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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vem Comigo, Amor - Capítulo 46


Sabor (Parte I)

“…o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Nada consegue deter a paixão acesa de duas pessoas apaixonadas. Neste caso não importam os achaques da existência, o furor dos anos, o envelhecimento físico ou a mesquinhez das oportunidades; os amantes dão um jeito de se amarem porque, por definição, esse é o seu destino.” (Trecho do livro Afrodite, de Isabel Allende)

Meu pesadelo medonho e mitológico foi rapidamente esquecido. Quer dizer, eu me esforçava para isso, afinal o dia-a-dia agitado contribuía muito para que eu sempre pensasse em trocas de fraldas, temperatura do aquecedor, contas a pagar... Na segunda-feira, 03 de Janeiro, nevava bastante em Forks e depois do almoço, a casa ficou extremamente silenciosa. Enquanto os meninos tiravam o cochilo da tarde, (sim, eu percebi que o frio os fazia ficar mais sonolentos e preguiçosos!), eu decidi descansar um pouco também. Deitada, eu retomei meus planos para as comemorações de um ano de casados. E enquanto planejava uma noite especial, minha mente foi caindo na inconsciência. Quase adormecida, mamãe encheu meus pensamentos, sua voz doce me dizia com bastante clareza: ‘Seja Afrodite’.
Abri os olhos! Em meu peito, o coração batia descompassado!
Não sei se tinha sido um sonho, mas a voz de mamãe ecoava em minha mente. Aquilo acendeu minha curiosidade. Subi ao sótão, liguei o notebook de Edward e pesquisei num site: Afrodite. Achei um monte coisas, desde mitologia grega a nomes de motéis, mas parei num livro: Afrodite – Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos, de Isabel Allende. Encomendei o livro, o Fed Ex me entregaria em três dias úteis.
Devorei o primeiro capítulo da obra e mudei de idéia. Não seria um jantar de comemoração de aniversário de casamento, seria um mês inteiro de comemorações. Eu precisava me planejar bem, afinal com dois bebês gêmeos o inesperado sempre pode acontecer. Por falar em bebês, meus anjinhos estavam a cada dia mais espertinhos e crescidos, aos quatro meses de vida, eles nos surpreendiam todos os dias.
No dia 08 de Janeiro, eu e Edward acordamos juntos, falamos pouco naquele começo de manhã. Um ano. Há exatamente um ano, nossos pais eram assassinados. Ainda no quarto, sentados em nossa cama, fizemos orações, pedindo a Deus que continuasse nos dando forças. Não choramos muito, apenas lágrimas solitárias e silenciosas escapavam de nós de vez em quando. O silêncio pairou sobre o quarto depois das orações e ficamos abraçadinhos ... No outro quarto, os gêmeos acordaram e choraram nos lembrando que há vida mesmo depois de tudo.
Seguimos em frente.
Janeiro não era só frio e neve, era novos tempos também.
No trabalho de Edward muitas coisas aconteceram. A venda do banco foi finalmente concretizada, Irina foi transferida para Seattle, mas não houve corte de pessoal na agência de Forks. O melhor de tudo: Edward não foi transferido. Para o lugar de Irina, chegou à cidade a nova chefe de Ed, ela se chamava Tanya Dellani, não... Denalli, sim, acho que é isso. Meu marido disse que ela parecia ser uma pessoa legal, chegou com boas propostas de trabalho, querendo conhecer os microempresários da região e fazer bons negócios com eles.
Levei os bebês para uma consulta de rotina com o pediatra. Ed não pôde ir conosco, mas reclamou um bocado. Depois do almoço, eu estava no quarto, separando os cartões de vacina dos meninos, enquanto meu marido resmungava.
- Não gosto daquele doutor-safadão. – ele fez biquinho – Por mim, a gente procurava outro pediatra.
- Amor, você sabe que eu tentei. – parei de mexer na bolsa e olhei em seus olhos – Mas você mesmo constatou que os outros dois médicos da cidade já têm tantos pacientes quanto o Dr. Molina. Tia me disse que o pediatra de Joshua demora muito para atender as crianças, ela freqüentemente perde uma tarde inteira no consultório.
- Mesmo assim, eu preferiria outro médico.
Não acredito!!! Edward estava mesmo falando sério e se eu cedesse um milímetro sequer, só estaria alimentando mais ainda o seu ciúme bobo. Tentei falar com a voz mais calma do mundo, mas também usei das minhas ‘táticas de combate’. Fiz com que ele se sentasse na cama e me sentei em seu colo, segurei seu rosto em minhas mãos para ter toda a sua atenção.
- Amor, eu vou expor meus argumentos pra você. Você promete analisar tudo com o máximo de imparcialidade possível?
- Não. – ele respondeu enfaticamente e balançou a cabeça de um lado para o outro – Como eu posso ser imparcial se sou loucamente apaixonado por você? E como se isso não bastasse, eu te amo mais do que tudo nesse mundo.
OMG... Acho que fiquei úmida! Edward falando essas coisas comigo em seu colo, suas mãos rodeando minha cintura, esses olhinhos verdes e lindos me fitando, essa boca gostosa se movendo, essa voz rouca me excitando... Não agüentei, beije-o com paixão até que o oxigênio se acabou.
- Também te amo, minha vida. – respondi – Mas vamos analisar a situação. Outro pediatra me faria perder muito tempo. Quando Tia leva Joshua ao médico, Benjamin sempre vai com ela... O horário de trabalho dele é mais flexível que o seu. Eles só têm um bebê e não se importam em esperar tanto, nós temos dois e eu tenho muita coisa pra fazer nessa casa, não posso perder tempo. Jenny sempre vai comigo nessas consultas, o médico pode até ser meio ‘conversador’, mas ele não é libertino ou obsceno. – Ed estreitou o olhar, na certa por estar discordando de mim – E depois, o argumento mais importante de todos é que eu te amo, para mim não existem outros homens. – aproximei mais os nossos rostos e comecei a sussurrar – Eu quero você... Edward Anthony Cullen... Só você...
O aperto em minha cintura se intensificou, Ed me pegou de jeito e me deu um beijo profundo. Nossas línguas se encontraram com fúria e calor, minhas mãos se enroscaram em seus cabelos macios, enquanto uma de suas mãos migrou até a base de meu pescoço. A falta de ar nos interrompeu, sorrimos ofegantes e colamos nossas testas. Quando minha respiração se estabilizou, eu sussurrei.
