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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 29

Preciso dizer que te amo
Quando Jasper finalmente chegou à propriedade dos Sinclair, Edward já tinha partido iniciando a viagem de volta para casa, escolhendo outra rota. Jasper deu meia-volta e tomou a estrada, desta vez pelo caminho do norte. Alcançou Edward quando este estava a ponto de cruzar Finney’s Flat.
Ao vê-lo se aproximar, Edward sentiu uma fisgada de medo.
— Isabella — gritou Jasper —, ela desapareceu! Alguém a raptou.
— Quem? Quem a levou?
— Não sei — Jasper disse — É possível que quando encontrarmos Seth, ele tenha mais notícias.
A fúria de Edward não podia ser contida, nublava seus pensamentos. Num átimo, ele saltou de seu cavalo e puxou Jasper pelo tartan, fazendo-o quase cair do cavalo.
— Se alguém a machucar…
Edward tinha a mandíbula trincada enquanto falava com ferocidade. Para uma terceira pessoa, aquela cena talvez parecesse de uma briga, para Jasper, aquilo era Edward em meio à dor. Com firmeza, Jasper pegou no punho do irmão, fazendo-o soltá-lo e segurou em seus ombros com ambas as mãos.
— Não pense nisso! — ordenou Jasper — Vamos, estamos perdendo tempo aqui.
Edward assentiu, mas isso era tudo em que ele podia pensar durante sua frenética volta para o lar, enquanto galopava feito um louco: “Deus, eu não posso perdê-la.” Enquanto cavalgava subindo pelo caminho que o levava a sua fazenda, percebeu que o crepúsculo se aproximava. Ele rezou mais uma vez, pedindo que a tivessem encontrado e que ela estivesse esperando-o para lhe dar boas-vindas. Então lhe diria — gritaria ao céu — que a amava.
Sim, ele deveria ter lhe dito essas palavras antes. Agora, poderia ser muito tarde.
Um dos sentinelas gritou do penhasco:
— Ali… cruzando o vale. Um cavaleiro.
Edward e Jasper se voltaram a tempo para ver uma sombra que se aproximava. À luz alaranjada do fim do dia, puderam distinguir a figura de um homem ao lombo de um cavalo. Cavalgaram a seu encontro, alcançando-o antes que tivesse tempo de desmontar.
— Trago uma mensagem para o Laird — disse o homem, com voz trêmula, ele colocou a mão dentro da túnica e tirou um pergaminho enrolado.
— Quem é você? — perguntou Jasper.
— Meu nome é Andrew.
— Quem te pediu que trouxesse isto ao Laird? — demandou Jasper.
— Era um Newton. Sou do Clã Dunbar. Depois de caçar, eu estava a caminho de casa quando um homem me deteve e me pediu que lhe trouxesse isto. Disse que era muito urgente. Não sei o que diz, já que não sei ler.
Edward agarrou a mensagem da mão do mensageiro e a leu, depois entregou o pergaminho a Jasper e apontou para as últimas palavras. “Como queira” estava sublinhado.
Ele arrancou o homem de seu cavalo e o sustentou pelo pescoço. Sua voz tinha um tom mortal, cortante como aço ao dizer:
— O que minha esposa está me dizendo é que tudo o que acabo de ler é uma mentira. E isso significa que você também está mentindo.
— Eu sou só um mensaj…
Apertando o pescoço dele, Edward lhe cortou o ar, fazendo-o sufocar e não afrouxou até que os olhos de Andrew começaram a sair das órbitas. Em poucos minutos, Andrew lhes havia dito tudo o que queriam saber.
Edward deu a seguinte ordem a Jasper:
— Amarre-o ao seu cavalo e o traga conosco. Se ele voltar a mentir, terá uma morte muito mais dolorosa do que a que o espera.

Em pouco tempo, Edward reuniu os melhores guerreiros Cullen e lhes deu ordens expressas para agirem com cautela. Num suspiro, ele lamentou que os guardas de Isabella estivessem partido, talvez assim, ela estivesse a salvo.
Ao ver a agitação dos soldados Cullen, Andrew teve certeza que iria mesmo morrer. Trêmulo e pedindo misericórdia sobre sua vida, ele os guiou à cabana.
Edward sabia que Isabella estava lá dentro. Por isso, ele precisava ser cauteloso. Pela janela, viu a claridade de uma única vela e sentiu o cheiro de fumaça saindo pela chaminé. Naquele começo de noite, os soldados de Caius não estavam muito próximos da casa, seu acampamento era do lado norte. Numa pequena clareira, eles armaram suas tendas ao redor de uma fogueira que ardia a fogo lento.
