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- Paradise

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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paradise - Capítulo 03

Convites

POV EMMETT

Caraca, a facul tava bombando! Engenharia não é mole não! Segunda semana de aula e eu já tinha muita matéria pra estudar... O bom de fazer engenharia é porque a coisa é sem frescura, é muito cálculo e pouca conversa mole!
Nesse primeiro ano de curso, a grade curricular das engenharias é igual pra todo mundo. Então, nas matérias específicas de matemática, cálculo avançado, física e química, todos os alunos, de qualquer especialidade de engenharia, assistirão as aulas juntos no enorme auditório da universidade.
Cheguei cedo pra poder pegar um lugar bom, me sentei e comecei a fazer uns exercícios de geometria, abri meu notebook e mandei ver. Com um pouquinho de sorte, eu terminava aquilo no mesmo dia. Embora concentrado, um olho no caderno e outro no note, não pude deixar de ver as longas pernas bem torneadas que passaram por mim. Sua dona sentou bem ao meu lado, instintivamente ergui meu olhar e sorri ao me deparar com a pessoa.
- Oi prima! – sorri – Não sabia que você tinha vindo pra essa universidade!
- PSIU!!! – ela falou exasperada – Dá pra falar mais baixo por favor?!
De início eu não tinha entendido sua reação e olhei para os lados, pensando que o professor já havia chegado. O auditório estava repleto de alunos, mas não havia professor. Voltei meus olhos para ela. Nesses três anos que ela saiu da ilha, por incrível que pareça, ficou ainda mais bonita! Seus enormes olhos cor de mel e seus cabelos longos e loiros como o trigo só a deixavam ainda mais encantadora. Pena que a mulher era irritante como uma goteira num dia de chuva...
- Qual é o curso que você ta fazendo? – perguntei.
- Engenharia ambiental. – ela ainda sussurrava – Fale mais baixo, por favor!
Sua súplica ficou mais evidente e eu percebi que ela ficou mais tensa quando outra loira chegou e sentou ao lado dela. As duas se cumprimentaram e começaram a cochichar, resolvi escutar a conversa.
- E aí Lauren, descobriu alguma coisa?
- Sim! - a loira de cabelos curtos falou para minha prima – Eu vi o anel!!! – as duas suspiraram – Amiga, prepare-se! Ele fará o pedido no jantar de sábado e logo, logo seremos da mesma família! Tenho certeza que o anel ficará lindo na sua mão!
Ah! Quer dizer que minha prima vai ficar noiva? E já é sábado? Agora, eu vou me meter.
- Ei, Rose?! – estirei minha mão – Você não vai me apresentar a sua amiga? Muito prazer, eu sou Emmett Cullen, primo da Rosalie...
- Rose?! – a loira ainda segurava minha mão – Ele... ele... Uau, ele é seu primo?!
- Sim. – ela murmurou e sua voz demonstrava desgosto - A mãe dele era irmã da minha mãe...
- Muito prazer, Emmett! – a loira sorriu para mim – Eu sou Lauren King, futura cunhada da Rose! Meu irmão, Royce, vai ficar noivo dela!!!
- Sim, sim! Isso é uma notícia fantástica! – provoquei mais ainda – E nós dois – fiz um sinal, incluindo a Rose - crescemos juntos em Paradise Island, não foi, prima?! – envolvi seus ombros com um braço, puxando-a para mim - Quer dizer então que a minha priminha vai ficar noiva?! Oh! Rose, você não ia nos convidar? Eu e Edward adoraríamos ir ao seu jantar...
- Me solta. – ela rosnou e eu obedeci, mas eu tava segurando o riso – É claro que eu iria convidar vocês. – ela sibilou.
- Quem é Edward? – Lauren perguntou.
- É meu irmão gêmeo. – respondi.
- Uau... gêmeos... – Lauren sussurrou.
O professor entrou na sala de aula e começou a falar sem parar. Metade de meu cérebro absorvia a matéria e metade fazia uma viagem ao passado.

