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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 25 de setembro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 19

Desafio

Edward não lhe tinha dito nada. Se não fosse por Alice que havia insistido para que Isabella usasse um lindo vestido azul marinho (que a futura cunhada havia pedido a duas costureiras que o fizessem em apenas dois dias) e sobre ele, um xale com as cores do Clã, a noiva teria aparecido na frente de todos, usando uma roupa muito comum. Por sorte, Isabella havia escovado os cabelos naquela tarde e Emily havia feito uma trança muito bonita neles. Então, quando a porta se abriu e todos do Clã a viram, Isabella teve certeza de estar vestida adequadamente.
Um atônito Padre Erick tinha seguido a família até a sacada da janela do castelo e se localizou à direita de Jasper enquanto Edward falava com seu Clã. Jasper e Alice estavam visivelmente felizes, afinal “a extraordinária notícia” estava sendo dita ao povo. Uma vez que o entusiasmo do povo diminuiu e a multidão se dispersou, Jasper deu um leve soco no ombro de seu irmão e abraçou Isabella.
— Você chegou na hora certa, irmãzinha. Alguém precisa domar essa fera! — Jasper pôs-se a rir enquanto apontava para Edward — Vejo que além de procurar por mim, você esteve bem ocupado na Abadia, irmão. Quanto tempo eu dormi exatamente? Evidentemente perdi muitas coisas. Quero saber dos detalhes.
— Explicarei isso em outro momento. — disse Edward.
Jasper tomou a mão de Isabella e a mão da esposa.
— Isabella, embora você não tenha escolhido o melhor Cullen.  — ele beijou a mão da esposa com paixão — Porque o melhor Cullen já tem dona. Tenho certeza que viver com Edward não será uma carga tão pesada. Ele não é tão mal ... só é sério demais!
Foi Edward quem respondeu.
— Esse comentário é bastante descabido, Jasper. Isabella está muito feliz. — virou-se para ela. — Não é verdade, Isabella?
— Bem … eu…
Como ela podia lhe responder? Feliz? Com tudo o que tinha ocorrido nas duas últimas semanas, a idéia de felicidade não lhe entrava na cabeça.
Alice a salvou de ter que encontrar uma resposta.
— Jazz, não vamos importunar Lady Isabella com tantos detalhes!
— Isso mesmo! — Edward reforçou a idéia da cunhada.
Isabella se sentiu aliviada quando Jasper e Alice lhes desejaram boa noite e se encaminharam para o anexo do castelo. Ela não queria responder a nenhuma pergunta. Tinha um assunto muito mais urgente em mente. Tinha chegado o momento de enfrentar Edward e lhe dizer a verdade. Precisava estar a sós com ele. Seu coração começou a pulsar com força.
— Edward …
— Você parece exausta, Isabella. Acho que precisa de uma boa noite de sono.
Depois de despedir-se dela, encaminhou-se para a porta. Ela o seguiu.
— Posso falar com você? Tem uma coisa eu preciso lhe contar.
— Isso não pode esperar? — ele tirou uma tocha do suporte na parede para levá-la para fora.
A porta se abriu e entraram Seth e Samuel. Ela esperava que passassem direto, mas nenhum dos dois o fez. Esperaram para falar com Edward. Isabella lembrou a si mesma que era seu futuro marido era um homem ocupado com muitas responsabilidades e fardos.
— Eu queria … quero dizer … suponho que posso esperar até manhã. Talvez manhã cedo? — ela perguntou.
Edward assentiu e com apenas dois passos se aproximou dela. Os lábios quentes e macios dele roçaram os dela bem de leve. Isabella sentiu um calor avassalador tomar conta de seu corpo. O beijo durou poucos segundos, o calor duraria a noite inteira, para ambos. Decidido a recuperar o autocontrole, Edward a despediu com um murmúrio de ‘boa noite’. Ela se sentiu leve por causa do beijo e aliviada por não ter que dizer a verdade naquela noite, apressou-se a subir os degraus até seu quarto.
