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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Vem comigo, amor - Bônus Final


Notas

FELIZ NATAL!

A fic chega ao fim...
Os 3 links são apenas para trilha sonora.
Boa leitura :)

......................



Turning Page

POV BELLA

‘Uma página virada’, era assim que mamãe se referia ao meu namoro com Edward depois que acontecesse a nossa primeira vez. ‘Nada será como antes, Bella. O namoro de vocês vai mudar. Sempre muda’, ela dizia com toda a calma do mundo.
- Página virada... – repeti e senti um friozinho na barriga.
- Ah, meu bebê, mas isso não quer dizer que serão mudanças ruins! – ela sorriu e envolveu minhas mãos nas suas – Não tenha pânico do desconhecido, Bella! Ainda acho que você e Edward são muito novos para um passo importante desses, mas como não consegui fazer você mudar de idéia, posso apenas te aconselhar a fazer as coisas da melhor maneira possível.
Dona Rennè era a mãe mais maravilhosa do mundo porque além de limpar a minha barra com um Charlie-pai-amoroso-e-ciumento, ela era a minha ginecologista me explicando como tomar a tal pílula anticoncepcional e como aquelas bolinhas cor de rosa funcionavam em meu corpo. Rennè ainda era minha melhor amiga, me explicava tudo sobre sexo (me fazendo corar muitas e muuuuuuitas vezes), me dando apoio e sempre me dizendo que eu não era obrigada a transar com Edward logo, eu poderia esperar, se eu quisesse. Estávamos no meu quarto conversando, deitadas na minha cama e ouvindo uma musiquinha gostosa. Eu sempre amava esses nossos momentos de mãe-e-filha porque sempre podia conversar com Rennè sobre tudo, eu encontrava carinho e conforto não apenas nos seus braços maternos, mas também naquele jeitão alvoroçado e engraçado dela.
- Eu estou mesmo certa do que quero, mãe... – sussurrei pela milésima vez – Tipo, as coisas entre nós já estão meio difíceis... – me praguejei em pensamento, não era isso o que eu queria dizer – Quero dizer, eu e Edward já chegamos num... ééérrr como eu vou dizer, num...
- Estágio? – ela me ajudou.
- Sim! Num estágio que ansiamos por isso, queremos muito que aconteça, mas queremos planejar, ter responsabilidade... fazer direito.
- Oh, meu bebê! – ela me abraçou apertado e sorriu – De primeira, ninguém faz direito!
- MÃE! – minha voz subiu umas oitavas.
- Hahaha... – ela desfez nosso abraço e me olhou nos olhos – Bella, minha primeira vez foi quase um caos, no banco de trás do carro do Roger, meu primeiro namorado... Eu lembro que além de tudo, meu pescoço doeu pra caramba, e embora o Roger tenha sido muito carinhoso, foi atrapalhado!
Nem preciso dizer que eu já estava corada até a raiz dos cabelos!!!
- Não seja boba, Bella! – sim, mamãe estava me zuando, mas depois ficou séria e afagou meu rosto – Acho lindo que a sua primeira vez seja com o Edward porque tanto eu quanto Esme temos certeza que vocês nasceram um para o outro...
- Obrigada, mamãe... – abracei-a apertado, meu coração estava disparado, eu estava ansiosa.
- Só quero que você seja feliz, meu bebê. – ela sussurrou e beijou minha bochecha – Você e Edward tem conversado muito sobre isso não é?
- Constantemente, mãe. – corei de novo – E da parte dele as coisas estão bem encaminhadas, não vamos preocupar vocês...
- Oh, meu bebê, - ela ronronou – os filhos, não importa a idade que tenham, sempre preocupam os pais. Quando você for mãe, você vai entender isso...
- BELLA? RENNÈ? – papai, bateu na porta do quarto e entrou logo em seguida – Vamos, garotas?
Meus pais iriam para a bilionésima lua de mel, dessa vez em Bora Bora, enquanto eu passaria as férias com os Cullen em Martha’s Vineyard. Para mim, isso estava mais do que ótimo! Ficar com meu Edward, fosse onde fosse, estava perfeito, porque o lugar era pura geografia e desde que o meu amor estivesse comigo, eu me sentia completa. Dez minutos depois eu já estava na mansão Cullen com minhas malas e com os braços de Edward envolvendo minha cintura. Sim, nossas mãos não se deixavam...
- Garoto, - papai fez uma voz ameaçadora para meu namorado – sei que você tem juízo, cuidado com a minha filha...