- Caramba...
Ele sorriu torto antes de responder.
- Caramba mesmo!
Para não correr o risco de ceder às tentações da carne e perder a consulta com o pediatra, me levantei rapidamente do colo dele, ajeitei minhas roupas e meus cabelos e nos despachei para a sala de TV. Ele se despediu dos meninos com um beijinho em cada um e me arrastou para a primeira sala, onde me prensou contra a parede, se esfregou em mim e me beijou de um jeito deliciosamente obsceno. Quando o ar nos faltou, ele apertou minha bunda e sussurrou em meu ouvido.
- Se você gemer baixinho, eu posso perder cinco minutos... – ah! ele mordiscou e chupou o lóbulo da minha orelha – A gente faz uma 'rapidinha’ no sofá... A Jenny nem vai desconfiar...
- Aaahhh! – gemi ofegante – Não...
Juro que meu ‘não’ queria dizer ‘sim’. Tentei me recompor, respirei fundo, me agarrei ao restinho de sanidade que ainda tinha e afastei um pouco os nossos corpos.
- Pare de me tentar, Edward! – falhei miseravelmente ao tentar lhe passar sermão – Agora, você tem que ir trabalhar, - falei enquanto o conduzia à porta – e eu, preciso levar os meninos ao médico!
- E eu?! – OMG... ele fez biquinho – Como é que eu fico?
Na varanda, eu o abracei novamente e lhe beijei (um beijo casto, dessa vez).
- Você vai se concentrar no trabalho. – ele fez careta – Não foi você quem disse que precisa aprender muitas coisas? E você também disse que a sua chefe nova vive...
- Falando pelos cotovelos! – ele falou zombeteiro.
- Edward! – ele sorriu – Eu quis dizer que ela estava preparando vocês para atender aos microempresários da região!
- Amor... – ele sussurrou – Talvez você me ache um fofoqueiro! – ele deu seu meio sorriso – Mas eu acho que Tanya Denalli... sei lá, tem um parafuso meio frouxo! Ela fala, fala, fala...
Meu Deus! Que coisa feia! Edward estava falando mal da chefe... Não pude evitar de sorrir de seu jeito infantil.
- Talvez a coitada só esteja nervosa com o novo emprego!
E a fofoca continuou... Ele me arrastou pela neve até sua pick-up.
- Talvez... Mas assim que a mulher chegou ao banco, Kate quase ficou de ponta de pé e sussurrou para mim: ‘Edward, essa mulher não é normal. Você olhou dentro dos olhos dela? Não há vida ali. Não há emoção. Ela parece uma zumbi’.
- Kate disse isso? – fingi interesse e ele assentiu – E você? Olhou nos olhos dela?
- É difícil não olhar... – ele fez uma pausa – Ela olha nos olhos de todo mundo.
Fiz com que ele entrasse na pick-up e falei zombeteira.
- Adorei o clima de suspense, amor! – sorri – Mas você e Kate estão parecendo duas velhinhas fofoqueiras!
Sorrimos muito enquanto ele dava partida no veículo e se afastava de mim. Menos de cinco minutos depois, eu já estava de saída também, envolvi Anthony numa grossa manta de lã e Jenny fez o mesmo com Thomas. Acomodamos os dois em suas cadeirinhas e partimos para o Forks Hospital, o percurso que duraria cinco minutos durou dez. Todo mundo dirigia devagar pelas ruas escorregadias e cobertas de gelo.
Depois da consulta de rotina, quando os bebês foram pesados e medidos, o Dr. Molina me parabenizou pela excelente saúde de meus filhotes e me pediu para não descuidar da minha alimentação, já que os meninos apenas mamavam. Ele ainda abriu uma gaveta e pegou um livrinho de dentro dela.
- Mães que trabalham fora sentem necessidade de acrescentar outros alimentos à dieta dos bebês. – ele me entregou o livro – Este é um guia prático que vai ajudá-la a se preparar para esta nova fase. Já a partir do quarto mês de vida, as papinhas de frutas e legumes podem ser introduzidas ao cardápio dos bebês. Mas fica a seu critério, Sra. Fields. No livro há várias dicas e sugestões, além de endereços de sites especializados no assunto. A senhora ainda dispões dos serviços do Departamento de Nutrição de nosso hospital e, é claro, eu estarei sempre a seu dispor.
Oh! My gosh! Por que será que eu percebo sempre segundas intenções nas palavras desse médico?
- Obrigada pelo livro, doutor. – me limitei a dizer apenas isso - Vou ler com atenção. Mas tem uma coisa que eu queria perguntar... – o médico me encarou – O cabelo deles... ta caindo muito e mudando de cor. Isso é normal?
- Sim. A queda de cabelo, na verdade, é uma renovação. – ele sorriu – Essa cor bronze pode ser até que mude no decorrer da infância. A senhora sabe dizer se seu marido era loiro quando criança?
- Era sim. O cabelo dele só foi adquirindo a cor bronzeada quando ele foi entrando na adolescência. Mas os meninos já nasceram com os cabelos bronze...
- A cor dos cabelos e dos olhos pode variar nos primeiros seis meses de vida. – ele concluiu.
Em casa, eu peguei o livrinho e o folheei com interesse. Mas o intenso e rigoroso inverno de Forks me fez esquecê-lo. Era tanta neve e correntes de ar gélido... Jenny ficou gripada, não veio trabalhar por alguns dias, eu redobrei os cuidados comigo e com Edward para que não ficássemos doentes, principalmente por causa dos meninos. Incrementei nossa alimentação com ‘toneladas’ de vitamina C e muitas sopas quentes. Tivemos falta de energia elétrica devido à nevasca e também um alerta de fuga de lobos da Reserva Florestal de Forks. O inverno não estava para brincadeiras, até os lobos estava fugindo de suas casas!
Numa tarde monótona de muito frio, eu me lembrei do livrinho. E não é que ele veio mesmo a calhar?! Com a programação que eu queria fazer para o mês de Fevereiro, eu precisaria de mais liberdade... No momento, o que mais me prendia em casa era ter que amamentar os gêmeos.  Li com atenção, pesquisei nos sites indicados e fiz nota do que precisaria providenciar. Logo de início, eu teria que comprar uma bombinha para tirar o meu próprio leite. Sorri comigo mesma e me senti uma... vaca indo para a ordenha! Os meninos estavam dormindo, então eu avisei a Jenny que iria sair. Peguei as chaves do carro e fui à farmácia para comprar a tal bombinha.