O Padre Erick estava esperando para felicitá-la, mas ela não lhe deu a oportunidade. Fez-lhe gestos para que se aproximasse e logo sussurrou:
— Sinto tão não haver dito a Edward ainda. Por duas vezes tentei lhe explicar que meus guardas e eu levamos Jasper à Abadia, mas em ambas as oportunidades fomos interrompidos. Penso que é melhor dizer tudo em particular. Tanto o senhor como Jasper tiveram que enfrentar a ira dele, devido à promessa que forcei o senhor a fazer.
— Quanto mais tempo esperar, mais difícil será dizer a verdade.
— Sim, eu sei, mas eu estou com medo.
— O Laird Cullen se sentirá feliz de saber que Milady encontrou seu irmão e procurou ajuda para ele.
— Há mais coisas que devo dizer do que o senhor sabe, mas não se preocupe. Amanhã à noite Edward saberá tudo.
— E eu também?
— Sim.
Ela tinha a esperança de dizer durante a confissão, mas se o fizesse, deveria dizer que estava arrependida por ter tirado a vida de um homem, e Deus saberia que não estava sendo sincera.
Aquele homem realmente merecia morrer.
Agora que todos no Clã sabiam a verdade, Sue podia expressar a todos a felicidade que sentia por Isabella casar-se com seu Laird. Ela disse isso várias vezes enquanto servia o café da manhã.
— Ninguém acreditou nas tolices que os Boswell estavam espalhando, e tínhamos razão em não lhes dar atenção já que nosso Laird a tomará esposa. Ele a declarou inocente, Milady, mas nós já sabíamos disso. Não é verdade, Emily? — Sue disse por sobre o ombro.
A empregada apareceu da adega.
— Sim, mamãe. Certamente já sabíamos.
— Agradeço a confiança que depositaram em mim. — Isabella olhou para baixo para a tigela que continha o que parecia ser uma pasta cinzenta e espessa.
— Nenhuma dama tão Santa como Milady cometeria tão terríveis pecados, e além disso, nosso Laird não se casaria com Milady se esses pecados fossem verdadeiros … o que não são — Sue se apressou a acrescentar.
Emily pegou pão e o colocou ao lado da tigela de Isabella.
— Agora coma um pouco. A Princesa precisa se alimentar ...
Isabella não queria ferir os sentimentos de Emily e de Sue, mas tinha que perguntar o que era essa pasta antes de locá-la na boca. Pensou que seria muito desagradável se começasse a sentir náuseas.
— Qual é o nome disto, Emily? — ela perguntou.
— Café da manhã.
Sue varreu alguns farelos da mesa, aparando-os na palma da sua mão aberta.
— A Princesa deve pegar um pedaço do pão e colocar na papa.
— Papa?
— Fique tranqüila, isso lhe fará bem, Milady. — insistiu Emily — É feito de aveia cozida e alguns de meus condimentos especiais.
— Vamos deixar a Princesa sozinha para que possa comer enquanto a papa ainda esta morna. — disse Sue.
Isabella levantou a colher à contra gosto e a afundou na substância pastosa.
— Sue, pode me explicar o que quis dizer quando falou que ninguém era mais Santa …
— Quanto a Princesa.
— Por que pensaria que sou Santa?
— Não sou só eu, Milady. Todo mundo pensa.
— Eu penso! — disse Emily.
— Suponho que é porque a Princesa passa muito tempo caminhando ao lado do Padre Erick. Vocês rezam enquanto caminham, não é verdade?
Ela riu.
— Não, pelo amor de Deus, não! O Padre tem se sentido bastante só, e é por isso que passeio com ele, mas agora ambos estamos nos acostumando a nosso novo ambiente e nos sentindo mais confortáveis. Todos têm sido muito gentis comigo.
As duas mulheres sorriram porque Isabella havia elogiado o Clã.
— Seu café da manhã está esfriando. — alertou Emily.
— Pensei que poderia esperar por Edward ...
— Oh ... ele levantou cedo e partiu já faz bastante tempo.
Quando as mulheres a deixaram sozinha para que comesse a papa, Isabella forçou a si mesmo a prová-la e se surpreendeu de não ser horrível. De fato, quase não tinha gosto de nada.
Ela terminou rápido e logo foi procurar por Edward. ‘O homem deve levantar da cama de madrugada’, ela pensou.