- Pode deixar Charlie, eu vou cuidar dela. – Ed falou com a voz mais segura do mundo – Eu amo a sua filha...
Papai vez uma voz meio esquisita e rosnou de uma forma quase inaudível:
- É desse amor que eu tenho medo...
Eu e Edward nos olhamos e seguramos o riso!
Meus pais se despediram mais uma vez de mim, se despediram de Carlisle e Esme e seguiram para o aeroporto. Naquele mesmo dia, fui com os Cullen para a casa de praia e chegamos lá no finalzinho da tarde.
Embora Esme e Carlisle fossem mais discretos que meus pais na vigilância de nosso namoro, eu percebia que o amor cuidadoso deles em nós também era cheio de preocupações. Apesar de serem dois pares de olhos vigilantes, eu gostava disso, afinal, quem ama cuida.
- Ed? – sussurrei para meu namorado quando ele me ajudava a subir com as minhas malas – Você já... conversou com seu pai?
- Sim! – ele sorriu torto para mim, provocando as famosas borboletas em meu estômago – Papai ficou meio preocupado, mas depois foi sincero comigo e muito amigo mesmo...
- Ah, que bom. – sorri também e me sentei na cama daquele lindo quarto azul – Eu tenho uma novidade.
- Qual? – meu amor se virou e me encarou curioso.
- Comecei a tomar a pílula.
- Foi mesmo!? – ele sentou na cama ao meu lado – Mas por que tomar com tanta antecedência? Ainda estamos em julho...
- Ideia de mamãe.
Mal terminei de falar e meu namorado atacou meus lábios num beijo calmo e apaixonado. Quando o ar nos faltou, percebi que já estávamos deitados na cama, nossas pernas estavam enroscadas, Ed envolvia minha cintura com possessividade, sua ereção empurrava minha barriga e meu sexo latejava de uma maneira ainda nova para mim.
Ofegantes, sorrimos como duas crianças traquinas... Ultimamente, começávamos nos beijando e terminávamos assim, deitados na superfície plana mais próxima, com nossos corpos entrelaçados e nossos sexos pulsando de desejo!
- Mamãe queria que eu começasse a tomar pílula logo agora para ver se eu me acostumaria com a ideia... – sorri – Ela tem me ajudado muito.
- Papai também. – Ed suspirou e me abraçou – Andei vendo um chalezinho bonito e confortável para alugar por uns dois ou três dias, assim não perderemos muitos dias de aula e nossos pais não vão surtar tanto assim.
- Chalé? – fiquei intrigada – Eu pensei que a gente iria a algum hotel ou motel...
- Você não gosta da ideia, princesa? – ele desfez nosso abraço e me olhou nos olhos – Eu pensei que você gostaria mais da privacidade de um chalé.
Enquanto meus olhos de perdiam no verde aconchegante dos olhos dele, eu me dava conta de que meu Edward sempre pensava no melhor para mim. Envaidecida por tanto amor carinho, desfiz a mínima distância que nos separava e colei meus lábios nos dele. Minha língua invadiu sua boca, se enroscando na língua dele, ansiando por mais contato, mais prazer. Uma das mãos de Edward que antes segurava possessivamente na minha cintura começou a explorar meu corpo, traçando desenhos erráticos em minhas costelas, depois entrando por baixo da blusa, alcançando um dos meus seios, me deixando mais louca de desejo quando ele acariciou gentilmente o meu mamilo.
Ansiosa por mais, gemi em sua boca e ousada como não achei que pudesse ser, desci minha mão que antes estava espalmada em seu peito, passando por seu abdome definido e chegando até a virilha. Dessa vez Ed grunhiu contra a pele de meu pescoço! A mão dele voltou para minha cintura, traçando um caminho erótico até meu quadril, acariciando com força a minha bunda e me puxando mais para si. Afoita, alcancei a barra da sua bermuda, a boxer e toquei de leve em seu membro avolumado. Sim, meu namorado gemeu em meu ouvido e mordiscou o lóbulo de minha orelha, mandando para o meu sexo uma corrente elétrica de... de prazer... Ofegante, voltei a beijar meu amor de uma forma insana como se seus lábios fossem o oxigênio para meus pulmões! A mão dele desceu para minha coxa e ali ele parou, apertando minhas carnes com força e desejo. Talvez ficasse uma macha roxa, mas quem disse que eu me importava?
