Fanfics da Annablue

Onde achar as Fanfics da Annablue:



- Vem Comigo, Amor

http://www.twilightbrasil.net/fanfics/viewstory.php?sid=4171

http://www.fanfiction.com.br/historia/68149/Vem_Comigo_Amor


- Paradise

http://www.fanfiction.com.br/historia/120648/Paradise



- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Paradise - Capítulo 10

Ataques


POV EMMETT

Nossa maluquinha havia nos convidado para conhecer o Lago Silver, tomar banho de cachoeira e etc. e tal. Mas no final das contas, eu mergulhei em seu lago... molhado, quente, doce, gostoso e apertado...
Puxa vida!
Agora que já não estou ao lado dela, agora que Edward já foi dormir e eu estou sozinho em meu quarto, meditando sobre o meu domingo legal, percebo que foi tudo MARAVILHOSO!
Na boa, esse negócio de sexo-a-três só passava na minha cabeça como uma fantasia bem pervertida: eu, meu pau e duas gatas gostosas! Ooopppsss, deixa eu contar de novo... sexo-a-quatro!
Mas hoje eu percebi que tudo foi perfeito. Bella é perfeita, gostosa, sensual, carinhosa e... ainda me ama! Eu me senti muito bem com ela, na verdade, mais que bem. E o lance de meu irmão estar na jogada ali com ela não me causou estranheza, na verdade, eu mal notei que Edward estava ali.
Enquanto me revirava na cama, feito um cachorro, procurando uma boa posição para dormir, eu sorria abobado, me lembrando das sensações que Bella me deu, me lembrando de sua bundinha gostosa e sua grutinha molhada, de sua boca no meu pau.
- Aaahhh... – gemi baixinho, quando me senti duro e o jeito que teve foi jogar os ‘cinco contra um’ pra ver se eu conseguia liberar aquela tensão e pegar no sono de vez.
No dia seguinte, eu acordei muito cedo e bem disposto, tomei um banho frio, troquei de roupa e encontrei Ed preparando o café, seu sorriso também ia de orelha a orelha. O silêncio era agradável, cada um envolto nos próprios pensamentos, até que ele falou.
- Emm, eu pensei muito ontem, antes de dormir e tomei uma decisão – ele estava com o cenho franzido, sinal de que estava tenso - Considerando que tudo ontem foi perfeito para mim, considerando meu amor por Bella e sabendo que ela também me ama, considerando que você também a ama, considerando...
- Porra, mano! Considerando que você está enrolando...
Ele bufou e fez uma careta.
- Eu quero viver com Bella pelo resto da minha vida. – ele despejou tudo de uma vez só – Será que eu to ficando louco? Já que só tenho 19 anos?
- Então somos dois. – murmurei – Con-si-de-ran-do que papai quando tinha a nossa idade já estava casado, - falei zoando meu irmão e enfatizando a palavra que ele repetiu – então somos um pouco menos doidos que ele.
- Ah! Emm, não dá pra falar sério com você! – meu irmão resmungou.
- Não, mano, to mesmo falando sério! – falei solenemente – Considerando que já peguei um monte de gatas gostosas e que nenhuma delas me fez sentir o que a Bella faz... Considerando que entre mim e ela rola o sentimento mais verdadeiro do mundo, quero a minha maluquinha para sempre. O dia de ontem só foi uma prévia de como será o resto de nossas vidas!
- Isso é meio inusitado... – ele pensou alto - A gente já concordou em sair com ela, em namorá-la, transamos com ela... Não há estranheza da minha parte, não há constrangimento ou ciúme. Tudo o que eu sei é que sem ela eu não consigo viver. E se ela diz que não pode viver sem a gente, eu realmente não me importo de ficarmos assim.
Notei que o cérebro de Edward estava prestes a se contorcer, de tantas voltas que ele dava, resolvi ajudá-lo, simplificando tudo.
