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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vem Comigo, Amor - Capítulo 47

Sabor (Parte II)

“A mulher é como uma fruta que só exala sua fragrância quando a esfregam com as mãos. Tome, por exemplo, o manjericão: a menos que o aqueçamos com os dedos, ele não emite seu perfume. E você sabe, por exemplo, que se o âmbar não for amornado e manipulado, ele retém o seu aroma? A mesma coisa acontece com a mulher: se não a animar com seus beijos e carícias, com mordidas nas coxas e abraços apertados, você não obterá o que deseja; não experimentará prazer quando ela compartilhar seu divã, e ela não sentirá afeto por você.”(Extraído do livro O jardim perfumado)

Apesar de toda a nossa intimidade nesses onze anos de namoro, eu não sabia se aquele mês de comemorações iria dar certo. Era tanta coisa que eu havia planejado! Mas o nosso primeiro fim de semana foi uma coisa, tipo, idílica... Não sei nem explicar direito!
Eu estava trocando a fralda de Thomas e tenho certeza que estava fazendo tudo mecanicamente, porque a minha mente estava longe... em Edward! Pela visão periférica, vi Anthony deitadinho no berço mordendo algum brinquedo. OMG... Meu Thomas estava fazendo de tudo pra chamar minha atenção, seus besourinhos estavam cada vez mais altos!
- Oi Thomas! – falei afetuosamente pra ele - Que besourinho lindo! – o imitei.
Na mesma hora, Anthony começou a fazer besourinho também! Eu entendi que ele pedia minha atenção.
- Oi Anthony... – girei meu corpo para ele – Seu besourinho também é lindo!
Eu peguei Thomas num braço e, aos trancos e barrancos, peguei Anthony no outro. ‘Besourando’, nós três seguimos para a sala de jantar, onde os deixei no cercado. Enquanto meus amores brincavam, eu liguei o rádio e comecei a dançar, girando pela sala, me imaginando nos braços de Edward, bailando ao som de uma música romântica. Os meninos começaram a rir, eu sorria e jogava beijinhos pra eles.
- Sim Anthony, sim Thomas, a mamãe está muito feliz! – girei – Feliz! – me inclinei um pouquinho e cheguei perto deles – Somos felizes, meus amores!
E só para confirmar essa felicidade toda, Ed me mandou uma mensagem de texto pelo celular, muito linda e erótica: “Bella, ainda sinto seu sabor em minha boca. Princesa, eu te amo. E.C.”
Juro que senti um calor insano percorrer meu corpo, meu sexo pulsou, meus mamilos se intumesceram, fiquei úmida... Meu sorriso ia de orelha a orelha! A campainha tocou, rapidamente fui atender, era Jenny quem chegava para mais um dia de trabalho.
- Minha nossa, a felicidade está pairando no ar dessa casa! – ela sorriu e beijou cada bebê.
- Sim! O dia está lindo, não é mesmo? – falei.
Logo nos entregamos aos afazeres da casa, eu cozinhava, Jenny separava as roupinhas dos meninos para colocar na máquina de lavar e assim a manhã passou voando. Melhor dizendo, a semana passou nesse ritmo, normal e intenso, mais engraçado e alegre nos dias em que Sid vinha fazer as faxinas.
Na quarta-feira, minha mente estava a mil com os preparativos de mais um fim de semana erótico e também porque na segunda-feira seguinte já era Valentine’s Day. Por sorte, parecia que eu tinha me casado com um leitor de mentes.
- Minha esposa gostosa fez planos para o dia dos namorados? – Ed me abraçou por trás enquanto eu estava tirando a mesa depois do jantar.
Gemi, mas rebolei minha bunda contra ele, fazendo-o gemer também.
- Não... – falei ofegante – Mas estou aberta a sugestões.
- Aberta?!
Ah! Meu G-zuis... Ele desceu uma de suas mãos até o meu sexo e, instintivamente, eu abri as pernas! Seu abraço nos apertou mais ainda enquanto ele acariciava minha intimidade por cima das roupas.
- Então a comemoração será por minha conta!
Ed rapidamente me girou e me beijou de uma forma indecente, fazendo todo o meu corpo se acender de desejo por ele. Quando o ar nos faltou, ele colou as nossas testas e sussurrou.
- Princesa, tenho que ir pra aula agora. – seu hálito quente me excitava ainda mais, envolvi minhas mãos nos ombros dele, puxando-o para mim.
- OMG... – gemi – Eu sei. – dei um selinho nele e o despachei para o sótão.
Com uma preocupação a menos, me concentrei nos preparativos de nosso segundo final de semana especial... e, para a minha alegria e ansiedade, ele chegou rápido. Quando dei por mim, já era sexta e eu estava na cozinha preparando nosso jantar afrodisíaco. O prato seria Fettuccini com Ostras e Champanhe. Eu gosto da mistura de massas e frutos do mar, além disso, cozinhar as ostras no champanhe foi uma ótima idéia, o gosto ficou muito exótico. Adorei a receita!
No final da tarde, tomei um banho de banheira bem caprichado, afinal, eu tinha uma surpresinha para Edward... Ensaiei o ‘meu número’ mais uma vez na frente do espelho (confesso que corei e de última hora quase pensei em desistir) e escolhi um look comportado e chique, mas nada que pudesse sugerir o tipo de lingerie que eu estava usando. Prendi os cabelos num coque alto, fiz uma maquiagem leve, coloquei perfume em lugares estratégicos de meu corpo e... Por falar em corpo, bateu um pouquinho de insegurança! Não fiquei gorda depois do parto, minhas roupas ainda são as mesmas de antes da gravidez. Ed diz que fiquei mais gostosa e, tomara que ele esteja sendo sincero porque o que eu faria logo mais seria um ato de pura exibição!
