Neutron Star Collision
POV EDWARD
Era uma manhã fria de chuvosa de Janeiro, eu e Bella ainda estávamos na cama, abraçadinhos, ela tinha metade de seu corpo sobre o meu e estávamos completamente nus. Tínhamos acabado de fazer amor e como ainda era cedo para os meninos acordarem, a gente nem dava sinal de que ia se levantar daquela cama tão cedo...
‘Se estivéssemos em Forks’, pensei e suspirei, ‘a essa hora eu já estaria me organizando para ir trabalhar’, suspirei de novo, às vezes eu sentia muitas saudades de Forks.
- No que você ta pensando, amor? – Bella falou e em seguida beijou meu queixo.
- Em Forks, às vezes sinto falta daquela cidadezinha verde. – senti minha princesa retesar o corpo e inclinei meu rosto para olhar para ela – O que foi, Bella?
- Na-nada... - a voz dela vacilou e ela fechou os olhos minimamente.
Minha mente vagou para nossa linda cidade verde e eu não entendi de imediato a reação de minha esposa. Afinal, Forks nos recebeu tão bem, fizemos tantos amigos lá, montamos uma casa linda, lá nossos bebês nasceram... foram tantas alegrias...
Enquanto minha mente vagava pelas lembranças, um rosto macabro apareceu num flash de terror: Tanya Denalli. Instintivamente senti meus músculos se retesarem também e meu peito ficou apertado.
- Eu sei, meu amor. – estreitei mais o nosso abraço – Algumas coisas em Forks foram muito difíceis pra nós dois e... – percebi que Bella se ergueu um pouco, se apoiando sobre um braço, ela me olhava nos olhos agora – tudo o que eu queria era tirar de seu coração, - toquei em seu rosto com as costas das mãos – toda a dor que te causei e...
- Shii... Não vamos falar de coisas tristes...
Bella não me deixou mais falar, calou minha boca com a sua num beijo calmo, quente e cheio de carinho. Ela se deitou sobre mim novamente e reiniciamos nossa dança de amor, nos entregando aos desejos de nossos corpos e nos completando mais uma vez.
Nossas carnes ainda estavam trêmulas e suadas de prazer e no rosto de minha Bella havia um lindo sorriso (aquele tipo de sorriso que ela só dá pra mim), quando os meninos acordaram e ecoaram seus chamados pela babá eletrônica. Agora eles já não choravam mais, apenas diziam ‘mama’ e ‘papa’ repetidas vezes até que um de nós aparecesse no quarto, mas se a gente demorasse muito, eles não pensavam duas vezes e caiam no choro.
Vesti a cueca e fui ao quarto pegar os monstrinhos que já estavam super agitados, cada um de pé no próprio berço, olhando em crescente expectativa para a porta. Assim que me viram, meus filhos esboçaram um lindo sorriso, onde cada um exibia seus quatro dentinhos.
- Bom dia, Anthony. – tirei meu pequeno no berço e beijei sua testa – Bom dia, Thomas. – fiz o mesmo com ele.
Voltei para o quarto com os meninos e devido à hora avançada, tomamos banho os quatro juntos e os meninos fizeram festa no chuveiro. Depois do banho, a gente vestiu uma roupa qualquer, vestimos os meninos e descemos para tomar café da manhã e como eu já esperava, todos estavam na mesa.
- Aê mano, mandando ver a essa hora da manhã? – Emmett falou e em seguida gargalhou – Isso sim é que é hora extra... trabalho intensivo...
Olhei de lado e percebi que Bella corou feito um tomate e eu tive vontade de estirar o dedo médio pra ele, mas não fiz em respeito à Lilian, Will e meus filhos, claro.
- EMMETT!!! – Rose repreendeu seu noivo e notei que todos seguraram o riso, menos Juan Carlos, esse daí fez uma cara feia danada.
- Não liguem para meu genro. – Lilian desconversou – Sentem-se, vamos tomar o café.
E assim começava mais um dia da Família Cullen, amparada e protegida por seus amigos, já que ainda em NY, Jasper e os outros queriam se certificar que após a nossa descoberta, como Edward Cullen e Isabella Swan, agora uma Cullen também, as coisas continuariam as mesmas para nós. Por isso, eles decidiram voltar para a fazenda conosco e ficar por aqui por mais uns dias e isso foi muito bom porque depois da nossa volta, eu e Bella vivíamos fazendo planos... planos de VOLTAR PARA CASA!
Mas era cedo demais para fazer as malas...
Ainda era Janeiro e os dias se arrastavam à nossa volta e se não fosse a companhia de nossos amigos-padrinhos eu acho que teria sido pior. Pelo menos os entusiasmos de Alice e as brincadeiras de Emmett serviam para nos distrair no dia-a-dia. Mais nada se comparava à energia e alegria de nossos filhos, esses sim eram os maiores responsáveis pela nossa estabilidade emocional!
E por falar neles... Ô meu Deus, tem como não se encantar com duas coisinhas lindas como meu Anthony e meu Thomas?
Perto de completar dezessete meses, os meninos já viviam fazendo algazarra e aprontando muita confusão pela casa! Os gritos e risadas eram constantes, assim como a sonoridade de novas palavras. Às vezes eu e Bella morríamos de rir com umas coisas engraçadas que eles diziam. E de tanto os padrinhos ficarem ensinando os meninos a dizerem seus nomes, eles aprenderam, mas não saiu lá muito boa coisa! Por exemplo, Jasper era ‘zaz’, Alice era ‘itchie’, Rose era ‘ôdi’ e Emmett, (HA-HA-HA) esse aí se deu muito mal, os meninos só conseguiam dizer ‘bené’.
Estávamos todos na sala de TV quando eu resolvi zuar com meu padrinho.
- Ô mano, - soquei seu braço com força para descontar os vários socos que ele já me deu em diversas ocasiões – eu não sabia que ‘bené’ era o teu nome de guerra... – gargalhei com vontade – Aê... coisa de profissa mesmo, hein?
- Peraê, peraê, peraê... – ele ergueu as mãos em sinal de rendição – Não se aproveite da falta de experiência dos meninos, daqui a pouco eles aprendem o nome do tio-padrinho. – ele se virou para os meninos e lhes dirigiu a palavra – Não é pirralhada?!
Imediatamente Emmett começou a correr atrás deles e meus filhos corriam, britavam, sorriam e se viravam, tentando ver se seriam pegos. O padrinho os pegou pela cintura, um em cada mão, e os girou no ar, aquilo era tudo o que eles queriam, alucinados, os bebês agitavam bracinhos e pernas e faziam a farra!
Mas nem tudo era farra, alguns dias depois o jornal na TV noticiou a prisão de Stacey Hunt, a relações públicas do ex-presidente Royce King II. A mulher havia fugido no dia que o FBI foi à Dallas para prendê-la, ela fez a babá de sua filha de refém e estava escondida no México. Com a prisão, a mídia voltou sua atenção para o caso e inclusive noticiou que ‘o casal Edward e Isabella Cullen, considerados testemunhas de peso no caso, estavam escondidos no sul da Califórnia’. Mas graças a Deus, a fortuna que a gente pagava ao escritório do Dr. Howard servia para muita coisa. Um RP do escritório mandou uma carta à rede de televisão, dizendo que seus clientes não estavam escondidos, só estavam evitando a exposição da mídia.
- É por essas e outras que eu ainda prefiro que vocês continuem sendo discretos. – Jasper falou.
- Concordo. – Bella respondeu.
- Ah, mas ninguém ousaria fazer algum de ruim a um CULLEN...
Pasmem, mas quem falou isso foi Mirna, a governanta-mequetrefe que antes, por achar que a gente era um bando de pé-rapado, fazia questão de nos destratar, mas quando soube da verdade, passou a nos tratar como a realeza! Mas o conceito que tenho dela não mudou, pessoas bajuladoras e interesseiras me dão nojo...
No mesmo dia que voltamos de NY, Will e Lilian reuniram os empregados da casa e lhes contaram, fazendo um resumo de tudo, a nossa história. Rubí e Lupi, assim como Juan Carlos e Mirna, se espantaram com a notícia.
- Isabella e Edward são nomes mais bonitos. – Rubí falou – Combinam mais com o senhor e a señorina...
- Sr. e Sra. Cullen, puxa vida, sinto orgulho de conhecer vocês! – Lupi falou cheia de emoção.