- Eu e Bella. Bella e você. – falei enfaticamente – As coisas são simples assim, mano! – toquei em seu ombro – Simples como o amor deve ser...
Nosso café filosófico foi interrompido pelo toque de meu celular, todo animado, eu sorria feito um pateta, achando que ela Bella quem ligava, mas na verdade era Rose, minha prima.
- Posso saber por que você e seu irmão me deram o bolo no sábado? 
Ela rosnou e eu pensei por uns bons trinta segundos, tentando me lembrar o que tinha no sábado.
CARACA! O jantar de noivado dela...
- Ah! Rose, desculpe, não pudemos ir ao seu noivado. – falei evasivamente.
- POR QUÊ? – ela demandou exigente.
- Nossa garota teve um probleminha.
- E Edward? Por que não foi?
- Pelo mesmo motivo. – pela minha visão periférica, vi quando Ed fez uma careta de desgosto.
- Quem são as namoradas de vocês? Elas são da universidade? – minha prima de repente ficou curiosa.
- Sim, nossa garota é de lá. – enfatizei o nossa, mas acho que a loira não entendeu.
- Ok. A gente se vê na aula então. – ela desligou o telefone na minha cara.
- Porra, essa nossa priminha é muito tratante. – murmurei.
- Ela é uma chata, isso sim! – Ed levantou da cadeira – Vamos logo, se não a gente vai se atrasar.
- Sim, vamos. Quero ver se a gente encontra com Bella antes das aulas. – falei.
Forcei o motor de Lucille até o seu limite de 80Km/h (a pobrezinha era uma ‘senhora’ idosa), eu não via hora de chegar na universidade e encontrar minha Bella de novo!
Puta que pariu! Eu não pensava que pudesse sentir tanta saudade assim de uma pessoa...
Assim que estacionei numa vaga qualquer, peguei o celular e disquei o número de minha namorada, ele atendeu no primeiro toque.
- Oi Emm! – posso jurar que ela estava sorrindo quando falou.
- Oi bebê. – sussurrei – Onde você está? Queria te ver antes da aula.
- Caminhando para vocês... – ela disse e desligou.
Cinco segundos depois, senti sua mão roçando na minha enquanto via ela depositar um casto selinho em Ed. Ganhei meu selinho também e não pude deixar de notar que várias pessoas nos encaravam, alguns com olhares confusos, alguns com um riso sarcástico e umas garotas fizeram cara feia.
Nós três ignoramos as reações das pessoas e nos envolvemos numa pequena conversa. Eu tinha uma mão enroscada na de Bella, enquanto Ed afagava o seu rosto. Combinamos de nos encontrar no almoço e depois cada um seguiu seu caminho.
Meu coração ficou apertado assim que minha Bella desapareceu das minhas vistas. Não sei, mas algo me dizia que alguém poderia tentar alguma maldade contra ela. Suspirei frustrado. As pessoas em geral são muito preconceituosas e temem as coisas que lhe parecem estranhas.
Assim que cheguei ao laboratório, percebi que todos os lugares estavam ocupados, até que um par de mãos acenava freneticamente para mim. Reconheci Lauren King de imediato, a futura cunhada de minha prima Rose estava me chamando para sentar ao seu lado. Como não havia mais lugar nenhum vago, eu tive que ir pra lá.
- Oi Emmett. – ela sussurrou – Senti sua falta no noivado...
- É não deu pra ir. – me limitei a dizer isso e fui salvo pelo gongo quando o professor chegou na sala de aula.

POV EDWARD

Quando me despedi de Bella, percebi que estava quase atrasado. Apressei os passos e alcancei o corredor principal do prédio de Administração, Heidi começou a me acompanhar.
- Então é verdade mesmo que você e seu irmão dividem a mesma garota? – ela sorria enquanto falava com naturalidade.
