Sabor (Parte III)
Poema Erótico
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo branco e macio
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia de água e da chama...
A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo branco e macio
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia de água e da chama...
A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
(Manuel Bandeira)
POV EDWARD
Eu dirigia até o banco e cantarolava uma música que tocava no rádio. Uma música linda, que me fazia lembrar dela... Isabella...
A vida é mesmo uma coisa muito bizarra! Porque ela é cheia de meandros e, às vezes, se parece mais com um labirinto do que com uma estrada. Nós nunca sabemos o que nos aguarda na próxima esquina... Isso aconteceu comigo e com Bella.
Tanta coisa mudou em nossas vidas... E eu não quero encarnar o melancólico, até porque coisas maravilhosas aconteceram a nós! Ganhamos novos amigos, sim, embora Alice, Jasper, Rose e Emmett estejam longe de nós (Como será que eles estão?), sabemos que são nossos amigos. Eu e Bella tivemos um casamento lindo, digno de um conto de fadas, como ela mesma gosta de dizer. Nossa festa de casamento foi a prova de que Deus distribuiu amor e solidariedade para as pessoas nessa terra.
Depois vieram nossos filhos... Anthony e Thomas são nosso tudo, eu fico feliz só de pensar neles, e só em pronunciar seus lindos nomes, o meu peito fica inflado de orgulho e amor. Quem diria que ser pai é uma coisa tão linda?!
Ah! Mas nada disso seria assim se não fosse Bella ao meu lado!
Não sou um lunático, sei das reais circunstâncias de nossas vidas e ainda me lembro de nossos grandes problemas. Mas eu também sei que dia após dia temos encontrado a felicidade um no outro. Esse é um trabalho de formiguinha mesmo, até porque a felicidade é feita de coisas pequenas. Um jantarzinho especial, um presentinho, flores, música... Mas estamos juntos, nos conjugando nessa árdua tarefa de ser feliz! E tudo isso nos dá esperança, esperança de um futuro doce, leve e seguro para nós e nossos filhos.
Em meu coração havia sempre a certeza de que nosso amor e respeito eram recíprocos, uma rocha inabalável em meio a tantas tempestades. Por isso, cada dia mais eu acredito na hipótese de que só Bella poderia ter meu coração... Mesmo se eu tentasse, não conseguiria imaginar não viver para ela e por ela... Sim, sem dúvida, nosso amor puro é uma coisa divina! Só Deus poderia nos dar tão lindo presente, algo que não pode ser negado, anulado ou desmentido, um arranjo de duas vidas numa união perfeita... Isso é o que eu penso de meu casamento!
Por falar em casamento, eu já estava quase escolhendo os presentes de Bella, só faltava mais uma coisinha...
- Bom dia, Edward! – uma voz me tirou dos lindos pensamentos e me trouxe à realidade, foi aí que me percebi já dentro do banco e esperando o elevador.
- Ah! Bom dia, Tanya... – falei com educação.
- Sabe... Eu nem precisei levar pontos e...
Hãn? Do que ela ta falando? Devo ter sido muito óbvio, porque ela estreitou o olhar e ergueu a mão direita, foi aí que eu vi um curativo.
- Ah! Sim... a mão... E aí?
- Já to melhor, mas a medicação me deu sono e por isso eu não pude voltar ontem à tarde.
’Sério?! Eu nem tinha notado que você não tinha voltado ontem à tarde!’ Pensei com sarcasmo e fiz cara de paisagem... Também, depois do almoço de dia dos namorados maravilhoso que Bella me proporcionou...
- Sim, é claro, alguns remédios fazem isso...
Falei uma coisa qualquer só para preencher a conversa e fui salvo pelo gongo quando Mark chegou. Ele rapidamente puxou assunto da temporada do campeonato de beisebol, entramos no elevador e seguimos falando de jogos. Samuel já estava na sala quando chegamos e sua cara não era das melhores. Mark começou a zuar com ele.
- A-HA-HA-HA-HA! – ele gargalhou – Acho que a Sra. Uley colocou o Samuel pra dormir na casa do cachorro!
Não consegui conter o riso e ainda piorei a situação!
- Não! Ele deve ter dormido dentro da máquina de lavar!
Ah! Vão rindo... Quer dizer que vocês nunca caíram nas mãos de uma esposa irada? – Samuel lamuriou.
- Eu já! – Mark continuava rindo – Mas o Fields aqui, duvido! Ele e a esposa estavam no maior love no Bella Italia ontem!
- Você estava lá? – perguntei curioso.
- Sim, Fields! Eu e minha esposa também fomos jantar lá!
- Estranho... eu não vi vocês!
- Estranho seria se você tivesse visto! – arqueei as sobrancelhas – Cara, você e sua esposa estavam tão, mais tão absortos um no outro que se a uma manada de elefantes estivesse dançando o ‘conga, la conga’, vocês não teriam visto!
Acho que corei, senti minhas bochechas esquentarem... Dei um sorriso amarelo...
- Onde é esse restaurante? – Tanya falou e nos demos conta da presença dela, ela colocava água numa planta próxima à janela.
- Em Port Angeles. – Mark respondeu – Você deve ir lá qualquer dia desses, o lugar é ótimo!
Meu celular tocou, olhei no visor e era um número desconhecido. Atendi com cautela, era Mike Newton, ele queria marcar um horário para conversar comigo sobre um empréstimo bancário para a academia de ginástica. Quase pulei de alegria! Marcamos de nos encontrar no começo da tarde quando eu iria ao seu escritório no Newton’s.
Passei a manhã toda revisando minhas lições de Gestor de Negócios. Então... Basicamente eu tinha que oferecer ao Newton um serviço financeiro que atendesse às suas necessidades e, claro, que pudesse ser honrado por ele. Dentre as opções de crédito do banco, havia uma destinada a pequenos empresários, essa era uma linha de financiamento com juros baixíssimos e isenta de impostos. O governo federal subsidiava esse tipo de empréstimo, isso era uma forma de contribuir para a formação de microempresas e a geração de empregos nas pequenas e médias cidades americanas. Se a empresa do Newton tiver os requisitos necessários, não será difícil vender esse empréstimo.
Durante ao almoço, eu conversei com Bella sobre a minha reunião com Mike Newton. Ela ficou empolgada, eu estava nervoso.
- Tenho certeza que você vai se dar bem, amor! – ela sorriu e afagou meu rosto.
Beijei-a com carinho, me despedi dos meninos (os dois estavam ‘besourando’ nas cadeirinhas de balanço) e fui ao Newton’s para me encontrar com Mike. Nossa conversa durou menos de uma hora. Eu pensava que ele era 100% miolo-mole, mas me enganei. Ele já tinha pesquisado em outros bancos e já sabia quase tudo sobre o empréstimo subsidiado pelo governo. Foi uma negociação fácil, no final, ele me ofereceu um café e me confidenciou umas coisas.
- Sabe, Sr. Fields, nós começamos com o pé esquerdo há quase um ano atrás. – ele se referiu às deliberadas cantadas que deu na minha esposa – Eu mudei, cresci. Resolvi sair das asas de meus pais, conheci uma garota legal. – ele sorriu, eu sorri de volta – Ela é da minha igreja e também se acha incompreendida pela família... Nós vamos noivar em breve e nos casar! E na nossa casa, teremos liberdade para sermos quem realmente somos.
- Fico feliz por você, Newton. – falei com sinderidade – Ela vai trabalhar na academia com vocês?
- Oh! Era pra ser um segredo, mas eu estou tão feliz que acho que vou explodir! – ele fez uma pausa e bebeu um gole de café – Quando Sharon cursava faculdade de pedagogia em Portland, ela fazia aulas de dança de salão escondido dos pais... Seu sonho sempre foi ser professora de dança e quando a academia abrir, ela poderá realizar seu sonho! É por isso que temos de nos casar em breve, os pais não permitiriam que ela dançasse...
- Bom, com o empréstimo agora ficou mais fácil. – falei.
- Sim e isso era outra coisa que eu queria ressaltar. – ele falou solenemente – Você é um cara honesto, Fields, porque em nenhum momento tentou me oferecer outra linha de crédito que pudesse ser mais lucrativa para você e seu banco. Sua comissão será pequena...
