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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vem Comigo, Amor - Capítulo 49

Insegurança

POV EDWARD


Eu nunca fui um cara muito perceptivo. Mas desde criança, aprendi a respeitar as intuições e os sonhos de Bella. No começo, eu achava isso tudo o resultado de muita frescura, mas com o tempo, aprendi que os sonhos são, como eu posso explicar... são mensagens que o nosso subconsciente nos manda. Tanto sonhos bons, como ruins, são alguma coisa que a ciência não explica totalmente, algo que nasce em nosso íntimo e serve para nos orientar, alertar, consolar. Do mesmo jeito é a intuição, ela nem sempre se manifesta, mas quando ela fala comigo, aprendi a escutá-la.

Enquanto tomava banho, refletia sobre essas coisas e sobre um sonho recente que se repetiu nessa última noite também, quando eu me via sozinho, sem Bella e nossos filhos. Não pude evitar de fazer uma ponte, ligando isso ao pesadelo que Bella teve com uma medusa, nesse sonho, EU abandonava minha família. Se Emmett estivesse aqui, iria dizer que to ficando muito gay... Sei lá, eu sentia que estava deixando passar algo... Aqueles sonhos não estavam vindo por acaso. E em meu íntimo, eu sabia e não sabia a resposta... Balancei a cabeça embaixo do chuveiro na tentativa de espantar maus pensamentos. ‘Deixe de frescura, Edward’ pensei comigo mesmo e terminei de tomar banho.

Mas tudo estava tão bem em minha vida... deliciosamente bem! Meus filhos eram minha alegria e meu casamento era lindo. No último mês, eu e Bella fizemos e refizemos um dos capítulos mais lindos de nossas vidas. Celebramos nosso amor e nossa paixão nos braços um do outro repetidas vezes com muito carinho, luxúria, ternura e cumplicidade, sempre descobrindo e redescobrindo os mistérios e delícias de nossos corpos.

E por falar em corpo, eu estava enrolado na toalha e parado na porta de nosso quarto olhando para minha esposa gostosa. Ela estava somente de calcinha e sutiã, estava de costas para mim e eu já estava duro! Em duas passadas, abracei-a por trás, grudando nossos corpos.

- Tão linda... – sussurrei em seu ouvido e beijei o lóbulo de sua orelha, fazendo-a gemer.

- Nem pense ... Ah! – ela arfou - Nisso... Ed... os meninos...

Virei seu corpo para mim e beijei seus lábios com volúpia, num único movimento, puxei a toalha que me cobria, fazendo com que ela sentisse minha excitação. Quando o ar nos faltou, beijei seu pescoço.

- Amor... – ela gemeu – Os meninos vão... – tirei seu sutiã e me inclinei para beijar seus seios – Ah! Ed! Os meninos vão acordar e...

- Shii... Bella, a gente faz rapidinho!

Beijei seus lábios novamente, empurrando-a para a cama. Deitei meu corpo sobre o dela, beijando avidamente seus lábios, seu pescoço, colo e seios. Bella arfou e gemeu ao sentir minha língua rodeando seu mamilo, ela se contorceu e arqueou o corpo para frente. Sem perder tempo, desci meus beijos pela sua barriga lisa e tirei sua calcinha com a boca e as mãos. Ela gemia meu nome e mordia o lábio inferior de uma forma muito sexy e isso só me fazia ficar mais duro por ela e para ela. Beijei sua intimidade várias vezes, eram beijos molhados, estalados e rápidos, em pouco tempo, senti sua umidade, ela já estava pronta para mim.

Beijei as coxas dela, arrancando risinhos e provocando arrepios em sua pele, ergui uma de suas pernas, colocando-a sobre meu ombro e penetrei nela, profundamente... Bella gritou de prazer ao se sentir preenchida por mim, eu urrei de satisfação ao me sentir aceito, acolhido e aquecido nela. Minhas estocadas eram firmes e vigorosas, eu queria meter fundo mesmo e me perder de vez ali dentro. A cada investida minha, o prazer e o calor eram intensos. Ah! Como Bella é molhada, tão quentinha e apertada...

Eu quase saia dela e voltava com tudo, fazendo nossos corpos se mexerem para frente e para trás na cama. Bella gemia cada vez mais alto, minha respiração estava mais entrecortada, eu me sentia mais e mais suado e ligado a ela. Senti seu interior me envolvendo com força, senti meu membro mais duro e acelerei o ritmo. Pouco tempo depois gozamos juntos, sorri de felicidade ao sentir seu sexo pulsante agarrar a cabecinha do meu com força e intensidade. A sensação era única...

Ofegante e suado, descansei meu corpo sobre o dela e inspirei profundamente contra seu pescoço. Aquele cheiro era o paraíso!

- Ah! Bella... – sussurrei – Você é perfeita... e feita para mim...

Separei nossos corpos e me deitei ao seu lado, puxando-a para cima de mim e beijando seus cabelos.

- Te amo, princesa...

- Te amo, Ed. – ela ergueu o rosto e me olhou nos olhos – Adoro quando você me pega desse jeito...

Encostei meu rosto ao dela e beijei calidamente seus lábios, ela agarrou meus cabelos, puxando-me para si. Aprofundamos o beijo e em pouco tempo, a dança sensual de nossos línguas reacendeu o desejo em meu corpo. Eu queria me meter nela de novo e de novo...

Mas a babá eletrônica disse a que veio e ecoou pelo quarto o choro de nossos meninos. Relutante, interrompi o beijo e quando me virei, olhei as horas no relógio. Já estava tarde.

- Caraca, Bella, já são quase dez da manhã!

- Caraca, mesmo! – ela deu um pulo da cama e fez careta – E agora precisamos de outro banho...