Na hora, senti os músculos de meu corpo se retesarem, eu ainda não estava preparado para as reações das pessoas. Optei pela verdade.
- Sim, é.
- PUTA QUE PARIU! – ela deu um gritinho de surpresa, mas depois levou a mão à boca – Desculpe, Edward. – ela sorriu – Que legal!
- Legal?! – arqueei as sobrancelhas – Você está mesmo sendo sincera?
- Claro que sim! – ela assentiu enfaticamente – Aquela garota nasceu com o bumbum empinado pra lua, só pode! Pegar dois dos caras mais gatos e gostosos do campus não é pra qualquer uma e...
- Heidi, - sussurrei – eu gosto da Bella de verdade, não é só sexo!
- Melhor ainda! – ela me deu uma tapa no antebraço, parecendo um garoto.
Sorrimos com isso e eu tive a certeza que pelo menos Heidi não nos via com maus olhos. Sim, porque enquanto caminhávamos, recebi olhares mortais de várias pessoas.
Já na sala de aula, me concentrei nas aulas, preenchendo meu cérebro com as matérias, sabendo que dali a alguns anos eu voltaria à minha querida Paradise, formado em Administração de Empresas, pronto para dirigir nossa empresa de pescados e abrir uma pousada na ilha. Sim, eu sonhava alto, mas com Bella ao meu lado e tendo Emmett como irmão e sócio, eu conseguiria chegar lá.
No final das aulas, eu já estava morto de fome e morrendo de saudades de minha princesa. Eu seguia apressado para o refeitório quando fui interceptado pelo Mike-idiota e seu fiel escudeiro, o Tyler-babaca.
- Quer dizer então que você e seu irmão estão pegando a Swan?
Mike falou com sua voz irritante, arrancando uma risadinha gay de Tyler e eu contei até dez em pensamento, disposto a ignorar o idiota. Para ver se me livrava dos dois, entrei no banheiro, mas aquilo foi uma péssima idéia. O banheiro estava vazio e eu percebi que aquilo poderia ser uma armadilha, mas tive a certeza disso quando vi Tyler fechar a porta, trancando-a e quando Mike flexionou os músculos de seus braços, tentando me intimidar.
‘Covardes’, pensei.
- O que foi, Cullen? – Tyler zombou – O gato comeu sua língua?
- Eu sempre soube que a Swan era uma vadia! – Mike falou, me tirando do sério -  Agora, quero que a fila ande para chegar na minha vez.
- E eu! Quem sabe até a gente não pega ela de uma vez só! – Tyler falou e aquilo foi uma blasfêmia aos meus ouvidos.
Usando uma força que eu não sabia que tinha, dei dois passos em direção a Mike, fazendo-o se encostar na parede. Cego pelo ódio, eu usei um antigo golpe de Kung Fu (sim, eu aprendi essa arte marcial na adolescência), o chin na, apertando os bíceps do Newton com bastante força. Mas não estava tão cego a ponto de não ver que Tyler investia contra mim, usando uma lixeira de alumínio, me desviei de seu golpe, usando Mike como escudo, Tyler acertou parcialmente as costas do colega, mas acertou em cheio o espelho, fazendo com que pequenos estilhaços cortassem sua mão. Essa movimentação toda fez com que meu celular escorregasse do bolso e caísse no chão, sendo pisado por Tyler. O babaca começou a pular quando viu o sangue jorrando de sua mão, nesse meio tempo, o golpe em Mike estava surtindo efeitos.
A técnica milenar chinesa nada mais era do que saber exatamente onde apertar no oponente. Pressionando seus bíceps com bastante força, eu estava imobilizando seu corpo e causando muita dor, a dor estava paralisando seus nervos, reduzindo seus movimentos. Se eu continuasse, o Newton ficaria com falta de ar, eu poderia matá-lo, mas não sou um criminoso.