Voltei meia hora depois e encontrei meus filhotes se esgoelando de tanto chorar. Era fome. Assim que os dois começaram a mamar, se acalmaram.
- Se eu já usasse a bombinha, vocês não teriam passado fome... – sussurrei enquanto os dois mamavam com força e me olhavam com intensidade.
E então me dei conta de que realmente precisaria mudar o cardápio deles. Não só para que eu ficasse mais livre, mas também para que os dois não dependessem tanto de mim. Às vezes quando vou ao supermercado, fico super estressada para voltar logo pra casa, só pensando nas horas das refeições deles! Logo, logo, eu tentaria mudar isso.
Na quinta feira, 27 de Janeiro, fui acordada com muitos beijos e um delicioso cheiro de café da manhã. Era Edward quem trazia o café na cama para mim.
- Bom dia, amor! – ele sorriu enquanto eu sentava na cama – Feliz desaniversário de casados!
- OMG... Amor, obrigada! – ele me beijou levemente - Onze meses... – sorri – Quase um ano...
- Não há de quê, você merece. Por falar em um ano, - ele colocou a bandeja entre nós e sentou na cama – é bodas de quê?
- Ah! – sorri e bebi um pouco de suco de laranja – Bodas de papel, eu já pesquisei...
Ele pegou uma mecha rebelde de meu cabelo e colocou-a atrás de minha orelha, depois afagou meu rosto com carinho.
- E o que a minha doce princesa quer ganhar de presente?
Tive um lampejo de idéia que iria incrementar mais ainda o nosso mês de comemorações.
- Não sei, quero que você pense nisso. – coloquei geléia numa torradinha e a coloquei na boca dele – Mas eu quero algo relacionado com papel, já que estamos prestes a completar bodas de papel.
- Bella! – ele falou de boca cheia – O que é que eu compro? Um caderno?
- Se vire, Ed... Eu também to quebrando a cabeça, use sua criatividade! – sorri e o beijei.
Depois do café, fomos ao quarto dos meninos, eles ainda dormiam profundamente. Demos um beijinho em cada um e saímos de lá.
Aos cinco meses de vida, Anthony e Thomas já estavam se revelando em duas figurinhas muito traquinas mesmo! Eles nos surpreendiam se movendo rapidamente em nossos braços, girando o corpo de um lado para o outro. Eu já sentia dificuldades em segurar os dois ao mesmo tempo, pois tinha medo que pudessem cair. A cada guinada de corpo, eu ficava aflita para segurar as costas e a cabeça deles! ‘É a musculatura de fortalecendo’, Ed sempre dizia. Eles ainda precisavam de ajuda para se sentar, mas adoravam ficar nessa posição quando podiam percorrer todo o ambiente com seus olhinhos atentos.
A hora do banho já tinha se transformado em festa. Agora, eu banhava os dois ao mesmo tempo e era muito bom ver a alegria deles batendo seus bracinhos e perna na água! Ed também adorava esses momentos, ficava tirando fotos e fazendo caras e bocas para os meninos. A guerra começava na hora de tirar os dois da água. Anthony protestava e chorava muito desconsolado, era de cortar o coração... Parecia que a gente tava fazendo alguma maldade com ele. Já Thomas chorava e agitava os braços e pernas, fazendo birra. Numa das vezes, Ed ainda estava com a câmera nas mãos quando deu a primeira bronca nos filhos.
Os dois já tinham saído água e estavam sentadinhos sobre o trocador da cômoda e também já tinham choramingado, por isso estavam na fase da birra.  Enquanto Jenny tentava enxugar Thomas (ele se debatia contra ela), Anthony afastava minhas mãos quando eu tentava enxugar sua cabeça.
- Não, Thomas... – Jenny falava sem muito sucesso.
- Não, Anthony... – ele se jogou para trás, se eu não estivesse segurando, bateria com a cabeça na parede – Anthony! – falei exasperada.
- Thomas e Anthony! – Ed usou uma voz de autoridade que não era aquela ‘cortante como aço’, mas chegava perto disso – Não!
Ele fez como a gente tinha aprendido no curso de pais, se inclinou um pouco para ficar na mesma altura dos filhos e falou um ‘não’ bem explicado.
Funcionou! Os meninos não contavam com aquilo! A carinha de espanto deles foi uma coisa linda de se ver, mas ao mesmo tempo partiu meu coração. Pela minha visão periférica, vi quando Ed tirou uma foto deles. Naqueles lindos rostinhos, havia diferentes emoções.


Thomas estava usando o capuz da toalhinha e fez uma cara tipo ‘uau... to levando bronca’. Já Anthony... OMG... Ele deve ter pensado: ‘prometo não fazer mais isso’.
Naquele mesmo dia, quando estávamos a sós, conversei com Ed sobre o ocorrido. Edward me confidenciou que tinha se sentido um carrasco ao brigar com os filhos. Eu o consolei, dizendo que sua atitude tinha sido correta e que, juntos, estávamos fazendo um bom trabalho com nossos pequenos. Essa era mais uma faceta da paternidade que estávamos conhecendo, afinal, quem ama educa.
E precisávamos mesmo trabalhar juntos, nossos filhos lindos e saudáveis cresciam rapidamente e cada vez exigiriam mais de nós. Pensando nisso e na minha necessidade de fazer as tarefas domésticas, comprei um cercado para eles. Ali, eu os deixava brincando com seus brinquedinhos molinhos e podia ficar tranqüila. O problema é que os dois queriam me ver o ouvir minha voz, então, eu tive que ‘armar o circo’ na sala de jantar. 


Da cozinha, eu mantinha contato visual e sonoro com eles. Maravilhada, eu os vi fazendo ‘besourinho’ com a boca. Era diversão pra eles ficar cuspindo saliva! Quando os imitei, eles jogaram os bracinhos e as pernas para o ar e sorriram de contentamento.
