Carpe Diem (Parte II)
O silêncio confortável foi quebrado pelo som de meu riso. Edward deitou de lado e me olhou nos olhos, enquanto Emmett se sentou no tapete.
- O que foi? – ele perguntou.
Minha risada se intensificou.
- Qual é a graça, princesa? – Edward tocou na pontinha de meu nariz.
- Não, não é engraçado... – esclareci e ri mais ainda, fazendo os dois rirem comigo – É apenas... lindo!
Minha risada continuou enquanto eu olhava para aquele teto bege e bobo, os dois olhavam para o teto, olhavam para mim e riam também. Tentei me controlar antes que eles pensassem que eu tinha ficado maluca!
- O dia está lindo, esse tapete é muito fofinho... o teto bege é lindo... – percebi que ainda estava completamente sem noção – Tudo isso é lindo e maravilhoso porque eu AMO VOCÊS!
Olhei para Edward, seus orbes verdes vibravam nos meus e sorriam assim como seus lindos lábios. Emmett estava tão absorto em mim quanto eu nele e quando seus olhos azuis varreram meu rosto, vi uma emoção diferente ali. Ele sorriu e colou sua testa na minha.
- O mundo se tornou uma coisa mais bonita para mim desde o dia em que você começou a fazer parte do meu mundo! – ele me deu um beijinho de esquimó – E isso é... é maravilhoso! Amar você tem sido um grande presente para mim... Puxa vida! – ele falou emocionado – Agora eu entendo a intensidade do amor que papai sentia pela mamãe...
OMG... Meu Emmett tinha os olhos marejados, eu o abracei e depositei selinhos em seus olhos, bebendo as lágrimas que não chegaram a cair.
- Te amar também é um presente para mim. – sorri e olhei para Edward – Amar os dois me fez ter uma perspectiva diferente da vida. – entrelacei minhas mãos nas deles – Antes de vocês eu... eu vivia minha vida um dia de cada vez. Eu não tinha muitas perspectivas... Eu namorei outro cara, dos 14 aos 17 eu namorei com um único garoto, ele... ele era legal, atencioso e tudo o mais. Foi com ele que eu perdi a virgindade e... escutem, eu não quero falar do meu ex, eu só quero dizer o quanto vocês mudaram a minha vida. – os dois assentiram – Peter era um namorado perfeito, daqueles que toda garota quer. Mas eu o magoei, sabem? Eu, bem... eu estava com ele, mas ao mesmo tempo eu era distante. Ele queria fazer planos, noivado, casamento, casa, cachorro, crianças...
Percebi que chorava quando Edward enxugou uma lágrima minha com as pontas dos dedos. Emmett me abraçou com mais força e beijou minha bochecha.
- E eu não conseguia embarcar nesses sonhos, não conseguia compartilhar com ele dessas mesmas perspectivas. Para mim, o amor e a felicidade eram coisas dispostas numa vitrine, eram coisas inalcançáveis. Aos poucos eu fui destruindo o nosso relacionamento porque eu simplesmente não acreditava que a felicidade pudesse existir para mim... – falei com a voz embargada, mas depois respirei fundo – Você, Emmett e você, Edward fizeram em mim uma mudança. Eu passei a sonhar, a acreditar, a desejar um futuro... Isso só pode ser por causa do amor que eu sinto por vocês...
Edward levou minha mão aos lábios, beijando-a com carinho e sorriu antes de falar.
- Antes de você, Bella, eu tinha medo de amar. Cada namoradinha que eu tive era só alguém para passar o tempo e quando eu sentia que estava me apaixonando de verdade, saltava do barco... – ele sorriu torto – Amor era sinônimo de dor, porque papai falava de nossa mãe com tanto carinho e devoção, que suas palavras chegavam a doer e eu... eu tinha medo disso. – ele respirou fundo e colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha – Mas agora eu sei que amar você é o meu destino...
Nos abraçamos e nossa bolhinha de amor e cumplicidade só foi quebrada porque meu estômago roncou tão forte que fez com que Edward gargalhasse alto, eu corei, é claro. Emmett uivou de tanto rir e enquanto esmurrava uma almofada, encostou a cabeça na minha barriga.
- Minha nossa senhora... tem um motor de barco velho aí dentro...
