Fanfics da Annablue

Onde achar as Fanfics da Annablue:



- Vem Comigo, Amor

http://www.twilightbrasil.net/fanfics/viewstory.php?sid=4171

http://www.fanfiction.com.br/historia/68149/Vem_Comigo_Amor


- Paradise

http://www.fanfiction.com.br/historia/120648/Paradise



- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vem comigo, amor - Capítulo 64

NOTA INICIAL


Link do YOUTUBE é p/ ver o vídeo. Boa leitura!
...................................



Jardins

POV BELLA

O dia 11 de Julho caiu numa terça–feira linda e ensolarada, eu acordei super cedo e depois que fiz minha higiene matinal, vesti o robe, dei um beijinho em meu marido ainda adormecido e marchei para a cozinha, disposta a preparar um delicioso café da manhã de aniversário.
- 23 anos...
Sussurrei para mim mesma. Meu amor estava fazendo 23 anos e o mais impressionante disso tudo é que estamos juntos desde sempre!
‘Obrigada, meu Deus. Obrigada por meu Edward, pela nossa família e pelo nosso amor.’
Fiz a oração em pensamento e quando cheguei à cozinheira, a cozinheira se sobressaltou um pouco com a minha intempestiva chegada.
- Bom dia, Sra. Cullen. – ela falou timidamente.
- Bom dia. Sra. Holmes. – falei sem prestar muita atenção nela e comecei a me movimentar pela cozinha, pegando um ou outro ingrediente.
- A senhora precisa de algo? – ela me questionou – A senhora, por favor, me desculpe se estou fazendo alguma coisa que lhe desagrade... – olhei para ela sem entender muito – Existe algum prato especial que a Sra. ou o Sr. Cullen gostariam de comer?
Diante do ataque de insegurança da cozinheira, eu fiquei meio sem palavras e depois finalmente entendi que com o corre-corre dos últimos meses, enquanto eu estava ocupada em redecorar a mansão e fazê-la funcionar direito, não tenho sido uma freqüentadora assídua da minha cozinha, cozinhando por hobby como sempre gostei de fazer.
- Não se preocupe, Sra. Holmes. – sorri – Eu e o Sr. Cullen não temos queixas de seu trabalho. – ela pareceu relaxar – É que hoje é o aniversário dele e eu só queria preparar uma comidinha especial...
- ANIVERSÁRIO DO SR. CULLEN?! – ela guinchou.
- ANIVERSÁRIO DO SR. CULLEN?! – Violet, uma das nossas empregadas, ia entrando na cozinha trazendo pão ainda quentinho.
- Sra. Cullen, se a senhora tivesse nos dito antes... – a empregada parecia hesitante – a gente teria preparado alguma coisa especial.
- Não se preocupem. – sorri.
Fomos interrompidas pelo interfone e como eu já sabia do que se tratava, fui até lá somente para ter certeza que era o entregador da Confeitaria Sweets.
- Violet, por favor, vá receber uma encomenda na entrada de serviço. – ela olhou para mim e assentiu – É o bolo do Sr. Cullen...
A empregada voltou com o bolo de Edward, eu desfiz o embrulho e constatei que a decoração do bolo com o escudo dos Yakees, nosso time de beisebol, ficou perfeita! Adorei o trabalho da confeitaria e com certeza aquela seria a primeira das muitas encomendas. As duas empregadas se dispuseram a me ajudar com o café da manhã e quando dei por mim, Violet foi lá fora e deve ter pedido ao Sr. Zuchry, o jardineiro, algumas rosas de nosso jardim. Ela pegou um vaso de cristal e arrumou as flores nele, gostei da iniciativa dela em decorar a mesa com flores e algumas frutas cortadas.
Nesse meio tempo, a governanta e as outras duas empregadas chegaram e Jenny telefonou (sim, a comunicação dentro casa se dava por telefone também) pedindo que uma das empregadas fosse até o quarto dos meninos para ajudá-la a descer com eles e o presente que os meninos dariam ao pai.
OMG! Meus bebês lindos já estavam com todo o gás àquela hora da manhã, querendo mexer em todas as portas dos armários e quase derrubando duas cadeiras! Beijei meus filhos barulhentos e enquanto as empregadas ‘ensaiavam’ com eles o ‘parabéns pra você’ que cantaríamos para Edward, subi até o nosso quarto para acordar meu príncipe encantado.
E como sempre acontece, meu coração bate acelerado quando eu me deparo com a gloriosa beleza de meu marido! Deus do céu, eu nunca vou ser imune a Edward Cullen, nem quando estivermos velhinhos e enrugados, sentados na varanda da mansão, rodeados por nossos filhos e netos... Ele sempre vai ser o homem mais lindo, o mais especial, o mais encantador de todos...
- Meu Edward... – suspirei de satisfação e sentei na cama, comecei a acariciar seus macios cabelos acobreados e percebi quando sua respiração mudou de ritmo.
Ele fez um biquinho lindo, depois esboçou um sorriso antes de murmurar:
- Bella... amor...
Inclinei meu corpo sobre o dele, mas sem fazer peso, e sussurrei em seu ouvido:
- Feliz aniversário, Edward, meu amor...
Ele sorriu largamente e então eu percebi que meu gato manhoso havia acordado mesmo. Comecei a beijar seu rosto lindo enquanto proferia palavras de carinho e felicitações, mas num único movimento, Edward me segurou numa pegada forte (ai, como eu gosto quando ele me pega assim!), inverteu a posição de nossos corpos e ficou sobre mim. Meu coração galopava e minha pele já se esquentava e se arrepiava com nosso contato. Seus orbes verdes, brilhantes e intensos se prenderam aos meus, ele tinha um sorriso travesso nos lábios quando aproximou mais ainda os nossos rostos, colando nossas testas. Inebriada o suficiente, mas nunca sem ser o bastante, sorri de satisfação para meu marido quando sua boca e nariz começaram a traçar um caminho sensual e erótico desde o meu maxilar, até meu pescoço e colo.
Ofegante, eu gemi quando senti meus mamilos rijos e em minha intimidade, a umidade dizia que eu estava pronta para recebê-lo.
- Adorei ter sido acordado desse jeito. Sra. Cullen...
Ed falava contra a pele de meu colo, puxando um pouco o tecido do robe de seda, descobrindo a nudez de um de meus seios e quando sua boca maravilhosa se apossou de um de meus mamilos, eu ofeguei e gemi.
- Isso, Bella... gemi pra mim... gostosa...
- Aaahhh... Ed...
- Diz quem é seu amor...
- Oh! Edward, você...
Ele sorriu novamente contra minha pele e sua língua começou a circular meu mamilo, instintivamente, abri mais as minhas pernas e ofeguei de novo quando senti sua ereção contra minha virilha. Meu marido beijou meus lábios com uma fúria intensa e apaixonada enquanto uma de suas mãos descia até a minha intimidade, massageando meu pontinho sensível por cima do fino pano da calcinha, fazendo com que eu perdesse a noção de tudo.
Nossas peças de roupas voaram pelo quarto e quando me vi encaixada nele, com aquela maravilha toda dentro de mim, esqueci do café-da-manhã, dos filhos, dos empregados... do bolo, do ‘parabéns pra você’...
Fizemos amor intensamente e durante nosso ato de paixão e entrega, não desviamos o olhar, não perdemos a conexão... Num gemido abafado de Edward e num gritinho meu caímos exaustos e suados sobre a cama e ficamos enroscados ali até que nossos corações voltassem a bater num ritmo normal.
Tomamos banho juntos, vestimos roupas leves, eu fui até uma gaveta de meu closet para pegar o presente dele e sorri cheia de expectativa enquanto ele abria a caixinha.
- Bella! – ele sorriu largamente e me abraçou – Amor, obrigado, eu adorei!
- Gostou, mesmo? – eu ainda tava na dúvida.
- Um chaveiro com o brasão dos Cullen é... perfeito, meu amor!
- Ele é feito com aço, mas o brasão da nossa família foi cunhado em prata de Bali.
- Diz de novo. – ele ordenou.
- É feito com aço e pr... – ele selou meus lábios com seu polegar e indicador.
- A parte do ‘nossa família’... – ele sussurrou.
- Nossa família... nossa família... nossa família... – repeti várias vezes só para ver os lábios e os olhos de amor sorrirem para mim.
Sua mão escovou meu rosto levemente antes de ele sussurrar já com a voz embargada:
- Nossos pais teriam muito orgulho se nós, meu amor. – vi seus olhos marejados e senti as lágrimas se formarem nos meus também – Tudo o que temos, tudo o que somos é herança deles. E eu não estou falando de dinheiro, - ele colocou uma mão sobre meu coração – eu falo de sentimentos, carne e sangue. – a gente já chorava e sorria ao mesmo tempo – Do mesmo jeito que Anthony e Thomas são a nossa melhor parte, nós somos a melhor parte de Charlie e Rennè, Carlisle e Esme.
Emocionada, ganhei um beijo carinhoso de meu marido antes de descemos para tomar o café da manhã DEPOIS das nove horas... Confesso que corei quando vi que os empregados ainda esperavam por nós na sala de jantar.
- FELIZ ANIVERSÁRIO, SR. CULLEN! – todos disseram em coro.
Eu acendi as velas do bolo, os meninos se jogaram para nós enquanto diziam ‘papai, papai’, cantamos ‘parabéns pra você’, Ed fez um pequeno discurso, agradecendo a Deus por mais um ano de vida, pela nossa família e por nosso amor... Me derreti todinha quando seus olhos pousaram nos meus!
Jenny me entregou a sacola onde estavam os presentes e eu fiz os meninos ‘segurarem’ nas alças antes de entregá-la ao pai. Edward beijou cada filho, me beijou de novo e ofegou quando abriu a sacola, dentro dela havia quatro camisas do uniforme dos Yankees, feita com o mesmo tecido e confeccionada pelo mesmo fabricante dos uniformes oficiais do time.
Graças aos contatos de Billy Black, o pai de Jake, eu consegui essa façanha!
Na camiseta de Edward havia a seguinte inscrição bordada: ‘papai Edward Cullen’, seguida do número 01, minha camiseta era a 02 e tinham um ‘mamãe Bella Cullen’. Nas camisetinhas dos meninos havia ‘Anthony Cullen’ e ‘Thomas Cullen’, seguidos dos números 03 e 04, respectivamente.
- Oh, meus filhos, que surpresa linda! – Ed beijos os meninos novamente.
- Amor, veja mais na sacola... – falei.
Ele enfiou a mão lá de novo e tirou ingressos para o jogo de logo mais à noite no Yankee Stadium, quando nosso time jogaria contra os Red Socks de Boston.
- Ingressos para o jogo! – ele sorriu – São cinco...
- Nós quatro e Jenny. – esclareci.
- Puxa vida, Bella! – ele me abraçou e juntou mais nossa família – Além de você me dar filhos lindos, ainda me dá de presente a oportunidade de levá-los ao jogo!
- zogo... zogo... zogo... – Anthony e Thomas começaram a murmurar, fazendo a gente sorrir.
Fomos tirados de nossa ‘bolhinha Cullen’ quando o telefone tocou, eram Jake e Leah, eles queriam desejar felicidades ao meu marido. Depois disso, devo ter virado um tomate, quando a babá olhou para mim e sorriu de canto antes de falar.
- Sra. Cullen, os meninos não podiam esperar, então... ééérrr... eu servi a papinha deles!
- Ah! Sim... não, tá, quer dizer, sim, tá tudo bem. – gaguejei feito uma demente.
- Tudo bem, Jenny! – Ed me abraçou pela cintura com a mão livre e beijou minha bochecha – Vamos tomar café, amor?
Melina e Jenny se ocuparam em entreter os meninos enquanto a gente comia e posso dizer que aquela manhã adorável de verão estava muito linda mesmo. O telefone tocou de novo, Alice e Jasper, Rose e Emmett e ainda James e Victoria ligaram para nós. Fiquei feliz por ninguém deu com a língua nos dentes e estragou a surpresa que iria fazer para meu marido.
Enquanto Edward colocava um morango na minha boca, eu me perdia no verde de seus olhos e quase me esquecia de mastigar a comida... maravilhada com os raios do meu sol particular.
- Amor, que tal um pic-nic hoje? – ele sorriu após fazer a proposta.
- Um pic-nic, Sr. Cullen? – ele tirou da minha testa uma mechinha de cabelo.
- Eu tava pensando em levar os meninos ao Central Park. - ele aproximou mais os nossos rostos e me deu um beijinho de esquimó antes de falar - Seremos a família mais e linda e mais feliz de toda a Manhattan!
- OMG... – me derreti de novo – Isso porque à noite, seremos a família mais linda e feliz do estádio. E por que não dizer, de todo o Bronx? Vai ser ótimo...
Enquanto terminávamos de comer, pedi a Sra. Holmes que preparasse uma cesta de pic-nic com sucos, sanduiches frios, frutas, biscoitos, fatias do bolo de aniversário, água, leite e legumes cozidos no vapor. Pedi que Jenny providenciasse a malinha com nécessaire e muda de roupa dos meninos e enquanto os dois ‘monstrinhos’ brincavam com o pai, eu me certificava que tudo estava sendo bem arranjado.
Chegamos ao Central Park por volta das 11 horas e mesmo sendo um dia de trabalho e escola para muita gente, encontramos um parque com muitas famílias. Os meninos rapidamente se encantaram com o lugar e fizeram questão de caminhar! Acho que meus pequenos gostaram de ver crianças do tamanho deles porque vez ou outra eles se arriscavam a chegar perto de alguma delas e murmuravam:
- Neném ... neném...
Aproveitamos bem aquele dia de sol, andando com os nossos filhotes no meio daquele oásis dentro da floresta nova-iorquina de arranha-céus.
- Meninos, esse parque tem mais de 3km² de área. – Edward falava como se nossos filhos pudessem entender – Ele existe há mais de 150 anos e foi o primeiro parque público das Américas!
OMG! Que lindo! Edward ensinando aos filhos... Mesmo que os meninos ainda não pudessem entender muita coisa, era a cena mais linda do mundo!
Para não cansar muito os nossos filhos, fizemos um mini roteiro com eles, começando pelo Central Park Zoo, onde os meninos se encantaram com Gus e Ida, o casal de ursos polares que muito me encantou na minha infância.
- Au... au... au... – Thomas dizia, chamando os ursos com quem chama um cachorro.
- Cá, auau... vem cá... – Anthony também achava que os ursos eram cachorros.
- Nossa, que bebês mais lindos vocês tem! – uma senhora de aparência gentil parou sua caminhada – Como eles se chamam?
Antes que eu, Edward ou Jenny pudessem falar, os meninos fizeram uma coisa que nos deixou de queixo caído.
- Tom... – Thomas se apresentou.
- Tony. – Anthony o imitou.
- Eles se chamam Thomas e Anthony. – Ed esclareceu.
- Tom-Tony... Tom-Tony... Tom-Tony... – os dois se puseram a tagarelar o que Jo tanto havia ensinado a eles no dia do casamento de Alice.
A senhora sorriu, afagou a cabecinha de cada um e voltou a caminhar.
Depois do zoo, The Ramble and Lake foi nosso destino, onde nos refrescamos sob a sombra das árvores e onde os meninos ensaiaram uma pescaria de folhas e pedrinhas, usando uma redinha de pesca.
OMG! As carinhas de curiosidade dos dois quando pescaram raízes de plantas na água do lago, era uma coisa que não tinha preço. Os dois olharam para nós e disseram:
- Pega pêce...
- Olha que ‘peixe’ bonito! – Edward elogiou os dois.
Quando chegamos ao Sheep Meadow, procuramos a sombra de uma boa árvore para estender a toalha de pic-nic. Enquanto Jenny e Ed entretinham os meninos, eu arrumava as comidas sobre a toalha e preparava dois pratinhos cozidos e amassados para os meninos comerem com lasquinhas de peito de frango assado.
Um vendedor ambulante passou por ali e os meninos se encantaram com o colorido dos balõezinhos, fazendo com que Edward comprasse vários deles e os amarrasse à alça de nossa cesta de pic-nis. Em meio a muitas risadas e gracinhas dos meninos, a gente almoçou sanduíches e comeu frutas e bolo de sobremesa.
Nos despedimos do parque, tirando fotos com nossos filhos no Bethesda Terrace.
- Meninos, essa daqui é a Fonte Bethesda, ela foi construída em 1873! – Ed dizia com orgulho – Ela é a fonte mais fotografada do mundo! Mais até que a Fontana de Trevi em Roma!
- Sra. Cullen, - Jenny cochichou – será que ele não percebe que os meninos ainda não entendem?
- Entenderão algum dia, Jenny! – Ed respondeu, fazendo a babá corar – Afinal um Cullen precisa ser cidadão do mundo!