Quase levei um susto quando o membro dele saltou em minha mão e por um breve instante eu quase entrei em pânico quando imaginei aquilo tudinho... tudão... dentro de mim! Meus pensamentos ficaram dispersos quando Edward puxou minha perna para cima dele, envolvendo-o. Foi então que eu parei de respirar. Naquele ângulo ousado e diferente, o membro enorme e pulsante dele tocava em meu sexo e mesmo com tantas camadas de roupas entre nós... foi gostoso. Como se houvesse um imã, uma eletricidade diferente, um calor, um tesão descontrolado, eu comecei a rebolar para ele, me esfregando mais e mais na sua ereção, me deliciando naquele vai-e-vem inédito. Nesse meio tempo, nos concentramos nos nossos olhares... se aquilo fosse ‘quase a coreografia de fazer amor’ era muito, muito gostoso! E fazer aquilo me perdendo no verde mar de seus orbes era melhor ainda...
- BELLA? EDWARD?
Porra! Puta que pariu!
Esme!!!
Agora a eletricidade era outra!
Eu e Edward levamos outro tipo de choque e rolamos nossos corpos para as extremidades da cama! Cada um foi para um lado, ele pegou uma almofada e colocou sobre a ereção bem na hora que Esme entrou no quarto.
Caralho, a porta estava aberta!
- Crianças... – Esme falou com uma voz e um sorriso de ‘sim, eu não nasci ontem’.
Meus olhos pareciam que iam saltar das órbitas e nem mesmo pela minha visão periférica ou ousava olhar para meu Edward. Eu tinha medo de desatar a rir!
- Bom, - ela girou em seus calcanhares e eu podia jurar que minha ‘quase’ sogra estava sorrindo – eu só vim avisar que o jantar será servido em uma hora. Tomem banho, troquem de roupa e arrumem juízo!
- Ai meu Deus! – sentei na cama espantada – Foi por pouco!
Edward sorriu presunçoso e deu um pulo da cama.
- Podia ser pior. – ele sorriu torto – Podia ser seu pai...
Fiz uma careta de pavor e ele gargalhou, depois em deu um selinho e marchou para o quarto dele, me deixando ali, ardendo de desejo.


POV EDWARD

A música chegava aos meus ouvidos com uma certa dificuldade porque os gemidos de Bella abafavam qualquer outro som... Estávamos nus na minha cama, nossos uniformes da escola estavam jogados pelo chão, espalhados de qualquer jeito, Bella arranhava minhas costas enquanto eu me movia dentro dela...
- Aaahhh... Edward... – ela sussurrava.
Eu me sentia quase um selvagem, entrando e saindo dela em movimentos rápidos, dessincronizados, me deliciando naquela carne molhada e quente, me inebriando de amor, desejo e suor... Bella sorria e se remexia embaixo de mim, correspondendo aos meus movimentos, ansiando por mais, me dando mais.
Tudo aquilo era novo para nós dois, na verdade, era inédito! Eu já nem sabia até quando podia me agüentar, porque tudo o que eu mais queria, tudo o que eu mais ansiava, era extravasar logo naquela grutinha apertadinha e marcar aquele lugar como meu. Meu para sempre. Mas eu sabia que tinha que esperar por ela!
Como é que posso me agüentar? Porra, Bella, você é muito gostosa!
Entrando e saindo da minha namorada, agora minha mulher, eu me sentia ‘o cara’! Bella parecia gostar, gostar muito... e eu? Eu estava nas nuvens! Cada vez que ela intensificava os arranhões nas minhas costas, eu entendia que ela estava mais perto de gozar e intensificava as estocadas, até que ela me beliscou tão forte e gritou logo em seguida... Pronto! Com um gemido rouco, me derramei dentro de Bella e cai sobre seu pequeno corpo, completamente suado, inebriado, extasiado. Encostei minha testa no vão de seus seios, nossas respirações estavam entrecortadas e pesadas. O silêncio era gostoso. Bella apenas fazia um cafuné gostoso em mim, enquanto eu ainda mergulhava no mar das delícias de seu corpo, cheirando aquela pele gostosa...

- EDWARD!? EDWARD? FILHO?
Hãn?
- EDWARD, FILHO, - alguém gritava do outro lado da porta – ACORDE MEU BEBÊ, VOCÊ VAI SE ATRASAR PARA O PRIMEIRO DIA DE AULA DO SEMESTRE!
Hãn? Hum? Mãe? Bebê?
PORRA! Mãe, bebê não...
Quando abri os olhos me percebi com uma puta ereção e diversos pontinhos molhados manchados no lençol. Ainda bem que a porta estava trancada.
- Já vou, mãe...
Porra de novo! Que voz rouca era essa? Quase não me reconheci!
- Filho!? – dona Esme insistia em bater na porta – Bebê, você está bem? Que voz é essa Edward!?