Tyler veio para cima de mim e justo nessa hora, joguei um Newton entorpecido pra cima dele, fazendo-o cair como um boneco sobre o colega. Atordoado pela minha atitude, já que eu nunca tinha sentido tanto ódio na minha vida, dei dois passos para trás, respirando pesadamente. O ódio era tanto que eu mordi a minha língua, só percebi isso quando senti o gosto do sangue.
- Cullen desgraçado! – Mike falou ofegante.
- Você tá fudido, cara! – Tyler choramingava – Vou acabar com você!
- Deixem Isabella Swan em paz. – rosnei – Este é o meu último aviso!
- Papai vai ficar sabendo disso... – Mike parecia um franguinho enquanto tentava se levantar – Você vai ser expulso daqui!
- Ah! Mas eu não vou deixar isso como está! – rosnei – Agora mesmo vou procurar a direção da Universidade.
- E você acha que a palavra de um Cullen vai ter algum valor se comparada à palavra de um Newton e de um Crowley? – Tyler falou presunçosamente – Nossos pais são mantenedores da Universidade, sabia, Cullenzinho de merda? Filho de pescador ignorante...
Quando eu ia partir pra cima do desgraçado, disposto a matá-lo, fomos interrompidos pela batida estridente de uma das cabines do banheiro.
- Ca-ca-calma, Edward! Não fa-faça uma... me-merda!
Alec Gray, meu tímido, gago e asmático colega de turma, estava escondido numa das cabines do banheiro.
- Alec? – Mike e Tyler falaram em coro.
- Eu po-po-posso teste-te-temunhar a se-se-seu favor! – ele falou depois de muito custo.
- Não se meta nisso seu ga-ga-gago de merda! – Mike rosnou.
As coisas poderiam sair do controle novamente, me abaixei, peguei o chip do celular e o guardei no bolso, abri a porta do banheiro e puxei Alec pela alça da mochila. Demos três passos pelo corredor, ignorando os olhares curiosos das pessoas que certamente escutaram muito barulho, mas Alec empacou.
- Cu-cu-cullen, só um mi-minuto... – ofegante, ele pegou uma bombinha que estava no seu bolso e aspirou profundamente, tentando afastar sua asma – Pron-pronto.
- Não tive chance de te agradecer, Alec. – falei com sinceridade – Obrigado.
- Por na-nada! – ele sorriu – Mi-mi-mike e Tyler sempre fo-fo-foram os fo-fo-fodões, eles são uns i-idiotas.
Na sala do coordenador do curso de Administração, eu contei rapidamente o caso a ele. O homem velho, barrigudo e careca me olhava com um ar superior e não deu importância ao caso, mas deixou bem claro que eu pagaria pela lixeira quebrada e o espelho do banheiro. Alec, sentado ao meu lado direito, tentou falar, mas foi interrompido pelo coordenador. Nesse meio tempo, eu ainda não sabia, mas um escarcéu estava sendo armado.
Quando dei por mim, entraram na sala do coordenador, o reitor, Mike Newton e Tyler Crowley. Este último lançou um olhar questionador e intimidador para mim.
- Sr. Cullen, o senhor tem um grande problema, sabia? – o reitor, um homem alto, magro e seco como uma espiga de milho mirrada, falava enquanto injustiça, preconceito e sarcasmo escorriam de sua boca – Como o senhor explica as atitudes de vandalismo e as agressões feitas a seus colegas?
- Se-senhor, eu po-po-posso lhe...
- O assunto não é com o senhor, Sr. Gray! - o reitor rosnou, fazendo Alec se encolher no sofá - O senhor sabe que poderá ser expulso, não sabe, Sr. Cullen?
- Sei. – falei seco.
- Mas como eu sou um homem justo, estou disposto a ouvir sua versão, embora eu ache que nada justifique uma atitude como esta, passível de expulsão. Nenhum aluno da Maine University deve ter este comportamento.
- Seja razoável, senhor. – falei – Não julgue antes de saber de tudo.
