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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 22

Rendição

Enquanto Edward saía para dar ordens a seus homens, Isabella descia às escadas.
— Bom dia! — ela disse em sua melodiosa voz — Hoje vai ser um lindo dia de sol, não é Edward?
Ele deteve-se e esperou que ela o alcançasse. Sem dúvida, sua noiva era uma visão encantadora. Seu vestido era amarelo e não passou despercebido ao Laird que desde o dia em que ela descobriu o quarto de costura, nunca mais deixou de usar em suas vestes algum adereço feito com o tartan do Clã. Naquela manhã, seu lindo vestido era adornado com um xale que tinha as cores do Clã. Edward respirou fundo e tentou se recompor. Se já estivessem casados, ele sabia exatamente o que faria naquele momento. Edward a pegaria no colo, a levaria de volta à sua cama e depois, com muita calma, tiraria as roupas dela.
Definitivamente, ele não poderia fazer isso sem fazer amor com ela.
“Inferno”, ele praguejou em pensamento. Para ele era impossível agüentar mais cinco meses sem deitar-se com ela, por isso decidiu que assim que retornasse, ordenaria ao Padre que abençoasse a união deles. Emmett havia lhe sugerido que esperasse seis meses para poderem se casar, pois o amigo havia lhe advertindo que se Isabella ficasse grávida imediatamente depois do casamento, alguns poderiam pensar que o bebê era de outro homem. Edward tinha outra solução. Saberia que o bebê era dele e mataria qualquer homem que sugerisse o contrário.
Pensou lhe dizer imediatamente que se casaria com ela assim que ele retornasse, mas logo mudou de opinião. Anunciaria sua decisão enquanto o Padre estivesse preparando a cerimônia.
— Enquanto eu estiver ausente, Jasper tomará conta de tudo. Caso tenha algum problema, fale com Alice ou com ele e ele saberá o que fazer. — Edward disse a Isabella.
— Posso perguntar aonde vai? — disse Isabella.
A pergunta o confundiu. De acordo com o seu entendimento, ele já havia  lhe dito quais eram suas intenções. Ela teria se esquecido tão rápido?
— Para a guerra, Isabella.
Ela quase desmaiou.
Agora? Você está indo para a guerra agora?
— Por que está tão surpresa? Eu lhe disse que iria.
A Princesa agarrou a mão dele e a segurou com força para que ele não escapasse sem lhe explicar tudo.
— Tudo o que você disse foi que iria matar Mike Newton.
— Ah, quer dizer que você se lembra. Agora, solte a minha mão para que eu possa…
— Não! Você não pode ir para a guerra desse jeito, Edward. — Isabella não podia acreditar no que estava ouvindo.
Será que, naquele dia, ele teria se levantado, tomado o café da manhã, reunido seus homens e suas armas, e agora pensava que simplesmente podia cavalgar para a batalha? — Você não está preparado.
— Como assim, não estou preparado?
Será que alguma vez ele tinha ido a uma guerra antes? Claro que não! Era por isso que não sabia o que deveria ser feito.
— Primeiro, você deve declarar guerra. — ela o instruiu — Depois, deve esperar semanas e até meses, se preparando. Terá que fazer armas e carregá-las em uma carroça, terá que empacotar comida para o sustento dos homens durante a batalha, e todo o resto do equipamento necessário deve ser apropriadamente colocado nas carroças e levado para que você tenha todos os confortos essenciais.
Edward não podia acreditar no que ouvia! Sua linda, doce e gentil Isabella estava preocupada com seu bem estar e segurança. Ele conteve o ímpeto de abraçá-la, mas com um braço, rodeou sua cintura, trazendo-a para sai. Quando a noiva terminou de falar, ele segurou o riso e perguntou:
— Então me explique quais são esses confortos tão necessárias para mim.
Ela pensou no que os nobres ingleses levavam com eles quando iam à guerra.
— Você precisa de uma tenda forte para que te abrigar da chuva, e um tapete para pôr dentro da tenda para que quando se levantar da cama não tenha que caminhar descalço no chão frio.
— Quer dizer que devo levar a cama comigo?
— Alguns nobres levam.
— E quanto ao vinho? Quantos barris devo levar comigo?
Ela ainda não havia notado o sarcasmo na voz do noivo.
— Tantos quantos você achar necessário. — ela disse — Há regras que você deve seguir, Edward. Em uma guerra civilizada …
Ele achou muito afetuosa a preocupação da noiva, mas resolveu encerrar o assunto.
— A guerra nunca é civilizada, e você acaba de me descrever como os ingleses se preparam para a guerra. A esta altura, você já deveria ter notado que eu não sou inglês.
— Ainda assim, você deve se preparar.
Edward viu preocupação nos olhos da noiva. Ele facilmente soltou sua mão da dela e a envolveu pela cintura com ambas as mãos, colando mais ainda seus corpos.
— Isabella, eu tenho minha espada, meu arco, e um cavalo forte. Não preciso de mais nada.
— Então, eu rezarei para que termine sua guerra o mais rápido possível e que não venha a passar frio, fome ou sede.
Ele inclinou seu rosto e a beijou profundamente. Quando o ar tornou-se escasso, ela falou ofegante.
— Você vai voltar para mim?
 — Sim.
Em se seguida, ele se foi.
Já fazia quatro dias e quatro noites que Edward e seus guerreiros tinham saído da fazenda quando Lady Tanya Stewart, viúva do Barão James Stewart, chegou para visitar sua irmã.
Isabella estava muito curiosa em conhecer a mulher com a qual Edward tinha tido intenções de casar-se. Ela tentou convencer-se que não se importaria se Tanya fosse bonita ou simpática, não sentiria ciúmes dela. Podia até ser que ele a tivesse amado. Mas Isabella não ficaria com ciúmes.
Em sua cabeça, Edward não a amava. Ele aturava sua presença e se esforçava para ser gentil simplesmente por causa de uma estúpida dívida. Isabella tinha a absoluta certeza de que Edward não a amava. Ele não a odiava, de certo, mas não a amava ...
Será que Tanya amava Edward? E como poderia não amá-lo? Ele era um homem atraente, viril, forte, o tipo protetor. E se Tanya o amasse, tanto fazia. Ainda assim Isabella não sentiria ciúmes.
Sim, definitivamente, Isabella não teria razões para hostilizar a mulher. Talvez até a achasse simpática.
Mas não foi isso o que aconteceu. Depois de passar cinco minutos com a mulher, Isabella soube que nunca poderia achá-la simpática. A razão era simples: Lady Tanya era prepotente e, além de tudo, perversa.
Irina apresentou Isabella a sua irmã. Tanya era muito mais alta e magra que a Princesa. Não parecia ter muitas curvas e tinha a aparência de uma estátua. Seu cabelo loiro era tão comprido que tocava a cintura e a cor de sua pele era muito pálida. Longos cílios envolviam seus olhos azuis. Tanya era bonita, e sabia disso.
A mulher jogava o cabelo por sobre o ombro com a parte de trás da mão num gesto largo e ensaiado para atrair a atenção para seus cachos dourados.
— Tanya, esta é Lady Isabella. — disse Irina — Contei a ela que você e o Laird Cullen iriam se casar.
Tanya olhou fixamente para Isabella enquanto perguntava a sua irmã.
— Você também lhe contou que meu marido morreu, e que agora estou livre para me casar com Edward? E contou a ela que eu tenho a intenção de fazer isso?
Lady Tanya não obteve de Isabella a reação que esperava. Ao contrário, Isabella estava tão surpreendida pelo que tinha ouvido que caiu na risada. A Princesa considerou frívolas as palavras daquela mulher e tinha plena certeza que Edward não mentiria.
— Pare de rir! — exigiu Tanya — Eu não disse nada engraçado.
— Eu poderia lhe oferecer minhas condolências pela perda de seu marido, mas ao que parece, você já superou a perda.
Tanya agitou o indicador em direção a Isabella.
— Eu já escutei muito a respeito de você.
— É mesmo? Eu também já escutei muita coisa de você. — Isabella replicou.
— Duvido. Não sou assunto para ninguém. Afinal, eu não sou uma prostituta.
Isabella encolheu os ombros com desdém e essa ação incitou ainda mais a ira de Tanya.
— Edward não se casará com uma prostituta e é isso o que você é.
Isabella sabia que Tanya desejava que ela a enfrentasse, mas não iria dar esse gosto para ela.
— Desfrute de sua estadia na fazenda, Tanya. Mas lembre-se, você sabe muito bem o que fez no passado. — ela percebeu quando Tanya arregalou os olhos — Mantenha-se além dos muros que dão acesso ao castelo. Nós duas sabemos que você não é bem-vinda ao castelo Cullen e embora Edward esteja fora, ele ficaria sabendo se alguma ordem sua fosse desconsiderada.
Assim que terminou de falar, Isabella não esperou por uma resposta da vil mulher, rapidamente se afastou dali.
Naquela tarde, enquanto Isabella tecia mantas na sala de costura, pensou em Tanya e no que lhe havia dito.
Algum dia, depois que se casasse com Edward, ela lhe diria que o tinha salvado de um destino pior que a morte. Sim, ela o tinha salvado de Tanya.
Não muito longe dali, Edward seguia para a guerra. Uma guerra que não foi nem um pouco civilizada. Foi sangrenta e muito dura.
O Laird Cullen não tentou atacar de surpresa. Assegurou-se de que Newton soubesse que se aproximava enviando mensagens aos Clãs dos arredores e o fazendo saber que estava disposto a vingar seu irmão.
Quando as notícias chegaram à fazenda Newton, o Laird reuniu seus soldados para a batalha, mas não teve tempo de chamar seus aliados. Newton jurara que os Cullen nunca poriam um pé em suas terras, por isso, encontraria o inimigo de frente e lhe daria o primeiro golpe.
Mas Mike Newton nunca trocava de estratégia, pensava que o que tinha funcionado no passado poderia facilmente funcionar no presente. Sua brilhante estratégia apenas consistia em atacar e retroceder, sempre desse jeito, numa onda de sucessivos ataques. Embora seus homens não fossem tão bem treinados quanto os guerreiros Cullen, eram em maior número, e Mike sabia que podia mobilizar homens descansados depois de cada ataque. O coração do perverso Laird não lamentava a morte de seus guerreiros, para Mike, eles não passavam de soldados. Ele também tinha outra vantagem: seus arqueiros. Assim que o Laird Cullen descesse pela montanha para cruzar as planícies, não haveria lugar onde seus guerreiros pudessem se esconder, os arqueiros Newton estariam esperando por eles.
Mas Edward contava com a estupidez de Newton.
Nunca passou pela cabeça do Laird Newton que os Cullen pudessem cruzar a planície na escuridão da noite. Afinal, nem sequer os tolos tentariam atravessar o que não podiam ver. Sem luz, os cavalos podiam tropeçar e cair. Mas os Cullen não montaram seus cavalos, guiaram-nos silenciosamente através da planície durante a fria, escura e densa noite. Quando amanheceu, eles haviam se posicionado num extenso círculo atrás das linhas inimigas. Os guerreiros Cullen avançaram com ímpeto, forçando os Newton a entrar em combate ou fugir. A maioria deles fugiu.
Assim que conseguiram encurralar os Newton no vale, lutaram com as espadas e os punhos. Já que os Newton lutaram como os verdadeiros covardes que eram, a batalha foi rapidamente vencida. Um deles até tentou usar outro como escudo contra a espada do Laird Cullen. Edward matou a ambos com um único golpe, a lamina cortou através dos dois corpos justo debaixo de seus corações.
O Laird Edward sempre era o primeiro a entrar em batalha, pois como um verdadeiro general, ele guiava seus homens. Newton sempre era o último, brigando somente quando não corriam um grande risco de ser morto.
Os corpos cobriram o vale como folhas de taboa cobrindo um pântano. Em busca do Laird, cada Newton morto era revirado, mas não o encontraram. Edward se deteve de pé, em meio à carnificina, com a espada gotejando sangue dos Newton, enfurecido porque o Laird Newton tinha escapado.
— Encontrem-no! — rugiu a voz do Laird Cullen.
Newton continuou escondido, mas a caçada continuou afinal ratos não vivem em tocas para sempre. Enquanto isso, a fazenda Newton foi sitiada. Ninguém, homem ou mulher, velho ou criança, poderia entrar ou sair da propriedade. Mas Edward não era um guerreiro desumano, assegurou que não faltasse água ou comida para o povo indefeso. Seus guerreiros entraram triunfantes na fazenda Newton, mas respeitaram os mais fracos.
Enquanto isso, a caçada ao Newton durou três longos dias e noite. Por fim, encontraram-no escondido como um covarde em uma gruta perto do penhasco que se erguia sobre o Lago Gornoch. Com ele, havia dois soldados Newton, com as espadas na mão, fazendo guarda diante de seu Laird.
Num pulo, Seth saltou de seu cavalo e correu o lado de Edward.
— Fique onde está. — ordenou Edward.
Seus olhos estavam fixos em Newton enquanto os dois soldados saíam apavorados, tentando salvar suas vidas.
Agarrando a espada com ambas as mãos, Edward levantou os braços sobre a cabeça.
A última imagem que Mike Newton viu foi uma sombra indistinta que se erguia sobre ele.
O último som que ouviu foi a música da espada de Edward Cullen.