Ai, meu Deus! Por que é que TODAS as mães são assim desse jeito? E por que a minha ainda insiste em me chamar de bebê? Fiz 15 anos em julho, poxa!
Pigarreei antes de falar.
- TO BEM, MÃE! – dei um pulo da cama e enrolei o lençol sujo numa bola enorme – DAQUI A 15 MINUTOS DESÇO PRA TOMAR O CAFÉ!
Mamãe pareceu se contentar com a resposta e se desinstalou da porta de meu quarto. Corri para o banho e só de ficar nu, eu comecei a pensar em Bella. O jeito foi ‘bater uma’ durante o banho, pensando nela, me imaginando dentro dela... com certeza era bem melhor que minhas mãos...
- Que saudade, Bella... – murmurei enquanto me aliviava sob a água fria.
Nós dois havíamos combinado que a nossa primeira vez seria depois que ela completasse 15 anos... E com a proximidade da data, eu não conseguia pensar em outra coisa! Nosso namoro infantil que começou há quase 5 anos foi evoluindo e ficando mais quente conforme a adolescência foi nos enchendo de hormônios. A cada ano as coisas ficavam mais íntimas, as carícias se intensificavam, os beijos se tornavam mais profundos, os corpos eram explorados aos poucos...
Uma delícia!
Conhecer Bella aos poucos me fazia amá-la e respeitá-la cada vez mais, desejá-la como um cego anseia pela luz, querer devorá-la como se ela fosse (e na verdade era) a mais deliciosa e exótica fruta.
Eu me sentia como um viciado e ansiava por minha Bella todos os dias. Ela era a única para mim, eu não sentia esse desejo, esse furor, esse calor por mais nenhuma outra garota. Mesmo tão jovem, eu suspeitava que jamais desejaria outra mulher e que quando nos casássemos, eu seria para Bella o que meu pai é para minha mãe: um amigo, um marido, um eterno namorado.
Viver ao lado de Bella me fazia sempre pensar no futuro, no nosso futuro.
Perdido nas minhas divagações, vesti o uniforme da escola, arrumei a bagunça de meus cabelos, coloquei aquele perfume que Bella me deu de presente e me olhei no espelho. Tava legal. Peguei a mochila e desci correndo, quase tropeçando numa das empregadas da mansão e ganhando um ‘bom dia, Sr. Cullen, tome cuidado, menino’. Sorri, me desculpando para ela e cheguei à mesa a tempo para o café da manhã. Agitado, falei com papai que lia um jornal despreocupadamente e dei um beijinho na minha mãe. Comi feito um condenado (eu vivia com fome) e depois segui para a garagem, onde Sebastian, motorista da família, me aguardava.
- Bom dia, Sebastian, por favor...
- Sim, Sr. Cullen, - ele sorriu – já sei. Vamos passar na mansão dos Swan.
- Exatamente! – sorri.
Dez minutos depois eu já avistava minha Bella no jardim da mansão Swan, seus cabelos castanho-acobreados estavam soltos e balançavam ao vento. Aquele uniforme sem graça da escola se transformava numa roupa linda no corpo dela... Tudo em Bella era maravilhoso!
Porra! Só de vê-la caminhar, remexendo delicadamente aqueles quadris, eu ficava duro como pedra! Como é que vou conseguir agüentar até o final do dia? Que dirá esperar até depois de seu aniversário que acontecerá em... 9 dias...
Noite sim, noite também, eu sonhava com a nossa primeira vez...
- Oi, amor! – ela entrou no carro e sorriu para mim, me dando um selinho logo em seguida.
- Oi, princesa. – sussurrei.
-Bom dia, Sebastian. – Bella cumprimentou o motorista.
O caminho até a escola foi, irremediavelmente, cheio de pegações e beijos molhados, de língua, de todo jeito... Se o motorista reparava, a gente não tava nem aí! O que não dava era pra ficar sem beijá-la, não, não dava!
- Edward? – nossas mãos estavam entrelaçadas e nos olhamos com intensidade.
- Sim?
- Sonhei com você essa noite. – ela sussurrou, abaixou a cabeça e corou – Com nós, na verdade...
Cheguei mais perto dela e colei nossas testas, suspiramos em sincronia.
- Eu sonho com você todas as noites... Com nós...
Imediatamente senti meu rosto esquentar também. E sorrimos felizes, satisfeitos com o nosso amor e cheio de expectativas quanto ao futuro próximo.