Os meninos sempre tiravam um cochilinho no meio da manhã e no meio da tarde, mas quando se acordavam estavam super-famintos, tipo desesperados mesmo por comida. Bella vestiu um robe, eu vesti um roupão e fomos ao quarto, resgatar nossos esfomeadinhos. Na cozinha, Bella ofereceu-lhes uma papinha gosmenta e verde. A meleca era feia pra caramba, mas devia estar gostosa. O dois comeram sossegados e depois tomaram uma mamadeira com suco de laranja. Bella olhou no relógio novamente.

- Amor, a gente tem que correr, se não, vamos nos atrasar para o almoço na casa de sua chefe.

- É mesmo... – suspirei, abracei-a e apalpei sua bunda gostosa – Preferia passar o dia aqui com você... aproveitando o cochilinho da tarde dos meninos... – falei sugestivamente, ela desfez o abraço, me olhou nos olhos, corou, mordeu o lábio inferior e sorriu.

-Não me tente, Sr. Cullen. – ela sorriu – Fica chato se a gente não for, amor!

 Depois do almoço e dos arrotos, os meninos precisavam de um banho e nós também. Unindo o útil ao agradável, resolvemos tomar banho todos juntos. Aquele seria o primeiro banho de chuveiro deles! Curiosos, eles olharam para todos os cantos do banheiro, aquele era um lugar novo para eles!

Bella pegou o sabonete deles e tirou o pijaminha de Thomas, fiz o mesmo com Anthony e entramos no box. O banho foi uma verdadeira ‘sessão aventura’! Primeiro, Anthony ficou desconfiado ao ver a água caindo do alto, depois ele se grudou mais e mais em mim, agarrando firmemente em meu pescoço. Percebi que meu pequeno estava com medo... Já Thomas, nos braços de Bella sorria, apontava para o jato de água e batia freneticamente nos ombros da mãe!

Vendo que Anthony não estava à vontade e já fazia um biquinho para chorar, tentei ajudá-lo.

- Olha, filho! – virei nossos corpos em direção ao jato d’água – Banho gostoso... – estendi minha mão para a água para que ele visse.

- Ele está com medo? – Bella perguntou.

- Acho que sim! – sorri ao perceber a diferença em nossos filhos idênticos – Que coisa engraçada! Como nossos filhos são diferentes! – comentei e apontei para Thomas que brincava com uma mecha de cabelo de Bella e sorria para os pingos de água.

- Anthony... – Bella falou com doçura – Olha, filho, a água ta gostosa! – ela ficou embaixo do chuveiro com Thomas, tendo o cuidado de protegê-lo dos jatos intensos e estendeu a mão para Anthony – Vem, bebê, pegue na mão da mamãe...

Peguei na mãozinha dele, guiando-a até Bella e só assim Anthony sentiu o jato d’água em sua pele, constatando que ela estava morninha e convidativa. E num gesto muito lindo e significativo, ele virou o rostinho para mim, nossos olhos verdes se encontraram e ele sorriu para mim. Talvez ele quisesse dizer ‘valeu pela força, pai’, ou então ele apenas quisesse dizer ‘hum... água gostosa’.

Aos poucos, fui nos colocando sob a água, ele foi ficando mais à vontade e eu o banhei. Emocionado e orgulhoso, eu cuidava de meu pequeno, feliz por tê-lo ajudado a vencer seu primeiro medo na vida! Eu sei, eu sei, parece besteira ter medo de banho de chuveiro... Mas ele é apenas um bebê e eu consegui! Consegui ajudar meu filho a vencer!

Em tempo recorde, nos vestimos, vestimos os meninos e Bella os deixou sob minha tutela. Como um raio, ela se mexia de um lado para o outro, arrumando a malinha deles e umas roupas de banho para nós. Tanya havia deixado bem claro que sua casa tinha duas piscinas, uma coberta e aquecida e outra no jardim. Então, com sol ou chuva, haveria banho de piscina. Minha Bella estava linda, ela usava uma roupa simples, uma saia cáqui e uma blusa vermelha, mas seu rosto estava iluminado, irradiando sua graça e beleza...

Tudo pronto, pegamos os meninos, um monte de coisas que eles precisariam e entramos na minha pick-up. Bella se virou e sorriu antes de falar.

- Amor, parece que vamos nos mudar! Olha a quantidade de coisas que estamos levando!

- 95% disso tudo é para os meninos... – dei partida no carro.

- Tomara que Tanya goste de crianças... – Bella franziu a testa – Porque sem Jenny, os meninos realmente precisam ir conosco...

A babá havia tirado o fim de semana de folga, já que na semana anterior, ela havia trabalhado no domingo, dia de nosso aniversário de casamento.

- Bella, eu to pouco me lixando se ela gosta ou não de crianças. E se não gostar, é uma maluca! Quem não gostaria de crianças tão lindas como nossos filhos?!

Olhei para o banco de trás onde duas coisinhas lindas estavam confortavelmente instalados em suas cadeirinhas. Anthony mordia a cabeça de um Pato Donald e Thomas mordia o pé do Pateta, aqueles mordedores eram os preferidos deles...

Ela suspirou antes de falar.

- Eu só to falando porque ela deve ser uma daquelas mega-executivas super-poderosas e a casa dela deve ser impecavelmente arrumada. – ela fez uma pausa e virou um pouco o corpo na minha direção – Espero que os meninos não façam bagunça. – ela mordeu o lábio – Sei lá, tenho medo de eles fazerem alguma traquinagem, tipo cuspir papinha no chão. Eu não quero que a sua família cause uma má impressão hoje...

Percebi uma ruguinha de preocupação e insegurança no rosto de minha linda esposa. Soltei um das mãos do volante e segurei em sua mão, apertando-a com força e depois a levei a meus lábios, beijando-a com devoção.

- Princesa, minha família é a família mais linda do mundo! E eu não iria sem vocês, eu me sinto totalmente preso a vocês! E eu amo isso! – sorri, beijando sua mão novamente – E tem mais, eu quero ser um eterno prisioneiro de você e de nossos filhos! Até porque eu não posso viver sem vocês... Você já sabia disso, mas não custa repetir! – sorri novamente ao me lembrar de nossos lindos momentos – E se os meninos cuspirem... – dei de ombros – A gente usa um babador neles!