- Já sei o suficiente! - o homem elevou o tom de voz – E já tomei minha decisão, todos aqui são testemunhas. – ele falou olhando diretamente para mim – O aluno que provocou a briga e que destruiu patrimônio da universidade será punido com uma pena de advertência por escrito. Essa pena constará em sua ficha e este aluno terá que andar na linha daqui por diante, se não, da próxima vez que ele fizer qualquer infração, será considerado reincidente e será EXPULSO daqui! Alguma dúvida, Sr. Cullen?
- Somente uma, senhor. – falei num tom de voz baixo e contido – O senhor vai me deixar falar?
- Já ouvi o suficiente! Este assunto acaba aqui. Considere-se avisado, Sr. Cullen! – ele se levantou e já estava prestes a sair da sala.
- PUTA QUE PARIU! CARALHO! EU AINDA NÃO FALEI!!! – Alec gritou a plenos pulmões e eu me espantei porque ele não gaguejou nenhuma vez.
- Isso são modos, Sr. Gray? - o reitor girou em seus calcanhares.
- E-e-eu gra-gravei a briga to-toda no meu celular. – ele falou por fim.
- Foi? – eu falei surpreso e vi quando Mike e Tyler engoliram em seco.
Rapidamente, Alec tirou seu celular da mochila e exibiu as imagens e o áudio para nós. A qualidade do vídeo estava perfeita, não dando margem de dúvidas para ninguém. Via Bluetooth, Alec enviou o vídeo para o computador do coordenador, ele disse que precisaria daquilo.
- Bem... ééérrr... acho que já esclarecemos tudo. - o reitor falava com cara de puta arrependida – Sr. Newton, Sr. Crowley, a conta dos prejuízos será enviada para seus pais e vocês já sabem, não é? Mais um deslize e serão expulsos.
- Isso não é tudo, SENHOR. – eu rosnei o senhor – Suponho que o senhor me deva desculpas.
- Sim, claro. – o reitor sussurrou – Desculpe pelo mal entendido, Sr. Cullen.
- Desculpas aceitas. – respondi seco.
Fomos interrompidos por uma batida frenética na porta da sala do coordenador. A secretária do mesmo parecia constrangida por não conseguir impedir que Heidi MacKenna entrasse na sala.
- O que a Srta. MacKenna deseja? – o reitor perguntou.
- Gente, gente aquele vídeo é verdadeiro? – ela falou ofegante.
- Co-como você sabe do vídeo?- dessa vez quem gaguejou fui eu.
- Todo mundo recebeu um vídeo pelo Bluetooth do celular há poucos minutos!
- Ca-ca-caralho... mandei pra to-todo mundo...
- Srta. MacKenna, este assunto não lhe diz respeito. – o reitor rosnou.
- Mas é claro que me diz respeito! – ela olhou friamente para Tyler – Quero acrescentar que Tyler Crowley e eu éramos namorados no ensino médio, mas graças a Deus não somos mais. A inimizade dele com Edward começou na primeira semana de aula porque eu estava conversando com Edward e esse idiota ai, - ela apontou para Tyler – desse dia em diante ficou de marcação com Edward. Tenho certeza que ele faz de tudo para provocar Edward Cullen!
Heidi terminou seu discurso olhando para Tyler tentando conter um riso debochado diante da cara de patife-fudido que ele fazia.

POV BELLA

Eu só notei que todo mundo estava mesmo olhando para mim depois que me despedi de meus Cullen. Apressada e possivelmente corada, porém determinada a nos assumir publicamente, eu me empertiguei e caminhei de cabeça erguida até a sala de aula. Avistei Angela e sentei ao seu lado, ela me cumprimentou com um sorriso tímido.
- Oi, Ang! – sussurrei.
- Oi, Bella. – ela parecia hesitante – Então, você e os Cullen estão mesmo juntos?