Corei intensamente e dei um soco leve em seu ombro, peguei a primeira camisa que vi na minha frente e a vesti, levantando do tapete.
- Vou preparar alguma coisa pra gente comer...
Os dois assentiram e se levantaram também, mas pela minha visão periférica eu vi que não estavam catando suas cuecas apenas. Depois de vestidos, eles cataram também as camisinhas usadas que formavam umas bolinhas num cantinho da parede. Sorri com a lembrança em minha mente e as sensações de prazer que ainda estavam em meu corpo. Fiz um coque no cabelo, marchei para a cozinha e decidi preparar macarrão ao molho mediterrâneo com verduras e camarão. Liguei o rádio que estava numa prateleira perto da pia e comecei a cantar uma música de Bob Marley que tocava.
Meus anjinhos chegaram na cozinha e... G-ZUIS... Ambos só usavam suas cuecas...
- Quer ajuda, amor? – OMG... Ed me chamou de amor!
Sorri largamente para ele enquanto cortava uns pedacinhos de cebola. Quando me preparava para respondê-lo, dei um gritinho e um pulinho de susto.
- Ai!!! Que susto, Emm! – gritei e o palhaço desatou a rir.
Tinha que ser Emmett!!!
Ele se aproximou de mim pelo outro lado, sem que eu entendesse suas reais intenções e, por cima da camisa, beliscou minha bunda!
- Eu tava vendo se a carne tava boa...
Ele me deu um sorriso sem vergonha e eu não pude me controlar, gargalhei com vontade, arrastando Ed comigo. Brincadeiras à parte, enquanto cantarolávamos ‘Is this love? Is this love? Is this love? Is this love that I felling?’, eu preparei o macarrão, fiz o molho e cortei as verduras, Emm fez um camarão ao alho e óleo muito cheiroso e Ed fez uma salada verde com pedacinhos de queijo e presunto. Separei uma garrafa de vinho branco e a coloquei para gelar, enquanto a comida ficava pronta, nossa conversa foi sobre Paradise Island.
- Deve ser um lugar muito bonito mesmo... – suspirei.
- Sim, princesa! – Ed falou com orgulho – O lugar mais bonito da terra...
- E mais feliz também! – Emm completou – Não vejo a hora da gente terminar logo a faculdade para poder voltar pra casa.
- Você vai amar a nossa casa da ilha, Bella. – Ed falou e olhou para o nada à sua frente, como se estivesse visualizado o lugar.
- Sim! A casa é meio antiga, mas é muito confortável... – Emm falou – Ela foi construída por nosso bisavô no começo do século passado e ainda preserva muita coisa...
- E você vai amar as nossas praias... nosso jardim...
Enquanto eles falavam, eu imaginava nossa vida... Em poucos segundos eu visualizeis nossas criancinhas correndo pela beira da praia, um cachorro barulhento e lambão correndo atrás delas, um pôr-do-sol... minhas mãos entrelaçadas às deles. E nos vi numa linda rotina de muito amor e felicidade. Aquilo perecia bom demais para ser verdade!
- Bella? O que você acha? – Ed perguntou.
- Hã? – acordei do sonho – Ah! Desculpe, o que você disse?
- Ih, mano, eu acho que a gente assustou Bella com essa história de morar na ilha! – Emm falou.
- Não, não! – tratei de responder – Eu adoraria morar em Paradise! – falei com convicção.
- A gente não ta colocando os carros na frente dos bois, princesa... – Ed acariciou meu rosto – Mas adoraríamos voltar a viver na nossa ilha!
- E onde mais eu poderia viver? – sorri para os dois – Uma ilha, uma cidade, uma fazenda, um deserto... tanto faz, desde que eu esteja com vocês.
Devo ter corado, por timidez, baixei o olhar para a panela e verifiquei se o macarrão estava cozido.
- Bom, isso é bom. – Emm colocou os camarões numa tigela – Porque eu não quero ficar longe de você, bebê.
- Então o que você diz de passarmos o feriado de Ação de Graças na ilha? – Ed perguntou cheio de expectativa – Nossa família vai adorar conhecê-la.
Ele falou com naturalidade, mas eu senti meu coração perder uma batida.
Família? Ai meu Deus!!!
