliz aniversário, amor!
Edward se inclinou um pouco e beijou meus lábios levemente.
- Obrigada, amor. – sorri.
Anthony assistiu a tudo atentamente, depois Ed beijou a cabecinha dele e ele voltou a mamar.
- E aí, garotão? Já cantou ‘parabéns’ pra mamãe?
Anthony não cantou. Mas Thomas cantou, berrou a plenos pulmões! Edward pegou o menino antes que ele pudesse se desmanchar em tantos gritos e o acomodou em meu outro braço, ele se calou assim que começou a mamar.
- Este daqui não vai levar desaforos pra casa. – falei e sorri pra ele.
- Este vai ser um pimentinha ... – Edward sorriu e beijou a cabecinha de Thomas – Fica aqui, amor, já volto.
- Ok. – respondi só por educação, afinal, eu estava com DOIS bebês nos braços e mal conseguia me mexer.
Poucos minutos depois, Edward voltou trazendo uma caixinha de veludo preto e um saquinho de tecido vermelho.
- Nossos presentes pra você, Bella. – ele se ajoelhou em frente a mim e abriu a caixinha de veludo – Esse aqui é dos meninos.
Dentro da caixinha havia um pingente em formato de coração, delicadamente esculpido numa pedra verde e brilhante. O tom do verde me deixou intrigada, era um verde-limão, por isso, deduzi que a gema não era esmeralda.
- Isso é mais uma aquisição para sua pulseira, amor. – ele puxou um pouquinho o meu braço e tirou a pulseira – Essa pedra aqui vai se unir às medalhinhas de São Tomás e Santo Antônio e ao coraçãozinho de granada. Pronto. – ele colocou a pulseira de volta.
- É linda! – sussurrei.
- Sim! – ele falou exultante – Ela se chama peridoto, é um nome muito esquisito, eu sei. É a pedra dos que nasceram no mês de Agosto, como os nossos filhos. Achei que eles mereciam uma representação em sua pulseira.
Anthony já tinha terminado de mamar e Edward o pegou nos braços. Ergui o punho direito e só então pude ver melhor o presente. Um coração verde, verde como os olhos de meus filhos e feito com a pedra que simboliza o mês de nascimento deles.
- É muito, muito lindo, Edward! – sorri pra ele – O coração de meus meninos ...
- É uma pedra que traz proteção e sucesso. – ele se ajoelhou diante de mim e virou Anthony para que ficasse de frente pra mim – Agora me parece que essa pulseira carrega um pouco mais da nossa história, Bella.
- Sim! Os nomes dos nossos filhos foram inspirados nos santos que estão nessas medalhinhas, o coração de granada me lembra que num mês de Janeiro você me pediu em casamento e descobrimos que estávamos grávidos e agora ... – sorri emocionada e falei com a voz embargada – Esse coraçãozinho verde representa os nossos filhos ...
- E esse aqui é o meu presente. – ele pegou o saquinho vermelho, puxou a fita e estendeu seu conteúdo sobre minha mão.
Era outro pingente.
- Descobri um antiquário em Port Angeles. – ele sorriu torto pra mim – Espero que você goste. Ele simplesmente chamou a minha atenção quando o vi na vitrine ...
- Amor ... Edward ... é lindo!
Sorri abobada e percebi que Thomas já tinha terminado de mamar, meio que automaticamente, mudei a posição do menino para que ele pudesse arrotar. O pequeno pingente dourado era oval com uma linha vermelho vinho gravada delicadamente ao longo de sua borda. Edward virou o pingente e atrás dele havia uma inscrição, peguei-o para poder ler.
- ‘Je t’aime plus que ma propre vie’ – li a inscrição.
- O vendedor me disse que significa ‘Eu te amo mais do que minha própria vida’. É isso mesmo?
- Sim, ele disse certo. – sorri e lembrei que o meu francês continua impecável.
Seus orbes verdes me encararam, era aquele tipo de olhar que me fazia pensar que ele podia enxergar através de minha alma. O tipo de olhar que sempre aquecia meu coração.
- Eu te amo. – ele disse solenemente – Mais do que tudo.
- Assim como eu te amo, Edward.
Nos beijamos delicadamente. Foi o beijo da ternura, muito suave, afinal havia duas crianças em nossos braços. Depois de trocas de fraldas e alguns embalos, os meninos dormiram e finalmente Edward pode terminar de mostrar o pingente.
- Veja isso, amor. – ele pegou a jóia novamente e o abriu.
- Meu Deus! – sussurrei emocionada.
Dentro do pingente, de ambos os lados, havia duas minúsculas fotos. Uma delas era uma réplica de uma foto, no dia de nosso casamento, enquanto dançávamos a primeira valsa. A outra era de nós quatro, eu e Edward sentados no sofá da sala de TV e com os gêmeos ‘quase sentadinhos’ em nosso colo.
- Espero que você goste. – ele falou meio hesitante.
- Eu amei, Edward. – me joguei contra ele e o beijei com paixão.
Quando o ar nos faltou, Edward colocou o pingente na mesma correntinha de ouro que ele havia me dado há mais de dez anos atrás. Por uma questão de bom gosto, decidi tirar o coração cor de rosa de ametista da correntinha e o coloquei na pulseira.
Naquela manhã, eu fui despertada por Edward que depositava em meu rosto doces beijinhos. Sorri antes de abrir os olhos e ele sussurrou ao meu ouvido.
- Bom dia, Sra. Cullen e feliz aniversário de novo ...
- Bom dia, amor! – sorri toda dengosa pra ele.
Edward havia encomendado uma cesta de café da manhã numa delicatessen em Port Angeles. A mesa estava muito chique, toda decorada com pães, bolos, frutas e flores. Antes que eu perguntasse o óbvio, ele esclareceu.
- Peguei uma foto de um site na internet e tentei arrumar a mesa do mesmo jeito que vi nela.
- Ed ... ficou lindo!