Mas enquanto as empregadas ficaram felizes e seu afeto por nós cresceu mais ainda, Mirna mudou da água pro vinho, passando mesmo a nos bajular e o mexicano intensificou sua carranca contra mim.
E por falar no coisa ruim, depois que o telejornal falou do Caso Volturi, ele apareceu na sala.
- Boa noite, desculpem por não ter vindo jantar, eu tive umas coisas para resolver na cidade.
- Você já jantou, filho? – Lilian perguntou com seu ar maternal pra cima dele.
- Não senhora. – ele olhou para todos, mas voltou sua atenção para minha Bella.
- Rubí deixou um prato para você na cozinha.
- Obrigado, Dona Lilian, vou lá então...
Ele piscou os olhos várias vezes, parou de olhar para Bella e saiu da sala. Então a ficha caiu de vez. Juan Carlos não vivia de cara amarrada comigo porque supostamente nunca me casei com Bella, sua raiva era porque ele simplesmente queria minha Bella!
‘Vai sonhando, seu leso’, eu dizia em pensamento e tinha vontade de quebrar a cara do sem-vergonha, mas na verdade eu nem tinha motivos para isso. O pior é que o desgraçado nem era um sem-vergonha, tudo o que ele fazia era olhar para minha esposa, suspirar, olhar de novo, tentar disfarçar as olhadas... suspirar... e assim por diante...
Ah! Mas eu tinha um ciúme louco quando ele fazia isso... Puxa vida, devia ser proibido, devia ter algum castigo para pessoas assim, ele poderia, ah... sei lá... ele poderia ficar com uma conjuntivite braba, daquelas q a pessoa nem consegue abrir os olhos! Ta aí, pronto, esse deveria ser o castigo ideal para caras assim!
- No que é que você tanto pensa, amor? – Bella sussurrou ao meu ouvido bem discretamente.
- Nada. – beijei sua têmpora e a abracei.
- Não minta. – ela sorriu um pouquinho – Ele também me incomoda...
‘Oh, Deus! Como eu tenho sorte!’, estreitei mais ainda o nosso abraço e comecei a dar pequenos e inocentes beijinhos no rosto de minha esposa, fazendo-a sorrir e corresponder ao abraço. Mas tenho muita sorte mesmo, porque Bella é a melhor pessoa do mundo, minha melhor amiga e porque ela não faz comigo o que eu fiz com ela na época em que ‘você-sabe-quem’ estava infernizando nossas vidas.
- Oh, my gosh! – Emmett fez uma voz afeminada e tampou os olhos com as mãos – Minha inocência não pode ser corrompida com esses dois libidinosos...
Tá, todo mundo gargalhou com mais essa palhaçada, até mesmo os meninos, que brincavam tranqüilos e alheios a tudo dentro do cercado, riram mesmo sem saber por quê.
- É por essas e outras, - Jasper apontou da TV para mim, Bella e os meninos – que enquanto o Caso Volturi não estiver encerrado, devemos ser cautelosos com a exposição de vocês.
- Não que a segurança de vocês esteja em risco, mas só queremos poupá-los da mídia. – Alice esclareceu.
- Aqui é a Califórnia, mano! – Emmett socou o ar – Terra dos paparazzi...
Três dias depois, a gente se despedia de nossos amigos, eles estavam indo para Washington por que alguns julgamentos dos criminosos do Caso Volturi já estavam próximos de acontecer. Mas antes de se despedirem, percebi que Rose e Alice cochichavam bastante com Bella, as três sorriam muito, concordavam entre si, Alice anotava algumas coisas em sua agenda e sorriam de novo.
- O que você tanto conversava com Rose e Alice? – perguntei a Bella assim que nossos amigos partiram parta o aeroporto.
Ela deu um sorriso amarelo antes de responder.
- Nada de mais. – estreitei meu olhar para ela – Era coisa de garotas, Edward...
Deixei passar, mas eu sabia que Bella estava me escondendo algo...
Quando voltamos pra dentro de casa, flagramos os meninos fazendo traquinagen na área de serviço junto com Lupi e Rubí. Eles estavam no chão e tentavam, com muito custo, derrubar um balde cheio de roupas sujas, as empregadas sorriam e batiam palmas e depois que os dois monstrinhos viraram o balde, vi quando Rubí deu a Lupi uma nota de $ 1,00.
- Anthony! Thomas! – Bella guinchou de desgosto, ao ver a bagunça.
- O que foi isso, vocês apostaram? – perguntei curioso e as duas coraram.
- Não senhor, quer dizer, sim senhor... – Rubí desconversou.
- Eu disse que eles tinham força para virar o balde, mas ela achou que não. – Lupi falou enquanto colocava a nota em seu bolso.
Nesse meio tempo, os meninos começaram a mexer nas roupas sujas e enquanto Bella tentava colocá-las de volta no balde, eles espalhavam tudo outra vez. A cena já estava engraçada, mas ficou melhor quando eles pegaram um roupão de Lilian e tentaram vesti-lo, Bella fez uma careta de desgosto e eles começaram a rir, olharam do roupão para a mãe e disseram em coro.
- LILI!!!
Era como se eles dissessem: ‘mamãe, isso aqui é da Lilian’
Sentei no chão e comecei a juntar as roupas com Bella, fingi cara de bravo pra eles e sussurrei em tom de brincadeira:
- Anthony, Thomas, vou pegar vocês...
Aquelas eram as palavrinhas mágicas para fazerem os meninos correrem e quando ganharam uma certa distância de mim, gritaram ‘papa’ e se inclinaram, grudando mãos e pés no chão.
- Olha lá, señorina! – Lupi falou – Eles estão chamando um irmãozinho... – ela sorriu – Não ficaria admirada se a senhora estivesse grávida de novo!
- AI MEU DEUS! – a voz de Bella subiu umas oitavas – Agora não!!!
Eu olhei para Bella espantado e começamos a rir! É claro que queríamos outro filho, ou filha, mas agora não...
POV BELLA
Um dia antes de Rose e Alice partirem, eu deixei escapar que no mês seguinte eu e Edward faríamos dois anos de casados.
- Puxa vida, o tempo passa num instante! – Rose se admirou.
- Vamos fazer Bodas de Algodão! – falei cheia de orgulho.
- E como vão comemorar? Vocês poderiam viajar talvez...
- Não, Rose! – Alice a interrompeu – É melhor eles ficarem por aqui...
Nós três caímos num silêncio profundo e eu me sentia um pouco frustrada porque antes, quando usávamos documentos falsos e os bandidos estavam soltos por aí, teoricamente a gente tinha mais liberdade para ir e vir.
‘Eu quero um habeas corpus’ gritei em minha mente e suspirei.
- Não fica assim não, Bella. – Rose colocou uma mão sobre meu ombro.
- Não se preocupe, a gente faz a festa aqui mesmo! – Alice falou toda empolgada e beliscou minha bochecha.
- Festa? – perguntei espantada – Que festa?
- Ora, Bella, acorde! – ela deu uma tapinha na minha testa – Suas Bodas de Algodão serão comemoradas em grande estilo... Me aguarde...
Então a gente se pôs a ter idéias de fazer um jantarzinho simples e somente para a família mesmo, mas enquanto eu e Rose dizíamos uma coisa, Alice anotava outra em sua agenda... Deixei passar, Alice sempre será Alice!
Depois que nossos amigos-padrinhos viajaram, eu e Edward nos ocupamos mais ainda com nossos filhos, enchendo-os de mimos e carinhos e nos agarrando a eles pra diminuir aquela ansiedade de querer voltar logo pra casa. Numa das tardes, já era fim de Janeiro, lá fora chovia muito e dentro de casa, no nosso sobrado, os meninos cochilavam, Edward assistia um filme na TV e o tédio me fez ficar zapeando na net quando li por acaso uma reportagem sobre colisão de estrelas no universo.
Não sei o que me fez ler aquilo, mas ao fim da reportagem, fiquei sabendo que a colisão de estrelas de nêutron gera a emissão de raios gama, esse processo dura somente 35 milésimos de segundo e é responsável pelas explosões mais brilhantes do universo. Quando uma estrela entra em colapso e explode, era se transforma numa estrela de nêutron e quando estrelas de nêutron colidem, jatos de partículas brilhantes se movem na velocidade da luz, formando um fenômeno muito bonito e intenso.