Ela sorriu largamente e se juntou mais a mim, encostando a cabeça em meu ombro.

- Eu te amo, Edward Cullen... Você me completa.

.......................


POV BELLA


Começava mais um dia chuvoso em Forks, mas aquele dia era especial, o almoço na casa da chefe de Edward finalmente aconteceria e eu conheceria Tanya Denalli. Assim que levantei da cama, olhei pela janela e o céu estava cinzento, como sempre, com as grossas nuvens tentando encobrir o brilho do sol.

Morrendo de preguiça, preparei o café da manhã, eu e Ed comemos, os meninos acordaram, mamaram, brincaram, dormiram de novo... A mesma rotina de sempre! Durante o cochilinho deles, eu fiz uma papinha de batata, cenoura, espinafre e caldo de carne. Achei melhor encher a barriguinha deles em casa mesmo, mas por via das dúvidas, eu ainda levaria biscoitos de maisena, meu leite numa vasilha térmica e frutas para o lanche da tarde, caso fosse necessário. Eu estava meio apreensiva, não querendo que meus anjinhos fizessem feio na frente da chefe de Edward...

‘Ai, meu Deus! Tomara que eles se comportem’, eu rogava enquanto tomava banho. Tudo o que mais queria era apresentar bem a nossa família, afinal, todos os colegas de trabalho de Ed estariam no almoço.  Enquanto me vestia, fazia uma nota mental das coisas que eu colocaria na malinha dos meninos, além da comida, claro! E quando ia ao closet pegar um biquíni para mim e uma sunga para Edward (na casa da Sra. Denalli tem piscina), senti um par de mãos me envolvendo e um corpo gostoso me abraçando.

- Tão linda... – seu sussurro me fez estremecer e o beijo depositado no lóbulo de minha orelha me fez fica úmida, gemi já cheia de desejo.

- Nem pense ... – a gente ia se atrasar - Ah! Nisso... – arfei com seus beijos calientes em minha pele – Ed... os meninos...

Edward ignorou meus protestos, virou meu corpo para ele e me beijou com luxúria. Senti sua ereção contra a minha barriga e fiquei mais excitada, meus pensamentos já estavam completamente embaralhados. Os beijos foram descendo pelo pescoço e quando dei por mim, já estávamos na cama. Fizemos amor e foi muito, muito gostoso.

Os bebês acordaram, comeram a papinha e, devido à hora avançada, decidimos tomar banho junto com eles no chuveiro. Foi difícil decidir o que vestir, eu estava tensa, é verdade, mas não sabia direito a razão de tanto desconforto. Procurei, procurei e acabei me decidindo por uma dupla infalível: minha saia longa cor de cáqui e uma blusa vermelha de malha fria. Fiz um rabo de cavalo frouxo e coloquei apenas gloss nos lábios, Edward olhou em meus olhos e sorriu aquele tipo de sorriso que me encanta e aquece meu coração. Enquanto ele trocava de roupa, dei uma rápida olhada no espelho e pensei, ‘tudo bem, estou decente’, depois vestimos os meninos, pegamos as malinhas e o carrinho deles, além da minha maxi-bolsa e seguimos para Beaver, às margens do Lago Pleasant, onde ficavam as luxuosas mansões da região.

Minhas mãos suavam e a timidez queria tomar conta de mim, minha boca grande deixou escapar um pouco da insegurança que eu sentia, Edward entrelaçou nossas mãos e disse palavras mágicas, aquietando minha alma. A pick-up atravessou o centro da cidade, passamos sobre a ponte do rio Calawah, pegamos uma estrada ao norte, onde havia grandes e bonitas casas. Seguíamos em direção à floresta, até que vi a placa da Reserva Florestal de Forks, cinco minutos depois, eu peguei o mapa e Ed virou numa estrada sem pavimento. Não havia placas de sinalização, mais alguns quilômetros à frente vimos o lago, eu peguei o mapa novamente e nos guiei até uma imponente mansão com vista privilegiada para o Mount Rainier. Sabíamos que era aquela casa, devido à quantidade de carros estacionados ali e também porque reconhecemos o carro de Samuel e Emily. Meu nervosismo aumentou, todos já estavam lá, menos nós. Edward percebeu meu estado e assim que desligou o carro, me abraçou.

- Pra que tudo isso, Bella? – suas mãos afagavam minhas costas e, aos poucos, eu relaxei – Não vamos para a guilhotina, amor, é só um almoço. – ele desfez o abraço e me olhou nos olhos – Quer voltar para casa?

A proposta dele era realmente tentadora, mas seria chato dar meia volta.

- Você faria mesmo isso por mim?

- Claro que sim, amor! – ele sorriu e afagou meu rosto – Eu faço tudo por você...

Com carinho, beijei delicadamente os lábios de meu marido. Foi um beijo calmo, casto e cheio de gratidão. Seus gestos sempre eram de amor e abnegação! Esse era o meu Edward, o homem disposto a atravessar paredes por mim...

- Não precisa, amor! Eu só to nervosa, mas quero ir a esse almoço! – sorrimos – Como eu estou? Essa roupa está decente?

- Decente? – ele negou com a cabeça e sussurrou – Indecente, muito indecente, Sra. Cullen... Você não imagina o quanto está tentadora com essa blusa vermelha...

OMG... Aquela declaração me encheu de tesão de novo! Ele passou a ponta dos dedos vagarosamente pelo meu rosto e eu ofeguei, minhas mãos estavam espalmadas no seu peito. Senti meu coração acelerar, acompanhando as batidas do coração dele. Sincronia. Ele abaixou a cabeça devagar e colou nossas testas, nos olhamos com intensidade, chocolate-e-verde, ele me deu um selinho e sorriu.

- Vamos?