Aproveitamos aquele tempinho em que os gêmeos ainda estavam dormindo e tomamos café ‘em paz’. A todo momento nos tocávamos e nos beijávamos, era palpável a nossa felicidade e nosso carinho. Mas como tudo o que é bom dura pouco, meu amor teve que ir trabalhar, Jenny chegou, os bebês choraram para mamar ...
Por volta das dez horas da manhã, a campainha tocou. Era um entregador do FedEx, o cara disse que era uma encomenda de ‘Edward Fields’ para ‘Isabella Fields’. Meu coração bateu descompassado várias vezes, enquanto assinava o recibo, minhas mãos suavam. Recebi duas caixas brancas enormes, a primeira tinha um grande laço amarelo e a segunda, uma linda fita vermelha.
Na caixa com o laço amarelo, havia um lindo buquê de girassóis e junto com ele um cartão.
“Isabella, minha flor, meu sol particular,é maravilhoso viver num mundo onde você vive, é simplesmente ótimo pertencer a você, receber seus olhares, seus beijos, seus carinhos.
Seu sorriso é uma dádiva para mim, seu amor é o que há de mais precioso.
Eu te amo, Bella e você é o meu presente.”
E .C.
Muito emocionada, senti lágrimas rolarem por meu rosto, peguei os girassóis e os coloquei num vaso com água. Eu amo girassóis, são flores muito alegres, irradiam calor. Peguei a segunda caixa, bem maior e mais pesada e quando a abri, ofeguei, dentro tinha um lindo vestido tomara-que-caia com uma estampa floral linda e uma faixa do mesmo tecido, sua estampa era muito diferente, muito ... única. Junto com a roupa havia um bilhetinho e um cartão.
P.S. Você tem um encontro marcado comigo na hora do almoço. Gostaria que você usasse esse vestido.
E.C.
Fiquei parada, olhando para o bilhete por uns bons dez segundos, depois peguei o cartãozinho e me dei conta que era do restaurante árabe da cidade. Edward já tinha ido lá com Harry, seu chefe, uma vez, mas eu nunca tinha ido. Adorei a surpresa ... Mas, eu teria que deixar os gêmeos sozinhos. Sozinhos com a babá, claro! Bateu um frio na barriga só de pensar nisso ... meus instintos maternais protestaram.
- Mas é claro que eu vou! – sussurrei.
Olhei para o relógio e calculei que os meninos acordariam para ‘almoçar’ por volta das onze horas, depois disso, eu poderia me arrumar e sair tranqüila. Mandei uma mensagem de texto para o celular de Edward, agradecendo os presentes e ‘informando’ a ele que ‘Um cara lindo, gostoso, de olhos verdes e cabelos cor de bronze havia me convidado para almoçar’. Ele mandou uma mensagem logo em seguida: ‘Bella, então estamos quites. Eu convidei uma mulher casada para almoçar comigo hoje. Ela é a mulher mais linda do mundo e eu preciso confessar que sou apaixonado por ela.’ Sorri enquanto lia sua mensagem.
Faltando cinco minutos para o meio dia, os meninos já estavam adormecidos e de barriguinha cheia e eu estava ... uma pilha de nervos! Gostei do meu visual, o vestido caiu perfeitamente em mim e até conseguiu disfarçar meus quilinhos extras, deixei meus cabelos soltos e usei uma maquiagem leve. Para completar o look, eu tinha um par de sandálias rasteirinhas azul turquesa e uma discreta bolsa de mão na mesma cor. Beijei cada filho, ambos dormiam sossegados nas cadeirinhas de balanço que o ‘tio Emmett’ havia dado e fiz mil e uma recomendações à babá. Respirei fundo e entrei no carro. Aquela era a segunda vez que eu dirigia o carro novo, novo para mim, claro. Mas era um bom carro, espaçoso, macio e seguro para os bebês.
Ao virar a esquina da rua do Nefertiti Restaurant, meu coração bateu mais forte quando vi a pick-up de Edward estacionada. Eu parecia uma adolescente indo ao primeiro encontro com o namorado ... De certa forma, Edward seria para sempre meu namorado.
Estacionei o carro ao lado do de Edward e entrei. O lugar era pequeno e charmoso, assim que pus meus pés no restaurante, vi meu marido, ele estava sentado numa mesa bem discreta, próxima a uma grande janela. Assim que aqueles olhos verdes me viram, seu rosto se moldou num lindo sorriso. Ofeguei! Enquanto eu andava em sua direção, os olhos de Edward percorreram meu corpo várias vezes, de cima a baixo e vice-versa. Ele se levantou assim que me pus em sua frente.
- Linda. – nossas mãos se encontraram e ele me beijou calidamente nos lábios.
- Oi amor! – sorri – O vestido é lindo!
- O vestido tem sorte ... ele está muito mais bonito em você.
O almoço foi muito agradável, não só pela comida, mas principalmente por eu estar com Edward. Devo acrescentar que a comida era deliciosa. Por sugestão de Kebi, a esposa do dono restaurante, nós pedimos como prato de entrada uma salada salamalek e mini kibes de carne. O prato principal estava uma delícia: arroz marroquino e cordeiro assado com molho de hortelã. Ainda pedimos suco de tangerina e para sobremesa, maamoul, um tipo de bolinho recheado com nozes e com um leve gosto de pétalas de rosas, uma delícia ...
Foram minutos mágicos aqueles que eu passei com Edward no restaurante. Não era por causa de meu aniversário, mas porque estávamos tendo um momento a dois ... Uma coisa ‘Beward’ como mamãe gostava de se referir a nós dois ... Fazia tempo que não dedicávamos tanta atenção para o outro, depois que os bebês nasceram, quase tudo vai pra eles, até o nosso afeto. Mas isso é um caminho que já não tem volta, porque assim que me despedi de Edward e entrei no carro, meu coração voltou a bater mais forte: saudade dos filhos. Quando cheguei, meus dois anjinhos dormiam tranqüilos ainda em suas cadeirinhas, Jenny disse que eles nem acordaram ... Beijei a cabecinha de cada um e me senti completa de novo.