E se eles não aprovarem nosso namoro?
E se eles não gostarem de mim?
- Família? – guinchei e me livrei do olhar dos dois enquanto escorria o macarrão e o misturava com as verduras, o molho mediterrâneo e o camarão – Pensei que vocês tinham dito que não tinham mais pais...
Ed ergueu meu rosto com suavidade enquanto Emm se apossava das minhas mãos.
- Nós temos uns tios e primos, além de amigos que são quase da família. – Ed sussurrou – E eu sei que todos adorariam te conhecer.
- Mas... mas se eles não aprovarem nosso namoro? – falei num fiozinho de voz.
- Eles não desaprovarão. – Emm me assegurou.
- Mas eles podem não gostar, não podem? – insisti.
- Gosto é feito nariz: cada um tem o seu. – Emm respondeu – E mesmo assim, se não gostarem, eles respeitarão nossa decisão.
- Com certeza! – Ed beijou minha bochecha.
‘Tomara’, pensei comigo mesma e mudei de assunto.
- Se é assim, não vejo a hora de viajarmos! – respondi.
Almoçamos e tomamos vinho em meio a muitas risadas e carinhos.
- A comida tá ótima, Bella. – Emm sussurrou.
- Tá mesmo, princesa!
- Obrigada! - sorri meio sem graça – Aprendi a cozinhar com vovó Marie.
A toda a hora os dois me contavam fatos engraçados de sua infância na ilha enquanto eu desatava a rir, achando graça de tudo.
- Mas também teve aquele episódio do morcego na igreja... a-ha-ha-ha-há – Emm já chorava de tanto rir.
- Crescemos freqüentando a Igreja Metodista de Paradise. – Edward esclareceu – Todos os domingos, durante o culto noturno, um morcego começava a fazer uns vôos rasantes sobre as nossas cabeças.
- É, ele entrava por uma fresta do telhado e fazia a festa, assustando as senhoras... Tanya, a nossa madrasta, morria de medo dele. – Emm tinha duas covinhas lindas no rosto enquanto sorria – Aí, um dia, sem que papai visse, nós levamos nossos estilingues para a igreja.
- E esperamos o culto começar. Justo na hora que o coral começou a cantar Amazing Grace, o morcego começou sua exibição. Ele voou uma, duas vezes, enquanto isso eu preparava meu estilingue e uma pedrinha... – Ed recordava.
- Mas fui eu quem deu o primeiro tiro, não derrubei o bicho, mas acertei nele, deixando-o cambaleante. Papai ainda não tinha visto o que fazíamos, mas Tanya viu e segurou riso...
- Quando o morcego voou de novo, eu dei um tiro certeiro, fazendo-o se estatelar no chão, bem no meio da igreja. – Ed riu com gosto.
- O Reverendo Clayton Young começou a gritar, dizendo que Deus havia tirado o demônio do meio de seu povo! – Emm gargalhou – Todo mundo começou a gritar ‘aleluia’ e Tanya nos abraçou, beijando-nos como forma de gratidão.
- Meu Deus! Vocês deveriam ser dois santinhos hein? – disparei.
- Depende do ponto de vista. – Ed sorria torto, mas depois fechou a cara – Nossa tia Lilian nos chamava de ‘coisa 1’ e ‘coisa 2’.
- Hum... vocês deviam aprontar muito... – deduzi.
- Não, não é isso. – Emm franziu a testa – Lilian é irmã de nossa mãe e ela, sei lá, parece que ela nunca gostou de nós. Não que eu vá morrer por causa disso! Mas ela não gosta simplesmente por não gostar, entende?
- Entendo! E como entendo...
Lembrei de Jessica, Victoria e Jane.
- Crescemos entendendo que os Hale não gostavam dos Cullen. – Ed esclareceu – Ainda bem que os Mansen não se envolvem em inimizades.
- Hale? Mansen? – franzi a testa.
- Paradise foi uma ilha particular por mais de um século. – Ed fingiu desenhar o perímetro da ilha sobre a mesa – Nosso tataravô, Aaron Carter, foi um ilustre general da União e ao final da guerra de secessão, ele ganhou do governo federal a ilha de presente.
