Fanfics da Annablue

Onde achar as Fanfics da Annablue:



- Vem Comigo, Amor

http://www.twilightbrasil.net/fanfics/viewstory.php?sid=4171

http://www.fanfiction.com.br/historia/68149/Vem_Comigo_Amor


- Paradise

http://www.fanfiction.com.br/historia/120648/Paradise



- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 9 de abril de 2011

Vem comigo, amor - Capítulo 60


Seis Dias E Sete Noites


POV EDWARD

Mal acabou a festa dos meninos e eu já tava me descabelando pela proximidade do aniversário de minha Bella. Eu ainda não sabia o que fazer, mas queria uma comemoração íntima e em grande estilo. Por isso, não perdi tempo e sai perguntando para Lilian e Rose onde eu poderia levar minha esposa para um jantar especial, mas foi justamente Alice quem me veio com uma idéia fantástica! Não sei como a baixinha, nascida no Texas, criada na Geórgia, radicada em Washington, poderia conhecer um lugar daqueles no meio da parte mais ‘despovoada’ da Califórnia... Quando lhe lancei a pergunta, ela simplesmente me disse que Jasper gosta de privacidade...
Liguei para o lugar, providenciei tudo, desembolsei uma boa grana (mas cada centavo valeria a pena) e agora era só esperar o grande dia chegar...
Depois da visita de nossos amigos, eu, Bella e os bebês tentamos retomar a vida normal e um dos pontos da normalidade era atualizar os cartões de vacina dos meninos. Nossos filhos tinham uma boa saúde (graças a Deus), mas me preocupava o fato de eles não irem a uma consulta com pediatra desde o fim de Abril. Estávamos passeando com os meninos pelo jardim quando abordei o assunto.
- Droga! – Bella murmurou e franziu a testa.
- O que foi amor? – estaquei e perguntei desconfiado.
- EU SOU A MÃE! EU DEVERIA ME LEMBRAR DISSO!- sua voz subiu umas oitavas enquanto ela fazia uma cara de desgosto.
- Bella, pra que tudo isso? – acariciei seu rosto.
- Eu me sinto uma mãe desnaturada por ter me esquecido de procurar um pediatra para os meninos. – sua testa estava franzida ainda.
Um pouco à nossa frente e alheios à conversa, Lupi empurrava os carrinhos novos dos meninos enquanto ambos observavam a paisagem. Aqueles passeios faziam a alegria deles quando podiam se deliciar com a novidade de andar nos novos ‘veículos’ que ganharam de presente dos padrinhos. Anthony parecia um rapazinho em seu ‘carro’ azul e eu achava uma graça porque ele segurava no volante, girando-o de um lado para o outro, enquanto ‘dirigia’... Já Thomas, além de segurar no volante de seu carro vermelho, ainda apertava a buzina e caia na gargalhada!