Seth abriu caminho através da escuridão para contar quantos eram os lacaios de Caius e logo voltou para o lado de Edward. Lentamente os guerreiros Cullen deram a volta até que tiveram os homens e a cabana rodeados. Quando assumiram suas posições, avançaram ágil e silenciosamente. Edward se esgueirou até o guarda que estava em frente à porta principal e o matou sem fazer ruído. Deixou o homem caído no chão e testou o trinco da porta. Estava trancada. Levantou a mão para dar o sinal a seus guerreiros, e logo abriu a porta com um chute e entrou.
Caius estava dormindo em uma cadeira e se levantou como um raio ante o som da porta sendo arrombada. Tateou o cinto em busca da adaga, mas já era muito tarde. Quando ele olhou nos verdes e ferozes olhos do Laird Cullen, sabia que ia morrer.
Leod estava sentado à beira do sótão, balançando as pernas para baixo e Isabella estava sentada em um colchão de palha atrás dele. A mente da Princesa processou rapidamente que algo estava acontecendo no andar inferior da casa, instintivamente, todo o seu corpo ficou em alerta.
— Matem-na! — gritou Caius.
As palavras mal tinham acabado de sair de sua boca quando Isabella, usando cada centímetro de força que possuía, jogou seu corpo contra as costas de Leod e o fez voar para baixo. Ele caiu sobre seu rosto, quebrando o pescoço.
Edward rapidamente matou Caius. Depois de lhe cortar a garganta, atirou a lâmina ensangüentada ao chão.
Gritou o nome de sua esposa e correu para a escada para alcançá-la. Soluçando, ela o abraçou.
— Eu sabia que você viria.
Ele apertou-a com força e tentou acalmar os batimentos de seu alvoroçado coração.
— Eu não posso te perder, Isabella.
 Ela se afastou um pouco.
— Edward, meu pai — gritou — O exército de Caius o matará. Nós temos…
Edward a deteve.
— Seu pai está passando a noite com os McCarty.
— Tem certeza? — ela perguntou, incrédula.
— Sim, quando estávamos na reunião dos Clãs, na fazenda Sinclair, informaram a Emmett que seu pai tinha chegado. Ele estava muito cansado para continuar a viagem. Você o verá amanhã.
Ele pegou-a no colo e se sentiu completo outra vez. Ela apoiou a cabeça no ombro dele e sentiu seu coração bater mais forte.
— Leve-me para casa — ela pediu.

Subitamente, Isabella ergueu a cabeça e sussurrou ao ouvido do marido.
— Ah, eu quase me esqueci de uma coisa. Temos uma traidora...
Edward olhou para esposa sem entender muita coisa. Ele andava a passos largos, com Isabella em seu colo e ouvia toda a história.
Sim! Agora ele podia entender como forasteiros podiam ter se embrenhado pela estrada da fazenda Cullen. Leah havia lhes mostrado o caminho. O coração do Laird se encheu de tristeza, não por Leah, que sempre teve um coração amargo e um caráter questionável. Edward ficou pensando na desolação de Sue, Harry e Emily quando soubessem da verdade.
— Vai ser difícil contar à família dela. — ele sussurrou.
— Talvez nós possamos ocultar uma parte da história. — Isabella sussurrou — Nós poderíamos apenas dizer que Leah foi feita prisioneira por ser do Clã Cullen e que lutou em minha defesa.
— A memória dela não merece ser honrada. — Edward falou com ferocidade — É melhor dizermos a verdade: ela nos traiu, mas depois se arrependeu.
Isabella já estava montada no cavalo de Edward enquanto eles discutiam o assunto aos sussurros. Ele a abraçava por trás enquanto segurava as rédeas do imponente animal, ela descansava seu corpo exausto encostada no corpo do marido.
— Sim, você está certo. Vamos dizer a verdade. — Isabella respirou fundo, inalando o cheiro masculino do marido — Sabe, Edward, eu gosto do seu cheiro.
A risada rouca do marido foi o que ela ouviu antes de adormecer em seus braços.
Ao perceber que Isabella dormia, Edward afastou um pouco a capa que os cobria e viu o verdadeiro estado em que sua esposa se encontrava. Seus braços estavam arranhados, não eram cortes profundos, mas deixavam a delicada pele marfim de sua esposa manchada. Com um sinal, ele chamou Jasper para mais perto e sussurrou.
— Escolha dois guerreiros velozes e mande uma mensagem para Carlisle e Sue. — ele falava rapidamente — Isabella vai precisar de um banho quente e emplastros para os ferimentos nos braços. O mensageiro deverá informar a Carlisle que os ferimentos são apenas arranhões, ele deve preparar o remédio adequado para isso.