POV BELLA

Minha festa de 15 anos foi linda! Começou com um baile de debutantes bastante tradicional, onde dancei a primeira valsa com papai, a segunda com Edward... e depois dancei com Carlisle, tio Billy, Jake... O jantar foi requintadamente organizado por mamãe e Esme que capricharam em tudo. Eu até desconfiava que as duas não fossem médicas e sim, donas de um cerimonial! Na segunda parte da festa, nossa enorme sala se transformou numa pista de dança, eu troquei de vestido e cai na balada com meu namorado e amigos da escola.
Sempre vou me lembrar de minha festa de 15 anos com muito carinho. Mas aquilo não era tudo, nunca seria dali para frente... O dia 13 de setembro foi lindo, o dia 14 foi mágico, maravilhoso, perfeito...
Ainda era madrugada quando eu e Edward seguimos para Mastic Beach, um charmoso balneário a apenas 110 km de nosso bairro. Sebastian, o motorista dos Cullen nos levou até a praia e combinou de nos buscar dali a dois dias.
Durante a viagem eu e Edward não conversamos muito, eu fingi dormir, encostada em seu ombro e aconchegada em seu abraço gostoso. Eu tinha a boa desculpa de estar cansada da festa, mas na verdade eu estava com medo... com medo não, em pânico mesmo.
Eu me sentia o leão covarde de ‘O Mágico de Oz’!
Cedo demais chegamos à praia e Edward me ‘acordou’ delicadamente.
- Princesa, - ele sussurrou – chegamos.
Abri os olhos e me deparei com o verde dos olhos dele. Sorrimos. Mas eu pude perceber que Ed estava tão nervoso quanto eu...
Sebastian ajudou meu namorado a descarregar as malas enquanto eu estava na varandinha no chalé, olhando as ondas do mar se quebrando nas pedras. Estávamos na verdade, num condomínio privado, onde os chalés eram alugados nas temporadas de verão. Sorri. Edward pensava em tudo! Não estávamos em qualquer lugar, ali parecia ser seguro o suficiente para nossa... primeira lua de mel... Sorri com a junção das palavras em minha mente.
Eu andava sorrindo à toa, de felicidade, de nervosismo, de ansiedade...
Perdida nos meus pensamentos, remoendo minhas dúvidas e medos, comecei a olhar as estrelas naquele céu limpo de fim de verão. Senti um par de mãos envolvendo minha cintura, encostei meu corpo naquele corpo que seria dali para frente sempre meu... suspirei.
- Enfim sós, Bella... – ele beijou o meu pescoço, provocando arrepios gostosos em mim.
Quando eu falar uma coisa, percebi um clarão rasgando o céu.
- Uma estrela cadente!!! – falamos em coro e depois de um minutinho de silêncio, sorrimos como duas crianças bobas.
Edward girou meu corpo para ficar de frente para ele e beijou a pontinha de meu nariz.
- Você fez um pedido? – ele sorria.
- Sim! – sorri também – E você?
Ele balançou a cabeça, dizendo que sim.
- VOCÊ PEDIU O QUE? – dissemos em coro.
- Ah, não, não posso contar! – em coro de novo e rimos que nem duas hienas.
Quando a graça passou, o olhar de meu amor prendeu minha atenção, ele foi se aproximando e me beijou com carinho e ternura. Minhas mãos envolveram seus ombros, as dele envolveram minha cintura com ansiedade. Quando o ar nos faltou, ele colou nossas testas e falou numa voz rouca e solene.
- Eu sei o que você pediu, meu amor... – eu assenti – Eu pedi o mesmo.
Quase me matando do coração com o susto que levei, soltei um leve gritinho quando Edward me pegou no colo e nos conduziu para a porta do chalé.
- Edward! – gargalhei – Isso é mesmo necessário?
- Claro, princesa! – ele se gabava – Quero que tudo seja completo!
A salinha do chalé era muito fofa, tinha uma lareira, um sofá e todos os outros móveis que uma sala deve ter. Minha mão ainda estava entrelaçada a Edward quando ele nos guiou até o quarto. Então de repente a minha respiração começou a ficar pesada, o ar não entrava direito em meus pulmões, minhas mãos e pés suavam... Era o pânico!
Meus olhos quase saltaram das órbitas e meus pés quase fraquejaram quando eu vi a linda e enorme cama... Sobre ela uma delicada colcha branca e enormes travesseiros, apenas isso... A sensação de noite de núpcias se tornava mais e mais real quando eu me dava conta de que dali a alguns instantes seria a mulher de Edward Cullen!
Meu coração batia tão forte que parecia que ia saltar pela boca!
