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- Vem Comigo, Amor

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- Paradise

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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vem comigo, amor - Capitulo 61


Ensaio Geral


POV BELLA

Com o intuito de varrer para longe de nós a tensão causada pelo início dos julgamentos do Caso Volturi, eu e Edward nos dedicamos a fazer qualquer tipo de atividade que ocupasse nossa mente. Se bem que cuidar de nossos gêmeos já ocupava muito de nosso dia!
OMG... A cada dia meus bebês ficavam mais e mais lindos (se é que isso era possível) e mais e mais espertos. Perto de completar 14 meses, os meus anjinhos já eram duas figurinhas mesmo... andando de um lado para o outro da casa (sim, eles já andavam soltinhos!), gritando ‘mama’ e ‘papa’, chamando pelas outras pessoas da casa ou simplesmente cantando alguma musiquinha em seu próprio idioma. Graças aos DVD’s infantis que assistem, meus meninos têm um repertório musical eclético!
Numa das vezes que eu fui à cidade, comprei o DVD do Barney e os meninos simplesmente amaram todas as musiquinhas que o dinossauro roxo cantava. Morri de rir quando Edward sussurrou para mim, resmungando que o dinossauro era muito gay!!!
Bom, tirando meu marido ranzinza, o único problema foi que as músicas entranharam nos meus neurônios de um jeito, que até mesmo antes de pegar no sono eu escutava uma irritante musica de ‘patinhos’ tocando nos meus ouvidos. Também, não poderia ser diferente já que depois do cochilo da tarde, os meninos praticamente exigiam que alguém colocasse o tal DVD para eles assistirem.
Um dia, eu fiquei boquiaberta com os dois, meus pequenos bebês que mal fizeram um ano de vida, já estavam medindo forças com o pai. Edward estava assistindo uma partida de beisebol e os meninos tinham acabado de acordar e como sempre, eu os tirei dos berços direto para o chão e eles foram ‘apressadinhos’ para a sala, sentaram no chão em frente ao móvel baixo da TV, pegaram a caixa do DVD e o mostraram para Edward. Meu marido se fez de desentendido, deu um sorriso amarelo para eles e continuou vendo o jogo. Anthony franziu a testa e fez biquinho, olhando para o pai como se quisesse dizer: ‘preciso ver Barney’. Já Thomas foi mais prático, olhou para mim e estendeu a caixa do DVD, como se quisesse dizer: ‘se ele manda, ela manda também’. Sentei no chão junto deles e testei suas capacidades.
- Bebês querem assistir DVD do Barney? – perguntei apontando para a caixa.
Anthony sorriu para mim e apontou do DVD para a TV, Thomas olhou para a caixa e disse:
- Báne...
Anthony não contou conversa, ensaiou um pouquinho e começou a dizer repetidas vezes: báne, bané, báne...
Fiquei orgulhosa com o entendimento deles, olhei para meus meninos e falei num tom conspiratório:
- Vamos pedir ao papai para assistir Barney?
Os dois sorriram para mim aquele sorrisinho sem-vergonha que só eles sabem dar quando querem fazer traquinagem, depois olharam para o pai e disseram em coro:
- Papa... báne... papa... báne... papa... báne...
Caraca! Aquilo virou musiquinha e de tão chata que era não durou nem um minuto. Ed deu um suspiro pesado, pegou o DVD e fez a vontade dos filhos. Os meninos subiram no sofá (eles sempre faziam um esforço hercúleo para subirem sozinhos) e se concentraram no DVD por no máximo cinco minutos!
Isso mesmo, cinco minutos! Para eles o importante era que o DVD tivesse ‘rodando’ e, ocasionalmente, eles olhavam para a tela quando chegava em alguma parte que mais gostavam. O interessante para eles era tudo e qualquer coisa que pudessem tocar, morder e babar! Assim, eles mexiam em tudo o que podiam (e o que não podiam também)...
Se você ainda não sabe, vou te dizer a verdade: ter filhos é uma trabalheira... Mas ainda bem que inventaram A BABÁ!
‘Deus abençoe todas as boas babás da face da terra...’ essa era a oração que eu fazia sempre que Lupi conseguia me dar uns minutinhos de descanso.