A tarde passou voando, confesso que eu perco a noção do tempo quando estou com meus bebês ... Quando dei por mim, mais um crepúsculo despontava no céu, logo Edward chegaria. Eu tinha me arriscado a fazer uma comidinha gostosa para nós, nada muito sofisticado, só uma massa leve. Afinal, queria que Ed comesse uma comida gostosa no dia do meu aniversário ... ‘já que ele não pode ME comer’, pensei amargamente.
Droga de resguardo! Eu já tava subindo pelas paredes ... e ainda faltavam ... Bom, é melhor nem contar ... Meus murmúrios mentais foram interrompidos pelo celular, Ed havia me mandado uma mensagem de texto:
“Princesa, eu te amo. Feliz aniversário! EC.”
Jenny me ajudou a banhar os meninos e eu escolhi roupinhas bem bonitas pra eles. Anthony usava um macacão de malha branco, cheio de desenhos de bichinhos e sapatinhos amarelos. Para Thomas, eu escolhi um uma calça azul clara, um casaquinho branco e sapatinhos azul marinho. Pronto! Meus filhotes estavam a coisa mais cuti-cuti do mundo!
Inesperadamente, Ed chegou meia hora mais cedo. Gelei! Eu ainda não tinha tomado banho, na verdade, eu tava com cara de mãe cansada quando ele chegou. Droga! Eu estava prestes a entrar no banho pra poder ficar bem linda e cheirosa pra ele.
- Oi, amor! – ele beijou minha testa – Olá Jenny. – ele se virou para a babá e a cumprimentou.
Ed foi até onde os meninos estavam, meio-sentados no carrinho, e beijou cada um. Eu ia aproveitar aquela brecha e já estava quase a caminho do banheiro.
- Hei, Bella! – em duas passadas, ele bloqueou meu caminho – Aonde você vai?
- Tomar banho ... – respondi meio confusa.
Ele segurou em meus ombros e sussurrou.
- Vou com você.
Assenti, mas corei feito um tomate, afinal, a babá ainda estava em casa. O banho foi regado a muitas carícias e beijos ardentes, onde meu marido fez questão de me banhar. Eu ofegava e gemia quando as mãos de Edward passeavam por meu corpo, que, diga-se de passagem, estava a cada dia mais em forma. Só faltavam mais uns três quilinhos e ...
- Ah! – gemi um pouco mais alto quando senti o ‘eddie’ me empurrando – Amor, e se a gente ...
- Nem pensar, Bella. – Ed me cortou – Ainda não.
- Mas Edward, você nem sabe o que eu ia falar. – fiz biquinho e ele sorriu.
- ‘Ed, encosta só um pouquinho. ‘ – ele imitou minha voz e eu fechei a cara.
Edward gargalhou, me abraçou e depois, segurou meu rosto com ambas as mãos.
- Princesa, você acha que eu não quero? – uma de suas mãos pegou a minha e a guiou até seu membro muito ereto, enorme e viril – Eu quero. Muito. Mas mais do que o meu querer, está a sua recuperação. Seu útero ...
- Ainda precisa se recuperar por completo. – completei a frase e suspirei antes de continuar – Eu queria te dar prazer ...
- Mas você me dá prazer, Bella. – ele sorriu gentilmente e me abraçou de novo – Esse banho foi uma delícia. Agora, vamos porque a sua noite ainda não acabou.
Delicadamente, Edward enxugou meu corpo, se enxugou e nos enrolou numa única e enorme toalha branca. Por sorte, os quartos ficavam para o lado oposto da sala. Eu viraria um tomate se Jenny nos visse daquele jeito ...
Tive outra surpresa! Em cima da cama, eu achei uma sacola de uma loja de roupas femininas.
- Outro presente pra você, amor! – Ed me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
Dentro dela havia outro vestido, este era muito diferente do outro, era mais clássico ... sexy. Era lindo! Ele era frente única e seu tecido estampado, delicado e fluido teve um caimento perfeito em meu corpo.
- Edward ... ficou lindo em mim ... – falei embasbacada.
Ele não respondeu de imediato, revirou na sacola e tirou de lá um par de sandálias prateadas e de saltos médios. Até nisso ele pensou, por causa da cesariana, eu não poderia usar saltos altos!
- Sim! – ele se ajoelhou no chão pra me ajudar a calçar as sandálias – Entrei na loja pra comprar um vestido, mas quando vi esse aqui ...
Ele não terminou de falar, porque quando ficou de pé e me viu já vestida, engoliu em seco e sorriu torto.
Enquanto Edward entrou no closet para se vestir, eu terminei de me arrumar. Fiz uma maquiagem leve e um penteado meio ‘preso-solto’ em meus cabelos. Deduzi que iríamos sair, já que estávamos nos arrumando tanto ... Então era por isso que Jenny ainda estava em casa ...
- Linda! – ele me abraçou por trás e distribuiu muitos beijinhos em meu pescoço – Qualquer dia desses, você me mata, Bella ... – sua voz era cheia de desejo.
Virei meu corpo e o encarei. Meu marido vestia uma calça jeans azul marinho e uma camisa cinza em decote V ... Ai, ai, ai ... G-ZUIS ... Ainda bem que aquilo tudo é meu ...
- Hum ... – fiquei na ponta dos pés o beijei seu queixo – Só se for de fome ... – falei e toquei em seu membro por cima da calça.
- Ah! – ele ofegou um pouco – Bella, assim é covardia! Vamos, se não a gente vai se atrasar ...
- Pra onde?
- Surpresa!
Entrelaçamos nossas mãos e andamos calmamente, mas quando cheguei na sala, quase tive um piripaque.
- Meus filhos?! – gritei alarmada.
- Calma, Bella! – Ed virou o rosto para mim – Jenny e os bebês já estão a nossa espera!
Meio aturdida, eu apenas olhei para ele e assenti. Em vez de seguirmos pela porta da sala, saímos pelos fundos da casa, passamos pelo nosso jardim e seguimos ‘invadindo’ o jardim da casa de Charlotte e Peter. Meu coração começou a bater acelerado quando me deparei com pequenos balões e fitas cor de rosa amarrados nos arbustos das plantas, formando uma espécie de caminho para nós.