- Princesa, - Ed me abraçou pela cintura e beijou minha têmpora – acho que... – ele parecia hesitante - a idéia de tomar um banho com você agora me parece tentadora demais...
NÃO! ENTREI EM PÂNICO!
- Mas, - ele completou – acredito que o melhor agora seria cada um ter seus minutinhos a sós... – ele desfez nosso abraço – Você pode ficar aqui na suíte, vou tomar uma chuveirada no outro banheiro.
Então meu namorado girou em seus calcanhares, pegou sua nécessaire e marchou para fora do quarto, me deixando ali... sozinha!
Quando Edward saiu, eu cai, covardemente e me sentei na poltrona que até então eu nem havia notado que existia.
G-ZUIS! Você espera ansiosamente para fazer 15 anos, achando que depois disso você vai ter todas as respostas para tudo e que vai ser altamente segura de si e depois descobre que não é nada disso! Olhei para os lados assustada e pensei: ‘E agora?’
Respirei fundo ‘trocentas’ vezes e depois, num pulo, resolvi me mexer. Edward poderia voltar para o quarto e me encontrar tremendo feito um cordeirinho estúpido! Procurei pela coragem dentro de mim e tudo o que achei foi amor... Lembrei que li em algum lugar que ‘o amor lança fora todos os medos’, decidida, peguei a nécessaire e segui para o banheiro, fechei a porta atrás de mim e tentei fazer as coisas direito.
Prendi os cabelos num coque alto e tomei um banho quente e relaxante, senti meu corpo durante o processo e agradeci aos céus por minha mãe ter me levado naquela clínica estética para fazer a tal da depilação ‘à brasileira’ com cera quente. Doeu pra caralho, mas ficou legal...
Droga! Entrei em pânico de novo quando pensei em ‘doer pra caralho’.
Droga! Pensei de novo!
Depois do banho, escovei meus cabelos para desfazer melhor o penteado da festa e ainda escovei os dentes meticulosamente. Então chegou a hora de vestir ‘a lingerie’... Ai, G-ZUIS! Choraminguei quando o vi o finíssimo e transparente pano da mini-camisola e da calcinha que eu mesma havia escolhido há quase dois meses atrás!
Eu havia comprado um conjuntinho cor de rosa muito lindo e delicado, ele era ao mesmo tempo sensual, fofo, romântico... Como eu sempre sonhei que a nossa primeira vez seria...
Usando a coragem e o autocontrole que eu nem sabia que tinha, vesti as peças de lingerie e me olhei no espelho. Corei. Corei muito! Respirei fundo mais uma vez e abri a porta do banheiro. Antes que meus olhos pudessem captar qualquer imagem, me perdi na doçura de uma música que começava a tocar. 
Mas quando meus olhos encontraram os de Edward, tudo ao nosso redor parecia deixar de existir. Meu amor estava sentado na beirada da cama e quando me viu caminhar em sua direção, ele se levantou e veio ao meu encontro, estendendo uma de suas mãos para mim. Ele usava apenas uma boxer preta e por alguns instantes meus olhos se fixaram em seu membro... tenho certeza que os orbes verdes de meu amor varriam meu corpo também!
- Linda! – ele sorriu e me abraçou.
Giramos no quarto, ao som daquela delicada canção, nossos olhos não se deixavam um segundo, nossos corações martelavam contra nossas peles. As respirações estavam pesadas, ansiosas, entrecortadas... Edward segurou meu rosto em suas mãos e me beijou com doçura, sua língua invadia minha boca com carinho, buscando, convidando minha língua para um passeio erótico. Pouco a pouco, ele foi nos guiando até a cama e me deitou nela.
Então eu me dei conta de onde e em que situação eu já me encontrava. Sob o corpo do meu namorado, o meu corpo se remexia de desejo e ansiedade, ele me beijava com mais avidez agora e enquanto minhas mãos envolviam seus ombros com força, uma de suas mãos fazia uma massagem deliciosa num dos meus seios. Quando o ar nos faltou, ele me olhou nos olhos e falou numa voz rouca de desejo.
- Eu te amo, Bella... você será minha esta noite...
As palavras se prenderam ao meu cérebro com uma certa dificuldade, mas quando entendi o significado delas, sorri e sussurrei.
- Sua... porque te amo...
Edward então me surpreendeu mais uma vez, rolando para o lado e me deixando por cima dele, quase que automaticamente, como se houvesse um comando dentro de mim, coloquei uma perna em cada lado de seu corpo. Nossos olhares se encontraram e sorrimos, sem saber muito o que fazer (ou talvez com medo demais de fazer algo errado) apenas inclinei meu corpo e nossos rostos ficaram a poucos centímetros de distância. Ele segurou meu rosto em suas mãos e me beijou com carinho, meu coração saltava e minha respiração deveria estar tão alta quanto a dele.