Olhei da tela do computador para Edward e dele para a tela, tentando concluir um pensamento que se formou na minha mente, mas faltava alguma coisa. A chuva lá fora se intensificou e um raio me fez saltar da cadeira, fui para o sofá e me aninhei no colo de meu marido, outro raio, seguido de um trovão fez com que eu me encolhesse nele.
- Minha gatinha tá com medo? – ele sussurrou e beijou meu pescoço.
- Hum...hum... – inspirei contra sua pele, me deliciando com o seu cheiro de homem.
Edward me beijou com carinho, suas mãos desceram até minha cintura, me puxando para si, enrosquei minhas mãos em seus cabelos, trazendo-o também para mim. Num único movimento, ele se levantou comigo no colo e me levou para o quarto, me colocou na cama e começou a me despir. O barulho da chuva me fez lembrar Forks e de quantas e quantas vezes a gente fez amor ouvindo aquela música...
Com Edward dentro de mim, me amando, me beijando, me tocando em lugares que só ele pode tocar, me completando e me dando prazer, eu não tive mais dúvidas. Na nossa mútua explosão de amor, calor e gozo eu tive a certeza que a verdadeira colisão de estrelas acontecia ali...
- Te amo. – ele sussurrou e beijou minha testa.
- Assim como eu te amo... – beijei seu peito – Sabe, o dia 27 de Fevereiro ta já chegando...
Eu não quis dizer o que estava planejando fazer com Alice e Rose, queria fazer uma surpresa para Ed, ele sorriu e me puxou mais para si antes de falar.
- Dois anos de casados... E eu já pesquisei, sei que é Bodas de Algodão... Temos que pensar nos presentes que tem a ver com ‘algodão’.
OMG... Meu marido é perfeito mesmo! Por saber que eu me importo com essas coisas, ele sempre se antecipa e me surpreende por se interessar também!
- Adoro Fevereiro, - ele sorriu torto e continuou - este sempre será nosso mês D de delícia...
Sorri antes de responder.
- Foi tão bom... – suspirei com as lembranças e em seguida corei.
- O que foi? – ele sorriu.
- Eu... ainda nem acredito que fiz um strip-tease pra você...
- Foi lindo, você estava perfeita e...
Nos beijamos novamente e a festa já ia recomeçar quando os meninos acordaram e começaram a gritar por nós... Fazer o que né? Filhos são mesmo uns empata-foda...
Enquanto isso, nas cortes de Washington e no Congresso Nacional, muitos dos criminosos e políticos corruptos, envolvidos no Caso Volturi estavam sendo processados e julgados. A CNN fez uma série de reportagens diárias e na fazenda, sempre após o jantar, todo mundo se reunia da grande sala de TV dos Mansen para ver as últimas notícias.
O Congresso agiu mais rápido e os parlamentares processados apenas por crime de responsabilidade (infração que ocorre em decorrência do exercício do cargo) foram julgados primeiro. Esse era o esquema de ‘mensalidades’, quando a liderança do Partido Conservador pagava propina para que os deputados e senadores de posição e oposição votassem com a base governista, apoiando várias decisões que favoreceriam as Empresas Volturi. Depois de uma semana de muitos debates e apresentação de provas, a maioria dos parlamentares foi condenada por enriquecimento ilícito, o que pesava contra eles era a prática de caixa dois, fraude em licitações, lobby ilegal e compra de votos. Todos receberam pena de perda da função pública, pagamento de multa e suspensão de direitos políticos, entre três e dez anos, dependendo da vida pregressa de cada parlamentar e do seu grau de envolvimento no esquema.
- Oh! Graças a Deus! – Lilian exclamou emocionada.
- Isso mesmo, já chega de políticos corruptos! – Will deu um soco no braço do sofá.
Os outros também não ficaram calados depois que o jornal falou sobre o caso, mas eu e Edward não conseguíamos dar uma palavra. Tudo o que eu ouvia era o som de nossas respirações! Aquelas notícias, aqueles julgamentos, as condenações... Eram tanta coisa que tinham a ver com nossas vidas, com as vidas de nossos filhos, que a gente não podia simplesmente tecer comentários como quem comenta uma cena de filme.
Puta que pariu!
Eu tava nervosa pra caramba porque aquelas coisas viraram nossas vidas de cabeça para baixo, assassinaram nossos pais, levaram nossos sonhos embora...
- O que você tem, Bella? – Ed sussurrou baixinho e limpou uma lágrima que escorria de meu rosto, só assim eu percebi que tava chorando.
- Essas coisas... – guinchei – finalmente estão acontecendo...
Um choro mudo e discreto rasgou meu peito, banhou meu rosto e molhou a camisa de Edward, ele me aninhou em seu colo, eu escondi meu rosto no vão de seu pescoço e fiz um esforço enorme para me acalmar, para não chorar na frente de todo mundo e não assustar meus filhos.
- Shii... princesa... – Edward tentava me ninar e me consolar ao mesmo tempo – Não fique assim...
Percebi que os outros fizeram silêncio, devem ter percebido meu choro, apertei mais os meus braços ao redor de Edward e sussurrei.
- Amor, me leva pro quarto...
Ele pediu licença a todos e me levou para a cama, deitou ao meu lado, me beijou, cantou minha canção de ninar e eu peguei no sono. Não sei se foi estresse ou cansaço físico, mas naquela noite eu dormi feito uma pedra. No dia seguinte acordei e Ed já não estava na cama e os meninos já não estavam no quarto, tomei um banho, me vesti e quando desci, todos já estavam tomando café e me olharam tentando disfarçar as perguntas que gritavam em seus olhares. Depois da refeição, meu marido me convidou para um passeio no jardim.
- Não quero que você se desgaste com as notícias da TV, amor. – ele falava com cautela enquanto nossas mãos estavam entrelaçadas – Aquele choro de ontem... eu... – ele suspirou – só não quero que você sofra mais.
- Ta tudo bem, amor. – nos fiz parar e o abracei, ele se inclinou um pouco e colamos nossas testas – Hoje eu vou tentar ser mais forte, creio que teremos mais notícias...
- Sim, Rose ligou enquanto você ainda estava dormindo. – ele suspirou – Uma corte de 2ª instância revogou a decisão de um juiz federal no Texas e hoje de manhã o habeas corpus de Royce King I foi anulado. – meu marido quase rosnava – Aquele velho filho da puta já está sob prisão domiciliar...
- Que bom! – falei com convicção.
- Não é só isso, Renata Volturi já está em Washington e dará seu testemunho ainda hoje. – os olhos de Ed brilhavam, aquela era uma ótima notícia – Hoje a promotoria também apresentará ao tribunal uns vídeos onde um importante traficante de armas que está preso na Rússia...
- Viktor Kasalavich! – completei.
- Esse mesmo. – ele sorriu e beijou minha testa – Esse cara tem muito o que falar sobre a atuação dos Volturi na Europa.
- Parece que o dia vai ser agitado então!
E por falar em agitação, Lupi apareceu na varanda, sendo praticamente puxada pelos meus filhotes que tentavam correr em nossa direção. Foi um festival de ‘mama’ e ‘papa’ sendo gritados a plenos pulmões pelos meus pequenos com tanta intensidade que a gente teve que fazer meia volta para pegá-los.
Nas duas semanas seguintes, o país parou para acompanhar os julgamentos de Caius, Jane e Aro Volturi, todos condenados a penas superiores a 300 anos de prisão. Essas pessoas não eram apenas traficantes e políticos corruptos, eram também mandantes e executores de vários assassinatos. Eu fiquei pasma ao ver Jane, uma mulher loira, magrinha e franzina, ela parecia um anjo, sendo acusada de assassinar seu suposto amante. O cara era um agente da Interpol e se envolveu com ela para poder obter informações sobre o caso, o disfarce dele era de fotógrafo. Eles foram para Vancouver e ela o assassinou numa estação de esqui, desferindo vários golpes em sua cabeça com um taco de hóquei. Na hora que a TV noticiou isso e quando olhei de novo para foto daquela mulher de aparência inofensiva, senti um arrepio na nuca.
Stacey Hunt e Natalie Silverstone trabalhavam para o Partido Conservador e foram condenadas, junto com outros envolvidos, a penas menores, já que seus crimes eram apenas de fazer e participar de caixa dois nas campanhas eleitorais.
Royce King II chorou durante seu julgamento, se declarou inocente, disse que tinha sido vítima da ganância dos Volturi e que tinha sido mal orientado por seu pai.
Ridículo!
Esse desgraçado teve a cara de pau de negar tudo!