Chegamos em casa mortos de cansados e nos entregamos ao sono pelo resto da tarde, só acordando porque a intenção era assistir ao jogo dos Yankees. Com o trânsito meio congestionado, chegamos ao estádio em cima da hora, mas tio Billy e tia Rachel (os pais de Jake) já nos esperavam. Usando nossos uniformes Cullen-Yankees, eu, Edward e os meninos chamávamos a atenção de todos, se bem que eu tenho certeza que nossa exposição na TV, por causa da coletiva de imprensa, que fizemos ajudou a nos deixar famosos. Jenny nos acompanhava de perto, meio assustada, meio embasbacada com o tamanho do estádio e a quantidade de gente. E quando finalmente nos sentamos num lugar de destaque, graças ao prestígio de Billy Black, ex-jogador famoso do Yakees, a câmera do beijo caiu sobre mim e sobre Edward.
Ganhei um beijinho de meu marido e corei quando fomos aplaudidos. Em seguida o locutor me fez corar mais ainda.
- BOA NOITE A TODOS, HOJE TEMOS A HONRA DE RECEBER A FAMÍLIA CULLEN EM NOSSO ESTÁDIO E EM NOSSA TORCIDA APAIXONADA! – a câmera nos filmou de novo – ‘FELIZ ANIVERSÁRIO, SR. EDWARD CULLEN!’
Todo o estádio cantou ‘parabéns pra você’, Edward sorria e acenava timidamente e por fim, foi aplaudido de pé quando, num gesto muito terno, beijou cada filho e me beijou em seguida. Foi lindo...
Naquela noite o nosso time ganhou e o jogo deve ter sido emocionante, mas eu não pude perceber muita coisa que não fosse o homem maravilhoso ao meu lado e as duas crianças lindas que fizemos juntos.