O beijo que começou carinhoso ficou insano quando as nossas línguas se encontraram, o sangue bombeou de vez em minhas veias, perdi o juízo quando comecei a rebolar sobre Edward, esfregando meu sexo em seu membro já duro... constatando, surpresa, que eu estava úmida e com muito desejo de senti-lo dentro de mim...
Lentamente, Edward rolou nossos corpos novamente até ficar por cima de mim, ele se inclinou e me beijou mais uma vez. Meu coração parecia nunca se acostumar com os nossos beijos, voltou a bater desenfreado quando seus lábios se moldaram aos meus. Meu amor apoiou o peso de seu corpo sobre seus joelhos para que eu não sentisse nenhum desconforto e gemeu em minha boca quando eu abri as pernas, envolvendo seu corpo no meu.
Se na primeira vez ‘as coisas’ podiam ser atrapalhadas, até agora tudo ia muito bem! Pensei e sorri, fazendo meu amor sorrir também contra a minha boca. E por falar em boca... Que boca era aquela, G-ZUIS!? Eu não sabia que o meu namorado tinha uma boca daquela!
Quando nosso beijo cessou, Ed começou a beijar meu pescoço, descendo seus lábios pelo meu colo e me fazendo gemer durante o processo. Meus olhos buscaram os dele e encontraram aquele par de verde-mar bastante concentrado no meu corpo, Ed puxava delicadamente as tiras da minha camisola e me despia com cuidado. Sua boca então se apossou de um dos meus seios, me beijando ali de uma forma que nunca fui beijada, me fazendo gritar, gemer e enlouquecer quando uma de suas mãos acariciava o outro seio.
- Aaahhh... Edward... – gemi desfalecida.
Meu amor desceu seus lábios por minha barriga e provocou em mim sérios arrepios quando beijou minha virinha e meu sexo ainda sobre o fino tule da calcinha. Aquela tal umidade se concentrou mais ainda em minha vagina, mas eu me encolhi um pouco quando senti os dedos de meu amor acariciando a entradinha de meu sexo. Me praguejei em pensamento porque Ed percebeu a minha hesitação e rapidamente tirou suas mãos dali. Tentando contornar a situação, me estiquei um pouco e puxei suas mãos de volta, ele aceitou de bom grado, mas levou seus dedos até as laterais da minha calcinha, me despindo por completo.
Depois Edward se distanciou um pouco e pareceu congelar por alguns segundos. Eu fiquei confusa, depois insegura, depois em pânico.
‘Será que ele não gosta do que vê?’ e quando lágrimas pensavam em invadir meus olhos, ele se inclinou mais sobre mim e me acariciou como se estivesse tocando um piano...
- Linda... minha... minha Isabella...
Suas mãos desciam calmamente da base de meu pescoço, passando pelos meus seios, barriga e chegando até meu sexo, onde seus dedos (agora eu já não tinha medo) fizeram um delicado passeio de reconhecimento sobre aquele montinho de Vênus. Delicadamente, ele abriu as minhas pernas, acariciou as minhas coxas, voltou-se para o meu sexo novamente e se inclinou. Assustada, virei uma estátua quando percebi seu rosto a poucos centímetros do meu sexo.
- Edward! – gritei de susto e de prazer quando senti que ele beijou meu sexo.
Sorrindo um sorriso glorioso, meu amor se deitou novamente ao meu lado e me beijou intensamente. Inebriada com o prazer daquele beijo íntimo, eu comecei a tentar tirar sua boxer e percebi que ele me ajudou durante o processo. Quando o ar nos faltou, ele sorriu e senti quando uma de suas pernas delicadamente separou as minhas. Uma de suas mãos buscou o meu sexo novamente, acariciando meu clitóris, me estimulando... Eu já estava muito, muito louca porque a ereção dele empurrava minha barriga com vigor! Desejo e medo duelavam em mim.
Tudo o que eu queria era pertencer ao meu amor, tudo o que eu mais temia já estava ali, apontando na entradinha de meu sexo. Embora soubesse que fisicamente aquilo era possível, eu ainda me perguntava como uma coisa tããão grande ia entrar num lugar tão pequeno...
- AH!
Gritei de medo, de susto, de dor...
Puta que pariu! Que foi isso?
- Shii, Bella, - Ed ronronou e ficou imóvel sobre mim – vai passar, princesa... vai passar...