Respirei fundo várias vezes e quase desisti (de novo) da surpresa, me sentei na cama e tentei me recompor. ‘Calma, Isabella, é só você e seu marido...’, não funcionou. ‘Deixe de ser boba! Edward vai gostar!’, depois de alguns minutos, relaxei. Olhei para o relógio e percebi que já tava perto de ele chegar, fui ao quarto dos meninos, onde Jenny brincava com os dois sobre um grosso edredom no chão e um monte de brinquedos. Eles sorriram ao me ver, dei um beijinho em cada um e sai logo dali (antes que eles pudessem exigir minha presença). Jenny me elogiou antes de eu sair.
- A senhora está muito bonita.
- Obrigada... – sorri, na verdade, eu tava uma pilha de nervos – As mamadeiras estão aqui?
- Sim, eu as coloquei na frasqueira térmica.
Naquela tarde, depois da papinha de frutas dos meninos, eu usei a bombinha para tirar leite dos meus seios e os coloquei em quatro mamadeiras. Assim os meninos não iriam precisar de mim durante e depois do jantar.
De volta à sala de jantar, coloquei mais gelo no balde do champanhe e, a passos largos, fui à sala de TV para ver se não faltava mais nada para ‘o depois’. Nesse exato momento, ouvi o barulho do motor da pick-up. Meu coração acelerou, minhas pernas tremeram e minhas mãos suaram. Determinada, porém envergonhada, segui com meus planos e fui receber meu marido na varanda de casa.
- Uau, Bella... – ele pegou numa de minhas mãos e me girou – Você tá linda! – nos beijamos – Vamos jantar fora?
- Não. – sorri – Eu só queria ficar bonita pra você... – falei toda manhosa.
- Bonita? – ele sorriu torto e arqueou uma das sobrancelhas – Você está perfeita... – ele me abraçou pela cintura – Gostosa... essa saia e esses saltos deixaram sua bundinha linda ainda mais empinada!
- Ah!
Gemi e ofeguei, Ed me apalpou ali mesmo, na varanda de nossa casa! Respirei fundo e procurei pelo meu tão escasso autocontrole, afinal a noite ainda nem tinha começado direito.
- Vamos entrar. – peguei na mão dele e o arrastei pela casa.
- Você mudou a posição dos móveis? – Ed me perguntou assim que chegamos à sala de TV.
Fiz cara de paisagem antes de responder.
- Não amor, eu só afastei os móveis um pouquinho para que os gêmeos pudessem brincar no chão.
Ed não se prolongou no assunto (ainda bem). Minha resposta boba para a falta da mesinha de centro e da lateral, da cadeira de balanço, do tapete e do sofá o deixou satisfeito. Todos esses móveis tinham sido arrastados por Sid e Jenny e estavam na área de serviço, só restaram as duas poltronas e o móvel com a TV e o som! Ao invés de se importar com os móveis, Ed perguntou pelos filhos, foi nessa hora que eu o incentivei a ir ao quarto dos meninos para falar com eles e depois ele deveria ir tomar banho e vestir uma roupa confortável para que pudéssemos comer.
Vinte minutos depois o meu gato apareceu na sala de jantar. Seus cabelos ainda estavam úmidos e ele estava deliciosamente vestido com uma camisa preta de botões com as mangas arregaçadas até os cotovelos, jeans claros e sapatênis. Ofeguei quando o vi caminhando na minha direção, seus passos largos e decididos, seu andar confiante e sensual o faziam parecer um leão, forte e viril. Ele me abraçou pela cintura e me puxou para si.
- O cheiro está delicioso, Sra. Cullen. – seu sussurro quente me deixou excitada em poucos segundos, molhei a calcinha.
- Fiz ostras... – sussurrei ofegante enquanto minhas mãos estavam espalmadas contra seu peito musculoso.
Edward puxou a cadeira para que eu me sentasse, eu o servi, ele abriu a garrafa de champanhe. O booop da tampa da garrafa nos fez sorrir, ele encheu duas taças e sorriu torto antes de falar.
- Um brinde a nós, Bella! – nossas taças se encontraram.
Tomamos um gole do champanhe absurdamente gelado.
- Toi et moi, Edward! – brindamos novamente.
O fettuccini com ostras foi muito apreciado por nós dois. E não é para me gabar, mas a comida estava perfeita mesmo. A acidez do champanhe misturada ao gosto marinho das ostras ficou perfeita. Tenho certeza que ‘o pulo do gato’ da receita foi cozinhar as ostras no champanhe! Sem contar que o Brut Rosé que estávamos tomando potencializava o gosto da massa e das ostras.
- Muito bom... – Ed falou depois que raspou o prato.
- Obrigada! – sorri.
Tivemos um break em nosso momento romântico quando, juntos, tiramos a mesa. Ed vestiu o avental e colocou a louça na máquina de lavar, quando eu tentei ajudar, ele protestou.
-Nem pense nisso! – ele bloqueou meu caminho – Você merece um descanso...
Enquanto eu estava encostada na bancada da cozinha, ele trabalhava agilmente e conversava comigo sobre seu dia de trabalho. Uma parte de meu cérebro processava suas palavras, sorria, assentia, interagia com ele. Mas a outra parte da minha razão exultava de alegria e paixão pelo homem mais maravilho do mundo, meu Edward! Um homem que aprecia e reconhece o trabalho da esposa, um homem que fica feliz ao voltar para casa todos os dias, um homem que me deseja e me ama...
- O que foi? – ele perguntou desconfiado, foi aí que eu percebi meu sorriso bobo estampado no rosto.