- Shiii... não diga bobagens, amor. – abracei minha esposa pela cintura – Você é a melhor mãe do mundo, veja como nossos filhos são felizes...
- An-ham... – foi tudo o que ela disse, mas não parecia convencida.
- Então, eu falei com Will e ele disse que é amigo pessoal do diretor do Julian Hospital e que amanhã a gente pode levar os gêmeos para a consulta com uma pediatra e não vamos ter problemas em mostrar os cartões de vacina com os sobrenome ‘Fields’ já que ela já foi instruída a ser discreta.
Os meninos não deram chance de Bella ficar pensando besteira, chamaram por ela e exigiram que ela empurrasse os carrinhos, então minha esposa tirou as nóias da cabeça.
A consulta com a Dra. Penélope foi muito tranqüila, ela atualizou as vacinas dos meninos, eles fizeram um baita escândalo com cada picada de agulha e Bella quase chorou com a cena... À tarde, como os meninos ficaram enjoadinhos por causa da vacina, nós os colocamos para dormir em nossa cama. Enquanto minha esposa cochilava e os meninos ressonavam tranqüilos deitados em meu peito, eu me sentia O CARA: o cara de sorte, o cara feliz... o cara bobo de tanto amor já que as três pessoas mais importantes do mundo estavam ali naquela cama...
Completados os doze meses de vida, meus filhos já estavam ensaiando os primeiro passos sem precisar do apoio de ninguém. Eles já faziam isso antes, mas só davam dois ou três passos e caiam de bundinha no chão, mas agora eles davam uns passinhos, paravam (acho que para recobrar o equilíbrio e controlar a adrenalina) e continuavam de pé, olhavam o ambiente ao redor e davam mais uns passinhos, paravam... e assim por diante.
Bobo, eu filmei as cenas várias vezes!
Eu e Bella descobrimos que uma das brincadeiras preferidas deles agora é ‘desarrumar a sala’, eles adoram tirar as almofadas do sofá e colocá-las no chão, depois fazem o inverso, até se cansarem das almofadas e partirem para qualquer outro objeto... Tudo isso sempre se dava ao som de muitos gritinhos e risadas! A coisa só ficou punk-rock no dia que eles estavam na cozinha e começaram a bater com as panelas contra o chão. PUTZ... Que barulho! Eu e Bella tomamos as panelas de suas mãos e eles armaram um escândalo!!! Will e Lilian, no papel de avós babões, devolveram-lhes as panelas e eles pararam de chorar na mesma hora!
Depois, eu e Bella conversamos sobre o fato, aquelas atitudes poderiam estragar os meninos, mas a gente ainda não podia fazer muita coisa, afinal, somos hóspedes.
Uma coisa desapareceu com o primeiro ano de vida deles: a soneca matinal. Agora eles só queriam dormir à tarde, passavam a manhã toda no maior pique, acabando com as nossas energias... E para facilitar a hora do soninho noturno deles, eu sempre me servia do violão de Jasper para tocar uma melodia suave enquanto Bella e Lupi os ninavam... Pelo menos a música ainda funcionava com eles porque, definitivamente, eles não tinham mais paciência para a massagem shantala! Eles simplesmente detestavam aquela posição de ficar deitados enquanto a gente passava óleo em seus corpinhos, se mexiam tanto e choramingavam tanto, que faziam a massagem ser ‘não-relaxante’!
Uma coisa que estava martelando a minha cabeça depois que Jasper, Alice, Rose e Emmett foram embora, é que eu e Bella teríamos que viajar até Washington para testemunhar sobre o Caso Volturi. Eles não disseram quando seria isso, mas eu estava na dúvida se devíamos ou não levar os bebês... Eu não queria expor nossos filhos, mas seria impossível deixá-los na fazenda porque eles simplesmente se acabariam de chorar. Cada vez que eu e Bella saíamos para ir à cidade, mesmo nas raras vezes que fazíamos isso, eles choravam desconsoladamente. Lilian sempre dizia que com cinco minutos eles se calavam e se entretinham com alguma coisa, mas a despedia partia meu coração... Se bem que isso seria inevitável, quando tudo isso acabar, eu e Bella teremos que voltar a fazer faculdade e eles terão que ficar mais tempo longe de nós.
Foi pensando nessas coisas que acabei cochilando também e...
- AI! – gemi e minha voz subiu umas oitavas.
Ainda de olhos fechados ouvi o risinho de sinos de meus pequenos e não pude deixar de sorrir, mas eu juro que levei umas mordidas...
Bella sorriu antes de falar, abri os olhos e vi os três amores da minha vida sentados na cama, Anthony e Thomas estavam me flanqueando e Bella tinha uma mão restritiva sobre cada filho, impedindo-as de caírem no chão.
- Amor, já faz um tempão que eles estão tentando te acordar! – ela gargalhou – E como pudessem se comunicar por telepatia, combinaram de te morder. - passei a mão na orelha esquerda e no nariz – Anthony atacou sua orelha e Thomas o nariz!
Depois que Bella se acabou de tanto rir, tentou fazer o certo: incentivou os meninos a pedirem desculpas. Nós os ensinamos a pedir desculpa com um gesto: eles deveriam beijar a mão da pessoa ofendida. Ainda bem que isso tem funcionado, porque traquinas como são, ainda vão pedir muitas desculpas por aí...
Então meus bebês se aproximaram mais de mim, eu ergui as mãos, cada um pegou como pode na palma das minhas mãos, beijando-as com carinho e como se aquilo não bastasse, descansaram a cabecinha nelas e olharam para mim com tanto, mas tanto amor, que me peito explodiu de felicidade! Abracei meus bebês ao mesmo tempo e lhes dei muito beijinhos estalados, fazendo-os gargalhar de alegria.
Nessa fase da vida, tudo era novidade, desde o aprendizado de ‘onde está a boca do bebê?’ até mesmo a descoberta de uma nova flor ou bicho da fazenda. Para ajudar, eu e Bella compramos novos livros para eles com desenhos de bichinhos, objetos e frutas, tudo era muito colorido e bonito, atraindo a atenção dos pequenos. Quase todas as noites, depois do jantar, a gente simplesmente abria os livros e lhes dizia os nomes das coisas, ajudando-os a conhecer e identificar os objetos do dia-a-dia.
E por falar em dia-a-dia... o 22º aniversário de minha esposa chegou!
O dia 13 de Setembro de 2011 caiu numa ensolarada terça-feira feira de fim de verão... O sol brilhava tranqüilo no céu sem nos castigar com um calor escaldante, mas ao mesmo tempo nos proporcionando um calor amarelo gostoso. Madruguei, pulando da cama super cedo para poder ajudar Rubí a preparar a primeira surpresa da minha Bella, mas antes de sair do quarto, beijei a face da minha esposa ainda adormecida e sussurrei: ‘Feliz aniversário, Isabella Cullen’. Coloquei uma rosa e um bilhete sobre meu travesseiro e sai da cama bem devagarzinho para não despertá-la antes da hora. Quando ela acordasse, não teria o calor de meus beijos, mas eu esperava que as palavras no papel pudessem aquecer seu coração.


POV BELLA

Eu sabia que aquilo era um sonho... Mas quem disse que eu queria acordar?
‘O sol brilhava majestoso naquele dia e os jardins da mansão Cullen estavam floridos, pássaros cantavam ao nosso redor e a vida sorria novamente para nós. Eu estava estirada num cadeirão à beira da piscina, tentando acomodar meu barrigão... imenso como o da primeira gravidez... redondo e lindo! Enquanto acariciava minha barriga, contemplava meu Edward, meu grande amor, lindo e maravilhoso, sorridente para Anthony e Thomas, agora mais crescidos, que brincavam correndo desesperados pelo jardim. Por uma fração de segundos, meu olhar se encontrou com os orbes verdes de meu marido e ele sorriu para mim aquele sorriso torto que sempre arrebatou meu coração. Sorri de volta e instintivamente coloquei a mão sobre meu ventre crescido, pois a vida que crescia em mim também pode sentir o amor que emanava do sorriso do pai. Nossa conexão foi interrompida com os gritos dos meninos.
- MAMÃE!!! – Anthony vinha em minha direção segurando uma acácia amarela – Flor amarela para você, mamãe! Feliz aniversário...
Meu pequeno jogou seus braços ao meu redor e me abraçou apertado, depositando um beijo em minha bochecha e me entregando o presentinho. Meu coração já batia descompassado quando Thomas chegou e se juntou a nós, tentando me abraçar também.
- Feliz aniversário, mamãe. – ele me beijou também e me deu um crisântemo cor de rosa.
Edward se juntou a nós e se sentou no braço da cadeira, estendendo um braço sobre mim e envolvendo os filhos com o outro. Se houvesse um fotógrafo ali, ele iria registrar a cena mais linda do mundo... as quatro pessoas mais felizes da face da terra... Sorri com esse pensamento, mas refiz as contas, em breve não seríamos só quatro. A criança em meu ventre se mexeu, concordando comigo’.