Jasper apenas assentiu e se afastou do irmão para cumprir suas ordens.
Cerca de uma hora depois, Edward cruzou os portões da fazenda Cullen e finalmente respirou aliviado. Ainda adormecida, Isabella foi carregada pelo marido até o quarto. Lá, já havia uma tina cheia de água quente e as duas lareiras estavam acesas. Encostadas na parede Sue e Emily estavam alegres pela volta de sua Princesa e também aguardavam ordens de seus Laird. Alice tinha lágrimas nos olhos quando entrou no quarto, ela carregava uma vasilha cheia de emplastro e panos macios.
— Deite-a na cama, Edward. — Edward obedeceu a cunhada — Trouxe o remédio que Carlisle preparou. Ele disse que Isabella deve ser banhada e depois o emplastro deve ser colocado sobre a pele ferida.
Edward apenas assentiu para Alice.
— Quer que eu o ajude? — Alice perguntou, se aproximou da cama e tocou delicadamente a face de Isabella.
— Não. Prefiro fazer isso sozinho. Sue, Emily — ele se virou e olhou para as empregadas — preparem algum caldo de carne para Isabella. Depois do banho ela precisará comer e providenciem também cobertores limpos.
As empregadas assentiram, fizeram uma mesura desajeitada e saíram do quarto. Alice fez menção de sair do cômodo também.
— Alice? — Edward a chamou, fazendo a cunhada se virar — Obrigado por tudo.
Ela sorriu antes de responder.
— Não precisa agradecer, Edward. Somos uma família e as famílias se ajudam.
Quando se viu a sós com a esposa, Edward deitou na cama ao lado dela e tentou acordá-la com delicadeza. Ele beijou a face de sua Princesa repetidas vezes, até que ela despertou ainda meio sonolenta.
— Desculpe por isso. — ele sorriu — Mas seu banho está pronto.
Isabella assentiu e se deixou ser despida pelo marido, ela corava à medida que ele tirava cada peça de roupa. O corpo de Edward começou a reagir aos encantos do corpo de sua amada, mas ele reprimiu seus desejos. Aquela não era uma boa hora.
Com carinho, ele a ajudou a entrar na tina. Isabella sorriu ao constatar que a água estava bem morninha e gostosa, ele pegou um pano macio e começou a banhar sua esposa. Alguns minutos depois, quando já estava mais desperta, ela sorriu travessa e sussurrou.
— Por que você não entra aqui também? Essa tina é grande o bastante para nós dois.
Edward ficou surpreso com o convite da esposa e sorriu torto antes de assentir. Rapidamente ele se despiu, Isabella ofegou e sentiu seu coração acelerar quando viu o corpo despido do marido. Com muito custo, ela reprimiu seu desejo.
Ele entrou na tina e sentou de frente pra ela, abraçando-a. Um beijo foi selado. Um beijo profundo, apaixonado e sôfrego. Quando o ar ficou escasso, Edward olhou nos olhos da esposa e sussurrou.
— Tive medo de não voltar a vê-la. Eu não agüentaria perder você — sua voz estava trêmula — Preciso dizer que te amo, Isabella.
Os olhos dela se encheram de lágrimas.
— Você me ama — ela sussurrou e se  esticou, beijando o rosto dele  — Você acaba de me dar o presente que meu pai deu à minha mãe.
— Seu presente foi o amor?
— Sim, foi. E demorou um longo tempo para chegar, eu acho. Pelo menos para minha mãe, foi assim. Quando se casaram, ela não gostava muito de meu pai. Ele a tirou de seu lar em St. Noah. Pensei que você levaria muito mais tempo para me dizer essas palavras. Estava sempre fugindo de mim.
Ele riu.
— Vou admitir isto só uma vez. Você me preocupava. Tinha tanto poder sobre mim. Quando eu estava com você, não conseguia pensar direito. Mas não mais sair de perto de você. Darei mais responsabilidades a Jasper e Seth, e assim terei tempo para estar com você.
— Oh! Edward... eu te amo tanto!
As juras de amor foram substituídas por outro beijo quente, profundo e luxuriante. Os corpos de ambos estavam em brasas, mas Edward recuperou o autocontrole a tempo. Delicadamente, ele cessou o beijo e se levantou, puxando a esposa consigo. Com um pano macio, ele enxugou o corpo de sua amada e rapidamente se enxugou, enrolou-a num lençol fino e a sentou na cama.