Assim que passamos pela primeira árvore do jardim de Charlotte, meu coração bateu mais acelerado quando vi dúzias e dúzias de balões cor de rosa amarrados em seus galhos. Mais alguns passos e ... Uma linda tenda tomava toda a parte dos fundos do quintal dos Greeves, havia almofadas estendidas pelo chão e algumas cadeiras.
Edward me abraçou por trás novamente e sussurrou.
- Feliz aniversário, amor! – ele me puxou mais alguns metros adiante.
Estanquei quando vi uma mesa muito linda, toda decorada.
O jardim estava muito silencioso, a varanda dos fundos da casa de Charlotte estava com as lâmpadas apagadas ... eu até entenderia se o jantar fosse do tipo ‘romântico’, a dois ... mas aquela mesa era enorme!
De repente, as lâmpadas se acenderam e ... ‘FELIZ ANIVERSÁRIO!’ todos falaram ao mesmo tempo. Vieram ao meu encontro Charlotte, Peter, Tia, Benjamin e Joshua em seus braços, Samuel que carregava Claire, Emily, Sid, Paolo e o Sr. Hobbes. Foi uma procissão de beijos, abraços e votos de felicidades. Fiquei muito feliz, emocionada ... me senti querida, amada. Mas ainda faltavam duas pessoinhas.
- Edward?! Os meninos?
Jenny apareceu pela porta da área de serviço, empurrando o carrinho dos gêmeos até a varanda da casa. O carrinho estava muito enfeitado, cheio de balões coloridos amarrados nele! Meus filhotes estavam atentos à movimentação, estava bem acordadinhos mesmo. Inclinei um pouco o meu corpo e dei um beijinho em Anthony e outro em Thomas. Edward carregou o carrinho, levando-o até a tenda. Pedi a Jenny que ficasse com eles ali mesmo, protegidos sob a coberta. Mesmo assim, coloquei gorrinhos na cabeça de cada um, não queria que eles ficassem expostos ao vento frio do começo da noite, mas ainda assim, achei pouco e puxei a aba do carrinho, protegendo-os mais ainda. Ao que parece, Emily e Tia pensavam da mesma forma porque ambas levaram os carrinhos de seus filhos e os deixaram sob a tenda também.
- Charlotte, eu adorei a surpresa. Obrigada! – abracei minha querida vizinha novamente.
- Mas o jantar é presente de seu marido, Isabella ...
- Mesmo assim, obrigada por nos receber em sua casa!
- Não há de que, meu bem ... Você é muito especial para mim!
Circulei um pouco, conversei com cada um de meus convidados, recebi seus presentes ... fui até meus bebês, conversei com eles um pouquinho ... Nesse meio tempo, Sid e Paolo não pararam um minuto sequer. Eles serviram coquetel de frutas, refrigerante e vários canapés, tinha um com recheio de salmão defumado, uma delícia!
Edward foi até a mesa e bateu um garfo numa taça, atraindo a atenção de todos. Pela minha visão periférica, vi quando Paolo empurrava um carrinho com um balde de champanhe.
- Peço a atenção de todos ... – Ed esperou que nos aproximássemos dele, com um gesto, ele me chamou para si e entrelaçou nossas mãos – Hoje é uma noite muito, muito especial para mim, para Anthony e para Thomas ... O dia treze de Setembro marca o nascimento da mulher das nossas vidas ... Isabella ... – ele virou seu rosto para mim e sorriu, seu sorriso era triunfante, brilhante – Bella, meu amor, obrigado por você existir. Obrigado por me amar, por me entender, por cuidar de mim e de nossa família ... Obrigado por fazer de meus dias, dias mais felizes e de meus sonhos, sonhos mais lindos ... – a essa altura, eu já chorava e Ed já tinha a voz embargada – Seus sorrisos iluminam minha alma, seus beijos adoçam meus lábios, seu amor me alimenta ... é por tudo isso que eu te agradeço, minha princesa, meu amor ... Feliz aniversário!
Edward me abraçou e eu pude sentir as batidas de meu coração (ou será que era o dele?) a mil por hora! Eu corei e chorei de felicidade, nossos amigos aplaudiram seu lindo discurso e começaram a falar: ‘beija, beija, beija’. Ed segurou meu rosto em suas mãos e nossos olhares se encontraram, então ele sussurrou uma frase antes dita há mais de dez anos atrás.
- Não chore, namorada ... – sorri de felicidade ao me lembrar da noite em que ele me pediu em namoro.
E então seus lábios cobriram os meus delicadamente, num beijo calmo, quente e acolhedor.
- Obrigada por tudo, namorado! – sorri e ele começou a beijar meu rosto repetidas vezes, arrancando risos de nossos convidados.
Paolo abriu a garrafa de champanhe e Sid serviu primeiro duas taças, oferecendo-as a mim e a Edward. Nós dois brindamos ao nosso amor (eu só dei um golinho mesmo) e depois os outros se serviram. Peter ofereceu mais um brinde a mim e assim a champanhe acabou rapidamente.
O jantar foi servido e eu adorei o prato de entrada, uma deliciosa salada de folhas com mussarela de búfala. Adorei especialmente a sutil mistura do azeite com o alecrim, o manjericão, a salsinha e a mostarda dijon ... as azeitonas pretas estavam muito suculentas ... hum ... O prato principal foi escalope de peru grelhado ao molho de geléia de laranja, acompanhado de arroz branco e batata palha. Estava simplesmente divino! E pareceu que todos concordavam comigo, a expressão nos rostos de meus convidados era muito alegre enquanto degustavam seus pratos. A conversa corria solta, mas ninguém se esquecia da comida! Todo o jantar foi regado a um chardonnay australiano e ao que parece, o vinho caiu nas graças de Peter.
- Edward, filho, esse vinho é nota dez! – ele sorriu e ergueu um pouco a própria taça – Não sabia que você era um enólogo ...