- Tô te paquerando... – sussurrei.
Liguei o rádio e dançamos algumas músicas lentas, abraçadinhos na cozinha... Ele se inclinou um pouco e inspirou profundamente contra meu pescoço, minhas mãos estavam entrelaçadas em seus cabelos, sorri. Ele estreitou nosso abraço, me apertando e mordendo o lóbulo de minha orelha. Gemi e me senti úmida novamente! ‘Minha calcinha deve estar uma beleza...’, pensei ironicamente.
Algumas músicas depois, Jenny apareceu na sala de jantar, eu sorri em agradecimento porque ela apareceu na hora certa!
- Com licença... – ela sorriu, piscou o olho pra mim e fez um sinal com a mão – Sra. Fields, eu já dei as mamadeiras dos meninos e eles já estão dormindo. A senhora ainda vai precisar de mim?
- Não, Jenny. – sorri – Obrigada, pode ir para casa.
Quando nos vi a sós, arrastei Ed para a sala de TV. Ele ofegou e sorriu quando viu pequenas velas acesas e dispostas sobre o ambiente. O sinal de Jenny era pra me dizer que ela já tinha acendido aquelas velas. Meu coração acelerou, era agora ou nunca!
-Bella o quê...?
Não o deixei terminar a frase, entrelacei nossas mãos e o fiz sentar numa poltrona, dei dois passos e, de costas para ele, liguei o som.

Respirei fundo, corei (tenho certeza que corei, minhas bochechas estavam em brasas), mas deixei a vergonha de lado. Comecei a dançar lentamente, ainda de costas pra ele, deixei que a música tomasse conta de mim, meus quadris balançavam ao seu ritmo sensual. Por cima do ombro, eu o vi... extasiado, sorridente, hipnotizado. Seus olhos brilhantes se cravaram em meu corpo ainda vestido e acompanharam meus movimentos. Aquilo me encheu de confiança.
Virei meu corpo para ficar de frente pra ele. Sorri, nossos olhares se encontraram, balancei meus quadris para os lados, para frente e para trás... rebolei para ele, mas sem tirar nenhuma roupa ainda. Passei as mãos pelo meu corpo, me alisando, rebolei mais ainda, soltei beijinhos no ar para ele. Fechei os olhos, me imaginando sendo tocada por ele, me alisei de novo, passando as mãos nas coxas, na barriga, nos seios e nos lábios. Abri os olhos e encarei seus orbes verdes, cantei um trecho da música enquanto rebolava e apontava pra ele.
- Slave to love... ooh ... Slave to love...
Lentamente, comecei a desabotoar minha blusa, sempre olhando nos olhos dele e balançando meu corpo levemente. Botão por botão, fui desnudando meu corpo e sorrindo a cada pedacinho de pele à mostra. Quando todos os botões tinham sido desabotoados, fiquei de costas novamente e deixei a peça cair. Escutei um gemido dele. Já de frente para Edward, passei as mãos pela minha barriga e pelos seios novamente (os mamilos já estavam bastante rijos), desci as mãos até o cós da saia, baixei o zíper e, de costas novamente, deixei a peça cair ao chão. De propósito, empinei minha bunda enquanto chutava a peça para o lado.
- Ah! – Ed grunhiu quando me viu apenas de saltos altos, calcinha fio dental e sutiã de tule transparente preto.
Ainda mexendo os quadris de maneira sensual, eu usei a outra poltrona como apoio, coloquei uma perna sobre ela para poder tirar a liga que estava em minha coxa. Para provocar meu marido, joguei aquela peça para ele! Ed a pegou no ar e sorriu quando a cheirou, fiquei úmida de novo...
De costas para ele novamente, rebolei e passei as mãos pelo meu corpo, sempre mexendo os quadris. Comecei a tirar o sutiã, abri o fecho e, lentamente, deixei as alças escorregarem pelos braços. Para aumentar mais ainda a ‘tortura’, quando eu me virei, não mostrei tudo de uma vez. Deixei um seio à mostra e cobri o outro com a mão, apalpando-o de forma sensual. Sem esquecer a dança, fiquei de costas novamente, olhando-o por sobre o ombro e sorrindo, puxei a presilha que segurava o coque dos meus cabelos, fazendo-os cair numa cascata castanho-avermelhada... Meu sorriso era enorme e devia ser muito pervertido! Acariciando meu corpo, me virei, ficando de frente, agora eu só vestia a calcinha e os saltos altos. Me desfiz dos sapatos, rebolei um pouquinho e comecei a desenrolar lentamente aquela minúscula peça de roupa, fazendo movimentos sensuais. Sentei na outra poltrona para terminar de tirar a calcinha e joguei-a para Edward. Ele cheirou a peça de roupa, inalando várias vezes e sorriu para mim.
..........................
POV EDWARD
Sim! Minha mulher estava fazendo streap tease para mim...
Aos primeiros acordes da música, quando percebi as intenções de Bella, meu membro ficou duro de tanto tesão!
Contemplar aquele doce despudor de minha esposa me encheu de amor e paixão por ela. Peça por peça, Bella me mostrava que sua timidez tinha sido subjugada pelo delírio e pela volúpia que ela queria provocar em mim.
Quando a vi nua, ali na minha frente... não aguentei...
Como um raio, eu me levantei da poltrona e a abracei com uma fúria insana e apaixonada... Ah! Como ela tinha sido perfeita!
Num único movimento, peguei Bella em meus braços e a levei para o quarto, não havia palavras... somente trocas de olhares e meio-sorrisos...Coloquei-a na cama e me afastei, fechando a porta atrás de nós.