Para ocupar mais ainda o nosso tempo, a gente começou a fazer caminhada, quer dizer, eu caminhava e Ed corria por entre as plantações de frutas da fazenda. Com tênis adequado, a gente dedicava uma hora do dia ao exercício, pelo menos isso aliviava a ansiedade e não me fazia comer tanto chocolate. Nós dois tínhamos pressa. Pressa de parar de ser esconder, pressa de rever NY, pressa de morar de novo na mansão Cullen e ver nossos filhos crescendo nela... Sem contar que a necessidade de voltar a estudar era crescente! Puxa vida, eu sempre sonhei em ser juíza federal, Ed respira medicina e a gente continua aqui, empacados no meio do mato!
‘Paciência, Isabella’ eu disse para mim mesma quando dei por encerrada mais uma hora de caminhada.
Com a proximidade do Halloween, eu e Ed fomos à cidade para comprar fantasias para os meninos e por acaso encontramos com o Padre Alberto no supermercado. Apesar de termos visto o religioso apenas no batizado de nossos filhos, gostamos muito dele.
- Ah! Srta. Didier... – ele sorriu – até hoje as crianças do orfanato falam da linda festa de aniversário de seus filhos... Como eles estão?
- Estão ótimos, traquinas e saudáveis! – falei com orgulho.
- Como vão as suas crianças? – Ed perguntou a ele, se referindo às crianças do orfanato.
- Vão bem, graças a Deus são crianças adoráveis.
No dia 31 de Outubro, passava das quatro da tarde quando, no melhor estilo ‘doce ou travessura?’ (isso me fez lembrar uma certa noite de doce e travessura em Forks), nós fantasiamos os meninos de pilotos da Força Aérea e... OMG... Eles ficaram tão lindos com óculos Ray-Ban e bigodes postiços... Se bem que Thomas não gostou muito do bigode, jogou o dele no chão na mesma hora que sentiu a coisinha grudada em seu buço!


Quando Lilian chegou à cozinha e os viu sentadinhos nas cadeiras de papinha (eles tinham acabado de tomar sopa), não resistiu e bateu uma foto com a câmera do celular.
- Ah! Eles conseguem ser mais lindos que Tom Cruise quando fez Top Gun... – ela falou, corujando como uma avó.
- Ouviram só, meninos? – ronronei para eles e tirei seus óculos antes que começassem a chorar – ‘Lili’ tá dizendo que vocês são mais gatos que Tom Cruise!!!
- Ah! Marie, eu acho que vou levá-los à cidade, para visitar umas amigas minhas e pedir docinhos para eles! O que você acha? Não tem muita graça fantasiar duas coisinhas lindas dessas e deixá-los enfurnados aqui...
- Eu acho uma boa idéia! – exclamei.
- Mas quem disse que eu vou deixar minha mulher sair acompanhada apenas desses dois bonitões apenas? – Will chegou à cozinha e colocou os dois meninos nos braços de uma vez só – Eu vou também! – ele começou a girar pela cozinha, arrancando risinhos dos meninos – Por nada no mundo eu perderia isso!
Lilian chegou mais perto de mim e sussurrou:
- A casa vai estar vazia esta noite. Rubí, Mirna e Juan Carlos estarão de folga... – ela me lançou um olhar sugestivo – Apenas os seguranças de sempre estarão no entorno da casa...
Corei antes de responder, pois havia entendido muito bem aonde ela queria chegar.
 – Vou pedir para Lupi arrumar uma bolsinha para os meninos, então...
Em minha cabeça, eu pensava num programinha bem legal para fazer com Edward. Eu queria cozinhar para ele, queria dançar em seus braços, queria que ele me tomasse em nossa cama... queria até mesmo assistir a um filme boboca, mas queria qualquer coisa que fosse com ele.


POV EDWARD

Tirando o fato que era dia de Halloween e os meus filhos estavam muito fofos naquelas fantasias de piloto, eu me sentia terrivelmente entediado. Na verdade eu parecia um leão enjaulado naquela fazenda... Meio sem paciência para muita coisa eu tava doido para arrancar a cabeça de alguém!
Eu sabia que ninguém tinha culpa de nada, afinal tudo aquilo era ansiedade... A gente tava cada vez mais perto de terminar com aquele pesadelo e tudo o que eu queria era VIVER... Viver a nossa vida que foi tragicamente interrompida com a morte de nossos pais e dar uma vida mais estável aos nossos filhos, uma vida digna de um Cullen.