Hãn?
Mexi meu corpo, me despertando e meio grogue ainda, coloquei a mão no meu ventre, uma parte de meu cérebro ficou aliviada ao constatar que a barriga estava plana, mas a outra ficou triste porque gravidez e filhos é uma parte tão gostosa da vida...
Mas agora eu tinha certeza absoluta que não estava grávida porque tinha menstruado dois dias depois do aniversário dos meninos e... OPA! Aniversário! Hoje é meu aniversário... 22 anos...
Abri os olhos num passe de mágica e esperava encontrar Edward ao meu lado, mas vi uma rosa vermelha e um laço vermelho em seu caule segurando um bilhetinho. Meu coração começou a galopar naquele ritmo frenético dos apaixonados, pois eu tinha certeza que meu Ed tinha deixado a flor ali. Cheirei a rosa e sorri antes de ler o bilhete.

‘Bella, feliz aniversário, meu amor!
Eu poderia aqui falar do sol, da lua e das estrelas ou até mesmo do universo... Mas mesmo assim nada pareceria adequado se eu fosse comparar essas grandezas ao amor que sinto por você.
Que cara de sorte eu sou!
O aniversário é seu, mas você é o lindo presente que Deus me deu.
Desejo ser o teu desejo por toda a eternidade...
Desejo ser a tua felicidade...
Desejo ser o dono dos teus sorrisos e a razão dos teus sentimentos...
Desejo ser o teu sol, o teu ar e o teu chão...
Desejo ser o calor para a tua pele...
Desejo ser tudo para você, meu amor!
Assim você nunca se cansará de mim, porque eu simplesmente não sei viver sem você.
Do seu esposo, namorado e eterno apaixonado,
Edward Cullen

P.S. A Família Cullen aguarda Sua Princesa para um café da manhã no jardim’

Ainda com as mãos trêmulas, limpei as teimosas lágrimas que banharam meu rosto, me levantei da cama e marchei o banheiro. Enquanto tomava banho, agradecia a Deus numa curta e sincera oração, por mais um ano de vida, por ter meu Edward comigo, por ter nossos filhos... Agradeci até pelos filhos que ainda irão nascer! Emocionada, agradeci também pelos de vida que desfrutei ao lado de meus pais e sogros... Apesar da dor da saudade, não deixei que a amargura tomasse conta de mim, respirei fundo e me enchi de gratidão e alegria. Escolhi usar um vestido longo e soltinho, com alças finas e florido de malha algodão, nos pés eu usei rasteirinhas vermelhas, prendi cabelo num rabo de cavalo solto e coloquei apenas gloss de morango nos lábios.
Sai do quarto apressada, passei no quarto dos meninos e os berços estavam vazios, meus instintos maternais me deixaram em pânico por cinco segundos, mas depois que lembrei que no bilhete, Ed dizia que A FAMÍLIA CULLEN esperava por mim no jardim. Assim que cheguei ao jardim, meu coração perdeu uma batida quando os vi, os três, olhando para mim numa crescente expectativa. Meu Thomas usava um body azul com estampa do Mickey Mouse e também um estiloso boné azul e branco, já Anthony usava um body laranja com estampa de Pluto e seu boné era todo amarelinho. Segurando os dois, meu Edward estava um gato, usando uma bermuda de sarja cor de areia e uma camiseta verde oliva... Seu olhar me prendeu eu não pude ver mais nada ao meu redor, ele sorriu, eu sorri, seu orbes verdes varreram meu corpo enquanto eu andava. E se aquele olhar pudesse me tocar, seria o toque do desejo, da paixão, do fogo dos amantes... Envolvida naqueles pensamentos, eu senti minhas bochechas queimarem e Edward alargou o sorriso quando me viu corar.
Envolvi meus braços nos homens da minha vida, fiquei na ponta dos pés e capturei os lábios do meu marido num beijo molhado, quente e apaixonado. Como sempre acontece quando nos beijamos, perdemos a noção do tempo e só fomos interrompidos com as pequenas batidinhas das mãos de Anthony em nossas faces e o risinho sem vergonha de Thomas. Edward sorriu contra meus lábios antes de sussurrar.
- Feliz aniversário, Bella. – eu sorri – É melhor dar atenção esses garotões aqui...
Beijei meus filhos com carinho, amor e devoção, eles corresponderam ao gesto com risadinhas e beijinhos babados em minhas bochechas, arrancando risadas minhas também. Ter filho é uma delícia...
Depois que nos saciamos (por hora) de tanto amor e carinhos, percebi que Edward nos guiava para a beira da piscina onde percebi uma linda mesa de café da manhã com duas cadeiras e as cadeirinhas de papinha dos bebês, claro.
- Amor! – guinchei – Que mesa linda...