Embry a alcançou quando se dirigia aos estábulos.
— Aonde vai, Princesa?
— Estou procurando por Edward.
— Ele está no campo com os soldados. A Princesa gostaria de se sentar na colina e assistir ao treinamento? — ele perguntou ansioso.
Era óbvio que Embry queria observar o treinamento, e como ela não podia falar com Edward naquele momento, decidiu fazer a vontade de seu guarda.
— Mostre-me o caminho, Embry.
— Acredito que a Princesa vai gostar de assistir. Eu sei que vai.
— Não entendo por que você está tão entusiasmado. Em Phoenix você via o treino dos homens de meu pai quase todos os dias.
— Treinavam quase todos os dias, e por uma boa razão, já que eles, como todos os bons vassalos, devem manter suas habilidades aguçadas.
— Estou inteirada disso, na Inglaterra, o dever primordial de um cavalheiro é proteger a seu suserano. Suponho que aqui deve ser igual.
— Não, é diferente. Mas acredito que a cada vitória ganha, a maioria dos barões não se importa quantos homens morreram lutando por eles, mas o Laird Cullen tomaria como uma afronta pessoal perder tanto um homem ou vinte deles.
Isabella levantou sua saia e se apressou para poder seguir o passo do soldado.
— Você acha que hoje pode aprender novas técnicas, apenas assistindo?
— Possivelmente, mas essa não é a razão de minha ansiedade. Logo, logo a Princesa entenderá. Vamos nos sentar na parte alta da colina entre os dois campos de onde teremos uma boa vista.
Embry a guiou por um caminho gasto que serpenteava entre as árvores; a subida era bastante íngreme. Quando chegaram ao topo, uma visão panorâmica dos campos se abriu abaixo dela.
Havia dois campos quase das mesmas dimensões, separados por pilhas de feno amontoadas. De um lado os arqueiros praticavam sua pontaria. Seus alvos estavam tão longe que era difícil ver o centro. Próximo a eles havia homens lançando machados ao alvo. Apesar de estar tão longe do campo, Isabella podia ouvir o assobio das pesadas armas ao cortar o ar. No outro campo, os homens treinavam com espadas e escudos. A seu redor havia fileiras de integrantes do Clã, jovens e velhos, esperando a oportunidade de demonstrar suas habilidades.
Havia ao menos cem homens no campo, e ainda assim ela facilmente localizou Edward. Sem sombra de dúvida, ele era o guerreiro mais impressionante que havia ali. Estava de pé na parte externa do círculo, com os braços cruzados sobre o peito e as pernas separadas. Mesmo à distância, Isabella viu seu cenho franzido, a expressão preocupada do noivo indicava que ele não gostava do que estava vendo.
Fascinada, ela o observava. Sua pele bronzeada brilhava de suor, e os músculos intumescidos dos braços e das pernas exalavam uma força bruta. Embora ela soubesse que era indecente de sua parte notar tais detalhes, não conseguia desviar o olhar daquele corpo.
 — A Princesa quer que eu pegue uma manta para que se sente? Ou não pretende ficar tanto tempo? — perguntou Embry.
— Não preciso de uma manta. — ela respondeu, sentando-se.
Isabella colocou as pernas debaixo dela e ajustou a saia. Por todo o tempo em que esteve ali seus olhos castanhos estiveram fixos em Edward.
— Pode ver Samuel? Ele está parado junto ao Laird. — Embry apontou.
— Sim, posso ver. O que ele está fazendo?
— Está observando Jared treinar.
Ela examinou o campo e localizou seu guarda.
— E por que Jared está treinando?
— O Laird o convidou — respondeu Embry — Se considerar que estamos capacitados, nos deixará treinar os iniciantes. Seus guerreiros experientes acham esse trabalho indigno, embora evidentemente fariam qualquer coisa que seu Laird lhes ordenasse. Samuel diz que o Laird quer que ganhemos nosso sustento e estamos felizes em fazer isso.
Isabella observou Jared. Os movimentos de seu guarda eram fluídos e elegantes. Mantinha-se firme frente ao guerreiro Cullen sem parecer que lhe custasse muito esforço. Tampouco o superava.