- Hoje em dia, a ilha é dividida em quatro partes, a parte oeste pertence ao Estado onde estão construídos todos os prédios públicos e alguns imóveis residenciais de terceiros. – Emm fingiu desenhar a ilha na palma da minha mão – Ao norte estão os Mansen, à leste os Hale e nós, os Cullen, ao sul.
- Puxa, isso é meio... latifundiário. – sussurrei.
- Seria, mas nós temos muitos imóveis alugados e as três famílias já venderam muitas terras! – Emm sorriu e continuou – Nosso tataravô fez uma colônia de pescadores na ilha, atraindo muitos trabalhadores e comerciantes para a região. Décadas depois, o único herdeiro da ilha era Damien Carter, nosso avô. Ele e vovó só tiveram três filhas: Olivia, Esme e Lilian. Tia Olivia casou com Ernest Mansen, um cara gente boa que é o atual delegado da ilha. Esme casou com papai, um simples pescador de camarões. Tia Lilian acusou papai de querer dar o golpe do baú na mamãe e depois se casou com Tim Hale, um empresário fracassado que vivia metido em negócios falidos. Em decorrência dos respectivos casamentos, os Mansen, os Cullen e os Hale são os maiores proprietários de terra da ilha.
- Caraca... – sussurrei – É muita história.
- Pode crer! – Ed sorriu e bebeu um gole de vinho – Aos poucos a gente vai te contando tudo...
Depois do almoço, eu me levantei e comecei a lavar a louça, os dois me ajudavam, enxugando tudo e guardando no armário. A conversa ainda fluía sobre Paradise e eu entendi que os Cullen são donos de uma frota de barcos pesqueiros. Eles tiveram de arrendar a pequena empresa para poderem vir estudar na Universidade e é daí que vem a fonte de renda deles. Conversa vai, conversa vem... o palhaço do Emm começou a esguichar água em mim.
- Ah é? – joguei água nele também – Toma isso!
Mas ele se esquivou e eu acabei molhando Ed, este sorriu torto e me molhou também! Incorporamos três crianças e quando dei por mim, a camisa que usava estava colada em meu corpo, exibindo minhas curvas e o contorno de meus mamilos rijos. Aquilo foi o que bastou...
Edward se aproximou de mim e tomou meu rosto em suas mãos, seus olhos estavam cheios de desejo. Ele me beijou de uma forma que deveria ser considerada crime. Na hora eu senti as pernas bambearem, o coração disparou e meu sexo pulsou ao sentir aquela língua se apoderar da minha. Suas mãos desceram até minha cintura, rodeando-a com possessão, me icei nele e entrelacei minhas pernas em seu corpo.
Sem interromper o beijo, ele me levou para o tapete de novo, tirou a camisa molhada que eu usava e me deitou ali. Inverti a posição de nossos corpos, estendi uma perna de cada lado de seu corpo e passei a distribuir pequenos beijos molhados sobre seu peito. Suas mãos percorriam minhas costas e apalpavam a minha bunda com força.
Quando senti a enorme excitação de Ed, não resisti e tirei sua boxer, jogando-a num canto qualquer da sala. Ele urrou de prazer quando sentiu seu pau ereto em minha boca. Comecei a chupá-lo com vontade, passando minhas mãos naquele enorme e roliço patrimônio, deixando beijinhos molhados em toda a sua extensão, rodando minha língua naquela cabecinha macia e trabalhando bastante com as mãos.
Gemi contra sua pele quando percebi que Emmett estava atrás de mim, acariciando minha bunda. Fiquei úmida na hora e me empinei mais para ele que prontamente passeou seus dedos pela minha outra entradinha! Continuei com os movimentos em Edward, mas estava enlouquecida em ter Emmett em mim novamente.
Tirei minha boca daquele pau doce e ergui um pouco a cabeça.
- Emm? – falei em meio a arquejos.
Ele aproximou seu rosto do meu e eu sussurrei contra seu ouvido.
- Amor... tem camisinhas e um gelzinho especial ali dentro da minha nécessaire.
Ele sorriu maroto e me deu um beijo quente, rápido e profundo, sugando minha língua numa única investida.
Voltei minha atenção para Edward e comecei a chupá-lo de novo, arrancando novos gemidos dele.
- Aaahhh... Bella... – ele gemia gostoso.