Isabella estava em frente à janela da sala de costura observando um grupo de meninos brigando com espadas de madeira. Ouviu que um deles gritava que era sua vez de ser o Laird Cullen, e logo compreendeu que isso significava que era a sua vez de ganhar. Sempre havia dois ganhadores em seu imaginário campo de batalha, Edward e Jasper. Ela se perguntava se Edward e seu irmão sabiam o quanto eram admirados pelo seu Clã.
Ouvir a risada de crianças alegrou o coração de Isabella. Apesar de Jasper e Alice não terem deixado de lhe dar atenção, ela tinha estado muito melancólica desde que Edward se foi, e fazia muito tempo que ele estava ausente. Estaria seguro? ‘Por favor Deus, cuide bem dele’ ela rezou em pensamento.
Isabella sabia das maldades de que Mike Newton era capaz, já que havia provas de que ele tinha planejado o seqüestro, a tortura e o assassinato de Jasper. Nos últimos dias ela tinha ouvido numerosas histórias sobre o Laird Newton, e cada uma delas pintava a imagem de um tirano que usava os outros para levar a cabo seus sádicos e gananciosos planos. Sua lealdade para com seu Clã só se estendia até o benefício que recebia para si mesmo. Se seus seguidores o irritavam, eram expulsos, ou ainda pior, assassinados. Ele até chegou a usar mulheres e crianças como escudo contra ataques de Clãs vizinhos! Ao colocá-los perto das muralhas da fortaleza, ele fazia questão que seus inimigos soubessem que os primeiros a morrer seriam justamente os mais indefesos.
Enquanto Isabella escutava cada uma destas horrendas histórias, pensava no homem que tinha conhecido na Abadia de Arbane. A generosidade do Laird Newton para com os monges sem dúvida tinha sido parte de seu plano. O Abade tinha sido enganado assim como ela. Quando foram apresentados, Isabella tinha pensado que o homem era amável e gentil, mas agora que sabia da verdade, repreendia a si mesma por fazer julgamentos apoiados apenas nas aparências. Equivocou-se com respeito a ele, e também se equivocou ao julgar Edward. Se tivesse olhado apenas para os modos rudes de seu noivo, nunca teria descoberto a beleza de seu coração.
Suas divagações foram interrompidas por insistentes batidas na porta.
— Princesa? Sou eu, Sue.
— Pode entrar. — Isabella respondeu.
— Desculpe interromper, mas Lady Esme solicita sua presença. — Sue falava em meio a arquejos.
— Sue? Está tudo bem com você? — Isabella questionou preocupada.
A empregada apenas assentiu com a cabeça.
— Pois bem, faça Lady Esme entrar.
— Princesa, Lady Esme não está aqui. Ela está na casa de Kate, uma das mulheres do Clã. A pobrezinha deu à luz esta manhã ...
E de repente, os olhos de Sue ficaram marejados de lágrimas.
— O que aconteceu de errado? Por que você ...
— Kate morreu no parto ... — Sue sussurrou — Venha, Princesa, Lady Esme está muito aflita.
Isabella seguiu a empregada, desceu as escadas, saiu do castelo e caminhou por alguns minutos, tendo sempre Jared com seu guardião. Eles pararam em frente a uma casinha amarela muito simples, limpa e arejada. Algumas mulheres se amontoavam na pequena sala da humilde habitação.
— E agora? O que vai ser desses coitadinhos? — Isabella ouviu um sussurro.
— Por favor, por favor, dêem espaço para Lady Isabella passar. — Sue entrou primeiro na casa, sendo seguida de perto pela Princesa.
Ao chegar ao quarto, as duas mulheres se deparam com uma cama desfeita, muitos lençóis ensangüentados e o corpo inerte de uma mulher.  Numa cadeira próxima, Lady Esme estava sentada, estática e com as mãos cobrindo seu belo rosto.
— Esme? — Isabella sussurrou e como não obteve resposta, se aproximou dela e se ajoelhou em sua frente — Você está bem, Esme?
— Oh! Isabella, eu ... eu ... fiz o possível ...
Lady Esme chorou um choro mudo e repleto de lágrimas, sua respiração entrecortada e suas feições de dor e sofrimento eram de partir o coração.
— Calma, Esme. — Isabella falou gentilmente — Nós sabemos que você fez o que pôde.
Isabella correu os olhos pelo quarto e viu um bercinho de madeira entalhada. Ela foi até lá e se admirou ao constatar que havia duas crianças lá.
— Meu Deus ... — Isabella sussurrou — São gêmeos ...
— Órfãos. — Sue acrescentou.
— São um casal. — Esme esclareceu, sua voz já estava um pouco mais controlada — Pobrezinhos ...
— Princesa, o que faremos com essas crianças? — Sue perguntou.
— Onde está o pai delas? — Isabella perguntou.
— Ele se foi há alguns meses.
Sue respondeu apenas isso e Isabella ficou sem saber se o homem havia morrido ou abandonado a esposa.
— Não podemos esperar que o Laird volte, precisamos decidir como cuidar desses bebês. — Esme acrescentou.
— Onde está Jasper? — Isabella inquiriu.
— Saiu para uma caçada e só deve voltar no final do dia. — Sue respondeu.
Isabella pensou por uns instantes e percebeu que as mulheres do Clã esperavam que ela tomasse a decisão para aquele problema.
— Esme, essas crianças não têm mais nenhum parente?
— Não.
A Princesa aprimorou seus planos ao se lembrar que Alice já tinha lhe contado a triste história de Esme, sua gravidez desastrosa e sua posterior esterilidade. Além disso, todos no Clã sabiam que Esme adorava crianças e que Carlisle, seu marido, era um homem de bom coração.
— O que você me diz, Esme, de cuidar dessas crianças como se fossem suas, até que Edward volte e tome uma decisão final?
— Se Milady assim desejar ... — Esme inclinou um pouco a cabeça e respondeu humildemente.
— Esme, isso não é uma ordem. — Isabella segurou seus ombros com ambas as mãos — Não sou seu Laird, eu só estou sugerindo isso. Você gostaria de cuidar dessas crianças?
— Sim! — Esme sorriu exultante — Sim, eu gostaria.
— Pois então está feito! — as duas se abraçaram.
— Kate teve tempo de escolher os nomes dos filhos? — Sue sussurrou.
— Não, não teve. — Esme deu um suspiro longo — Pobrezinha ...
— Então precisamos dar nomes a eles. — Isabella falou — O que você sugere, Esme?
— Coitadinhos, pobrezinhos, quanta infelicidade ... — Sue murmurava sem parar.
Gwyneth — Esme falou — A menina se chamará Gwyneth, que quer dizer felicidade. Embora seu nascimento seja marcado pela infelicidade da morte da mãe, eu desejo para esta menina toda a felicidade do mundo.
— É um nome muito bonito. — Isabella falou.
— E quando ao menino? — Sue inquiriu.
— Essas crianças tiveram um nascimento difícil ... Mas eles conseguiram sobreviver e são saudáveis. Por isso, o menino se chamará Ethan que quer dizer força. — Esme completou seus pensamentos.
E assim foi feito. Esme levou as duas crianças para sua casa, Isabella designou que duas mulheres que haviam dado à luz a poucos dias, amamentassem os dois pequenos órfãos.
Ao final do dia, Isabella estava exausta e tentou não pensar em Newton e no que devia estar acontecendo com Edward. Porém mais tarde, naquela mesma noite quando estava aninhada sob as mantas, o sono lhe faltou e sua imaginação correu solta. Todo tipo de perigo vinha a sua mente, ela imaginava Edward ferido e completamente sozinho, sem ninguém que o ajudasse.
Seu coração perdeu uma batida e seus olhos ficaram marejados. A possibilidade de que seu Edward pudesse morrer era muito insuportável para ela.
O Clã sentiria e lamentaria a morte de seu Laird. Ela morreria de tanta tristeza.
Inquieta, tentou afastar a preocupação de sua mente, mas isso só a conduziu a outra. Por que não tinha tido notícias de seu pai? Tinha se passado tempo suficiente para que ele tivesse enviado notícias a ela ou aos McCarty. Quanto mais tempo passava esperando notícias, mais se convencia de que Phoenix estava sitiada e que os soldados do Rei William o tinham feito prisioneiro. Isabella sabia que seu pai nunca se renderia.
Havia muita gente sofrendo nesse momento … e tudo devido a uma mentira. Isabella esperava saber, algum dia, o motivo pelo qual a mulher havia dito coisas tão terríveis a respeito dela. Como podia destruir tão alegremente a alguém que nem sequer conhecia? Onde estava sua consciência? Será que Jane sentia algum remorso? Ou como muitos outros faziam, tinha descoberto uma forma de justificar seus atos diabólicos?
