Intenso
O Laird Cullen não poderia imaginar que seria tão feliz ao lado de uma mulher. Ele era um homem prático, de poucas palavras e poucos desejos, em seus vinte e poucos anos, achava que já tinha experimentado todos os prazeres que uma mulher pudesse oferecer a um homem.
Mas ele não contava com o efeito Isabella em sua vida.
Edward não poderia imaginar que o simples toque de sua esposa em sua pele grossa e fustigada pelo sol e pelo vento, pudesse despertar em seu corpo reações tão intensas. Ele não poderia supor que o simples afago dela em seus desgrenhados cabelos cor de bronze, pudesse fazê-lo relaxar a ponto de não querer sair de perto dela.
“Inferno”, ele pensou, “como é que vou conseguir sair daqui?”
Um suspiro pesado chamou a atenção de Isabella. Eles estavam deitados, lá fora o sol já estava alto, mas nenhum dos dois dava indícios de querer se levantar da cama. Seus corpos nus estavam entrelaçados, Isabella tinha a cabeça recostada sobre o peito musculoso do marido, ele alisava suavemente suas costas e inspirava o suave perfume dos cabelos castanhos dela.
— Bom dia, Edward. — Isabella falou com a voz preguiçosa e ergueu a cabeça — Devo supor que você estivesse esperando que eu acordasse. — ela franziu a testa — Você deve estar atrasado, o sol já está alto no céu, o Clã deve estar precisando ...
Edward não deixou que ela falasse muito. Somente o simples mover daqueles lábios róseos e carnudos era o suficiente para fazê-lo um homem em chamas. Num único movimento, ele aproximou seus rostos e a beijou com doçura.
— Bom dia, Bella. — ele deu um meio sorriso — Eu estou atrasado sim! — ele falou com a voz rouca — Atrasado em fazer isso. — ele a beijou novamente — E isso ...
Num único movimento, ele inverteu a posição de seus corpos, ficando por cima dela. Beijou-a novamente com paixão e ardor. Isabella correspondeu aos beijos do marido, seus braços envolveram o pescoço dele enquanto ele rodeava a cintura dela com suas grandes mãos. Os beijos de Edward foram descendo pelo corpo da esposa, ele estava disposto a ensiná-la muitas coisas e fazê-la experimentar novas sensações.
Isabella ofegou e gemeu o nome do marido ao sentir os lábios quentes e macios dele em seu pescoço, ela arqueou o corpo para frente ao sentir a boca de Edward em seu seio direito. A língua dele passeava lentamente sobre o mamilo, fazendo-a ficar alucinada ... Ele repetiu o carinho no outro seio, fazendo a esposa se sentir entregue àquelas carícias. Impiedosamente, o Laird avançava, tomando posse daquele corpo, beijando, lambendo cada pedacinho de pele dela. Isabella ficou com falta de ar ao sentir uma das mãos do marido passeando livremente sobre sua intimidade, afastando com delicadeza seus outros cachinhos castanhos. Mas apesar do doce prazer que sentiu, seu rosto enrubesceu, ela baixou o olhar. Preocupado, Edward parou.
— Eu estou machucando você?
— Na-não ... — ela falou ofegante.
— Então por que ...
Ela estava decidida a encerrar o assunto, então delicadamente, pegou a mão de Edward, levando-a ao seu sexo novamente. Instintivamente, ela abriu mais as pernas, se oferecendo ao marido. Edward entendeu aquilo como um consentimento, seus olhos verdes brilharam de desejo, excitação e luxúria. Com um sorriso e um suspiro, aquele poderoso guerreiro se rendeu à sua mulher.
— Ah ... Bella ...
Isabella estava entregue às carícias do marido, mas seu corpo também pedia, exigia que ela o agradasse, ela só não sabia muito bem o que fazer e tinha medo de errar. Timidamente, ela começou a afagar o pescoço, os ombros e o peito do marido. Suas pequenas e delicadas mãos passeavam pelo corpo dele com timidez, mas ela estava determinada. Com um pouco de coragem, Isabella deduziu que poderia imitá-lo, tocar onde ele a havia tocado. Mas ela estava num dilema, será que era certo? Edward não poderia imaginar que entre gemidos e suspiros, sua pequena e delicada esposa travava um duelo em sua mente.
Isabella não podia mais se conter. Ela sentia o membro viril do marido, ele estava enorme, duro, empurrando sua barriga. Ela tinha medo, mas tinha curiosidade e acima de tudo, desejo. Num movimento tímido, ela desceu suas mãos pela barriga de Edward e sentiu-o estremecer sob suas mãos, pela sua visão periférica, viu que o marido fechou levemente os olhos e sorriu. Ela avançou, chegou até a virilha dele e ouviu o gemido rouco, mais um pouco e ela chegou onde queria. Aquele membro grande e luxuriante estremeceu entre as pequenas mãos dela. Ofegante, Edward se retraiu um pouco, aquela carícia também era novidade para ele.
