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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 25 de setembro de 2011

Paradise - Capítulo 15


Sanduíche, salsichinha e peru(s) de Natal


POV JACOB BLACK

Nem sempre você consegue o que quer, na hora que quer...
Mas Isabella Swan não saia da minha cabeça, ela ainda seria minha.
De vem em quando aparece uma vagabunda como Bella que na verdade só quer se dar bem a suas custas e faturar uma grana. O constrangimento que ela me fez passar vai valer a vingança que estou preparando: Isabella Swan seria minha, de um jeito ou de outro. Confesso que era por vingança, mas eu ainda tava querendo pegar aquela piranha e mostrar a ele que posso ser melhor que mil homens! E pensar que por causa dela, eu levei uma bronca danada da minha mãe...
Mas hoje, eu sabia que a sorte ia sorrir pra mim...
Era véspera de Natal e a balada na recém inaugurada boate de meus amigos Embry e Quil prometia ser muito interessante... As melhores e mais gostosas gatas de Orono tinham sido contratadas para fazerem ‘aquele’ showzinho pra gente!
Depois da entediante ceia com a família, caminhei sorridente e cheio de confiança para a garagem onde meu Aston Martin (presente de Natal da mamãe) me esperava. Ha-ha, eu sabia que iria impressionar as gatinhas com o meu novíssimo carro preto!
A fila gigantesca se formava na porta da boate, reles mortais se apinhavam debaixo da neve que caia sem piedade, segui abrindo caminho (usando toda a imponência desse corpão sarado que Deus me deu) por entre ‘os perdedores’. O segurança perguntou meu nome e assim que constatou que eu não estava na lista dos convidados VIP’S mas estava na dos ‘Super VIP’S’, me deixou entrar. Atrás de mim umas pessoas começaram a reclamar e eu não tive dúvidas, não me dei ao trabalho de olhar para trás, mas estirei os dois braços e lhes ‘dei’ os dedos médios de minhas mãos... Sorri baixinho... Eu sou o cara! Eu sou foda!
No segundo andar da boate a festa já estava muito animada. Um DJ mandava ver e todo mundo se acabava na pista de dança, percebi logo de cara que Embry e Quil não mentiram quando disseram que aquele seria o melhor Natal de todos. Garotas gostosas desfilavam nuas, quer dizer, elas usavam saltos altíssimos e um charmoso gorrinho vermelho de papai Noel...
- Ai, ai, ai, papai Noel... – falei para mim mesmo e segui até onde os amigos estavam aglomerados.
Não pude identificar logo o que estava acontecendo ali, mas quando vi Embry, Quil, Greg e Steve ao redor de uma piscina de gelatina, pude entender o motivo de tanta excitação. Duas orientais putamente gostosas se comiam ali dentro... Aquilo era muito, muito excitante... Uma beijava o biquinho do seio da outra e esta, por sua vez, acariciava o grelinho da primeira. Assistir duas mulheres se tocando era quase tão bom quanto fuder com duas de uma só vez... Mas a noite só tava começando!
Logo eu e os caras nos cansamos nas japinhas e fomos tomar umas cervejas no bar. Puta merda, a ‘bargirl’ era uma loira muito gostosa, suas enormes tetas ficavam por cima do balcão e cada vez que a gente pedia cerveja, virava um pouquinho do líquido naqueles montes de carne e dava uma chupadinha... Ela parecia se divertir.
- Caras, como foi que vocês descolaram tantas gatas numa noite só!? – Greg apontava para as mulheres e sorria.
- Bom, temos nossos contatos. – Embry desconversou.
- Digamos que tenhamos negociado com os melhores puteiros da região... As menininhas vieram todas pra cá...
Desatamos a rir e minutos depois mais gatas começaram a aparecer, nuinhas em pêlo, quase sem pêlo, totalmente sem pêlo... Ou seja, ao gosto do freguês!