 Isabella não tinha essas respostas. Pouco a pouco, os músculos de seu corpo foram relaxando e ela adormeceu.
No dia seguinte, após tomar o café da manhã, Isabella e Alice se reuniram no grande salão e começaram a trabalhar em seus bordados. A Princesa precisava se manter ocupada, só assim ela poderia não lamentar que tantas pessoas más a tivessem machucado, só assim ela poderia não pensar tanto em seu pai, só assim ela não pensaria tanto em ... Edward.
E enquanto pespontava uma bainha, ela elevou outra prece a Deus para que cuidasse de seu pai e de Edward.
Sentindo que o ar estava esfriando, a Princesa foi para a janela para baixar a tapeçaria. Antes que o pesado tecido caísse em seu lugar, ela olhou para os campos verdes à sua frente, algo captou sua atenção e ela rapidamente levantou a cortina.
— Oh, Deus querido!
Isabella segurou as saias, abriu a porta e saiu correndo a toda velocidade. Quase quebrou o pescoço ao descer voando as escadas
Alice ficou meio desorientada com a atitude da cunhada.
— Isabella, o que aconteceu?
— Edward ... — foi tudo o que ela disse.
A grande porta de carvalho estava se abrindo quando ela a atravessou para sair. Na pressa, a Princesa tropeçou em seus próprios pés e teria aterrissado de cabeça no chão se não tivesse esbarrado numa muralha.
Edward a salvou de que quebrar o pescoço. Isabella aterrissou sobre seu peito com um golpe surdo. Instintivamente, o Laird rodeou seus braços na cintura da noiva e a abraçou.
Isabella deu um gritinho de susto e levantou a vista, e só então se deu conta de que estava entre os braços de Edward. Ela estava tão feliz em vê-lo, que não sabia onde exatamente começaria a beijá-lo. Decidiu-se rapidamente pelo que estava mais perto, no caso, o peito musculoso do noivo. A Princesa ficou nas pontas dos pés e enroscou seus braços no pescoço dele. Daí, então, ela passou a beijar seu queixo, seu pescoço e seus lábios.
Edward se sentiu extasiado com a recepção da noiva, extasiado e feliz ... Apertou-a contra si apenas o suficiente para deixar que ela entendesse que também estava feliz de vê-la. Pelo menos, ela preferiu acreditar nisso. Quando o ar se tornou escasso a ambos, cessaram aquele beijo apaixonado.
Ela deu um passo para trás.
— Você está bem?
— Sim.
— E a batalha?
— Terminada.
— E o resultado?
— O esperado.
Ela sabia que ele não ia  lhe dizer mais nada, e embora pensasse que poderia ter sido um pouco menos comedido com o tema, estava muito feliz de vê-lo para deixar que isso a incomodasse.
Isabella respirou fundo antes de falar.
— Senti sua falta.
Ela tinha esperanças de que ele lhe dissesse que também tinha sentido saudades, mas ele só assentiu rapidamente com a cabeça. E logo em seguida, ele partiu o coração dela.
— Isabella, sei que lhe disse que me casaria com você dentro de seis meses … — começou.
— Sim, e um mês já se passou.
— Não importa quanto tempo passou. Já não posso manter minha promessa.
Emily os interrompeu.
— Laird, preciso de um minuto de seu tempo… — falou enquanto se aproximava, limpando as mãos no avental — O galinheiro foi atacado por uma raposa e minhas pobres galinhas estão tão assustadas que agora não querem pôr ovos.
— Está bem, Emily. Vou pedir que algum dos homens esteja atento às raposas. — respondeu o Laird.
Pela sua visão periférica, Edward viu outras pessoas aproximando — o pedreiro segurando outra corda desgastada nas mãos, o ferreiro com a nova lâmina de espada pronta para ser inspecionada, um jovem guerreiro — todos com problemas urgentes para serem resolvidos.
Edward respondeu várias perguntas e logo fez gestos ao resto para que esperassem para poder terminar de explicar a Isabella o que tinha planejado fazer. Mas ela não estava ali.
— Com todos os diabos … Isabella! — ele gritou.
— Com todo respeito, Laird, mas acredito que sua noiva subiu as escadas e se encaminhou para o quarto — disse Emily — Vi quando ela entrou lá.
— Ah, inferno! — Edward praguejou.
Isabella tinha desaparecido antes que ele terminasse sua declaração, e por isso não entendeu o que ele estava tentando de lhe dizer… que não haveria casamento dentro de cinco meses porque ele já não podia esperar todo esse tempo para levá-la para cama, que o último mês tinha sido uma tortura e ele já não podia continuar desta maneira. Não podia estar no mesmo cômodo que ela sem pensar no que desejava  fazer com ela.
E aquilo já estava ficando ridículo!
Se ela subia a escada, ele descia. Quando ela entrava em uma sala, ela saía. Ela não tinha a mais remota idéia do poder que tinha sobre ele, e por isso, ele devia fazer todo o possível para permanecer afastado.
Como ainda era donzela, era impossível que Isabella soubesse como o afetava quando o tocava. Mas depois que estivessem casados, Edward teria tempo de lhe mostrar como ela podia enlouquecê-lo.
Rapidamente, o Laird dispensou as pessoas e se encaminhou ao quarto da noiva, deu três batidas impacientes na porta de bradou:
— Isabella! Posso entrar?!
— Pode.
Edward encontrou sua noiva andando de lado para o outro dentro do quarto, ela estava de cabeça baixa e parecia absorta em pensamento. Não passou despercebido ao Laird que o baú estava aberto, ele teve a impressão que ela estava recolhendo seus pertences. Com um forte empurrão, ele fechou a porta atrás de si e não foi gentil quando a forçou a dar meia volta e encará-lo. Ela tinha lágrimas nos olhos.
— Você não vai partir — disse.
— Como queira.
— O que eu quero dizer é que você não me deixará.
— Mas Edward …
— Já disse que você não me deixará. — sua voz tremia de emoção.
Ela o empurrou com todas as suas forças, mas não pôde movê-lo.
— Não posso ficar aqui! — gritou — Não posso! — as pernas de Isabella fraquejaram e ela ajoelhou-se no chão.
Edward imitou seu gesto. Ambos, ajoelhados e emocionados decidiriam ali os rumos de suas vidas. Tentando atrair a atenção dela, ele segurou em seus ombros, mas quando ia falar, Isabella tomou fôlego e recomeçou.
— Não serei capaz de parar de ficar atrás de você, de te beijar e exigir sua atenção. Sei você que pensa que pode continuar me evitando, mas não pode, Edward. Eu posso ser implacável quando quero alguma coisa. — ela respirou fundo e sussurrou: — E eu quero você.
 E ali estava a verdade, para que ele a aceitasse ou a rejeitasse. Isabella ergueu os olhos para ele. Edward tinha ficado absolutamente imóvel. Ela nem sequer tinha certeza de que ele estava respirando. Ela sabia tê-lo chocado ao expressar seus sentimentos. Aquilo era impróprio. Uma dama não deveria admitir que sentia paixão, mas era muito tarde para retirar suas palavras e de todas formas Isabella não queria negar o que havia dito. Ela tomou coragem e continuou:
— Você diz que não pode se casar comigo e aceito sua decisão. Mas se eu ficar, não importará se estamos casados ou não. De qualquer maneira, você não conseguiria fugir de mim.
A fala simplesmente fugira da boca de Edward, mas seu coração já estava rendido. Enquanto ele procurava as palavras certas, acariciou o rosto dela.
— Algumas vezes, não sei o que pensar de você. Você consegue me deixar perplexo. Salvou a vida de meu irmão sem pedir nada em troca. Eu me ofereço para ser seu esposo e você acha que vai arruinar minha vida. Apesar de ter vivido um inferno, nunca deixou de ser gentil. E agora, ao achar que a rejeito, me abre seu coração. Não tenho a mínima idéia de como isso aconteceu, mas não sou capaz de imaginar minha vida sem você. Eu também quero você, e não vou esperar cinco meses para tê-la como esposa. Vamos nos casar imediatamente.
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NOTAS DO CAPÍTULO
Gente, desculpem a demora!
Acabei de terminar o capítulo e já estou postando. Minha vida está muito corrida ... pra variar ... rsrsrsrsrs
Bjs e até a próxima =]
P.S. Deixem comentários, please!
Anna