Edward desceu do carro e abriu o carrinho dos meninos, colocamos os dois sentadinhos ali e pegamos nossas bolsas. Três bolsas: uma com comida para os meninos, outra com um monte de coisas deles (roupas, fraldas, nécessaire, pomada pra assaduras, etc e tal) e outra, com minha nécessaire e roupas de banho para mim e para Ed. Nunca pensei em carregar tanta mala para um simples almoço!

Os meninos começaram a dar piti logo ali no jardim, choramingando, eles estendiam os bracinhos para nós, pois não queriam ficar no carrinho. Para evitar uma cena, eu peguei Anthony, Ed pegou Thomas e colocamos as bolsas sobre o carrinho. Assim que chegamos na entrada da casa, Ed tocou a campanhia, nossas mãos estavam entrelaçadas. Eu não sabia o que esperar, mas definitivamente não era aquilo! Uma mulher jovem e bonita abriu a porta para nós. Ela era alta, seu corpo era perfeito, seus cabelos loiríssimos estavam dispostos sobre os ombros em lindos cachos, ela tinha um belo sorriso nos lábios e uma carinha de anjo. Sim, ela parecia um daqueles anjinhos Botticelli que a gente vê em quadros.

- Eeeddieee... – ela exclamou.

Um anjo? Porra nenhuma!

Meu sangue ferveu, congelou e ferveu de novo!

Em três segundos ela passou de anjo à gárgula! Quem ela pensa que é para chamar MEU MARIDO de ‘eddie’? Eddie é o apelido carinhoso que eu dei ao... ao... bem, ao pênis dele! Isso é um apelido muito pessoal, muito íntimo e ninguém NUNCA o chamou assim!

- Bom dia, Tanya. – meu marido se limitou a dizer.

Ela se jogou nele e, por questão de segundos, ela não esmagou meu Thomas que estava nos braços do pai. Edward rapidamente colocou o menino para o lado, se desvencilhou do abraço dela, apertando apenas a mão e dando dois beijinhos na bochecha. Em todo esse tempo o nosso olhar não se desfez, ele estava espantado, eu estava irada.

Duas partes de mim duelavam: ‘respira, Bella, respira’ versus ‘quebra a cara dessa puta’. Por hora a primeira parte, a parte boa, venceu. Respirei, respirei até que chegou a minha vez.
- Oh! Você deve ser Isabella...

‘Não, sou Freddy Krueger e vou te matar’, pensei com sarcasmo.

- Bom dia, seja bem vinda, Isabella! – ela completou.

Quando eu ia falar, ofeguei, senti minhas pernas fraquejarem, meu coração acelerou, meu corpo todo ficou em alerta. Aqueles olhos. Deus do céu! Aqueles olhos! Eram os olhos da medusa...

- Bom dia. – falei com a voz sufocada.

- Ah! Eddie, mas ela é exatamente como você me falou. – a medusa me deu um beijinho na bochecha, tipo o beijo de Judas – Uma gracinha...

‘Gracinha é o caralho!’, pensei. ‘Se segura, Bella’, corrigi meus pensamentos.

- E vocês dois?! – ela se inclinou para ficar na altura dos meninos – Que bebezinhos lindos!!!

Não sei o que se passou na cabecinha de Anthony, mas meu menino se agarrou mais a mim e se escondeu no vão de meu pescoço, dando as costas para a puTanya. Ela deu um sorriso amarelo antes de falar.

- Ah! Ele é tímido...

Com Thomas ela fez diferente, estendeu os braços e Ed deu o menino para ela segurar. Não foi uma boa idéia...

- Mas que bebezinho mais fofinho... – ela arrulhava com uma voz muito falsa.

Thomas não gostou dos agrados, ele colocou as pequenas mãozinhas sobre as bochechas dela, apertando-as com bastante força. Eu vi e fiz cara de paisagem, pois já sabia que meu filhote tinha aprendido a beliscar. Edward ainda não sabia disso...

Cinco segundos depois, ela devolveu o menino ao pai e exclamou:

- Puxa, ele tem um aperto de mão forte!

Quando Ed viu as bochechas dela bastante vermelhas, sorriu se desculpando.

- Oh! Meu Deus! Tanya, desculpe! Ele nunca fez isso antes...

- Oh! Não se preocupe, criança é assim mesmo!

Deixamos as bolsas no hall, colocamos os meninos no carrinho e seguimos, atravessando uma luxuosa e moderna sala, até a área da piscina coberta onde os convidados estavam reunidos.




Assim que entramos no campo de visão de todos eu me senti mais à vontade.  Samuel e Emily vieram nos cumprimentar, eles estavam sozinhos, pois a pequena Claire havia ficado na casa dos avós. Falamos com Kate e seu esposo, Harry e a esposa, Mark e a esposa... Esses eram os que eu mais conhecia, os outros eu apenas cumprimentei rapidamente. Saindo de um lugar que eu julguei ser o banheiro, o Dr. Molina apareceu usando somente uma sunga de banho. Detalhe: os outros convidados já estavam com roupas de banho, mas alguns homens vestiam shorts e camisetas e algumas das mulheres tinham saídas de banho cobrindo seus corpos.

- Querido! Venha aqui, por favor! – Tanya chamou o Dr. Molina – Edward, Isabella, quero lhes apresentar o Javier!

Ele chegou perto dela e lhe deu um selinho.

- Tanya, querida, eu sou o pediatra de Anthony e Thomas! – o médico sorriu para nós e acenou para os meninos – Eu já conheço os Fields!

- Oh! É mesmo! Eu tinha me esquecido disso! Bem, Edward, Isabella, fiquem à vontade...

Bom, pelo que eu entendi, o Dr. Molina estava namorando a puTanya. Entendi certo?

Uma empregada apareceu e nos ofereceu bebidas, eu peguei um copo de suco e Ed pegou uma latinha de cerveja. Havia uma mesa ao lado dos convidados, nós fomos até lá e nos servimos com tortilhas e canapés. Sentamos nuns cadeirões em volta da piscina, perto de Samuel e Emily. Assim que Tanya deu as costas, Ed sussurrou em meu ouvido.