Ah! Era pra gemer baixinho mesmo... Na pista de dança já tinha uns caras comendo uma e outra enquanto dançava... Aquilo sim é que era Natal!
Duas ninfetinhas gêmeas idênticas vieram para mim e não me fiz de rogado... Stacy e Tracy eram as putinhas loiras, de olhos azuis e rabinho empinado mais lindas que já vi... Rebolavam bem, beijavam bem, dançavam bem...
- Jake, - uma delas ciciava no meu ouvido – eu quero você...
Não pude responder, eu tava beijando uma e me esfregando nela enquanto a outra me apalpava e me deixava duro de tesão. Na pista de dança, as loirinhas se esfregavam e rebolavam em mim, eu não me fazia de rogado e passava a mão onde podia. Girei as duas, abraçando-as por trás, elas rebolavam aquelas bundinhas gostosas em mim, eu descia minhas mãos até seus grelinhos, massageando-os conforme o ritmo lento da música...
- Oh, Jake! – as duas ronronavam em sintonia e gemiam feito duas cachorras no cio.
Cedo demais nos rendemos ao tesão e as duas me arrastaram por um corredor estreito e pouco iluminado. Atravessamos uma porta e... UAU... Uma mega suíte estava à nossa disposição! Uma parte da minha mente tinha registrado o fato que naquele segundo andar da boate havia cinco mega-suítes. Lembro bem quando Quil me disse sobre as suítes... A outra parte do meu cérebro mandou a parte sã se fuder quando senti as boquinhas quentes e gostosas das loiras me beijando e suas pequenas mãos me despindo.
Como um xeique árabe, um sultão ou sei lá o que, deitei naquela cama enorme e me deixei ser bem tratado pelas loirinhas.
‘Uau... deve ser isso que a vagaba da Bella Swan sente’, uma parte de mim se lembrou dela e confesso que ainda me senti ressentido por ela ter me rejeitado. Mas vai ter troco... Ah, vai! Quando um plano macabro se formava na minha mente, senti que uma das gêmeas começou a me chupar gostoso... Gemi feliz e logo em seguida a outra ficou sobre mim, com o corpo invertido, exibindo aquela bocetinha cor de rosa para mim. Inspirei profundamente contra aquele pedaço de carne macio e quente.
Um oral duplo começou gostoso demais e rápido demais acabou. Ofegantes e sorridentes nos abraçamos depois do prazer e só então me dei conta que naquele quarto tinha espelho no teto. Eu ali, no meio das duas, parecia um rei...
- Sanduíche... – sussurrei enquanto olhava nosso reflexo no espelho.
- O que foi que você disse?
- Sanduíche de bocetas, meu amor... – ronronei para uma delas, eu só não sabia se era Tracy ou Stacy.
Uma delas saltou da cama e só então percebi que havia uma mesinha com champanhe num balde de gelo e uns chocolatinhos também. Brindamos várias vezes, as loiras derramaram champanhe sobre mim, me lamberam todinho... Uau... Aquilo é que era noite... Eu nem precisava falar, elas sabiam o que eu queria. Brincamos com os chocolatinhos, bebemos mais champanhe, brindamos à nossa noite.
Lá pelas tantas horas, a diversão estava cada vez mais quente, as ninfetinhas me faziam gozar muito, embora eu ainda não tivesse comido ninguém. Mas a noite ainda era uma criança...
O mais interessante é que duas eram umas danadinhas mesmo! Gostavam de se exibir e de gritar, pediam que eu as comesse e pediam para eu gritar ‘me come, Stacy’... ‘me come, Tracy’...
Ah, eu gritava... Cada vez que me chupavam, eu gritavam, urrava e gemia...
Mais champanhe gelada, outro brinde... e como num passe de mágica, me senti molenga feito pudim, as pernas fraquejaram e eu cai meio zonzo na cama. Antes de começar a protestar, uma delas se deitou sobre mim e colocou uma tetinha na minha boca, mamando e sendo chupado (pela outra loira), nem percebi que estava pegando no sono...
As pálpebras estavam muito pesadas... muit... pesad...