Mas as provas contra ele eram irrefutáveis e ele foi condenado a pouco mais de 300 anos de prisão. Seus crimes eram muito sérios, afinal ele foi acusado de traição enquanto ocupava o posto de Presidente dos Estados Unidos. E num ato inédito, a justiça de nosso país declarou que os direitos políticos dele foram cassados. Isso mesmo! A cassação de direitos políticos é como se fosse uma prisão perpétua, ele nunca mais poderá se candidatar a nenhum cargo eletivo!
- Bem feito! – Edward rosnou ao ouvir a sentença – Agora os King não ganham nem eleição pra síndico!
Giovanni Volturi, aquele mesmo que teve o cassino invadido pela polícia de Celta, ele foi extraditado para a Itália e seu julgamento estava marcado para meados do mês de Março. Com aquelas notícias, a CNN dava por encerrada a série de reportagens sobre os julgamentos dos criminosos envolvidos no Caso Volturi e, aproveitando o espaço na opinião pública, abria uma série de debates sobre lobby na política, tráfico de armas e corrupção.
Era noite do dia 18 de Fevereiro e depois do telejornal, a gente comemorou tomando uma taça de champanhe!
- Um brinde à justiça! – Will falou com entusiasmo.
- Um brinde a Jasper, Alice, Rose e Emmett! – Lilian completou.
- Eu brindo porque a morte de meus pais e sogros foi vingada. – Ed falou num tom de voz contido e eu sabia que ele estava emocionado.
- Um brinde ao retorno dos Cullen... – eu não cabia em mim de tanta felicidade.
Depois dos brindes, beijos e abraços de felicidade, o telefone tocou, era Jasper e ele dizia que estariam voltando à fazenda no dia 21. Alice mandou um recado especial para mim, dizendo que TUDO estava arranjado.
- Que TUDO é esse, Bella? – Ed sussurrou para mim – O que Alice quis dizer com TUDO?
- Ah... eu, sei lá! – fiz cara de paisagem – Ela deve estar falando do julgamento.
Eu me esquivei, mas sabia que ele não tinha acreditado...
Com a chegada de nossos amigos, eu pensei que Edward poderia se esquecer do que eu estava escondendo dele, mas ele fingiu esquecer. E confesso que Rose e Alice não ajudaram muito porque viviam aos cochichos comigo, além do mais, caixas e caixas eram mandadas para a fazenda quase todos os dias. Alice inventou a desculpa de que tudo aquilo era dela, mas Ed estreitou o olhar e assentiu como se quisesse dizer: ‘fala mais que eu finjo que acredito’.
Mas a baixinha estava irredutível e super agitada, uma coisa que ela trouxe numa de suas malas foi O VESTIDO que eu deveria usar.
- Alice! – guinchei enquanto me aproximava do cabide onde a peça de roupa estava protegida por uma capa – Por que eu não posso ver?
- Porque é surpresa. – ela falou pausadamente.
- Amiga, eu não queria que você gastasse seu dinheiro comigo. – falei com sinceridade.
- Ah! Mas eu não gastei, esse vestido é uma obra de arte e é emprestado, quando você ver, vai entender o que eu to falando.
Entreguei os pontos, me dei por vencida e não insisti em ver o vestido, enquanto Rose telefonava para o pessoal do restaurante para confirmar a entrega do jantar e Alice verificava comigo se Edward tinha ‘a roupa ideal’ que ELA queria que ele usasse. Por sorte meu amor tinha uma camisa, uma calça e um paletó que agradou a baixinha exigente. No domingo, dia 26 de Fevereiro, fui acordada por uma Alice impaciente e uma Rose empolgada. E só deu tempo de tomar um banho, tomar café, me despedir do marido e dos filhos para poder ser jogada num salão de beleza em Escondido, uma cidade um pouco maior do que Julian. Fiz depilação, fiz as unhas, hidratei o cabelo, recebi uma massagem relaxante no corpo... E cheguei em casa no final do dia para cair nos braços dos três homens da minha vida que já estavam impacientes e cheios de saudades de mim.
Não chovia na manhã do dia 27 de Fevereiro, mas o céu estava um pouquinho nublado, eu levantei da cama com bem cuidado para não acordar Edward e fui até o closet, peguei seu presente e voltei para a cama, me inclinei e sussurrei ao seu ouvido:
- Feliz aniversário de casamento, Sr. Cullen... – ele sorriu e depois fez um biquinho lindo, rocei meus lábios nos dele e falei de novo – Hoje é o dia de nossas Bodas de Algodão, amor...
Ele acordou, sorriu e beijou levemente os meus lábios.
- Bom dia, princesa! – ele se sentou na cama e me abraçou – Feliz aniversário de casamento!
Nos olhamos com intensidade, aquele tipo de olhar que dizia tudo e nada ao mesmo tempo. Nos orbes verdes de meu marido eu via a nossa vida sendo passada num filme, todos os beijos, os toques, as juras de amor, as lágrimas, os sorrisos...
- Te amo! – dissemos em coro e colamos nossas testas.
Quando lhe estendi o presente, ele sorriu torto, se levantou da cama e falou por sobre o ombro.
- Vou pegar o meu também, a gente abre juntos então.
Quando Edward voltou, trocamos as caixas, a dele era bem maior que a minha e eu me derreti quando vi que ele nos deu toalhas de banho enormes e felpudas. As tolhas eram de um bege bem claro e nelas havia um lindo bordado de uma flor meio amarelada.
- OMG... Amor, que lindas! – acariciei as toalhas.
- Essa é a flor do algodão. – ele falou – Perguntei para Alice e ela disse que a flor realmente existia, então pedi a Rose que comprasse toalhas bonitas e mandasse bordar essas flores.
Quando ele abriu o seu presente, sorriu para mim e me deu um selinho. Eram duas nécessaires, na minha estava bordado ‘Sra. Cullen’ e na dele, ‘Sr. Cullen’, é claro!
- Hum... que cheirinho bom... – Ed inspirou contra a nécessaire e sorriu.
- Veja o que tem dentro. – falei numa crescente expectativa.
Alice é mesmo genial! Ela descobriu que existe sabonete em barra feito com algodão e amêndoas, sabonete líquido com algodão e aloe vera e sais de banho cremosos feitos com leite de algodão. Ela encheu aquelas nécessaires com tudo isso e para enfeitar, encheu também com bolas de algodão colorido... Tudo ficou uma graça!
- Amor... obrigado! – Edward me beijou e me abraçou – Vem, vamos usar nossos presentes...
Tomamos um banho quente e relaxante, sempre em meio a muitos carinhos e beijos ardentes, meu marido me banhou, usou sabonete líquido em mim, passou suas mãos enormes pelo meu corpo e quase me fez desfalecer de tanto desejo por ele. Mas eu tive de me segurar... principalmente quando chegou a minha vez de passar sabonete naquele corpo gostoso que Deus me deu... Ai... Ai... Quando vi o ‘eddie’ sorrindo para mim e me chamando... usei todo meu auto controle para não deixá-lo entrar...
Depois usamos nossas toalhas de banho novas, saímos um pouco de nossa bolhinha de amor, pegamos os meninos e descemos para tomar café.
Depois do café, Will nos deu uma forcinha e convidou Edward, Jasper e Emmett para ir à cidade com ele. Na verdade, a intenção era que Ed saísse da fazenda para que a gente pudesse arrumar tudo para o jantar. Meio a contragosto meu marido aceitou o convite, mas antes sussurrou para mim:
- Queria passar o dia inteirinho com você...
- Shii... – beijei o lóbulo de sua orelha – Não estrague a empolgação de Will, ele só quer ter um dia de garotos com vocês.
Depois que Edward saiu, a movimentação tomou conta de todo mundo, mas fui encarcerada no sobrado junto com os meninos. Alice na queria estragar a surpresa! Argh... a baixinha é muito exigente mesmo!
Eu e Lupi passamos o dia brincando com os gêmeos, almoçamos no sobrado e na hora do cochilo dos meninos, eu aproveitei para descansar também. Acordei por volta das quatro horas e me sentia nervosa como... como uma noiva mesmo! Nem deu tempo de levantar da cama e logo o quarto foi invadido por Lilian e Rose, as duas prepararam um banho espumante para mim e pediram que eu relaxasse um pouquinho na banheira, fiz o que elas pediram e sorri comigo mesma.