— Ah! — foi tudo o que Isabella disse, assustada, ela tirou as mãos dali.
Edward gostou do toque dela, seu coração batia descompassado, ele estava aturdido de tanto desejo por ela e ficou em êxtase por receber seus carinhos ali. Com delicadeza, ele pegou a mão dela e a incentivou a fazer carícias em seu membro novamente. Ambos estavam entregues aos desejos de seus corpos, se amaram sem restrições durante aqueles três dias intensos.
Numa das vezes, Edward deixou a esposa ficar por cima, guiou os movimentos dela, ajudou-a a encontrar e dar prazer ... Isabella apreciou cada minuto, usufruiu de cada toque, despertando no marido mais e mais desejo. Aquele jeitinho tímido e ao mesmo tempo afoito dela, só servia para fazer de Edward um homem insaciável e absolutamente entregue a ela. Sem saber, ele estava perdido de amores por ela.
Mas seus corpos também tinham outras necessidades.
Isabella nunca tinha percebido, aquele seu antigo quarto de hóspedes tinha uma porta particular que dava acesso ao antigo quarto do Laird. Antes de se casarem, a porta era bloqueada por enorme baú e escondida por uma grossa tapeçaria. Naquele dia, ela descobriu a utilidade da porta.
Depois de horas de amor, Edward vestiu uma túnica e a fez vestir uma camisola. Facilmente ele arrastou o baú e suspendeu a tapeçaria, abriu o trinco da porta e a convidou para ir ao outro cômodo.
— Venha, Bella. — ele estendeu a mão para ela.
Ela não perguntou nada, apenas obedeceu.
Isabella sorriu e olhou para ele surpresa. O antigo quarto de Edward havia sido transformado numa sala íntima. Num lado, próximo ao terraço, havia um confortável banco de madeira, em seu encosto, havia uma manta e muitas almofadas coloridas. Próximo dali, uma mesa estava posta. Nela havia muita comida, frutas, água fresca, vinho e cerveja. A antiga cama de Edward tinha sido substituída por um biombo e atrás dele, Isabella encontrou uma tina, uma tina enorme com bastante água perfumada com essência suave de lavanda. Ela olhou mais uma vez para o marido e sorriu.
— Você gostou? — Edward estava inseguro, ele só queria agradar a esposa.
— Muito! — ela ficou na ponta dos pés e o abraçou — Podemos ficar quanto tempo aqui?
— O tempo que você quiser, minha Princesa ...
Edward não estava mentindo, por mais que seu Clã precisasse dele, ele não estava disposto a se afastar dela. Ficaria ali com ela para sempre ...
Por três dias, três deliciosos dias para os nubentes, eles usufruíram daquela mágica privacidade. Os momentos de amor só eram interrompidos quando seus corpos exaustos precisavam de repouso ou alimento.
Nos bastidores daqueles dias perfeitos, Alice, Emily e Sue abasteciam a sala com comida, flores, água, perfumes. Edward fez uma nota mental de agradecer à cunhada por sua idéia brilhante. Afinal, seu casamento tinha começado de uma forma maravilhosa graças às idéias mirabolantes de Alice!
De volta à vida real, Edward se descobriu um homem possessivo. Ele descobriu que não gostava que nenhum outro homem estivesse muito perto de Isabella e nem que olhasse para ela por muito tempo.
Nos dias que seguintes, ele não baixou a guarda. Uma noite, depois do jantar, Jasper e Edward estavam a sós no grande salão. Enquanto Emily e Sue tiravam a mesa e Alice e Isabella estavam distraídas, lendo um livro de poesias, próximas à lareira, Jasper decidiu mencionar a intensa vigilância de seu irmão.
— Vamos caminhar um pouco, Edward, para que eu possa conversar com você.
Jasper esperou que se afastassem mais um pouco do castelo, os dois pararam junto a uma enorme pedra e se sentaram. Edward se inclinou para frente e aguardou para ver o que seu irmão tinha a dizer.
— Você tem alguma razão para desconfiar de Isabella? — perguntou Jasper.
A pergunta ofendeu Edward, mas ele sabia que Jasper não tinha intenção de insultar nem a ele nem a sua esposa.
— É obvio que não! — murmurou.
Jasper assentiu.
— Você tem razão ao confiar nela. Isabella nunca lhe seria infiel. Pode-se ver a quem pertence seu coração.
— E a quem pertence?
Seu irmão riu.
— Você não pode ser assim tão cego! Você sabe que ela te ama.