Eu não queria ser mal agradecido, de jeito nenhum! Nossos amigos, por onde a gente andou, nos trataram muito bem e nunca deixaram nada nos faltar. Mas, puxa vida... viver fugindo e se escondendo é foda!
‘Pare de ser chato e tenha paciência’, falei para mim mesmo enquanto assistia qualquer coisa na TV. No final da tarde Bella e Lupi apareceram na sala com os monstrinhos em seus braços, eu me despedi dos filhos e eles foram para a cidade com Will, Lilian e a babá para pedir doces. De volta à sala, minha esposa tinha um sorriso arteiro nos lábios e seus olhos chocolates brilhavam na minha direção. Ela foi se chegando, se chegando, sentou no sofá e descansou a cabeça em meu ombro.
O cheiro de Bella, sim, seu cheiro de fêmea, me desconcentrou do que tava passando na TV e desconcertou meus hormônios. Olhei em seu rosto, levantei seu queixo e nos olhamos com intensidade. Ela tinha a face mais linda e terna desse mundo, sua boca estava entreaberta... Aquela boca pedia para ser beijada...
Ah! Deus! Como são macios e doces os lábios da minha esposa... Busquei com urgência a sua língua, ela girou seu corpo para mim e enroscou suas mãos em meus cabelos. Desci minhas mãos para sua cintura, trazendo-a para meu colo. Do encontro de nossas línguas insanas, nossos corpos explodiram de desejo e paixão! Bella desceu suas mãos de meus cabelos para meu tórax e eu comecei a acariciar sua bundinha linda, baixando cada vez mais seu quadril para que ela pudesse perceber o quanto eu já estava duro por ela...
- Oh... Ed... – ela murmurou contra a minha boca e buscou minha língua com avidez.
Minhas mãos puxaram as alças de seu vestido, expondo seu sutiã preto de renda transparente, minha boca desceu ao vão de seus seios, onde eu me saciei com beijos urgentes embalados pelos gemidos dela. Suas mãos já estavam na barra da minha camisa, puxando-a para cima e jogando-a atrás do sofá. Impaciente, tirei seu vestido com rapidez e a contemplei somente de lingerie rendada... E... Porra! Calcinha preta, rendada e transparente...
‘Hoje eu te pego, Isabella...’
Meu pênis bateu em continência quando avistei minha ‘bellinha’ por baixo daquele pano que não cobria quase nada. Ataquei os lábios de minha esposa novamente num beijo quente e urgente e com agilidade, coloquei-a no sofá de novo, fazendo-a gemer em protesto.
Levantei do sofá num salto e tirei a bermuda que usava, expondo para Bella o meu estado de excitação sob a boxer branca. Quando ia me sentar de novo, Bella me prendeu em suas pernas e começou a acariciar meu membro por cima da cueca.
- OMG... Que barraca armada mais linda...
PUTA QUE PARIU!
Bella falando aquelas coisas enquanto acariciava meu membro e o beijava por cima daquele pano, fez com que eu rosnasse de desejo para ela. Nossos olhares se encontraram, ela umedeceu os lábios e sorriu para mim... Minha respiração já estava entrecortada e meu coração já galopava quando minha esposa puxou a cueca para baixo, fazendo com que meu amigão pulasse em sua direção.
E como se Bella quisesse mesmo me enlouquecer, ela umedeceu mais uma vez os lábios, intensificou o aperto de suas pernas em meu corpo e começou a beijar toda a extensão do meu membro com muito carinho, mas suas mãos faziam uma vigorosa massagem nele, rodeando sua base com urgência.
- Aaahhh... Bella
Um gemido rouco e abafado escapou de meus lábios, fazendo com que minha esposa me amasse de uma maneira quente e apaixonada. Sua boca me engoliu com luxúria e seus movimentos me levavam a uma sétima dimensão quando sua língua ágil e quente lambia e chupava a minha cabecinha. Eu já estava num total estado de nirvana quando Bella aumentou a velocidade de suas investidas, começou a cariciar minhas bolas com uma das mãos e, para minha total surpresa, deu uma tapa na minha bunda!
- Aaahhh...