 — Samuel derrotou a todos com o arco e a flecha. O Laird não lhe deu tempo de ir procurar o seu, assim teve que usar o de Seth. Penso que a Princesa também poderia vencer a todos.
Ela riu.
— Sua confiança em mim é injustificada. Diga-me algo, Embry. O que o Laird e seu comandante pensaram quando Samuel derrotou os guerreiros Cullen?
 — Ficaram impressionados com a habilidade dele. Seth e Samuel não são adversários. Respeitam o talento um do outro e de fato, se tornaram amigos. O Laird pôs Samuel a cargo do treinamento dos jovens com o arco e as flechas sob a supervisão de Seth.
 — E quanto a você? — perguntou Isabella — Por que não está lá com os outros?
— Treinarei amanhã.
— Não precisa ficar sentado aqui comigo, Embry. Você pode me ver de qualquer área dos dois campos.
— A distância é muito grande.
— Se eu posso ver o cenho franzido de Edward, certamente você será capaz de ver a mim.
— Prefiro esperar até amanhã. Além disso, Paul lutará logo, e não quero perder isso. Jared está quase terminando. — acrescentou apontando para onde estava o guarda — Acredito que desta vez ele deixará que o guerreiro Cullen o derrote.
— Por que pensa isso?
— A esta altura deveria ter terminado com ele. Esta se contendo porque o homem contra o qual briga é pelo menos quinze anos mais velho. Jared não o humilharia diante de seu Laird. Eu faria a mesma coisa.
Perto dos combatentes, Samuel fazia a mesma observação. Deu uns passos atrás e falou com Seth. Uns minutos mais tarde, Edward deteve a luta. Novos oponentes avançaram para tomar seus lugares no campo.
— Jared, venha aqui. — ordenou Edward.
O guarda correu para ele.
— Sim, Laird?
— Samuel deu a entender que não brigou com todas suas forças. É isso mesmo?
— Sim.
Edward esperava ouvir uma desculpa e se surpreendeu por sua honestidade.
— Quero saber o motivo.
— Ele é bem mais velho que eu. Não queria envergonhá-lo.
— Essa é a razão mais ridícula que já escutei. Devo entender que se um homem velho fosse atacar Isabella, você considerará sua idade enquanto tenta de protegê-la?
— Não, se alguém tentasse machucar a minha Princesa, eu o mataria, sem importar sua idade.
— Ao não dar o melhor de si, você insulta os membros de meu Clã. Amanhã, quero ter certeza de que vai lutar com todas as forças.
Edward deu a ordem, e as espadas e os escudos foram postos a um lado. Agora haveria um combate corpo a corpo. Grupos de guerreiros experientes tomaram o campo. O objetivo de cada homem era derrubar seu oponente no chão. Era preciso astúcia e força bruta e, várias vezes, durante as lutas Edward interferiu para mostrar aos combatentes seus erros.
Paul se uniu a Samuel para observar.
— Eles não lutam como nós.
Edward ouviu seu comentário e o chamou.
— Mostre a diferença.
— Sinto muito, Laird, mas devo declinar. — ele parecia desanimado quando acrescentou — Não posso lutar contra o senhor.
Atônito pela negativa do guarda, Edward perguntou:
— E por que você acha que tem escolha?
Samuel deu um passo à frente para explicar.
— Agora que o senhor está noivo da nossa Princesa, nenhum dos guardas dela pode lutar com o senhor.
Paul assentiu.
— Agora devemos lhe proteger igualmente protegemos a nossa Princesa.
Seth se ofendeu.
— O Laird é protegido por seus guerreiros.
Samuel assentiu.
— Sim, e nós protegemos o homem que se casará com a Princesa Isabella.
Paul olhou para o topo da colina onde Isabella estava sentada.
— Além disso, ela não gostaria de nos ver lutando contra o senhor.  A Princesa Isabella está começando a gostar do senhor.
Edward levantou a vista e viu que Isabella estava observando o treinamento. Ela estava mesmo começando a gostar dele? Não, isso era verdade. O guarda estava errado. Uma mulher que sentia carinho por um homem não o fazia correr em círculos nem ignorava cada ordem que ele lhe dava. Ele afastou tais pensamentos.