sábado, 23 de outubro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 41

Jogo

Inclinei um pouco a cabeça e vi a hora exata no relógio sobre a bancada do espelho da cama. Talvez fosse apenas o meu psicológico, talvez fosse algum relógio interno, mas à meia noite e um minuto do dia treze de Setembro de 2010, eu acordei.
‘Vinte e um anos’ pensei e sorri satisfeita. Aos vinte e um anos, apesar de todas as dores e lágrimas, eu me sentia uma mulher realizada. Meu marido, o grande amor da minha vida, dormia tranquilamente ao meu lado e nossos filhos, nossos lindos bebês estavam bem ali, juntinho de mim. O que mais eu poderia querer dessa vida, além do amor e da alegria que a minha família me dá? Que mais eu poderia pedir a Deus, além das três pessoas maravilhosas que são meu tudo?
Mamãe e papai ...
Uma lágrima sorrateira se formou em meus olhos ... era impossível não lembrar de meus pais num dia como aquele.
Uma pessoa com uma perspectiva de vida diferente diria para mim: ‘Você perdeu tudo. Sim, Isabella, você perdeu seus pais, seus sogros, seus amigos, seu sobrenome, sua fortuna.’ Devo admitir que a parte menos nobre e mais fraca de mim já pensou isso várias vezes e para cada uma dessas afirmativas, a minha parte mais forte e mais nobre elaborou argumentos consistentes.
Eu não perdi meus pais e sogros, eles foram tirados de mim e eu não posso fazer nada em relação a isso. Infelizmente. Acho que nunca aceitarei o fato de que eles estão ... mortos (é até difícil pensar essa palavra), mas aceito o fato de que em vida eles foram pessoas maravilhosas. E me alegro por ter tido bons pais e por ter sido uma boa filha. Dói muito, mas não há o que lamentar.
Meus amigos ainda são meus amigos, eles estão em algum lugar por aí e eu sei que vamos nos reencontrar um dia. Sinto saudades de Victoria, James, Jake, Leah, Alice, Jasper, Rose e Emmett, até mesmo de Jessica eu sinto falta. E ... não perdi meu sobrenome. Swan ainda está em mim, tatuado em minha alma, em meu DNA, me dizendo de onde vim e me enchendo de orgulho por minha família. Cullen está tatuado em meu coração, por amor a Edward ...
Dinheiro: sinto muita a falta de viver despreocupada com orçamentos. É difícil e meio chato entrar num supermercado e ficar procurando por promoções e descontos. É meio chato não poder morar numa casa maior e ter empregados, é meio chato passar o mês fazendo contas e tendo cuidado para não entrar no cheque especial. Mas isso não é o fim do mundo! Minha herança está guardada, tudo está sendo muito bem administrado e quando esse ‘pesadelo Volturi’ acabar, vou poder proporcionar a meus filhos uma vida mais confortável. Não posso reclamar de nada, não mesmo. Eu e Edward não estamos endividados, e vivemos bem em Forks, nada nos falta.
Um chorinho discreto dispersou meus pensamentos.
Era Anthony! Sim, dessa vez, ele acordou primeiro que Thomas.
Eu sei que é bobagem pensar isso, mas parecia que meu pequeno sabia que era o aniversário da mãe, porque assim que o peguei nos braços, ele segurou forte em meu polegar. Sua pequena mãozinha apertou meu dedo com firmeza e seus lindos olhinhos verdes me fitaram com intensidade, ele deu um meio sorriso.
- Sim, Anthony, hoje é o aniversário da mamãe. – sussurrei enquanto me sentava na poltrona e lhe oferecia um seio.
O leite jorrou de mim, numa reação natural e mágica à fome de meu bebê. Ficamos naquela cúmplice troca de olhares e ternura e enquanto meu pequeno mamava sua mãozinha não largou meu dedo, era como se ele quisesse um contato maior comigo, tipo um ‘momento a dois’. Edward acordou e o som da sua voz fez com que Anthony parasse de mamar, ele virou um pouquinho a cabeça, procurando pelo pai.
- Bella?! – Ed se levantou da cama rapidamente – Feliz aniversário, amor!
Edward se inclinou um pouco e beijou meus lábios levemente.
- Obrigada, amor. – sorri.
Anthony assistiu a tudo atentamente, depois Ed beijou a cabecinha dele e ele voltou a mamar.
- E aí, garotão? Já cantou ‘parabéns’ pra mamãe?
Anthony não cantou. Mas Thomas cantou, berrou a plenos pulmões! Edward pegou o menino antes que ele pudesse se desmanchar em tantos gritos e o acomodou em meu outro braço, ele se calou assim que começou a mamar.
- Este daqui não vai levar desaforos pra casa. – falei e sorri pra ele.
- Este vai ser um pimentinha ... – Edward sorriu e beijou a cabecinha de Thomas – Fica aqui, amor, já volto.
- Ok. – respondi só por educação, afinal, eu estava com DOIS bebês nos braços e mal conseguia me mexer.
Poucos minutos depois, Edward voltou trazendo uma caixinha de veludo preto e um saquinho de tecido vermelho.
- Nossos presentes pra você, Bella. – ele se ajoelhou em frente a mim e abriu a caixinha de veludo – Esse aqui é dos meninos.
Dentro da caixinha havia um pingente em formato de coração, delicadamente esculpido numa pedra verde e brilhante. O tom do verde me deixou intrigada, era um verde-limão, por isso, deduzi que a gema não era esmeralda.
- Isso é mais uma aquisição para sua pulseira, amor. – ele puxou um pouquinho o meu braço e tirou a pulseira – Essa pedra aqui vai se unir às medalhinhas de São Tomás e Santo Antônio e ao coraçãozinho de granada. Pronto.  – ele colocou a pulseira de volta.
- É linda! – sussurrei.
- Sim! – ele falou exultante – Ela se chama peridoto, é um nome muito esquisito, eu sei. É a pedra dos que nasceram no mês de Agosto, como os nossos filhos. Achei que eles mereciam uma representação em sua pulseira.
Anthony já tinha terminado de mamar e Edward o pegou nos braços. Ergui o punho direito e só então pude ver melhor o presente. Um coração verde, verde como os olhos de meus filhos e feito com a pedra que simboliza o mês de nascimento deles.
- É muito, muito lindo, Edward! – sorri pra ele – O coração de meus meninos ...
- É uma pedra que traz proteção e sucesso. – ele se ajoelhou diante de mim e virou Anthony para que ficasse de frente pra mim – Agora me parece que essa pulseira carrega um pouco mais da nossa história, Bella.
- Sim! Os nomes dos nossos filhos foram inspirados nos santos que estão nessas medalhinhas, o coração de granada me lembra que num mês de Janeiro você me pediu em casamento e descobrimos que estávamos grávidos e agora ... – sorri emocionada e falei com a voz embargada – Esse coraçãozinho verde representa os nossos filhos ...
- E esse aqui é o meu presente. – ele pegou o saquinho vermelho, puxou a fita e estendeu seu conteúdo sobre minha mão.
Era outro pingente.
- Descobri um antiquário em Port Angeles. – ele sorriu torto pra mim – Espero que você goste. Ele simplesmente chamou a minha atenção quando o vi na vitrine ...
- Amor ... Edward ... é lindo!
Sorri abobada e percebi que Thomas já tinha terminado de mamar, meio que automaticamente, mudei a posição do menino para que ele pudesse arrotar.  O pequeno pingente dourado era oval com uma linha vermelho vinho gravada delicadamente ao longo de sua borda. Edward virou o pingente e atrás dele havia uma inscrição, peguei-o para poder ler.
- ‘Je t’aime plus que ma propre vie’ – li a inscrição.
- O vendedor me disse que significa ‘Eu te amo mais do que minha própria vida’. É isso mesmo?
- Sim, ele disse certo. – sorri e lembrei que o meu francês continua impecável.
Seus orbes verdes me encararam, era aquele tipo de olhar que me fazia pensar que ele podia enxergar através de minha alma. O tipo de olhar que sempre aquecia meu coração.
- Eu te amo. – ele disse solenemente – Mais do que tudo.
- Assim como eu te amo, Edward.
Nos beijamos delicadamente. Foi o beijo da ternura, muito suave, afinal havia duas crianças em nossos braços. Depois de trocas de fraldas e alguns embalos, os meninos dormiram e finalmente Edward pode terminar de mostrar o pingente.
- Veja isso, amor. – ele pegou a jóia novamente e o abriu.
- Meu Deus! – sussurrei emocionada.
Dentro do pingente, de ambos os lados, havia duas minúsculas fotos. Uma delas era uma réplica de uma foto, no dia de nosso casamento, enquanto dançávamos a primeira valsa. A outra era de nós quatro, eu e Edward sentados no sofá da sala de TV e com os gêmeos ‘quase sentadinhos’ em nosso colo.
- Espero que você goste. – ele falou meio hesitante.
- Eu amei, Edward. – me joguei contra ele e o beijei com paixão.
Quando o ar nos faltou, Edward colocou o pingente na mesma correntinha de ouro que ele havia me dado há mais de dez anos atrás. Por uma questão de bom gosto, decidi tirar o coração cor de rosa de ametista da correntinha e o coloquei na pulseira.
Naquela manhã, eu fui despertada por Edward que depositava em meu rosto doces beijinhos. Sorri antes de abrir os olhos e ele sussurrou ao meu ouvido.
- Bom dia, Sra. Cullen e feliz aniversário de novo ...
- Bom dia, amor! – sorri toda dengosa pra ele.
Edward havia encomendado uma cesta de café da manhã numa delicatessen em Port Angeles. A mesa estava muito chique, toda decorada com pães, bolos, frutas e flores. Antes que eu perguntasse o óbvio, ele esclareceu.
- Peguei uma foto de um site na internet e tentei arrumar a mesa do mesmo jeito que vi nela.
- Ed ... ficou lindo!
Aproveitamos aquele tempinho em que os gêmeos ainda estavam dormindo e tomamos café ‘em paz’. A todo momento nos tocávamos e nos beijávamos, era palpável a nossa felicidade e nosso carinho. Mas como tudo o que é bom dura pouco, meu amor teve que ir trabalhar, Jenny chegou, os bebês choraram para mamar ...
Por volta das dez horas da manhã, a campainha tocou. Era um entregador do FedEx, o cara disse que era uma encomenda de ‘Edward Fields’ para ‘Isabella Fields’. Meu coração bateu descompassado várias vezes, enquanto assinava o recibo, minhas mãos suavam. Recebi duas caixas brancas enormes, a primeira tinha um grande laço amarelo e a segunda, uma linda fita vermelha.
Na caixa com o laço amarelo, havia um lindo buquê de girassóis e junto com ele um cartão.
“Isabella, minha flor, meu sol particular,é maravilhoso viver num mundo onde você vive, é simplesmente ótimo pertencer a você, receber seus olhares, seus beijos, seus carinhos.
Seu sorriso é uma dádiva para mim, seu amor é o que há de mais precioso.
Eu te amo, Bella e você é o meu presente.”
E .C.