Sem tentar fazer streap tease algum, eu me despi em poucos segundos e me deitei na cama somente usando uma boxer preta. Como um animal faminto, me coloquei sobre ela, beijando-a sofregamente. Meus lábios atacaram os dela com tanta força e desejo que nem me preocupei com a possibilidade de machucá-la. Mas Bella não achou ruim, suas mãos se enroscaram em meus cabelos, seu corpo se chocou contra o meu numa ânsia febril... Quando o ar nos faltou, meus lábios desceram rapidamente para seu pescoço, colo, seios... Naquela hora, a pele dela era a minha fonte de vida! Eu bebia daquela pele sedosa e macia da mesma forma que um sedento, quando encontra um oásis no deserto...
Nossos gemidos roucos e abafados ficaram cada vez mais altos e não deram lugar a nenhuma palavra, tudo era instintivo e sensorial para nós. Rapidamente, Bella inverteu a posição de nossos corpos, ficando sentada sobre de mim e me beijando com luxúria. Sua língua quente e molhada explorou minha boca, buscando minha língua ao mesmo tempo em que ela rebolava os quadris sobre mim, esfregando seu sexo em minha barriga. Minhas mãos desceram até sua bunda, apalpando-a com vigor, Bella ficou alucinada e suas mãos desceram pelo meu corpo chegando até a minha boxer. Com seu corpo inclinado sobre o meu, sua boca e suas mãos trataram de me despir, expondo meu membro duro, rigidamente apontado para cima.
Não houve tempo para nenhuma outra preliminar, muito menos palavras... Com agilidade e um único levantar de quadris, Bella uniu nossos corpos, se deixando ser penetrada por mim. Ela gemeu e rebolou gostoso sobre eu mim, eu grunhi, já completamente insano e dentro dela.
Suas cavalgadas selvagens eram mescladas com gritinhos e jogadas de cabelos para mim, eu a ajudava, segurando firme em seu corpo... Os seios rijos e redondinhos balançavam sensualmente diante de mim, a pele dela estava suada e brilhante. Bella sorria para mim, fechava um pouquinho os olhos e mordia o lábio inferior a cada subida e descida sobre meu membro... Aquilo era o paraíso...
- Aaahhh... – o prazer indescritível estava se aproximando para mim, gemi alucinado enquanto senti meu membro mais duro.
Bella me apertou mais dentro dela, senti a cabeça de meu pênis latejar. Na verdade, eu por inteiro latejava por ela! Seu balé sobre mim se intensificou, o ar ficou escasso, tudo ao nosso redor desapareceu por completo. Bella fazia desenhos sobre mim e parecia escrever a partitura de uma suave e intensa melodia, nossa ária de amor. E de repente a música foi substituída pela ausência completa de tudo, não havia sons e nem visão. Todos os meus outros sentidos foram eclipsados pelo prazer de gozar dentro dela, sentir-me derramando nela e sentir-me agasalhado, aceito e amado por ela. Nossos líquidos se encontraram, se fundiram e se misturaram, assim como tudo mais em nós.
Ofegantes, ainda sentimos por alguns instantes, o pulsar vigoroso de nossos sexos, delirantes nossos corpos ainda eram assaltados por pequenas ondas de prazer. Delicadamente, Bella deitou seu corpo sobre o meu, afastei uma mecha de cabelos de sua testa suada e inspirei contra sua pele, sorvendo com desespero aquele cheiro de prazer, tentando guardá-lo na memória. Meu peito subia e descia, buscando ar, fazendo com ela subisse e descesse também! E num único mover de quadris, ela separou nossos corpos.
- Eu te amo, Edward... – ela sussurrou.
Acomodei nossos corpos sobre a cama, deitando-nos de lado e afaguei seu rosto.
- Eu te amo, Isabella... – ela sorriu.
- É diferente quando você me chama de Isabella...
- Você não gosta? – juntei mais os nossos corpos.
- Não, eu gosto muito! – ela passou a mão pelo meu peito, fazendo meu corpo de arrepiar – É diferente porque meu nome, ao invés de meu apelido, em sua boca se transforma num nome muito íntimo. – ela fez uma pausa e mordeu o lábio – Não sei se to dizendo coisa com coisa... mas quando você diz Isabella, faz isso de uma forma única, é quase como uma carícia...
- Isabella... Isabella... Isabella...
Sussurrei seu nome inúmeras vezes enquanto distribuía beijinhos molhados em seu rosto. De repente, me lembrei do streap tease e encostei meus lábios em sua orelha.
- Eu adorei o streap tease, amor! Foi lindo e eu nunca vou me esquecer dessa noite.
Senti suas bochechas esquentarem contra minha pele e sei que ela corou.
- Ah! Que bom... eu quase desisti de fazer...
Afastei nossos corpos para poder olhar em seu rosto.
- Foi lindo e eu serei eternamente grato a você por ter me dado um presente tão especial... - uni nossos lábios num beijo calmo, profundo e macio.
.....................................
POV BELLA
Acordei alegre, embora meu corpo desse sinais de cansaço e preguiça, eu me sentia feliz! Ao meu lado, Ed já não estava na cama e então eu deduzi que já era tarde. Espreguicei meu corpo e senti um pouco de dor na coxa esquerda, afastei um pouco o lençol e vi uma mancha roxa ali. Não era nada grave, era uma marca de amor... Sorri com a lembrança de nossa noite, fechei os olhos e busquei em meu corpo, os resquícios do prazer... Enrolada num lençol, fui até o banheiro e tomei um banho (eu me sentia melada e minha pele estava pegajosa), depois voltei ao quarto e me vesti. Assim que alcancei metade do corredor da casa, um cheiro gostoso capturou minha atenção, fazendo meu estômago rugir.