Edward ignorou as palavras do Jasper. O amor era um assunto para mulheres, não para guerreiros.
— Por que você me perguntou se eu desconfiava dela se já sabia a resposta?
— Devido a seu comportamento. Você age como um homem ciumento.
— Não sou ciumento. Cuido do que é meu. Isabella merece tanta proteção como qualquer outro membro de meu Clã.
— Ela é sua esposa, Edward.
— E vou cuidar bem dela.
Jasper decidiu encerrar o assunto, seu irmão era um cabeça dura mesmo. O vento frio e o anúncio de chuva os fez voltar ao castelo.
Isabella chamou a atenção deles ao aparecer nas escadas, fazendo sinal para que dois guerreiros transportassem um de seus baús para o quarto.
— Isabella, por que está levando sal para nosso quarto?
Enquanto os homens passavam ela lhes disse:
— Por favor, coloquem próximo à lareira da sala íntima.
— Vou mostrar o caminho. — falou Sue enquanto se apressava a ir em sua ajuda. — Mas milady, por que quer um baú de sal lá em cima?
— Não é sal! — ela explicou a Sue e logo disse a Edward e Jasper: — Edward, você se lembra que eu te disse que todos os baús estavam cheios de sal menos um. Demorei muito tempo para encontrar o baú correto, e como era de se esperar, estava por baixo de todos.
— Você usará as cores do Clã Cullen. Não tem necessidade de usar roupa inglesa. — ele respondeu.
— Pode ser que não haja necessidade, mas de qualquer forma vou conservar-las. Também há outras coisas no baú, lembranças e memórias de Phoenix e St. Noah.
— Bom Deus, Isabella, você já tem muitas lembranças de St. Noah! — disse Jasper sorrindo — Edward, você viu o tamanho da estátua que o Abade mandou? Está guardada no armazém até que se construa uma capela para o Padre Erick. Logo irá para dentro da igreja.
— Não, Jasper. — disse Isabella. — Ela não irá para dentro da igreja. Ficará de fora junto à porta para que todos possam vê-la quando entrarem. É uma tradição.
— Em St. Noah nenhuma das estátuas ficava dentro das igrejas?
— É obvio que não! Rezamos a Deus, não às estátuas.
— É verdade que seu pai mandará outra estátua?
— Sim! — ela sorriu — Pertenceu a minha mãe, e agora que estou casada, eu a herdei. É a tradição.
— Tem mais alguma coisa para chegar? — disse Edward lentamente.
— Só uma dúzia de baús, ou algo assim! — ela brincou.
Ela estava rindo devido a reação de seu marido quando seus guardas pediram para falar com ela. Ela olhou rapidamente para Edward e, pela expressão no rosto dele, percebeu que os guardas já haviam conversado com o Laird. Devagar, Isabella caminhou até eles e cruzou as mãos como que em prece.
—Vocês estão voltando para casa.
Ela olhou a Samuel enquanto fazia essa declaração.
— Já é hora, Princesa. Já nos convencemos de que seu Laird a manterá segura.
— Você foi meu melhor amigo, Samuel. Não sei como vou fazer sem você. — ela disse, tomando a mão dele entre as suas.
Ele fez-lhe uma reverência e deu um passo atrás. A seguir Isabella tomou a mão do Jared.
— Sofremos muitas desventuras juntos, não é mesmo? Penso que você se alegrará em se liberar de mim. — ela tentou brincar.
— Não! De jeito nenhum, Princesa. Sentirei sua falta e sempre a levarei em meu coração.
Embry era o seguinte na fila.
— Pode acreditar nisso, Embry? Logo você verá as montanhas de St. Noah! — disse tomando a mão.
— Sentirei sua falta, Princesa.
Paul era o último. Tocou-lhe a mão e disse:
— Você salvou-me da morte muitas vezes, eu perdi a conta. Devo a você minha vida, Paul, e sentirei saudades.
— Não terá que sentir saudades durante muito tempo, Princesa. Eu vou voltar.
Fizeram profundas reverências e se foram. Só uma lágrima desceu por sua bochecha, sem dizer uma palavra, Isabella deixou o salão e subiu para o quarto.
Edward sabia que ela precisava ficar a sós. Esperou tudo o que pôde, e subiu até o quarto. Ela estava aninhada na cama, chorando. Ele a tomou em seus braços e a consolou da única forma que sabia. Deixou-a chorar à vontade
Nos dias seguintes, o Padre Erick a ajudou a lutar com a perda, fazendo-a se sentir culpada.
— É obvio que a Princesa sente saudades de seus guardas. Durante todos estes anos foram como irmãos mais velhos para Milady, mas é preciso pensar que eles devem encontrar seu próprio caminho. St. Noah é seu lar, e Milady deve se sentir contente por eles, já que agora poderão retornar às suas famílias.