- Para você, Bella! Eu, Anthony e Thomas preparamos o café para você...
Desatamos a rir porque os meninos realmente não tinha feito nada!
Na mesa havia pães, suco, cereal, frutas e muitas flores enfeitando tudo, para os meninos já havia suas costumeiras tigelinhas de mingau e suas mamadeiras de leite. Edward posicionou sua cadeira próxima aos meninos, arrastou a cadeira para mim, me serviu, fez um prato rápido para si e começou a dar mingau aos dois filhos ao mesmo tempo.
- Amor, deixa que eu te ajudo. – fiz um movimento para ajudar a alimentar um dos filhos, mas ele negou com a cabeça.
- Hoje é seu dia, Bella! – ele sorriu e eu percebi que apesar de estar com as duas mãos ocupadas, ele dava conta do recado.
Enquanto comida, dava comida na boca de meu amor também, já que eu não suportava a idéia de o ver ficar com fome. E assim o café da manhã da Família Cullen foi um momento muito gostoso.
Como se estivessem espreitando atrás dos arbustos das plantas, Rubí e Lupi apareceram na hora certa, quando nós acabamos de comer e enquanto uma tirava a mesa e me desejava um feliz aniversário, a outra pegou dos dois meninos de uma vez só e também me desejou um feliz aniversário. Sem que eu percebesse, Edward me conduziu para a sala de música, paramos em frente ao piano, ele nos fez sentar na banqueta e me beijou ternamente nos lábios. D contato de nosso abraço, senti o galopar de nossos corações e seu sussurro espalhou uma nova onda de calor pelo corpo.
- Para você, amor...


OMG... Que música linda!
Mal Edward terminou de tocar e eu me lancei em seu colo, beijando-o com todo o furor da paixão. Seus braços rodearam minha cintura e minhas mãos se enroscaram em seus cabelos, trazendo-o para mim. Nossas línguas dançavam eroticamente, disputando e cedendo espaço... e naquela movimentação toda, senti meus mamilos rijos, meu sexo ficou úmido e pulsou de desejo, senti o ‘eddie’ criar vida para vida mim... Quando o ar nos faltou, recobramos o juízo e o fôlego, colamos nossas testas e sorrimos aquele tipo de sorriso meigo e gentil.
- Te amo. – dissemos em coro e sorrimos mais uma vez.
Ainda ficamos naquela mesma posição, respirando aos arquejos até que nossos corpos se acalmassem e mundo poderia se acabar que a gente nem teria notado. Mas notamos a chegada dos demais na sala de música e eu devo ter corado em vários tons de vermelho ao ser flagrada no colo de meu marido. Deslizei para a banqueta e dei um sorriso amarelo para Will e Lilian antes de lhes desejar bom dia, eles vieram até mim, eu fiquei de pé e recebi seus cumprimentos de feliz aniversário.
O resto da manhã foi tranqüilo, eu e Edward passeamos com os meninos pelos jardins da fazenda e nossa alegria era contagiante. O único momento tenso foi quando Juan Carlos saltou da pick-up e veio me desejar um bom dia e um feliz aniversário. Meu marido estava abraçado a mim e senti seus músculos se retesarem, como um felino quando vai abater sua presa. Juro que ouvi Ed rosnar. Depois do tímido e respeitoso cumprimento, o mexicano ajeitou seu chapéu de palha na cabeça, deu meia volta e saltou para a pick-up novamente,  saindo apressado em direção ao portão principal da fazenda.
- Cara abusado... – Ed murmurou e quando olhei de lado, seu lábio inferior se projetava num lindo biquinho.
Segurei o riso e lhe dei um selinho, disposta a esquecer o assunto. Os meninos exigiram nossa atenção e quando percebemos, já estava na hora do almoço.
Percebi uma movimentação a mais na cozinha e constatei que a sobremesa do almoço seria um lindo bolo de chocolate, com uma cobertura cremosa. Em cima dele estava escrito ‘feliz aniversário, Marie’ e havia uma vela também. Todo mundo cantou ‘parabéns pra você’, devo ter corado de novo, os meninos sorriam e batiam palminhas também... O bolo estava uma delícia, de chocolate com nozes e com calda de rum! Deixei que meus bebês comessem um pedacinho de nada e eles se deliciaram com o sabor do chocolate.
Nem bem os meninos terminaram de comer, seus olhinhos denunciavam o sono que sentiam e Edward ficou apressado de repente. Fomos para o quarto, ninamos os meninos e os colocamos nos berços logo em seguida. Meu marido me abraçou por trás, beijou minha bochecha e sussurrou.
- Arrume uma pequena mala de viagem, Bella. – ele mordiscou o lóbulo de minha orelha – Vou te seqüestrar...
Aturdida, girei meu corpo para ficar de frente pra ele.
- Vamos viajar?!
- Não vamos muito longe... – ele me puxou pela cintura e se esfregou em mim – Mas eu tenho a pretensão de te levar às maiores alturas...
Aquela foi a segunda vez que me senti úmida naquele dia, me icei nele e lhe dei um beijo quente.
- Não se preocupe com nada, vamos estar a menos de uma hora daqui e além de Lupi e Lilian, Will e Rubí vão se revezar para cuidar dos meninos. Vai ser uma noite apenas...
Por alguns segundos as duas metades de mim duelaram com ardor. A Bella-mãe não queria passar uma noite longe dos filhos bebês... A Bella-mulher queria alguns momentos a sós com o homem de sua vida... Mordi o lábio, respirei fundo e deixei que a segunda metade prevalecesse, afinal Edward havia planejado sabe-se-lá-o-quê como um presente para mim e eu não seria idiota a ponto de dizer ‘não’.
Beijei-o com paixão e me esfreguei nele, quando o ar nos faltou, eu devia ter uma cara muito perva.
- Quando partimos? – perguntei.
- É só o tempo de você arrumar o que precisa. – ele sorriu - A propósito, não vamos ter a companhia de outras pessoas, o lugar é bem reservado.
Fui ao nosso quarto, e meio às cegas, separei o que achava ser apropriado. Naquela noite eu não sabia onde estaríamos, mas optei por usar um vestido em xadrez azul royal tomara-que-caia, seu cumprimento ia até os joelhos e ficaria perfeito com scarpins pretos de saltos médios. O look em si era confortável e não muito formal. Ainda coloquei na mala uma lingerie especial, jeans, jaqueta e duas camisetas. Peguei minha nécessaire e meu estojinho de maquiagem e me senti oficialmente pronta. Edward parecia ter arrumado a mala dele há um século porque enquanto eu me ocupava com o que ia levar, ele pegou o celular e discou para alguém, confirmando que chegaríamos ao local no horário previsto.
O coração apertou de novo quando voltei ao quarto de meus meninos e me despedi de meus anjinhos adormecidos com um cálido beijo em suas faces. Fiz uma oração rápida, pedindo aos seus anjos da guarda que ficassem com eles e lhes proporcionasse uma noite de paz e descanso. Sem que Edward percebesse, fiz mil e uma recomendações a Lupi e Rubí e pedi fervorosamente a Lilian que cuidasse de meus pequenos e nos telefonasse se eles não conseguissem dormir à noite.
Pegamos a pick-up de Jasper e seguimos pela estrada principal da fazenda, me aninhei a Edward enquanto ele dirigia e liguei o som do carro. Tocava uma balada country romântica quando meu marido sussurrou com doçura.
- Enfim sós, Sra. Cullen...
Sorri para ele e beijei sua bochecha.
Seguimos pelo sul de Julian, atravessamos o Cuyamaca Ranch State Park, seguimos para o leste, atravessando o Cleveland National Forest e depois de tanta paisagem verde, a viagem de uma hora chegou a fim quando cruzamos os portões de um hotel fazenda às margens do Lago Jennings.
- Bem vinda ao Santa Rosa Resort, Bella. – Edward falou e sorriu exultante para mim.
- Resort? – sorri também.
O lugar parecia desabitado, mas naquele fim de tarde, a luz do sol lhe conferia um ar bucólico e agradável. Depois de alguns minutos, pudemos ver as dependências do resort e eu percebi que ali o tipo de turismo era ecológico, vi alguns hóspedes, passamos por um restaurante no píer do lago... Avançamos por uma estrada de terra ladeada de enormes árvores centenárias até que meu queixo caiu quando vi aquilo...