Eu ainda to viva? Eu ainda posso respirar? O que foi isso que me rasgou agora? Ai, meu Deus, vou morrer!?
Eu queria gritar! Mas sabia que não podia. Depois senti vontade de morder o ombro dele, e me contive a tempo...
Lágrimas estúpidas e teimosas escaparam de meus olhos e quando pisquei freneticamente para espantá-las, percebi o olhar de medo e dúvida de Edward e me senti uma idiota.
‘Bella, seu cordeiro estúpido’, murmurei em pensamento e tentei sorrir, mas aposto que só consegui fazer uma careta.
- Eu to bem, Edward... – menti.
- Mesmo? – ele respirou aliviado.
- An-hãn... – ele sorriu e beijou a pontinha de meu nariz, então me dei conta que aquela dor dilacerante já tinha passado – Amor? E agora? A gente fica assim? Parados?
Ele se mexeu dentro de mim, como se estivesse entrando-e-saindo devagar... Gostei e sorri, ele também parecia gostar e se mexeu mais rápido...
- Aaahhh... Ed... faz mais... rápido...
Falei aos arquejos e meu amor sorriu ao mesmo tempo em que as coisas começaram a acelerar, eu comecei a remexer embaixo dele, meus seios roçavam em seu tórax, meu interior recebia seu membro enorme (e gostoso) com mais prazer e parecia se alargar mais a cada investida.
- Ah, Bella... – Ed escondeu seu rosto no vão do meu pescoço enquanto ainda se arremetia contra mim - Tão gostosa, minha princesa... tão molhadinha... quente e apertada...
Eu apenas gemia umas coisas que nem entendia direito, minha respiração estava entrecortada, pesada... O membro de Edward parecia saber exatamente onde ir dentro de mim, porque cada vez que ele estocava, eu quase ia no céu e voltava... Contrações engraçadas começaram a surgir em meu ventre, a visão foi ficando embaçada... os dedos dos pés começaram a formigar...
Isso é um AVC?
Que AVC que nada!
Na estocada seguinte, parecia que eu tinha tirado na loteria porque aquele membro enorme achou um pontinho dentro de mim que me fez gritar, me convulsionar e perder todos os sentidos ao mesmo tempo...
- Edward! – gemi por fim e me deixei ficar inerte na cama.
Meu amor ainda precisava de mais um pouco e na estocada seguinte, senti seu sêmen se espalhando dentro e fora de mim.
- Oh... Bella... – ele rosnou baixinho e sorriu o sorriso mais bobo do mundo.
Extremamente exaustos e ofegantes, não parávamos de sorrir, Ed rolou o corpo um pouquinho e ficou deitado ao meu lado, mas a gente ainda não conseguia parar de se olhar. Delicadamente, ele puxou meu corpo para ficar abraçadinho ao dele, eu me aninhei ao redor de seus braços e escondi meu rosto no vão de seu pescoço. O silêncio era gostoso entre nós e eu o senti beijar o topo de minha cabeça duas ou três vezes.
- Bella? – ele sussurrou.
- Hum... – murmurei, eu ainda não me sentia preparada para falar, todas as sensações eram muito novas para mim.
- No que você está pensando, amor?
Sorri contra a pele de seu pescoço antes de responder.
- Em nada... na verdade, eu só consigo sentir... nenhum pensamento me vem à mente...
- Mas... se você pudesse pensar...
Senti a pontinha de dúvida, inquietação e insegurança na voz do meu... homem... Sorri em pensamento com esse novo conceito... ‘meu homem’. Afastei um pouco o meu corpo do dele para poder olhar em seu rosto, acariciando-o com uma de minhas mãos.
- Se eu pudesse pensar, - entrei na brincadeira e sorrimos – eu pensaria que essa foi a melhor de todas as noites nesses meus 15 anos... que você é o amor da minha vida e que eu... eu quero fazer amor com você de novo...
- De novo!? – ele arregalou os olhos e sorriu aquele sorriso torto que me deixava sem ar.
- De novo... – encostei meus lábios ao dele, dando um beijo estalado - ...e de novo... e de novo...
- Eu te amo, Bella...
- Eu te amo mais, Edward...
E assim voltamos a nos amar, dessa vez com mais desembaraço, menos pudor e mais prazer...
Se antes eu tinha dúvida que os pedidos feitos às estrelas cadentes fossem bobagem, agora eu estava certa que não. Tudo o que eu pedi à estrela foi que meu amor por Edward e o dele por mim fosse eterno e que aquela primeira noite fosse não apenas especial, mas que fosse um reflexo de muitas e muitas noites de amor.