— Se não pode lutar comigo, Paul, então lutará contra outra pessoa.
Fez sinal a um dos integrantes de seu Clã. Um guerreiro de pescoço grosso se adiantou imediatamente.
— Ewen, diga sua idade a Paul.
— Laird?
Edward repetiu a ordem. Ewen, embora confundido pela estranha ordem, obedeceu-lhe rapidamente. Ele e Paul tinham só uns meses de diferença.
— Acredito que Ewen não seja muito velho para que possa brigar com você. — disse Edward ironicamente.
Os dois homens foram a lados opostos do campo. Seth deu o sinal, e o guerreiro Cullen, de cabeça baixa, investiu. Paul o encontrou no meio, e antes que o guerreiro Cullen pudesse articular os punhos, Paul girou sobre um pé e usou a planta do outro pé para derrubá-lo no chão.
Paul esperou vários segundos para ver se Ewen ia se levantar. Quando não o fez, o guarda caminhou até ele e lhe ofereceu a mão. Ewen ficou de pé, e sacudiu a cabeça, voltou a cerrar os punhos. E uma vez mais. Era doloroso observá-lo, e irritantemente infernal para Edward. Depois que Ewen foi derrubado no chão pela quarta vez, Edward caminho a para o campo, levantou o homem surrado com uma mão, e lhe deu um bom safanão.
— Paul te derrubou quatro vezes da mesma forma. Você não se dá conta de que precisa encontrar outra forma de ataque?
Ewen franziu o cenho.
— Eu sabia que ele ia me chutar outra vez, mas pensei que eu poderia ser mais rápido.
Edward voltou a empurrá-lo.
— É evidente que não pode ser mais rápido, não é?
— Sim, é.
— Por que não tentou bloquear o ataque?
Edward lhe mostrou como poderia ter feito, mas Ewen aprendia devagar, e Paul o derrubou duas vezes mais usando o mesmo método.
Outros três soldados tiveram o mesmo destino que Ewen. Logo os integrantes mais experientes do Clã desafiaram Paul. O segundo homem não só bloqueou seu ataque, mas também lhe deu um bom murro abaixo do estômago. Paul caiu no chão. Em seguida, Paul mudou a manobra e fez cair o oponente mais forte.
Edward ordenou a Paul que, com ele, tentasse ambas as técnicas para que pudesse ensinar aos guerreiros como parar o ataque e ganhar a vantagem. O Laird era muito mais rápido que Paul. Na terceira vez, Edward mandou o guarda voando para trás, Paul aterrissou sobre o estômago, rodou sobre si mesmo, e se sentou. Gotejava-lhe sangue pelo canto da boca. Limpou-se, olhou para Edward e começou a rir.
 — Outra vez, Laird? — perguntou-lhe enquanto ficava de pé com um só movimento.
— Isto não é um jogo, Paul. — disse com brutalidade — Amanhã você ajudará a treinar os guerreiros mais jovens. — Edward apontou com um dedo e acrescentou — Antes disso, sugiro que você se livre dessa arrogância. Num campo de batalha, estes homens não terão uma segunda chance. É seu dever lhes ensinar como sobreviver. Quando estiverem preparados, Seth e eu lhes ensinaremos a serem vencedores.
Depois da sessão de treinamento, Edward foi ao lago e lavou o suor do corpo, logo se encaminhou para o grande salão do castelo. Ele passava pelos estábulos quando Isabella tirava seu cavalo para fora da baia. O corcel já estava selado.
Ele deteve-se fora da porta e a observou ... linda, muito linda ...
Enquanto ela fechava a porteira atrás de Rogue, afastou do rosto uma mecha solta de seu cabelo.
— Aonde você pensa que vai? — perguntou Edward.
Sobressaltada, Isabella olhou em sua direção.
— Bom dia, Edward.
Se ela esperava que ele perdesse o tempo com cortesias, ia se desiludir.
— Fiz uma pergunta, Isabella.
— Vou cavalgar um pouco. Rogue precisa de exercício.