‘Vai ser sempre assim, meu Deus? Essa ansiedade, essa saudade, essa paixão e esse desejo por Edward? Meu sorriso ficou mais largo quando a imagem da razão d aminha existência surgiu em minha mente. ‘Sim, Deus, eu espero que sempre seja assim’
Assim que sai do banho, ainda estava vestindo um roupão e vi que Alice e Rose já estavam em meu quarto, carregando o vestido ainda protegido pela capa.
- Onde estão as roupas de Edward, Bella? – Rose perguntou.
- No closet, na primeira porta do lado esquerdo. – apontei para o local e ela foi pegá-las.
- Alice vou nessa! – ela falou por sobre o ombro e saiu apressada.
- Onde? Onde Edward vai se vestir?- perguntei aturdida.
- Num dos quartos de hóspedes... – Alice me olhou com expectativas antes de tirar a capa do vestido – Bella, esse vestido é apenas um empréstimo e ele foi feito por um grupo de artesãs do Nordeste do Brasil?
- Brasil? Nordeste? – repeti aturdida.
- Sim! – ela sorriu – Há dois anos a gente recebeu um grupo de micro empresárias brasileiras lá na fazenda, elas vieram conhecer nossas técnicas de cultivo de algodão orgânico e ensinaram a muitas mulheres da cooperativa de plantação de algodão a fazer um tipo especial de bordado. – ela abriu o zíper da capa e eu ofeguei – Este vestido, Bella é uma peça de bordado em Renascença e levou somente 8 meses para ser feito... Veja!
Meu queixo caiu!
Deus do céu!
O vestido era longo, lindo, com uma saia cheia de babados e uma fita de cetim formando um laço na cintura. Mas o mais interessante eram os desenhos do bordado, me aproximei mais daquela obra de arte e sorri.
- Isto de chama Renascença, Bella. – Alice falou – E é um tipo de renda feita sobre tecido que surgiu em Veneza na Itália, no século XVI e chegou ao Brasil através das freiras européias. Essa peça foi feita sobre um tecido de algodão cru, por isso ela tem essa corzinha de areia...
- É... LINDO... – murmurei.
Ela sorriu e estendeu para mim uma sacola da Victoria Secret’s e outra com um buquê feito de tufos de algodão e flores artificiais. O buquê me pegou desprevenida.
- Buquê, Alice?
- É só para dar um ‘tcham’ a mais... Essas flores foram feitas com tecido de algodão também! – ela sorriu seu sorriso de sinos de saiu do quarto.
Assim que fiquei sozinha no quarto, abri a sacola com as lingeries novas e amei o novo sutiã todo em tule de renda cor de champanhe, vesti a peça e meus seios ficaram lindos neles. Mas quase levei um susto quando vi aquela... calcinha? Deus do céu! Onde Alice achava tanta criatividade?
A calcinha parecia ser normal, também em tule de renda cor de champanhe e completamente transparente. Eu tive dificuldade de saber qual era a parte da frente, mas me guiei pela etiqueta, só tinha um pequeno detalhe, aquela fita e aquele laço eram pra que mesmo? Depois que vesti, na parte da frente ficou tudo normal, mas quando me virei e olhei por sobre o ombro, corei e... corei de novo...
OMG... Será que Edward iria gostar? Pensei mais um pouquinho e deduzi que sim, afinal aquela calcinha ficou mesmo linda!
Depois de vestida, fiz um coque meio preso, meio solto em meu cabelo, fiz uma maquiagem leve e usei apenas brincos de pérola. Sorri para meu reflexo no espelho, me achei bonita e meu estômago se revirou em ansiedade, eu queria ver meu Edward logo!
Alguém bateu na porta de meu quarto, eram Alice e Jasper que entravam, ambos já estavam elegantemente vestidos, ela num vestido channel cor de púrpura e ele num terno azul marinho.
- Viemos buscar a noiva! – ele disse e beijou levemente minha testa – Você está linda, Bella e parabéns por mais um aniversário de casamento, Bella! – ele sorriu e olhou para Alice – O seu amor por Edward me ensinou a amar de novo...
- OMG... Vamos deixar as declarações para depois do jantar, se não eu vou borrar a maquiagem... – a baixinha falou e nos arrastou para fora.
-Onde estão todo mundo? – perguntei ao perceber a casa completamente vazia.
- Já estão lá. – Jasper respondeu.
- Ah! Thomas e Anthony ficaram tããão fofuchos dentro daquelas roupitchas... – Alice tentou desconversar.
Meu coração batia descompassado quando entramos no carro, eu realmente não sabia para onde estávamos indo, mas me senti feliz por saber que estava indo para Edward. Abri um largo sorriso quando vi que nosso destino era o celeiro da fazenda, o mesmo onde fizemos o jantar de ação de graças, mas dessa vez ele estava TODO iluminado, foi quando eu percebi o quanto ele era enorme e lindo.
Assim que entrei, meu queixo caiu... No hall havia uma mesinha com arranjos feitos com galhos e tufos de algodão! O cenário ficou lindo, romântico e combinava perfeitamente com o ar vintage de meu vestido...
Meus olhos não conseguiram se fixar naquela mesinha por mundo tempo... Edward capturou minha atenção ao sorrir para mim! Deus do céu, meu coração perdeu uma batida quando vi meu amor caminhando na minha direção, ele usava um elegante conjunto de calça e paletó de tweed na cor cáqui e por dentro, uma camisa branca.
Jasper sorriu para meu marido e me entregou a ele, nos abraçamos e ele sussurrou:
- Você está linda, Bella. – ele me beijou levemente – Adorei a surpresa...
- Você também tá lindo! – envolvi seu rosto me minhas mãos – Mas tudo aqui também é surpresa pra mim...
O beijo que se seguiu foi quente e apaixonado ao mesmo tempo, todo mundo começou a aplaudir, ouvimos assovios (Emmett, com certeza) e duas pessoinhas impacientes e animadas ao mesmo tempo, gritando ‘mama’ e ‘papa’ freneticamente. Cedo demais interrompemos o beijo, Ed sorriu contra meus lábios e sussurrou:
- Tem dois rapazes aqui que acham que eu estou monopolizando a mãe deles...
Sorrimos e entrelaçamos nossas mãos, fomos até nossos pequenos e... OMG... Eles estavam tão lindos naquelas calças e camisas sociais! Os meninos de jogaram para nós e não quiseram saber de mais ninguém! A gente cumprimentou Rose, vestida num tomara que caia vermelho e num bolero dourado, Emmett estava super elegante usando suéter preto por cima da camisa cinza. Lilian usava um elegante vestido verde e Will, um terno claro. Até Lupi usava roupa nova e tenho certeza que ali tinha dedo de Alice, a babá usava um vestido rosa muito fofinho!
Quando me arrisquei para olhar pro lados, meu queixo caiu de novo! As luminárias foram envolvidas com bolas de algodão, fazendo com que a iluminação parecesse com a de luz de velas sobre a mesa de jantar. Pra onde a gente se virasse, podia ver muitos buquês feitos com chumaços de algodão ainda presos nos galhos e arrematados com fitas de cetim. E a mesa de doces parecia ser uma coisa de filme de contos de fadas... Tinha tortas, chocolates, maçãs cobertas com calda de chocolate e um imenso painel feito com tecido de algodão cru e tufos de algodão presos neles!
- Rose, Alice... – murmurei boquiaberta – Vocês são demais!!!
- Ah! Eu sei, eu sei... – a baixinha se gabou empolgada.
- Puxa vida, Bella, que bom que você gostou! – Rose foi mais humilde e sorriu para mim.
Quando o jantar foi servido, Mirna e Rubí saíram de não sei onde (acho que havia uma pequena cozinha no celeiro) usando lindos uniformes e estampando enormes sorrisos nos rostos. E até no cardápio eu devo reconhecer que Rose e Alice sabem como dar uma festa! O prato de entrada foi soufflé au fromage e hum... Todo mundo comeu rezando... o queijo gruyère parecia derreter na boca! O prato principal foi lagosta gratinada no abacaxi com batata sautè, acompanhado de arroz branco e um delicioso e frutado espumante.
Enquanto isso, os meninos se deliciavam com uma sopinha de batata e queijo e tomavam um suquinho de laranja...
De sobremesa, todo mundo comeu fazendo uma série de ‘hum’ e ‘ham’ uma deliciosa torta de chocolate coberta com creme de nata!