Isabella sabia que o sacerdote tinha razão, mas era difícil ficar contente por eles quando sentia tantas saudades. Felizmente ela se mantinha ocupada e tinha pouco tempo para ficar melancólica.
O Clã lhe ajudava na adaptação a sua nova vida de casada. Isabella tinha ganhado sua simpatia quando souberam que ela tinha matado um homem para manter Jasper a salvo. Ela ganhou seu amor e respeito ao casar-se com seu Laird e lhe dar Finney’s Flat.
Todo o mundo se alternava para instruí-la. Alice, Sue e Emily a ajudavam a aprender como governar a casa. Isabella devia decidir o menu para cada refeição, quando devia trocar a forração de palha das cadeiras, e quando devia arejar os colchões, e centenas de outras coisas que faziam que o castelo funcionasse correntemente.
Ela nunca recebeu um ‘não’ da arrumadeira e nem a cozinheira, ou ouvira não estar certa sobre o que quer que fosse. As criadas tinham uma forma mais sutil de lhe fazer saber quando pensavam que se equivocou.
— Esta noite jantaremos bolos de carne. — disse Isabella a Emily.
A cozinheira negou com a cabeça muito levemente. Isabella tentou outra vez:
— Jantaremos frango?
Outra rápida sacudida de cabeça seguiu a essa ordem. Isabella suspirou.
— Cordeiro então.
Um gesto de assentimento.
— Sim, Lady Cullen. Será cordeiro.
O pedreiro e o fabricante de velas a instruíam a respeito das relações entre os distintos Clãs. Eles sentiam que era imperativo que sua patroa compreendesse todas as inimizades existentes.
Isabella nem sequer estava muito segura de saber onde viviam os Clãs.
— Por que é importante que eu saiba de todas as inimizades? — ela perguntou.
O fabricante de velas ficou sobressaltado ante o fato de ela que pudesse fazer semelhante pergunta. Respondeu com outra:
— Se não souber com quem está brigando, como saberá a quem xingar ou amaldiçoar?
Isabella não soube o que falar.
Naquela noite, enquanto preparava a cama, ela perguntou a Edward sobre os Clãs.
— Há muitos Clãs nas Highlands! São tantos que não posso me lembrar de todos.
— Amanhã eu desenharei um mapa e lhe mostrarei onde vive cada Clã.
— Desenhará o mapa antes ou depois de me levar para visitar os McCarty?
Ela afastou-se da luz para tirar a roupa e ficar de camisola. A timidez dela divertia Edward, ele já havia se deitado e estava apoiado sobre um cotovelo, observando-a se despir.
Isabella foi em direção ao fogo para se esquentar enquanto escovava seu cabelo.
— Por que você vestiu essa camisola? — perguntou Edward — Se sabe que vou tirá-la assim que você se deitar.
Ela parou de Escobar os cabelos e olhou para ele
— Preciso visitar os McCarty. Você vai me levar amanhã?
— Não.
— Lady Rosalie é minha prima querida.
— Bella, você só a viu uma vez na vida!
— Ainda assim, é minha prima querida.
— Tenho muitas coisas para fazer amanhã. Não posso.
— Alguma outra pessoa poderia me levar aos McCarty?
— Não.
— Depois de amanhã?
— Não! — ele falou impaciente — Agora, venha para a cama.
Por um longo minuto, ela ficou parada olhando para ele.
— Não.
Ele não pareceu irritado com a recusa. Isabella se sentiu decepcionada, já que esperava deixá-lo bravo. Ela poderia ter saído, mas não tinha outro lugar aonde ir. Além disso, não podia sair a não ser que se vestisse. Isabella decidiu que vestir-se requeria muito esforço apenas para irritá-lo.
Só levou uns poucos segundos a mais para admitir para si mesma que ia ter que se meter embaixo das cobertas se não quisesse congelar até morrer. Caminhou até a cama.
— Só para que você entenda. Não estou indo até você. Estou indo para cama.
Ela começou a subir sobre ele para poder alcançar seu lado da cama, mas com um só movimento ele puxou sua camisola passando-a por cima da cabeça dela. Com suas pernas, Edward prendeu as dela e rolou para prendê-la embaixo de si. Ele a beijou com fúria e paixão, quando o ar ficou escasso, ele explorou seu pescoço e sussurrou ao ouvido da esposa.
— Só para que você estenda. Vou fazer amor com você.
Isabella não estava em condições de protestar.
A última palavra foi dele.
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NOTAS DA AUTORA
Vou tentar me apressar, só faltam mais 03 capítulos e eu não quero matar ninguém de ansiedade! Bjs e deixem seus comentários.
Anna