- Bom dia, amor! – falei, fazendo Ed se virar em minha direção.
- Bom dia, princesa. – ele sorriu e apontou para a mesa – To fazendo o café para nós.
OMG... Meu G-ZUIS!!! Ô homem perfeito esse que o Senhor me deu! Edward-cama-mesa-e-banho é um kit completo mesmo!
Agradecida e sorridente, me sentei e Ed me serviu torradas, queijo, mel, café com leite, omelete com cogumelos... A fome dele era tão ou mais intensa que a minha e no melhor da comida e de nossos beijinhos, os meninos acordaram e botaram a boca no mundo. Quando eu ia me levantar, Ed fez um sinal com a mão.
- Pode deixar, amor!
Menos de dois minutos depois, ele trouxe os dois bebês e os colocou sentados em meu colo. Os meninos também estavam famintos! Com as mãos ocupadas (segurando cada filho), eu mal podia me mexer, então Ed desabotoou minha blusa e puxou a aba do sutiã, servindo o ‘café-da-manhã’ dos filhos. Impossibilitada de usar minhas mãos para comer, eu estaria vendo minha omelete esfriar diante de mim... Estaria, se não fosse Edward puxando sua cadeira para mais perto de mim. Ele me deu comida na boca!
Um sábado inteiro se desenrolou sobre nós em meio a carinhos, beijinhos e sorrisos. Jenny chegou e começou a brincar com os meninos, perto do meio dia, o sol permaneceu firme no céu e meu marido me convidou para almoçar fora. Fiz minha ‘ordenha’, deixando leite em mamadeiras para os meninos e servi a eles um purê de batata e cenoura com caldo de carne. Sugeri a Jenny que fizesse lasanha semi-pronta para ela e me deixei ser levada por Edward.
Não fomos a nenhum lugar especial, afinal aquilo era Forks, a cidade com menos de meia dúzia de restaurantes! Almoçamos no Martha’s e nos reencontramos com muitos de nossos vizinhos e amigos. Assim que entramos, Peter e Charlotte estavam saindo, nos cumprimentamos com entusiasmo, Benjamin, Tia e Joshua chegaram poucos minutos depois e se acomodaram numa mesa ao lado da nossa. Maggie chegou e nos ofereceu o cardápio, sugerindo fatias de lombo de porco, ao molho de creme de queijo de cabra e pimenta rosa.
Em meio ao delicioso prato, eu e Edward conversávamos animadamente, ele tomava uma cerveja e eu, uma coca gelada. Mike Newton apareceu no restaurante e eu achei estranho quando ele sentou-se à mesa de Benjamin e Tia, a conversa entre eles era muito empolgada.
- Isabella! – Tia me chamou – Foi ótimo a gente se encontrar aqui. Eu tenho uma boa notícia para dar! Eu e o Newton vamos abrir uma academia de ginástica aqui na cidade!
- Sério?! – perguntei entusiasmada.
- Sim, Sra. Fields! – Mike falou e pela minha visão periférica, eu vi Ed fechar a cara – Eu estou, finalmente, abrindo meu próprio negócio!
- Eu não sabia que você era professor de ginástica. – Ed falou com sarcasmo.
- Oh! Eu não... – Mike respondeu com naturalidade, sem notar o sarcasmo de meu marido – Mas as irmãs de Tia são professoras e estão vindo morar na cidade.
- Mas essa é uma notícia fantástica!!! – falei toda sorridente – Vai ter aula de pilates?
- Pilates, spinning, yoga, hidroginástica... Ah! Teremos a sensação do momento, vindo direto das melhores academias de New York: fit to fly. – Tia falou empolgada.
- Fit to fly? – perguntei – O que é isso?
- É um jeito revolucionário de fazer ginástica, inspirado nos treinamentos dos espetáculos do Cirque Du Soleil. – ela falou num entusiasmo transbordante.
- Deve ser legal... – me imaginei pulando num trapézio de circo!
– Sr. Fields, eu estava justamente querendo falar com você. Será que o banco teria uma linha de crédito especial para nós? – Mike Newton perguntou polidamente.
Ed assumiu um tom profissional antes de responder.
- Sim, com certeza! – ele abriu a carteira e pegou dois cartõezinhos de visita, distribuindo-os para Mike e Tia – Podem me procurar quando quiserem!
Já em casa, os meninos brincavam tranqüilos em suas cadeirinhas de balanço enquanto Jenny se despedia de nós. Sozinhos novamente, nos divertimos com os pequenos, brincado com eles no chão da sala de TV. Exaustos, eles dormiram e os colocamos no quarto. A hora de nosso segundo filme chegou. Fiz pipoca caramelada, arrumei almofadas e edredons sobre o chão e convidei Ed para assistir 9 e ½ semanas de amor, um filme bem anos 80, muito erótico e envolvente.
- Essa música... – Ed sussurrou.
- Sim, é ela mesmo! – ele se referia a musica tema do filme, a mesma que tinha embalado meu streap tease da noite anterior.
Assistimos ao filme sempre nos tocando e nos beijando, a atmosfera erótica tomou conta de nós!
- Nossa, esses dois sabem mesmo como se divertir, hein? – Ed falou e sorriu malicioso enquanto a gente assistia uma cena tórrida de sexo.
O enredo do filme é sobre um casal que se conhece ao acaso, se envolvem e rapidamente começam a praticar joguinhos sexuais. Mas as coisas avançam muito, ficam intensas demais e o relacionamento deles começa a ficar difícil e meio descontrolado. Mesmo assim, é um bom filme!
- A gente sabe mais... – sussurrei – Além do mais, com a gente, tudo é fácil e natural, como respirar...