- E aí?

- Você sabe que eu quero matar essa piriguete, não sabe?! – retruquei em seu ouvido.

- Bella, amor, não seja absurda! – ele sussurrou de volta e beijou minha bochecha.

A safada apareceu do nada e, arrastando sua voz estridente, olhou para mim com um sorriso debochado nos lábios.

- Isabella, venha conhecer minha casa!

Ela já foi me puxando pelo braço e não me deu chance de responder. Edward olhou para mim, meio desesperado, meio surpreso, mas assenti minimamente para ele.

Eu e a puTanya voltamos pela sala de estar, subimos as escadas e chegamos a um lindo e imponente corredor. Percebi que o piso do andar inferior era de linóleo, mas o andar superior exibia um liso, branco e brilhante mármore.

- Edward me disse que vocês moravam na Georgia antes de virem para cá.

A puTanya não soltava meu braço e enquanto isso nos fez entrar num cômodo. Era uma sala de TV.


- Sim, moramos uns tempos lá. – falei vagamente – Sua sala é muito bonita. - tentei desviar do assunto.

E era mesmo. A sala era toda bege, com um enorme sofá bege, tapete felpudo bege, uma TV de LCD gigantesca e um lindo piano branco. Olhei muito para o piano e senti saudades de casa (em NY), quando Ed tocava a minha canção de ninar no piano da mansão Swan ou no da mansão Cullen.

- Você toca piano? – ela perguntou.

- Oh! Não, não mesmo! – sorri – Edward toca...

Falei e mordi o lábio, me praguejando em pensamento. Eu não queria que essa mulher soubesse nada sobre nós.

- Venha, vamos conhecer o resto da casa.

Voltamos ao lindo corredor, ela abriu mais uma porta enorme e entramos num... quarto de bebê?

- Oh! Deixe-me explicar! – ela me arrastou quarto à dentro – Eu tenho um casal de sobrinhos, duas coisinhas lindas! Eu adoro crianças, sabe... Eles nasceram há dois meses e moram em Seattle, então eu me antecipei e fiz um quartinho pra eles aqui também. E aí, você gostou da decoração?

- Sim, tem estilo.

Menti. O quarto era muito escuro e tinha um exótico carrossel também! Na verdade, achei o cômodo claustrofóbico! Saímos dali e paramos em frente a uma porta dupla. Era o quarto dela.

- Eu escolhi a dedo todos os detalhes desse quarto. – ela parou no meio do cômodo e girou – Tudo aqui tem um pedacinho de mim... Oh! E ainda tem uma banheira de hidromassagem!

‘O aquário da piranha’, pensei.

- O quarto é lindo, não é?

- Esse quarto se parece muito com você, Tanya. – falei com sarcasmo – Isso me parece apropriado. Acho que os quartos devem ter a aparência de seus donos.

Depois do tour macabro, voltamos à área da piscina, onde encontrei meus três amores se divertindo. Edward conversava animadamente com Mark, Samuel, Harry e o esposo de Kate, enquanto meus bebês eram paparicados por Emily, Kate e Molly, a esposa de Harry.

- Oh! Isabella, eles estão mais lindos a cada dia! – Emily falou enquanto beijava a barriguinha de Thomas, fazendo-lhe cócegas.

- Eu sinto saudades de quando meu filho era bebê. – Molly falou e beijou a cabecinha de Anthony, ele sorriu para ela e se aninhou em seus braços.

- Isabella, venha, vamos trocar de roupa e cair na piscina. – Kate falou sugestivamente para mim e eu percebi que ela queria me dizer outra coisa.

- Deixei nossas bolsas no hall. – falei vagamente – Vou lá buscá-las.

- Vou com você.

Kate se grudou em mim e sussurrou.

- O que Tanya queria com você?

- Mostrar a casa. - sussurrei de volta.

Chegamos ao hall, peguei as bolsas e quando já íamos voltar para a piscina, Kate segurou meu braço.

- Você acha que ela só queria isso mesmo?!

Meu olhar se encontrou com o de Kate e vi ali a mesma desconfiança que eu estava sentindo. Segui meus instintos e resolvi confiar me abrir com ela.

- Na verdade, não. – baixei meu olhar – Ela... ela, não sei Kate. Ela é estranha...

Por falar em estranha, fomos surpreendidas pela presença da estranheza em pessoa. Ela nos pegou de surpresa, eu ofeguei e quase pulei de susto. Mas, de onde mesmo ela tinha surgido? Num momento o hall estava vazio, no outro, ela se materializou diante de nós.

- Ah! Vocês estão aí? Venham, a piscina está ótima... Ah! Não me digam que vocês estão constrangidas em mostrar os corpinhos esbeltos?!

- Não, Tanya! – Kate falou – Na verdade, eu e Isabella estávamos indo no carro dela pegar seu biquíni. Ela esqueceu lá... E não se preocupe, eu não vejo a hora da exibição começar! Vamos, filha?

OMG... Senti um aperto no peito e uma grande vontade de abraçar a Kate e beijar o seu rosto. Ela me chamou de filha com tanto carinho, ternura e instinto de proteção, que eu me lembrei de mamãe.

Assim que chegamos ao carro, eu disfarcei e entrei, fingindo procurar algo.

- Isabella, eu preciso te dizer uma coisa que está entalada na minha garganta, desde o dia que essa biscate chegou à Forks. – Kate estava tensa – E eu espero, de todo o meu coração, que você não me interprete mal.

Eu já podia imaginar que Kate queria me contar, olhei em seus olhos e assenti.

- Pode falar, Kate.

