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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 27

Lost
Isabella caminhava em direção ao lago em companhia de Claire, a esposa de Seth, que estava grávida de seu primeiro filho. Ela era uma linda jovem ruiva e com pequenas sardas no rosto, seus olhos verdes tímidos lhe dava um ar gracioso, ela falava com um tom de voz apenas mais alto que um sussurro. Era uma mulher de temperamento doce, e Isabella apreciava sua companhia.
— Este é o lago onde os homens gostam de nadar? — perguntou Isabella.
— Sim. Mas eles nadam do outro, onde não podemos vê-los. Eles não importariam com isso — disse Claire —, mas sabem que nós sim.
— Hoje está um lindo dia, não é mesmo? O ar é tão revigorante! — Isabella esticou os braços e deixou que o sol lhe aquecesse o rosto.
— Espere até ver o lago. A água é transparente. — disse Claire — Embora muito gelada ao tato. Mesmo durante os meses do verão a água permanece fria. Basta colocar os pés dentro dela para ficar com os dentes batendo. Não sei como os homens agüentam.
— Obrigada por me avisar. Não vou prová-la nunca.
Isabella se sentou sob uma árvore desfrutando do dia quente e agradável. Já tinha passado da hora do almoço, mas ainda faltavam umas poucas horas para o jantar. Claire falava a respeito dos preparativos que estava fazendo para a chegada do bebê e Isabella estava a ponto de lhe fazer uma pergunta.  Ela pretendia perguntar a Alice, mas naquele dia não tinha visto a cunhada. Decerto a pequena Hannah estava exigindo muita atenção da mãe. Já havia se passado dois meses desde que se casara com Edward e nesse meio tempo, pelas contas dela, suas regras só vieram uma vez. Talvez a pessoa ideal fosse Esme, a parteira do Clã, mas esta depois que adotou os gêmeos órfãos vivia muito ocupada.
Mas havia um problema, Isabella se sentia constrangida em abordar aquele assunto com Claire. O que ela queria mesmo era conversar com Lady Esme. A Princesa respirou fundo e fez a pergunta.
— Claire, você sabe onde fica a casa de Lady Esme? 
— Do outro lado do lago. — ela respondeu — Milady gostaria de visitá-la?
— Sim, eu queria ver os gêmeos ... — ela mentiu em parte, na verdade ela também queria ver os bebês.
As duas mulheres se puseram a caminhar novamente e poucos minutos depois chegaram à casa de Lady Esme. Claire se despediu da amiga e retornou para sua casa. Isabella ficou encantada coma beleza e simplicidade da casa. Carlisle, o médico do Clã, era um chefe de família bastante atencioso. A Princesa notou que havia feixes de lenha em frente à casa e que a dispensa estava bem abastecida.
— Oh! Princesa ... A que devo a honra de sua visita? — Esme falou espantada — Decerto lhe devo desculpas, Milady. Não pude visitá-la depois de seu casamento ... é que os bebês ...
— Não se preocupe, Lady Esme. — Isabella sorriu gentilmente — Não vim lhe cobrar nada. Na verdade ... — ela corou e desviou do assunto principal — Vim ver os gêmeos.
As duas mulheres se dirigiram ao nadar superior da casa e entraram num pequeno e arejado quarto. Ali, dois bercinhos de madeira entalhada estavam dispostos lado a lado, próximos a uma lareira. Também havia uma cadeira e um imenso baú.
— Meus filhos são muito tranqüilos. — Esme se gabou — Só choram quando estão com fome.
— Por falar nisso, Lady Esme, como eles estão sendo alimentados?
— Oh! Duas das mulheres do Clã deram à luz dias antes de eles nascerem e como elas moram perto daqui e tem muito leite, elas sempre amamentam meus bebês.
— Mas ... mas ... como isso é possível? — Isabella estava boquiaberta.
— Venha, Milady, vamos conversar na sala.
As duas saíram dali e se acomodaram em cadeirões próximos à janela da sala.
— Carlisle deu um jeito de administrar a situação. Durante o dia, Maggie e Shioban amamentam meus bebês. — ela suspirou — Mas durante a noite, quando eles acordam famintos, nós estamos dando leite de cabra para eles. Pegamos uma cabra e a trouxemos para o quintal, a alimentação dela é cuidadosamente separada e seu leite é muito forte.
— Fico feliz que esteja dando certo!
Isabella sorriu e se lembrou do assunto que a levou ali. Ela corou e baixou o olhar, não sabia como abordar o assunto.
— Milady gostaria de me falar algo? — Esme perguntou.
Isabella levantou o olhar rapidamente e voltou a encarar o chão. Seu rosto estava em brasas.
— Eu ... eu ... Como posso saber se estou esperando um filho? — ela despejou de uma vez.
— Oh! Mas que alegria! — Esme sorriu, mas rapidamente se recompôs — Por que a Princesa acha que pode estar grávida?
Isabella não olhava para Esme, ela juntou as mãos e mexeu nervosamente seus dedos, sua boca estava seca.
— Bom ... é que ... dias depois do casamento as minhas regras vieram normalmente. Mas este mês eu ainda ... bem elas ainda não vieram.
Esme percebeu o constrangimento de Isabella e se sentou ao seu lado, tocando gentilmente em seu braço.
— Querida, este é o primeiro sinal. — Isabella olhou sem entender — A falta das regras indica que possivelmente há um bebê a caminho — ela tocou no ventre de Isabella — O nosso Laird vai ficar muito feliz ...
— Possivelmente? Se não temos certeza, eu ainda não quero contar a Edward. Como posso ter certeza?
— Milady tem sentido enjôo ou ânsia de vômito? — Isabella negou com a cabeça — Tontura? — ela negou novamente.
— Bem talvez seja cedo para esses sintomas. — Esme sussurrou — Vamos esperar para ver se suas regras vão vir.
Ao retornar ao castelo, Isabella sentiu uma pontada de culpa. Não sabia se deveria esconder de Edward suas suspeitas de gravidez, mas não queria preocupar o marido ou lhe dar falsas esperanças. Na dúvida, ela não falou nada.