Gemi de novo, totalmente entregue a ela e fechei as mãos em punho, tentando me segurar um pouco mais e prolongar aquela sensação de prazer. Mas ao mesmo tempo eu movia os quadris para frente, tentando fazer com que Bella me engolisse mais ainda... Eu não precisava fazer muita coisa, ela sabia exatamente como me deixar louco... Numa única investida, ela me chupou com vigor, fazendo com que eu gozasse intensamente em sua boca. Aturdido de tanto prazer, apenas soltei uma lufada de ar e murmurei alguma coisa qualquer. Ela sorriu contra minha pele e me sugou até a última gota enquanto massageava minhas bolas e a parte interna de minhas coxas.
Orbitando numa constelação paralela onde todas as estrelas eram Isabella e meu sol particular era seu amor por mim... eu... aaahhh... devia ter um sorriso bobo nos lábios...
Ofegante e sorridente, Bella me soltou e se recostou no sofá, também sorridente e num total estado de graça, eu me deixei sentar ao seu lado e a puxei para mim, aninhando-a em meu colo. Ficamos juntinhos assim até recuperamos as forças... Mas a todo momento eu afagava os sedosos cabelos de minha esposa, me deliciando com o morango de suas mechas. Foi Bella quem quebrou o silêncio.
- Eu te amo, meu amor... – seu olhar solene se cravou no meu.
- Eu te amo mais.
Inclinei meu rosto para o dela, beijando seus lábios com ternura, mas percebi que o fogo tomou conta de Bella quando senti que ela pegou em minha mão, guiando-me até seu sexo. Gemi em sua boca quando senti a umidade de suas carnes macias atravessando o fino pano da calcinha. Para provocá-la, comecei a massagear bem de leve o seu botãozinho, fazendo-a gemer de uma forma muito, muito sexy... E invertendo a posição de nossos corpos, eu estava disposto a fazer Bella gemer muito ainda. Com agilidade tirei seu sutiã, jogando-o no chão e me joguei sobre Bella, tendo cuidado para não machucá-la. Minha boca se apossou de um seio, chupando, mordendo e mordiscando o mamilo e seu outro seio era acariciado por uma de minhas mãos.
O gemido de Bella parecia mais um miado de uma gatinha selvagem e aquilo me deixava doido por ela... Minha boca foi para o outro seio e uma de minhas mãos desceu até seu sexo (ela abriu totalmente as pernas para mim), meus dedos entraram por dentro da calcinha e passearam com carinho por sua vulva e carnes úmidas. Enlouquecido por Bella, desci meus beijos por sua barriguinha lisa e por uma curta fração de segundos, o tesão veio acompanhado pela devoção àquela mulher que carregava em seu ventre a discreta marca da cesariana de nossos filhos.
Os olhos do meu coração se encheram de ternura pela mulher que foi feita exclusivamente para mim... Sob todos os aspectos de minha vida, Bella era a mulher da minha vida! Ergui um pouco a cabeça e olhei em seus olhos chocolates que ardiam de desejo para mim...
- Te amo, minha princesa...
Sussurrei antes de abrir mais as suas pernas, tirar sua calcinha sem pressa e me perder nas carnes quentes, úmidas e macias da ‘bellinha’. Como um amante disposto a agradar, eu a beijei do jeito que ela gosta, massageei seu botãozinho mágico com a ponta da língua, arrancando gemidos altos dela, alternei os sopros frios e quentes que a faziam ofegar de prazer, brinquei em seus outros lábios e me inebriei com seu cheiro de mulher.
- Ed... – Bella gemeu com languidez e eu intensifiquei minhas investidas, fazendo-a se derramar em mim.
Seus gemidos nãos cessaram até que não restou uma única gota de seu melzinho e por fim, me deixei recostar em sua barriga, envolvendo meus braços em seu quadril e recebendo um gostoso afago nos cabelos.
Com as pernas levemente flexionadas e abertas, Bella me recebia em seu corpo e eu poderia ficar ali para sempre, somente sentindo o calor e o perfume de sua pele e sabendo que ela era para sempre minha.
Mas como nada é perfeito... nossos estômagos roncaram violentamente, arrancando uma sonora gargalhada nossa. E embora a vontade de comer fosse grande, a necessidade de tomar um banho era maior ainda, principalmente porque a casa não era nossa e a qualquer momento os filhos poderiam chegar e etc. e tal.