Fiz uma careta e sorri antes de responder.
- Sim, vou ganhar pouco, mas essa será minha primeira comissão... E o que importa é que você ficou satisfeito, queremos que sua empresa seja nossa cliente!
- Seremos! – fechamos o acordo com um aperto de mãos!
No caminho de volta, eu dirigia sorridente, no ar havia o sabor da vitória e da superação. Eu não apenas havia passado naquela prova do banco, como já tinha sido promovido, permaneci em Forks, fechei meu primeiro negócio e ganhei meu primeiro cliente, a Forks Fitness. Assim que cheguei ao banco, Donna me deu um recado: Tanya queria falar comigo.
Dei três batidas na porta, ouvi um ‘pode entrar’ e entrei. Ela estava com a cadeira virada, de costas para a porta, pigarreei alto para chamar sua atenção.
- Tanya?! Você queria falar comigo?
Quando ela girou a cadeira, percebi que seu semblante estava alterado. Ela estava chorando? Ela sorriu para mim, mas seu sorriso se desfez numa careta de dor...
Achei a cena comovente, pois aquele rosto bonito (não dá pra negar que ela é bonita, embora não seja o meu tipo de mulher) não era afetado pela careta, ela apenas realçava seu sorriso.
- Você está bem, Tanya?!
Ela negou com a cabeça e me mostrou uma foto onde ela estava vestida de noiva e de braços dados com um homem bem mais velho que ela. ‘Puxa vida, ela está se lembrando do pai’, pensei.
- Não... – ela guinchou e se levantou, nos sentamos no sofá de sua sala – Tenho me sentido muito só, Edward! Imagine você que meu casamento só durou quatro meses... O Herbert, ele... – ela apontou para o homem da foto, então ele era seu marido e não seu pai – Meu querido Herbert morreu e... – ela olhou em meus olhos – Desde então a minha vida tem sido muito... vazia...
Enquanto ela falava, eu filtrava tudo, seus gestos, seus olhares, o tom aveludado e controlado de sua voz... Eu fui criado para ser um cavalheiro e tratar bem a todas as mulheres, mas... Não sei... Algo me impelia a sair dali e virar as costas para aquela mulher estranha. Ela estava sentada ereta no sofá, seus movimentos eram pequenos, aflitos. Ela parecia pedir consolo, mas ao mesmo tempo parecia não sentir emoções... Não sei, ela era diferente!
Respirei fundo e tentei ser útil.
- Quer que eu pegue um copo com água pra você? – ela assentiu minimamente, fui até o bebedouro e lhe trouxe a água, ela bebeu um pouco, em pequenos goles.
Continuei minha análise. Tanya era um padrão de beleza, corpo esguio e curvilíneo, alta, cabelos loiros, sorriso bonitos, e com certeza ela inspirava admiração em muitos homens. Então por que ela nunca se casou de novo?
- Por que você não se casou de novo?
Puta que pariu! Eu perguntei mesmo isso? Droga! Que falta de educação! Ela piscou os olhos várias vezes e deu um meio sorriso antes de responder.
- Sabe, não sei se você vai entender, mas até agora ainda não havia aparecido alguém que tocasse meu coração...
- Ah! Eu entendo! – me apressei em dizer – Deve ser angustiante mesmo! Eu não me imaginaria viver sem minha esposa e...
Droga de novo! Acho que falei besteira, mulher começou a chorar copiosamente e parecia estar sendo estrangulada. Seu rosto estava mais contorcido pelo esforço que ela fazia em não chorar alto. Me chutei mentalmente, eu poderia ter dito uma coisa melhor, algo que não a fizesse lembrar seu falecido marido.
Com cuidado, tentei me aproximar. Na verdade, travei um conflito interno. Aproximar-me ou ficar na minha? Eu não queria ser intrometido e não queria que ela pensasse que eu estava me aproveitando de seu momento de fraqueza. Por ser uma mulher bonita, Tanya talvez pensasse que eu estava me aproveitando dela. Afinal de contas, a beleza é uma faca de dois gumes. Nos dias de hoje, quando a cultura da beleza é tão desumana, é preciso que a pessoa tenha caráter para não sucumbir à própria vaidade.
Meu lado nobre venceu. Sorri, fui atencioso, mas fui cauteloso.
- Talvez você não esteja acostumada a morar numa cidade tão pequena. – ela assentiu – Forks oferece pouco entretenimento, assim que viemos morar aqui, eu e Bella também nos sentíamos muitos sós. Mas a sorte é que tínhamos um ao outro e...
Droga de novo! A mulher fez outra careta, acho que estou fazendo com que se lembre de seu marido.
- Desculpe, Tanya, acho que não estou ajudando...
- Oh! Não, não, só em me escutar você me ajuda muito. – ela tocou em meu braço causando-me aquele já conhecido desconforto – Vocês moram aqui há muito tempo?
- Chegamos em Março do ano passado.
- O que fez vocês virem para uma cidade tão pequena?
Pensei rápido e inventei uma história.
- Queríamos recomeçar nossas vidas numa cidade pequena, com os gêmeos a caminho, tudo o que a gente queria era tranqüilidade.
- Você fala como se tivessem fugindo de alguma coisa. – ela sentenciou – De onde vocês vieram?
Respirei fundo e falei com naturalidade, ninguém poderia saber por que estávamos em Forks.
- Da Geórgia...
- Você não tem sotaque do sul...
- Não somos sulistas. – ‘calma Edward’, pensei, ‘ela só está tentando se distrair’ – Mas já moramos em muitos lugares do país.
- Seus pais não se importam com isso? Quero dizer, eles devem sentir falta dos netos...
- Nossos pais não estão mais conosco. – senti um nó na garganta – A família se resume a mim, Bella e os bebês.
- Oh! Sinto muito... – ela afagou meu rosto e eu não gostei nem um pouco disso, me esquivei com educação e fingi olhar as horas no relógio – Deve ser muito difícil para você agüentar...
- Como?
- Essa responsabilidade toda, - ela me lançou um olhar solidário – sustentar uma família sozinho, abdicar de sua juventude... Sua esposa não trabalha, não é mesmo?
- Não, você está enganada. Eu não me sinto abdicando de nada! Cuidar de minha família não é um fardo, é um privilégio. – falei cheio de convicção – E quanto a Bella não trabalhar, decidimos que ela contribui mais ficando em casa, cuidando dos meninos, eles são muito pequenos ainda...
- Claro, claro... até porque nem todas as mulheres conseguem se destacar no mercado de trabalho. – notei acidez em suas palavras – Algumas usam mais o intelecto que as outras.
Como é que é? Essa Barbie chorona em 3-D está querendo insinuar que minha Bella não é inteligente? Bella foi aceita em Harvard, Darthmouth, Yale, Berkeley, Pricetown, Columbus... Fala fluentemente três idiomas e tem uma educação impecável! Respirei fundo antes de falar, eu não queria ser grosseiro.
- Tanya, minha esposa está em casa por opção mesmo! – falei com o maxilar travado – No momento a prioridade dela é cuidar dos filhos.
O silêncio desconfortável se instalou entre nós, resolvi quebrá-lo.
- Você ainda não me disse o que queria falar.
- Bom, - ela se levantou e pegou uma pasta em cima de sua mesa – eu preciso saber como foi a reunião com Mike Newton.
- Ótima, eu trouxe a proposta de empréstimo dele e vou preparar o contrato. Amanhã ele virá aqui para assinar.
Ela voltou, se postou atrás de mim e se inclinou um pouco sobre o encosto do sofá, me entregando um papel, parecia um mapa. Ela estava cada vez mais próxima de mim, eu podia sentir sua respiração em meu pescoço.
Aquilo estava errado! Inclinei meu corpo para frente, como se quisesse ver melhor o mapa. Eu tenho uma boa audição, escutei ela bufar.
- No primeiro sábado de Março, vou promover um almoço em minha casa. Vou tirar cópias desse mapa e distribuir com o pessoal do banco. Eu quero que todos apareçam por lá e levem suas famílias. – ela apontou para o X no mapa – Você acha que dá para acertar o caminho?