O dia estava glorioso. Edward tinha surpreendido Isabella, levando-a para cavalgar. Foram para uma clareira que se estendia pela margem do rio até o vale. Pararam para descansar sob a sombra de uma frondosa árvore, amarraram seus cavalos ali perto e desfrutaram da presença um do outro.
Isabella estava em êxtase, afinal Edward sempre vivia ocupado demais para se dedicar a passeios durante o dia. Para Isabella simplesmente era uma delícia ter seu marido todo para si, por isso, ela teve a sensação de que o tempo passou rapidamente. Edward estava sentado no chão e escorado no troco da árvore, sua esposa estava sentada em seu colo, escorada em seu peito largo e musculoso. Os braços fortes dele rodeavam o pequeno e lindo corpo de sua Princesa, ela fazia pequenas carícias naqueles braços musculosos com as pontas dos dedos. O silêncio entre os dois era confortável, afinal, o tempo parecia parar enquanto estavam juntos. Mas foi Isabella quem primeiro falou.
— Estou muito feliz pelo passeio ... Mas eu pensei que você estivesse muito ocupado em demarcar o terreno de Finney’s Flat.
Edward beijou o topo da cabeça da esposa antes de responder.
— Deixei Jasper e Seth organizando tudo. Afinal foi você quem sugeriu que eu delegasse ordens.
— Sim. E estou muito feliz que você tenha acatado minha sugestão …
Edward respirou fundo.
— É hora de retornar — ele disse.
Ela pensou que seu marido soava relutante, e isso a agradou. Talvez Edward gostasse de passar tempo a sós com ela tanto como ela gostava de ter sua companhia. Montaram em seus cavalos e seguiram sem pressa, estavam se aproximando da ponte levadiça quando um soldado os interceptou.
— Laird, há um mensageiro que diz vir da parte do pai de sua esposa.
— Meu pai? — gritou Isabella.
Edward se esticou e agarrou suas rédeas de Rogue para evitar que sua esposa não pudesse sair em disparada sem esperá-lo.
— Onde está o mensageiro? — ele perguntou.
— No sopé da montanha. Os guardas sabem que não devem deixá-lo seguir adiante sem antes obter seu consentimento.
— Deixem que fique lá. Eu irei até onde ele se encontra e ouvirei sua mensagem.
— Sim, Laird — respondeu.
— Isabella, você deve me esperar lá dentro do castelo.
— Prefiro ir com o meu marido.
— Vá para dentro.
Ela desistiu de ser diplomática, aproximou mais Rogue do cavalo de seu marido e sussurrou gentilmente.
— Talvez eu deva explicar de outra maneira. Eu vou com você. E antes que receba outra negativa, devo acrescentar que conheço todos os criados de meu pai, e posso lhe dizer se o mensageiro veio mesmo de Phoenix ou não. Além disso — ela se apressou em dizer antes que ele pudesse interrompê-la —, ainda estarei em nossas terras e você já permitiu muitas vezes que eu cavalgasse até lá com meus guardas.
Edward percebeu que aquele era um bom argumento, por isso decidiu mudar de opinião. Mas ele exigiu que Isabella permanecesse atrás dele e diminuiu a marcha quando alcançaram uma curva fechada no caminho que estava nos limites entre Finney’s Flat e a montanha.
— Edward, e se ele trouxer más notícias?
— Então nós as escutaremos juntos.
O coração de Isabella se aqueceu com as doces palavras do marido e ela não teve tempo de preocupar-se com essa possibilidade. Assim que saíram da fechada do caminho, ela pôde ver o mensageiro.
— É Nigel! — exclamou feliz — É um dos criados mais leais de meu pai, e eu o conheço há anos.
Isabella esporeou Rogue para que se apressasse enquanto gritava uma saudação ao mensageiro de seu pai. Nigel não esperou que ela desmontasse, imediatamente lhe entregou o pergaminho que tinha nas mãos. Ela sabia que o documento era verdadeiro porque tinha o selo de seu pai, o brasão da Casa dos Swan. Isabella estava tão emocionada que mal que podia se conter enquanto lia.
— Meu pai virá para ver-me … nos ver — se corrigiu —, e chegará neste fim de semana. São notícias maravilhosas, Nigel, e lhe agradeço, por trazê-las a mim.
 Ela olhou para Edward.
— Ele vai precisar descansar um pouco. Posso lhe oferecer nossa hospitalidade?
— É claro que sim. — o Laird chamou um de seus guardas. — Leve-o até a cozinha.
Assim que Nigel estava fora de vista, ela abriu a mensagem e a leu para Edward.