- Bem... essa mulher não presta. Tanya Denalli está dando em cima de Edward. – estreitei meu olhar e senti meu coração perder uma batida – Ela é uma sonsa, falsa e dissimulada. Eu sei disso, eu sinto isso. Mas Edward, graças a Deus, ele não caiu na dela. Seu marido te ama, querida. – ela afagou meus ombros – Ele não tem olhos para mais ninguém e é um homem muito respeitador. Mas eu acho que ele ainda não percebeu as reais intenções dessa biscate. – Kate apontou para a casa – Por isso, vamos voltar pra lá, ignore as atitudes dela, porque eu acho que Tanya espera que você perca a paciência e desconte em Edward as investidas dela.

Tudo o que Kate falava fazia sentido, ela parecia ler meus pensamentos. Meu coração estava acelerado e minhas pernas estavam trêmulas.

- Obrigada, Kate. – falei num sussurro – Na verdade, eu percebi exatamente isso assim que pus meus pés nessa casa. E eu fico me perguntando: o que essa mulher realmente pretende? Edward é casado e eu não quero me gabar, mas somos bem casados. Estamos juntos há onze anos e nesse tempo todo ele nunca me deu razões pra desconfiar de sua fidelidade.  – inspirei, buscando ar e tentando não me desesperar – Mas eu confesso que, - uma lágrima escorreu por minha face – nesses onze anos, eu nunca tinha encontrado uma criatura como Tanya.

Kate me abraçou e afagou minhas costas, me senti nos braços de uma mãe novamente. Segurei o choro.

- Não fique assim, querida. Eu sei que essa coisa não vai ser capaz de destruir onze anos de relacionamento. – ela desfez nosso abraço – Agora, por favor não chore, se não, eu vou me sentir culpada e a biscate vai se sentir mais poderosa.

Voltamos para a casa, adentramos na área da piscina de novo, eu me sentei ao lado de Edward e coloquei nossas bolsas no chão, ao lado de nossas cadeiras. Brinquei um pouquinho com os meninos (eles estavam bem comportadinhos no carrinho e sorriam, entretidos para as caretas que Harry fazia). Eu ofereci água na mamadeira para eles e também um biscoitinho de maisena para cada um.

- Onde você foi, amor? – Ed me abraçou pela cintura e sussurrou ao meu ouvido.

- Fui buscar nossas bolsas! – fiz cara de paisagem e dei um selinho nele.

Quando desviei o olhar do rosto de meu marido, não tive como não ver que a loira-diaba nos olhava. Ela parecia um radar, filmando cada um de nossos passos.

‘Ah! Sua vagabunda, você quer guerra? Então vai ter!’, pensei.

- Amor, que tal um banho de piscina? – falei toda dengosa e Ed assentiu – Vou me trocar. Ok? – ele assentiu novamente.

Peguei a bolsa e entrei no banheiro, me troquei, vestindo um biquíni rosa pink, mas por cima dele, eu pus um vestido curto, branco e transparente. Fiz um coque alto no cabelo e sai da dali, caminhando graciosamente (a intenção era essa) em direção ao meu marido gostoso.

Edward sorriu ao me ver caminhando para ele e seus olhos percorreram o meu corpo. Sim! Aqueles olhos varreram o meu corpo, espalhando uma onda de desejo em mim. Ele estirou os braços, entrelaçamos nossas mãos e eu sentei em seu colo.

- Amor, fica aqui só um pouquinho... – seu sussurro deixou meus mamilos intumescidos – Você acabou de me deixar duro...

Olhei em seus olhos e sorri, depois o beijei levemente antes de sussurrar.

- Pois então estamos quites! – minhas mãos estavam entrelaçadas em seus cabelos – Meus mamilos estão durinhos pra você... E você não sabe o que eu to querendo fazer com você!

- Não sei, é?

Nossa conversa ao pé do ouvido continuou.

- Não, amor. – ronronei – Nesse momento eu queria estar subindo e descendo em você, gemendo seu nome e te fazendo gozar em mim...

- Ah! Bella! – ele grunhiu e apertou mais a minha cintura – Assim você me deixa mais duro, amor! Por favor, se comporte...

Olhei nos olhos dele e sorri, um sorriso pervertido, eu sei.

- Você quer que eu me comporte bem ou mal?

Mordi o lábio e baixei meu olhar, numa atitude de falsa timidez. Eu sabia que Edward gostava quando eu fazia assim.

- Aqui, eu quero que você se comporte bem. – ele pegou uma mecha teimosa de meu cabelo e a colocou atrás da orelha – Mas em casa... Ah! Em casa eu quero que você se comporte mal, muito mal...

- Serei maléfica com você, Sr. Cullen! – sussurrei em seu ouvido, beijei o lóbulo de sua orelha e sai de seu colo.

Dei dois beijinhos nos meninos e me dirigi à Emily, empurrando o carrinho deles para ela.

- Emily, você pode ficar de olho neles enquanto eu e Edward damos um mergulho?

- Claro, Isabella! – ela sorriu.

- Pode ir, filha! Eu também tomo conta deles! – Kate, que estava próxima a nós, também ofereceu ajuda.

A água estava morninha e gostosa. Eu dei um mergulho e logo em seguida, Edward também o fez. Na água, ele me abraçou de uma forma meio indecente e sua ‘mão boba’ desceu até a minha bunda, apalpando-a. Ficamos em meio a carinhos lights, afinal não estávamos sozinhos, mas até que foi gostoso.

- Amor você tá tão gostosa nesse biquíni. – Ed sorriu torto.

- E você tá um tesão nessa sunga preta!

Ele me abraçou apertado, grudando nossos corpos e me fazendo sentir sua ereção.

- Tesão? – ele repetiu.

- Sim, mas me deixa ver se é tesão, mesmo! – desci uma de minhas mãos e apalpei seu membro duro.

Nosso mergulho estava gostoso, mas a puTanya nos viu e tratou de estragar a festa. O pior é que a piranha é astuta, se ela entrasse na piscina, pouco ia fazer para nos separar, então ela jogou baixo. Aproveitando que Kate não estava junto dos meninos e que Emily não imaginava que ela era uma sonsa, ela chegou junto do carrinho, trocou três palavras com minha amiga e começou a empurrar o carrinho dos meninos, como se estivesse passeando com eles. Mas ela se movia muito rápido!