Tomamos um banho de chuveiro sempre em meio a beijos apaixonados e a muito carinho, vestimos roupas confortáveis e marchamos para a cozinha. Enquanto Bella se movia com agilidade, tirando coisas de dentro da geladeira e as colocando no balcão e do balcão para uma panela e o fogão, eu colocava a mesa e já me preparava para fazer algum suco quando ela disse:
- Abre uma garrafa de vinho tinto, amor...
Virei meu corpo e a vi tapando a panela de pressão.
- O que vamos comer?
- Daqui a pouco você vai reconhecer pelo cheiro...
Ela sorriu com doçura e eu retribui seu sorriso, fui até a mini-adega e quando voltei com a garrafa de um vinho tinto e suave, minhas narinas captaram o cheiro do macarrão cremoso na panela de pressão. Mais dez minutos e a gente já estava degustando o macarrão fusille, envolto num delicioso creme de queijo gouda e molho de tomate.
- Hum... delícia...- murmurei ainda com a boca cheia – Obrigado, amor!
- Por nada, meu anjo...
Nossos olhares não se desgrudavam e aquilo foi como um déjà vu... quando éramos só nós dois no apartamento em Boston e a vida era muito mais simples.
- No que você tá pensando agora?
- Eu... – hesitei um pouco antes de falar – Tava lembrando o quando a nossa vida era perfeita antes de... tudo... Em Boston, no nosso apartamento... Foram dias maravilhosos!
- Mas... mas a gente ainda não tinha os bebês!
Caraca! Percebi uma pontinha de ressentimento nas palavras de minha esposa e tratei de me corrigir.
- Bella, amor! – escovei seu rosto com as costas de minha mão – Eu já não posso viver sem nossos filhos! Não tenha dúvidas disso! – ela assentiu solenemente - Mas é que... Deixe ver se eu consigo explicar... – fiz uma pausa – Eu já te disse isso uma vez, mas torno a repetir: morar com você em Boston foi uma das muitas decisões acertadas que tive. – ela assentiu, sinalizando que se lembrava do dia quando lhe disse isso – Em pouco mais de um ano, dividindo o mesmo teto com você, solidificamos uma relação linda, estreitamos mais ainda os nossos laços, vivenciamos o amor em sua forma prática, em coisas do dia-a-dia. – minha voz estava meio embargada e percebi que seus olhos já estavam marejados – E quando o pior pesadelo veio para nós, tivemos forças JUNTOS para enfrentar tudo. Tenho certeza que muitos casais em nosso lugar já teriam se separado, mesmo com filhos gêmeos pequenos!
- É verdade... – ela sussurrou – Morar com você em Boston foi como... um ensaio geral de nossa vida...


POV BELLA

Quando chegou perto do feriadão de Ação de Graças, uma única ligação de Jasper e Rose serviu para jogar um balde de água fria na empolgação de Lilian. Seus filhos passariam o feriado nas casas dos respectivos pares, ou seja, Jasper iria com Alice para a fazenda dos pais dela, no interior da Geórgia e Rose iria com Emmett para Austin, no Texas onde a única irmã dele morava, quando finalmente minha amiga conheceria a família de seu namorado.
A tristeza daquela mãe só não foi maior, porque seus filhos estariam de volta à fazenda no dia 15 de Dezembro e passariam os últimos dias de 2011 conosco. Eu e Edward ficamos felizes com a notícia, mas também ficamos com o coração na mão, porque pelo que Alice nos disse, nosso testemunho seria dado no começo de Janeiro e se tudo desse certo, eles iriam conosco para nos dar apoio moral.
Ah! E por falar em Alice, Jasper nos confidenciou que iria pedir a mão dela e oficializar o noivado no dia do Jantar de Ação de Graças. Ele até já tinha comprado o anel de noivado! OMG... Fiquei tão feliz por minha amiga! E pensar que no primeiro momento que vi Jasper Mansen, eu o achei o maior grosseirão da face da terra, um verdadeiro papel de embrulhar prego!
E pelo que Emmett falou para mim, ele também já tinha comprado o anel de noivado e iria pedir a mão de Rose no Jantar de Natal... Ele disse:
- Bella, eu vou fazer assim: depois do jantar, você me dá o monstrinho-afilhado para eu segurar com uma mão e com a outra eu entrego a caixinha de veludo vermelho para a minha Rose.