- Ah! – Ed sorriu – Que é isso, Peter! Eu só sou um curioso ...
E quando eu pensei que a noite já tinha rendido tudo, depois do jantar todo mundo voltou para o espaço da tenda, onde Jenny estava (ela foi a única que jantou fora da mesa) com quatro bebês em seus carrinhos. Edward fugiu da minha presença por dois minutinhos e voltou carregando seu violão sentou numa cadeira ao lado a minha e todos começaram a cantar ‘Parabéns pra você’. Paolo apareceu novamente, empurrando um carrinho e sobre ele estava um bolo. Não, era ‘o bolo’, muito lindo, colorido, enfeitado com flores e com um enorme ‘Bella’ em seu topo.
Charlotte colocou uma vela sobre o bolo, eu fiz um pedido e assoprei.
“Deus, que eu Edward e os bebês possamos voltar para casa logo. Ah! Obrigada por tudo!”
Depois de nos deliciarmos com aquele delicioso bolo de chocolate (confesso que me esqueci da dieta), Ed pegou o violão novamente e começou a tocar uma música.
Enquanto aqueles primeiros acordes preenchiam meus ouvidos, um sorriso brotou de meus lábios. Aquela também era uma de nossas músicas ... aquelas palavras eram para nós.
“Posso quase acreditar que você é real
E é amor no meu coração que eu sinto
Mas há algo entre nós
Que não consigo entender direito”
Sim, nosso amor é tão grande que chega a ser desmedido, não cabe em si mesmo. Eu já desisti de entender os caminhos do amor, só sei que ele é real. Que ele é forte ... é por causa dele que estamos aqui.
Só sei que, como diz a música, o amor vale a queda.
O amor me fez confiar e me entregar a Edward. O amor me fez nunca duvidar de suas palavras, de seus desejos e de seus cuidados para mim. Por acreditar em seu amor, não tive receio em me entregar ... meu corpo e meu coração e até mesmo meus pensamentos são para Edward. Por seu amor eu tive certeza naquela fria noite de Janeiro em Zion que o melhor lugar para nós era o lugar onde estivéssemos juntos. Por seu amor, tive a coragem de entrelaçar nossas mãos quando ele disse: ‘vem comigo, amor’.
E se o amor é mesmo uma queda, ele é uma queda de nós mesmos. Eu não seria a mesma Isabella se não amasse Edward, eu sou uma pessoa diferente por causa desse amor. E esse ‘ser diferente’ deve ser ‘a queda’ que a música fala. A queda de nós mesmos e que nos faz mergulhar fundo no outro. É preciso ter coragem para se entregar tanto assim a uma pessoa.
Sim, nossos sonhos aconteceram ... E nossa vida é mais até do que sonhamos. Afinal, quem poderia imaginar que pudéssemos ter um casamento tão lindo? Que pudéssemos fazer filhos tão maravilhosos? Quem poderia imaginar que pudesse haver felicidade como essa, mesmo em meio a tantas tristezas? Nem em meus mais lindos sonhos, acolhida no calor dos braços de Edward, eu poderia imaginar que me sentiria assim ...
Nem em meus sonhos mais românticos e ingênuos eu poderia imaginar que o nosso amor seria tão forte, tão sólido e tão capaz e nos fazer seguir adiante. Eu jamais poderia imaginar que o amor pudesse me fazer uma pessoa tão forte!
Sim, o amor é uma queda ...
O amor é a maior de todas as quedas ...
“Vejo você aí e você está sorrindo
Solitária você tem estado
Esse é o meu amor
É melhor do que ouvir
Quando nada é dito
Eu me deito bem aqui ao seu lado
Eu faço isso por amor
Amor, o amor vale a queda
Amor, amor vale a queda
(É melhor do que ouvir)
Amor, amor vale a queda
(Quando nada é dito)
Amor, o amor vale mais a pena do que tudo.”
Nossos amigos aplaudiram Edward e sorriram muito, eu, claro, fiquei pra lá de emocionada por ele ter cantado aquela música. Nossos olhares se encontraram, chocolate e verde mar, numa cumplicidade muda e consciente, delicadamente Edward me beijou e me abraçou.
- Obrigada, minha vida! – sussurrei – Essa música é linda ...
- É nossa, como tantas outras ...
E assim Edward transformou meu aniversário num dia muito lindo e especial. Ganhei vários presentinhos, mas nada se comparava ao calor e carinho dos meus amigos e de minha família.
No dia seguinte, acordei super cedo e com a sensação de bem estar e disposição. Depois que Ed foi trabalhar, eu resolvi voltar a fazer minhas caminhadas na pista de cooper da praça perto de casa. Em meu percurso, cumprimentei vários vizinhos e conhecidos, enquanto Jenny fazia os meninos tomarem um pouquinho de sol (o sol que Forks nos proporcionava!), eu andava beeem devagar. Pelo menos eu já estava me exercitando.
Resolvi retomar minhas atividades normais, então além de cuidar dos bebês, eu voltei a cozinhar e a ‘cuidar da casa’. Quer dizer, quase todas as atividades, porque uma especificamente, eu e Ed não podíamos fazer ainda!
“Argh! Que porra de resguardo!” praguejei em pensamento. Não tava dando certo ficar tanto tempo sem sexo! Eu sei, eu tava parecendo uma tarada, até mesmo a voz de Edward estava me deixando excitada! Que dirá de seu cheiro, suas mãos e seus beijos? Eu já não aguentava mais ficar longe daquele doce pecado que era o corpo de meu marido! Só de pensar no que eu queria fazer com ele, sentia meus seios intumescidos e uma umidade em minha intimidade.
Oh! My gosh ... Não tenho culpa se o corpo de meu marido me fazia ficar daquele jeito!
Eu tava me segurando ... mas tava difícil ... Eu tinha que arrumar algum jeito de ...
Naquela tarde, pra não pensar tanto em SEXO, enquanto os meninos dormiam, eu peguei o carro e fui até o supermercado. Afinal, aquela era a terça-feira, dia de promoção de frutas, verduras e legumes!