(...)

Alguns dias depois, quando o sol do sábado mostrou seus primeiros raios, eu já estava de pé na cozinha, junto com a cozinheira, as empregadas e a governanta. Dali a algumas horas, nossos amigos chegariam para o almoço de aniversário de Edward e eu queria que tudo fosse perfeito!
Nosso disfarce funcionou porque mesmo durante o café da manhã, Ed não se deu conta da movimentação extra na cozinha e nos jardins. Entretido com os meninos na sala de TV, ele só foi perceber que tínhamos visitas quando ouviu meus gritos de alegria ao abraçar Jacob e Leah. Com os olhos esbugalhados, meu marido desceu as escadas da mansão carregando cada filho pelo tronco, fazendo-os ficar atravessados ao meio e sorridentes demais com a aventura. Assim que Edward viu Jake e Leah ainda no hall, desceu apressado, jogou cada filho para a primeira empregada que viu no caminho e abraçou nossos amigos que ainda estavam abraçados a mim.
Nós quatro chorávamos e sorríamos de emoção, alegria e saudade... Não sei por quanto tempo ficamos daquele jeito, mas Thomas e Anthony se desvencilharam das empregadas, desceram dos braços delas e vieram até nós, dispostos a terem atenção também. Com seus bracinhos curtinhos e gordinhos estendidos para nós, eles diziam ‘mamãe’ e ‘papai’ repetidas vezes até que os pusemos nos braços e os apresentamos a Jake e Leah.
- Meu Deus, Bella! Eles são a cara de Edward! – Leah falou boquiaberta.
- Cara, que pirralhos engraçados... – Jake também tava surpreso – São a cópia de Edward!
Nem bem Jake e Leah se sentaram e foram servidos com suco de laranja, Vic, James e Bells (apelido da Isabella deles) chegaram e os meninos não conseguiram sair de perto da bebê. Isabella por sua vez, sentadinha no carrinho, agitava seus bracinhos e sorria para meus bebês, os três se entretinham pra valer daquele jeito.
- Eles já são bons amigos! – Vic sorriu e me abraçou pelos ombros, depois suspirou – Sabe, Bella, eu passei vários meses pensando que minha melhor amiga estava... morta...
- Eu sei amiga, desculpe!
Para espantar a tristeza, Jake fez um comentário que levou todo mundo às gargalhadas, menos James, é claro:
- Ah-ham, esses pirralhos são muito espertos... já estão grudados na gatinha-bebê mais fofa do pedaço.
Na hora James fechou a cara, mas depois deu um tímido sorriso e se pudesse, teria dito: ‘vai rindo, você vai ter uma filha um dia’.
Disposta a formar um ‘clube da luluzinha’, convoquei Leah e Vic para verem a nova decoração da mansão e a gente nem tinha saído da sala de jantar quando uma esfuziante Alice e uma Rose super feliz entravam mansão a dentro. Enquanto os homens e as crianças permaneciam no living room, eu apresentei as amigas umas as outras, mas percebi uma pontinha de ciúmes no olhar de Alice. Deixei passar, afinal a fadinha sabe que mora no meu coração. Percorremos os cômodos da mansão e nessa hora eu aproveitei para dizer onde cada casal ia dormir, cada casal, menos Jake e Leah, já que eles são de NY e ficariam em suas próprias casas.
- Vic, eu separei um dos bercinhos móveis dos meninos para Isabella dormir... – apontei para o berço ao lado da cama num dos quartos de hóspedes – Espero que esteja bom para você.
- Tá ótimo, Bella. – ela sorriu enquanto abria a janela do quarto.
- ISABELLA? – Alice e Rose disseram em coro.
- É uma longa história! – sorri.
- Mas que pode ser resumida. - Vic me abraçou de novo – Eu e James só estamos juntos graças à insistência de Bella Swan...
- Swan Cullen agora. – corrigi e sorrimos.
- Bella Swan Cullen, - ela se corrigiu – e Edward Cullen na faculdade ajudaram para que eu e James déssemos certo. Quando eu soube que estava grávida e marquei o casamento às pressas, desejei de coração que minha amiga estivesse presente para que fosse minha madrinha de casamento. E quando a ultrassom mostrou que eu teria uma menina, não pensei duas vezes em chamá-la de Isabella...
- OMG! Que lindo! – Rose sussurrou – Eu sei como é isso, Bella é muito querida por nós também.
- Além de madrinhas de meu casamento, Rose e Alice são as madrinhas de Anthony e Thomas! – falei com orgulho.
- Apesar de tudo, - Leah falou com bastante convicção – você e Edward fizeram grandes amigos, Bella.
Assim que descemos, nos juntamos aos nossos pares, pegamos as crianças e fomo a para fora, onde nossas visitas se encantaram mais uma vez com a beleza de nossa mansão e de nossos diversos jardins. Confesso que eu mesma sempre ficava boquiaberta com a capacidade do Sr. Zuchry de fazer daqueles canteiros de flores e daqueles mini-bosques um lugar mágico. Fizemos um pequeno tour pela frente da mansão, onde o jardineiro exibia para mim os canteiros coloridos e os pequenos arbustos que pareciam emoldurar a fachada de nossa mansão. Às vezes, eu me sentia num quadro de Monet.
Depois do agradável passeio, seguimos para a antiga casa de ginástica, antiga porque ela estava fora de uso, mas seria naquela piscina menor, onde os meninos começariam as aulas de natação a partir da semana seguinte.
- Edward, vocês não estão mais usando a sala de ginástica? – Jake perguntou.
- Pra ser sincero, não! – Ed sorriu torto – Mamãe e papai gostavam de malhar em casa, mas se não tiver uma academia e um monte de gente malhando ao nosso redor, eu e Bella não mexemos um músculo!
Ele falou zombeteiro e eu fiz careta, mas era verdade! A gente só tava esperando definir em qual universidade nos matricular para procurar uma academia de ginástica próxima ao campus. Edward inventou de fazer musculação, eu queria voltar a fazer spinning e pilates logo. Afinal quem tem marido lindo precisa se cuidar...
- Hum... vocês estão sendo modestos... Nunca vi um casal pra malhar tanto! – Emmett falou com ironia, me fazendo corar como um tomate.
- EMMETT! – Rose ralhou com o marido, mas era tarde demais, todo mundo ficou rindo.
- Se preocupe não, Bella! – Jasper me abraçou pelos ombros – Como seu padrinho, não deixarei ninguém zombar de sua intensa malhação...
- Muito obrigada, Jasper! – falei com um tom de voz sarcástico – Isso é mais-que-reconfortante...
A água da piscina menor estava limpa e com pouco cloro, assim os meninos poderiam brincar nela se quisessem. E como eu suspeitei, os dois praticamente surtaram quando viram a piscina, coloquei bóias nos bracinhos deles e os coloquei dentro de outra bóia, só assim me senti segura. Jenny entrou na água com eles e os três fizeram uma farrinha particular.
Dentro da antiga sala de ginástica, as empregadas colocaram uma grande mesa onde estavam servidos vários canapés, sucos, cerveja, vinho e frutas. Ocupamos os cadeirões à beira da piscina e em meio a muitas risadas, colocamos o papo em dia e corujamos com as três lindas crianças que faziam graça para nós.
- Hum... Jake, agora só falta você pedir a Leah em casamento e marcar logo a data! - falei como quem não quer nada, fazendo meu amigo corar bastante.
- Ah! Ééérrr... Bem, eu vou, quer dizer, nós vamos, sim... – ele gaguejou.
- JACOB! – a voz de Leah subiu umas oitavas – Pare de gaguejar...
- Aê, mano! – Emmett deu um soco no ombro de Jake – To vendo que na sua casa a última palavra vai ser sua: ‘sim, querida’. AHA-HA-HA-HA-HA!
- Do mesmo jeito que é na sua casa! – Jasper zombou do cunhado.
Emmett ficou sério, franziu a testa e fez biquinho antes de responder.
- Apenas porque Rosalie é muito inteligente, perspicaz e perfeccionista! – ele soltou um beijinho no ar para a esposa – Minha Rose consegue melhorar cada plano excelente que eu tenho...
- OMG! – todas as mulheres disseram em coro.
O almoço foi servido por volta das duas da tarde e como prato de entrada, ofereci lagostim grelhado, cuscuz marroquino e uma linda salada com frutos do mar. A cozinheira fez uma torta cremosa de bacalhau para ser servida com arroz branco e batata palha, fora esse prato principal, eu acordei super cedo naquele dia para preparar a autêntica paella valenciana, já que eu queria impressionar não apenas os convidados, mas o meu Edward (principalmente) que sempre adorou paella.