(...)

Em algum lugar entre o sono e a realidade, eu sentia que meus braços e pernas pesavam uns mil quilos, era isso ou eles estavam flácidos, vazios e sem vida, como mangueiras de plástico. A cabeça pesava e doía, a garganta estava seca, as pálpebras teimavam em se fechar.
- Que porra... – ops, percebi que falava embolado, como se estivesse bêbado, muito bêbado, respirei fundo e tentei abrir os olhos de novo.
Com mais calma tentei reconhecer onde estava e fiquei desorientado quando percebi que aquele não era o quarto luxuoso da suíte da boate. Agora eu estava num cômodo à meia luz, as paredes eram de tijolos vermelhos, aquela cama parecia estar solta, flutuando no ar, porque quando eu me mexia, ela se mexia junto e fazia a parede se mexer.
Eu morri? Ah, não, puta merda, eu não posso ter morrido! Só devo estar muito bêbado!
Tentei mexer os braços e meus olhos quase saltaram das órbitas!
Eu estava ama-amarra-amarrado... os braços estavam estendidos nas laterais da cama, presos a grossas correntes. Lentamente tentei girar o pescoço e senti que tinha algo ao redor dele e parecia uma... coleira? Engoli em seco, meus olhos giraram ao redor e até onde pude ver, eu estava sozinho. Tentei me mexer mais ainda e para meu total desespero, as pernas estavam amarradas também, presas às laterais da cama. Meu corpo estava disposto num imenso X sobre aquele colchão que parecia ser feito de água. Para meu total desespero, ouvi o barulho de uma porta se abrindo, tentei girar a cabeça, mas tudo o que vi foi apenas o vulto de um corpo.
- Que-Quem está aí? – dessa vez a voz saiu melhor, logo lembrei os nomes das garotas – Tracy? Stacy?
- Sim, Jake... - as duas falaram em coro.
- Po-por que eu to aqui amarrado?
Eu tinha medo, muito medo, mas de repente fiquei desesperado mesmo, quando ouvi umas risadinhas sarcásticas vindas das duas. Mas o pânico foi geral quando percebi a posição indelicada em que me encontrava. Deitado naquela cama, senti o toque frio e desconhecido em meu... em meu... ah, em meu reguinho...
Dedos me acariciavam ali, naquele local-tabu e inexplorado. Sim, inexplorado porque sou macho, sou espada! Mas puxa vida... aqueles dedinhos iam e vinham... iam e vinham... faziam cócegas em mim....
‘Jacob Black’ gritei na minha mente, ‘você é homem, você é espada, você não é boiola pra gostar de dedinhos em seu reguinho’
- Ah... uuui... – gemi e me praguejei por ter dito isso.
- O que foi, Jake? Ta gostando? – uma delas gargalhou e senti um peso sobre as minhas costas.
Senti aquele corpo quente se deitar sobre mim, ela se inclinou e me deu um selinho nos lábios.
- Gostosão, eu tenho aqui três modelos para você escolher...
Lágrimas saltaram de meus olhos quando vi... quando vi... Oh, meu Deus! Quando vi uns pênis de borracha... eram t-tr-três...
- Esse aqui é tamanho médio, tem 20cm de comprimento e 4cm de diâmetro. – tentei me mexer, tentei me soltar, mas aquelas correntes eram muito fortes – Shiii... se acalme gostosão, não precisa ficar irritado...
- Sabemos que você está com inveja porque a sua salsichinha não  mede nem 15cm... – uma falou com desdém e gargalhou muito alto.
- Sim, Jake, - a outra saltou de cima de mim – enquanto você dormia, nós reanimamos a salsichinha somente para medir seu tamanho!
- Tisc, tisc, tisc... que deprimente! – a outra fingiu decepção – Um homem tão grande com um equipamento tããão pequenininho...
Alarmado, mais uma vez eu tentei me soltar, a cama balançou, balançou, mas foi inútil.
- SOCORRO! – bradei.
- Pode gritar, ‘homem-salsichinha’... – as duas vagabundas gargalharam – estamos muito, muito longe...
- E então Jake? – a outra estendeu os três pênis de borracha para mim – Quer qual?
Aturdido, apavorado e aterrorizado, comecei a grunhir e me envergonhei de minha atitude, mas eu já não tinha firmeza na voz.
- Não, não, não... por favor, não...
Enquanto eu implorava, as duas loiras apalpavam, beijavam e esfregavam aqueles objetos de plástico em seus corpos nus.
- É dinheiro? Vocês querem dinheiro? Minha família é rica...
- Não é por dinheiro! – uma delas falou asperamente.
- É por prazer! – a outra sorriu maleficamente, enquanto passava um tipo de gel num dos pênis – Queremos ver na sua cara o mesmo pânico que você vê nos rostos das mulheres que você estupra, assedia e intimida.
- Não, não, não... por favorrrrrr... não coloque isso em mim... – implorei.
- Relaxa, salsichinha... – ela encaixou o pênis numa espécie de cinta que estava amarrada em sua cintura e colocou um gel brilhoso nele – Já que seu cuzinho é virgem, POR HORA você vai experimentar o menorzinho de 20cm...
A outra voltou a se sentar nas minhas costas e se esfregava em mim, mas o pânico tomou conta de meu corpo, meus músculos estavam retesados quando senti que a garota que vestia a cinta, tentava me bolinar com aquele objeto.
- Relaxa, salsichinha. – ela repetiu enquanto esfregava aquilo em meu reguinho – Relaxa porque você é virgem e vai doer um pouquinho só.
- Ah, nããão... – grunhi mais uma vez.
- Shiii... eu vou devagarzinho! – ela introduziu aquilo em mim – TOMA O SEU PERU DE NATAL, JAKE! – ela gritou e começou a rebolar com aquilo tudo em mim.
 -PÁRE! PÁRE! PÁRE! SUA PUTA, PARE COM ISSO!
- Ops... sem ofensas!
A que estava em minhas costas falou com autoridade e eu não tive tempo de retrucar porque, do nada, ela colocou em minha boca um enorme pirulito.
‘Ah’ resfoleguei e me debati mais ainda quando percebi que aquele pirulito era em formato de... pê-pênis....
- Chupa gostoso, chupa calado... – ela ronronou – Esse dai tem 16cm, ainda é melhor que a sua salsichinha...
Chorando um choro mudo, vivendo o pior pesadelo da minha vida, eu me sentia invadido, estuprado, violentado... Por quê? Por que aquilo estava acontecendo comigo? Não era certo, não era justo... Envergonhado, eu já não sabia o que seria de mim dali por diante. Aquele pirulito doce me fazia babar sobre o travesseiro, eu me sentia imobilizado com aquela vagabunda nas minhas costas e me sentia fudido com aquela outra colocando ‘aquilo’ dentro de mim.
Mas aquilo era, era... macio... viscoso... Ela fazia uns, uns, uns movimentos sensuais e circulares dentro de mim... O vai-e-vem era suave... Gostosinho... Como, como se aquilo tivesse sido feito para, para entrar e sair de mim...
- Oh... aaahhh...
- OMG... Ele gozou, ele gostou... – as duas falaram em coro e bateram palmas.
Inerte e meio entorpecido pelo desconhecido prazer, eu fiquei ali, jogado e amarrado na cama. Quando dei por mim, o pirulito que chupava já tinha acabado e quando percebi, o peso dos corpos das gêmeas já não estava sobre mim.
- Com sono...