- Sim, o mapa é bem claro.
O telefone em sua mesa tocou, era Harry, ele a chamava para uma pequena reunião em sua sala. Voltei à minha mesa e retomei meu trabalho, mas em minha boca o sabor da vitória tinha sido substituído por outra coisa. A conversa com Tanya teve gosto de uma fruta rançosa e amarga e despertou em mim emoções conflitantes. ‘Inferno’, eu devo estar imaginando coisas, não é possível que essa mulher esteja...
Tentando afugentar tais pensamentos, eu fui até a copa para tomar um cafezinho. Sentei numa mesa onde já estavam Riley e Mark, cinco minutos depois Samuel se juntou a nós. Tanya apareceu e distribuiu a nós umas cópias de seu mapa, convidando a todos para o almoço.
- Você irá, Edward? – ela reforçou seu convite a mim.
- Vou combinar com minha esposa... – ela estreitou o olhar – Devemos ver com antecedência por causas das folgas da babá. – tentei me esquivar.
- Oh! As responsabilidades do casamento e da paternidade... – ela se virou para Mark, Samuel e Riley - Fazem o Edward ficar tão... antiquado...
Mais uma vez essa mulher estava fazendo suposições erradíssimas sobre minha vida. Falei num tom casual, mas falei a verdade.
- Tanya, nos dias de hoje não há nada mais moderno do que o casamento. – ela se virou para mim novamente e arqueou as sobrancelhas – Numa sociedade onde ninguém é de ninguém e não deve satisfações a ninguém, onde a maioria das relações é livre e sem compromissos, o casamento só se sustenta mesmo pelo amor entre duas pessoas!
Ouvimos aplausos animados e nos viramos para ver quem era. Kate e Margot, a copeira, estavam na soleira da porta e sorriram para mim enquanto batiam palmas.
- Que palavras bonitas, Edward! – Margot falou.
- Sim, Isabella é uma mulher de sorte! – Kate completou – Edward é o cara!
Fiquei meio sem graça, na verdade, morri de vergonha! Samuel e Mark começaram a rir da minha cara, mas concordaram com minhas palavras. Riley assentiu com a cabeça e soltou uma pérola:
- Se eu pensasse como você, já estaria casado! – todos rimos.
- Nossa sociedade precisa mesmo disso. A família tem sido muito atacada por todos os lados... – Mark apontou – Ah! To parecendo aqueles pastores que falam na TV!
- Mas casamento ainda deveria ser uma coisa sagrada. – Samuel contribuiu – Pelo menos nós Quileutes ainda damos valor a isso!
A semana passou rápido e quando percebi, já era sexta-feira e eu estava impaciente para voltar logo para casa. Bella deveria estar preparando mais um final de semana D-de-delícia e eu não via a hora de sentir seu sabor em mim novamente.
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POV BELLA
“Todos, com efeito, sabemos que sem Amor não há Afrodite.”
(Extraído do livro O Banquete de Platão)
Uau! Eu já disse que to amando esse mês de Fevereiro?
Nunca senti tanto prazer em cozinhar para Edward, fazer comida e ser comida por ele!
Enquanto fazia o jantar especial de nosso 3º final de semana erótico, meus pensamentos se dobravam e desdobravam no sentimento mais poderoso do mundo, o amor. E é impossível falar de amor e não falar de Edward, meu primeiro e único amor.
O nosso amor era uma única estrada e ela não levava a desilusões e mágoas como acontecem em tantos casamentos. Em nós não há arrependimento, mas alegria e júbilo por cada dia vivido. Armados com paciência, carinho e cuidados, seguimos vivendo um para o outro e às vezes não é fácil, eu sei, por isso, buscamos sabedoria. Mas o nosso amor também é quente, erótico, envolvente e nos faz buscar refúgio um nos braços do outro, quando podemos descansar de nossa jornada. Nosso amor não tem punhos cerrados, nosso amor não tem críticas amargas, nosso amor não nos machuca e nem nos sufoca.
Gosto muito dos pensamentos de Khalil Gibran em seu livro O Profeta, quando ele fala do amor. Já faz tempo que li esse livro, mas tem uma frase que nunca saiu de minha cabeça: ‘O amor não possui nem é possuído; pois o amor é suficiente no amor’. Acho essa frase muito poderosa.
Perdida em pensamentos, terminei o jantar e fiz a papinha de frutas dos meninos. Eles comiam e faziam a festa, me rendi aos encantos de meus filhotes e fiz caras e bocas arrancando lindos sorrisos deles. A cada dia meu Thomas e meu Anthony apreciavam mais e mais os pratinhos que eu lhes servia. Agora eles também tomavam suco de laranja, melão, melancia, uva... Eu me sentia orgulhosa disso! Eu sei, parece besteira, mas pode perguntar para qualquer mãe e ela vai confirmar que é gratificante ver o filho comer uma comidinha gostosa feita pela mamãe...
Mamãe... agora eu entendo tantas coisas da dona Rennè... Respirei fundo, espantei a melancolia de meu coração e pensei em mamãe com alegria.
Quando Edward chegou, eu já estava na sala esperando por ele, enquanto Jenny e os meninos estavam ‘confinados’ no quarto, brincando com qualquer coisa. Depois de um selinho e um abraço, despachei meu marido para o banho e fui até a cozinha para colocar a mesa. Ed sorriu torto quando viu a comida.
- Estrogonofe de salmão e camarão... – ele sorriu e entrelaçou nossas mãos – Eu lembro! Nós comemos isso em Boston!
Nossos olhares se encontraram, eu me vi em seus orbes verdes e pude ler seus pensamentos.
- Parece que isso foi há muito tempo, não é amor?! – sorri e em seus olhos pude ver vários sentimentos, dor, saudade, tristeza, saudade de novo.
- Tempos felizes, bem vividos! – ele levou minhas mãos aos lábios, beijando-as – Mas o hoje está diante nós, Sra. Cullen!
O jantar foi gostoso, tranqüilo e aconchegante. Depois arrumamos a cozinha, os meninos tomaram suas mamadeiras de leite, adormeceram e Jenny se despediu de nós. Levei Ed para a sala de TV e acendi a lareira.
- Enfim sós, Sr. Cullen! – grudei meu corpo ao dele e sussurrei em seu ouvido.
- Humm... – ele gemeu e suas mãos apalparam a minha bunda – E como vamos aproveitar isso?
- Espere aqui por mim. Ok? – ele apenas assentiu.
Fui ao quarto e tirei toda a minha roupa, peguei a garrafa de licor de amora, a gravata e as fitas e voltei à sala. Ed ofegou e sorriu torto ao me ver nua em pêlo. Deixei os objetos sobre a mesinha de centro e o abracei, juntando nossos lábios, fazendo nossas línguas se encontrarem e pegar fogo em nós. Quando o ar nos faltou, não perdi tempo e não deixei Ed entender nada. Fui tirando sua roupa rapidamente, desabotoando com avidez os botões de sua camisa, desfazendo-o dos sapatos, da calça e... OMG... Quase abandonei meus planos quando puxei sua boxer azul e me vi diante de meu ‘eddie’, enorme, volumoso e com a cabecinha bem rosadinha...
- Oi meu gostosão! – beijei a cabecinha dele e senti Ed estremecer.
Para não cair em tentação cedo demais, fiz meu marido sentar na cadeira de balanço, até então Ed não reclamou de nada, mas quando ele me viu pegar as duas fitas de seda, perguntou.
- O... o que vamos fazer?
Não respondi de imediato, amarrei uma de suas mãos com uma fita, tendo o cuidado de deixar a palma virada para cima e fiz o mesmo com a outra mão. Peguei a gravata, vendei os olhos dele e sussurrei em seu ouvido.
- Vamos brincar do Jogo da Vontade, amor. – beijei e lambi o lóbulo de sua orelha, ele grunhiu e tentou se desfazer das amarras, dei uma tapa em sua bundinha gostosa.
- Ai! – ele fingiu dor e sorriu.
– Nã-nã-ni-nã-não... – ronronei – Você não está em condições de protestar, amor... E se você fizer as minhas vontades, vai ganhar algo em troca!