Já que o almoço saiu tarde, na hora do jantar somente os três bebês comeram na hora certinha. Mas o resto de nós tomou sopa de batata por volta das oito da noite, no melhor estilo‘to nem aí pra nada’. A alegria de reencontrar os amigos e a ânsia de botar o papo em dia fazia com que a gente se esquecesse de comer.
Dentre tantos assuntos que circularam entre nós, Jake confidenciou a mim e a Ed que iria Leah em casamento no natal seguinte. Nós dois ficamos super felizes e ainda fomos convidados para sermos seu padrinho. OMG... Confesso que chorei de emoção.
Victoria e James estavam super emocionados quando também nos convidaram para sermos padrinhos... Dessa vez, padrinhos de Isabella... A linda bebê deles receberia o santo sacramento na primavera de 2013 na mesma igreja onde os pais se casaram. Eu marquei a data na minha agenda e no meu coração, super feliz com a consideração de nossos amigos e com a responsabilidade de fazer parte da vida daquele anjinho.
Rose e Emmett trouxeram fotos da casa deles (por enquanto, eles estavam morando num apê alugado), a pequena reforma estava transformando uma casa já linda num lugar muito aconchegante. E nós fomos convidados para visitá-los assim que tudo estivesse pronto, quando Jasper e Alice também iriam se juntar para conhecermos a pequena cidade de Dover. Já os meus padrinhos, fizeram o maior suspense para nos dizer que estavam se mudando de Washington para Baltimore.
- OMG! Alice, nem acredito! – Rose guinchou – Vocês nem nos disseram nada.
- A coisa toda aconteceu meio de repente! – ela sorria – Conseguimos compradores para nossos apartamentos na mesma semana que encontramos a casa perfeita!
- E na cidade perfeita! – Jasper beijou a bochecha da esposa – A casa é grande o suficiente para enchê-la de pequenos Mansen!
- Alto lá! – a voz da fadinha subiu umas oitavas – Só vou parir DOIS Mansen...
- Veremos... – ele falou zombeteiro e ela estirou a língua pra ele no melhor estilo Alice Brandon.

(...)
Quando chegou o dia de escolhermos em qual universidade nos matricular, eu e Edward não pensamos duas vezes, na verdade, a gente nunca mudou de opinião.
Columbia University seria o destino natural de um Swan ou de um Cullen... Não podíamos virar as costas para a tradição de uma das mais prestigiadas universidades privadas do país. Columbia, além de ser uma das oito membros da Ivy League, é a quinta universidade mais antiga do país e lugar onde alguns de nossos antepassados estudaram. Meu avô materno fez medicina naquele campus, meu bisavô lecionou direito ali também. Esme fez pós-graduação lá, mamãe fez especialização em medicina preventiva, Carlisle fez mestrado lá também, papai foi professor de um curso de verão... Mas esses não eram os motivos principais.
Tudo agora girava em torno de Anthony e Thomas e não queríamos afastar nossos filhos da mansão, não queríamos fazê-los mudar de casa novamente. Nossa vida era em NY e queríamos vivê-la intensamente dali para frente.
- Nervosa? – Ed me perguntou.
Eu acho que devia estar tensa, pois mordia intensamente o lábio inferior. Estávamos no estacionamento da reitoria de Columbia, no imponente e intimidante prédio antigo da Morningside Heights, em Manhattan, rodeados de seis quarteirões de campus, com seus prédios antigos e jardins floridos.
- Não! – sorri – Nem um pouquinho.
Ele sorriu torto antes de sair do carro e abrir a porta para que eu descesse, em seguida me deu um abraço reconfortante. Encontramos alguns alunos que deveriam estar fazendo curso de verão (eu acho), TODOS pareciam nos encarar e nos reconhecer.
- Maldita coletiva de imprensa... – guinchei.
- Shii... princesa. – Ed envolvia minha mão na sua e traçava reconfortantes círculos com seu polegar nas costas da minha mão – Relaxe...


Fomos bem recebidos pelo reitor e coordenadores dos cursos de Direito e Medicina, na verdade, fomos recebidos BEM até demais. Não faltou bajulação de nenhum deles! Nossa documentação do histórico escolar de Harvard seria remetida diretamente para Columbia e a gente não precisava se preocupar com mais nada. Assim que deixamos o prédio, Ed sussurrou ao meu ouvido:
- Hipócritas bajuladores...
- São mesmo!

(...)

‘De grão em grão a galinha enche o papo.’
E de coisa em coisa a nossa vida ia voltando ao normal... Nos reunimos com os advogados mais uma vez para tratar da venda de algumas propriedades da família Swan. Nós nunca fomos como os Cullen que sempre moraram em casas centenárias que foram do pai, do pai, do pai... Então para mim, era mais fácil vender uma luxuosa mansão em Miami Beach que pertencia aos meus e pais e que nós só fomos lá umas três vezes! Também não foi difícil me desfazer de uma charmosa fazenda em West Virgínia e de um luxuoso chalé em Vermont. Eram imóveis desnecessários e que não tinham valor sentimental para mim. Confesso que passei mais tempo com meus pais nas propriedades Cullen do que nas nossas.
- Bella, amor, você tem certeza disso? – Ed parecia nervoso ao me ver prestes a assinar uma procuração.
- Tenho, amor! – olhei para ele esperando ver alguma hesitação em seus olhos – Você se interessa por alguma dessas propriedades?
- Não mesmo! – ele negou com a cabeça também – Só não quero que você se arrependa...
- Não vou me arrepender! – beijei a pontinha do queixo de meu marido e assinei a procuração – Só não quero vender o imóvel que está mais entranhado em meu coração: nosso apartamento em Boston...
- Fomos muito felizes ali. – meu marido sussurrou ao meu ouvido, provocando arrepios na minha pele.
- Por isso que não quero me desfazer dele! – fiquei na ponta dos pés e sussurrei para ele – Vamos deixá-lo alugado!
Dias depois os avaliadores nos disseram que as três propriedades estavam avaliadas em U$ 8 milhões e que já havia uma vasta lista de milionários interessados. Gostei disso... Principalmente porque eu estava numa semana de gastar dinheiro com algumas reformas da casa de praia Cullen em Martha’s Vineyard. Agosto estava chegando e eu queria passar uma duas semanas por lá.
Não pisei na casa nenhuma vez, até que recebi a visita da decoradora trazendo as fotos dos principais cômodos reformados. Adorei o trabalho dela e naquela semana, mandei Violet e Rania para fazerem uma rigorosa faxina na casa, além do o Sr. Zuchry para cuidar do jardim.
Chegamos a Martha’s Vineyard no começo da segunda-feira 13 de agosto, depois de passarmos uma hora dentro do avião. No aeroporto da pequena ilha do charmoso estado de Massachusetts já havia uma SUV previamente alugada por Edward. Afinal viajar com duas crianças, várias malas e uma babá requer um carro grande para não deixar ninguém de fora.
A alegria estampada no rosto de Edward e a viva curiosidade nos olhinhos verdes de meus filhos faziam valer todo o esforço de arrumar as malas e sair da mansão. O sol agradável da ilha e o cheiro do mar eram um prazer a mais para nós, sem contar que maravilhosas lembranças surgiam na minha mente. Cenas da infância com nossos pais, nos verões ensolarados e inocentes daquela ilha davam um gostinho de saudade em mim. Edward dirigia concentrado na estrada muito movimentada com turistas, mas quando paramos num sinal vermelho, ele apontou para uma sorveteria do outro lado da rua e sussurrou:
- Aquela sorveteria ali, amor... – olhei para onde ele mandava e sorri com a deliciosa lembrança.
- Um beijo quente quando a gente tinha treze anos. – corei levemente e escondi o rosto no vão de seu pescoço, inspirando seu perfume de macho.
Buzinadas dos carros atrás de nós puseram nosso carro em movimento de novo e em menos de dez minutos chegamos à casa de praia Cullen, comprada por Oliver Cullen, bisavô de Edward, em 1915. Aquela casa era uma das belezas arquitetônicas da ilha, sem sombras de dúvida, e estava localizada na parte mais nobre da baía de Vineyard Haven. Eu nem precisaria dizer, mas esta era a melhor parte de uma ilha que já é maravilhosa por natureza.
- UAU... – Jenny sussurrou boquiaberta quando paramos o carro em frente à mansão.
- Uau mesmo, Jenny! – me virei para olhar em seu rosto – Esta casa está na família Cullen há quase cem anos e muitos dos móveis dela datam desta época.
- Mas a casa em sim é muito confortável. – Ed ressaltou enquanto manobrava o carro para uma das três garagens.
Enquanto ele descarregava as malas, eu e Jenny seguíamos com os meninos adormecidos em nossos braços pela alameda coberta que ligava a garagem a casa, um conforto a mais para dias de chuva. Das janelas da sala principal, a vista para o outro lado da baía era de tirar o fôlego e parecia uma paisagem pintada... Uma visão bucólica de um lugar lindo ainda pouco modificado pela ação humana.


Assim que subimos, me encantei com o trabalho das decoradoras no antigo quarto que pertenceu a Esme e Carlisle. Anexa ao quarto estava a salinha íntima e não pude deixar de perceber quando Edward ficou emocionado ao ver o antigo telescópio do pai... Meu marido foi até o objeto, examinou-o, respirou profundamente e sorriu, talvez, se lembrando do pai...
Fomos ver o quarto dos meninos, este ficou simples e funcional, com um sofá-cama para Jenny do outro lado da parede e reforçadas grades de proteção em sua janela. O cômodo seguinte era uma charmosa salinha com visão privilegiada para a baia.
- Parabéns, amor! – Ed me abraçou por trás – A casa continua linda como sempre foi, preservando seu charme, mas agora ela tem a nossa identidade.
- Quem bom que você gostou! – descansei minha cabeça em seu peito.