O dia da primeira papinha chegou. Eu estava super ansiosa para ver se eles iriam gostar, Ed também estava a postos com a câmera na mão. Colocamos cada um numa cadeira de papinha e só aquilo foi motivo de festa, eles adoraram a altura, sorriram e bateram com as mãozinhas sobre o suporte. Amarrei um babador colorido em cada um e aquilo também chamou a atenção deles. Edward ficou brincando com os dois enquanto eu estava na cozinha, preparando o ‘rango’. Numa mesma vasilha, ralei meia maçã e meia pêra, bem madurinhas, peguei um pouco do meu leite (que eu já havia tirado com a bombinha) e misturei naquele purê de frutas. Por orientação da nutricionista do site, peguei a outra metade das frutas e fiz outro purê sem o leite, esse seria para mim e para Ed. Os bebês comeriam com mais facilidade se vissem a gente comendo também.
Peguei as duas tigelinhas, as colheres de prata que Alice e Rose os havia presenteado e uma colher grande para mim e para Edward. Já cheguei à sala toda sorridente e cantarolando.
- Hora da papinha... – dei uma tigela a Edward e segurei a outra.
- Eles vão comer isso tudo?
- Não, amor. – me virei para ele – Essa daí é pra gente...
- Eu não que...
- Se eles resistirem, a gente vai ter que comer também! – ele fez careta, mas assentiu.
A primeira colherada de Anthony foi provada com cautela. Aquela boquinha sem dentes se abriu quando ele viu a colher, depois de alguns segundos, ele cuspiu tudo sobre si. Ainda bem que usava um babador! Thomas abriu a boca de boa vontade e em tempo recorde cuspiu tudo na minha cara, na verdade sua cuspida parecia um jato.
Edward me passou uma fralda de pano e começou a rir da minha cara. Limpei meu rosto e suspirei.
- Hum... – comecei a fingir – Essa papinha tá tão gostosa... Não é papai?
Ed fez cara de nojo. Chutei de leve na canela dele, ele suspirou e provou a papa.
- Hum... que gostoso! – ele se vingou de mim e encheu uma colher, colocando-a na minha boca.
Argh! Engoli tudo e fiz cara de feliz, os meninos nos olhavam com atenção. Tentei mais uma vez. Anthony provou novamente e engoliu tudo, Thomas o imitou e rapidamente a papinha foi devorada. Sim, eles gostaram!
Eles também cuspiram o primeiro gole de água que tomaram, mas aceitaram e apreciaram o líquido cerca de cinco minutos depois. Exaustos, eu e Ed limpamos a sujeira que nossos filhos fizeram em si mesmos e nas cadeirinhas.
E a experiência de meus pequenos com os sabores só cresceu a cada dia. Experimentei um purê de legumes com caldo de carne e eles adoraram. Então desde esse dia, estabeleci uma gostosa rotina para eles. No almoço, eles comiam purê de legumes com caldo de carne e nos lanches da manhã e da tarde, papinha de frutas. Nos intervalos das refeições, eu lhes oferecia uma mamadeira de água e em pouco tempo, eles passaram a segurar as mamadeiras sozinhos. Mas não descuidei da amamentação, sempre de manhã, antes de dormir e de madrugada, eles não dispensavam o meu leite.
Fevereiro chegou!
O problema do dia 01 cair na terça-feira é que Ed teria aula até as dez da noite. Bom... eu teria que contornar esse contratempo!
 Enquanto preparava o almoço, adiantava também o jantar. Então quando Edward voltou ao banco naquele começo de tarde, quase tudo estava pronto. O cardápio seria uma receita muito fácil e deliciosa: Arroz Basmati com Camarão ao Curry e Abacaxi.
Tudo nessa receita foi escolhido com um propósito. O basmati é um arroz muito especial, ele tem origem na Índia e dizem que seus primeiros pés cresciam aos pés do Himalaia. O pequeno grão tem um gosto bastante adocicado, lembra o sabor de nozes e se você cheirá-lo vai sentir seu perfume. Acho que é único arroz que tem cheiro! Quando ele começa a ferver na panela, exala um perfume muito próximo ao do jasmim. O camarão, como os frutos do mar em geral, é um afrodisíaco poderoso! É rico em zinco, iodo e mais algumas substâncias que ajudam na produção dos hormônios sexuais e já que contém pouca gordura, aumentam a disposição para o sexo... O curry é uma mistura de várias especiarias e temperos, tais como pimenta, gengibre, canela, todos muito ligados à sedução. O abacaxi... hum... é uma fruta leve e com um gosto bem marcante.
Pedi a Jenny que estivesse sempre disponível durante o mês de Fevereiro, afinal, já naquele dia, ela iria largar um pouquinho mais tarde. Ela concordou de bom grado, mas eu pagaria horas extras, é claro!
Por volta das quatro da tarde, depois da papinha dos meninos, eu fui ao Diva’s Coiffure, o salão de beleza do casal gay amigo de Sid. Pedi que hidratassem meus cabelos e que os deixassem os mais lisos possíveis, sai de lá quase uma japonesa! Voltei para casa apressada, tomei um banho, escolhi uma roupa legal, mas nada muito sexy ou provocante, eu queria pegar Edward de surpresa. Fiz um coque alto no cabelo por uma razão muito especial.
Jantamos a meia luz, enquanto Jenny estava com os meninos no quarto. Edward ainda não tinha se dado conta do que eu estava planejando, mas elogiou o jantar.
- Estava uma delícia, amor! – ele sorriu e uniu nossas mãos – Uma pena que eu tenha aula daqui a dez minutos... – ele fez uma careta.
- Tudo bem, amor! – me levantei e sentei em seu colo – Boa aula.
Dei-lhe um beijo aprofundado, algo que dizia pra ele todas as minhas intenções para aquela noite. Quando o ar nos faltou, ele sussurrou:
- Acho que vou cabular aula...
Nossa bolha de amor durou mais um tempinho, ele tomou uma xícara de café e depois eu o despachei para o sótão. A sobremesa seria quente e depois da aula...
Nesse meio tempo, Jenny foi para casa, eu amamentei e troquei as fraldas dos meninos e lhes fiz um pedido antes de eles pegarem no sono:
- Nada de atrapalhar a noite da mamãe e do papai. Ok?
OMG... Eles sorriram e bocejaram. Fiquei ninando meus amores até que tive a certeza de estarem em sono profundo.