- Vou, é? – ele me deu um sorriso safado.
Com relutância, me afastei dele e liguei o som, bem baixinho, só como fundo musical mesmo. Eu já tinha separando um CD com as músicas perfeitas...
Voltei para junto dele e comecei a tocar em seu rosto com as pontas dos dedos, bem suavemente... Molhei um dedo num pouquinho no licor de amora e pedi que Ed abrisse a boca, introduzindo meu dedo ali. Ele entrou na brincadeira, chupando meu dedo com vigor, passando sua língua nele em movimentos circulares.
- Ah! – gemi e ofeguei.
Depois eu me ajoelhei em sua frente e peguei a garrafa e espalhei um pouquinho do licor em sua pele, beijando-a e sorvendo a bebida doce em meus lábios. Minha língua e meus lábios passeavam pelos seus lábios, pescoço, peito... Ed arfou e grunhiu quando sentiu minha língua nos seus mamilos. Ele tentou se soltar e levou outra tapa, para acalmá-lo, subi meus beijos até sua boca gostosa, beijando-o rapidamente. Ele protestou devido à interrupção do beijo e tentou novamente se soltar, dessa vez, não ganhou uma tapa. Eu simplesmente derramei o pouquinho de licor em sua virilha e beijei-a, olhando para Ed, o vi sorrir, depois abocanhei meu ‘eddie’ com vontade e deu um único chupão nele. Edward ficou atônito, achando que teria mais, reclamou.
- Porra, Bella! – ele resmungou.
- Psiu! Você não pode falar! Isso foi um castigo por tentar se soltar. – ele engoliu em seco – Vai ficar quietinho agora?
Ele balançou a cabeça, assentindo. Inclinei meu corpo sobre ele e rocei meus lábios nos dele.
- Bom menino...
Voltei meus lábios para seu corpo maravilhoso, beijei a lateral de suas coxas, massageei suas bolas, acariciei meu ‘eddie’ de novo. Fiquei de pé junto de um de seus braços e ‘montei’ em sua mão, Ed ofegou e sorriu ao sentir o calor de minha intimidade e tentou se mexer.
- Não amor, não pode. – ofeguei, na verdade eu queria dizer ‘pode’ – Você não pode mexer a mão, se não eu saiu. Ok? – ele assentiu de novo.
Comecei a me esfregar nele, mexendo para frente e para trás, roçando meu clitóris nele, me excitando mais e mais e vendo sua crescente excitação...
- Aaahhh... – gememos e ofegamos juntos.
Fiz o mesmo com a outra mão dele e quando me senti quase desfalecer de tanto tesão, me ajoelhei em sua frente de novo e acariciei seu membro gostoso com minhas mãos e boca.
Quando percebi que Ed já estava tão enlouquecido quanto eu, me sentei em seu colo, de frente para ele, colocando minhas pernas nas laterais de seu corpo. Ele ofegou quando sentiu nossas intimidades se encontrarem. Beijei-o com luxúria, invadindo sua boca com minha língua, dominando-o com volúpia e paixão, minhas mãos se enroscaram em seus cabelos e puxaram a venda. Ele sorriu quando nossos olhares se encontraram! Esfreguei minha intimidade em seu membro e numa única investida, desci sobre meu ‘eddie’ gostoso. Gritei de prazer quando me senti preenchida por ele, Ed grunhiu ao se sentir dentro... Soltei as amarras de suas mãos e as danadinhas começaram a se mexer, nervosamente pelo meu corpo!
A cadeira de balanço nos faziam ir para frente e para trás, aumentando o nosso prazer, fazendo as estocadas de Ed e as minhas reboladas ficarem mais e mais gostosas. Ed se inclinou um pouco e abocanhou um de meus seios, me fazendo gritar, arfar... enlouquecer.
- Ah! Ed...
- Isso... Bella... rebola... aaahhh...
Meu corpo incendiou de vez, senti um formigamento em meu ventre e os espasmos começaram em minha intimidade. Ed ficou mais duro dentro de mim e suas mãos desceram até a minha bunda, apalpando-a com vigor me ajudando a subir e descer de seu membro com força. Cravei meus olhos nos dele, mais uma descida e subida... e outra... e outra...
- Edward!
-Bella!
Gritamos de prazer enquanto milhares de estrelinhas coloridas encheram minha visão, e em cada estrela eu podia ver Edward... Minha vagina latejava e abocanhava seu pênis com gula, nossos líquidos se misturaram e escorreram um pouco de mim. O prazer veio em cascatas pelo meu corpo, assim como gotículas de suor grudavam nossos corpos. Cai ofegante sobre ele, juntando nossas testas e misturando nossas respirações entrecortadas. Nossos olhares não se deixaram em nenhum momento, sorrimos...
- Te amo! – dissemos em coro.
Já com as respirações estabilizadas, separei nossos corpos e sai de seu colo. Ed ficou de pé, me colocou nos braços e nos levou pelo corredor, inspirei contra seu pescoço e sorri, saboreando seu cheiro de prazer. No quarto, Ed nos deitou na cama e com nossos corpos entrelaçados, pegamos no sono.
O sábado surgiu diante nós nublado e preguiçoso... um convite à cama e ao amor... Mas nós tínhamos obrigações, certo? Um Anthony e um Thomas acordaram esfomeados e nos arrastaram de nosso jardim de delícias (o paraíso imaginário de nossos corpos) para a chuvosa Forks!
Ta tudo bem! Não estou me queixando! Nossos filhos são nosso maior tesouro! Jenny chegou, a manhã passou tranqüila e Ed nos carregou (nós todos) para um gostoso almoço no restaurante do Sr. Quil Ateara em La Push. Deixamos Jenny em casa e seguimos para nossa gostosa casinha branca. Quando os meninos cochilaram, Ed sorriu maroto para mim e me abraçou.
- Qual é o filme de hoje? – seus olhinhos verdes brilhavam de expectativa.
Mordi o lábio e corei, eu tava na dúvida se a gente iria gostar do filme. Ele afagou minha bochecha com as costas da mão e sorriu torto.
- Últimotangoemparis. – falei num fôlego só.
- Hãn? – ele sorriu torto e inclinou a cabeça para o lado – Diz de novo...
Dei um soco em seu peito e bufei.
- Deixe de ser engraçadinho, Ed. Você entendeu muito bem...
Ele me abraçou e nos girou pela sala ao mesmo tempo em que seus lábios beijavam meus cabelos.
- Oh! Minha doce, terna e tímida esposa... – ele parou de nos girar e me deu um beijinho de esquimó – Às vezes eu acho que você é bipolar, sabia? Tem dias que você parece uma gata selvagem...
OMG... Corei!
- Faz streap tease pra mim, me amarra na cadeira, abusa de mim... E tem dias que você fica com o rosto em brasa somente ao dizer o nome de filme erótico!
Ele me prensou contra a parede e me beijou com volúpia, quando ar nos faltou, ele desceu os lábios pelo meu pescoço, lambendo, chupando e mordendo, depois foi até minha orelha e sussurrou.
- Fique quietinha, Bella. – ele beijou o lóbulo da minha orelha e eu gemi – Enquanto eu tiro sua roupa bem lentamente...
Assenti molenga e sem noção de mais nada, em minha cabeça, os planos para o filme já tinham ido para o espaço... Nua, Ed me contemplou e me beijou com volúpia novamente, senti minha umidade e senti sua ereção contra mim. Ele me arrastou para o sofá, pegou o DVD e ligou a TV. Enquanto os créditos iniciais começavam, Ed se despiu diante de mim e eu mordi o lábio de tanto tesão quando contemplei sua linda, enorme e gosta ereção. Sorri, chamei-o com as duas mãos e abri as pernas para ele. Ed deitou entre mim e, abraçadinhos, assistimos ao filme.
- Sabe, esse filme não é tão, tão erótico como sempre falam... – ele sussurrou.
- É mesmo. – respirei fundo – Apesar das cenas picantes, se a gente perceber bem, Marlon Brando fala muita coisa interessante enquanto pega a mulher. – sorri – Chega até a ser filosófico!