- Amor?! – guinchei – Uma ca-casa na árvore?!
Ele me ajudou a descer do carro e pegou nossas malas, percebi que um funcionário do resort apareceu do nada e carregou as malas, seguindo apressado diante nós.
- Você não gostou?! – a voz de meu marido subiu umas oitavas.
- Oh! Edward... – sussurrei e me joguei em seus braços – Eu amei!!!
Ele nos girou várias vezes e sorrimos como duas crianças travessas, depois ele me colocou no chão e me estendeu a mão.
- Vem comigo, amor...
Entrelacei nossas mãos e seguimos pela aquela ponte suspensa de madeira que fazia um rangido gostoso ao sentir o peso de nossos corpos. Sorri abobada, a casa, as árvores, as janelas, a ponte... tudo parecia sair de um livro de contos de fadas.
Antes de entrar na casa, percebi que a vista para o lago era perfeita e por trás daquela paisagem de sonhos, as Montanhas Santa Rosa se erguiam majestosas, quase tocando o céu.
Quando terminamos de atravessar a ponte, o funcionário do resort esperava por nós na entrada da casa.
- Boa tarde, eu sou Rafael e sempre que precisarem de alguma coisa, é só interfonar para a recepção do resort. – assentimos para ele - Já deixei suas malas no quarto e espero que aproveitem a estadia, Sr. Carmichel e Srta. Didier...
Assentimos mais uma vez, Edward lhe deu uma gorjeta e o homem rapidamente desapareceu de nossas vistas.


Soltei um gritinho involuntariamente quando percebi Edward me colocar no colo e sorrimos de alegria, assim que atravessamos a soleira da porta, ele me colocou no chão e eu tive que segurar o queixo novamente quando vi a enorme sala dividida em dois ambientes e conjugada com uma pequena e charmosa cozinha.


- Edward... que sala linda!
Ele sorriu e me beijou com ternura acariciando meu rosto com suas enormes mãos e enroscando-as em meus cabelos.
- Vamos ver o quarto, Sra. Cullen?
Apenas assenti para ele e subimos as escadas de madeira que levavam à suíte da casa da árvore. Sorri para meu marido quando me dei conta que estávamos numa pequena, rústica e romântica casa onde tudo nos levava ao mundo do romance e da fantasia.
- Que cama grande! – me aproximei mais dela e toquei em suas cortinas de tule branco.
- Nosso ninho por esta noite.
Ed me abraçou por trás e beijou a pontinha de meu ombro, depois seus lábios foram para meu pescoço e suas mãos desceram de minha cintura para meu sexo e coxas. Fiquei excitada com aquele toque e empinei minha bunda contra seu corpo, sorri de prazer ao sentir seu membro duro e gemi. Mas quando tentei nos levar para a cama, meu marido me segurou e sussurrou de novo em meu ouvido.
- Pra que a pressa, Sra. Cullen?! – ele mordiscou o lóbulo de minha orelha – Temos muito tempo... Venha, vamos tomar um banho.
Girei meu corpo e assenti para ele, passamos por um pequeno vestíbulo onde havia muitas toalhas dispostas em prateleiras de madeiras e muitos sais de banho em vidrinhos coloridos numa outra prateleira. Ed pegou um daqueles vidrinhos e adentramos no outro cômodo onde ficava o banheiro rústico mais charmoso que já vi na vida.