Meio desajeitado, Edward abriu o baú da esposa e procurou uma camisola, vestindo sua amada com cuidado. Ele procurou uma túnica para si e também se vestiu. Isabella olhava tudo com bastante perplexidade e tinha um sorriso bobo nos lábios. Ela não poderia imaginar que seu marido pudesse ser tão atencioso.
E naquela noite, Edward estava mesmo disposto a superar as expectativas dela. Ele recebeu das mãos de Sue cobertores e das mãos de Emily, uma bandeja com comida. Desajeitadamente, ele forrou a cama com cobertores limpos, acomodou a esposa no leito e serviu-lhe caldo de carne.
Isabella não podia imaginar que estava tão faminta, até que viu a comida e seu estômago rugiu como um leão. Alimentada e aquecida, ela adormeceu no calor dos braços do marido.
No dia seguinte, a Princesa já se sentia bem melhor e para sua surpresa, Edward ainda estava na cama quando ela despertou.
— Bom dia, Edward. — ela sorriu.
— Bom dia, Bella. — ele acariciava seus cabelos enquanto falava.
— Oh! Meu pai chegará hoje...
Ela se sentou na cama rapidamente e ficou um pouco tonta, Edward segurou-a e ficou preocupado.
— Você está bem?
— Sim... — ela sussurrou — Devo ter me sentado com rapidez.
— Venha, nosso café da manhã já está preparado.
Ele a ajudou a se levantar e ambos cruzaram a porta que dá acesso à sala íntima. Ali, atrás do biombo, Isabella fez sua higiene matinal. Próxima à janela, uma mesa estava posta com pães, mel, frutas, vinho e água fresca. Mais uma vez Isabella se admirou ao constatar que estava faminta, parecia que ela não comia há dias.
Depois do desjejum, Isabella se levantou da cadeira e sentou no colo do marido. A saudade, misturada ao medo perdê-lo, a fez ficar extremamente carente de seus toques. Edward sentia a mesma coisa, por isso, beijou a esposa com carinho.
A chama da paixão fez o os corpos de ambos arderem em brasas e quando não puderam mais se conter, Edward a carregou de volta para cama. O Laird amou sua esposa com carinho e devoção, desfrutando de cada pedacinho do corpo dela, fazendo-a gemer e suar de prazer.
Deitada ao lado do marido, Isabella sussurrava palavras de amor ao ouvido dele. Tinham acabado de fazer amor pela segunda vez e ela ainda estava ofegante quando o brado de um guerreiro dispersou os amantes. O apaixonado casal se vestiu e foi até a janela para ver o que se passava. Ao longe, puderam avistar Emmett e outro homem.
— Oh! Edward! Veja, é papai! — Isabella gritou e apontou.
Na pressa de sair do quarto, ela se virou rapidamente e ficou tonta novamente. Edward conseguiu amparar a esposa, mas não antes de ela se escorar numa das estátuas de St. Noah, derrubando-a no chão e fazendo com que se quebrasse.
— Por Deus, Isabella! — ele reclamou — Estou preocupado com você.
Memórias recentes ecoaram pela mente dela, ela se recordou da conversa que teve com Lady Esme, respirou fundo e decidiu contar suas suspeitas ao marido.
— Edward, eu... eu... acho que estou esperando um filho seu.
O rosto de Edward passou da preocupação à surpresa e da surpresa à ternura. Ele se curvou um pouco e gentilmente tocou o ventre da esposa.
— Um filho?! — ele sorriu — Nosso filho... Você tem certeza?
— Tudo indica que sim. — ela sussurrou — Minhas regras estão atrasadas, mas eu não tive outros sintomas de gravidez até hoje quando fiquei tonta.
— Duas vezes. Você ficou tonta duas vezes. — ele a abraçou — Um filho... Um Cullen...
A emoção do Laird era sem tamanho, um filho de sua amada Isabella era felicidade demais.
— Essa criança ... — ele a afastou um pouco e tocou em seu ventre novamente — Nosso filho será muito amado, afinal ele é fruto de nosso amor, de nossa felicidade...
Isabella estava sem palavras, seus olhos estavam marejados pela emoção que sentia, seu coração batia descompassado. Ela pousou sua mão sobre a do marido e repetiu suas palavras.
— Fruto de nosso amor, de nossa felicidade...
Outro brado de um guerreiro os fez lembrar que o Barão Charlie se aproximava.
O pai de Isabella não simpatizou imediatamente com Edward. E Edward tampouco gostou muito do Barão. Eram educados, mas se mostravam cautelosos um com o outro. O Barão Charlie suavizou sua atitude quando viu como Edward tratava Isabella, para ele ficou claro que o Laird a amava e que a tratava com carinho.