- Filosófico, é? – Ed ergueu o rosto e me fitou, sorrindo torto – Vamos filosofar, Sra. Cullen?!
Sorrimos muito, depois ele beijou o vão entre meus seios e me fez ofegar. Mudamos as posições de nossos corpos, dessa vez ele deitou no sofá e eu me aconcheguei nele. Uma de minhas mãos estava espalmada em seu peito e a outra fazia um carinho bem de leve no seu membro.
A famosa cena da manteiga chegou, me fazendo corar violentamente. Edward riu, não, ele gargalhou mesmo com a minha reação e me abraçou com carinho, suas mãos passeavam preguiçosamente pelas minhas costas.
- Será que isso também é um tabu para nós?! – ele beijou a pontinha de meu nariz.
- Não sei. É? – perguntei cautelosa e mordi o lábio inferior.
Na verdade, nós já havíamos conversado sobre isso uma vez, há alguns anos atrás, assim que iniciamos nossa vida sexual. Ficou estabelecido entre nós que faríamos, se quiséssemos, se desse vontade... Depois daquele dia, não tocamos mais no assunto.
- Sinceramente, - ele fez uma pausa e ajeitou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha – eu nunca me lembro disso. Acho que o fato de saber que teríamos de usar alguma coisa, como manteiga... – ele sorriu, eu corei – me faz imaginar que não é algo tão natural assim. – ele franziu a testa – Isso é um tabu, Bella?
- Acho que sim! – sorri e me esfreguei mais nele – Mas a gente ainda pode fazer o que é natural... - beijei seus lábios e me icei nele, puxando seus cabelos para mim.
La fora, a chuva ficou mais forte enquanto dentro de casa, um casal apaixonado se rendia aos instintos da natureza.
Domingo... Hum... Mexi preguiçosamente na cama e respirei fundo, o barulhinho da chuva era gostoso... Estiquei minha mão e acariciei o rosto de Ed bem de leve, ele fez biquinho, sorriu e sussurrou ‘Bella’. Sorri e me levantei dali antes que pudesse acordá-lo. Depois de escovar os dentes e fazer minha higiene matinal, preparei nosso café da manhã. Ed acordou, comemos num silêncio gostoso, cheio de cumplicidade e de sorrisos, depois ele me fez sentar em seu colo e me beijou.
- Eu já disse que te amo, Sra. Cullen?
- Hoje, não! – ronronei.
- Eu te amo! – ele sorria torto – Minha linda, gostosa, irresistível, adorável, doce, carinhosa, perfeita, gentil, alegre, sensual e maravilhosa esposa!
OMG... Enquanto ele falava, seus olhos estavam fixos em mim e transmitiam emoção, amor, devoção. Era aquele tipo de olhar que inflava meu peito e aquecia minha alma, chegando aos lugares mais íntimos de meu ser. Quase chorando, eu sorri e falei.
- Puxa, que linda declaração de amor, Ed...
Ele me beijou, um beijo calmo quente e molhado, que começou lento e preguiçoso como aquela manhã de domingo, mas evoluiu para a agitação de um dia fervilhante e conturbado. Seus lábios prensaram os meus, seus dentes me mordiam de leve e nossas línguas pareciam duas espadas flamejantes. Quando o ar nos faltou, ele colou as nossas testas.
- Você é minha, Bella... – suas mãos rodearam a minha cintura possessivamente – Minha!
- Sua... – ofeguei – Só sua...
Nos encaramos por alguns segundos, no rosto de Edward começou a se formar uma ruguinha de preocupação. Minhas mãos afagaram seu rosto perfeito, ele sorriu e fechou os olhos.
- Ta tudo bem, amor? – perguntei, ele respirou fundo e abriu os olhos.
- Tive um pesadelo essa noite. – ele sussurrou.
- Quer me contar? – ele assentiu e envolveu meu rosto e suas mãos.
- Eu estava numa enorme clareira, ao meu redor só havia capim seco e amarelado. Eu me sentia sozinho... Chamava por você e pelos meninos, mas vocês não... não estavam lá. – ele fechou os olhos e inspirou profundamente – Amor, mesmo em sonho, doeu mais do que no dia em que nossos pais morreram...
OMG... Abracei meu marido bem apertado, acalentando-o contra meu peito, e imediatamente, lembrei de meu sonho... da medusa... da dor... do choro.
- Eu nunca vou te deixar, Edward! – falei cheia de convicção – Eu te amo, um amor eterno...
Ficamos naquela bolhinha de amor até que os meninos acordaram e puseram nossa vida em movimento de novo. Fomos almoçar no Martha’s, Maggie pegou duas cadeiras altas de bebê e as colocou em nossa mesa, os meninos ficaram super felizes! Nossos vizinhos e conhecidos paravam em nossa mesa, sorriam conversavam, brincavam com os gêmeos... A comida chegou e enquanto eu e Ed comíamos uma salada de peixe, os meninos babavam uns biscoitinhos de maisena que eu havia levado para eles...
O dia terminou com nós dois enroscados na cama, nossos corpos suados, trêmulos de tanto prazer e entrega. Ed afagava preguiçosamente as minhas costas, meu rosto estava no vão de seu pescoço, inspirando seu perfume de macho... sorri contra sua pele.
- O que foi? – ele perguntou.
- Casamento é bom, né?
- Sim. – senti seus lábios em meus cabelos – Mas, casamento é bom porque é com você, amor. – ele falou solenemente.
Eu sorri satisfeita, bocejei e Ed começou a cantar minha canção de ninar... me perdi nele...
E quando dei por mim, os dias passaram como o sopro do vento. A cada crepúsculo, eu via meus filhos crescendo felizes e saudáveis e meu marido chegando do trabalho feliz ao se jogar em meus braços.
A vida era boa... Boa como o gosto do spaghetti alla puttanesca que eu estava preparando. Hum... Inspirei contra a panela e sorri, já eram quase cinco da tarde. Ed chegaria logo, logo e começaríamos nosso último fim-de-semana D-de-delícia... Provei um pouco do molho e estalei a língua devido ao sabor picante do prato e do nome!
Ui... Senti um frio na barriga! A semana tinha sido super-corrida pra mim, mas conseguir providenciar tudo. Contei com a ajuda de muita gente, inclusive dos meninos. Sim, meus filhos nessa última semana não acordaram para mamar de madrugada, eu agradeci aos céus, porque precisaria de uma noite inteira... Eu tive que cuidar de muita coisa, os presentes de aniversário de casamento, a surpresinhas de logo mais à noite, a outra surpresa do dia seguinte... E o final apoteótico de nosso mês, no domingo!!!
Fiquei molhada só de imaginar Edward sobre mim, dentro de mim...
Edward chegou do trabalho e me encontrou bonita e cheirosa para ele! Eu e os meninos estávamos na sala de TV, os dois brincavam com seus mordedores no carrinho enquanto eu fingia ler uma revista. Meu marido me beijou levemente e beijou cada filho, depois marchou para o banheiro. Vinte minutos depois, eu tinha levado os gêmeos para a sala de jantar e os coloquei em suas cadeirinhas de papinha. Ed entrou na sala, lindo e cheiroso, viu os meninos ali comigo e sorriu torto.
- Eles vão jantar conosco?
- Sim. – fiz cara de paisagem – Jenny não pode ficar...
Ed apenas assentiu, eu disfarcei e servi nosso jantar, ele sorriu depois de mastigar a primeira garfada.
- Hum... macarrão à putanesca! – ele afagou meu rosto – Que delícia, amor...
Tomamos um gole de vinho e o jantar se seguiu tranquilamente. Ed fez piada com o nome infame do prato e sorrimos muito!
- Bella, você fez esse molho com beeemmm calma, né? – ele sorriu torto e eu soquei seu ombro.
Reza a lenda que numa cidadezinha da Itália, uma mulher traia o marido todas as tardes e se atrasava para preparar o jantar. Ela tinha medo dele chegar e não achar o jantar pronto, por isso inventou um molho rápido e de fácil preparo. Daí vem o nome ‘putanesca’.