- Ah! Bella, vem comigo! – ele sorriu travesso e saiu me arrastando pela casa.
Descemos as escadas, passamos novamente pelo living room, chegamos à salinha de jantar, passamos pela sala de TV e sua imponente lareira de tijolinhos vermelhos, até que paramos na cozinha. Edward afastou dois cadeirões da bancada e nos fez sentar no chão, em seguida apontou para a parte de baixo do tampo de madeira e eu ofeguei quando li as seguintes inscrições talhada na madeira:

‘Edward ama Bella’ julho de 1999

OMG! Em julho de 1999 a gente ainda nem namorava... Meu coração batia acelerado quando li a inscrição seguinte.

‘Edward ama sua namorada, Bella Swan’ agosto de 2003

Ah! Agosto de 2003, um dos verões mais quentes de nosso namoro... Sorri e corei ao mesmo tempo! Edward já tinha 14 anos e eu estava prestes a fazer aniversário também, mas nosso fogo era tanto que... Ai G-ZUIS, todo dia a gente aumentava os níveis de carícias, mas nunca sem quebrar o acordo de só perder a virgindade aos 15...
- Eu sei. - ele entrelaçou nossas mãos e sussurrou – Verão inesquecível...
Nossos olhos se prenderam, meu marido me beijou com carinho, depois tirou o canivete de seu bolso e começou a fazer uma nova inscrição:

‘Edward ama Isabella, esposa querida, mãe carinhosa’ agosto de 2012


Tivemos dias mágicos, quentes e ensolarados naquele verão, onde tudo era motivo de alegria e tudo o que a gente mais queria era curtir nossos filhos, nossa casa e a ilha. Até mesmo Jenny se divertia enquanto trabalhava... As noites eram minhas e de Edward, quando nos amávamos intensamente, ouvindo o barulho do mar contra as pedras... ou apenas ouvindo nossos gemidos e sussurros.
Depois de uma longa estrada, de uma jornada regada a lágrimas e dor, conseguimos atravessar a grande ponte de nossas vidas. Depois que atravessamos a ponte que apareceu em nossa borra café, na Califórnia, reencontramos a paz e a felicidade que um dia tiraram de nós.
No dia 27 de agosto, cantamos parabéns para os meninos assim que eles acordaram e os saudamos com muitos beijos, abraços e carinhos. Agradecemos a Deus pela vida de nossos pequenos e comemoramos com eles comendo um delicioso bolo de chocolate, com calda de chocolate e enfeitados com docinhos crocantes e coloridos.
- Boooolo... boooolo... boooolo... – Anthony repetia várias vezes, até ser servido com seu pedacinho de bolo e se lambuzar com chocolate.
- Calma, meu filho! – ralhei com carinho – Parece até que você não come há um mês!
- Bolo, mamãe... – ele tentou falar com a boca cheia e o rostinho já todo sujo de chocolate.
Enquanto isso, Thomas fazia sua reivindicação:
- Coca-cola... coca-cola... COCA-COOOOOOOOLA... ­– o menino gritava a plenos pulmões.
- Meu filho, espere um pouco. – Ed falou com calma, enquanto colocava um pouco de coca-cola no copinho dele.
Sorrindo enquanto tomava o refrigerante, Thomas balançava as perninhas no ar, feliz e satisfeito.
Edward havia encomendado a uma loja de brinquedos artesanais dois cavalinhos de madeira, na verdade, eram duas cadeirinhas de balanço. E dentre os outros presentes que demos a eles, aqueles se tornaram os mais queridos.


Na sexta-feira à noite, 31 de agosto, os padrinhos chegaram para ficarem conosco naquele fim de semana, quando trouxeram vários presentes para os afilhados. No sábado à tarde fizemos uma mini-festinha para eles com direito a bolo colorido, balões de festa e vários enfeites de mesa com o tema de Barney, o dinossauro roxo muito querido por eles.
OMG! Quando os meninos viram vários enfeites de Barney pendurados nas paredes e janelas, surtaram geral:
- Bánei... bánei... bánei...
OMG (de novo)! Antes, os meninos diziam ‘báne’, agora já dizem ‘bánei’... É tão lindo ver os filhos evoluindo...
Mas o ponto alto da festinha foi assistir aos meninos e Emmett assistindo o novo DVD do Barney... Detalhe: cada um dos três tinha em suas mãos um enorme Barney de pelúcia!
- Preciso registrar esse momento... – Alice sacou a câmera e tirou uma foto dos três.
- Imaginem se o pessoal do escritório do FBI em Dover vê essa foto?! – Jasper falou zombeteiro.
- Tadinho de meu marido, gente! – Rose sussurrou – Parece até que meu ursão não teve infância...
O vôo de volta para NY estava marcado para o começo da tarde de domingo, 02 de setembro e todos nós iríamos no mesmo avião. De lá, nossos padrinhos fariam conexão para suas cidades e eu e Ed tínhamos que nos preparara para o primeiro dia de aula em Columbia, na terça, dia 04. Ainda era cedo, mas todos já estavam na mesa para tomar café da manhã, quando Emmett e Rose trocaram olhares significativos. Ele pigarreou alto para chamar nossa atenção.
- Aê pessoal... – ele estava tenso e entrelaçou sua mão na da esposa – Eu e Rose queremos dizer que depois de muitos ensaios e de nos aplicarmos bem à tarefa, dia e noite, noite e dia... ‘na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê’... finalmente vamos povoar o mundo!
- Hã?
Eu e Alice dissemos em coro, olhamos para Rose, ela chorava e sorria, visivelmente emocionada. A ficha caiu para nós duas ao mesmo tempo e falamos em coro de novo.
- OMG! Você tá grávida, Rose...
- Gravidíssima, meninas... Estamos na sexta semana! – ela falava com a voz embargada – Não sou estéril...
- Claro que você não é estéril, querida! O que tava faltando era o ‘fertilizante Emmett’! – ele se gabou, fazendo a gente gargalhar.
- Mas minha irmã, porque você não nos disse logo? – Jasper questionou.
- Ontem foi a festinha dos meninos, a gente não queria tirar o foco deles! – ela falou e ergueu os ombros.
- Emmett, seu leso! – Jasper deu um soco no ombro do cunhado – Você tem cuidado bem de minha irmã? ARGH! Por que você deixou que ela subisse e descesse escadas?! Deus do céu... Será que você...
- ÊPA! ÊPA! ÊPA... – Emmett falou num tom brincalhão – Muita calma nessa hora... Minha Rose tá grávida, não ta doente! – ele se virou para Alice e sussurrou – Baixinha você tá fud...
- EMMETT! – guinchei – Os meninos... – apontei para meus filhos antes que o padrinho desastrado dissesse o palavrão.
Ele parou a tempo, deu um sorriso amarelo e se emendou:
- Baixinha, você está bem arranjada com esse marido-maluco!

(...)

Eu parecia uma colegial de novo, acordei cedo, tomei banho, vesti jeans, camiseta básica, calcei meu querido all star, peguei uma bolsa decente, separei o meu caderno, coloquei gloss nos lábios, prendi o cabelo num rabo de cavalo...
- Você é linda!
Ed me abraçou Poe trás e começou a beijar meu pescoço, provocando em mim os desejos que ele mesmo saciou naquela noite. As mãos enormes dele já estavam acariciando meus seios, quando minha calcinha já ficou úmida. Ofegante e desorientada, gemi.
- Amor... agora, não...
- Eu sei! – ele deu um beijo estalado na minha bochecha e me soltou – Só queria te deixar com saudades de mim...
- Seu bobo! – sorrimos.
Após o café da manhã, nos despedimos dos meninos e embora eles já estivessem acostumados à nossa ausência por uma ou duas horas, naquela manhã os dois monstrinhos não queriam cooperar...
- Mamãe... papai... mamãe... papai... – os dois choramingavam insistentemente, cortando meu coração.
Depois de muitos beijos e abraços, prometemos várias vezes que a gente ia voltar e quando voltássemos, iríamos brincar com eles. O choro passou, mas as carinhas tristes deles acabavam comigo. Já na garagem, Ed fez um comentário:
- Pensei que você não viria...
- Eu também pensei. – falei com a voz de choro.
- Mas ainda bem que veio, amor! – ele me abraçou – Só assim tenho coragem de deixar os dois.
- Será que todos os pais são assim? – franzi a testa e arqueei as sobrancelhas.
- Assim como?
- Perdidamente apaixonados por suas crias!
Sorrimos e selamos a despedida com um beijo, cada um deveria ir à universidade em seu próprio carro já que nossos horários de aula não coincidiam. Respirei profundamente antes de sair do carro, eu já estava no campus da Law School e nada mais, a não ser minha covardia, me impedia de sair do carro. Automaticamente meus olhos se voltaram para uma foto de meus filhos, colada no painel do carro... Sorri para seus rostinhos inocentes e murmurei:
- Vamos lá...
Nem bem dei três passos e deduzi que todo mundo sabia quem eu era, tentei fazer cara de paisagem, tentei não olhar para o mapa na minha mão (coisa que calouro faz) e pisei firme até chegar à sala de aula. Uma sala como outra qualquer, no estilo anfiteatro, já estava cheia de alguns alunos, quase todos conversavam entre si, mas quando sentei na última fila, todos se viraram para me olhar. Devo ter corado feito um tomate, abri o caderno e comecei a desenhar bolinhas e risquinhos e quando dei por mim, estava escrevendo os nomes dos três homens da minha vida numa folha de caderno. O professor entrou na sala e todo mundo se calou, ele se apresentou como Prof. Ansahri, PHD em Direito Penal, olhou para todos, fixou seus olhos em mim e falou em alto e bom som:
- Sra. Cullen?! – assenti minimamente, ele sorriu – Estudei com seu pai e seu sogro em Yale... – ele fez uma pausa – Na época eu era apenas um indiano fudido, filho de imigrantes... mas Carlisle e Charlie sempre me viram como ‘um colega de faculdade’...
Meus olhos ficaram úmidos e senti um nó na garganta enquanto ele falava aquelas coisas. Respirei fundo. De novo. Depois o professor começou a aula e eu relaxei, revisando assuntos gostosos de Direito Penal. Naquela manhã nenhuma das aulas me apresentou matéria nova, todos os alunos me olhavam com reservas, mas os professores me olhavam com respeito. Voltei para casa por volta da uma tarde e encontrei meus filhos sentadinhos e comportados no chão, assim que me viu, Jenny sussurrou para mim:
- Eles só se conformaram, quando lhes dei um livro e disse que ‘mamãe e papai’ tinham ido à universidade para estudar o livro.