Depois do jantar, Will bateu com a faca numa taça e chamou a atenção de todos nós, dizendo que Edward tinha umas palavras a dizer. Aquilo pegou meu marido de surpresa, ele ficou ligeiramente corado, entrelaçou nossas mãos e se levantou da cadeira.
- Bem hoje é... – ele olhou pra mim e sorriu torto – Um dia lindo...
Meu coração se derreteu quando nossos olhares se encontraram, eu sorri também.
- Hoje é o dia em que eu me dou conta, mais uma vez, que sou o cara mais sortudo da face da terra! – ele fez uma pausa e sorriu mais ainda – Isabella Marie Swan Cullen, eu te amo com cada fibra de meu ser e me sinto honrado em ser seu esposo...
Ele beijou minha mão e eu ofeguei somente com aquele toque! Só então percebi que havia uma música suave que tocava num CD. Com um gesto de mãos, ele me convidou para dançar.
- Apreciando a festa, Sr. Cullen? – perguntei enquanto ele me girava ao redor de nossos convidados, que fizeram questão de nos dar aquela primeira dança.
- Muito, Sra. Cullen! – ele sorriu aquele tipo de sorriso glorioso que fazia até meus ossos se derreterem – E devo confessar que a senhora escondeu tudo de mim muito bem!
- Ah! Mas Alice fez tudo por conta própria! – sorri e lhe dei um beijinho de esquimó – Ela não consegue se conter...
Ele gemeu e me puxou mais para si.
- Nem eu consigo me conter ao te ver nesse vestido tão elegante...
Edward me beijou profunda e apaixonadamente e por alguns segundos nos esquecemos de tudo a nossa volta até que Emmett começou a pigarrear muito alto, cessamos o beijo e eu corei, escondendo meu rosto no vão do pescoço de meu marido.
Quando percebi, Alice e Jasper estavam dançando, assim como Rose e Emmett, Will e Lilian. Já nossos meninos se esticavam em nossa direção e as duas músicas seguintes foram bastante suaves, eu dancei com Thomas e Edward dançou com Anthony. Aproveitamos e ninamos nossos bebês...
Com os meninos adormecidos, parece que Rose e Alice pensaram ao mesmo tempo, cochicharam alguma coisa com seus pares e eles vieram até nós. Jasper e Emmett pegaram seus afilhados no colo e puxaram Edward para um canto, eu fui arrastada por Alice e Rose para o outro lado do imenso galpão.
- Bella, lá em cima é um tipo de apartamento que meus pais costumam alugar para turistas. – Rose sussurrou e apontou para as escadas – Aproveite a noite com seu marido...
Ela piscou um olho para mim, sorriu e me abraçou.
- Obrigada, Rose! – sussurrei emocionada.
Assim que desfizemos o abraço, Alice me beijou, me abraçou e prometeu que Lupi dormiria no quarto com os meninos e que se eles chorassem durante à noite, as madrinhas dariam conta do recado.
- OMG... Vocês são perfeitas! – murmurei.
- Sim, sim, eu sei!
Adivinhem quem falou isso?
Nós três sorrimos e nos despedimos, fui até meus pequenos e beijei a face de cada um, desejei-lhes boa noite e me despedi de todo mundo. Assim que saíram, Edward fechou a enorme porta de madeira do celeiro, olhou para mim e sorriu torto.
POV EDWARD
- Enfim sós, Bella. – falei assim que fechei a porta do celeiro e me virei para minha esposa.
Em duas passadas cheguei até minha Bella e a abracei com carinho, colando nossos corpos e lábios, o beijo começou calmo e romântico, mas depois evoluiu para algo desesperadamente apaixonado, onde nossas línguas se enroscavam com ansiedade. Quando o ar nos faltou, migrei meus lábios para seu pescoço, enquanto minhas mãos ávidas percorriam sua cintura e seus quadris.
- Oh... Edward... – ela gemeu quando sentiu meu membro duro, pressionando sua barriga.
Não pensei duas vezes, coloquei-a no colo e segui escada acima para onde Jasper me disse que havia um quarto. Ela sorriu com o movimento brusco, mas descansou sua cabeça em meu peito, inspirando contra mim, suspirando e me fazendo ficar cheio de tesão...
Meus olhos captaram uma pequena sala de estar com uma lareira, do lado esquerdo havia uma pequena cozinha, como aquelas de flat e do lado direito, a porta que dava acesso para a suíte, empurrei a porta com o pé.
- UAU... – dissemos em coro e sorrimos.
O quarto era pequeno, mas muito lindo e eu tenho certeza que aquela cama com armação de madeira agradou muito a minha esposa. Ela sorriu para mim, eu a coloquei no chão e fechei a porta atrás de nós.
- Oh, Ed, que lindo! – ela olhou do quarto para mim e sorriu.
- Linda é você, princesa... – fiz com que ela girasse ao meu redor para poder ver melhor aquele vestido tão delicado, virei seu corpo para ficar de costas para mim e comecei a desabotoar seu vestido.
Bella gemia alguma coisa ininteligível e sua respiração já estava ofegante.
- Elegante... – beijei seu pescoço, fazendo-a gemer.
- Sensual... – o vestido deslizou por seus braços e costas, exibindo o lindo sutiã transparente
- Maravilhosa... – meus beijos desciam por suas costas e minhas mãos contornaram sua bundinha linda ainda coberta pela pano do vestido que eu tirava bem devagar.
‘Porra! Puta que pariu! Caralho!’
Sim, gritei tudo isso na minha mente quando vi aquela calcinha que Bella usava! ‘Se controla, Edward, se controla porque Jasper disse que esse vestido era emprestado e Emmett ainda fez piada dizendo que você tinha que deixar o vestido inteiro’
Respirei várias vezes, puxei o ar e a sanidade para dentro do meu sistema, retirei aquele vestido dela com muito cuidado e o coloquei numa poltrona. Num piscar de olhos, voltei para a minha esposa e lhe dei um abraço por trás.
- Porra, Bella, quer me matar usando uma calcinha dessas? – beijei seu pescoço enquanto minhas mãos desciam de seus seios para a barriga e depois para a minha ‘bellinha’, acariciando-a por cima do pano fino.
- Hum... – ela gemeu – Isso quer dizer que o senhor gostou, Sr. Cullen?
Ela se virou para mim e me atacou com fúria, colando nossos lábios, invadindo minha boca com sua língua gostosa e fazendo meu pau ficar duro por ela. Minhas mãos rodearam sua cintura, desceram até sua bundinha linda e começaram a brincar com os laços daquela calcinha. Bella gemeu em minha boca ao sentir meu membro duro de novo e começou a me despir, tirando meu paletó e jogando-o no chão, desabotoando impacientemente a minha camisa, espalmando suas pequenas mãos em meu peito, abrindo o botão da minha calça, invadindo minha cueca com suas mãos e acariciando meu membro com força...
Dessa vez fui eu quem gemi em sua boca...
Com pressa, tirei minha calça e nos levei para a cama, me deitei sobre ela e comecei a beijar cada pedacinho de sua pele de marfim. Bella gemia, ofegava e serpenteava seu corpo sob o meu, o calor de nossas peles era fogo puro.
- Ed... amor... – ela gemeu baixinho quando comecei a beijar o vão de seus seios.
Sorri contra sua pele e já podia imaginar o que ela queria, tirei seu sutiã e o joguei num lugar qualquer, minha boca se apossou de um seio, minha mão se ocupou do outro. Ah! Que pele deliciosa, macia e perfumada era aquela? Quando minha língua lambeu, chupou e sugou aquele mamilo delicado e róseo, meu membro se avolumou ainda mais dentro da cueca, a ereção era tão intensa que chegava a doer...
- Aaahhh... Edward...
Bella gemeu alucinada e eu desci uma de minhas mãos para tocar em sua intimidade, mesmo por cima do fino tecido, senti sua umidade e sorri contra seu seio. Meus beijos desceram por sua barriga, chegaram à virinha e finalmente à minha ‘bellinha’, beijei várias vezes aquele montinho de carne e delícia, abri suas pernas, beijei o interior de suas coxas, sorri contra seu sexo, inspirando seu perfume de fêmea e cada vez me dando conta que nasci para estar ali, no meio daquelas lindas pernas... para sempre...
- Ah! – inspirei mais uma vez.
- Amor... – ela gemeu.
- O que você quer, Bella. – falei enquanto ainda beijava suas coxas e seu sexo.