Tiramos a mesa, arrumamos a cozinha, Ed pôs a louça na máquina... brincamos com os gêmeos. Bocejei várias vezes, amamentei, trocamos fraldas... bocejei de novo. Eu queria que ele pensasse que a sexta-feira seria como qualquer outro dia. Funcionou! Por volta das dez da noite, ele tava vendo um jogo no ESPN e eu tava amamentando os gêmeos. Ninei meus anjinhos, coloquei-os no berço e voltei à sala, bocejei de novo, me despedi de Ed e fui dormir.
Acordei sobressaltada, a adrenalina estava a mil, num átimo desliguei o rádio relógio e olhei para Ed por uns trinta segundos! Ufa... ele dormia tranquilamente! Duas da manhã... perfeito! Levantei da cama com bem calma para não acordá-lo e fui ao banheiro, joguei água no rosto, escovei os dentes e penteei meus cabelos com as pontas dos dedos. De volta ao quarto, eu acendi as velas, distribuindo-as pelo quarto, ajustei a câmera, tirei minha camisola e sorri. Mordi o lábio inferior, preocupada, ajustei a câmera de novo... e de novo... Pronto! Deitei na cama bem devagar, voltei a me cobrir com o edredom, me aconcheguei contra o corpo de meu marido e ronronei.
- Ed... Edward...
Ele sorriu e fez biquinho, lindo!
- Edward...
-Hum... Bella...
OMG... Meu gato ainda dormia!
Deslizei uma de minhas mãos pelo seu rosto, ele sorriu mais. Desci a mão e a coloquei por dentro de sua camisa, afagando sua barriguinha lisa e seu peito gostoso. Ele gemeu e senti sua pele estremecer ao meu toque. Sim! Ele estava acordando... Puxei o edredom, me sentei na cama e meti minhas mãos por dentro de sua calça de moletom, num único movimento, baixei sua calça (Ed não estava usado cueca). Constatei que meu ‘eddie’ estava mais acordado que seu dono! Cai de boca e língua nele, minhas mãos rosqueavam sua base, minha língua chupou com força a cabecinha. Edward estremeceu, urrou, gemeu e acordou, tudo de uma vez!
- Bella!
Levantei meus olhos e vi meu marido, primeiro ele estava espantado, depois, fez aquela carinha de ‘tô quase gozando’... Aumentei minhas investidas, rosqueei seu membro, massageei suas bolas, lambi, chupei, dei leves mordidas. Nesse meio tempo, eu fazia questão de inclinar meu corpo, empinar minha bunda e deixa-lo ver meu contorno à meia-luz das velas. Senti seu gozo vindo e aumentei meu ritmo, bebendo de meu Edward até a última gota.
Saciada por tê-lo saciado, serpenteei meu corpo nu contra o dele e fiquei por cima, uma perna de cada lado de seu corpo. Ed estava meio sonolento ainda, o orgasmo o deixou molenga... Taquei-lhe um beijo suave me profundo, ele correspondeu, me deixando excitada, remexi meu sexo contra o ‘eddie’, despertando-o novamente, e numa única investida, sentei sobre ele. Foi uma cavalgada suave, melódica, quente... Consciente ou inconscientemente, Edward apalpou minha bunda com vigor, me auxiliando nos movimentos de vai e vem e sobre desce... Ele nem precisou pedir, rebolei gostoso contra seu mastro glorioso até a nossa completa exaustão. Gozamos juntos, nossos líquidos se misturaram, Ed sorriu, eu sorri. Deitei ao seu lado, ele me abraçou e dormimos abraçadinhos de conchinha. Se no dia seguinte ele achasse que tinha sonhado, eu iria lhe mostrar que não...
- Bom dia, amor! - falei toda serelepe pra ele.
Eu estava na cozinha fazendo umas torradas quando Ed entrou, ele sorriu torto para mim e me abraçou pela cintura.
- Bom dia, princesa! – ganhei um selinho – Sabe... essa noite... nós... hãn... bem...
Ufa! Salva pelo gongo! Os meninos começaram a chorar, eu dei um selinho em meu Ed e sai correndo para o quarto. Meu marido me seguiu, peguei Anthony no colo e comecei a amamentá-lo, Ed me ajudou pegando em Thomas. Enquanto os meninos ‘comiam’, puxei um assunto qualquer, trocamos fraldas e depois seguimos para a sala de jantar onde tomamos o café da manhã. Jenny chegou, todos nos ocupamos com afazeres domésticos, despachei Ed para comprar umas coisas no supermercado. A intenção era mantê-lo longe de mim, de modo que ele não pudesse me confrontar sobre a noite anterior. Pedi comida chinesa de um restaurante de Por Angeles, almoçamos, Jenny foi embora e, finalmente, os meninos dormiram.
Preparei uma salada de frutas vermelhas, morangos, amoras e cerejas, enfeitei com creme de chantilly e distribui em duas tacinhas. Separei o DVD e o coloquei na TV, fui até o quarto, onde Ed dedilhava alguma música em seu violão e o chamei para vermos um filminho gostoso.
- Oba! – ele sorriu torto e entrelaçou nossas mãos – Como é o nome do filme?
- Hum... – fingi pensar – Esqueci...
- Quem são os atores?
- Bem... o filme ééérrr... é meio independente. – fiz cara de paisagem – E os atores ainda estão em começo de carreira, não são conhecidos.
Ele engoliu minha desculpa, o fiz sentar no sofá, apertei play no controle remoto e começou...
O filme não tinha sonoplastia, apenas uma imagem. Era uma mulher nua, de costas para cama, seus cabelos castanho-avermelhados estavam soltos e iam até o meio de suas costas. Andando sensualmente, ela deitou na cama, se cobriu com o edredom e se abraçou ao homem deitado.
Eu estava atenta ao vídeo e às expressões do rosto de Edward, ele ofegou, estreitou o olhar, ofegou de novo e sorriu. Sorriu mais ainda quando me ouviu chamando-o no vídeo.
- Ed... Edward...
- Bella! – ele virou seu rosto para mim, apertou pause no controle remoto e sorriu – Somos... somos nós?
Sorri para ele e assenti, envolvi seu rosto em minhas mãos e beijei-o com carinho.
- É um presente especial para você! Eu sabia que você sempre quis um vídeo nosso e...
Ele não me deixou falar, puxou-me para seu colo e me deu um beijo no melhor estilo ‘vou te comer todinha’. Quando o ar nos faltou, ele me abraçou com carinho e sussurrou contra meu ouvido.
- É um presente maravilhoso, amor! – ele beijou meus cabelos – Melhor ainda porque vamos assistir juntos.
Eu sorri e assenti, mas quando tentei sair de seu colo, ele me prendeu ali, me escorei contra seu peito másculo e apertei o play no controle remoto.
- Edward...
A gravação se seguia na parte que eu tava tentando acordá-lo.
-Hum... Bella...
O vídeo continuou, enquanto Edward me via na tela fazendo um oral nele, eu olhava para seu lindo rosto a centímetros do meu. Ele sorria, seus olhinhos brilhavam, ele ofegava, gemia e grunhia... igualzinho ao Ed da tela!
Ele pegou o controle da minha mão e voltou um pouco o vídeo, depois o fez passar em câmera lenta justo numa parte que eu empino minha bunda para a câmera. Corei!
- Isso! Ah! Que lindo, Bella! – ele sorriu safado e me deu uma tapinha na bunda – Essa parte merece o Oscar!
- Edward! – dei uma tapa em seu braço e devo ter corado como um tomate.
Ele sorriu, gargalhou, juntou nossos lábios e me beijou com intensidade. Quando o ar nos faltou, ele sussurrou.
- Você é fantástica, Bella!
Ainda corada, tentei disfarçar, peguei o controle e apertei play. O vídeo continuou com nosso sexo gostoso e preguiçoso. E devo confessar que minhas cavalgadas em Edward eram mesmo uma coisa bonita de se ver. No final das contas, gostei muito da surpresa! O vídeo ficou legal, curtinho, é verdade, mas muito sensual, principalmente quando gemíamos e ofegávamos. E quando ele chegou ao fim, não me espantei quando Ed apertou o play de novo. Fui à cozinha e peguei as taças com as frutas e o chantilly, comemos, nos labuzamos com beijos e chantilly, gememos e ofegamos ao nos assistir no vídeo. Aquele foi, sem dúvida, o melhor de todos os filmes...