POV EDWARD

Eu e Bella não duramos nem uma semana na academia!
O negócio era o seguinte: ou a gente estudava e ia à academia para malhar, ou estudava e cuidava dos filhos. Bastou apenas um dia de academia para constatarmos que o tempo que perdíamos no trânsito casa-academia-casa estava prejudicando nosso relacionamento com os meninos. E como tudo agora gira em torno deles, reconhecemos a necessidade de reequipar a sala de ginástica e também contratar um personal trainer para vir nos orientar duas vezes por semana. Mas Bella contratou também uma professora particular de ioga e pilates:
- Acho que a gravidez me deixou viciada em ioga! – ela sorriu e me deu um beijinho – Adorei a idéia de refazer a home fitness...
- Um Cullen sempre dá um jeito nas coisas... – me gabei.
- É muita modéstia! – Bella zombou.
Agora era só esperar os equipamentos chegarem para começar os exercícios.
Já estávamos na segunda semana de aula e até que as coisas não tinham sido tão mal. Alguns colegas curiosos me lançaram uma série de perguntas sobre o Caso Volturi, eu respondi a quase todas, mas parecia que eles preferiam manter uma distância natural de mim. Se bem que eu tava ‘andando e cagando’ para isso... Eu e Bella já passamos por tantas coisas juntos que, se meu ‘coleguinha’ não quisesse falar comigo não seria o fim do mundo. As aulas já estavam prestes a começar quando o professor escreveu a data no quadro.
Caralho!!!
Já era segunda-feira, 11 de setembro! Todos fizemos um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do WTC, mas eu fiquei em pânico porque o aniversário de Bella já era na quarta! Vi tudo escuro na minha frente e enquanto o professor falava sobre doenças tropicais, eu pensava no que fazer para comemorar o ‘niver’ de minha esposa. Desesperado, listei numa folha do caderno todas as opções para encantar minha esposa no seu dia... Fiz um roteiro básico do que poderia ser feito em tão pouco tempo, dei alguns telefonemas nos intervalos das aulas, usei um pouco da minha influência $$$ ‘Cullen’ para conseguir prioridade em alguns serviços e consegui resolver tudo.
‘Eu sou foda’, pensei no final daquela manhã e sorri para mim mesmo quando me corrigi. Na verdade, eu estaria fudido se deixasse o aniversário de Bella passar em branco!
E por falar em foda... O que é que é isso, meu Deus?! O que meus olhos estão presenciando? Minha esposa caminhava serena e tranqüila pelo jardim principal do campus, a gente ia se encontrar no restaurante para almoçarmos, quando percebi que uns marmanjos alesados a secavam com os olhos!
Meu sangue ferveu na hora!
Quem aqueles filhos da puta pensam que são? Ou não estavam vendo que Bella usava uma ENORME e CHAMATIVA aliança de ouro em sua mão esquerda? Ou não viram a coletiva de imprensa, quando dissemos ser casados e ter dois filhos?!
Somente o fato de ver outros homens desejando minha mulher me deixou irado! Mas não surtei. Minha doce, meiga e amada esposa, como sempre, não se deu conta do desejo que despertava nos outros homens. Isso me deixava muito feliz! Mas como ainda sou um ser movido a instintos, tratei de demarcar meu terreno, mostrando a quem ela pertencia, mostrando que ela era minha. Tirei o telefone do bolso e mesmo sabendo que Bella viria até onde eu estava, mas ela ainda não tinha me visto, liguei para ela e fui ao seu encontro... E ali, na frente de todo mundo, beijei minha esposa nos lábios. Foi um beijo apaixonado, mas não foi lascivo (esse eu só faço entre quatro paredes), foi carinhoso e terno, ela gemeu em minha boca e eu precisei abraçá-la por um bom tempo... Fiquei duro na hora!
- Hum... isso tudo era saudade, Sr. Cullen?! – ela sussurrou ao meu ouvido.
- Saudade, desejo, amor...
Na quarta-feira eu acordei muito, muito cedo, tomei um banho gelado, beijei o rosto lindo de minha esposa (com cuidado para não acordá-la) e desci apressado para a cozinha, onde a cozinheira e uma empregada já me esperavam. As duas prepararam uma farta e charmosa bandeja de café da manhã com frutas e tudo o mais que Bella gosta de comer. Quando voltei ao quarto, minha bela adormecida ainda dormia, deixei a bandeja sobre a mesinha e voltei à cama, deitei ao seu lado e a abracei. Instintivamente, Bella se voltou para mim e se aninhou em meu corpo, o calor de seu corpo e seu cheiro delicioso despertaram em mim o desejo de amá-la naquela hora... Respirei fundo e adiei o plano, já que teríamos aula dali a duas horas. Comecei a beijá-la e a passear meus dedos pela lateral de seu corpo, ela sorriu ainda de olhos fechados.
- Feliz aniversário, Sra. Cullen... – sussurrei em seu ouvido e mordisquei o lóbulo de sua orelha.
- Obrigada! - ela abriu os olhos e me olhou com intensidade – Te amo, Sr. Cullen, te amo, te amo...
Um beijo apaixonado quase me fez perder a noção de tudo, nossas línguas se enroscaram uma na outra e nossas mãos se perderam em carícias. Ofegantes, cessamos o beijo quando o ar nos faltou. Tomamos café da manhã ali mesmo no quarto, mas nem bem acabamos de comer, uma batida na porta chamou a nossa atenção.
Conforme combinado, Jenny trazia os meninos para desejarem feliz aniversário à mãe, eu peguei o violão e cantarolamos ‘parabéns pra você’... Os meninos adoravam a musiquinha e sempre pulavam e batiam palmas muito entusiasmados. Tirei da gaveta do criado mudo o presente que os meninos deveriam dar à mãe: um lindo conjunto de brincos de ouro branco, ouro amarelo e 23 pedrinhas de diamantes. Mas um mimo para Bella que eu comprei na Tiffany dois dias antes!
- Mamãe... abi pesente... abi pesente... – os dois matracavam enquanto Bella abria a tradicional caixinha azul da loja.
- OMG! Obrigada Anthony! – ela beijou o menino – Obrigada, Thomas! – o outro também ganhou um beijo.
Eu ainda dedilhava qualquer coisa no violão quando me lembrei de uma música muito especial para nós. Comecei a tocá-la e meus olhos se prenderam aos de Bella, aquela música sempre nos trazia lindas recordações, inspirava nosso amor e acalentava nossos sonhos para o futuro...