Mãos a obra! Tomei um banho quente e usei um sabonete líquido de rosas e depois espalhei um leve hidratante pelo corpo. Vesti um robe longo, apenas isso.
Na cozinha, peguei o chocolate meio amargo em pó, a pimenta chilli em pó, o leite e a água. Juntei tudo na mesma panela, deixei ferver por cinco minutos, depois acrescentei o licor de cereja e os servi em duas xícaras de chá, enfeitando os pires com pimentas-biquinho, um tipo de pimenta que não arde e é bastante cheirosa. Escondi as xícaras no microondas minutos antes de Edward descer do sótão.
Ele me viu de robe longo e não desconfiou de nada. O beijei com doçura e enlacei nossas mãos.
- Cansado? – perguntei.
- Um pouco... Meu corpo só pede cama. – ele suspirou – E os meninos?
- Dormindo. – parei de andar e fiquei de frente pra ele – Por que você não vai deitar? Chego lá em dois minutos?
Ele bocejou antes de responder.
-Boa idéia.
Esperei que ele andasse bastante, tirei o robe, soltei meus cabelos e peguei as xícaras, marchando para o quarto. Lá, Ed estava de costas para a porta e pressentiu minha presença. Quando ele me viu, nua e com os cabelos lisos e soltos, arregalou os olhos, ofegou e sorriu torto.
- Trouxe chocolate quente... – estendi-lhe uma xícara – Chocolate com pimenta.
Calado, ele sentou na poltrona e não tirou os olhos de mim. Sentei na borda da cama e dei uma cruzada de pernas. Ele parecia petrificado.
- Não vai provar o chocolate? – dei um gole – Tá quentinho e delicioso...
Ele provou e labéu os lábios de uma forma muito sedutora. Estirei uma das minhas penas para ele, fazendo com que a ponta de meus dedos tocassem em seu peito, barriga e sexo. Senti sua pele estremecer levemente. 
- Delícia. – ele sussurrou e agarrou meu pé – Posso? – ofeguei e assenti com a cabeça, ele começou a mordiscar meus dedinhos e aquilo já tava me levando a loucura.
Respirei fundo e tentei me concentrar.
- Amor, você sabia que essa pimenta é gostosa? – ele negou com a cabeça – É pimenta-biquinho, prove. – mordi uma e mastiguei – Ela não arde! É doce e é muito cheirosa...
Quando ele largou meu pé, puxei-o de volta. Relutante, Edward provou um pedacinho da pimenta, mordendo-a bem no biquinho. Ele sorriu, na certa gostou do sabor.
- É suculenta, doce e macia... – ele deu um gole no chocolate – Assim como você...
Levantei da cama, deixei minha xícara no criado mudo e sentei no colo de Edward. Ele colocou sua xícara no chão e me abraçou com força, fazendo com que eu sentisse sua excitação.
Nos beijamos com luxúria, nossas línguas se encontraram e quase que imediatamente, senti pequenas ondas de prazer se espalhando por meu corpo. A endorfina do chocolate misturada à excitação dos nossos corpos fez com que eu me entregasse.
Nossos corpos ainda estavam entrelaçados e suados. Depois do amor, Edward nos cobriu com um edredom. Deitados de conchinha, ele acariciava meu braço com as pontas de seus dedos. Eu deveria ter um sorriso nos lábios e um olhar febril... esse é o efeito Edward em minha vida.
- No que você ta pensando? – ele sussurrou ao meu ouvido, provocando arrepios em minha pele.
- No momento, quase nada com coerência. – ele sorriu baixinho – E a culpa é sua...
Ele beijou meu braço antes de falar.
- O que foi tudo isso? Quer dizer, eu não to esquecendo de uma data especial e coisa e tal, não é?
- Não. – virei meu corpo e fiquei de frente pra ele – Nosso ‘niver’ de casamento é quase no final do mês, por isso quero passar o mês inteiro comemorando!
- O mês inteiro? – ele sorriu torto?
- An-ham... – passei uma perna por cima de seu corpo – Por quê? Você não concorda?
Ele desceu uma de suas mãos, apalpando minha bunda, levando-me mais para perto.
- Eu mais-que-concordo! – senti nossas intimidades se tocarem – Mas o que eu preciso fazer?
- Basta estar disponível para minha programação especial... – ronronei.
Ele aproximou nossos rostos.
- E o que faremos durante o mês? – sua voz rouca me encheu de tesão novamente.
- Surpresa! – com um movimento, fiquei sobre ele – Ainda estamos no hoje...
Fizemos amor novamente.
Na sexta-feira, por volta das quatro da tarde, comecei meus preparativos para o 1º fim de semana especial, mandei uma mensagem de texto para o celular de Edward. Era um verso de Kumaradadatta, um filósofo indiano do século XII:
"Seu hálito é como mel aromatizado com cravo;
Sua boca, deliciosa como uma manga madura.
Beijar sua pele é como experimentar o lótus.
A cavidade do seu umbigo oculta uma profusão de especiarias.
Que prazeres repousam depois, a língua sabe,
Mas não pode dizer.”


Cerca de dois minutos depois, ele me mandou uma mensagem de texto: “Bella, você quer me enlouquecer? Fiquei duro ao ler essas palavras!”
Mandei outra mensagem: “Duro?! Hum... onde meu eddie gostaria de estar agora?!”
A resposta dele: “Em você, totalmente em você!”
Continuei com as mensagens, eu só queria provocá-lo: “Quero que você me coma bem devagar, saboreando cada pedacinho de mim. Porque é isso que eu quero fazer com você.”
“Bella...”, foi tudo o que ele respondeu.
“Você está pronto?”, perguntei.
“Pronto para quê?”
“Para nosso mês D. D de delícia... Beijo e até daqui a pouco”, me despedi dele com um sorriso pervo nos lábios.
Quando Edward chegou, eu já estava pronta para sairmos. Vesti uma calça skinny, blusa preta de veludo e com um decote bem generoso, por cima dela, um bolero de tule transparente vermelho. Ed me olhou de cima a baixo.
- Vamos sair pra jantar. – lhe disse depois de um selinho.
- Onde?
- Vamos ao Lodge, você tem meia hora para se arrumar.