Domingo, 27 de Fevereiro! Um ano de casados... seis meses de vida de nossos filhos... era muita felicidade!
Acordei primeiro que Edward e fui até o sótão para ver se seus presentes estavam em ordem (no dia anterior, Sid havia passado aqui por casa e instalou um dos presentes enquanto Ed estava no supermercado). Desci, fui ao quarto dos gêmeos, dei um beijinho em cada um e fui para a cozinha preparar o café.
Ao seis meses de vida, Anthony e Thomas estavam as coisas mais lindas do mundo! Eles já sentavam melhor, mas ainda precisavam de encosto e gostavam de ter seus brinquedinhos moles e coloridos por perto. Também estavam mais e mais exigentes, protestando sempre que ficavam sozinhos.
Sorri, abobada. Eles sabiam direitinho como nos ter em suas mãozinhas, bastava fazerem biquinho e estenderem seus bracinhos gordinhos para nós. Era tiro e queda!
Por falar em queda, a cada dia eles me enchiam de mais cuidados. Seus movimentos estavam mais conscientes e imprevisíveis. Rolar na cama, chutar, se balançar e até mesmo se arranhar eram coisinhas novas que eles faziam repetidas vezes e eu morria de medo que eles se machucassem...
Ouvi um chorinho discreto, mas eu estava mexendo uma omelete, se eu deixasse a panela de lado, a comida iria ‘desandar’.
- Só um pouquinho, bebê. – sussurrei para mim mesma e ouvi outro choro estridente ecoando pela babá eletrônica – Já vou, já vou...
Apressada, fui até o quarto deles, abri a porta e em duas passadas me coloquei no vão entre os dois berços. Sorri para cada filho e ronronei.
- Pronto, pronto... a mamãe já chegou... – já fui desabotoando minha blusa e puxando a aba do sutiã, peguei Anthony e Thomas e me sentei na cadeira de amamentação com eles em meu colo.
Quando viu o peito à sua frente, Thomas sorriu e o abocanhou com vontade. Anthony fez o mesmo, mas menos de cinco minutos depois, ele largou o mamilo, olhou em meus olhos e balbuciou.
- Mmmmm...
Meu coração perdeu uma batida e voltou a bater descompassadamente. Meu Anthony quase disse ‘mamãe’... Emocionada, me limitei a dizer com a voz embargada pelo choro.
- Sim, Anthony, é a mamãe, filho...
Poucos minutos depois, Thomas não quis ficar devendo nada, saciado, ele largou o peito, sorriu, se espreguiçou e me fitou com intensidade. Sorriu de novo, aquele mesmo meio-sorriso do pai e disse:
- Mmm... mmm...
OMG... Fui ao céu de novo...
- Sim, meu amor, é a mamãe... – falei toda boba.
Ed acordou e se juntou a nós no quarto, trocamos um beijinho rápido de feliz aniversário de casados, mas nos ocupamos em trocar duas fraldas... Já na sala de jantar, acomodamos os meninos no cercado e comemos sem pressa. Depois Ed me fez sentar em seu colo e me beijou com intensidade, quando o ar nos faltou, ele colou nossas testas e sussurrou:
- Feliz um ano de casada! – seus olhos brilhavam – Sra. Cullen, eu sou um homem de sorte porque tenho você!
OMG... Quase chorei, juntei seu rosto em minhas mãos e lhe dei um beijinho de esquimó.
-Feliz aniversário de casamento, Edward. – sussurrei – Ser a Sra. Cullen é uma honra para mim!
Ele me fez levantar de seu colo e me beijou levemente antes de falar.
- Fica aqui, vou pegar seu presente... – olhei pra ele e assenti.
Menos de três minutos depois, Edward entrou na sala carregando uma sacolinha de papel colorida, ele se ajoelhou à minha frente e sorriu.
- Pra você... – me estendeu a sacola.
Desembrulhei o presente muito curiosa e o que vi ali me chamou a atenção. Era uma linda caixa colorida de papelão.
- É um porta-joias, amor. – ele sorriu torto e apontou para a tampinha – Abra.
Sorri pra ele toda derretida, abri a caixinha e ofeguei quando vi o que tinha ali dentro.
- Edward! – meus olhos ficaram úmidos – Amor, é... é perfeito!
Ele pegou o desenho de dentro da caixa e sorriu torto para mim.
- Em Port Angeles tem uma escola de desenho. Eu fui lá, mostrei a nossa foto e pedi que um dos alunos fizesse o desenho. – ele abriu a carteira e me mostrou a foto – Ficou muito parecida, não foi?
- Ficou linda, amor! – sorri mais ainda e afaguei o seu rosto e quando ia fechar o porta-joias, vi que ainda tinha uma coisa lá dentro – Amor! Entradas para o show do Aerosmith?
Ele sorriu mais ainda e pegou as entradas de minha mão, guardando-a em sua carteira.
- É um presente para nós dois! – não aguentei, beijei-o com paixão e só nos separamos quando o ar nos faltou.
- Quando é o show?
- No final do mês que vem, em Seattle... – ele ajeitou uma mecha de cabelo atrás da minha orelha – Vamos combinar direitinho com Jenny, ela virá e ficará com os meninos.
Entrelacei nossas mãos e o abracei com carinho, depois sussurrei:
- Vamos ao sótão, seus presentes estão lá...
Peguei Thomas nos braços, ele pegou Anthony e subimos a escada em formato de caracol. Os meninos adoraram o passeio, soltava gritinhos e sorriam... Era a primeira vez deles no sótão!
- Amor, eu queria que você sempre se lembrasse de mim quando visse o tempo passar... – apontei para o relógio de papel encima de sua escrivaninha.
- Bella! É... é mesmo de papel! – ele se aproximou mais o relógio e estreitou os olhos – Caraca!
- Bodas de papel, lembra? – sorri – Agora, Ed, olha para o teto!
Acendi a luminária e ele olhou para cima sem perceber nada, apontei para a luminária e ele sorriu torto.
- Que coisa linda, Bella... – ele sorriu e se aproximou de mim, me beijando levemente.
Peguei Anthony de seus braços e me sentei numa cadeira.
- Amor, pega a outra cadeira e sobre nela, quero que você leia todas as folhinhas. – ele olhou para mim e assentiu – Aí tem nossos nomes em ideogramas japoneses, tem poesias de amor em espanhol, francês, italiano... tem nossos nomes com canetinhas coloridas... Enfim, eu passei uma tarde inteira escrevendo isso, escrevendo nosso amor de várias formas e em várias línguas...
Quando terminou de ler tudo, ele desceu da cadeira e se ajoelhou na minha frente de novo. Thomas, bastante inquieto, se jogou para os braços do pai. Ed respirou fundo e sussurrou:
- Obrigado, amor! Esse foi um presente muito especial...
Ouvimos o barulho do carro de Jenny, olhamos pela janela do sótão e a vimos sair do carro carregando uma mochila.
- Jenny? O que ela faz aqui hoje? – Ed perguntou desconfiado e eu percebi que já podia abrir o jogo para ele.
- Ela veio ficar com os meninos. Nós dois vamos sair e vamos passar boa parte do dia fora...
- Vamos? – ele sorriu torto e eu hiperventilei.
Descemos e fomos para a sala de TV, enquanto Ed brincava com os meninos, eu dava a Jenny as últimas instruções para o dia. Por sorte, eu contava com a solidariedade de Peter e Charlotte, eles não iriam sair de casa naquele domingo e prometeram ficar de olho na nossa casa. Também deixei isso claro com a Jenny, explicando-lhe que poderia chamar nossos vizinhos se precisasse de qualquer coisa.
Deixei bastante leite numa vasilha plástica e preparei legumes cozidos para Jenny servir aos meninos na hora do almoço, separei frutas para as papinhas deles, me certifiquei de que tudo estava em ordem... Respirei fundo... estava difícil deixar meus anjinhos em casa...