O estacionamento do Newton’s estava lotado, sinal de que os foforkianos, assim como eu, se ligam em promoções. Como sempre, foi um festival de ‘boa tarde Sra. Fields’, ‘como vão os gêmeos?’ e etc e tal. Mas isso é bom, é bom conhecer todos da cidade. Eu estava bem concentrada, escolhendo maçãs e fazendo contas de cabeça, quando escutei uma voz conhecida.
- Boa tarde! Escolhendo o fruto proibido?
Girei em meus calcanhares e me deparei com o Dr. Molina. Dessa vez ele não vestia um jaleco branco, usava jeans e camiseta e tinha um sorriso à la Don Juan nos lábios. O pior de tudo é que ele media o meu corpo com os olhos, me olhava de cima a baixo como se eu estivesse nua ...
Como ele viu que eu não respondi de imediato, falou de novo.
- A senhora está muito bonita hoje. Aliás, ontem eu a vi no Nefertiti ...
- Boa tarde. – ainda bem que a minha voz saiu estável - Sim, eu fui almoçar com meu marido, mas não vi o senhor por lá ...
- Oh! Eu só passei pela frente do restaurante. – ele sorriu e deu mais uma investida em mim – Eu me detive quando vi sua imagem na janela, você parecia uma modelo, Isabella. Ou será que eu posso te chamar de Bella?
Meu pai do céu! Isso não pode estar acontecendo ... Respirei fundo e me concentrei.
- Dr. Molina. – falei calmamente – Eu prefiro que o senhor me chame de Sra. Fields, assim como todos me chamam ...
- Ah! É mesmo? - o sorriso dele morreu um pouco – Não imaginei que uma garota tão jovem quanto você pudesse ter tanto apego às convenções sociais.
Percebi a ironia em suas palavras e me concentrei novamente para responder de forma educada, mas impondo um certo limite e respeito.
- Não se trata de nenhuma convenção social. É só uma questão de bom senso! Se eu sou uma senhora casada - frisei bem o ‘casada’ - É de se supor que eu adotei o sobrenome de meu marido e isso não foi por imposição dele. Foi de livre escolha, em sinal de amor e meu respeito por ele.
- ISABELLA!!!?
Virei meu rosto em direção à voz, era Tia quem caminhava em minha direção, empurrando um carrinho cheio de compras. Ufa ... salva pelo gongo. O Dr. Molina murmurou um ‘com licença’ e se despediu de nós, sua cara não era das melhores.
- O que foi que deu no Javier? – Tia perguntou.
- O Dr. Molina? – ela assentiu com a cabeça – Sei lá, ele me parece um cara muito ... hãn ... como vou dizer ...
- Galanteador? – Tia arqueou uma sobrancelha e deu um meio sorriso.
- É, essa seria a palavra para ele ... – murmurei.
Ela gargalhou e tocou em meu braço antes de falar.
- Oh! Não ligue para o Javier! – ela riu mais ainda e sussurrou – Ele sabe que é bonito, charmoso e gostoso. Talvez ele se sinta o George Clooney de Forks ... Mas, aqui pra nós, ele é um gato, não é? – assenti, seria uma hipocrisia dizer que não.
- O pior, é que ele é o pediatra de meus filhos ...
- O quê? Que sorte a sua ... – Tia arregalou os olhos.
- Por quê?
- Ah! Como eu disse, Javier é um gato ... muitas mamães suspiram por ele nos corredores do Forks Hospital ... Algumas até têm uma atenção redobrada com a saúde de seus filhos!
- Que coisa! – falei exasperada.
Tia gargalhou antes de responder.
- Mas ele é um médico excelente, Isabella! Aliás, todos os pediatras são bons, mas apenas Javier é o único gato ...
Depois das compras, me despedi de Tia e voltei para casa pensando naquela conversa maluca. Que sujeitinho irritante aquele Dr. Molina! Ele se acha o quê afinal, ‘o rei da cocada preta’?
Sinceramente, prefiro o meu Edward ... Ai, só de pensar nele me bateu uma vontade de ...
É isso! Fez-se a luz em minha mente! E o ataque começaria naquela noite mesmo ...
Depois do jantar, Ed subiu para o sótão para mais uma aula naquela ‘faculdadezinha’ ... Bom, não quero parecer esnobe, afinal o que vai interessar depois será o diploma de curso superior, aquele pedaço de papel poderia ajudar Ed a permanecer no banco. Mas onde já se viu um curso universitário como aquele? Aulas apenas três vezes por semana e duração máxima de curso de seis semestres?!
Por volta das dez da noite, os meninos já ressonavam tranqüilos e eu estava deitada na cama, meio de lado, com os cabelos soltos e estendidos sobre o travesseiro, formando um leque castanho-avermelhado. Eu havia tomado um banho com sabonete cremoso de pétalas de rosas e o cheiro em minha pele era suave, sutil, mas não foi só isso, escolhi usar uma daquelas mini camisolas de chiffon e seda que eu havia comprado para a viagem à Martinica. A camisola daquela noite era rosa bebê, semitransparente e cheia de lacinhos ... como a vida não é perfeita e eu não podia ficar sem sutiã, escolhi usar um de renda francesa, bastante decotado e sexy ... mas ‘esqueci’ de vestir uma calcinha ...
Percebi a sombra de Ed caminhando pelo corredor da casa, muito descontraído e segurando seu caderno. Quando ele entrou no quarto, seus pés frearam bruscamente no chão ...
- Bella?
Eu fingia ler a revista que estava em minhas mãos, levantei os olhos e falei meio desinteressadamente.
- Oi Ed. – lancei-lhe meu melhor sorriso e meu melhor piscar de olhos – Como foi a aula, amor? – dei uma cruzada de pernas.
O homem arfou, passou a mão pelos cabelos nervosamente e engoliu em seco.
- Bo-boa ... muito boa ... – gaguejou e seus orbes verdes se cravaram em mim.
Eu assistia atentamente aquilo tudo, esperando que ele tomasse alguma atitude.