Ed aproximou seu rosto do meu e me beijou com doçura. Fizemos amor antes mesmo de os créditos finais do filme começarem.
O domingo não foi diferente, Ed fez questão de grudar em mim, preparou o café da manhã, comprou comida pronta para o almoço, pediu pizza para o jantar. Entendi tudo aquilo como uma folga na cozinha e uma forma de ele dizer que se importa comigo... Ele também grudou nos gêmeos, trocando as fraldas, lendo historinhas e dando papinha na boca deles!
Já era tarde da noite quando começou a chover forte, o vento fazia os galhos do carvalho balançarem sobre o teto da casa. Ed me convidou para um banho quente, depois ele enxugou meu corpo e, ainda no banheiro, começou a passar óleo de amêndoas em mim.
- Amor, você lembra quando eu passava hidratante em você, todos os dias, quando você tava grávida...?
- Sim. – sorri – Era bom... A gravidez foi um momento mágico para nós!
- Magia é termos dois bebês tão lindos! – os olhos de Ed sempre sorriam e brilhavam, cada vez que ele falava nos filhos - Assim como são mágicos todos os nossos dias, princesa!
Hipnotizada, fui conduzida ao quarto por Edward. Ele me deitou na cama e fez uma massagem relaxante em meu corpo, me besuntando, me alisando e esfregando minha pele com óleo de amêndoa.
- To adorando a massagem. – sussurrei e sorri.
#- ‘A mulher é como uma fruta que só exala sua fragrância quando a esfregam com as mãos.’ – ele sussurrou bem perto de minha orelha – Li isso em algum livro uma vez e nunca mais me esqueci da frase. – ele inspirou contra meu pescoço – Quero sentir seu cheiro e seu gosto, Bella...
- Oh! Ed... – sussurrei ofegante quando senti sua língua em meu mamilo – Eu sou sua... me come...
Ofegantes e inebriados pelo prazer, dormimos abraçadinhos de conchinha, enquanto a chuva caia sobre nosso lindo lar em Forks.
...........................
POV EDWARD
Quando acordei, inspirei profundamente, mas não abri os olhos. A manhã cheirava a chuva e grama molhada e a cama já não estava tão quentinha quanto antes, Bella já tinha se levantado. Espreguicei meu corpo e sorri, o fim de semana tinha sido incrível, memorável, fantástico, perfeito...
E aquele seria outro dia perfeito, afinal era Valentine’s Day, mais um dia para celebrar o amor que eu sinto por ela. Feliz, assoviei uma música qualquer enquanto tomava banho e me vestia, procurei no fundo do meu lado do closet, por trás de enormes casacos e peguei o presente dela. Caminhei até a cozinha (eu sabia que ela estava lá) parecendo um colegial prestes a encontrar com a primeira namorada! E de certa forma, ela era mesmo, a primeira e a única...
- Bom dia, amor! – eu era todo sorrisos para minha Bella – Feliz dia dos namorados! - desfiz a distância entre nós e a abracei.
- Oi, amor! Bom dia! – ela me deu um selinho – Feliz dia dos namorados!
Entreguei a ela a sacola e sorri, ela devolveu o sorriso e quando abriu o embrulho sorriu mais ainda.
- Oh! Edward... é lindo! – seu sorriso aqueceu meu coração.
O vestido preto que eu havia visto na vitrine da loja em Port Angeles, tinha enchido minha vista, eu só imaginava Bella dentro dele, linda, sedutora e poderosa.
- Você gostou mesmo?
- Se eu gostei? – ela colou o vestido ao corpo – A seda é maravilhosa...
- Então, Sra. Cullen, - sussurrei – A senhora é minha convidada para um jantar hoje à noite!
- Aonde vamos?
- Surpresa! – ajeitei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha – Deixe algumas mamadeiras prontas para os meninos. – ela sorriu e assentiu.
- Agora, vou buscar o seu presente! – ela foi até a área de serviço e voltou sorrindo numa grande expectativa.
O que vi em suas mãos foi um... bonsai?



- Um bonsai? – pensei alto – Que lindo, amor! – falei ainda surpreso.
Ela não falou nada, até que colocou o vaso em cima da mesa.
- Eu sei que é um presente meio inusitado. – ela uniu nossas mãos – Mas quando eu te falar o que aprendi, você vai perceber porque este bonsai é a nossa cara.
Inclinei meu corpo em direção ao dela, beijei-a com carinho e acariciei delicadamente uma das flores da planta.
- Pode falar, amor! – olhei em seus olhos.
- Bom... eu estava preocupada, pensando no presente que queria te dar. Eu queria algo que falasse de nós dois, então pesquisei várias possibilidades e fiquei encantada com o significado dos bonsais. – ela falou e eu assenti – Para criar bonsais tão bonitos, os galhos e as raízes são podados com tesouras e esse processo todo, dura anos. Isso me lembrou de nós dois, anos e anos juntos nos fez um casal forte e lindo.  – a voz dela estava meio embargada e eu já sentia um nó na garganta – Então... os antigos monges chineses gostavam de caminhar pelas florestas para meditar. Eles diziam que as árvores eram um exemplo de longevidade e de superação da ação do tempo. – ela me olhou com intensidade e sorriu – Essa é mais uma característica de nosso amor: longevidade! Porque assim como as árvores, - Bella já chorava, meus olhos estavam úmidos – o nosso amor, mesmo exposto a condições desfavoráveis, ele renasce, floresce e frutifica.
- Bella... amor... que lindo! – falei abobado, enquanto limpava as lágrimas de sua face – Nosso bonsai é lindo!