Muito emocionada, senti lágrimas rolarem por meu rosto, peguei os girassóis e os coloquei num vaso com água. Eu amo girassóis, são flores muito alegres, irradiam calor. Peguei a segunda caixa, bem maior e mais pesada e quando a abri, ofeguei, dentro tinha um lindo vestido tomara-que-caia com uma estampa floral linda e uma faixa do mesmo tecido, sua estampa era muito diferente, muito ... única.  Junto com a roupa havia um bilhetinho e um cartão.

P.S. Você tem um encontro marcado comigo na hora do almoço. Gostaria que você usasse esse vestido.
E.C.
Fiquei parada, olhando para o bilhete por uns bons dez segundos, depois peguei o cartãozinho e me dei conta que era do restaurante árabe da cidade. Edward já tinha ido lá com Harry, seu chefe, uma vez, mas eu nunca tinha ido. Adorei a surpresa ... Mas, eu teria que deixar os gêmeos sozinhos. Sozinhos com a babá, claro! Bateu um frio na barriga só de pensar nisso ... meus instintos maternais protestaram.
- Mas é claro que eu vou! – sussurrei.
Olhei para o relógio e calculei que os meninos acordariam para ‘almoçar’ por volta das onze horas, depois disso, eu poderia me arrumar e sair tranqüila. Mandei uma mensagem de texto para o celular de Edward, agradecendo os presentes e ‘informando’ a ele que ‘Um cara lindo, gostoso, de olhos verdes e cabelos cor de bronze havia me convidado para almoçar’. Ele mandou uma mensagem logo em seguida: ‘Bella, então estamos quites. Eu convidei uma mulher casada para almoçar comigo hoje. Ela é a mulher mais linda do mundo e eu preciso confessar que sou apaixonado por ela.’ Sorri enquanto lia sua mensagem.
Faltando cinco minutos para o meio dia, os meninos já estavam adormecidos e de barriguinha cheia e eu estava ... uma pilha de nervos! Gostei do meu visual, o vestido caiu perfeitamente em mim e até conseguiu disfarçar meus quilinhos extras, deixei meus cabelos soltos e usei uma maquiagem leve. Para completar o look, eu tinha um par de sandálias rasteirinhas azul turquesa e uma discreta bolsa de mão na mesma cor. Beijei cada filho, ambos dormiam sossegados nas cadeirinhas de balanço que o ‘tio Emmett’ havia dado e fiz mil e uma recomendações à babá. Respirei fundo e entrei no carro. Aquela era a segunda vez que eu dirigia o carro novo, novo para mim, claro. Mas era um bom carro, espaçoso, macio e seguro para os bebês.
Ao virar a esquina da rua do Nefertiti Restaurant, meu coração bateu mais forte quando vi a pick-up de Edward estacionada. Eu parecia uma adolescente indo ao primeiro encontro com o namorado ...  De certa forma, Edward seria para sempre meu namorado.
Estacionei o carro ao lado do de Edward e entrei. O lugar era pequeno e charmoso, assim que pus meus pés no restaurante, vi meu marido, ele estava sentado numa mesa bem discreta, próxima a uma grande janela.  Assim que aqueles olhos verdes me viram, seu rosto se moldou num lindo sorriso. Ofeguei! Enquanto eu andava em sua direção, os olhos de Edward percorreram meu corpo várias vezes, de cima a baixo e vice-versa. Ele se levantou assim que me pus em sua frente.
- Linda. – nossas mãos se encontraram e ele me beijou calidamente nos lábios.
- Oi amor! – sorri – O vestido é lindo!
- O vestido tem sorte ... ele está muito mais bonito em você.
O almoço foi muito agradável, não só pela comida, mas principalmente por eu estar com Edward. Devo acrescentar que a comida era deliciosa. Por sugestão de Kebi, a esposa do dono restaurante, nós pedimos como prato de entrada uma salada salamalek e mini kibes de carne. O prato principal estava uma delícia: arroz marroquino e cordeiro assado com molho de hortelã. Ainda pedimos suco de tangerina e para sobremesa, maamoul, um tipo de bolinho recheado com nozes e com um leve gosto de pétalas de rosas, uma delícia ...
Foram minutos mágicos aqueles que eu passei com Edward no restaurante. Não era por causa de meu aniversário, mas porque estávamos tendo um momento a dois ... Uma coisa ‘Beward’ como mamãe gostava de se referir a nós dois ... Fazia tempo que não dedicávamos tanta atenção para o outro, depois que os bebês nasceram, quase tudo vai pra eles, até o nosso afeto. Mas isso é um caminho que já não tem volta, porque assim que me despedi de Edward e entrei no carro, meu coração voltou a bater mais forte: saudade dos filhos. Quando cheguei, meus dois anjinhos dormiam tranqüilos ainda em suas cadeirinhas, Jenny disse que eles nem acordaram ... Beijei a cabecinha de cada um e me senti completa de novo.
A tarde passou voando, confesso que eu perco a noção do tempo quando estou com meus bebês ... Quando dei por mim, mais um crepúsculo despontava no céu, logo Edward chegaria. Eu tinha me arriscado a fazer uma comidinha gostosa para nós, nada muito sofisticado, só uma massa leve. Afinal, queria que Ed comesse uma comida gostosa no dia do meu aniversário ... ‘já que ele não pode ME comer’, pensei amargamente.
Droga de resguardo! Eu já tava subindo pelas paredes ... e ainda faltavam ... Bom, é melhor nem contar ... Meus murmúrios mentais foram interrompidos pelo celular, Ed havia me mandado uma mensagem de texto:
“Princesa, eu te amo. Feliz aniversário! EC.”
Jenny me ajudou a banhar os meninos e eu escolhi roupinhas bem bonitas pra eles. Anthony usava um macacão de malha branco, cheio de desenhos de bichinhos e sapatinhos amarelos. Para Thomas, eu escolhi um uma calça azul clara, um casaquinho branco e sapatinhos azul marinho. Pronto! Meus filhotes estavam a coisa mais cuti-cuti do mundo!
Inesperadamente, Ed chegou meia hora mais cedo. Gelei! Eu ainda não tinha tomado banho, na verdade, eu tava com cara de mãe cansada quando ele chegou. Droga! Eu estava prestes a entrar no banho pra poder ficar bem linda e cheirosa pra ele.
- Oi, amor! – ele beijou minha testa – Olá Jenny. – ele se virou para a babá e a cumprimentou.
Ed foi até onde os meninos estavam, meio-sentados no carrinho, e beijou cada um. Eu ia aproveitar aquela brecha e já estava quase a caminho do banheiro.
- Hei, Bella! – em duas passadas, ele bloqueou meu caminho – Aonde você vai?
- Tomar banho ... – respondi meio confusa.
Ele segurou em meus ombros e sussurrou.
- Vou com você.
Assenti, mas corei feito um tomate, afinal, a babá ainda estava em casa. O banho foi regado a muitas carícias e beijos ardentes, onde meu marido fez questão de me banhar. Eu ofegava e gemia quando as mãos de Edward passeavam por meu corpo, que, diga-se de passagem, estava a cada dia mais em forma. Só faltavam mais uns três quilinhos e ...
- Ah! – gemi um pouco mais alto quando senti o ‘eddie’ me empurrando – Amor, e se a gente ...
- Nem pensar, Bella. – Ed me cortou – Ainda não.
- Mas Edward, você nem sabe o que eu ia falar. – fiz biquinho e ele sorriu.
- ‘Ed, encosta só um pouquinho. ‘ – ele imitou minha voz e eu fechei a cara.
Edward gargalhou, me abraçou e depois, segurou meu rosto com ambas as mãos.
- Princesa, você acha que eu não quero? – uma de suas mãos pegou a minha e a guiou até seu membro muito ereto, enorme e viril – Eu quero. Muito. Mas mais do que o meu querer, está a sua recuperação. Seu útero ...
- Ainda precisa se recuperar por completo. – completei a frase e suspirei antes de continuar – Eu queria te dar prazer ...
- Mas você me dá prazer, Bella. – ele sorriu gentilmente e me abraçou de novo – Esse banho foi uma delícia. Agora, vamos porque a sua noite ainda não acabou.
Delicadamente, Edward enxugou meu corpo, se enxugou e nos enrolou numa única e enorme toalha branca. Por sorte, os quartos ficavam para o lado oposto da sala. Eu viraria um tomate se Jenny nos visse daquele jeito ...
Tive outra surpresa! Em cima da cama, eu achei uma sacola de uma loja de roupas femininas.
- Outro presente pra você, amor! – Ed me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
Dentro dela havia outro vestido, este era muito diferente do outro, era mais clássico ... sexy. Era lindo! Ele era frente única e seu tecido estampado, delicado e fluido teve um caimento perfeito em meu corpo.
- Edward ... ficou lindo em mim ... – falei embasbacada.
Ele não respondeu de imediato, revirou na sacola e tirou de lá um par de sandálias prateadas e de saltos médios. Até nisso ele pensou, por causa da cesariana, eu não poderia usar saltos altos!
- Sim! – ele se ajoelhou no chão pra me ajudar a calçar as sandálias – Entrei na loja pra comprar um vestido, mas quando vi esse aqui ...
Ele não terminou de falar, porque quando ficou de pé e me viu já vestida, engoliu em seco e sorriu torto.