- “Carlisle, eu estou avisando! – o pai dela rosnou – Se eu pegar estes moleques encostando um dedo na minha filha novamente, eu quebro a cara deles.
- Tim Hale, você está na minha casa e está insultando meus filhos! – papai rosnou e ficou de pé, o Sr. Hale era uma cabeça mais baixo que ele – Baixe o tom de voz, melhore suas palavras e TALVEZ eu converse com você!
-Veja bem, Carlisle... – o homem ficou mais calmo – Rosalie é minha única filha e... eu só quero o melhor para ela... Não quero que ela seja mulher de pescador. Só isso.
- Vou conversar com os meus filhos. Tenho certeza que isso foi uma simples paixonite, coisa de adolescentes, mas eu vou proibi-los de chegar perto de Rosalie.
As coisas ficaram mais calmas na sala e na cozinha, eu e Edward ajudávamos Tanya a preparar o jantar. Na verdade, a gente tava morrendo de medo de levar bronca do papai.
- Não foi nossa culpa. – Edward se lamentou – Rosalie é uma fingida e eu nunca mais quero olhar na cara dela!
- Mas me expliquem uma coisa: ela beijou vocês dois? – Tanya perguntou.
- Sim, ela fez uma aposta com outras garotas. Quem conseguisse beijar dois caras num único dia, ganharia. – suspirei frustrado – Aquela sonsa! Devia ter dividido os vinte dólares conosco!!!”

Voltei ao presente quando percebi que Rose me entregava um papelzinho dobrado. Quando o abri, me deparei com as palavras de um coração amargo.

“Lauren não vai me deixar em paz se você e Edward não forem a esse jantar. Fazer o que, né?
O endereço é Peter Collins Avenue, 2508, próximo sábado, às 20hs.
Por favor, por favor, Emmett, será o meu jantar de noivado!!!
Todas as pessoas importantes da cidade estarão lá, inclusive o reitor da universidade e os principais mantenedores dela.
A família King é muito importante no estado e o General Daniel King estará lá também, ele é o comandante-geral do Exército americano e é tio de Royce, meu futuro noivo.
Agradeço a sua compreensão.
Rose”

Bufei e, irritado, respondi o que me veio à cabeça.

“Rose, querida, não se preocupe.
Todo sábado, eu e Edward tomamos banho, fazemos a barba e vestimos roupas limpas.
Vamos nos esforçar para não arrotar à mesa e nem peidar junto dos convidados.
E se o titio Dan vier falar conosco, a gente canta o hino nacional pra ele e presta continência!
P.S. Podemos levar nossa garota?
Com carinho,
Emm”

A resposta dela veio no verso do meu bilhete, mas ela fez uma bolinha com o papel e jogou em mim. Segurei o riso de novo!

“Seu idiota!!!
P.S. Vocês podem levar suas namoradas, mas espero que elas sejam mais educadas que vocês”

Suspirei. Pobre Rose, não sabe nada da vida... Minha irritação deu lugar à pena! Ainda bem que sou um cara que não guarda rancor de ninguém!
Voltei a atenção para a aula, fiz minhas anotações, assisti outras aulas... Na hora do almoço, eu fui em direção ao restaurante universitário para me encontrar com Edward. Almoçaríamos juntos e continuaríamos a discutir sobre Isabella, nossa maluquinha...
Meu irmão já tinha bolado um plano. Agora era esperar uma oportunidade para ver a garota, ou quem sabe, telefonar para ela e torcer para ela topar.