Pouco tempo depois, senti a enorme excitação de Emm contra meu corpo e passei a rebolar para ele. Senti o frescor do gel contra minha outra entrada, senti seus dedos mágicos acariciando meu clitóris e numa única investida, seu pau grosso entrou em mim.
- Ah! Bella... Aqui você ainda é mais apertadinha... – ele sussurrou.
Gemi de prazer contra a pele de Ed e na mesma hora me lembrei daquela música de Rihanna.
‘Porra, esse é o meu rude boy...’, gemi ofegante.
Emm ainda ficou um tempinho parado dentro de mim, talvez esperando que eu me acostumasse ao seu volume. Quando me senti mais à vontade, comecei a rebolar e foi o que bastou para ele me pegar de jeito, estocando firme, mordendo meu ombro bem de leve e acariciando meu grelinho com uma das mãos.
As firmes e vigorosas estocadas de Emm eram sincronizadas com as chupadas que eu dava em Ed. Meu corpo estava em combustão, os gemidos deles me deixavam ainda mais louca. Edward urrou mais forte, seu pau ficou mais duro em mim e eu chupei com mais vigor. Lá trás, Emm estocava com força, irradiando pequenos espasmos dentro de mim.
Não se deve falar com boca cheia, por isso eu não gritei e nem gemi quando gozei... de novo!
Um orgasmo intenso, poderoso e avassalador (daqueles que fazem a gente esquecer o próprio nome) veio para mim na mesma hora em que Ed se derramava na minha boca. Engoli seu gozo, chupei tudinho, acariciei suas bolas com carinho ao mesmo tempo em que me sentia flutuar numa outra dimensão e sentia meu interior segurar com força a anaconda de meu Emm.
- PORRA, BELLA! – os dois urraram o meu nome ao mesmo tempo quando gozaram.
- Aaahhh... – gemi ofegante e deslizei contra o corpo de Ed, totalmente sem noção de mais nada.
O que era aquilo, G-ZUIS?
Tá, eu não era mais virgem, mas não sabia que aquilo TUDO pudesse existir!!!
Ainda com os pensamentos embaralhados, me senti deslizar de Edward para Emmett, este me acomodou contra seu peito, beijou minha testa e afastou os cabelos de meu rosto.
- Te amo, Bella... – sorri de felicidade – Minha gostosa!
Edward chegou mais perto e beijou delicadamente o meu pescoço, depois sussurrou em meu ouvido.
- Te amo, princesa.
- Eu amo vocês! – me aninhei contra Emm, mas sentia Ed colado a mim e bocejei – Muito... amo... vocês...
Um silêncio gostoso e confortável preencheu a sala, nos aquietamos um pouquinho, meu corpo suado se grudou ao deles, o cheiro de sexo era maravilhoso.
Extremamente relaxada, devo ter cochilado um pouquinho.
Quando abri os olhos, vi que a luz do sol já entrava meio alaranjada pela janela, deduzi que o dia estava acabando. Meu Edward ressonava sossegado e tinha um lindo biquinho nos lábios. Sentei no tapete e me inclinei um pouco sobre ele, depositando um selinho leve em seus lábios. Ele sorriu e sussurrou ‘hum... Bella’.
Mas Emmett era outra coisa linda de se ver. Ele também sorria, mas seu sorriso era o de quem estava se divertindo, talvez ele estivesse sonhando. Sim, ele estava sonhando! Seu membro antes adormecido começou a ganhar vida, erguendo-se majestoso e fazendo com que meus mamilos se enrijecessem diante de tão gloriosa visão.
- Emmett Cullen, é melhor que você esteja sonhando comigo! – sussurrei.
Comecei a acariciar a anaconda, fazendo movimentos bem leves para não acordar meu Emm. Ele sorriu mais ainda e sussurrou.
-Isso... ah... Bella.
Aquilo mexeu com meus hormônios revoltos, me inclinei sobre ele e abocanhei seu pau. Eu estava muito curiosa para sentir seu gosto também e saber se ele era tão doce quanto Edward.
- BELLA! – ele gritou e levantou um pouco a cabeça, depois sorriu para mim.
- Psiu... isso é um sonho... – ronronei.