- Emmett, para que você quer segurar Anthony enquanto faz o pedido? – perguntei aturdida.
- Se Will quiser demonstrar golpes de kung fu em mim, ele vai parar ao ver que eu estarei segurando um bebê...
- EMMETT MCCARTY! – rosnei – Meu filho não é escudo!!!
Ele estourou numa ruidosa gargalhada do outro lado da linha e se despediu de mim, mandando beijos para os bebês. Não sei não, viu! Esse padrinho é uma figura...
Na tarde da quarta-feira, 23 de Novembro, a casa se agitou com a chegada do primo Jeremy Darcy e sua esposa Dorothy, (ela é prima em segundo grau de Will) e moram em Palo Verde, um pequeno distrito nos limites da Califórnia com o Arizona a três horas de viagem de Julian. Meu coração bateu sobressaltado durante todo o dia porque Lilian só nos avisou que receberíamos visitas horas antes de eles chegarem.
- Todos os anos o primo Jeremy e a prima Dorothy vêm passar o Dia de Ação de Graças conosco! – ela sorria – Ah! São um casal adorável! Eles têm uma pequena propriedade em Palo Verde onde criam um modesto rebanho de ovelhas!
Ela percebeu que fiquei tensa de repente, meio que com vergonha de conhecer os primos. Mas na verdade eu tava com medo de que as visitas levantassem suspeitas sobre nós.
- Ah! Mas não se preocupe, Marie. – ela afagou meu braço – Os primos são gente boa e já sabem que você e Tony são da minha família! Eu já falei de vocês pra ele e como nunca tiveram filhos, os Darcy vivem transbordando de amor por crianças... Eles vão adorar os gêmeos! Quando eu disse à prima que tínhamos crianças em casa, ela vibrou com a notícia!
- Que bom... – murmurei aliviada.
Minha desconfiança desapareceu quando me deparei com um casal na casa dos 40 anos muito sorridente e que olhava para mim e meu marido com um sorriso nos lábios. Ele era alto e forte, ombros largos, pele crestada pelo sol, olhos muito azuis e cabelos loiros como o trigo. Ela era um pouco cheinha, também era alta, cabelos ruivos e meio desgrenhados, presos numa trança mal feita, mas seus olhos verdes eram gentis. Ambos usavam botas de couro, macacão jeans e camisas de tecido xadrez e pareciam ter saído de um filme da ‘família buscapé’. Depois de cumprimentarem Will, Lilian e Mirna, eles voltaram sua atenção para mim e para Ed.
- Bás tarde, primo Tony! – Jeremy falou com um sotaque muito caipira, fazendo um ‘R’ bem sonoro nas palavras – Bás tarde, prima Marie!
Ele apertou a mão de Edward e me cumprimentou apenas com um aceno de seu chapéu. Dorothy se aproximou de mim e exclamou.
- Ah! Prima Lilian... Marie é uma moça danada de bunita!
Deus do céu, como o sotaque dela podia ser mais carregado que o dele?!
- Ela é linda, mesmo! – ela me abraçou – Ôce parece aquela istrela de cinema que fez aquele filme ‘O Mágico de Oz’... – ela fez uma pausa e olhou para seu marido – Ô pai, como que é o nome daquela istrela de cinema que fez ‘O Mágico de Oz’?
“Ô, pai?!” tentei disfarçar a perplexidade fazendo a melhor cara de paisagem que podia. Somente em filmes antigos, as caipiras chamam seus maridos de pai... Cruz credo!
- O nome dela é July Garland, mãe...
“Cruz credo” de novo! E não é July Garland e sim, Judy Garland
Quando entramos na casa e os Darcy viram meus filhos brincando no cercado da sala em companhia de Lupi, ficaram encantados.
- Minha Nossa Sinhora! – Dorothy exclamou – Eles são umas lindezas mesmo!
Ao ouvirem a sonoridade das palavras dela, meus bebês esboçaram um sorrisinho meigo, mostrando seus quatro dentinhos... Jeremy se sentou no chão, do lado de fora do cercado, os meninos se aproximaram dele e afagaram seu rosto por entre as grades.
- Olá, belezuras... – ele sorriu – Eu sou o tio Jeremy... e ocês, quem são? – ele olhou para mim – Ô prima, quem é quem? São tudo igual...
Não consegui mais me conter, sorri com aquele sotaque, mas tentei disfarçar.