- Me come logo, amor... Aaahhh
Ela gritou mais alto quando sentiu que eu afastei um pouco a sua calcinha e beijei seu sexo rosa, quente e molhado... molhado para mim, somente para mim...
‘Ah... eu vou comer, pode deixar, mas antes, deixa eu te ver melhor com essa calcinha...’
Falei em pensamento enquanto voltava a me deitar sobre ela e a beijar sua boca com luxúria e paixão, quando o ar nos faltou, beijei seu pescoço e a fiz deitar de costas para mim. Beijei cada pedacinho de sua pele e fui descendo até a base de sua coluna, depositei vários beijinhos molhados e mordidinhas ali, fazendo-a gemer e ofegar.
- Oh... Ed... Ai... – ela falava em meio a arquejos.
Fiquei de joelhos na cama, uma pena de cada lado de seu corpo e fiz o que tanto queria: contemplei aquela bundinha linda naquela calcinha!
E... Ah! Porra, que bunda mais linda!
A visão era tão perfeita e sexy que senti uma gota de meu líquido escorrer e se alojar no tecido da cueca. Não agüentei mais aquela pressão toda, me inclinei sobre Bella, beijei a base se suas costas mais uma vez e sorri contra sua pele. Meus lábios e dentes se ocuparam de puxar o laço daquela sensual peça de roupa e assim eu fui despindo minha esposa de uma forma que eu nunca mais iria esquecer...
Bella sorriu ao se sentir ficando finalmente nua e sorriu mais ainda quando me deitei ao seu lado e sussurrei.
- Sou seu, Bella, me come amor...
Num único movimento ela ficou sobre mim e me beijou com a avidez dos apaixonados, sua boca fazia movimentos sensuais na minha, enquanto, ela, de pernas abertas, rebolava sobre mim, esfregando seu sexo sobre o meu que estava ainda preso na cueca.
Sua boca e mãos desciam por meu corpo, acelerando meu coração, me fazendo perder os sentidos, me fazendo quase gozar de tanto prazer! Bella pagou na mesma moeda e tirou minha cueca, usando não só as mãos, mas a boca também. Como uma felina, ela me prendeu sob suas longas pernas e beijou meu pau duro com carinho. Seus beijos molhados no interior e minhas coxas e na cabecinha de meu membro eram um ataque à minha sanidade.
- AH...- meu grito saiu abafado e entrecortado – Porra, Bella...
- O que você quer, amor? – ela fez um ar de inocente e sorriu para mim enquanto acariciava meu pau com as mãos.
- Senta logo em mim...
Ela sorriu e se jogou em mim, me beijando de novo, mordiscando meu lábio inferior e se apossando de minha língua. Num único movimento de quadris, ela nos encaixou e veio com tudo, fazendo com que meu membro deslizasse para dentro de sua conchinha molhada... ah... quente... apertada...
- Isso... Ah – devo ter gritado – Bella... amor...
Sim, minha Bella, meu amor, começou a rebolar sobre mim, quase saindo e voltando com tudo, fazendo com que a música dos embates de nossos corpos combinasse perfeitamente com nossos sussurros e arquejos.
Deus do céu... isso só pode ser magia mesmo... como ela se encaixa tão bem em mim?!
Minhas mãos em sua cintura guiavam seus movimentos, fazendo aquilo que eu mais gosto quando estou dentro dela... Ah! Que coisa... Que lugarzinho delicioso é esse? Eu já estava me segurando com um certo esforço, poderia gozar a qualquer momento, mas esperaria por ela.
Bella queria me enlouquecer mesmo, pegou uma de minhas mãos e a levou a seu rosto e enquanto subia e descia em mim, começou a chupar um de meus dedos com uma fome lasciva. Aquilo serviu de ‘termômetro’ para nós, assim que senti seu interior se contraindo e engolindo meu pau, ela chupou mais forte o meu dedo.
- Abra os olhos, Bella. – falei entre arquejos e ela obedeceu, nos olhamos nos olhos e ela intensificou as reboladas – Vem comigo, amor...
Ela mordiscou meu dedo e eu urrei alguma coisa ininteligível quando me senti gozar dentro dela...
- Oh... – ela caiu ofegante sobre meu peito que subia e descia descompassadamente, acompanhado nossos corações desenfreados.
Ficamos paradinhos assim, comigo ainda dentro dela por alguns instantes, ate que ela se ergueu um pouco e separou nossos corpos.
- Te amo! – dissemos em coro e sorrimos.
Com ela ainda sobre mim, nos olhamos nos olhos mais uma vez, ela beijou a pontinha de meu queixo e sussurrou.
- Feliz aniversário de casamento, Sr. Cullen.
Levei uma de minhas mãos para seu rosto, onde uma mexa de cabelo se grudava em sua testa suada e a trouxe mais para mim, beijei seus lábios levemente.
- Feliz aniversário de casamento, Sra. Cullen, meu amor...
Ela bocejou e eu bocejei logo em seguida, sorrimos e depois do amor, dormimos abraçadinhos de conchinha.
POV BELLA
Depois de nosso idílico aniversário de casamento, nossos amigos-padrinhos ainda ficaram na fazenda por uma semana. E aquela foi A SEMANA!
Tivemos muitas reuniões ao telefone com o Dr. Howard e seus competentes funcionários do escritório de advocacia, tudo tinha que ser planejado com bastante antecedência, já que no começo de Abril, nós voltaríamos para nossa querida NY e para a nossa amada mansão Cullen.
- Deus do céu! – exclamei e abracei meus filhos – Eu nem acredito que vamos voltar!!!
Edward veio até nós e nos envolveu num abraço gostoso, me beijou e beijou cada filho.
- Vamos voltar, amor!
- OMG... Que lindo! – Alice e Rose disseram em coro.
- Daqui a algumas semanas todo esse pesadelo chegará ao fim! – Jasper falou emocionado.
- E pensar que... – Emmett guinchou e seus olhos já estavam marejados – Que... vocês... que nós, passamos por tanta coisa... – meu amigo já chorava mesmo – E... ah... deixa pra lá...
Sim, ele estava mesmo choramingando e eu quase chorei também, os meninos olharam e mim para ele e disseram em coro:
- BENÉ! – se jogaram para ele e começaram a beijar o rosto do tio-padrinho como se quisessem consolá-lo.
- É pirralhada, - ele fungou – eu sou chorão mesmo...
- Manteiguinha derretida... – Jasper o provocou.
Mais algumas ligações foram necessárias até que o Dr. Howard providenciasse que uma equipe de limpeza, conservação e jardinagem fosse até a mansão para, dali a alguns dias, fazerem uma grande limpeza não somente da casa, mas do jardim também.
Mas como seguro morreu de velho e a gente tinha medo que pessoas estranhas entrassem na nossa casa, tivemos que pedir mais um importante favor aos nossos amigos.
- Rose, como você mora em NY, eu preciso que você esteja na casa durante a ‘operação limpeza’.
- Não se preocupe, Bella, não vamos deixar que quebrem nada e...
- Na verdade, Rose, eu não me preocupo com o que possam quebrar, mas eles não podem, não devem, sob hipótese alguma, tentar entrar nos quartos principais da mansão.
Ela assentiu freneticamente.
- É claro que eles nunca vão conseguir entrar lá, - continuei - são os três quartos principais da casa que tem vista para o jardim. – ela assentiu de novo – Você saberá quais são porque possuem fechaduras diferenciadas e ninguém tem as chaves, somente eu e Edward.
- Ta tudo bem amiga, eu vou estar lá!
- Eu vou levar uns amigos meus que trabalham numa empresa de vigilância, quero me certificar que os telefones da casa não têm escuta. – Emmett falou.
- E quanto ao sistema de segurança? – Jasper perguntou – Ainda lembro daquilo tudo, extremamente sofisticado... Mas, como fazemos para religá-lo?
- Com certeza ele ainda está funcionando. – Edward trocou olhares comigo – Eu... ééérrr... durante todo esse tempo... nós tivemos acesso a ele via internet...
Meu padrinho de casamento estreitou o olhar para meu marido.
- Você sabe que foi meio arriscado de sua parte fazer isso, não é Edward?
- Bem, - meu marido ficou sem graça, mas falou a verdade – uma ou duas vezes no mês eu acessava o sistema para ver se estava tudo bem. Mas na verdade nunca houve perigo de sermos descobertos, a cada acesso, o sistema nos dava uma senha nova e quem tentasse hackear nossa máquina, descobriria um endereço IP falso.