O tamanho dele me fez trabalhar com mais afinco, minhas mãos subiam e desciam por sua extensão em sincronia com meus lábios e língua naquela gostosa cabecinha. Emm gemia, urrava e mexia os quadris, empurrando contra minha boca. Nosso chamego acordou Ed que me olhou de um jeito sem vergonha e começou a se masturbar.
Caraca! ‘Se eu não morrer hoje, não morro mais’, pensei.
- Não, Ed... – gemi quase sem fôlego quando tirei a anaconda da boca – Sozinho, não!
Ele entendeu o recado, foi até a nécessaire e pegou uma camisinha e o gel, depois se grudou em mim, comecei a rebolar em seu mastro duro, enquanto isso, eu acariciava e chupava meu Emm, mexendo minhas mãos nele. Senti o gel e a picanha de Ed em mim, entrando sem qualquer cerimônia e dessa vez eu não pude evitar de gritar.
A loucura veio com tudo em nós três, os movimentos frenéticos e erráticos, mas sincronizados no nosso próprio ritmo, nos levaram a uma terceira dimensão. Firme, eu chupava minha anaconda, firme, Ed investia em mim com vontade enquanto sussurrava palavras soltas no ar.
- Gostosa... quente... apertada...
- Vai, Bella! – Emm urrou e eu senti seu pau mais duro, chupei com força e bebi seu melzinho com gosto.
E sim, ele era tão gostoso quanto Edward. Diferente. Mas igualmente gostoso.
As investidas de Ed em mim continuavam com vigor e eu sentia o espasmo se aproximando, empinei mais a bunda, convidando-o para mim. Uma última estocada, meu interior se contraiu com vontade, engolindo seu pau. Gritamos de prazer em sincronia e por uma questão se segundos, vi tudo colorido na minha frente.
Edward saiu de mim e beijou minhas costas, quase sem forças, escorreguei sobre Emm feito uma gelatina, ele me abraçou com carinho e beijou minha testa suada. Ed se deitou ao meu lado e sorriu para mim. Ofegante, eu apenas sorria, não conseguia falar nada ainda.
- Fantástico, Bella. – ele sussurrou e afagou minha bochecha.
- Fodástico. – Emm falou e sorriu.
- BFF. – sussurrei.
- Hãn? – Emm perguntou.
- Best friend forever – Ed tentou explicar.
- Não! – sussurrei – Best fuck forever.
Nós três desatamos a rir e ficamos deitadinhos, tentando recuperar o fôlego.
Eu estava feliz, plena, realizada. E não é só de sexo que eu estou falando, mas de sexo com amor, de carinho, de compreensão, de cumplicidade.
As coisas pareciam que poderia dar certo na vida de Isabella Swan e eu senti uma coisa inédita. Não me senti um acidente de percurso, filha de uma drogada e um alcoólatra, não me senti uma deslocada, um peixe fora d’água ou uma perdida. Não me senti indigna de ser feliz e amada, não me senti estranha.
Ergui um pouco o meu corpo, me apoiando nos cotovelos, para poder olhar para eles e sorri.
- Edward, Emmett, eu sou a mulher mais feliz desse mundo. – eles sorriram – Isabella Swan hoje não tem mais dúvidas! Eu encontrei meu lugar nesse mundo e é no meio de vocês. Eu encontrei minha o sentido da vida, que é amar vocês. Eu reencontrei as batidas de meu coração no coração de vocês. Eu encontrei o prazer, não como uma simples conseqüência do ato, como eu antes achava que deveria ser, mas eu encontrei o verdadeiro prazer somente pelo fato de dar prazer às pessoas que eu amo.
Eles ainda me fitavam cheio de expectativas, carinho e ternura.
- Tudo isso é inédito para mim! – sorri mais ainda – É como eu já disse: vocês mudaram as perspectivas de tudo e sacudiram a minha vida para sempre! – tomei fôlego – Eu amo vocês, muito!
Edward me abraçou, me fazendo deitar entre eles e passou a distribuir selinhos em meu rosto.
- Te amo, te amo. – ele intercalava as palavras entre beijos.
Emmett acariciava meu corpo e sorria, depois beijou delicadamente o meu pescoço.
- Te amo, meu bebê.
Sorri e fechei os olhos um pouquinho enquanto desfrutava do meu momento sanduíche com os meus gostosos Cullen.