Enquanto Edward entrou no closet para se vestir, eu terminei de me arrumar. Fiz uma maquiagem leve e um penteado meio ‘preso-solto’ em meus cabelos. Deduzi que iríamos sair, já que estávamos nos arrumando tanto ... Então era por isso que Jenny ainda estava em casa ...
- Linda! – ele me abraçou por trás e distribuiu muitos beijinhos em meu pescoço – Qualquer dia desses, você me mata, Bella ... – sua voz era cheia de desejo.
Virei meu corpo e o encarei. Meu marido vestia uma calça jeans azul marinho e uma camisa cinza em decote V ... Ai, ai, ai ... G-ZUIS ... Ainda bem que aquilo tudo é meu ...
- Hum ... – fiquei na ponta dos pés o beijei seu queixo – Só se for de fome ... – falei e toquei em seu membro por cima da calça.
- Ah! – ele ofegou um pouco – Bella, assim é covardia! Vamos, se não a gente vai se atrasar ...
- Pra onde?
- Surpresa!
Entrelaçamos nossas mãos e andamos calmamente, mas quando cheguei na sala, quase tive um piripaque.
- Meus filhos?! – gritei alarmada.
- Calma, Bella! – Ed virou o rosto para mim – Jenny e os bebês já estão a nossa espera!
Meio aturdida, eu apenas olhei para ele e assenti. Em vez de seguirmos pela porta da sala, saímos pelos fundos da casa, passamos pelo nosso jardim e seguimos ‘invadindo’ o jardim da casa de Charlotte e Peter. Meu coração começou a bater acelerado quando me deparei com pequenos balões e fitas cor de rosa amarrados nos arbustos das plantas, formando uma espécie de caminho para nós.
Assim que passamos pela primeira árvore do jardim de Charlotte, meu coração bateu mais acelerado quando vi dúzias e dúzias de balões cor de rosa amarrados em seus galhos. Mais alguns passos e ... Uma linda tenda tomava toda a parte dos fundos do quintal dos Greeves, havia almofadas estendidas pelo chão e algumas cadeiras.

Edward me abraçou por trás novamente e sussurrou.
- Feliz aniversário, amor! – ele me puxou mais alguns metros adiante.
Estanquei quando vi uma mesa muito linda, toda decorada.
O jardim estava muito silencioso, a varanda dos fundos da casa de Charlotte estava com as lâmpadas apagadas ... eu até entenderia se o jantar fosse do tipo ‘romântico’, a dois ... mas aquela mesa era enorme!
De repente, as lâmpadas se acenderam e ... ‘FELIZ ANIVERSÁRIO!’ todos falaram ao mesmo tempo. Vieram ao meu encontro Charlotte, Peter, Tia, Benjamin e Joshua em seus braços, Samuel que carregava Claire, Emily, Sid, Paolo e o Sr. Hobbes. Foi uma procissão de beijos, abraços e votos de felicidades. Fiquei muito feliz, emocionada ... me senti querida, amada. Mas ainda faltavam duas pessoinhas.
- Edward?! Os meninos?
Jenny apareceu pela porta da área de serviço, empurrando o carrinho dos gêmeos até a varanda da casa. O carrinho estava muito enfeitado, cheio de balões coloridos amarrados nele! Meus filhotes estavam atentos à movimentação, estava bem acordadinhos mesmo. Inclinei um pouco o meu corpo e dei um beijinho em Anthony e outro em Thomas. Edward carregou o carrinho, levando-o até a tenda. Pedi a Jenny que ficasse com eles ali mesmo, protegidos sob a coberta. Mesmo assim, coloquei gorrinhos na cabeça de cada um, não queria que eles ficassem expostos ao vento frio do começo da noite, mas ainda assim, achei pouco e puxei a aba do carrinho, protegendo-os mais ainda. Ao que parece, Emily e Tia pensavam da mesma forma porque ambas levaram os carrinhos de seus filhos e os deixaram sob a tenda também.
- Charlotte, eu adorei a surpresa. Obrigada! – abracei minha querida vizinha novamente.
- Mas o jantar é presente de seu marido, Isabella ...
- Mesmo assim, obrigada por nos receber em sua casa!
- Não há de que, meu bem ... Você é muito especial para mim!
Circulei um pouco, conversei com cada um de meus convidados, recebi seus presentes ... fui até meus bebês, conversei com eles um pouquinho ... Nesse meio tempo, Sid e Paolo não pararam um minuto sequer. Eles serviram coquetel de frutas, refrigerante e vários canapés, tinha um com recheio de salmão defumado, uma delícia!
Edward foi até a mesa e bateu um garfo numa taça, atraindo a atenção de todos. Pela minha visão periférica, vi quando Paolo empurrava um carrinho com um balde de champanhe.
- Peço a atenção de todos ... – Ed esperou que nos aproximássemos dele, com um gesto, ele me chamou para si e entrelaçou nossas mãos – Hoje é uma noite muito, muito especial para mim, para Anthony e para Thomas ... O dia treze de Setembro marca o nascimento da mulher das nossas vidas ... Isabella ... – ele virou seu rosto para mim e sorriu, seu sorriso era triunfante, brilhante – Bella, meu amor, obrigado por você existir. Obrigado por me amar, por me entender, por cuidar de mim e de nossa família ... Obrigado por fazer de meus dias, dias mais felizes e de meus sonhos, sonhos mais lindos ... – a essa altura, eu já chorava e Ed já tinha a voz embargada – Seus sorrisos iluminam minha alma, seus beijos adoçam meus lábios, seu amor me alimenta ... é por tudo isso que eu te agradeço, minha princesa, meu amor ... Feliz aniversário!
Edward me abraçou e eu pude sentir as batidas de meu coração (ou será que era o dele?) a mil por hora! Eu corei e chorei de felicidade, nossos amigos aplaudiram seu lindo discurso e começaram a falar: ‘beija, beija, beija’. Ed segurou meu rosto em suas mãos e nossos olhares se encontraram, então ele sussurrou uma frase antes dita há mais de dez anos atrás.
- Não chore, namorada ... – sorri de felicidade ao me lembrar da noite em que ele me pediu em namoro.
E então seus lábios cobriram os meus delicadamente, num beijo calmo, quente e acolhedor.
- Obrigada por tudo, namorado! – sorri e ele começou a beijar meu rosto repetidas vezes, arrancando risos de nossos convidados.
Paolo abriu a garrafa de champanhe e Sid serviu primeiro duas taças, oferecendo-as a mim e a Edward. Nós dois brindamos ao nosso amor (eu só dei um golinho mesmo) e depois os outros se serviram. Peter ofereceu mais um brinde a mim e assim a champanhe acabou rapidamente.
O jantar foi servido e eu adorei o prato de entrada, uma deliciosa salada de folhas com mussarela de búfala. Adorei especialmente a sutil mistura do azeite com o alecrim, o manjericão, a salsinha e a mostarda dijon ... as azeitonas pretas estavam muito suculentas ... hum ... O prato principal foi escalope de peru grelhado ao molho de geléia de laranja, acompanhado de arroz branco e batata palha. Estava simplesmente divino! E pareceu que todos concordavam comigo, a expressão nos rostos de meus convidados era muito alegre enquanto degustavam seus pratos. A conversa corria solta, mas ninguém se esquecia da comida! Todo o jantar foi regado a um chardonnay australiano e ao que parece, o vinho caiu nas graças de Peter.
- Edward, filho, esse vinho é nota dez! – ele sorriu e ergueu um pouco a própria taça – Não sabia que você era um enólogo ...
- Ah! – Ed sorriu – Que é isso, Peter! Eu só sou um curioso ...
E quando eu pensei que a noite já tinha rendido tudo, depois do jantar todo mundo voltou para o espaço da tenda, onde Jenny estava (ela foi a única que jantou fora da mesa) com quatro bebês em seus carrinhos. Edward fugiu da minha presença por dois minutinhos e voltou carregando seu violão sentou numa cadeira ao lado a minha e todos começaram a cantar ‘Parabéns pra você’. Paolo apareceu novamente, empurrando um carrinho e sobre ele estava um bolo. Não, era ‘o bolo’, muito lindo, colorido, enfeitado com flores e com um enorme ‘Bella’ em seu topo.
Charlotte colocou uma vela sobre o bolo, eu fiz um pedido e assoprei.
“Deus, que eu Edward e os bebês possamos voltar para casa logo. Ah! Obrigada por tudo!”
Depois de nos deliciarmos com aquele delicioso bolo de chocolate (confesso que me esqueci da dieta), Ed pegou o violão novamente e começou a tocar uma música.


Enquanto aqueles primeiros acordes preenchiam meus ouvidos, um sorriso brotou de meus lábios. Aquela também era uma de nossas músicas ... aquelas palavras eram para nós.

“Posso quase acreditar que você é real
E é amor no meu coração que eu sinto
Mas há algo entre nós
Que não consigo entender direito”

Sim, nosso amor é tão grande que chega a ser desmedido, não cabe em si mesmo. Eu já desisti de entender os caminhos do amor, só sei que ele é real. Que ele é forte ... é por causa dele que estamos aqui.
Só sei que, como diz a música,  o amor vale a queda.
O amor me fez confiar e me entregar a Edward. O amor me fez nunca duvidar de suas palavras, de seus desejos e de seus cuidados para mim.  Por acreditar em seu amor, não tive receio em me entregar ... meu corpo e meu coração e até mesmo meus pensamentos são para Edward. Por seu amor eu tive certeza naquela fria noite de Janeiro em Zion que o melhor lugar para nós era o lugar onde estivéssemos juntos. Por seu amor, tive a coragem de entrelaçar nossas mãos quando ele disse: ‘vem comigo, amor’.
E se o amor é mesmo uma queda, ele é uma queda de nós mesmos. Eu não seria a mesma Isabella se não amasse Edward, eu sou uma pessoa diferente por causa desse amor. E esse ‘ser diferente’ deve ser ‘a queda’ que a música fala. A queda de nós mesmos e que nos faz mergulhar fundo no outro. É preciso ter coragem para se entregar tanto assim a uma pessoa.
Sim, nossos sonhos aconteceram ... E nossa vida é mais até do que sonhamos. Afinal, quem poderia imaginar que pudéssemos ter um casamento tão lindo? Que pudéssemos fazer filhos tão maravilhosos? Quem poderia imaginar que pudesse haver felicidade como essa, mesmo em meio a tantas tristezas? Nem em meus mais lindos sonhos, acolhida no calor dos braços de Edward, eu poderia imaginar que me sentiria assim ...
Nem em meus sonhos mais românticos e ingênuos eu poderia imaginar que o nosso amor seria tão forte, tão sólido e tão capaz e nos fazer seguir adiante. Eu jamais poderia imaginar que o amor pudesse me fazer uma pessoa tão forte!
Sim, o amor é uma queda ...
O amor é a maior de todas as quedas ...