Ed balançou a cabeça algumas vezes, como se quisesse banir um pensamento e por fim falou.
- Tá calor, não é Bella? – ele ainda estava na porta do quarto e se virou para sair.
Entrei em pânico, vi meus planos irem por água abaixo ... Droga!
- Aonde você vai?
- Beber um copo de água ... gelada!
Sorri baixinho e já estava fazendo mil planos para a noite, mas Ed demorou a voltar. Meus pensamentos começaram a ficar embaralhados, o sono começou a me dominar ... as pálpebras foram pesando e PLOFT! Cai no sono.
Não sei se foi sonho, mas senti um par de mãos fortes e quentes me puxando para aquele corpo maravilhoso. Me aninhei ali e seus lábios sussurraram em meu ouvido.
- Amor, por que você me tenta desse jeito?
Acho que sorri pra ele e murmurei um ‘eu te amo.’
A quarta e a quinta-feira foram daquele mesmo jeito. Eu encarnava o papel de diabinha, usando minúsculas e provocantes lingeries, mas meu santo marido resistia ... Argh! Que marido teimoso, cavalheiro, consciente, sexy, gostoso ...
Na sexta-feira Ed sentou na frente da TV com uma cerveja na mão e começou a assistir a um jogo do Yankees. Enquanto isso, o plano se refinava em minha mente. E daquela vez, tinha que dar certo ... Aquela era a mais sexy e provocante de todas as lingeries que eu tinha no closet. O ‘lanchinho’ da noite dos bebês coincidiu com o fim do jogo. Por uma questão de bom senso, decidi deixá-los dormir no próprio quarto. Era agora ...
Meu marido só usava uma calça de moletom e estava sem camisa, completamente à vontade no sofá. O jogo já tinha acabado, a garrafa de cerveja estava vazia sobre a mesinha de centro e na TV só passavam os créditos dos patrocinadores do campeonato.
Tentei andar de forma sensual, rebolando um pouquinho e fazendo com que os lacinhos e as rendas daquela mini-mini-mini camisola vermelha e transparente roçassem em minhas coxas. O decote era muito profundo (pra variar) mas eu usava um sutiã de tule e renda vermelho e dessa vez, eu usei uma calcinha fio dental também na cor vermelha. Nas costas, a camisola só tinha duas tiras que se encontravam num enorme X, só havia pano da base das minhas costas até um pouquinho mais embaixo ...
Sorri para meu marido, caminhei tranquilamente pela sala, parei em frente ao móvel onde fica a TV (fiquei de costas para Ed), me inclinei um pouco, empinando minha bunda pra ele, abri uma gaveta e fingi procurar algo dentro dela.
Foi tiro e queda!
Em questão de segundos, senti seu corpo forte, quente e viril colado ao meu. Ele me abraçou por trás, eu abri um largo sorriso e ainda bem que ele não viu.
- Você não valoriza minha sanidade, Bella? – seu sussurro foi acompanhando de uma leve mordida no lóbulo de minha orelha.
Gemi antes de responder e empinei a bunda em direção ao seu quadril.
- E você não valoriza todos os esforços de sua mulher para ficar bonita e sexy pra você?!
Ele não respondeu, virou meu corpo e me enlaçou pela cintura, seus lábios me beijaram com fome e desejo. O beijo ardente foi acompanhado de um abraço de aço, onde Ed fazia questão de me apertar contra si e que eu sentisse sua ereção, muito, muito dura. Aquelas mãos talvez deixassem marcas em meu corpo, mas não me importei com isso. Fiquei na ponta dos pés, enrosquei meus dedos em seus cabelos e fui com tudo ...
Quando o ar nos faltou, ele separou um pouco os nossos corpos e sussurrou.
- Não quero te machucar, princesa ...
- Mas você não vai me machucar, amor. – ronronei enquanto uma de minhas mãos passeava por dentro de sua calça e acariciava o meu ‘eddie’
- Bella, nós não podemos ...
- Edward você não pode me penetrar. – falei calmamente – Mas a gente pode brincar de outras formas, não pode? – mordi o lábio inferior, apertei mais um pouco o seu membro e o senti pular um pouco – Tá vendo? O ‘eddie’ disse que sim ...
Edward finalmente entendeu minha mensagem!
Seus braços fortes me carregaram no colo até o quarto, ele me deitou na cama com carinho e minutos depois percebi seu corpo quente e gostoso sobre o meu. Uma das mãos de Ed passeava sobre mim e a outra segurava o peso de seu corpo. Eu nem podia acreditar que estávamos finalmente quase indo para ‘os finalmentes’!
Com muita calma, Edward tirou minha camisola e me contemplou somente de calcinha e sutiã, ele sorriu torto e se deitou sobre mim novamente.
Seus lábios macios e quentes cobriram os meus e nossas línguas se encontraram com fúria e desejo. Quando o ar nos faltou, aquela boca maravilhosa fez um caminho de fogo pelo meu queixo, pescoço e colo. Mesmo por cima do fino tecido do sutiã, meus seios ficaram intumescidos quando senti os beijos de Ed ali.
- Aaahhh ... – gemi alucinada.
Mordi o lábio inferior e apertei uma almofada quando senti seus lábios beijarem e mordiscarem de leve a minha barriga, suas mãos passearam por lá ao mesmo tempo em que sua língua ... Aaahhh ... Meu coração já tava a mil por hora!
- Ah! Bella ... tão linda ...
Seu sussurro rouco antecedeu um beijo molhado em meu umbigo. Rapidamente Edward tirou minha calcinha e afastou delicadamente as minhas pernas, seus dedos passearam gentilmente pela minha vulva, minha excitação já era tão grande, que eu já havia perdido a noção de tudo. Eu só murmurava ‘Ed, Ed, Ed’...
Ele se deitou sobre mim novamente e me beijou nos lábios com volúpia, quando o ar nos faltou, seus lábios foram descendo novamente e finalmente chegaram lá.
- Edward! – grunhi e mordi o lábio quando senti seus beijos em minha intimidade.