(...)

Eu não conseguia entender porque estava tão sonolento, as idéias estavam embaralhadas na minha mente... Eu só sentia um gostinho doce na boca e uma dolorida e gostosa sensação no meu reguinho...
Fui acordado com gotinhas de água em meu rosto. As gêmeas diabólicas estavam de volta, nuas novamente e uma delas usava outra cinta.
- Descansou bem, salsichinha?
Nem tive tempo de responder, ganhei outro docinho na boca, uma delas se acomodou nas minhas costas e a outra me estocou de uma só vez, mas ficou imóvel depois disso.
Urrei de susto e percebi que agora não era doce, era um chocolate recheado.
- Chupa que é de menta... – uma delas ronronou e eu senti mesmo o refrescante gostinho de menta.
- OMG... Acho que ele tá gostando, Stacy... – elas sorriram – Este daqui, - levei uma tapa na bunda – é o médio, de 30cm...
Ela continuou falando, mas eu não conseguia prestar muita atenção. Não com aquele vai-e-vem em mim e o gostinho de menta na boca. O prazer veio com tudo, mas me praguejei em pensamento quando grunhi alto e disse ‘delícia’... As duas safadas gargalharam e deixaram o quarto mais uma vez.
Será que isso é algum tipo de castigo? Um castigo por todas as garotas que já comi sem pedir permissão? As idéias pareciam ondas do mar em minha mente... iam e vinham... Até que o castigo ta sendo gostosinho...

(...)

Gargalhadas estridentes me despertaram mais uma vez, só que agora eu já não via os rostos das garotas. Sem nenhuma cerimônia, fui penetrado mais uma vez, mas ao mesmo tempo levei uma picada (sim, uma picada de injeção na bunda).
- Ai. – gemi e as duas sorriram baixinho.
Puta que pariu! Não, de novo, não! Eu tava desconfiado que aqueles docinhos na minha boca deveriam ter alguma droga, tipo o ‘boa noite cinderela’. Só isso poderia explicar o motivo para eu estar dormindo tanto. Mas aquela injeção espalhou algo gelado pelo meu sistema e no começou foi até excitante porque o... sexo... que estavam fazendo em mim era prazeroso demais. Vai ver que aquilo era um novo tipo de droga... Comecei a gemer e urrar, as loiras sorriam, gargalhavam e davam tapinhas na minha bunda
Então tudo ficou complicado, minha boca começou a formigar e de repente já não sentia minhas pernas e meus pés. Gozei de novo, mas dessa vez foi estranho porque não foi não tão gostoso, já que sentia meu corpo adormecer lentamente. De novo, as minhas pálpebras se fecharam.