Com muita agilidade, meu marido começou a encher a banheira, enquanto despejou o conteúdo do vidrinho nela, fazendo com que muita espuma se formasse. O cheiro de morangos invadiu o ambiente.
- Hum... – inspirei profundamente.
- Gostou do cheiro? – ele veio até mim e me abraçou com ternura.
- Muito...
Nos beijamos com calma, percebi Edward me despindo sem pressa e eu fiz o mesmo com suas roupas, nossos corpos apaixonados já davam sinal de excitação e desejo, mas percebi meu marido se conter. Ele evitou carícias muito ousadas em meu corpo e eu fiz o mesmo com ele. Edward me deu um banho relaxante naquela banheira, sua massagem, seus carinhos, a água quente e a espuma cremosa do sal de banho fizeram um bem enorme para meu corpo e meu ego.
A tênue luz do crepúsculo entrava pelas janelinhas do banheiro, eu estava encostada ao peito de meu marido e nossas mãos estavam entrelaçadas sobre a água quando ele suspirou. O silêncio era confortável entre nós, era cúmplice até, mas eu queria saber no que ele pensava naquela hora.
- O que foi amor? – girei a cabeça para olhar em seu rosto perfeito.
- Nós dois aqui nessa banheira... sozinhos... – ele abaixou a cabeça e me deu um selinho – É tão bom...
- Muito bom... com o corre-corre da nossa vida ultimamente, eu nem tinha me dado conta o quanto esses momentos são valiosos. – prendi seu olhar ao meu – Obrigada, querido, esse presente foi maravilhoso.
Nos beijamos mais uma vez e dessa vez nosso desejo fez a água ficar bastante quente. Nossas línguas duelavam com ansiedade e desejo, Ed girou meu corpo com ansiedade e me fez sentar em seu colo, de frente para ele, gemi em sua boca quando senti o ‘eddie’ duro e altivo tocando em meu sexo. Desci uma de minhas mãos e comecei a apalpá-lo com urgência, dessa vez Edward gemeu em minha boca. Mas o beijo acabou cedo demais e eu gemi em protesto, parecia que meu marido estava querendo me torturar...
- Vamos nos vestir para o jantar?
Eu fiz um biquinho, mas obedeci, Ed riu de minha reação e saiu da banheira com agilidade, me ajudou a sair também e me estendeu uma toalha. Enquanto eu me enxugava, meu marido já estava envolto na toalha, me deu um selinho e falou enquanto saia apressado.
- Se troque, vou cuidar de nosso jantar...
Nem tive tempo de responder, mas não liguei. Conhecendo Edward como eu conheço, sabia que ele estava nervoso! Sim, ele sempre ficava meio nervoso quando fazia alguma surpresa para mim... e eu achava isso lindo nele! Minha mente viajou até a Martinica, quando ele preparou uma noite se sonhos para nós...
Enquanto passava hidratante no corpo, me vestia e me maquiava, não cansava de relembrar a mim mesma o quanto eu era uma garota de sorte. Sim, apesar de tudo de difícil que a vida me reservou, eu era uma garota muito sortuda por conhecer em Edward o tipo de amor puro e verdadeiro. Tem tanta gente por aí que passa a vida toda correndo atrás do amor, entrando e saindo de relacionamentos fúteis e vazios, mas eu vivo o AMOR desde os dez anos de idade.
‘Isabella, você tem sorte’, falei para mim mesma enquanto me via no espelho. Até que o vestido xadrez tomara-que-caia ficou legal com o scarpin, optei por deixar os cabelos soltos e fiz uma maquiagem bem leve, com olhos esfumaçados com sombras azul e prata e um batom cor de rosa.
Quando desci as escadas e fui para a sala, percebi que só havia meia-luz no ambiente e uma música suave ao fundo. Edward capturou todos os meus sentidos e fez meu coração bater mais forte, ele usava uma camisa social cinza grafite e uma calça preta. Mas seu look estava elegante despojado com a camisa meio desensacada e as mangas arregaçadas, seus cabelos novamente crescidos estavam daquele jeito desalinhado que me tira do sério e ele tinha o meu sorriso torno nos lábios.
 Foi só quando cheguei até meu marido que pude perceber o quanto a mesa estava bonita. Um jantar a luz de velas nos aguardava, mas antes de qualquer outra coisa, ele me serviu vinho branco numa taça e brindamos.
- Feliz aniversário, Bella! – bebemos um pouco – Eu te amo, minha princesa...
- Assim como eu te amo...
Enamorados, nos beijamos com carinho, provando o vinho um do outro. Ed puxou a cadeira para mim e eu sentei, ele foi até o balcão da cozinha e trouxe para a mesa uma linda bandeja de inox.
- Truta ao forno com molho de mel e amêndoas! – meu marido falou e esboçou um sorriso exultante – Este é o prato especialidade do restaurante do resort e a truta foi pescada desse lago que tem aí atrás da casa...
Sorri para Edward e estendi minha mão para tocar na dele, espalhando para meu corpo a graça e o calor de meu milagre pessoal.
- Obrigada, amor... – sussurrei – Tenho certeza que está delicioso...
Edward me serviu uma porção do peixe acompanhado de uma salada verde com hortaliças e frutas vermelhas. Ao provarmos a comida, gememos de satisfação! O peixe estava na medida, sua carne macia estava úmida por causa do molho de mel e as lascas de amêndoas proporcionavam um sabor exótico ao peixe.
Após o jantar, meu marido tirou a mesa rapidamente e não permitiu que eu entrasse na minúscula cozinha. Nas suas palavras, o dia era meu e eu não deveria trabalhar. Em menos de cinco minutos, ele me arrastou para a sala, abrimos a janela e contemplamos o luar prateado despejando sua beleza nas águas do lago. Abraçada ao meu marido, eu me sentia em paz... Ao fundo a música suave era muito gostosa e convidativa.
- Que tal me conceder esta dança, Sra. Cullen?
Estendi a mão para Edward e começamos a girar pela sala ao som de uma música antiga e romântica. Em todo esse tempo, nossos olhares não se desprendiam e o sorriso de Edward era apenas um reflexo de minha própria felicidade.
- Eu te amo, Edward... – sussurrei – Eu te amo, meu amor... muito! - tenho certeza que meus olhos já estavam úmidos – E tudo em você me completa, me alegra, me satisfaz... – ele sorria enquanto nos girava – Até mesmo nas pequenas coisas do dia a dia que me tiram do sério, você consegue fazer isso de um jeito que mais ninguém pode!
Seus lábios capturaram os meus num beijo apaixonado e luxuriante, suas mãos envolveram minha cintura e as minhas se perderam nas madeixas bronzeadas de seus cabelos. Quando o ar nos faltou, Ed sussurrou com a voz toldada pelo desejo.
- Eu te amo, minha Isabella... Com o tipo de amor que eu nem sei explicar! – sua voz ficou embargada – Mas é o sentimento mais grandioso que eu tenho e sei que você me completa de um jeito que só você pode fazer. – ele colou nossas testas – Você foi feita para mim, Bella...