Filha, neste fim de semana, devo chegar a seu novo lar para ver por mim mesmo se está segura e bem cuidada. Disseram-me que está casada e que é feliz. Julgarei por mim mesmo assim que tenha conhecido seu marido e possa lhe olhar nos olhos.
Quando me disseram o que tinha acontecido na abadia, fiquei irado. Procurei por você desesperadamente. Chegaram notícias vindas do Laird McCarty dizendo que você estava a salvo e protegida. Senti grande alívio, filha, mas minha fúria não cessou. Convoquei meus vassalos para me preparar para a guerra. Outros barões se uniram a mim. O Rei tentou reparar o dano que Caius e Aro tinham provocado, mas não descansarei até que ambos tenham pago por seus pecados.

Quando Isabella olhou para Edward, tinha lágrimas de alegria em seus olhos.
— Meu pai está vindo. Estas são notícias maravilhosas.
Edward colocou-a no lombo de Rogue.
— Se isso te faz sorrir e chorar de alegria, então sim, são boas notícias.
Entregou-lhe as rédeas de Rogue e depois ele subiu em seu cavalo.
— Oh, espere — disse Isabella, desenrolando o pergaminho novamente. — Há mais notícias. — ela analisou o pergaminho.
— O que diz? — ele perguntou.
— “Logo vou vê-la” — leu. — “E por favor, meu genro, leve a minha filha para visitar sua queridíssima prima Rosalie que está casada com o Laird McCarty o mais breve possível.”
Ela passou a seu lado cavalgando, sem virar-se para observar sua reação. Edward a seguiu, e o eco da risada de ambos ecoou por todo o vale.

Na segunda-feira Seth cavalgou com Isabella até o sopé da montanha para ver se seu pai tinha começado a cruzar Finney’s Flat.
— Não foi ontem que o mensageiro lhe deu a notícia, Princesa? — ele perguntou.
— Sim, assim foi.
— E seu pai não lhe disse que estaria aqui no fim de semana?
— Sim, mas meu pai sempre julga erroneamente o tempo que leva para viajar. Poderia estar cavalgando muito rápido. — lhe explicou.
Seth podia ver o quão ansiosa ela estava. Por isso não queria desiludi-la com a viabilidade dessa idéia, assim não disse nada mais sobre o assunto e continuou descendo a montanha.
Na terça-feira pela manhã Edward partiu para participar de uma reunião. O Laird Ramsey Sinclair tinha convocado todos os Lairds para uma reunião que aconteceria em sua propriedade para discutir os recentes eventos nas Highlands. Desde a morte do Laird Black e por causa da hostilidade provocada pelo Laird Newton, tinha havido muitos conflitos entre os Clãs. Nesse momento os Black estavam se matando numa luta desenfreada pelo poder entre dois dos sobrinhos do Laird, e os Newton precisavam urgentemente de um líder. Antes que as coisas estivessem fora de controle, os Lairds se reuniriam e juntos decidiriam um curso de ação comum.
Edward não podia prever quanto tempo estaria fora, mas assegurou a Isabella que retornaria com tempo de sobra para conhecer seu pai.
— Por que sempre devo levar uma escolta quando vou cavalgar pelas planícies? — ela perguntou — Permaneço em nossas terras. Estou completamente a salvo.
— Estará completamente a salvo com uma escolta. — ele rodeou a cintura de sua esposa, abraçando-a com paixão — Volto logo.
A despedida foi em forma de um beijo quente e profundo, suas línguas dançavam numa enfurecida paixão, seus corpos queimavam de desejo. Mas Edward precisava partir.
— Vou sentir sua falta. — ela ronronou.
— Assim como eu vou sentir a sua. — ele a beijou de novo e se afastou.
Na terça-feira pela tarde ela arrastou Michael para cavalgar com ela. Voltou duas horas depois.
Na quarta-feira coagiu Derek. Retornou em uma hora.
Na quinta-feira foi escoltada por Earl. Estava chovendo, e ela demorou mais de três horas.
Na sexta-feira Michael cavalgou novamente com ela.
E Isabella simplesmente não voltou.