“Vejo você aí e você está sorrindo
Solitária você tem estado
Esse é o meu amor
É melhor do que ouvir
Quando nada é dito
Eu me deito bem aqui ao seu lado
Eu faço isso por amor
Amor, o amor vale a queda

Amor, amor vale a queda
(É melhor do que ouvir)
Amor, amor vale a queda
(Quando nada é dito)
Amor, o amor vale mais a pena do que tudo.”

Nossos amigos aplaudiram Edward e sorriram muito, eu, claro, fiquei pra lá de emocionada por ele ter cantado aquela música. Nossos olhares se encontraram, chocolate e verde mar, numa cumplicidade muda e consciente, delicadamente Edward me beijou e me abraçou.
- Obrigada, minha vida! – sussurrei – Essa música é linda ...
- É nossa, como tantas outras ...
E assim Edward transformou meu aniversário num dia muito lindo e especial. Ganhei vários presentinhos, mas nada se comparava ao calor e carinho dos meus amigos e de minha família.
No dia seguinte, acordei super cedo e com a sensação de bem estar e disposição. Depois que Ed foi trabalhar, eu resolvi voltar a fazer minhas caminhadas na pista de cooper da praça perto de casa. Em meu percurso, cumprimentei vários vizinhos e conhecidos, enquanto Jenny fazia os meninos tomarem um pouquinho de sol (o sol que Forks nos proporcionava!), eu andava beeem devagar. Pelo menos eu já estava me exercitando.
Resolvi retomar minhas atividades normais, então além de cuidar dos bebês, eu voltei a cozinhar e a ‘cuidar da casa’. Quer dizer, quase todas as atividades, porque uma especificamente, eu e Ed não podíamos fazer ainda!
“Argh! Que porra de resguardo!” praguejei em pensamento. Não tava dando certo ficar tanto tempo sem sexo! Eu sei, eu tava parecendo uma tarada, até mesmo a voz de Edward estava me deixando excitada! Que dirá de seu cheiro, suas mãos e seus beijos? Eu já não aguentava mais ficar longe daquele doce pecado que era o corpo de meu marido! Só de pensar no que eu queria fazer com ele, sentia meus seios intumescidos e uma umidade em minha intimidade.
Oh! My gosh ... Não tenho culpa se o corpo de meu marido me fazia ficar daquele jeito!
Eu tava me segurando ... mas tava difícil ... Eu tinha que arrumar algum jeito de ...
Naquela tarde, pra não pensar tanto em SEXO, enquanto os meninos dormiam, eu peguei o carro e fui até o supermercado. Afinal, aquela era a terça-feira, dia de promoção de frutas, verduras e legumes!
O estacionamento do Newton’s estava lotado, sinal de que os foforkianos, assim como eu, se ligam em promoções. Como sempre, foi um festival de ‘boa tarde Sra. Fields’, ‘como vão os gêmeos?’ e etc e tal. Mas isso é bom, é bom conhecer todos da cidade. Eu estava bem concentrada, escolhendo maçãs e fazendo contas de cabeça, quando escutei uma voz conhecida.
- Boa tarde! Escolhendo o fruto proibido?
Girei em meus calcanhares e me deparei com o Dr. Molina. Dessa vez ele não vestia um jaleco branco, usava jeans e camiseta e tinha um sorriso à la Don Juan nos lábios. O pior de tudo é que ele media o meu corpo com os olhos, me olhava de cima a baixo como se eu estivesse nua ...
Como ele viu que eu não respondi de imediato, falou de novo.
- A senhora está muito bonita hoje. Aliás, ontem eu a vi no Nefertiti ...
- Boa tarde. – ainda bem que a minha voz saiu estável -  Sim, eu fui almoçar com meu marido, mas não vi o senhor por lá ...
- Oh! Eu só passei pela frente do restaurante. – ele sorriu e deu mais uma investida em mim – Eu me detive quando vi sua imagem na janela, você parecia uma modelo, Isabella. Ou será que eu posso te chamar de Bella?
Meu pai do céu! Isso não pode estar acontecendo ... Respirei fundo e me concentrei.
- Dr. Molina. – falei calmamente – Eu prefiro que o senhor me chame de Sra. Fields, assim como todos me chamam ...
- Ah! É mesmo? - o sorriso dele morreu um pouco – Não imaginei que uma garota tão jovem quanto você pudesse ter tanto apego às convenções sociais.
Percebi a ironia em suas palavras e me concentrei novamente para responder de forma educada, mas impondo um certo limite e respeito.
- Não se trata de nenhuma convenção social. É só uma questão de bom senso! Se eu sou uma senhora casada - frisei bem o ‘casada’ - É de se supor que eu adotei o sobrenome de meu marido  e isso não foi por imposição dele. Foi de livre escolha, em sinal de amor e meu respeito por ele.
- ISABELLA!!!?
Virei meu rosto em direção à voz, era Tia quem caminhava em minha direção, empurrando um carrinho cheio de compras. Ufa ... salva pelo gongo. O Dr. Molina murmurou um ‘com licença’ e se despediu de nós, sua cara não era das melhores.
- O que foi que deu no Javier? – Tia perguntou.
- O Dr. Molina? – ela assentiu com a cabeça – Sei lá, ele me parece um cara muito ... hãn ... como vou dizer ...
- Galanteador? – Tia arqueou uma sobrancelha e deu um meio sorriso.
- É, essa seria a palavra para ele ... – murmurei.
Ela gargalhou e tocou em meu braço antes de falar.
- Oh! Não ligue para o Javier! – ela riu mais ainda e sussurrou – Ele sabe que é bonito, charmoso e gostoso. Talvez ele se sinta o George Clooney de Forks ... Mas, aqui pra nós, ele é um gato, não é? – assenti, seria uma hipocrisia dizer que não.
- O pior, é que ele é o pediatra de meus filhos ...
- O quê? Que sorte a sua ... – Tia arregalou os olhos.
- Por quê?
- Ah! Como eu disse, Javier é um gato ... muitas mamães suspiram por ele nos corredores do Forks Hospital ... Algumas até têm uma atenção redobrada com a saúde de seus filhos!
- Que coisa! – falei exasperada.
Tia gargalhou antes de responder.
- Mas ele é um médico excelente, Isabella! Aliás, todos os pediatras são bons, mas apenas Javier é o único gato ...
Depois das compras, me despedi de Tia e voltei para casa pensando naquela conversa maluca. Que sujeitinho irritante aquele Dr. Molina! Ele se acha o quê afinal, ‘o rei da cocada preta’?
Sinceramente, prefiro o meu Edward ... Ai, só de pensar nele me bateu uma vontade de ...
É isso! Fez-se a luz em minha mente! E o ataque começaria naquela noite mesmo ...
Depois do jantar, Ed subiu para o sótão para mais uma aula naquela ‘faculdadezinha’ ... Bom, não quero parecer esnobe, afinal o que vai interessar depois será o diploma de curso superior, aquele pedaço de papel poderia ajudar Ed a permanecer no banco.  Mas onde já se viu um curso universitário como aquele? Aulas apenas três vezes por semana e duração máxima de curso de seis semestres?!
Por volta das dez da noite, os meninos já ressonavam tranqüilos e eu estava deitada na cama, meio de lado, com os cabelos soltos e estendidos sobre o travesseiro, formando um leque castanho-avermelhado. Eu havia tomado um banho com sabonete cremoso de pétalas de rosas e o cheiro em minha pele era suave, sutil, mas não foi só isso, escolhi usar uma daquelas mini camisolas de chiffon e seda que eu havia comprado para a viagem à Martinica.  A camisola daquela noite era rosa bebê, semitransparente e cheia de lacinhos ... como a vida não é perfeita e eu não podia ficar sem sutiã, escolhi usar um de renda francesa, bastante decotado e sexy ... mas ‘esqueci’ de vestir uma calcinha ...
Percebi a sombra de Ed caminhando pelo corredor da casa, muito descontraído e segurando seu caderno. Quando ele entrou no quarto, seus pés frearam bruscamente no chão ...
- Bella?
Eu fingia ler a revista que estava em minhas mãos, levantei os olhos e falei meio desinteressadamente.
- Oi Ed. – lancei-lhe meu melhor sorriso e meu melhor piscar de olhos – Como foi a aula, amor? – dei uma cruzada de pernas.
O homem arfou, passou a mão pelos cabelos nervosamente e engoliu em seco.
- Bo-boa ... muito boa ... – gaguejou e seus orbes verdes se cravaram em mim.
Eu assistia atentamente aquilo tudo, esperando que ele tomasse alguma atitude.
Ed balançou a cabeça algumas vezes, como se quisesse banir um pensamento e por fim falou.
- Tá calor, não é Bella? – ele ainda estava na porta do quarto e se virou para sair.
Entrei em pânico, vi meus planos irem por água abaixo ... Droga!
- Aonde você vai?
- Beber um copo de água ... gelada!
Sorri baixinho e já estava fazendo mil planos para a noite, mas Ed demorou a voltar. Meus pensamentos começaram a ficar embaralhados, o sono começou a me dominar ... as pálpebras foram pesando e PLOFT! Cai no sono.
Não sei se foi sonho, mas senti um par de mãos fortes e quentes me puxando para aquele corpo maravilhoso. Me aninhei ali e seus lábios sussurraram em meu ouvido.
- Amor, por que você me tenta desse jeito?
Acho que sorri pra ele e murmurei um ‘eu te amo.’
A quarta e a quinta-feira foram daquele mesmo jeito. Eu encarnava o papel de diabinha, usando minúsculas e provocantes lingeries, mas meu santo marido resistia ... Argh! Que marido teimoso, cavalheiro, consciente, sexy, gostoso ...
Na sexta-feira Ed sentou na frente da TV com uma cerveja na mão e começou a assistir a um jogo do Yankees. Enquanto isso, o plano se refinava em minha mente. E daquela vez, tinha que dar certo ... Aquela era a mais sexy e provocante de todas as lingeries que eu tinha no closet. O ‘lanchinho’ da noite dos bebês coincidiu com o fim do jogo. Por uma questão de bom senso, decidi deixá-los dormir no próprio quarto. Era agora ...
Meu marido só usava uma calça de moletom e estava sem camisa, completamente à vontade no sofá. O jogo já tinha acabado, a garrafa de cerveja estava vazia sobre a mesinha de centro e na TV só passavam os créditos dos patrocinadores do campeonato.