- O que está de camisa azul é Anthony e o de camisa laranja é Thomas.
- Deve ser difícil cuidar de dois. – ele disse e franziu a testa – Lá no rancho, quando uma ovelha ta prenhe de gêmeos... a gente sabe que vai ter trabalho dobrado, principalmente quando ela vai parir...
- Mas... ééérrr... primo Jeremy, gente é gente, ovelha é ovelha. – Lilian falou visivelmente constrangida.
Mas eu não fiquei ofendida, o comentário dele foi totalmente inocente. Na verdade, ele é um homem do campo e tem que falar das coisas sob a perspectiva de sua realidade.
- Mas tem certas coisas na natureza que acontecem para todas as criaturas, não é? – tentei quebrar o gelo.
- Ah! Anthony e Thomas... – Dorothy se aproximou mais dos menios, se inclinando por cima do cercado – Olha o que a tia costurou procês...
OMG... Ela tirou da enorme sacola que estava em suas mãos dois bonequinhos de peru, feitos com retalhinhos de pano... Eles eram a coisa mais linda do mundo! Os meninos pegaram os brinquedos, olharam de mim para Dorothy, olharam para os bonequinhos e sorriram. Depois Anthony olhou para o peru, como se estivesse refletindo sobre algo, fez uma pausa e disse uma coisa que me deixou boquiaberta:
 - Glú-glú-glú...
Sim, ele imitou o som de um peru! Não foi uma imitação perfeita, mas dava para perceber que ele queria fazer isso! Thomas passou a imitar o irmão rapidamente e aí eu me dei conta que na fazenda eles já tinham visto perus de verdade... Enquanto todo mundo na sala começou a rir da cena, eu fiquei com o coração inflado de orgulho! OMG... Como meus filhos são inteligentes...
Mas Dorothy ainda tinha trazido outra coisa para os meninos, duas lindas colchas de retalho que ela mesma havia feito também.
- Puxa vida, prima, obrigada...
O ‘prima’ saiu sem querer e eu devo ter corado! Nunca tive primos e chamar alguém de primo foi bom e engraçado! Aquelas colchas seriam perfeitas para aquecer meus meninos no inverno que já estava chegando...


Naquela noite, logo depois do jantar todo mundo se recolheu cedo, os Darcy porque estavam cansados da viagem, os Mansen porque disseram que o dia seguinte seria cheio de afazeres e os Cullen porque éramos hóspedes naquela casa. Mas a gente não tava com sono... Enquanto os meninos brincavam no cercado com Edward, eu assisti um pouquinho de TV e depois que ninamos os filhos e os colocamos no berço, eu tomei um banho quente e gostoso e quando fui à sala, meu queixo caiu...
Edward estava... ééérrr... bem, ele estava meio, não, meio não, ele estava muito excitado enquanto assistia algo na TV. Quando vi o que ele tava vendo, corei! Era o nosso filmezinho caseiro... aquele mesmo que eu fiz quando o seduzi no meio da noite. Ele olhou para mim e me deu um sorriso pervertido.
- Bella, vem cá vem... – ele estendeu uma mão para mim – Vem ver esse filme comigo...
OMG... Assim que sentei no sofá, meu marido me atacou com luxúria, fazendo com que meus gemidos passassem a competir com ‘meus gemidos’ no filme... Rapidamente já estávamos nus e Edward beijava meus lábios e acariciava meu corpo de um jeito que deveria ser crime!
Mas de repente ele parou com as carícias e me deixou aturdida quando se sentou no sofá, reiniciou o DVD e pediu que eu fizesse uma coisa. Fiz o que ele pediu, sentei em seu colo, de costas para ele e afastei as pernas, dobrando-as como se estivesse de joelho, me inclinei nele, me recostando em seu tórax.
Ele recomeçou o filme e ficamos nos tocando o tempo todo, suas mãos acariciavam meus seios, desciam pela minha barriga, chegavam ao meu sexo e brincavam com minhas dobrinhas... Ofegante e já perdendo os fios do pensamento, eu acariciava seu membro duro e gemia seu nome. O melhor de tudo é que nessa posição, além dele olhar para a minha bunda o tempo todo (como ele tanto gosta), eu ainda podia assistir o nosso filme...