Mas não mudei meus planos! Convidei Edward para tomar um banho de chuveiro comigo, mas foi só banho mesmo, e em meio a beijinhos e carícias, disse-lhe que teríamos umas horinhas só para nós em outro lugar... Ele me deu um sorriso pervertido, me abraçou e beliscou minha bunda, além disso, me perguntou umas mil vezes para onde estávamos indo.
Não cedi, fiz cara de paisagem enquanto trocava de roupa, me apressei de propósito e sai do quarto. Já na sala de TV, me despedi dos meninos com um beijinho e um abraço, fiz as mesmas recomendações à Jenny e gritei para Ed, que ainda estava no quarto:
- Amor, to te esperando no meu carro...
- Ok.
Abri a mala do carro e me certifiquei que a bolsa estava lá, sorri e entrei no veículo, ligando-o e tirando-o do jardim. Ed entrou no banco do carona e fez sua última tentativa de descobrir o segredo.
- Quer que eu dirija, amor?
Estirei a língua para ele e arranquei com o carro.
- Não seu bobo... assim eu teria de te dizer para onde estamos indo...
Gargalhamos. Ed ligou o som do carro e seguimos viagem cantando animadamente, depois de tempo ele percebeu que estávamos indo a Port Angeles. Não fiz um grande mistério, chegamos na parte bonita da cidade perto da hora do almoço, paramos num restaurante à beira mar e almoçamos com lagostas, tomamos vinho branco... Depois caminhamos um pouco pela orla, sempre abraçadinhos e trocando beijinhos estalados. Perto das duas da tarde, eu já me preparava para a grande surpresa da tarde.
- Amor... ta na hora... – entrelacei nossas mãos e nos encaminhei até o carro.
- Hora de quê? – ele arqueou a sobrancelha.
- Você vai ver...
Entramos no carro, eu abri o porta-luvas e peguei um lenço, vendando os olhos de Edward.
- Ei! Você disse que eu ia ver... – ele protestou.
- E vai...
Arranquei com o carro e menos de dez minutos depois, cheguei ao nosso destino, um portão eletrônico se abriu e eu falei pelo interfone.
- Reserva em nome de Isabella Fields.
- Digite o código da reserva, senhora. – a voz do outro lado me perguntou.
Peguei o papelzinho que estava na minha mão e digitei a sequencia numérica no teclado. Ele processou o pedido e mostrou o número da suíte. Outro portão se abriu, eu entrei com o carro, viramos à esquerda e eu me deparei com a garagem de nossa suíte, estacionei o carro, sai dele apressada e ajudei Edward a sair também.
- Tem dois degraus à nossa frente, amor. – falei enquanto o ajudava a seguir, abri a porta da suíte, nos fiz entrar e tranquei-a atrás de nós, puxei o lenço do rosto de Edward e ele ofegou.
- Caramba!!!
- Caramba mesmo! – murmurei.
Entrelacei nossas mãos e percorremos o enorme quarto, aquilo parecia uma coisa de cinema, um quarto de hotel cinco estrelas, e não um quarto de motel...
- Bella, onde estamos?!
- Suíte Sherazade de um motel de luxo em Port Angeles... – sussurrei – Mas é muito linda...
Edward me abraçou, me beijou e nos girou pelo imenso quarto.
- Esse lugar é fantástico! – ele me beijou de novo.
Antes que meu autocontrole pudesse ir para o espaço, eu fiz sentar num sofá grande bonito e colorido e sussurrei em seu ouvido:
-Amor, ainda tem mais. Fica aqui sentadinho e me espera, tá?
Ele assentiu, eu peguei a bolsa e entrei no banheiro. Minhas pernas tremiam e minhas mãos suavam, lavei o rosto, depois me decidi por tomar uma chuveirada rápida. Mais relaxada, vesti a fantasia, prendi meus cabelos num rabo de cavalo alto, fiz a maquiagem e me olhei no espelho... Sorri, eu me sentia bonita...
Abri a porta do banheiro, dei dois passos e entrei no campo de visão dele. Trocamos olhares, sorri e devo ter corado... Peguei o controle remoto do som, ligando-o.
Aos primeiros acordes da música, eu posicionei meu corpo e minhas mãos para a coreografia.
Enquanto dançava o que já tinha ensaiado em casa inúmeras vezes, sentia os olhos de Ed em mim, se movendo conforme o balanço de meu corpo. Eu mexia os quadris de um lado para o outro, mexia as mãos, girava o corpo naquela dança sensual ... me aproximava dele... e sorria. Voltava mais um pouco, rebolava preguiçosamente ao ritmo da música, virava de costas, mexia os quadris, erguia as mãos em movimentos ensaiados...
A dança me fez ficar mais poderosa, sensual e eu agradeci aos céus por minha mãe ter me convencido a fazer aquelas aulas de dança de ventre com ela há não sei quantos anos atrás!
Edward sorria, babava, mexia nervosamente nos cabelos e eu já podia ver sua crescente excitação... Ah! Gemi baixinho...
Fui me aproximando dele, rebolando sensualmente, e o chamei com as mãos. Ele ficou de pé e eu comecei a dançar ao redor de seu corpo, despindo-o com calma e espalmando minhas mãos em seu corpo.
- Aaahhh... Bella... – ele gemeu quando sentiu o toque de minhas mãos em seu peito.
Joguei a camisa no chão, fui dançando, rebolando e me abaixando para poder tirar seus sapatos, depois puxei sua calça e boxer de uma vez só. Ofeguei e gemi quando vi seu membro enorme e exposto para mim... Sem querer perder a concentração, comecei a encaminhá-lo para a cama, fazendo-o deitar.
Continuei dançando sensualmente, puxei o lenço rosa que estava preso em meu quadril, e joguei-o para ele, arrancando um grunhindo de meu marido. Virei de costas, puxei o fecho do sutiã e joguei-o no chão. Virei de frente para ele, continuei dançando e puxei os laços que prendiam o biquíni da fantasia, fazendo-o cair aos meus pés, mostrando toda a minha nudez.
Fui até a cama, deitando sobre Edward, cobrindo-o com meu corpo. Ele me agarrou com vigor e me beijou com paixão fazendo com que sua língua explorasse toda a minha boca. Quando o ar nos faltou, sussurrei.
- Feliz aniversário de casamento...
- Hum... – ele inverteu a posição de nossos corpos e ficou por cima, abocanhando meu seio com volúpia – Feliz...
- Aaahhh! – gemi alto e ofeguei quando senti sua língua rodeando meu mamilo.
- Feliz... – ele repetiu ofegante, mas não terminou de dizer a frase, pois sua boca se ocupou de meu outro seio.
Gemidos e pequenos gritinhos acompanharam aquela música, testemunhando os embates de nossos corpos apaixonados. Saciados e suados, deitamos lado a lado, ofegando juntos e sorrindo...
- Te amo, Bella. – ele juntou mais os nossos corpos.
- Eu te amo mais. – lambi uma gotinha de suor que escorria de sua testa e me esfreguei contra seu corpo – Que tal um banho, Sr. Cullen?
Ele sorriu e assentiu, levantamos da cama, entrelacei nossas mãos e nos dirigi para o enorme banheiro da suíte. Ed ofegou quando viu aquilo tudo.
- Bella... – foi tudo o que ele disse quando viu a banheira.
Eu peguei o carrinho que estava ali junto, abri a garrafa de champanhe e servi duas taças para nós. Brindamos felizes.
- A nós, Bella! – as taças se encontraram – Que esse seja o primeiro de muitos anos felizes...
Emocionada, fiz um brinde também.
- Sim, Edward... Um brinde ao nosso amor...
Nossos lábios se juntaram num beijo quente e apaixonado, quando o ar nos faltou, Ed nos fez entrar naquela enorme banheira. A água estava morninha e gostosa, as pétalas de rosas grudavam em nossa pele...
A banheira parecia um ninho de amor, nossas carícias recomeçaram e os beijos também...
- Ed... – falei contra seus lábios.
- Hum... – ele já beijava meu pescoço.
- Esse mês foi gostoso, não foi? – falei ofegante ao sentir sua boca em meu seio.
- Muito... saboroso...