Meu coração gelou, perdeu uma batida e voltou a bater freneticamente. Em questão de segundos, várias coisas se passaram pela minha mente. E a pior de todas, qualquer mãe poderia imaginar, é só juntar as peças: bebê e piscina.

A adrenalina invadiu minhas veias e, usando de uma agilidade que eu não imaginava ter, quase voei para fora da piscina, andando na direção dela a passos larguíssimos. Os meninos não estavam gostando do passeio. Thomas tinha a testinha franzida e as sobrancelhas quase juntinhas, naquela careta típica dele de quando não está confortável com algo. Mas Anthony fez um biquinho e logo começou a choramingar, quando eu entrei em seu campo de visão, meu bebezinho abriu o berreiro. Thomas, quando viu o irmão chorar, chorou também.

Segurei no braço da vadia com força.

- Por favor, Tanya, pare! – não era um pedido e eu me espantei quando minha voz parecia um rosnado – Eles não estão gostando.

Ela estancou e na mesma hora eu peguei no carrinho. Nossos olhares se encontraram, medindo força. Por fim, ela sorriu maleficamente e sussurrou.

- Desculpe, Isabella! – meu nome foi pronunciado como se fosse um palavrão – Eu só queria que eles começassem a se acostumar comigo.

- Ok. Ok...

Na hora, eu nem dei atenção às palavras dela. Me ajoelhei em frente aos meninos e, mesmo molhada, eu acariciei os bracinhos deles, tentando acalmá-los. Edward chegou junto de mim e me deu uma toalha, nos enxugamos rapidamente e pegamos os meninos no colo. Anthony se calou logo, se aninhou ao peito do pai e descansou a cabecinha no ombro dele. Mas Thomas é dado a reações exageradas, ele continuou chorando mais um pouquinho, eu o embalei, ninei e beijei até que ele se calou.

- Edward, eu não quero essa vadia perto dos meus filhos novamente! – sussurrei exasperada.

- Não seja absurda, Bella. Os meninos apenas não estão acostumados com ela! – ele beijou Anthony e depois beijou Thomas – Venha, vamos nos vestir.

As palavras de Edward também ficaram pairando em minha mente. Por que os MEUS FILHOS precisariam se acostumar com aquela vagabunda? Mas eu pensaria naquilo depois, no momento, eu precisava manter minha sanidade e sair daquela situação com classe. Eu não iria dar piti na frente da vagaba, não mesmo!

Edward trocou de roupa enquanto eu ficava com os meninos, àquela altura da situação, os dois não queriam saber de mais ninguém. Depois invertemos e eu fui me trocar. A vagaba nos chamou, a todos nós, avisando que o almoço seria servido num dos terraços da mansão. 





O ambiente era bonito! Por incrível que pareça, aquele lugar da casa me agradou. Era uma espécie de área coberta com fibra de vidro, mas havia dois janelões enormes, tudo muito claro e arejado. Ali havia uma dupla de garçons atrás de uma enorme mesa repleta de comida. Tinha saladas, pãezinhos, duas variedades de arroz, massas e dois pratos principais: estrogonofe de carne e lagosta ao molho de camarão. Ainda havia vinho branco e tinto, sucos, cerveja e água.

Todo mundo se serviu e se espalhou pelo cômodo. Eu fiz meu prato, mas já tinha perdido a fome. A comida não estava ruim, mas descia rasgando pela minha garganta. Ed também estava desconfortável, pois ele colocou bem menos comida no prato do que o que costuma comer.

- Vai comer só isso, Ed? – sussurrei.

- Não to com fome. – ele apontou para o meu prato – E você? Só isso também?

- Perdi a fome... Na verdade, eu não vejo a hora de...

- Eu sei, eu sei. – ele me cortou – Assim que tivermos um pretexto.

Durante a refeição, a vagaba bateu com uma faca numa taça, chamando a nossa atenção.

- Bem gente... – ela se levantou da cadeira – Eu gostaria de agradecer a presença de todos e dizer que é uma honra recebê-los em minha casa. Sabe, a minha vinda para Forks foi algo de momento. Há muito tempo eu queria mudar de ares, me estabelecer numa cidadezinha pequena, aquietar meu coração... – ela olhou para o Dr. Molina e sorriu – E aqui em Forks eu encontrei tudo o que precisava. – ela olhou para Edward.

Todos sorriram e a aplaudiram, mas meu coração estava aos pulos. Após o almoço, a vagaba se ocupou em testar minha paciência de novo. E eu quase caí na dela...

- Gente, - ela veio andando em nossa direção e se postou atrás do sofá onde eu e Edward estávamos sentados e colocou uma mão sobre o meu ombro e outra mão sobre o ombro dele – a nossa querida Isabella nos fez um convite hoje mais cedo.

‘Eu fiz?’, pensei e ergui minha cabeça para poder olhar a vagaba.

- Ela nos convidou para escutar Edward tocar piano para nos! Sim! É assim que descobrimos os talentos!!! Vamos todos para a sala de TV onde o café será servido e Edward tocará para nós.

- Você fez isso? – Ed sussurrou para mim.

Balancei a cabeça minimamente para ele, usando aquela nossa linguagem única. Ele entendeu. Eu me levantei, fiz cara de paisagem e estendi a mão para meu marido.

- Sim, amor, toque uma coisa especial para nós! – falei e entrelaçamos nossas mãos.

Edward não fez por menos, se inclinou e me deu um selinho rápido. Ele pegou os dois meninos no colo e todos nós fomos para a sala de TV. Nos acomodamos confortavelmente, eu fiquei com Thomas no colo e Kate com Anthony, Ed sentou na banqueta do piano, esticou os dedos, olhou para mim e sorriu antes de falar.