O resto do dia se passou de forma arrastada, mas à tarde, eu cabulei a última e aula e voltei mais cedo para casa. Passava das três horas quando encontrei esposa e filhos brincando no quartinho de brincar dos meninos. Beijei cada um e sussurrei para Bella:
- Quero te levar a um lugar especial hoje à noite...
- É mesmo?! – ela ficou curiosa – Onde?
- Surpresa! – beijei a pontinha de seu nariz – Como foi o seu dia? – tentei mudar de assunto.
- Normal, nossos amigos me ligaram...
Quando percebi que ela ia perguntar de novo, fui mais rápido e me antecipei.
- Por que você não vai até nosso quarto, tem umas coisinhas em cima da cama pra você usar hoje à noite. – ela sorriu, me beijou e se levantou – Ah! E antes que você me faça mais perguntas, - olhei para o relógio – devemos estar prontos daqui a 90 minutos! – ela arregalou os olhos.
- Para onde...
- Shii... – fiz cara de paisagem – Se arrume com calma, amor. Vou ficar aqui brincando com os meninos e daqui a uma hora vou me arrumar também!
Depois de deitar e rolar no chão com os meninos decidi ter um papo de homem com eles.
- Bom, monstrinhos, é o seguinte. – os dois me olharam com atenção – Daqui a pouco, - peguei o avião de brinquedo deles – o papai vai levar a mamãe pra passear de avião e nós vamos para um lugar especial essa noite.
- Vião... vião... – Anthony repetia enquanto Thomas pegou o brinquedo de minha mão, fazendo um movimento no ar com ele.
- E vocês têm que prometer ao papai que não vão chorar quando a gente tiver de saída e vão se comportar bem durante a noite.
Não sei se os dois entenderam, mas assentiram e sorriram, depois os deixei na companhia de Jenny e entretidos com um DVD de Barney. Marchei para o banho e enquanto me vestia, contive a ansiedade de fuçar no closet de Bella e ver como ela já deveria estar linda. Suspirei resignado... Se eu a visse (antes da hora) com a calcinha que comprei... Ai, ai, ai... Os planos da noite estariam cancelados!
Eu não queria usar terno, mas a ocasião pedia, então fiz bonito mesmo. Usei um conjunto de terno preto, camisa social preta e gravata preta de seda. Olhei o visual no espelho e gostei do que vi, ainda bem que o vendedor da loja me ajudou a escolher estas peças da Armani...
Ouvi passos e me virei para contemplar a mulher mais linda da face da terra. Bella estava per-fei-ta! O vestido da marca Pucci caiu muito bem em seu corpo, fiquei feliz porque a opinião da vendedora foi mesmo muito acertada.  Aquele mini-vestido era um misto de luxo e bom gosto. Não entendo muito de moda e enquanto a vendedora explicava que o corpete de seda enfeitado com várias lantejoulas em relevo valorizaria o colo de minha mulher, eu já imaginava seus belos seios ali dentro. Enquanto ela falava que a saia do vestido era feita de lã macia e leve, eu imaginava as lindas e longas pernas de minha Bella sendo exibidas ali... E aquelas sandálias altíssimas e com tiras cruzadas? Ah! Elas faziam a bunda linda de minha Bella ficar ainda mais empinada... Seria difícil olhar para outra coisa...
Meus olhos a mediam de cima a baixo, comendo aquela visão do paraíso, me perdendo nas suas curvas, fazendo minha boca salivar de tanto tesão. Engoli em seco antes de falar.
- Você está linda!
- Você está lindo!
Dissemos em coro em sorrimos, cheguei perto de minha esposa e a abracei, ela envolveu seus braços em meus ombros e minhas mãos percorreram sua cintura na tentativa de sufocar dentro de mim o desejo ardente de rasgar aquele vestido e me perder dentro de Bella pelo resto da noite. Sorri com o pensamento.
- O que foi? – ela perguntou.
- Nada... Só estou aqui imaginando o quanto seria... lúdico... fazer amor com você agora...
Enquanto falava, uma de minhas mãos levantou um pouco a saia de seu vestido, ela abriu as pernas e meus dedos ansiosos percorreram sua feminilidade ainda por cima do delicado tecido da calcinha. Achei seu clitóris e o massageei com carinho enquanto tomava sua boca na minha num beijo lascivo e ardente... Bella gemeu e espalmou suas mãos no meu pau duro, me fazendo gemer também...
- Ah! Precisamos ir agora... – suspirei e forcei meu cérebro a obedecer.


Para a surpresa de Bella, uma luxuosa e branca limusine já nos esperava em frente à garagem. Nossos meninos ficaram tão entusiasmados com o enorme veículo que nem choramingaram com nossas despedidas, eles diziam ‘cao gande’ o tempo todo e davam tchauzinho pra gente. Mas antes do veiculo entrar em movimento, meus dois X-9 quase estragaram a surpresa.
- Vião, mamãe... vião, mamãe...
Quando Bella conseguiu absorver as palavras dos filhos, a gente já tinha saído do campo de visão deles. Ela olhou para mim com a testa franzida e sussurrou:
- Avião?!
- Sim, amor, eles estavam dizendo que você tá linda...
- Sei...
Ela não acreditou, comecei a beijar seu pescocinho lindo e rapidamente o assunto foi esquecido. No La Guardia, ela se espantou de novo quando a limusine foi até o hangar onde o jatinho que eu havia alugado nos esperava. Assim que entramos na aeronave, cumprimentamos os pilotos, o avião fez as manobras necessárias, recebeu autorização para decolar e ganhamos o ar.
- OMG... Como nossos filhos estão espertos a cada dia... Eles estavam certos sobre o avião!
- É mesmo! – sorri – Eu disse apenas que se comportassem porque eu ia te trazer pra passear de avião...
- UM LINDO CREPÚSCULO CELEBRA SEU ANIVERSÁRIO, SRA. CULLEN! – o piloto falou, nós olhamos pela janelinha e vimos o céu, meio rosa, meio lilás – DESEJAMOS AO CASAL UM ÓTIMO VÔO, DAQUI A 40MIN CHEGAREMOS À PHILADELPHIA...
- Philadelphia?!
- Surpresa! – dei um selinho nela e me levantei, peguei o carrinho onde já havia champanhe no gelo, abri a garrafa e servi duas taças para nós – Feliz aniversário, Bella! – entreguei-lhe uma taça – Um brinde a você, minha princesa...
- Um brinde a nós, meu amor! – seu sorriso era lindo – Toi et moi.
- Toi et moi. – repeti as palavrinhas tão especiais para nós.
Nossa conversa sussurrada, nossas mãos entrelaçadas e aqueles olhares apaixonados de minha mulher para cima de mim, me acalentaram e num piscar de olhos chegamos ao Philadelphia Airport, onde outra limusine, desta vez preta, nos esperava.
- Tá legal, Ed... pra onde vamos? – ela perguntou de novo.
- Falta pouco, - ela ganhou outro selinho – você já se comportou muito bem até agora... agüente só mais um pouquinho!
- OMG! – ela escovou meu rosto com as costas de sua mão – Só porque eu sei que você se esforçou para me deixar deslumbrada...
- Eu te deixo deslumbrada?
- Sempre... – nos beijamos – Desde que me entendo por gente que eu fico deslumbrada quando estou com você...
O carro percorreu algumas quadras até que chegamos ao Metropolitan Opera House, no centro da cidade. Bella olhava curiosa para a entrada do teatro e ofegou quando leu o nome do espetáculo.
- Romeu e Julieta?! Oh! Edward! – ela me abraçou – Que surpresa adorável, meu amor!
- Você gostou mesmo?
- Claro que sim! Nós nunca... nós nunca estivemos numa ópera!
Ficamos num confortável camarote bem próximo ao palco, sentado em poltronas confortáveis, tomando champanhe gelada e assistindo ao espetáculo com aqueles binóculos engraçados. Na verdade, Bella assistia ao espetáculo e eu a assistia... Linda, feliz, plena... Enquanto contemplava minha esposa, me lembrei de Charlie. Ele sempre teve o maior respeito por mim e mesmo me achando um bom namorado para sua filha, sempre fazia questão de ressaltar que eu seria bom para ‘sua Isabella’ se a fizesse feliz... E ele gostaria de mim mil vezes mais quando nos visse casados e ele pudesse atestar a felicidade de sua filha.
‘Eu sei que você gosta de mim agora, Charlie’ falei em pensamento, ‘e fique tranqüilo, sua filha é meu tesouro’.
O espetáculo deve ter sido emocionante porque minha esposa limpou algumas lágrimas que escapavam de seus olhos, ela sorriu para mim e me beijou com doçura.
- Amor, virei fã de ópera! Sempre que tivermos oportunidade, quero assistir óperas em NY!
‘Ooopsss... Edward tu ta fudido agora’, pensei, mas sorri e fiz cara de paisagem.
Depois da ópera, fomos jantar no Le Bec-Fin, um dos melhores restaurantes da cidade, onde comemos ostras mornae, um delicioso prato da culinária francesa que nada mais é do que as ostras com purê de batatas, cobertas com molho branco e queijo ralado, a mistura toda é gratinada e depois servida com arroz de açafrão.
Como eu fiquei sabendo disso tudo? Já vi mamãe preparar este prato simples umas duzentas vezes!
Para acompanhar o jantar, tomamos mais champanhe e como sobremesa, dividimos o mesmo petit-gateau. Terminamos a noite numa elegante e confortável suíte do Four Seasons Hotel Philadelphia... Fizemos amor sobre macios lençóis de seda, no dia seguinte tomamos um requintado café da manhã, passeamos um pouco pela aquela cidade histórica, compramos presentinhos para os meninos e seguimos para o aeroporto no final da manhã. Ah! Também cabulamos aula!