(...)

Silêncio.
Claridade.
Meu corpo doía e minha cabeça latejava.
O sol.
O sol brilhava e entrava furtivamente pelas frestas da janela.
Já faziam 24hs que eu estava ali?
Olhei ao redor e não vi as loiras, tentei me mexer com cuidado.
- AH! – exclamei surpreso.
Eu estava solto? Cadê as algemas e as correntes? Ué? Desapareceram? Minhas pernas também estavam livres. Subitamente me mexi e me virei. Não foi uma boa idéia.
- Ai, au, ai, au... – senti que certa parte de meu corpo estava dolorida.
Mudei de posição e deduzi que sentar não seria uma boa idéia por um bom tempo.
- Stttt...acy? – falei embolado – Trrrracy?
Definitivamente, eu não conseguia falar.
Tropegamente eu consegui me levantar e me apoiei nas grades da cama, minhas pernas doeram pra valer já que eu estava naquela mesma posição há horas e horas. Meus pés chutaram uma caixa que estava próxima à cama, me abaixei e peguei o embrulho. Dentro dela havia um gorro de papai Noel, um par de meias vermelhas, um par de tênis e uma cueca shortinho.
- Puta que pariu!
A cueca era branca, ridícula e nela estava escrito na parte da frente ‘sou uma salsichinha’, na parte de trás era ainda pior ‘mas quero comer o seu peru’. Quando puxei o pedaço de pano, dentro dela havia um pen drive e um bilhete.
‘Salsichinha, nem pense em chamar a polícia. Eles iriam rir de você e nunca, jamais, conseguiriam nos pegar. Afinal não fizemos nada de errado. Tudo o que fizemos foi porque pediu e gostou... Na verdade, você gozou três vezes!
Lá fora tá uma nevasca desgraçada e aconselhamos você a vestir a cuequinha, usar as meias, o tênis e o gorrinho. Não será difícil conseguir carona... Ah, no pen drive está um videozinho gostoso de tudo o que fizemos. E você não precisa se dar ao trabalho, ele já está no Youtube.
Ho-ho-ho... Feliz Natal e não tenha vergonha de usar seus novos brinquedinhos daqui por diante.
P.S . Somente para você ter certeza de que somos profissionais, não há nenhuma digital nossa neste quarto.”