Rose assoviou antes de falar.
- Tecnologia de ponta mesmo!
- VOCÊ TAMBÉM VAI ME CONVIDAR PARA CUIDAR DA LIMPEZA DE SUA CASA, NÉ BELLA?! - a baixinha se aproximou de nós e cruzou os braços numa atitude muito infantil – Ou vão me deixar de fora da festa?
- Alice! Isso não é festa! – tratei de abraçá-la para acalmar a fera – E eu só não te pedi esse favor, porque você mora em Washington!
- Sei... sei... – ela sorriu e eu me senti perdoada.
Depois que nossos amigos voltaram para a vida real de seus trabalhos no FBI, eu e Edward tentávamos de renascer para o mundo também. Fizemos as malas, começamos a conversar com os meninos sobre nossa linda mansão em NY e na maioria das vezes, mesmo sem entender nada, eles prestavam atenção. Edward telefonou mais uma vez para o Dr. Howard e lhe pediu que alugasse um jatinho para nos buscar no aeroporto de San Diego e dentro jatinho, dois seguranças já deviam estar lá para nos escoltar até me casa. Teoricamente não corríamos risco de vida, mas ainda precisávamos nos acostumar com a vida real de novo!
No sábado, dia 31 de Março, acordamos cedo, ainda era madrugada quando descemos carregando poucas malas e carregando dois filhos adormecidos. Lá embaixo, Will, Lilian e Lupi já esperavam por nós, ainda nos despedimos da querida e atenciosa Rubí e da falsa e bajuladora Mirna antes de partir.
Sim, os Mansen fariam esta gentileza e nos levariam para casa. E sim, Lupi ficaria conosco até que arranjássemos uma nova babá para os meninos. Eu esperava poder fazer isso antes do mês de Setembro porque a querida babá de meus filhos seria contemplada, dali a alguns meses com uma bolsa integral de estudos na University of San Diego. Depois de algumas palavras com o advogado, consegui providenciar tudo. Lupi realizaria o sonho de fazer Direito... Por mim, por ela...
- Señorina parece muito feliz hoje... – ela falou e pegou Thomas de meus braços.
- Sim, Lupi, estou mesmo...
Fomos em dois carros, na pick-up, Will levava eu, Edward, os meninos e as malas, no carro Juan Carlos levava Lilian e Lupi. No aeroporto, o mexicano se despediu rapidamente de nós e seguiu seu caminho, fomos para uma sala de espera onde o piloto e o co-piloto do jatinho, mais os dois seguranças contratados nos esperavam. Depois de alguns minutos de conversa, seguimos para a pista, eu levava Anthony, Edward levava Thomas, Lupi seguia ao nosso lado, carregando a bolsinha de mão dos meninos.
- Ih! Caramba! – a babá exclamou baixinho e levou uma mão à testa – Esqueci...
- O que foi? Esqueceu de preparar mingau para os meninos? – perguntei preocupada.
- Não, não señorina, fiz os mingaus, mas esqueci de trazer meus currículos...
- Currículos...? Para que você ...? Lupi, você por acaso desistiu de seu sonho de fazer Direito? - perguntei sem entende nada.
- Não, não señorina! – ela baixou seu olhar - Mirna me disse que eu tenho que ser realista e continuar trabalhando, quem sabe um dia...
Estreitei meu olhar e fiquei muito séria, suspirei antes de falar.
- Ela estava tentando te desanimar, Lupi. – sussurrei – Não deixe que ninguém, ninguém mesmo tente roubar seus sonhos! – ela assentiu e corou – Você ainda quer, do fundo de seu coração, ser uma bacharel em Direito, não é?
- Sim, senhora... – ela suspirou.
Com a mão livre, abracei-a com carinho, trazendo-a para mim.
- Então confie, seu sonho vai se realizar, você vai ver...
O jatinho era muito confortável, tinha lugar para dez passageiros, uma minúscula copa e um banheiro. Acomodamos os meninos, acoplando as cadeirinhas deles nas poltronas, todo mundo se acomodou e minutos depois a torre de comando do aeroporto dava permissão para que o jatinho decolasse.
Os meninos não interromperam seu sono, eu e Edward cochilamos logo em seguida e só fomos acordar quando percebemos a movimentação de Lupi, se equilibrando, quase sentada no chão para dar as mamadeiras de mingau dos gêmeos.
O co-piloto avisou que faríamos uma parada em Denver, no Colorado para reabastecer. Por volta das onze da manhã, com o avião ainda no chão, a gente tratou de almoçar, Lilian me ajudou a servir lasanha semi-pronta e coca-cola para todo mundo. Passava das duas da tarde quando o piloto chamou nossa atenção.
- Sr. Cullen, Sra. Cullen, olhem pela janela!
Olhamos e instintivamente, Edward entrelaçou nossas mãos, era a Estátua da Liberdade que surgia diante de nós, linda, imponente... vencedora...
- Sejam bem vindos a NY! – o piloto falou e acho que ele sorria quando disse isso!
Meu marido aproximou seu rosto do meu e me beijou com carinho, colamos nossas testas e suspiramos, era muita alegria naquele momento, meu coração batia desgovernado.
O avião sobrevoou o La Guardia, mas em vez de fazer a volta sob o ponto exato da cidade onde eu imaginei que ele faria, ele prosseguiu e parecia estar se dirigindo para Long Island. O piloto falou novamente:
- Olhem pela janela de novo.
Fizemos o que ele pediu e dessa vez, eu ofeguei de tanta emoção.
- A MANSÃO!!! – eu e Edward dissemos em coro e sorrimos muito.
- A LaserFly deseja ao Sr. e Sra. Cullen muitas felicidades daqui para frente. – o piloto falou de novo – Este é um presente da nossa empresa e do povo de NY para seus mais ilustres cidadãos!
Tá, dessa vez o piloto pegou pesado, eu me abracei a Edward e chorei, chorei muito.
- Amor! Conseguimos! – eu guinchava e tentava falar mesmo estando com um bolo na garganta – Vencemos, Edward!
Meu marido não falava nada, ele estava tão emocionado que poderia chorar a qualquer minuto, ele apenas me abraçava e beijava meu rosto repetidas vezes. O avião voltou ao seu curso normal, se aproximou do La Guardia, recebeu autorização para pousar e deslizou suavemente na pista.
Assim que descemos, percebi o que significa ser ‘cidadão ilustre’, havia uma movimentação a mais próxima à pista, alguns repórteres, muitas câmeras e mesmo estando um pouco longe de nós, vimos os flashes das câmeras serem disparados na direção do avião.
Os seguranças pediram que ficássemos ali dentro por mais cinco minutos e nesse meio tempo, percebemos quatro SUV pretas e com vidros escuros virem em nossa direção. De uma delas, Rose e Emmett saltaram, de outra, Alice e Jasper e na outra, havia mais um segurança. Depois de cumprimentar rapidamente nossos amigos-padrinhos, fomos escoltados para os carros, eu, Edward e os meninos seguimos no carro do meio, acompanhados de dois seguranças. Os outros iam nos protegendo na retaguarda e nos guiando mais à frente. Quando passamos pelos repórteres, mas flashes foram disparados. A essa altura os meninos já tinham acordado e estavam no meu colo e no colo do pai, mas não estranharam a movimentação. Assim que nossos carros ganharam as ruas de NY, passamos a ser acompanhados por batedores da polícia de NY que seguiam em motos, abrindo caminho para nós.
- É, parece que alcançamos o status de celebridade. – Edward sussurrou.
- Isso foi um presente da polícia de NY para vocês, Sr. Cullen. - o segurança alto e moreno falou.
Cerca de quinze minutos depois, entrávamos em Old Westbury, Edward entrelaçou nossas mãos livres e se inclinou para me beijar e beijar cada filho. Quando a SUV entrou em nossa rua, meu coração perdeu uma batida e apertei mais a mão de meu marido. Quando chegamos na entrada da casa, o carro da frente abriu espaço, nos deixando avançar, paramos na frente do imenso portão de ferro. Aquele portão centenário era uma coisa digna de se ver, ele estava ali há tanto tempo, testemunhando silenciosamente a evolução dos Cullen, que merecia ser apreciado por nós. O portão que levava no seu ponto mais alto, um escudo com o brasão de nossa família!
- Estamos em casa, finalmente. – sussurrei para nossos filhos e beijei os lábios de meu marido mais uma vez.