Tentei andar de forma sensual, rebolando um pouquinho e fazendo com que os lacinhos e as rendas daquela mini-mini-mini camisola vermelha e transparente roçassem em minhas coxas. O decote era muito profundo (pra variar) mas eu usava um sutiã de tule e renda vermelho e dessa vez, eu usei uma calcinha fio dental também na cor vermelha. Nas costas, a camisola só tinha duas tiras que se encontravam num enorme X, só havia pano da base das minhas costas até um pouquinho mais embaixo ...
Sorri para meu marido, caminhei tranquilamente pela sala, parei em frente ao móvel onde fica a TV (fiquei de costas para Ed), me inclinei um pouco, empinando minha bunda pra ele, abri uma gaveta e fingi procurar algo dentro dela.
 Foi tiro e queda!
Em questão de segundos, senti seu corpo forte, quente e viril colado ao meu. Ele me abraçou por trás, eu abri um largo sorriso e ainda bem que ele não viu.
- Você não valoriza minha sanidade, Bella? – seu sussurro foi acompanhando de uma leve mordida no lóbulo de minha orelha.
Gemi antes de responder e empinei a bunda em direção ao seu quadril.
- E você não valoriza todos os esforços de sua mulher para ficar bonita e sexy pra você?!
Ele não respondeu, virou meu corpo e me enlaçou pela cintura, seus lábios me beijaram com fome e desejo. O beijo ardente foi acompanhado de um abraço de aço, onde Ed fazia questão de me apertar contra si e que eu sentisse sua ereção, muito, muito dura. Aquelas mãos talvez deixassem marcas em meu corpo, mas não me importei com isso. Fiquei na ponta dos pés, enrosquei meus dedos em seus cabelos e fui com tudo ...
Quando o ar nos faltou, ele separou um pouco os nossos corpos e sussurrou.
- Não quero te machucar, princesa ...
- Mas você não vai me machucar, amor. – ronronei enquanto uma de minhas mãos passeava por dentro de sua calça e acariciava o meu ‘eddie’
- Bella, nós não podemos ...
- Edward você não pode me penetrar. – falei calmamente – Mas a gente pode brincar de outras formas, não pode? – mordi o lábio inferior, apertei mais um pouco o seu membro e o senti pular um pouco – Tá vendo? O ‘eddie’ disse que sim ...
Edward finalmente entendeu minha mensagem!
Seus braços fortes me carregaram no colo até o quarto, ele me deitou na cama com carinho e minutos depois percebi seu corpo quente e gostoso sobre o meu. Uma das mãos de Ed passeava sobre mim e a outra segurava o peso de seu corpo. Eu nem podia acreditar que estávamos finalmente quase indo para ‘os finalmentes’!
Com muita calma, Edward tirou minha camisola e me contemplou somente de calcinha e sutiã, ele sorriu torto e se deitou sobre mim novamente.
Seus lábios macios e quentes cobriram os meus e nossas línguas se encontraram com fúria e desejo. Quando o ar nos faltou, aquela boca maravilhosa fez um caminho de fogo pelo meu queixo, pescoço e colo. Mesmo por cima do fino tecido do sutiã, meus seios ficaram intumescidos quando senti os beijos de Ed ali.
- Aaahhh ... – gemi alucinada.
Mordi o lábio inferior e apertei uma almofada quando senti seus lábios beijarem e mordiscarem de leve a minha barriga, suas mãos passearam por lá ao mesmo tempo em que sua língua ... Aaahhh ... Meu coração já tava a mil por hora!
- Ah! Bella ... tão linda ...
Seu sussurro rouco antecedeu um beijo molhado em meu umbigo. Rapidamente Edward tirou minha calcinha e afastou delicadamente as minhas pernas, seus dedos passearam gentilmente pela minha vulva, minha excitação já era tão grande, que eu já havia perdido a noção de tudo. Eu só murmurava ‘Ed, Ed, Ed’...
Ele se deitou sobre mim novamente e me beijou nos lábios com volúpia, quando o ar nos faltou, seus lábios foram descendo novamente e finalmente chegaram lá.
- Edward! – grunhi e mordi o lábio quando senti seus beijos em minha intimidade.
Edward parecia um faminto que não via comida há muito tempo ... Mas ao invés de ir com força e avidez, ele foi com delicadeza e sensualidade. Meu G-ZUIS ... Que língua era aquela? O passeio luxuriante alternava rápidos e suaves movimentos, sopros quentes e frios, beijos estalados e molhados ... Eu já estava prá lá de perdida em tantas sensações quando o senti me estimulando em meu pontinho mais sensível.
Aquilo não durou muito tempo. Derramei meu gozo em Ed ao mesmo tempo em que meu coração bateu descompassado, minha intimidade se contraiu e explodiu em minúsculos pedacinhos de prazer, como uma chuva de prata. Por um curto, mas maravilhoso espaço de tempo, minha mente, meu corpo, meu ser, foram tomados por Edward e aquela sensação maravilhosa, aquele nirvana que só ele podia me fazer chegar.
- Edward ... – arfei e relaxei meus músculos sobre a cama.
Meu marido se deitou ao meu lado e me abraçou com ternura, nossas respirações estavam bastante descompassadas e o galopar de nossos corações se misturou em nossas peles suadas.
- Te amo, Bella. – ele beijou minha testa – Minha gostosa ...
- Te amo, Ed. – me esfreguei mais nele, já querendo o provocar.
Ele sorriu baixinho antes de falar.
- Princesa, você não ta cansada?
- Hum ... hum ... – comecei a beijar seu pescoço enquanto minhas mãos acariciavam sua barriga.


Num único movimento, nos virei um pouco e fiquei sobre Edward, apoiando meus joelhos ao lado de seu corpo. Eu estava meio ... sei lá ... possuída ... Segurei firme em seus braços, na tentativa de imobilizá-lo, eu queria fazer tudo naquele corpo lindo ...
Peguei mais dois travesseiros e os coloquei atrás da cabeça de Edward, eu queria que ele ficasse um pouco mais alto. Quando nossos olhares se encontraram e eu vi o verde desejo em seus orbes, sorri. Me inclinei um pouco e sussurrei em seu ouvido.
- Eu quero você ...
A resposta de meu marido foi um gemido rouco e abafado, ele fechou levemente os olhos e sorriu.
Beijei seus lábios com vontade e fiz questão de rebolar sobre ele, fazendo com que minha intimidade se encostasse a um ‘eddie’ já duro e ainda vestido. Meus lábios foram descendo por seu corpo, passeando pelo pescoço, tórax, barriga ... virilha ... Com agilidade, tirei sua calça e a cueca de uma vez só e ... quase chorei de emoção e felicidade ao rever meu ‘eddie’. OMG! Ele tava tão lindo, grandão ... e com aquela cabecinha rosa apontando pra mim ...
- Oi meu rei ... que saudades de você. – sussurrei e peguei nele, enchendo minhas mãos – Sim, meu gostosão, eu senti sua falta, muito!
Senti Edward estremecer um pouco assim que pus as mãos em seu membro. Eu queria tudo, tudo, tudo! Mas fui com calma. Primeiro, deixei que o ‘eddie’ se sentisse feliz em minhas mãos, então fiz movimentos de vai e vem em sua base. Depois não resisti e passei a alternar leves beijinhos e suaves lambidas em toda a sua extensão, sempre de baixo pra cima.
Edward murmurava umas coisas ininteligíveis e aquilo só me dava mais confiança. Às vezes, ele gemia o meu nome.
Comecei a chupar meu ‘eddie’ num movimento ritmado e de repente, uma música de Britney Spears surgiu na minha cabeça e eu passei a me guiar pelo ‘som’. Os movimentos de sobe e desce da minha língua eram intensos e vigorosos, mas eu me concentrava na cabecinha do ‘eddie’, fazendo meu Ed urrar e arfar. OMG ... eu fiquei muito excitada de novo.
Enchi minha mão com seus testículos e os apertava bem de leve, enquanto minha língua e meus lábios não descansaram nenhum minuto. Percebi meu ‘eddie’ muito rijo e a respiração de Edward bastante pesada e descompassada. Respirei fundo, ergui a cabeça, sorri para Edward. Depois, inclinei mais o meu corpo, empinei mais a bunda e fui com tudo ...
Engoli de vez (até onde pude) e intensifiquei os movimentos de sobe e desce, lambidas e chupadas. Com a ponta da língua eu envolvi e acariciei a cabecinha do meu ‘eddie’ até que Edward arfou e urrou.
- Bella ...
Seu gemido rouco antecedeu seu gozo quente em minha boca. Engoli e chupei até a última gota. E, sinceramente, foi tão bom, tão bom que assim que eu recuperei o fôlego, eu queria mais.
Olhei pra Ed e sorri, seu sorriso era tão quente e ofegante quanto o meu. Com um movimento de mãos, ele me chamou para si e me aninhou em seu peito. Nossos lábios se encontraram num beijo calmo.
- Te amo! – dissemos em coro.
Ele acariciou meu rosto com uma das mãos e sorriu.
- Você é maravilhosa, Bella. – sorrimos – E eu não estou falando apenas de prazer ... Você me completa, sabia?
Abri um sorriso mais largo ainda e me esfreguei contra ele.
- Você também me completa, meu amor. – beijei a pontinha de seu queixo.
Nos fitamos com intensidade, era muito desejo que havia ainda entre nossos corpos, o calor e a libido eram quase palpáveis.
- Adorei ser seduzido por você. – ele falou e sorriu torto.
- EU?! – falei com um falso ar de inocência.
- Sim, sua espertinha! – ele tocou a pontinha de meu nariz – Seu marido, cheio de tesão por você e louco para ser seduzido, adorou seu joguinho ...
- Joguinho?! – me aproximei mais dele.
- An-hãm ... – seus braços envolveram minha cintura.
- E quem ganhou? – sussurrei.
- Nós dois. Sempre nós dois.
Seus lábios cobriram os meus novamente e num piscar de olhos, esqueci-me de tudo ao meu redor.