- AAAHHH...
Revoltado e aturdido, dei um soco na parede, mas devo ter usado muita força porque escutei um estralo no meu dedo.
- PUTA QUE PARIUUUUUUU – rosnei.
O ódio foi tanto que sentei na cama, mas gemi porque eu ainda estava... sensível... Cruzei uma das pernas e distribui melhor o peso do meu corpo. Sem saber o que fazer, comecei a chorar e fiquei ali por não sei quanto tempo.
Quando as lágrimas secaram de meu rosto e eu já não sabia o que seria de mim, me senti derrotado... Sem identidade. Vesti a ridícula cueca, ajeitei o gorrinho vermelho na minha cabeça, vesti as meias e calcei o tênis. Peguei o pen drive, respirei fundo e abri a porta daquele quarto. Eu estava num sótão de uma casa, apressado e aterrorizado, subi as escadas e me deparei com uma cozinha. Tudo estava vazio. Sede. Abri a torneira da pia e me saciei com um pouco de água fria, lavei meu rosto. Da janela da cozinha, avistei uma rua deserta, aquilo deveria ser um subúrbio, o sol brilhava tímido no céu, mas não nevava. Aquela era a minha deixa para fugir. Sem minhas roupas, meu celular e meu dinheiro, eu também não tinha documentos, eu não era nada.
O ar gelado de inverno provocou arrepios em meu corpo, o pen drive escorregou e caiu na neve. Não tinha onde guardá-lo, então o coloquei dentro do tênis. O barulho de veículos chamou minha atenção e quando me virei, percebi que a pouca distância de mim havia uma auto-estrada. Girei em meus calcanhares e andei devagar até o final da rua, mas me sobressaltei quando um carro com vidros escuros vinha na minha direção e freou do nada, me fazendo cair sobre o asfalto coberto de gelo.
- Aê, bonequinha... – uma voz masculina e sombria saiu de dentro do carro.
 Não vi quem era. Não deu tempo de ver, meus músculos se convulsionaram e eu comecei a correr. O carro vinha atrás de mim numa velocidade baixa, mas de dentro dele a voz ficava cada vez mais e mais perto.
- O que foi, bonequinha? Ta com medinho?
Eu corria, corria, corria e chorava... Não sei como, mas quando percebi, já estava na auto-estrada, me inclinei sobre o para-peito e vomitei, vomitei muito. Outra vez eu me sobressaltei e na ânsia de não ser ferido e maltratado, acabei engolindo meu próprio vômito, era quente e azedo.
- Ta tudo bem com você?
Era uma viatura da polícia. Meus olhos se esbugalharam, dentro dele havia dois policiais... homens... Eles pareciam entediados.
- Você está ferido? Precisa de ajuda?
Assenti fracamente e entrei no veículo, caindo debilmente na parte de trás do veículo.
- Onde você mora? Você foi assaltado? Fizeram algo com você? Deseja prestar queixa?
Eram tantas perguntas, eu só conseguia responder uma delas.
- Lee Streat, 24, St. Claire, Orono. – consegui sussurrar meu endereço.
- Ah, é aqui pertinho. Vamos levar você para casa, filho...
- Você não acha que deveríamos interrogá-lo, Craig? – o outro policial interpelou.
- Claro que não, Martin! Ele jovem deve ter vindo de alguma orgia sexual! Você viu o que estava escrito na cueca dele?
Os dois policiais começaram a rir às minhas custas.
Eu não conseguia dormir, não conseguia fazer nada. O gosto azedo do vômito ainda estava na minha boca...
Será que era aquele o gosto que eu deixava nas mulheres com quem tinha transado à força?
Os minutos se arrastavam, mas aos poucos fui reconhecendo o bairro onde morava. Assim que a viatura parou na frente da minha casa, saltei o veículo e contornei o jardim sem nem me virar para cumprimentar os policiais. Eu não estava pronto para responder perguntas. Como de costume, a porta estava destrancada e eu sabia que não havia ninguém em casa porque meus pais sempre passavam o dia de Natal na fazenda de meus tios. Assim que me vi no reconfortante espaço de meu quarto, me despi daquelas roupas ridículas e tomei um banho quente e demorado, tentando tirar de mim todos os vestígios daquelas horas em que passei no cativeiro. Quando meus dedos ensaboados contornaram aquele novo pontinho sensível de meu corpo, não sei o que deu em mim, mas comecei a me bolinar. Não estava bom, não estava gostoso... Eu queria voltar a sentir aquilo tudo se avolumando dentro de mim... Revoltado, enojado e culpado, lancei minha cabeça contra a parede provocando um ferimento em meu supercílio. Chorei. Chorei feito uma mulherzinha...
Já de volta ao quarto, deitei na cama e abracei minhas pernas, chorando mais uma vez. Dormi e quando acordei, me dei conta que o pen drive estava ali. Liguei o note e coloquei o pen drive, havia apenas um arquivo de vídeo nele, mas as cenas que vi ali mudaram minha vida para sempre.
Fui bolinado e estuprado por três vezes, gemi, urrei de prazer e gozei em todas elas. E ainda por cima, eu ficava gritando feito uma cadela no cio ‘me come, Stacy, me come Tracy’. Não adiantava quebrar o pen drive, elas disseram que iam colocar o vídeo no Youtube. Com as mãos bastante trêmulas, digitei o endereço do site e me deparei com uma surpresa.
‘Peru(s) de Natal’ era o vídeo mais visto... Puta que pariu! 123456789 exibições...
Um choro mudo invadiu meu peito enquanto eu assistia ao vídeo, de novo, de novo... Percebi que eu me tocava enquanto assistia. Chorei mais ainda...
Ouvi passos dentro de casa, corri e tranquei a porta de meu quarto. Os passos ficaram mais intensos e ouvi leves batidinhas na porta.
- Jake? Bebê? Você já chegou?
‘MÃE’ eu queria gritar e me jogar no colo dela, mas era uma péssima idéia.
- To bem mãe. – forcei uma voz boa – Só to de ressaca.
- Mamãe fez pudim de leite pata você, meu amor... – ela ronronou.
- Valeu, mãe, vou dormir agora.
Ela não falou mais nada.
Voltei a ver o vídeo e só então reparei numa coisa: os rostos de Tracy e Stacy não eram nunca filmados. Havia uma quarta pessoa conosco!
Minha vida estava acabada. Todos já deviam ter visto o vídeo. Deitei na cama, abracei minhas pernas e tentei ser tomado pelo torpor da inconsciência, mas antes de apagar geral, uma pergunta me vez arregalar os olhos.
Será que eu virei boiola de vez?