- Toi et moi, Edward... – sussurrei.
Ele afastou mais os nossos corpos e num único movimento me colocou em seu colo de novo. Sorri para ele e descansei minha cabeça em seu peito enquanto ele subia as escadas. Eu sabia iríamos fazer amor, há sete anos sou a mulher dele, há sete anos ele é dono de meu corpo de uma forma irrestrita... Mas cada vez que Edward me toca, é sempre como se fosse a primeira vez...
Com  carinho, meu marido me colocou sobre a cama e antes de ele mesmo se deitar, retirou seus sapatos. Já na cama, ele começou a me despir de uma forma torturantemente sedutora. Meus pés já sem os sapatos ganharam uma gostosa massagem, as mãos de Ed foram subindo pelas minhas pernas e coxas, seus lábios foram seguindo também, tocando cada pedacinho de minha pele e arrancando suspiros de mim.
Edward cobriu meu corpo com o seu e me beijou com paixão enquanto suas mãos percorriam a lateral de meu corpo, ele nos fez sentar na cama e tirou meu vestido, jogando-o no chão. Comecei a desabotoar sua camisa, minhas mãos e boca percorriam seu peito másculo com ansiedade e desejo. Ele tirou meu sutiã e liberou meus mamilos rijos, me fez deitar novamente, sua boca molhada se apossou de um mamilo e aquilo me fez gritar de prazer. Uma de suas mãos apalpava com sofreguidão o meu outro seio, eu gemia alucinada, ardente de desejo por ele. Cedo demais, Ed foi descendo os beijos pela minha barriga, ele se sentou na cama e começou a tirar minha calcinha, eu me ergui um pouco sobre os cotovelos e o flagrei tirando aquela minúscula peça de roupa e em seguida dando uma fungada nela.
- Seu cheiro é delicioso, Bella. – corei de vergonha e sorriu torto.
Então Edward me surpreendeu ao enroscar seus braços fortes em minhas pernas semi-flexionadas, puxando-me para ele num único movimento. Gritei de surpresa, mas adorei o que ele fez... Ainda com suas mãos enroscadas em minhas pernas, fazendo-me ficar totalmente aberta para ele, seus orbes verdes ora olhavam do castanho de meus olhos para minha boca e meu sexo... A indecisão de seus olhos durou apenas alguns segundos... Ali, presa a ele eu me sentia um cordeirinho diante de um leão, mas estava ADORANDO!
- Tão linda...
Foi tudo o que meu marido falou com a voz rouca de desejo antes de se inclinar e começar a beijar meu sexo com carinho. Suas mãos ainda prendiam minhas pernas e eu gritei novamente quando senti sua língua massageando meu pontinho sensível.
- Aaahhh... – eu estava perdendo o juízo...
 Meu marido queria me enlouquecer, intercalando beijos estalados, suaves e vigorosas lambidas em meu sexo, às vezes ele fazia uns sopros frios e quentes, às vezes mordiscava de leve as minhas carnes rosadas e ou apenas fungava contra minha pele.
- Ah... Edward... – gemi ofegante quando me senti mais úmida.
Ele aumentou seus movimentos em meu sexo, fazendo uma coisa... uma coisa maravilhosa que me fez explodir de prazer. Todo o meu corpo se convulsionou num orgasmo poderoso e eu me senti flutuando, orbitando... Edward ainda bebia de mim quando meu coração tentava se recompor, sorri ofegante e me senti mole feito gelatina! Fechei os olhos e aproveitei o momento...
Quando percebi o colchão afundar ao meu lado, abri os olhos e vi meu amor me fitando com doçura, ele já estava totalmente despido e me beijou com doçura, quando o ar nos faltou, ele sussurrou em meu ouvido.
- Te amo, minha gostosa...
Sorri e corei ao mesmo tempo, Ed explodiu numa gargalhada e me abraçou.
- Essa sua timidez me excita muito...
Ele se levantou da cama e foi até a mesinha próxima, pegou uma coisa de lá e voltou.
- Vire-se de costas, amor...
Fiz o que ele pediu, mas olhei por sobre o ombro, ele abria um vidrinho e despejava em sua mão um óleo cor de mel.
- Vou te fazer uma massagem, amor!
Edward esfregou suas mãos com bastante força e quando o óleo já aquecido tocou meus pés, eu gemi de prazer. Aqueles movimentos circulares iam dos dedos até meus calcanhares e me faziam querer mais. Dali até minhas coxas eu suspirei de prazer e gemi, já doida para sentir meu marido em mim de novo...
O calor foi recomeçando no centro do meu corpo e eu já me sentia molhada para ele. Suas mãos nas minhas coxas, me faziam hiperventilar, eu mordia os lábios e já tinha os pensamentos incoerentes de novo. Nas laterais de meu corpo, ele massageou com vigor e nas minhas costas, seu toque foi suave e relaxante.
Com carinho, ele virou meu corpo e seus lábios capturaram os meus ao mesmo tempo em que suas mãos rodeavam meus seios com carinho e ansiedade. Seus dedos massageavam meus mamilos, me levando à loucura!
- Ah... amor... – gemi baixinho.
- O que você quer, Bella? – ele me perguntou com malícia.
- Vo-você...
Ele meu beijou com paixão mais uma vez e depois inverteu a posição de nossos corpos. Ataquei seus lábios novamente, prendi minhas mãos em seus cabelos, as mãos dele rodearam minha cintura e desceram até minha bunda, me puxando para que nossos sexos se tocassem, gemi em sua boca quando senti a cabecinha do ‘eddie’ tocando minha entradinha úmida. Num único erguer de quadril, juntei nossos corpos, me sentando com tudo naquele mastro maravilhoso e nos fazendo gritar se desejo e tesão.
Daí por diante o furor dos apaixonados tomou conta de nossos corpos e eu comecei a me movimentar freneticamente sobre Edward, fazendo os mil malabarismos que sempre nos levavam ao céu.
- Ah! Gostosa...
- Tão quente...
- Apertadinha... Bella...
Ed falava as palavras soltas enquanto eu apenas mordia o lábio inferior, gemia alto e rebolava para ele... com ele... Saboreando cada pedacinho de meu ‘eddie’ de vários ângulos possíveis...
- Aaahhh... – gemi aturdida quando me senti quase morrer de tanto prazer.
Meu interior se alvoroçou novamente, eu senti o ‘eddie’ mais duro, meu sexo o agarrou com força, fazendo Ed gemer também.
- Agora, Bella. – ele falou entre arquejos – Comigo...
Na rebolada seguinte, eu me senti tocada de uma forma muito especial, meu corpo explodiu em pontinhos de prazer e como o fogo que é consumido pela pólvora, aquele prazer maravilhoso se espalhou em mim ao mesmo tempo em que senti Edward se liberar, misturando nossos gozos.
Cai ofegante sobre o corpo de meu marido e ficamos naquela mesma posição até que recuperamos o fôlego.
- Feliz aniversário, Bella... Te amo.
- Eu te amo mais. – beijei seu peito e me aninhei nele até adormecer.