— E onde você pretende cavalgar?
— Aqui e ali. – ela falou evasivamente.
— Por acaso cruzando Finney’s Flat?
Ele parecia que podia ler sua mente.
— Sim. Pensei em ir visitar o Laird McCarty. Eu gostaria de rever sua esposa. Se por acaso você não se lembra, sou prima dela.
— Não.
— Não, você não se lembra?
— Não, você não vai sair da fazenda. Pode cavalgar nas colinas daqui, mas não deixará a montanha. — entrelaçando as mãos atrás das costas, ele disse — Quero que me dê sua palavra.
Ela inclinou a cabeça.
— Como queira.
Edward deu as costas aos estábulos e começou a caminhar para o pátio, mas logo se deteve. Voltou-se e olhou para sua noiva. Ela estava de pé perto do cavalo, segurando as rédeas de Rogue e esperando que Edward se afastasse. Ele sabia exatamente o que ela estava fazendo. Assim que ele sumisse de sua vista , ela iria para Finney’s Flat.
— Ah não, Isabella! Você não vai me pregar uma peça outra vez.
— Perdão?
Ele caminhou até ela.
— Não banque a inocente comigo. Sei que quando você diz ‘como queira’, significa que fará exatamente o que quer fazer. Agora, você vai me prometer isso. Dirá “eu dou minha palavra”, e vai honrá-la.
Isabella não ia deixar que Edward a intimidasse. Ele não era o único que tinha motivos para estar zangado. Ela deu um passo atrevido na direção dele.
— Você devia ter separado um momento de seu tempo esta manhã, porque eu tinha algo importante a lhe dizer, mas quando desci, você já tinha saído. Será que você esperou, pelo menos um pouco?
Ele caminhou para ela.
— Eu não podia perder a metade de minha manhã esperando que você acordasse. Levante mais cedo, e escutarei o que tem a me dizer.
Obstinadamente, ela avançou.
— Você é um homem muito irritante.
O tom de desafio na voz da noiva só serviu para despertar os sentidos de Edward.
— E você ainda não me deu sua palavra.
— Eu prometo. — ela disse com altivez.
Agora eles estavam tão perto que ela sentiu o hálito morno dele. Para Edward não passou despercebido aquela boca rosada que formava um biquinho muito sensual.
— Quero que me prometa que reservará um pouco de seu tempo esta noite. — Isabella estava hipnotizada com os olhos verdes do noivo — Preciso falar com você em particular.
Edward forçou a si mesmo a se desconcentrar daqueles lábios.
— Fale agora.
— Não estamos em local privado.
Ele se rendeu. Deu dois passos, colocou as mãos nos ombros dela e aproximou seus corpos.
— Não sei como conseguirei viver bem com uma mulher tão teimosa.
Quando os lábios dele tocaram os dela, ela sussurrou:
— Eu também não sei.
Ele tinha a intenção de lhe dar um beijo leve, mas uma vez que sua boca cobriu a dela, suas intenções mudaram. Os lábios eram muito macios e quentes. Dessa vez, Edward não viu insistência, ela abriu a boca para ele, e o beijo se fez mais profundo enquanto ela a envolvia com seus braços e a pressionava firmemente contra seu corpo viril.
Para Isabella, o mundo deixou de existir naquele momento. Só existia o toque mágico de Edward. Ela retribuiu o beijo com uma paixão que não sabia que possuía.
Ele recuperou a razão antes dela e terminou o beijo abruptamente. Edward respirou profundamente, ela estava tão deslumbrada que não se deu conta de que estava pendurada nele até que, gentilmente ela a afastou.
Edward teve que pôr certa distância entre eles para não ceder à tentação de beijá-la outra vez. Sabia exatamente aonde isso levaria e não estava disposto a desonrar Isabella levando-a para sua cama antes do casamento. Mas ela não estava facilitando as coisas! Para Edward, era quase impossível conseguir se afastar dela. Nunca nenhuma outra mulher o tinha afetado tão profundamente.
Ele tomou as rédeas do cavalo e aproximou Rogue para colocar Isabella sobre a sela. Com uma palmada no lombo do cavalo, Edward a mandou para seu passeio.