POV EDWARD

Até que enfim o meu curso começou a deslanchar, as aulas já estavam mais interessantes e eu já situava melhor as matérias. A professora de TGA (Teoria Geral da Administração) chegou na sala e pediu que a gente fizesse um semi-circulo com as cadeiras.
- Agora, quero que vocês conversem com o colega que está à sua direita. – ela falou – Vocês devem responder à seguinte pergunta: ‘Como o curso de administração vai contribuir para a minha formação profissional?’ – anotei a pergunta no caderno – Vocês tem dez minutos.
Suspirei frustrado. Eu era muito tímido para uma coisa dessas! Meu rosto já deveria estar corado quando olhei para a garota do lado. Ela era alta, sua pele era bronzeada e os olhos verdes eram muito graciosos.
- Muito prazer, sou Gianna Salvattore! – trocamos um aperto de mão.
- Edward Cullen...
Conversamos, respondendo à pergunta da professora. Falei um pouco sobre o negócio da família e do meu desejo de voltar à Paradise para retomar a frota de barcos de pesca dos Cullen. Já a minha colega, tinha o desejo de trabalhar em comércio internacional. Quando o tempo acabou, a professora pediu que a gente apresentasse o colega do lado para a turma. Na minha vez, eu apresentei Gianna e seu objetivo de trabalhar numa câmara de comércio internacional. Ela, por sua vez, ficou zoando da minha cara.
- Gente! KKKKKKKKKK – ela riu – Nosso colega aqui, - ela apontou para mim – Vai ser o cara que vai nos dar o peixe, mas não vai nos ensinar a pescar! – ela riu de novo e metade da sala riu também - Sim, quando ele terminar a faculdade, ele vai lançar sua rede ao mar, - ela simulou o gesto – e vai pescar peixes, camarões, lagostas... Hum... Adoro lagostas! – ela fez uma pausa – Não, não, falando sério agora! A família de Edward tem uma frota de barcos pesqueiros em Paradise Island e o objetivo dele é administrar a empresa.
Eu nunca tive um grande senso de humor, acho que foi por isso que eu levei a brincadeira tão a sério.
Mas não tenho vergonha das minhas origens. Ao contrário, eu amo Paradise e não vejo a hora de voltar para lá...
As aulas se arrastaram pela manhã inteira, mas eu percebi os cochichos de algumas garotas e o olhar atravessado de alguns caras. A última aula era de Comunicação, sentei numa cadeira e logo em seguida Heidi sentou ao meu lado.
- Oi gatinho... – ela passou uma folha de papel para mim, nela havia os nomes de umas 20 garotas, inclusive o dela – Ta aí.
- Ta aí o quê?
- Nós estamos na fila para sermos pescadas por sua ‘vara’. – ela chegou mais perto e sussurrou – A vara é grande e grossa?
Engoli em seco, mas não tive a oportunidade de responder. Um grandalhão, usando um casaco do time de futebol da universidade, se aproximou de nossa mesa.
- Ei cara, você está sentado com a minha garota, sabia?
- Eu não sou a sua garota. – ela sibilou – E Edward não está sentado comigo. EU ESTOU SENTADA COM ELE!!! Entendeu, Tyler?!
- Isso não vai ficar assim, babaca! – ele olhou feio pra mim.
- Desculpe, Edward. – Heidi sussurrou – Eu e Tyler Crowley namoramos no ensino médio, mas ele ainda quer voltar pra mim...
- Tudo bem, Heidi. – sussurrei de volta – Espero que ele te deixe em paz...
