Numa tarde de primavera, havia uma agitação especial no Clã Cullen. De um lado, o Padre Erick conclamou todos os homens e mulheres de fé para que fosse à capela rezar. A ordem do dia era pedir a Deus que abençoasse Lady Cullen e o bebê que estava por nascer. Do outro lado, Jasper tentava conter o nervosismo de um esposo e pai, Edward, seu irmão. Uma terceira frente de trabalho concentrava Alice, Sue, Esme e, é claro, Isabella, a futura mamãe.
— Vamos, Isabella... — Esme a encorajou — Você está indo bem...
— Isso! Vamos! Já está coroando... — falou uma Alice emocionada — Faça mais um pouco de força...
Mesmo em meio a tanta dor, Isabella mal pode acreditar no que a cunhada estava lhe pedindo. ‘Mais força?’, ela pensou. Mas ela não teve tempo de completar o pensamento, uma nova e forte contração a fez sentir vontade de fazer muita, muita força.
Isabella respirou fundo, fechou os punhos, se contorcendo de tanta dor e não pode evitar gritar bem alto.
E esse grito foi o suficiente para agitar o Laird Cullen.
— Isso já está demorando demais! — falou Edward exasperado.
Jasper precisou ser mais rápido que o irmão para poder interceptá-lo nos primeiros degraus da escada.
— Nem pense nisso! — Jasper bloqueou a passagem — Alice me mataria se você fosse até lá.
— Mas Jasper... — havia desespero nos olhos do Laird
Um choro forte pôs a termo o conflito do andar inferior. Aquele era o som da vida, era mais um Cullen vindo ao mundo. Edward e Jasper se olharam espantados e sorriram, imediatamente a felicidade invadiu o coração do Laird. Seu filho havia nascido!
No quarto, as mulheres se moviam agitadas. Enquanto Esme ainda cuidava de Lady Cullen, limpando seu corpo e removendo lençóis sujos de sangue, Sue andava de um lado para o outro, trazendo mais lençóis limpos. Alice limpava a criança com um pano macio embebido em águia morna e a envolvia numa manta. Isabella ainda ofegava, meio desnorteada, meio ansiosa, tudo o que ela queria era pegar seu bebê nos braços...
— Alice... — ela gemeu — Por que meu bebê chora tanto?
— Shii... Isabella. — ela falou concentrada — Não fale muito para não se cansar mais ainda. O bebê está bem.
Isabella se acomodou melhor na cama, sentando-se com cuidado, Alice foi até ela e colocou a criança em seus braços. A cunhada a ajudou-a a amamentar o bebê e Isabella descobriu, em poucos minutos, que seu ofício de mãe era a tarefa mais importante e sublime que a vida tinha lhe dado. Ela nunca tinha visto criança mais linda que aquela, o bebê era bem carequinha, tinha uma boquinha linda e rosada, suas mãos era pequeninas e perfeitas. Ele mamava de olhinhos fechados, muito concentrado em sua alimentação, mas por pouco tempo, ele abriu os olhos e Isabella chorou densas lágrimas. Os olhos do seu bebê eram verdes, verdes como um dia calmo de verão, verdes como os olhos do pai.
— Meu bebê... tão lindo... — ela sussurrou e beijou a face da criança.
Embevecida, ela sentia o bebê sugar seu mamilo com força e chorou mais ainda de tanta emoção. Ela passaria a eternidade somente contemplando seu lindo bebê, viveria pra ele, morreria por ele...
— Milady não sente curiosidade em saber se é menino ou menina? — Sue perguntou.
— Oh! É mesmo... — Isabella sussurrou — Meu bebê é tão lindo que eu quase me esqueci desse detalhe... — ela sorriu — Sue, vá chamar Edward, por favor.
A empregada fez uma mesura e saiu do quarto, Alice e Esme olharam para Isabella sem ver muito sentido naquilo, mas ela tratou de esclarecer:
— Quero que eu e Edward vejamos juntos se tivemos um menino ou uma menina...
Menos de dois minutos depois, Edward entrou apressado e ansioso no quarto. Ele ajoelhou-se ao lado da cama e beijou a esposa calidamente nos lábios.
— Você está bem? — ele perguntou e Isabella sorriu antes de assentir — E a criança? — ela assentiu novamente — É menino ou menina?
— Ainda não sei. — ela sorriu mais uma vez, mal podendo conter as lágrimas — Sente-se aqui ao meu lado, vamos descobrir juntos...
Edward se sentiu encantado e lisonjeado pelo convite da esposa, com cuidado, ele sentou-se na cama e passou um dos braços sobre os ombros de Isabella, trazendo-a mais para perto de si. Em meio a tudo isso, o bebê mamava tranquilo.
Juntos, mãe e pai, descobriram um pouco a manta que envolvia o filho, revelando sua nudez. Juntos ofegaram e sorriram.
— Um menino! — Isabella e Edward disseram em coro.
— Meu lindo menino... — ela sussurrou.
— Meu pequeno Cullen! — Edward falou com orgulho e se inclinou um pouco para beijar a cabecinha do filho — Obrigado, Bella, — ele se voltou para a esposa — Você me deu a felicidade...
— Felicidade... — ela repetiu — Nosso filho deverá se chamar Benjamin, que quer dizer ‘filho da felicidade’.
— Como queira, minha esposa!
Edward aproximou seu rosto do dela e beijou-a com paixão e adoração.
Fim
NOTAS DA AUTORA
Oi gente!
Com este epílogo, MDS chega ao fim =]
Espero que vocês tenham curtido esse romance BEWARD medieval... Pra mim foi um prazer escrevê-lo e lembrem-se, esta fic é uma adaptação do livro homônimo!
Não percam o blog de vista, em breve teremos outras fics.
Um beijo grande e até a próxima!!!
Anna Stein