POV BELLA

Outubro chegou com os nossos equipamentos do home fitness, minhas aulas de ioga e de pilates. Edward teve uma idéia genial que foi acatada pelo resto da família com bastante entusiasmo: aulas de natação em família! Não que a gente não soubesse nadar, mas fazer as aulas com nossos bebês além de ser um momento a mais com eles, facilitou bastante o aprendizado. Percebemos que nossos pequenos estavam mais confiantes em fazer os exercícios conosco do que com a professora, sem contar que as aulas eram divertidas para eles.
No primeiro fim de semana, nós pegamos a estrada para visitar Rose e Emmett, era folga da babá, então fomos só nós quatro, percorrendo umas 160 milhas em três horas. Éramos uma típica família americana, ouvindo Van Morrison no som do carro, às vezes cantando com ele... Os meninos dormiam no banco de trás, eu olhava um mapa que Edward dizia ser ABSOLUTAMENTE desnecessário, até que paramos o carro para abastecer e ele perguntou ao cara do posto de gasolina se estávamos mesmo na I-95 S.
Dover era uma cidade fofinha de trinta e poucos mil habitantes, boa parte de sua população era composta por funcionários públicos e eu estava feliz por meus amigos terem conseguido transferência para o escritório de FBI numa cidade tão próspera. Rose também havia me dito que o custo de vida lá era infinitamente mais baixo que em NY e isso era perfeito já que um bebê estava a caminho... Não é porque somos ricos que eu vou tapar o sol com a peneira... Filho custa muito caro! Quando eu e Edward fazemos orçamento doméstico, geralmente nos espantamos como duas coisinhas tão pequeninas e fofas (Anthony e Thomas) conseguem gastar tanta grana...
Assim que chegamos ao bairro dos MacCarty, me encantei com o lindo subúrbio com casinhas iguais, respirei fundo, a saudade veio com tudo.
- FORKS! – guinchei – Essa rua parece com nossa rua em Forks...
- É mesmo! – Ed olhava ao redor – De repente me lembrei de Samuel, Emily, Peter, Charlotte, Sr. Hobbes e suas rosas...
- Sid, Paolo, Benjamin, Tia... – completei a lista.
- Daqui a uns anos, devemos voltar a Forks. – Ed refletiu – Os meninos devem conhecer a cidade onde nasceram e o povo que nos acolheu e nos protegeu.
- Você tem razão!
Finalmente chegamos à casa de Rose e mais uma vez eu me lembrei de Forks, a fachada de sua casa era parecida com a nossa casinha branca do final da rua...
Alice e Jasper já estavam lá e quando entramos eu me encantei com a casa de minha amiga, suas sala eram aconchegantes, sua cozinha era linda com aqueles móveis rústicos e seu quarto era branco e romântico.


- Parabéns, Rose! – abracei-a com carinho e me surpreendi com o tamanho avantajado de sua barriga – Sua casa está linda...
Naquela noite, durante o jantar, Emmett sorriu vitorioso para nós antes de falar:
- Edward, mano... – ele gargalhou – Você agora não é o único a se gabar com altos índices produtivos!
- Hãn? – todo mundo disse em coro.
- Fiz gêmeos ele Rose! – ele se gabou e se esticou para dar um selinho na esposa.
- OMG! Parabéns, Rose... – falei emocionada - Ser mãe de gêmeos é um presente duplo!
- Já dá pra saber o sexo? – Alice quase quicava na cadeira.
- Ainda não, o médico acha que daqui a três ou quatro semanas vamos saber. Por enquanto sabemos que não serão gêmeos idênticos...
- Anthony, Thomas, - Ed atraiu a atenção dos filhos – vocês já falaram com seu futuro sogro hoje? – ele apontou para Emmett, provocando-o – Tenho certeza que serão meninas...
- Ah! Sim, duas menininhas lindas! – Emmett babava, mas aos poucos foi absorvendo as idéias de Edward – Sogro? Sogro? SOGRO? – ele fez careta para os meninos – Pirralhada... Nem pensei nisso! Filha minha só vai paquerar DEPOIS da pós-graduação...
Todo mundo desatou a rir e depois do jantar, enquanto eu ajudava Rose a preparar um cafezinho para todo mundo, ela me segredou que não podia imaginar que pudesse ser tão feliz. Já de volta à sala, Jasper também resolveu dar uma notícia BOMBÁSTICA!
- Então... – ele falou timidamente e entrelaçou sua mão à de Alice – eu e minha fadinha também temos uma notícia maravilhosa para dar a vocês.
- O quê? Cunhadinha, você também tá grávida? – Emmett falou com a boca cheia de biscoitos.
- Quase isso! – ela sorriu.
- Quase? Como... como alguém pode ficar meio grávida? – Rose perguntou.
- Dá pra pararem de matracar? – Jasper fez cara feia.
- Uma vez rabugento... rabugento até o fim... – Emmett nos fez rir novamente.
- Assim que chegamos a Baltimore, enquanto nossa casa passava por uma pequena reforma, eu e Alice nos ocupamos em conhecer a cidade e redescobrimos a alegria de participar de serviços sociais voluntários. – Jasper estava concentrado no que dizia.
- No tempo do curso de formação do FBI, nós sempre fazíamos trabalho voluntário em abrigos, asilos, orfanatos, hospitais... – Alice acrescentou.
- Num domingo de julho eu fui sozinho ao orfanato mantido por uma igreja batista até que me deparei com Aisha.
- A menina mais linda do mundo! – os olhos de Alice brilhavam quando ela falou da menina.
- Ela tem cinco anos, é meiga, gentil... é a filha que queremos para nós!
- Depois de conhecermos melhor a garota, depois de conversarmos muito a respeito, juntamos a documentação correta e entramos com o pedido de adoção de Aisha.
Jasper nos mostrou a foto dela em seu celular, ela era uma menininha linda e sorridente, sua pele da cor de chocolate, seus cabelos de trancinhas e seus dentinhos de marfim, emolduravam um lindo e angelical rosto.
- Vocês... vocês... estão dificuldades para engravidar? – Rose falou com a voz sufocada.
- Não! – Alice parecia surpresa coma pergunta.
- Então por que vocês estão com tanta pressa para adotar uma criança? – a pergunta precipitada saiu de meus lábios sem que eu pudesse refrear a indiscrição.
- Vocês têm mesmo certeza disso? É um passo muito importante que estão prestes a tomar. – Ed estava sério.
- Porque depois não dá pra devolver... – Emmett também contribuiu.
- AAAHHH... – Alice guinchou e começou a chorar, fazendo meus filhos se sobressaltarem – Tá vendo, Jazz... Eu sabia! Eu sabia que eles não iriam nos apoiar!
- OMG! – joguei Thomas no colo de Emmett e me ajoelhei diante de Alice, afagando seus joelhos – Desculpe, amiga, desculpe! Eu só... só fiquei surpresa! Nunca me passou pela cabeça que vocês gostariam de adotar um bebê!
Edward também já estava de joelhos do meu lado, ele estava aflito.
- Alice, por favor, me desculpe também! Eu fui um idiota, fiz um comentário infeliz, mas é que eu só quero a felicidade de vocês... E se Aisha já está em seus corações, ela também é bem vinda à família Cullen. Vamos amá-la, respeitá-la e recebê-la em nossa vida assim como vocês receberam nossos filhos em suas vidas!
Diante do discurso sincero e apaixonado de Ed, a baixinha se acalmou, parou de chorar, fungou um pouquinho e suspirou.
- A decisão sairá na próxima semana... Queremos Aisha! – Jasper enfatizou.
- Eu até já fiz o projeto do quartinho dela...
- Vamos torcer por vocês! – Rose sorriu – Minha sobrinha já vai passar o próximo Dia de Ação de Graças como Aisha Mansen!
- E me desculpe também, é que vocês me pegaram de surpresa. – Emmett estava envergonhado.
Quando a decisão saiu, Alice me ligou aos prantos, super feliz por ser mamãe, e eu me lembrei que quando meus filhos nasceram, eu também chorei de emoção. Duas semanas depois, nos embrenhamos novamente pela I-95 S, percorremos quase 190 milhas em quase quatro horas de viagem. Baltimore era uma cidade grande, mas os Mansen moravam num tranqüilo subúrbio, a rua era tranqüila e arborizada e o imóvel de número 170 exibia uma linda e moderna casa, com um charmoso mini-jardim suspenso. Quando nosso carro parou, vimos uma menina negra, usando um florido vestido, tentando aprender a andar de bicicleta com seu pai. Jasper era o retrato do orgulho, da felicidade e do amor... Assim que nos viu, a menininha se escondeu atrás das pernas do pai e de vez em quando se esticava um pouquinho para nos espiar. Os meninos entenderam aquilo como brincadeira e passaram a imitá-la na mesma hora... Os três sorriam!
- Aisha... – Jasper falava por sobre o ombro com carinho – Você já quer sair de seu esconderijo para conhecer a tia Bella e o tio Edward?
- Ainda não, papai... – ela sussurrou.
- E se papai te colocar no braço?
Na mesma hora a garotinha esticou os braços para ele e nos encarou, tentando vencer a timidez.
- Oi Aisha! – sussurrei e escovei seu rosto com carinho – Você é uma menina muito linda, sabia? – ela sorriu, eu me aproximei e lhe dei um beijinho na bochecha.
Edward a cumprimentou com beijinho na mão, brincando, chamando-a de Srta. Aisha Mansen e fazendo uma mesura engraçada. Ela sorriu... Os meninos não tiveram o menos pudor, deram vários beijinhos e abracinhos nela e só pararam quando Jasper pigarreou alto e disse em tom de brincadeira:
- Calma aí meninos, ainda não abri inscrição para contratar genro!
- Onde está Alice? – Ed perguntou enquanto entrávamos.
- AQUI NA COZINHA!  - ela gritou.
- Tadinha, já queimou um bolo de carne e já grudou um pacote de macarrão na panela... – Jasper sussurrou, fazendo a gente rir.
- Mamãe é engraçada na cozinha. – Aisha falou com muita sabedoria.
Eu fiz uma careta, concordando com a filha da baixinha.
- Mas não se preocupem, nossos estômagos estão a salvo! – Jasper sussurrou mais ainda – Pedi comida pronta!
Alice apareceu na sala com cara de poucos amigos, usando um avental horroroso, sujo de ovo e de farinha de trigo.
- Ai gente, to morta... – ela nos cumprimentou, beijou os meninos e se derreteu para sua filhota – E aí, princesinha, pedalou muito?!