Fiz uma maquiagem leve e deixei meus cabelos soltos, enquanto ele tomava banho, eu repassava os planos da noite em minha mente. Ed cumpriu o prazo, tomou banho, se vestiu com uma calça jeans escura e uma camisa cinza de botões. Nos despedimos de Jenny e dos meninos e chegamos ao Lodge cerca de dez minutos depois.
Escolhi uma mesa bem reservada, uma das últimas e ainda bem que o restaurante não estava tão cheio. Nem me liguei no cardápio, deixei Ed escolher a comida e o vinho. Dançamos um pouco enquanto a comida não era servida, as músicas eram meio antigas, lentas e bregas, mas serviram para eu esfregar meu corpo ao dele. Senti sua ereção contra mim e gemi em seu ouvido.
- Bella, assim você acaba comigo...
Sorri maleficamente e lhe sussurrei:
- Eu VOU acabar com você... Hoje...
Tentei me recompor, dançamos mais um pouco e depois o jantar foi servido. Só então me liguei que estávamos comendo file mignon ao molho madeira, acompanhado de um vinho tinto merlot. A comida estava boa, mas a conversa entre nós estava melhor ainda.
- A carne está boa... – por baixo da mesa apalpei o meu eddie – E está quase no ponto!
- O vinho está gostoso. – ele bebeu um gole e aproximou seu rosto do meu, me beijando levemente – Mas eu prefiro isto!
Fiquei com gosto de quero-mais e decidi que já estava na hora de nosso primeiro joguinho. Sim, durante o mês eu jogaria MUITO com Edward.
- Vamos pedir a sobremesa? – sugeri.
- O que você quer? – ele pegou o cardápio.
- Por enquanto, eu só quero um Petit gateu. – ele assentiu chamou o garçom e fez o pedido de duas porções.
Peguei minha bolsa e tirei de lá duas canetas e dois papeizinhos de bilhetes. Ele me olhou sem entender nada.
- Amor, vamos jogar o ‘jogo da confissão’. – sorri, me aproximei mais e sussurrei, ele arqueou as sobrancelhas – Você vai completar essa frase: “Fico excitado quando...” na sua folhinha e eu, na minha. Você deve escrever tudo o que mais gosta que eu faça em você, ou o que mais deseja que eu faça.
Ele me beijou com fúria e luxúria, quando o ar nos faltou, ele sussurrou:
- Eu gosto disso...
- Desculpe, - falei ofegante – mas a gente não pode se tocar enquanto brinca.
Quando ele ia protestar, o garçom chegou com nossa sobremesa, aproveitei a ocasião, me afastei um pouco dele e comecei a escrever. Entre uma frase e outra, comíamos o doce. Eu estava tão concentrada no que escrevi que nem reparei que Ed já tinha terminado sua parte, ele me olhava com desejo. Sorri e acho que corei também, pois embora ele fosse meu marido e meu homem desde sempre, senti um frio na barriga com aquela brincadeira... e pensar que ela era a mais boba de todas!
- Terminou? – perguntei, ele sorriu e se aproximou mais de mim.
- Sim. Posso te tocar agora? – neguei com a cabeça, ele bufou – Mas posso sentar perto, não é? – assenti – E agora?
- Agora a gente troca os papéis. – ele fez uma careta, mas me obedeceu – Eu vou ler em voz alta, - olhei para o papel dele e me corrigi – quer dizer, não tão alta assim!
Ed sorriu torto e olhou para o papel que eu havia escrito, seu sorriso ficou mais largo ainda. Eu comecei.
- Fico excitado quando – OMG... fiquei úmida e cheguei mais perto dele para sussurrar - (1) Bella me dá um beijo de língua bem profundo; (2) ela beija e chupa o lóbulo da minha orelha; (3) ela alisa meu peito e barriga; (4) a voz dela sussurra ao meu ouvido; (5) ela me dá banho; (6) ela empina sua bundinha gostosa em meu pau; (7) ela esfrega seu corpo gostoso no meu; (8) sinto o cheiro de morango em seus cabelos; (9) ela está de costas para mim, fazendo alguma coisa na cozinha e eu vejo seus quadris balançando levemente, como numa dança havaiana; (10) ela chupa meu pau e enrola sua língua na cabecinha dele; (11) ela bebe meu gozo; (12) ela geme meu nome e diz que é minha; (13) ela diz que me ama.
Minha libido foi a mil, eu me concentrei para não chorar porque Edward me emocionou com uma frase no final de sua lista: “Bella me excita, me deslumbra e me encanta de várias formas, todos os dias. Eu a amo. E.C.”
Quando olhei em seu rosto, ele estava ligeiramente corado.
- Desculpe, princesa, eu devia ter usado palavras melhores. – ele sorriu torto – Mas confesso que fiquei muito excitado quando você leu isso tudo...
- Oh! Ed... eu adorei... – quase o beijei, ele se esquivou e falou zombeteiro.
- Sem toques! Ainda estamos jogando! – bufei e ele sorriu – Agora é minha vez.
Corei de vergonha, senti minhas bochechas queimarem. Ele começou a ler.
- Fico excitada quando Edward olha para mim como se eu estivesse nua, tipo me comendo com os olhos; ele sussurra palavras ao meu ouvido; ele faz massagens suaves em meu corpo; ele mordisca e chupa lóbulo da minha orelha; ele me abraça por trás e me faz sentir sua ereção; ele beija meu pescoço e queixo; tomamos banho juntos; ele beija e chupa meus mamilos; ele beija e alisa minha barriga; ele me chama de amor ou de princesa; ele diz palavras desconexas quando estamos fazendo amor... - Ed interrompeu a leitura – Que palavras são essas, amor?
- Você não lembra? – perguntei curiosa.
- Eu poderia cantar o hino nacional em javanês que nem me daria conta... – ele falou zombeteiro.
- Ah! Ed... - tentei me esquivar.
- Por favor, Bella, preciso saber. – ele sorriu torto.
- Eu... gosto quando você diz que sou... apertadinha... molhada... quente...
Ele fechou os olhos, inalou profundamente e sorriu.
- Continue a leitura, amor. – pedi.
- Fico excitada quando sei que Edward fica excitado comigo; sinto o cheiro de seu suor ou de sua loção pós-barba; ele me beija com luxúria; quando seus lábios chegam a minha intimidade e brincam com meu clitóris; quando ele me chupa até que eu goze em sua boca; quando ele me penetra com vigor; ele diz que sou sua; ele diz que me ama.