- A música que vou tocar é uma composição minha, ela é um presente que eu fiz para a mulher da minha vida: Isabella. – eu sorri emocionada enquanto ele falava e verificava a afinação do piano – Amor, lembre comigo da noite em que toquei esta música para você pela primeira vez...




Fechei os olhos e viajei na melodia. Edward havia feito a composição e tocou-a no meu aniversário de 15 anos, aquele foi um de seus presentes para mim! Enquanto ele tocava, meu coração se aquecia e se enchia de mais amor, carinho e admiração pelo homem da minha vida.

Quando abri os olhos, percebi que todos estavam absortos na música. Emily tinha a cabeça pousada no ombro de Samuel, Harry estava abraçado à esposa, Kate estava escorada ao corpo do marido... Thomas estava aninhando em meu colo, Anthony estava bem concentrado na melodia e sossegado no colo de Kate. Ambos conheciam à música porque em casa havia um CD com a gravação e eles escutavam desde que estavam na minha barriga!

 Sim, a música agradou a todos. O café foi servido pelos garçons, apreciamos a bebida ao som da minha música e então ela chegou ao fim. Edward foi aplaudido, mas Tanya tinha que quebrar o encanto do momento.

- Toque algo clássico. – ela sugeriu.

- Não, toque essa música de novo. – Kate falou.

- É toque de novo. – Harry acrescentou.

Edward obedeceu e executou a melodia novamente e depois ganhou outra rodada de aplausos.

- Edward, essa música tem nome? – Mark perguntou.

- Sim, ela se chama Bella’s Lullaby. – ele falou e sorriu para mim.

- Isso sim é que é declaração de amor! – Kate falou e eu sabia que ela estava fazendo isso de propósito, na intenção de me ajudar.

- O Harry tinha uma banda quando éramos jovens! – Molly socou de leve o peito do marido – Mas ele nunca fez uma música para mim...

-Molly, seu marido era o baterista mais desengonçado que eu já vi! – Kate falou zombeteira – E depois, se ele tivesse feito uma música, você teria entendido que era uma declaração de desamor!

Todos riram com a piada, até mesmo Molly e Harry. Edward veio até mim, me deu um selinho, beijou Thomas e pegou Anthony dos braços de Kate, beijando-o também. Pela minha visão periférica vi a cara de ódio de Tanya para mim, mas não dei atenção. Gostei que Edward tivesse tocado a minha música, só assim essa piranha vai perceber que o que me une a ele não é apenas um pedaço de papel de certidão de casamento, ou ainda dois filhos pequenos, ou talvez, noites maravilhosas de sexo. Não é apenas isso. AMOR. Isso sim é o que nos une acima de tudo e por Deus, eu juro, ela não vai destruir a minha família.

E como sempre acontece, os meninos dormiram depois de ouvirem a música! Era tiro e queda mesmo! Eles sempre relaxavam e dormiam quando ouviam minha canção de ninar. Olhei para Edward, fitei seus olhos com intensidade e ele assentiu minimamente para mim.

- Tanya, agradecemos a sua hospitalidade, mas os meninos dormiram e a precisamos ir para casa.

Ele falou e eu agradeci aos céus por ele ter entendido minha mensagem. Aquele era o nosso pretexto.

- Oh! Mas ainda está tão cedo...- ela murmurou.

Nos despedimos de todos, eu fiz questão de dar um beijo e um abraço em Kate.

- Obrigada. – sussurrei – Você é muito boa para mim e para Edward.

- Querida, eu adotei Edward como filho. – ela sussurrou – E você também. – ela me beijou e depois beijou os meninos.

Chegamos em casa por volta das quatro da tarde. Os meninos foram direto para o berço, Edward pegou uma cerveja, se empoleirou no sofá e ficou assistindo a um jogo de beisebol. Havia um silêncio proposital entre nós e eu sabia que ele estava se esquivando do assunto ‘Tanya’. Mesmo sem entendê-lo direito, respeitei seu momento. Eu desfiz as malinhas dos meninos, preparei uma papinha de frutas para eles e resolvi pedir pizza para o jantar, pois estava com preguiça de cozinhar.

Já era tarde da noite e estávamos na cama, abraçadinhos e prontos para dormir quando tentei abordar o assunto pela primeira vez. 

- Amor, você já percebeu que Tanya está, descaradamente, dando em cima de você. Não é? – fui direto ao assunto.

Ele desfez o abraço e meu olhou nos olhos, passou-se uns cinco segundos, ele suspirou e falou.

- Não, amor! Isso é impressão sua...

Estreitei os olhos e sentei na cama, fazendo-o se sentar também.

- Impressão minha, nada! – falei exasperada – Das duas, uma: ou você deu muita liberdade para que ela o tratasse daquele jeito ou ela é uma puta safada, de olho no marido das outras!

Eu sei, eu sei, eu fui muito direta mesmo. Ele não gostou das palavras.

- Se ela é uma puta, eu não sei. – ele falou com a voz cortante como aço e seus olhos estavam duros, o verde deu lugar ao cinza, indicando sua irritação – Mas o que eu sei é que não dei e não dou liberdade para mulher alguma. Você entendeu? – engoli em seco e assenti – Eu vivo para você e te amo, por isso não pense besteiras.

Meus olhos estavam marejados, eu não esperava aquele tom de voz. Ele me abraçou, afagou minhas costas e me aninhou em seu peito. Depois beijou meus cabelos com carinho, delicadamente nos fez deitar na cama e ficamos abraçadinhos de conchinha.

Edward encerrou o assunto, assim, na marra mesmo. Suspirei e fiquei olhando para a porta do closet, tentando relaxar o corpo e a mente, esperando o sono chegar. Isso demorou muito e quando eu já estava quase adormecendo, escutei seu sussurro.

- Eu te amo, Bella. – ele acariciou meus cabelos – Não pense bobagens, amor, você é a única para mim.

Sim, eu já sabia disso! Ele me ama e eu não duvido! Mas, por que será que eu sentia meu coração tão apertado?