- Sabe, - ela hesitou – isso poderia acontecer se você me chamasse pra sair e as pessoas nos vissem juntos...
Hesitei um pouco. Ela parecia ser uma boa pessoa, eu não queria ferir seus sentimentos, mas queria ser honesto. Isabella Swan não saia da minha cabeça e eu não queria mais ninguém que não fosse a minha maluquinha.
- Heidi, eu gosto de uma garota. – ela me olhou surpresa – E nós ainda não estamos namorando, mas eu estou empenhado em conquistá-la. – sorri – Espero que você encontre um cara legal, mas não sou eu.
- Tudo bem, Edward. – ela murmurou tristonha – Mas podemos ser amigo, não é?
- Com certeza.
Depois da aula, eu seguia pelo corredor quando avistei Tyler vindo na minha direção, ele estava acompanhado de outro jogador e em seu uniforme estava escrito M. Newton. Para evitar problema, parei diante do quadro de avisos e um cartaz me chamou a atenção. Era sobre um projeto para micro empreendedores. Qualquer aluno do curso de Administração poderia apresentar um projeto escrito de uma pequena empresa, no final do ano, os trabalhos seriam avaliados e o primeiro lugar ganharia estágio remunerado numa empresa.
Pela minha visão periférica, vi o movimento de Tyler e do tal M. Newton ao meu lado. Cada um se postou nos meus flancos e meu corpo inteiro ficou tensionado, preparado para o ataque.
- Sabe, Mike, vou me inscrever para esse projeto. – Tyler falou para o cara.
- É mesmo? Eu também! – o outro cara sorriu – E você vai falar sobre o quê?
- Não sei ainda, talvez sobre a rede de lojas de papai... – Tyler se gabou – E você?
- Vou falar sobre o jornal da família Newton, o Maine News. E você Cullen? – o tal do Mike me perguntou.
- Vou falar sobre os dois babacas, filhinhos de papai que estão ao meu lado.
- Ora, seu... – Tyler rosnou e veio pra cima de mim.
Tá, eu sei, deixei meu gênio mal falar por mim e a resposta veio de imediato. Como meu corpo já estava em alerta, eu me esquivei na hora certa.
O punho de Tyler foi com toda força contra o lado direito do rosto de Mike. O primeiro deve ter quebrado algum osso da mão, eu ouvi um estralo e o segundo cortou a boca, jorrando sangue em sua camisa. O pior de tudo é que eu vi um dente caindo no chão...
Dois seguranças da universidade chegaram na mesma hora em que eu me afastei deles e caminhei calmamente até o refeitório.
- Mas o que foi que aconteceu aqui? – um segurança perguntou.
- Tyler você cortou minha boca... – Mike choramingava.
- Cullen, seu idiota! Eu vou acabar com você. – Tyler vociferou.
 Sibilei um ‘vai tomar no cú’ sem que os seguranças pudessem ver e dei as costas, marchando até o refeitório. Meu estômago roncou quando eu senti i cheiro da comida... Mas eu sabia que tinha arrumado confusão! Esse meu gênio era meu grande problema!
Isabella tomou conta da minha mente assim que avistei Emmett, nós tínhamos feito um acordo audacioso e tudo só dependeria dela. Naquele mesmo dia a gente ia telefonar pra ela.
Mas a sorte sorriu para nós! Nossa maluquinha apareceu diante de nós, linda, maravilhosa... Ela estava segurando uma bandeja de comida e procurava um lugar para sentar.