Nos olhamos com intensidade por alguns segundos, seus orbes verdes tinham o pecaminoso brilho da luxúria. Um beijo intenso aconteceu, eu quase sentei em seu colo, suas mãos tornearam minha cintura e as minhas se perderam em seus cabelos, quando o ar nos faltou, ele sussurrou.
- Precisamos sair daqui...
- Pedir a conta... – falei ofegante.
Menos de cinco minutos depois já estávamos no carro, em tempo recorde chegamos em casa. Edward estava tão excitado que passou direto para o quarto, a mim coube ver os meninos no quarto (eles já dormiam) e despachar a babá.
O amor veio como a fúria de um vulcão, nossos corpos queimaram até a exaustão completa. Orgasmos poderosos me tomaram, meu coração parecia que ia explodir. Ed estava quente, suado e ensandecido sobre mim, entrando e saindo de mim do jeito que eu o queria... selvagem.
A programação do sábado seria teoricamente mais light, mas não deu para disfarçar a alegria de nossos rostos. Durante toda a manhã não nos largamos um minuto sequer. As horas intensas de estudo já ficaram para trás, pois Edward havia feito a prova do banco e por contenção de despesas, Sid já não fazia faxinas aos sábados. Depois do almoço, quando Jenny foi embora, quase nos pegamos no sofá da primeira sala. Os meninos estavam acordados e choramingaram porque os deixamos sozinhos na sala de jantar, brincando no cercado. Adiamos a pegação...
Quando a horinha do cochilo começou e deixamos os dois no quarto, Ed me abraçou por trás e sussurrou.
- O que vamos fazer agora?
Muito perva, eu esfreguei minha bunda nele antes de responder.
- Vamos assistir a um filme...
- Filme?! – ele pareceu não gostar e eu não dei atenção.
O arrastei até a sala e o fiz sentar no sofá, coloquei o DVD e me sentei ao lado dele, bem coladinha mesmo. Quando os créditos iniciais apareceram, ele comentou.
- Don Juan?
- Don Juan DeMarco. – completei – É com Johnny Deep e Marlon Brando.
Deve ser uma meleca melosa... – ele fez careta.
- Shii... - não dei atenção – Vai começar.
O filme foi prendendo a nossa atenção aos poucos e tenho certeza que assim, como eu, Edward foi se rendendo ao romantismo irrecuperável e contagioso da história. Quando percebi, eu estava meio deitada, meio sentada sobre Ed e o sofá, uma de suas mãos acariciava meio seio e eu alisava sua barriga preguiçosamente. Tudo isso sem tirar os olhos da tela, quando testemunhamos o personagem de Deep dizer que amou nada mais, nada menos que 1.552 mulheres! Quando o filme terminou, Ed me fez sentar ao seu lado, segurou meu rosto em suas mãos e deu o braço a torcer.
- Eu não podia imaginar que um filme de romance pudesse ser tão erótico e envolvente. – seus lábios me beijaram com doçura.
- A música é linda... – sussurrei.
O clima de romance foi para o espaço quando os meninos acordaram, mas eu já tinha previsto isso. Depois da papinha, demos banho neles e ficamos brincando com nossos filhotes no chão da sala. Sentamos sobre um edredom, espalhamos brinquedinhos e os fizemos gastar energia (pra que pudessem dormir cedo à noite). Fiz um jantar simples, apenas bife ao molho de mostarda, arroz branco e salada, os meninos ‘sentaram à mesa conosco’ e nos acompanharam num jantar bem comportado. Eles dormiram, Ed me ajudou a levá-los ao quarto e saiu rapidamente, eu ainda fiquei verificando a temperatura do aquecedor e me certifiquei de que estava tudo em ordem. Assim que fechei a porta do quarto deles e dei dois passos no corredor, escutei os acordes do violão de Edward.
Meu Deus! Ele estava dedilhando ‘Have You Ever Really Loved A Woman?’, a música de Brian Adams, tema do filme Don Juan Demarco. O encontrei sentado na poltrona do quarto, nossos olhares se encontraram, ele sorriu e começou a cantar:


Você Realmente Já Amou Uma Mulher?
Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas quando ela quiser voar
Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher...

Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre.
Então diga-me: você realmente, realmente
Realmente já amou uma mulher?

Para realmente amar uma mulher, deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa senti-la em seu sangue
E quando você puder ver, seus filhos que ainda não nasceram dentro dos olhos dela
Você saberá que realmente ama uma mulher

Quando você ama uma mulher
Você diz a ela o quanto ela é desejada
Quando você ama uma mulher
Você diz a ela, que ela é a única
Porque ela precisa de alguém
Para dizer a ela, que você irá estar sempre junto
Então me diga, você realmente
Realmente, realmente já amou uma mulher?

Você precisa dar-lhe um pouco de confiança
Segurá-la bem apertado, um pouco de ternura
Precisa tratá-la bem
Ela estará perto de você, cuidando bem de você
Você realmente precisa amar uma mulher. Yeah.

E quando você se achar repousando, desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher.

Quando você ama uma mulher,
Você diz a ela, o que ela realmente queria.
Quando você ama uma mulher,
Você diz a ela, que ela é a única.
Porque ela precisa de alguém
Para dizer a ela, que você irá estar sempre junto.
Então me diga, você realmente
Realmente, realmente já amou uma mulher? Yeah
Somente me diga, você realmente
Realmente, realmente já amou uma mulher?
Oh! Somente me diga, você realmente
Realmente, realmente, já amou uma mulher?

Não resisti, foi mais forte que eu, aplaudi meu marido muito emocionada e me ajoelhei aos seus pés.
- Te amo, Ed...
Ele pôs o violão sobre a poltrona e se ajoelhou também, nos beijamos com intensidade e delicadeza. Sem interromper o beijo, ele nos fez ficar de pé, quando o ar nos faltou, sussurrou um pedacinho da música: ‘Quando você ama uma mulher, você diz a ela, que ela é a única’.
- Te amo, princesa...
E se na noite passada o amor foi quente como rastilho de pólvora, a noite de sábado era suave como um rio calmo, sublime como o algodão doce derretendo na boca. Edward percorreu cada pedacinho de meu corpo, me amando, me enlouquecendo brandamente, me fazendo perder os sentidos...