Havia curiosidade na sua voz, mas não percebi nenhum traço de maldade.
- Sim! – sorri exultante.
- Juntos... juntos? – ela estava boquiaberta.
- Juntos, juntos, juntos... – suspirei.
Tivemos de interromper a nossa conversa porque a professora entrou na sala de aula, mas Ang escreveu uma pergunta na última página de seu caderno:
‘Você está feliz, Bella?’
‘Como nunca imaginei que pudesse ser feliz!’ – escrevi de volta.
‘Estou feliz por você’
A professora fez cara feia, então nós paramos de escrever e nos concentramos na aula. O resto da manhã foi do mesmo jeito, algumas garotas de cara feia para mim, eu ‘andando cagando pra cara feia delas’ e assistindo as aulas em companhia de Ang, minha única amiga naquele campus.
Na hora do almoço, me dirigi ao refeitório e de imediato avistei meu Emmett. Suspirei. Seus músculos definidos estavam ainda mais lindos sob aquela camiseta preta em decote V... Ui, ui, ui, papai... Percebi que estava com fome de outra coisa também!
Mas Edward não estava ali e eu achei estranho... Normalmente os meus dois anjinhos chegavam primeiro que eu ao refeitório. Bom, talvez a aula dele tenha terminado mais tarde. Assim que me aproximei da mesa, Emm arrastou a cadeira para mim, eu sentei e nos cumprimentamos com um selinho. Para não perder tempo, deixamos nossas mochilas sobre a mesa e fomo para a fila da comida.
- Amor, você viu Edward? – perguntei enquanto meus olhos percorriam o refeitório.
- Não. – ele falou enquanto depositava um beijo cálido no meu ombro – Liguei pro celular dele, mas caiu direto na caixa postal. A bateria deve ter acabado.
- Ele vai acabar comendo as sobras...
- É mesmo.
- Já sei! Vou fazer um prato pra ele também!
Emm equilibrou em sua bandeja o prato dele e o de Ed. Eu me empenhava em fazer um prato gostoso pro meu Ed, tentando me lembrar das coisas que ele costumava comer. De volta às nossas mesas, assim que eu e Emm demos a primeira grafada, sentimos, ao mesmo tempo, nossos celulares vibrarem dentro das mochilas.
- Deve ser Edward. – sussurrei despreocupara enquanto abria a mochila.
Pela minha visão periférica eu percebi que ‘meio mundo de gente’ também estava com seus celulares nas mãos. Não era Edward quem ligava, eu recebi uma mensagem em forma de vídeo. Descarreguei o conteúdo.
- Puta que pariu... – murmurei e mostrei a Emm o vídeo.
Mesmo atordoada, escutei quando ele disse.
- Caralho, recebi o mesmo vídeo...
Fiquei mais atordoada ainda quando percebi que as pessoas das mesas mais próximas começaram a comentar o vídeo, falando do golpe que Ed aplicou em Mike e de Tyler tentando acertar meu Ed com a lixeira de alumínio. Meu rosto deve ter se contorcido numa careta de dor e senti vários pares de olhos em mim. A situação estava super tensa principalmente porque nem eu nem Emmett tínhamos notícias de Ed, mas tudo piorou quando uma loira linda como uma modelo dessas que se vê nas capas da Vanity Fair apareceu na nossa mesa.
- Então essa é a garota dos Cullen? – ela me olhava de cima a baixo e tinha uma sobrancelha erguida, enquanto me avaliava.
- Você chegou numa péssima hora, Rose. – Emm mantinha a voz baixa e sob controle.
Ah! Então aquela era a tal da prima Rosalie?! Caraca, agora sei por que Edward não gosta dela nem um pouquinho!
- Não acredito que você e Edward puderam descer tão baixo... – a loira azeda continuava enquanto ainda me olhava com desdém – Aquele vídeo explica tudo! Agora dou graças a Deus que vocês não foram ao meu noivado.