- É... – ela inspirou profundamente – E a flor de cerejeira é muito especial também!
- É mesmo? – inclinei meu rosto até a planta, para ver melhor a flor.
- Sim! – ela sorriu – Para os japoneses, a flor de cerejeira é uma metáfora da vida. Além disso, para outras culturas orientais, essa flor é o símbolo da felicidade, da beleza feminina e da sexualidade. Os chineses dizem que ela é a flor do amor... Para os indianos, essa flor é considerada sagrada, eles acreditam que as casas que tem essa flor são prósperas e felizes.
- É muito linda mesmo, Bella! Obrigado!
Ela se levantou da cadeira e sentou no meu colo, envolvi meus braços em seu lindo corpo, meus lábios a beijaram com carinho e devoção.
- Vamos cuidar muito bem de nosso bonsai... – sussurrei – A árvore de nosso amor!
Antes de tomar o café da manhã, ela preparou nosso desjejum apenas com frutas, quer dizer, uma única fruta: cereja. Havia uma tigela de vidro cheia de cerejas vermelhinhas e frescas sobre a mesa. Ao lado dela, uma jarra com um suco vermelho, talvez cereja também.
- O menu de hoje é especial. – ela colocou uma cereja em minha boca e me serviu um copo de suco – A fruta da cerejeira também tem um significado erótico. – ela também comeu uma fruta e bebeu um gole do suco – Sinta o gosto intenso e suculento... os orientais o associam ao sabor do primeiro amor.
As palavras dela, associadas à maciez da fruta, acenderam o meu desejo por ela... Ah! Bella! Somente com singelas palavras ela fazia o meu desejo por ela se transformar em algo insaciável. Eu parecia um homem condenado por dois pecados capitais: gula e luxúria! Gula porque eu queria comê-la, devorá-la, saborear aquela carne macia, rósea, quente e aveludada. Luxúria porque eu queria me perder dentro dela e imergir em seu gozo molhado para sempre!
Eu seria um condenado feliz...
Quando dei por mim, eu já estava no estacionamento do banco. Numa mão eu carregava minha pasta e na outra, o guarda-chuva (chovia pra caramba) e me preparava para entrar no banco, quando uma voz esganiçada me chamou.
- Eeedward! Eeedward!
Era Tanya quem gritava desafinadamente para mim e me chamava. Ela ainda estava dentro do carro.
- Bom dia, Tanya! – sorri – ‘Onde é o incêndio?’ – tive vontade de perguntar.
- Oh! Preciso de uma carona... 
Ela saiu do carro e tocou em meu braço, eu tive vontade de puxá-lo. Não sei por que, mas eu tive vontade de fazer isso... Seu toque era diferente, não era um toque natural como quando Kate ou Irina faziam isso, ou ainda Charlotte com seu jeito alegre e despojado de ser. À contra gosto (não sei por que, mas foi à contra gosto), dividi meu guarda-chuva com ela.
- É que eu esqueci meu guarda-chuva...
- Em Forks nós não podemos nos dar a esse luxo. – falei.
Estávamos esperando o elevador, quando Samuel chegou e nos cumprimentou.
- E aí, cara? – ele socou meu braço – Já deu o presente da namorada?
- Já! – sorri – Ainda bem que ela gostou...
O elevador chegou e nós três entramos.
-Pois é, não tive muita sorte dessa vez! – ele fez uma careta – Emily vivia reclamando que a máquina de lavar estava velha e não torcia as roupas direito. Eu fui à Port Angeles, escolhi a melhor máquina, mandei embrulhar num papel de presente e quando ela viu hoje cedo, começou a reclamar, dizendo que tinha se casado com um índio selvagem...
Sorri e ele bufou.
- Se ela tivesse casada com índio selvagem, ele nem saberia usar uma máquina de lavar!
- Samuel, talvez ela quisesse ganhar uma coisa de uso pessoal. – falei o óbvio – Bella gosta de ganhar coisas para ela usar e na maioria das vezes, eu acerto nos presentes!
- Cara! Então eu errei feio... Deixa eu pedir uma opinião feminina. – Samuel olhou para Tanya – Se você ganhasse um eletrodoméstico como presente de dia dos namorados, o que você faria?
- O namorado viraria defunto... – ela sorriu sombriamente.
O elevador parou, as portas de abriram e ela passou por nós, andando altivamente até sua sala. Samuel esperou ela se afastar e sussurrou:
- Meu santo não bate com o dela...
Lá fora a chuva caia enquanto a manhã passou voando. Meu celular tocou quando eu já estava me preparando para ir almoçar em casa. Era Bella.
- Oi amor! – falei todo feliz e bem nessa hora, Tanya saiu de sua sala e caminhou até minha mesa, ela queria me entregar algo, mas fez sinal, dizendo que eu poderia continuar com a ligação.
- Ed você já está vindo almoçar? – Bella perguntou.
– Sim, já estou saindo. Por quê?
- Olhe pela janela, amor!
Levantei e abri a persiana, foi então que a vi, encostada em seu carro, sorrindo e acenando para mim!
- Vim te buscar para almoçar comigo! – ela sussurrou.
- Que ótimo, amor! Adorei a surpresa! To descendo em cinco minutos. Beijo.
- Beijo. – ela desligou.
Durante minha conversa com Bella, Tanya permaneceu onde estava, de costas para mim, a sala já estava vazia, só havia nós dois ali. Achei que aquela era uma boa oportunidade para que ela conhecesse minha esposa.
- Tanya, Bella está... - toquei em seu ombro e ofeguei quando ela se virou para mim – Deus do céu! – gritei – Tanya, você está bem?