POV EDWARD

Os dias que se seguiram ao aniversário de Bella foram bastante comuns, a gente se ocupava apenas em cuidar dos filhos e cuidar um do outro até que a CNN anunciou mais notícias do Caso Volturi.
O Superior Tribunal Militar já havia marcado o julgamento o General Alistair Collins, ele estava sendo acusado formalmente de assassinar o também militar Tyler Crowley e também de participar o gigantesco esquema de tráfico internacional de armas, se favorecendo de sua alta patente nas Forças Armadas para traficar material bélico de uso exclusivo das Forças Armadas e vendê-los aos inimigos de seu país. Em outras palavras, aquilo era crime de traição.
Então o país inteiro de conturbou com a notícia, de leste a oeste e de norte a sul, as pessoas se reuniram em vigílias e passeatas pelas ruas, clamando por justiça, exigindo julgamentos justos e com transparência, repudiando a corrupção em nossa política e, acima de tudo, exigindo que o congresso mudasse as leis que regulam o porte, a fabricação e a venda de armas no país.
NY foi a primeira cidade a se manifestar, numa noite fria de outono, milhares se nova-iorquinos se reuniram no Central Park e pediram justiça. Na manhã do dia seguinte, uma concentração ainda maior de pessoas se reuniu na frente do Congresso Nacional e fez uma marcha contundente, exigindo de nossos parlamentares uma resposta enérgica aos deputados e senadores acusados de corrupção.


A mídia começou a chamar aquelas reuniões pacíficas de ‘marcha da justiça’ e mais e mais cidades entraram no clima. Boston, Miami, Dallas, Chicago, Denver, Las Vegas, Seattle, Los Angeles, Detroit, Portland, New Orleans... Essas foram as principais cidades que reuniram milhares de cidadão ansiosos por justiça.
Ao final dos protestos que duraram exatamente seis dias e sete noites e atraíram a atenção do país para o caso, a sentença do Gen. Collins foi anunciada: 379 anos de prisão num regime fechado.
Emocionados, eu e Bella assistimos ao telejornal, nossas mãos estavam entrelaçadas quando o repórter noticiou que agora começaria o gigantesco julgamento dos civis envolvidos no caso.
- Ta chegando a hora de irmos a Washington. – ela sussurrou e se aninhou em mim.
- Ta chegando a hora de dizer ao país quem somos. – murmurei e olhei em seus olhos.
- Você tá com medo? - os orbes chocolates de minha esposa me sondavam.
Não adiantava mentir para ela.
- Estou. - beijei sua testa – Mas eu tenho você e isso me faz mais forte.