Ela não se demorou mais na nossa mesa, porém seu veneno foi forte o suficiente para me fazer travar. Por cima da mesa, Emm entrelaçou as nossas mãos e sussurrou.
- Bebê, parece que o mundo todo está caindo sobre nossas cabeças. – ele apertava minha mão enquanto seu polegar fazia uma massagem suave nela – Eu sei que é difícil, mas tente não chorar. – ele olhou ao redor – Metade desse povo espera que você chore e a outra metade está doida para ver o circo pegar fogo.
Entendi o que ele quis dizer e engoli o choro, bebi um gole de refrigerante e para a minha alegria, vi quando meu Ed entrou no refeitório acompanhado de outro cara. Todos os olhares convergiram para ele, assim que chegou à nossa mesa, ele sorriu fraco para mim e uniu sua mão à minha.
- Desculpem pelo atraso.
- Mano, cadê seu celular? E que porra de vídeo foi aquele?
- O celular quebrou na hora da briga, mas eu recuperei o chip e o vídeo fala por si só, Emm. – ele fez uma careta – Agora quero lhes apresentar Alec Gray, o colega que gravou tudo e me ajudou a provar que eu não tinha começado a briga.
- Valeu, brother! – Emm cumprimentou o cara num high five.
- Obrigada! – sorri emocionada – Muito obrigada!
-D-de-de nada!
OMG... Ele é gago! E tímido! Porque corou violentamente!
- S-se minha ga-garota fosse t-tão l-linda assim, eu t-ta-também b-br-brigaria por ela!
OMG! De novo!
Soltei as mãos de meus amores e me levantei, cumprimentei Alec apertando suas duas mãos e sorrindo mais uma vez por ele ter salvado a pele de meu Edward.
O assédio de alguns alunos começou, alguns caras queriam saber como foi que Edward imobilizou Mike de uma forma tão eficaz, outros diziam que se um babaca qualquer ofendesse sua namorada, fariam picadinho do cara e etc. e tal. Convidamos Alec para sentar em nossa mesa, mas ele agradeceu e disse que já estava de saída porque tinha sessão de fonoaudiologia dali a meia hora. Em meio a muita conversa e garfadas, terminamos o almoço em paz. Mas eu não sou idiota. Muitos dos que nos aplaudiam hoje, amanhã jogariam pedras em nós e muitas das garotas que hoje me hostilizavam, amanhã encontrariam outro objeto de ódio e fofoca.
Porém um grupo de pessoas não me passou despercebido. Numa mesa no canto do refeitório, Jessica, Jane e Victoria sussurravam enquanto olhavam maldosamente para nossa mesa. Entretanto, senti um arrepio na nuca e me senti sendo ‘vuduzada’ por maus agouros vindos de outra direção. Quando me virei para olhar, percebi que Rosalie, a prima de meus Cullen, dirigia um olhar infeliz sobre mim.
Respirei fundo e me empertiguei. Numa atitude infantil, colei meus lábios nos de Emmett num beijo calmo, gostoso e cheio de amor. Suspirei de felicidade, me virei para Edward e sussurrei:
- Meu herói! – colei nossos lábios num beijo cheio de amor e gratidão por ele ter defendido nosso amor.
Nem bem tínhamos terminado de almoçar, meu celular tocou. Sorri de orelha a orelha quando vi que era da agência de emprego. Eles tinham uma vaga para trabalho de meio período, das 14 às 18 horas, de segunda a sábado, na sessão infantil de uma rede de livrarias. Mas tinham urgência em tudo e pediam que eu comparecesse à agência dali a no máximo uma hora.
Rede de livrarias. Bem, só podia ser a BlackBooks, a maior rede de livrarias do país! Empolgada, eu contei aos meus Cullen a novidade.
- Eu te levo, princesa. – Ed sorriu – É bom porque eu aproveito e compro um celular novo.