Desde o infeliz incidente na Abadia quando Isabella foi banida, Caius começou sua busca desenfreada por ela. Ele passou vários dias explorando a área ao redor, mas não a encontrou em nenhuma parte. Seus espiões lhe disseram que Aro também estava à caça, mas não passou muito tempo antes que se desse por vencido. Caius não ficou surpreso com isso. Aro era, e sempre seria, do tipo de homem que se rende facilmente. Sem dúvida, ele tinha retornado ao Rei William para queixar-se que tinha sido tratado injustamente.
Caius não se desanimava tão facilmente. Pensando que Isabella não tinha outra alternativa além de voltar para casa, dirigiu-se para o sul, apressando-se a seguir a direção que seus criados tinham tomado. Ele interceptou a caravana perto da fronteira com a Inglaterra onde tinham acampado para passar a noite. Depois de horas proferindo ameaças e maus tratos, Caius finalmente se convenceu de que eles não sabiam de nada. Permitiu que o atemorizado grupo de viajantes continuasse seu caminho, mas não sem antes confiscar os baús de Isabella, argumentando que seriam retidos na Abadia de Arbane até o momento que Isabella fosse buscá-los.
Frustrado mas sem se deixar abater, voltou para as Highlands. Isabella estava se escondendo em alguma parte daquela selvagem terra esquecida por Deus, e o Barão Caius iria encontrá-la de qualquer forma.
Na semana seguinte, passou a maior parte do tempo observando e escutando. Havia muitos rumores, e a cada nova informação, Caius se convencia mais e mais de que Isabella permanecia nas Highlands.
Mas um dos rumores persistia. Caius escutou de três pessoas diferentes, que Isabella tinha sido acolhida pelo Clã Cullen, mas ele não estava seguro de que a informação era correta. Os Highlanders eram um grupo muito unido, e Caius sabia que se começasse a fazer indagações a respeito de seu paradeiro, o Laird Cullen se inteiraria imediatamente, e esconderia Isabella onde ninguém pudesse encontrá-la. O risco era muito grande. O barão tinha investido grande quantidade de tempo e dinheiro tramando um plano para fazer com que Isabella fosse exposta. Tudo o que ele precisava era confirmar suas suspeitas.
Ele já estava preparado para dar o passo seguinte: verificar se Isabella realmente estava com os Cullen. Para isso, recorreu ao Laird Newton. O Laird conhecia homens que não seriam reconhecidos nesta parte das Highlands e que fariam qualquer coisa por dinheiro. Assim que os homens de Newton foram reunidos na frente dele, Caius lhes explicou o que queria que fizessem.
— O plano é simples. — disse aos homens — Vocês levarão as coisas de Lady Isabella até a fazenda do Laird Cullen. Antes de entregar os baús, vocês insistirão em ver Isabella. Expliquem que devem se assegurar de que ela receberá seus baús.
— Mas e se não nos deixam vê-la? — perguntou um dos homens.
— Digam que são ordens do Abade. Que seus baús foram devolvidos à Abadia e que ele esteve guardando-os sob custódia até saber onde ela estava.
— O que vamos fazer quando a virmos?
— Não façam nada. — enfatizou Caius — Deixem as coisas lá, voltem até mim e receberão seu pagamento.
— Pagamento em ouro e mulheres?
— Sim.
— E se ela não estiver lá? — perguntou outro.
— Então trarão suas coisas de volta.
— Ainda assim receberemos o pagamento em ouro e mulheres?
Caius lhes assegurou que assim seria feito, e lhes disse que seguissem caminho. Não nenhum tipo de problema. Seu plano era perfeito.
Nada sairia errado.
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NOTAS FINAIS DO CAPÍTULO
E aqui está + 1 capítulo de nossa saga beward medieval. Obrigada a todas as leitoras que migraram do nyah pra cá. Agradeço também a todas que começaram a seguir o blog e às que deixam seus comentários também. Suas palavras são mto importantes p/ mim ... essa coisa de blog ainda é novidade, por isso o incentivo de vcs é fundamental  =]
Devo postar no próximo fnds.
Bjs da Anna =]