A mão dela estava banhada em sangue, sua blusa estava suja, os olhos dela estavam inexpressivos e os lábios estavam pálidos!
- Tanya... – balancei seus ombros levemente, ela deixou cair um estilete de suas mãos.
- Oh! Não é nada! Não é nada! – ela falou alarmada – Sou uma desastrada mesmo! Eu só queria fazer a ponta do lápis...
- Você precisa ir ao hospital, limpar esse ferimento e talvez até levar uns pontos... O corte está profundo...
Estava mesmo! Nunca vi alguém se cortar daquela maneira com um simples estilete. No meio da confusão toda, o elevador parou em nosso andar, era Kate. Ela ofegou quando viu o sangue.
- Minha Nossa Senhora!
- Calma! Calma! Calma! – Tanya falou e se virou para mim – Eu apenas me cortei por acidente... mas por sugestão de Edward, eu já estou indo ao hospital. O problema é que eu não posso dirigir...
Oh! Oh! Ela olhou fixamente em meus olhos... houve um minuto desconcertante de silêncio.
- Pode deixar que eu te levo, querida. – percebi ironia na voz de Kate - E você, filho, é melhor descer logo, Isabella está no estacionamento, linda, sorridente e esperando pelo maridão! – ela sorriu afetuosamente para mim.
‘Que coisa sinistra’, pensei enquanto descia os dois lances de escada que me separavam de meu amor. Evitei pegar o elevador porque já queria esquecer aquela cena macabra. Se Emmett me visse agora, diria que eu virei viado, mas confesso que fiquei arrepiado com a cena. Tanya parecia uma... coisa de outro mundo!
- Oi, amor! – Bella me abraçou, eu inspirei o morango de seus cabelos e relaxei instantaneamente.
- Oi, princesa! – beijei seus lábios levemente.
Almoçamos no Lodge, o cardápio especial dos namorados foi Filet Afrodisíaco, a carne estava deliciosa, grelhada e flambada ao molho de pêra com pimenta branca, arroz selvagem e batata recheada com catupiry. É lógico que Bella descreveu o prato! Quando eu disse ‘tá gostoso’, ela começou a falar dos detalhes da comida!
Meus pensamentos em Bella e para onde eu a levaria naquela noite, fizeram com que a tarde passasse rápido. Com alegria, desliguei o PC, me despedi de meus colegas e voei para casa. Eu já havia combinado com Jenny, ela ficaria em casa até que eu e Bella voltássemos. De bom grado, ela aceitou ganhar as horas-extras!
- Oi, amor! – entrei no quarto e Bella já tinha tomado, sobre a cama estava o vestido novo.
#- Ah! Oi... – ela sorriu – Eu me arrumo rápido!
- Sem pressão, amor! – sorri e a olhei dos pés à cabeça, somente de calcinha e sutiã – Quero você linda!
Ela corou e assentiu, antes que eu perdesse o controle, marchei para o banheiro e tomei um banho frio, só assim que acalmaria o meu amigão...
Meia hora depois, nós estávamos deixando Forks, Bella tentava a todo custo me distrair, para ver se eu revelava o nosso destino. Quando ela reconheceu o caminho, sussurrou e afagou meu rosto.
#- Port Angeles?
- Sim! Mas o lugar é inédito para nós dois! – sorri.
O minutos se passaram, a estrada foi facilmente vencida pela nossa empolgação. O rádio tocava baladas românticas, nós cantávamos todas elas!
- La Bella Italia? – Bella perguntou assim que estacionei o carro em frente ao restaurante.
- Harry disse que o lugar é ótimo. - e ele tinha razão!
O lugar era pequeno, aconchegante e agradável, tinha até um pianista, a música era suave.
Que restaurante fofinho, Ed! – Bella sorriu e entrelaçou nossas mãos.
Uma recepcionista nos atendeu, checou as reservas e mostrou nossa mesa. Pouco tempo depois, um garçom e nos mostrou o cardápio. Pedi vinho tinto e uns pãezinhos com azeite e tomate como prato de entrada.
- Amor... a impressão que eu tenho é que a gente já esteve aqui. – Bella sussurrou – Eu sei que nunca viemos, - ela encolheu os ombros – mas me parece que familiar!
Entrelacei nossas mãos e sorri antes de responder.
- Talvez porque este seja um local digno de um primeiro encontro. – beijei sua mão – Se eu fosse um garoto de Forks, para te impressionar num primeiro encontro, eu a traria aqui...
Do piano começou a sair uma música muito conhecida nossa. Era Claire de Lune! Estendi a mão e a convidei para dançar.
- A noite está linda, Edward! – ela sorriu, eu a girei – Obrigada!
- Você merece, princesa! – meus olhos percorreram seu corpo, enlacei sua cintura com um braço, puxando-a para mim – E devo dizer que este vestido ficou lindo em você! – ela sorriu e corou – Sabe, o preto fica muito bem em você, o contraste com a sua pele é perfeito.
Nos girei pelo salão, as luzes faziam com que minha Bella distribuísse graça e beleza, espalhando sua feminilidade poderosa. Sem se dar conta, Bella atraia olhares de outros homens... Fazer o quê? Ela é linda! Noutro giro, eu a abracei e juntei nossos corpos.
- Seu perfume está me tirando do sério, Sra. Cullen. – sussurrei contra seu ouvido – Estou embriagado de desejo e estou a ponto de ceder aos ímpetos de minha luxúria por você...
Ela sorriu e se esfregou mais em mim... Ao som do piano, dançávamos como se não houvesse mais ninguém ali. Éramos apenas eu e Bella, num lugar mágico, a nossa bolha de amor.
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GENTE, TO TRISTE!
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Bjs e até a próxima =]