Emily fez um almoço especial com faisão assado como prato principal e tantos outros pratos que Isabella perdeu a conta. Cada vez que Emily levava um prato à mesa, sorria para Isabella.
Jasper entrou em pernadas, acompanhado de Alice, que carregava Hannah no colo e todos foram apresentados ao Barão.
— Isabella já lhe contou como salvou minha vida? — disse Jasper.
— Preciso escutar essa história — disse o Barão.
— Milady, posso lhe falar um momento? — interrompeu Sue.
Isabella pediu licença e seguiu Sue que subia as escadas.
— O Laird me pediu que juntasse os pedaços da estátua que Milady derrubou sem querer. — Sue sussurrava enquanto as duas entravam na sala íntima — Mas eu achei muito mais que pedaços do santo...
Sue se abaixou e pegou as duas metades da estátua, entregando-a a sua senhora. Isabella se aproximou do fogo e segurando o corpo da estátua em determinado ângulo notou que algo captava a luz. Inclinou a estátua e a examinou mais de perto. Ficou congelada. Ouro. A pedra do miolo da estátua havia sido retirada e a parte oca estava cheia de moedas de ouro. Ela não podia acreditar no que via. Olhou novamente. Sim, o ouro estava lá.
Isabella tinha que se sentar. Procurou uma cadeira e colocou os pedaços da estátua em seu colo.
— Sue, por favor diga a meu marido que preciso descansar um pouco.
A empregada assentiu e saiu rapidamente.
Quer dizer que o mito não era um mito? O Rei Phillip realmente tinha escondido o ouro? Ela estava atônita. Então, pensou que, se havia ouro em uma estátua, poderia haver em outra. Com cuidado, ela deixou as peças quebradas na cadeira e abriu o baú para pegar outra estátua. Piscou várias vezes enquanto a golpeava contra a lareira de pedra. Para conseguir quebrá-la, precisou de três tentativas.
— Desculpe, St. Noah. — ela sussurrou.
E aí estava. Ouro. A segunda estátua também estava cheia de ouro.
Ela teve que se sentar, era muita informação para ser digerida. A estátua que tinha no depósito também devia estar cheia de ouro. Não havia necessidade de quebrá-la. Outra estátua viria de Phoenix. A estátua que sua mãe havia trazido com ela quando se casou. Será que sua mãe saberia o segredo de St. Noah?
Um pensamento a levou a outro e esse a outro, e logo sua mente estava dando voltas. A estátua gigante que se erguia sobre o porto de St. Noah estaria cheia de ouro? Ela começou a rir. É claro que o estava! Oh, que homem tão inteligente tinha sido o Rei Phillip!
Ela ficou sentada por um longo tempo enquanto pensava na história que sua mãe a tinha ajudado a memorizar. Era uma vez no ano de… as pistas estavam todas aí, mas sua mãe teria adivinhado? E se tinha feito, teria confiado em seu marido?
Isabella não soube quanto tempo permaneceu sentada presa em seus próprios pensamentos.
Quando retornou ao salão, seu pai parecia mais relaxado. Edward ficou feliz ao vê-la, beijou-lhe rapidamente e disse:
— Vou deixar que converse um pouco com seu pai. Se precisar de mim, estarei vistoriando a construção do anexo. — e em voz mais baixa acrescentou: — Diga a ele que teremos um filho.
Jasper e Alice também se retiraram para que ela e seu pai pudessem ter uma conversa particular. Isabella se sentou perto dele, em frente a lareira
— Eu o amo, papai.
Ele assentiu com a cabeça.
— Sim, eu sei.
Ela passou os dez minutos seguintes discorrendo sobre as muitas virtudes de Edward.
— Estou feliz por você, Bella. — seu pai sorriu — Aqui é um bom lugar para se viver.
— Sim, é verdade. — ela suspirou — Papai, preciso lhe contar uma coisa. Eu estou esperando um filho de Edward.
O rosto do Barão foi tomado pela surpresa e pela alegria. Sim, ele seria avô! Desajeitado, ele se aproximou mais da filha, abraçando-a com carinho.
— Oh! É muita felicidade para esse velho! Um neto...
A conversa entre pai e filha transcorreu com naturalidade pelo resto da tarde, até que Isabella se lembrou das estátuas recheadas de ouro.
— Agora, papai, se o senhor não estiver muito cansado, eu gostaria de fazer umas perguntas… sobre St. Noah.

NOTAS FINAIS DO CAPÍTULO
Este é o penultimo capitulo da fic.  Aguardo os comentários de vcs.
Bjs da Anna =]