- Eu vou com vocês. – Emm sorriu – Pra dar sorte ao meu bebê...
OMG! Esses dois ainda vão me deixar mal acostumada...
- Mas e sua aula, amor? – sussurrei.
- Hoje é só para apresentar uma lista de exercícios e eu já entreguei desde sexta-feira. – ele suspirou – Além do mais, preciso ficar ao seu lado, Bella, para ter certeza que nada de mal vai nos acontecer.
- É mesmo... o dia foi foda. – Ed parecia envolto em pensamentos enquanto falava – É melhor a gente sair logo daqui.
Passei no meu quarto, escovei os dentes, troquei de roupa, fiz uma maquiagem bem leve, usando só gloss nos lábios e máscara para cílios incolor e me senti bonita. A viagem foi gostosa, cheia de carinhos e sussurros e em menos de meia hora chegamos na agência. De lá, eu fui encaminhada para o escritório administrativo da BlackBooks, onde seria entrevistada pela Srta. Leah Jones, gerente de RH da empresa. Meus Cullen me acompanharam até a porta, mas não entraram, disseram que iriam comprar o celular de Ed e dar uma volta até que eu ligasse para virem me buscar.
Nervosa, eu mexia o pé numa agonia danada enquanto aguardava na imponente recepção do prédio. Uma senhora de idade, a secretária da Srta. Jones, pediu que eu aguardasse um pouco porque gerente estava numa importante teleconferência com editores espanhóis.
‘Quem sou eu pra reclamar?’, pensei e peguei de dentro da bolsa o meu exemplar surrado do ‘ Morro dos ventos uivantes’ e comecei a ler. Passos indicaram a presença de alguém, mas eu estava tão concentrada nas falas de Heathcliff e Catherine, que nem me dei ao trabalho de olhar quem era. Mas a voz era de homem, uma voz muito rouca e sexy, e ele usava um perfume meio almiscarado, meio amadeirado.
- Oh! Jake, ela vai demorar um pouquinho... – a secretária falou.
- Tudo bem, eu sento e espero. – ouvi o cara responder e senti o sofá ao meu lado se afundando um pouco.
- Esse livro merece se aposentar... – ele falou zombeteiro.
Ergui meu olhar e me deparei com um cara muito jovem, bonito, vestido num terno elegante, dono de um sorriso sedutor e de uma pele cor de canela muito bonita. Seus olhos e cabelos negros combinavam perfeitamente com cada pedacinho de seu rosto.
- Eu gosto desse exemplar aqui. – falei por fim – Todas as minhas falas preferidas estão grifadas...
- Muito prazer, eu sou Jacob. – ele falou e estendeu a mão para mim.
- Prazer, eu sou Isabella Swan. – sorri de volta e apertei sua mão – Você está aqui por causa da entrevista também?
Falei e me xinguei em pensamento. É claro que não! Por que um cara tão elegantemente vestido estaria vendendo livros?
- Oh! Não, não...
O celular dele tocou, ele trocou meia dúzia de palavras com a outra pessoa e depois de levantou, se despediu da secretária e me desejou boa sorte na entrevista. A Srta. Jones era uma mulher poderosa, vestida num terninho Versacce, ela fez uma rápida entrevista comigo, gostou de meus conhecimentos a respeito de literatura infantil e disse que o emprego era meu.
Mas a vaga ‘era pra ontem’, então eu já começaria a trabalhar no dia seguinte! Feliz e contente, pisando nas nuvens, eu liguei para Emm e pedi que viessem me buscar. Olhei para o relógio e vi que ainda era cedo, decidi que passaria a tarde atacando os meus Cullen...
Lembrei de um motel de luxo que existia nos limites da cidade. Eu nunca tinha ido naquele lugar, mas sabia que era luxuoso, caro e muito lindo. Agora eu tinha um emprego, certo? Olhei em minha carteira e vi que meu cartão de crédito estava ali.
A tarde seria muito gostosa...