O domingo chegou, dia da terceira etapa do final de semana...
Nada muito diferente aconteceu durante o dia, somos uma família comum apesar de tudo! Ed pôs o lixo pra fora, leu o jornal, eu cozinhei, brincamos com os meninos, trocamos fraldas, almoçamos... etc e tal... À noite, enquanto assistíamos TV (os meninos já dormiam), ele fez uma careta e gemeu antes de falar.
- Argh... o fim de semana tá acabando...
- Foi bom... - me aninhei mais a ele e ouvi um silvo longo – Algum problema, amor?
- Não, tá tudo bem. – olhei em seus olhos – Eu só queria passar mais tempo com você. – ele me beijou na testa – To adorando esse clima de lua-de-mel.
- Vamos aproveitar o tempinho que nos resta, então!
Desliguei a TV, tomamos um banho quente em meio a carícias e beijos profundos, mas quando vi que faríamos amor ali mesmo, cortei o clima. No quarto, fiz um Ed nu se deitar na cama de bruços, ainda nua, espalhei óleo aromático em minhas mãos e comecei a fazer uma massagem nele.
- Aaahhh... Bella... – ele gemeu.
Sentada sobre suas costas, esfreguei meu sexo nele e me inclinei, sussurrando em seu ouvido.
- Shii... relaxa, amor. – ronronei – Vou fazer uma massagem erótica em você...
Ele sorriu. Comecei pelos ombros, apertando vigorosamente nos músculos tensos de meu marido. Fui descendo as mãos e o corpo, passeando por suas costas, fazendo uma leve pressão em sua coluna. Quando cheguei naquela bundinha linda... Ah! Me senti úmida, mas tentei me recompor, pus mais óleo nas mãos e dei pequenos golpes ali, me inclinei em seu ouvido e sussurrei: ‘você é meu, Edward’. Seu gemido rouco me excitou mais ainda. Fiz massagem nas coxas dele, nas panturrilhas e nos pés, tentando relaxar cada pontinho de tensão. O fiz virar o corpo, me sentei sobre ele novamente, uma perna de cada lado de seu corpo, rebolei fazendo nossas intimidades se tocarem, ele gemeu e tentou me abraçar. Espalhei óleo diretamente sobre seu peito maravilhoso e ataquei seus lábios com desejo ao mesmo tempo em que minhas mãos espalmavam seu peitoral perfeito. Minhas mãos desceram pela sua barriga e virilha, mas não resisti quando o vi sua enorme ereção... O resto da massagem foi para o espaço...
Abocanhei meu eddie com muita gula, provocando em Edward um urro de surpresa e prazer. Instintivamente, ele começou a mexer os quadris, apreciando o momento. Fiz tudo o que ele mais gosta, não me esquecendo da cabecinha... O gozo veio rápido e eu o bebi como se fosse a fonte de vida (e na verdade era!). Ofegante, deitei ao lado de meu marido e sorri.
- Te amo. – dissemos em coro.
Recuperados, Ed imitou meu gesto e, do jeito que sabia, ele me massageou com suavidade, carinhos e beijos. Cada toque era poderoso, mandavam choques de prazer ao meu corpo, gemi, sorri, mordi os lábios. Ensandecida, implorei.
- Ed... por favor...
- O que você quer, Bella? – seu sussurro revelava sua nova excitação.
- Você... aaahhh... – senti seus lábios em minhas coxas, ele sorriu contra minha pele e depois abocanhou meu sexo.
Sopros, chupões e lambidas quase me levaram à loucura. Meu amor me elevou às maiores alturas... meu sexo latejava, meu coração galopava, minha garganta estaca seca... e depois veio a queda. A queda de mim mesma, quando meu corpo, minha alma e minha mente pareciam se separar e se fundirem novamente numa explosão atômica.
- Oh... Ed... amor... – ofegante, eu não consegui dizer mais nada.
Edward se deitou ao meu lado, me abraçou e me aninhou em seu peito. Dormimos entrelaçados.
......................
POV EDWARD
Caraca! Bella me pegou desprevenido com essa história de ‘um mês de comemorações’! Não que eu estivesse reclamando, na verdade eu estava muito excitado só com a idéia!
Ela me provocou! Na sexta à tarde, recebi vários torpedos eróticos de minha esposa. Na hora, o meu amigão ficou feliz com aquelas mensagens... ainda bem que eu estava sentado!
Tudo foi como um sonho. Um sonho erótico, estrelado e dirigido por Bella e por mim. Cada beijo, gesto, momentos de prazer e entrega foram perfeitos, mas eu sei que a perfeição era orquestrada por uma coisa superior: o amor que eu sinto por ela. Nada seria tão perfeito se não fosse Bella ali... É por essas e outras razões que eu sei que a amo incondicionalmente.
- Hey, Edward, fecha a boca. Vai entrar uma mosca aí.
Samuel falou zombeteiro e me trouxe ao presente. Ai, eu me dei conta que já era manhã de segunda-feira e que eu estava no banco. Disfarcei a cara de bobo apaixonado e liguei o PC. Mark chegou, nos desejou bom dia e já foi nos convidando para um jogo de basquete em Seattle para o próximo final de semana.
Samuel aceitou de imediato, educadamente, recusei o convite.
- Por quê? – Mark falou zombeteiro – A patroa não deixa?!
Nós três sorrimos.
- Não, que nada! Esse mês estamos fazendo um ano de casados e temos planos para todos os finais de semana... e dias entre eles também!
Tá, eu sei, fui meio presunçoso mesmo.
- Uau... segunda lua-de-mel, hein? – Mark falou.
Só nessa hora, percebemos que Tanya estava ali, na soleira da porta, ela realmente ouviu nossa conversa. Meio sem graça, murmuramos ‘bom dia’, ela respondeu educadamente e passou direto por nós, batendo a porta de sua sala atrás de si.
- Ui... que bicho mordeu ela? – Samuel sussurrou.
Eu encolhi os ombros em sinal de indiferença, Mark nem se deu ao trabalho de responder. Esqueci de tudo novamente quando olhei uma foto de Bella sobre a minha mesa, aqueles lindos e aconchegantes olhos castanhos me fitavam com amor. Não resisti e mandei uma mensagem de texto para seu celular: “Bella, ainda sinto seu sabor em minha boca. Princesa, eu te amo. E.C.”