POV BELLA

Na semana passada eu havia feito o trabalho de sociologia sozinha. Detalhe: o trabalho era em dupla e eu tive o azar de não conhecer bem uma tal de Jane Fanning. A garota era muito folgada mesmo! Toda vez que nos víamos em sala de aula, ela estava ladeada por Jess e por aquela outra garota, a Victoria, Jane olhava pra mim e, na maior cara de pau, dizia que tava sem tempo de fazer o trabalho.
Tudo bem, eu mereço!
Li as 200 páginas do livro recomendado pela professora e fiz uma resenha de dez páginas sozinha!!! O pior de tudo foi ter que fazê-lo manuscrito e depois digitar tudo, usando um dos PC’s do laboratório, já que eu não tenho notebook... Nem isso aquela sonsa loira ofereceu para contribui com o trabalhoa. E ela tem notebook, na verdade, todo mundo tem notebook, menos eu! ‘Senta e chora, Bella’, pensei com sarcasmo.
A sanguessuga só se lembrou de mim e do trabalho na véspera! De ultima hora, na segunda à noite, ela me ligou, perguntando como o trabalho estava.
- Está pronto! – usei a minha melhor voz e eu fui má.
No dia seguinte, eu apresentei o trabalho somente com o meu nome na capa! Ganhei três inimigas!
Jane, Victoria e Jess me olharam feio e começaram a cochichar entre si. Jess veio andando na minha direção e se manifestou como a porta voz:
- Bella, você não precisava fazer isso! – ela sorria com falsidade – Agora Jane vai ter nota negativa...
- Eu apenas fui justa, já que fiz o trabalho sozinha. – me limitei a dizer isso.
- Pois você acaba de provocar a nossa ira. – Victoria rosnou – Nós somos populares por aqui e conhecemos outros mais populares que nós. – ela me encarava com fúria – Sua vida pode ficar complicada, Swan...
- Estou andando e cagando pra isso... – falei com desdém.
‘Minha vida não pode ser mais complicada do que já é’, completei em pensamento.
Na aula seguinte a professora trouxe os trabalhos corrigidos e disse que ficou perplexa com a deficiência de escrita da maioria das equipes. Ela distribuiu as notas e perguntou quem era Isabella Swan. Eu corei, gaguejei e levantei a mão, ela elogiou meu trabalho e disse q eu fui a única a receber um A+++ e me convidou a ir lá na frente para pegar meu trabalho.
Junto com o trabalho, eu ganhei um livrinho de presente: ‘A Educação como forma de inclusão social’. Corada eu agradeci e voltei para o meu lugar, mas no caminho de volta, Victoria colocou o pé na minha frente e eu tropecei. Todo mundo riu, mas por sorte eu não cai.
Aquela já era a segunda semana de aula e eu ainda me sentia um peixinho fora d’água. Final das aulas, com alivio, eu marchava para o refeitório. O plano para aquela tarde era de ir até o centro da cidade para ver uma proposta de emprego de meio período que eu tinha vista no jornal.
Corri para o refeitório, na esperança de encontrar uma mesa vazia, onde eu pudesse almoçar em paz. Escolhi a comida, tendo o cuidado de não colocar no prato nada que eu não fosse mesmo comer. A ordem era economizar cada trocado! Paguei e quando ia me sentar, vi os meus anjos...
Borboletas bateram asas em meu estômago, minha garganta ficou seca, minhas pernas tremeram, as mãos suaram e quase largaram a bandeja de comida.
OMG... OMG... OMG... Eles acenaram para mim! Espantada, eu olhei para trás e vi que não tinha ninguém atrás de mim, eu fui trôpega na direção deles. Eu me sentia atraída por eles e simplesmente não conseguia ir em outra direção.
Os dois se levantaram, me cumprimentaram com um pequeno aceno de cabeça e sorriram... Deus do céu! Somente aqueles sorrisos enviaram pequenos choques de prazer para o meu corpo!
Eu to virando uma tarada, só pode!!!
Emmett puxou a cadeira para mim e Edward ajudou a tirar minha mochila do ombro.
- Almoce conosco, Isabella. – Emmett falou com sua voz rouca e potente, senti minhas pernas amolecerem quando escutei meu nome saindo de sua boca linda.
- Sim, Isabella, fique conosco! - a voz aveludada de Edward preencheu os meus ouvidos...
Assenti sem palavras e me sentei na esperança de acalmara meu coração galopante. Não me passou despercebido que eu sentei na cadeira do meio...
‘Calma, Bella’, pensei, mas não consegui afastar os pensamentos pervos da minha mente.
- Vocês podem me chamar de Bella. – falei por fim.
- Foi muita sorte encontrar você. – Emmett falou e sorriu, eu me derreti, como sempre.
- Sim, nós queríamos te ver! – virei meu rosto para o meu outro anjo e suspirei.
- Nós já consertamos o carro.
Emmett falou e a ficha caiu!
 ‘Sua idiota’, eles só queriam que você pagasse pelo conserto da pick-up.
- Quanto eu lhes devo? – baixei meu olhar e sussurrei.
- Já pagamos. – Emmett falou.
- Mas você ainda nos deve. – Edward completou.
- Quanto eu de lhes devo? – repeti.
- Um jantar. – Emmett falou.
- E uma ida ao cinema – Edward falou.
- Como assim? Vocês querem que eu pague o jantar e os ingressos do cinema? – meu cérebro travou.
- Não! – Emmett sorriu - Nós dois estamos te convidando para um jantar...
- E um cinema! - meu outro anjo completou.
- O convite não é uma forma de você nos pagar. – Emmett se apressou em esclarecer.
- É só uma forma de dizer que queremos a sua companhia. – Edward sorriu e corou.
OMG... Ele corado é lindo!!!
- Isso... isso... – balancei a cabeça, tentando esclarecer as idéias – Isso é um tipo de... encontro?
- Sim!!! – Emmett sorriu maravilhosamente gato.
- Jantar-e-cinema  é uma coisa meio clichê para um primeiro encontro. – a voz aveludada de Edward acariciava meu corpo – Mas eu acho que esse não é o nosso caso. – ele fez um sinal com a mão, englobando nós três.
- Não mesmo! – sorri para eles.