Edward parecia um faminto que não via comida há muito tempo ... Mas ao invés de ir com força e avidez, ele foi com delicadeza e sensualidade. Meu G-ZUIS ... Que língua era aquela? O passeio luxuriante alternava rápidos e suaves movimentos, sopros quentes e frios, beijos estalados e molhados ... Eu já estava prá lá de perdida em tantas sensações quando o senti me estimulando em meu pontinho mais sensível.
Aquilo não durou muito tempo. Derramei meu gozo em Ed ao mesmo tempo em que meu coração bateu descompassado, minha intimidade se contraiu e explodiu em minúsculos pedacinhos de prazer, como uma chuva de prata. Por um curto, mas maravilhoso espaço de tempo, minha mente, meu corpo, meu ser, foram tomados por Edward e aquela sensação maravilhosa, aquele nirvana que só ele podia me fazer chegar.
- Edward ... – arfei e relaxei meus músculos sobre a cama.
Meu marido se deitou ao meu lado e me abraçou com ternura, nossas respirações estavam bastante descompassadas e o galopar de nossos corações se misturou em nossas peles suadas.
- Te amo, Bella. – ele beijou minha testa – Minha gostosa ...
- Te amo, Ed. – me esfreguei mais nele, já querendo o provocar.
Ele sorriu baixinho antes de falar.
- Princesa, você não ta cansada?
- Hum ... hum ... – comecei a beijar seu pescoço enquanto minhas mãos acariciavam sua barriga.
Num único movimento, nos virei um pouco e fiquei sobre Edward, apoiando meus joelhos ao lado de seu corpo. Eu estava meio ... sei lá ... possuída ... Segurei firme em seus braços, na tentativa de imobilizá-lo, eu queria fazer tudo naquele corpo lindo ...
Peguei mais dois travesseiros e os coloquei atrás da cabeça de Edward, eu queria que ele ficasse um pouco mais alto. Quando nossos olhares se encontraram e eu vi o verde desejo em seus orbes, sorri. Me inclinei um pouco e sussurrei em seu ouvido.
- Eu quero você ...
A resposta de meu marido foi um gemido rouco e abafado, ele fechou levemente os olhos e sorriu.
Beijei seus lábios com vontade e fiz questão de rebolar sobre ele, fazendo com que minha intimidade se encostasse a um ‘eddie’ já duro e ainda vestido. Meus lábios foram descendo por seu corpo, passeando pelo pescoço, tórax, barriga ... virilha ... Com agilidade, tirei sua calça e a cueca de uma vez só e ... quase chorei de emoção e felicidade ao rever meu ‘eddie’. OMG! Ele tava tão lindo, grandão ... e com aquela cabecinha rosa apontando pra mim ...
- Oi meu rei ... que saudades de você. – sussurrei e peguei nele, enchendo minhas mãos – Sim, meu gostosão, eu senti sua falta, muito!
Senti Edward estremecer um pouco assim que pus as mãos em seu membro. Eu queria tudo, tudo, tudo! Mas fui com calma. Primeiro, deixei que o ‘eddie’ se sentisse feliz em minhas mãos, então fiz movimentos de vai e vem em sua base. Depois não resisti e passei a alternar leves beijinhos e suaves lambidas em toda a sua extensão, sempre de baixo pra cima.
Edward murmurava umas coisas ininteligíveis e aquilo só me dava mais confiança. Às vezes, ele gemia o meu nome.
Comecei a chupar meu ‘eddie’ num movimento ritmado e de repente, uma música de Britney Spears surgiu na minha cabeça e eu passei a me guiar pelo ‘som’. Os movimentos de sobe e desce da minha língua eram intensos e vigorosos, mas eu me concentrava na cabecinha do ‘eddie’, fazendo meu Ed urrar e arfar. OMG ... eu fiquei muito excitada de novo.
Enchi minha mão com seus testículos e os apertava bem de leve, enquanto minha língua e meus lábios não descansaram nenhum minuto. Percebi meu ‘eddie’ muito rijo e a respiração de Edward bastante pesada e descompassada. Respirei fundo, ergui a cabeça, sorri para Edward. Depois, inclinei mais o meu corpo, empinei mais a bunda e fui com tudo ...
Engoli de vez (até onde pude) e intensifiquei os movimentos de sobe e desce, lambidas e chupadas. Com a ponta da língua eu envolvi e acariciei a cabecinha do meu ‘eddie’ até que Edward arfou e urrou.
- Bella ...
Seu gemido rouco antecedeu seu gozo quente em minha boca. Engoli e chupei até a última gota. E, sinceramente, foi tão bom, tão bom que assim que eu recuperei o fôlego, eu queria mais.
Olhei pra Ed e sorri, seu sorriso era tão quente e ofegante quanto o meu. Com um movimento de mãos, ele me chamou para si e me aninhou em seu peito. Nossos lábios se encontraram num beijo calmo.
- Te amo! – dissemos em coro.
Ele acariciou meu rosto com uma das mãos e sorriu.
- Você é maravilhosa, Bella. – sorrimos – E eu não estou falando apenas de prazer ... Você me completa, sabia?
Abri um sorriso mais largo ainda e me esfreguei contra ele.
- Você também me completa, meu amor. – beijei a pontinha de seu queixo.
Nos fitamos com intensidade, era muito desejo que havia ainda entre nossos corpos, o calor e a libido eram quase palpáveis.
- Adorei ser seduzido por você. – ele falou e sorriu torto.
- EU?! – falei com um falso ar de inocência.
- Sim, sua espertinha! – ele tocou a pontinha de meu nariz – Seu marido, cheio de tesão por você e louco para ser seduzido, adorou seu joguinho ...
- Joguinho?! – me aproximei mais dele.
- An-hãm ... – seus braços envolveram minha cintura.
- E quem ganhou? – sussurrei.
- Nós dois. Sempre nós dois.
Seus lábios cobriram os meus novamente e num piscar de olhos, esqueci-me de tudo ao meu redor.