Quando percebi que as carícias já não eram suficientes e que nossos corpos já estavam em chamas, ergui um pouco o quadril e nos encaixei e... Ah! Mordi o lábio para não gritar! Puxa vida, eu me sentia no céu sendo preenchida daquela forma e naquele ângulo... Parecia que eu nunca tinha experimentado aquilo!
Edward me ajudou nos movimentos de sobe e desce, enroscando uma de suas mãos na minha cintura e enquanto isso, com a outra mão acariciava meu clitóris. Nossos gemidos ofegantes passaram a competir mesmo com os do filme, meu coração batia acelerado, minha boca já estava seca... Quando senti o ‘eddie’ mais duro, comecei a rebolar para os lados também e uma violenta contração se formou em meu interior, meu sexo ‘mordeu’ o membro de Edward, fazendo-me gritar de êxtase ao mesmo tempo em que ele mordia meu ombro, soltava uma lufada quente de ar em meus ouvidos e se derramava em mim...
- Aaahhh... – dissemos em coro enquanto eu desabava molenga contra seu peito.
Na manhã do dia 24 de Novembro, embora fosse feriado e não houvesse expediente para os trabalhadores das plantações de frutas, a agitação tomou conta dos Mansen e dos Darcy. Ah! Rubí também tirou folga e foi passar o feriado com sua família em San Diego. Conforme havíamos combinado antes, cada uma das mulheres se encarregaria de fazer um ou dois pratos para o jantar e os homens estavam incumbidos de limpar o celeiro onde tradicionalmente o jantar era servido todos os anos.
Lupi se encarregou de entreter os meninos durante todo o dia. Tadinha dela, o serviço mais trabalhoso coube à babá!
Eu fiquei super feliz em poder cozinhar! Como sou hóspede e Mirna é a ‘dona da cozinha’, quase nunca cozinho aqui. É, essa governanta é muito chata mesmo!
Mas naquele dia, além do almoço, eu, Lilian, Dorothy e Mirna fizemos o Jantar de Ação de Graças. Depois do almoço, os ingredientes dos pratos que eu ia fazer já estavam a postos sobre o balcão da cozinha quando Mirna chegou junto de mim e murmurou.
- Vai fazer o tradicional tender com abacaxi?
- Na verdade, - falei enquanto preparava o tender, retirando sua capa grossa – A receita é da minha avó Marie e é Tender com abacaxi ao molho de mostarda e mel.
- Hum... – ela deu um muxoxo e saiu de perto de mim.
‘Vaca, bruxa do 71, mocréia ...’, pensei e continuei com os meus afazeres. Depois que o tender já estava assado e bem douradinho, eu o tirei do forno, reguei com o restante do molho e o decorei com fatias de abacaxi, colocando uma cereja no meio de cada uma delas.



Em meio a muitas risadas minhas, de Lilian e Dorothy (Mirna continuava séria e carrancuda), eu preparava um bolo quente de maçã com calda de mirtilo e ouvia muitas histórias engraçadas sobre os antepassados dos Mansen e dos Darcy.
Ao final da tarde, nosso menu consistia em tender com abacaxi ao molho de mostarda e mel, mini-abóboras recheadas com frango desfiado e ervilhas, purê de batatas, salada verde e o tradicional peru assado ao molho de mirtilo. Para sobremesa, além do meu bolo de maçã, Lilian fez uns docinhos de leite condensado em forma de abóbora. Quando terminados toda essa mão de obra, os homens nos ajudaram a levar tudo para o celeiro, confesso que a mesa ficou muito bonita.


O jantar seria servido dali à uma hora, então todos nós corremos para tomar banho e nos trocar. Para meu alívio, Lupi já tinha banhado os meninos e vestido roupas novas neles. OMG... Meus bebês estavam muito fofos usando calça jeans, sapato de cadarço e camisas de botão em tecido xadrez! Como Lupi não é escrava e também participaria do jantar, nós a dispensamos para que ela fosse também tomar banho e se arrumar, então eu fui tomar banho primeiro e Ed ficou olhando os meninos. Foi fácil escolher o que usar, um vestido tomara que caia verde pistache e por cima dele um bolero de tricô marfim e nos pés umas sapatilhas de camurça marfim, depois fiz uma maquiagem leve e deixei os cabelos soltos. Quando fui para a sala, ganhei um assovio do marido e girei em 360º, arrancando risinhos de meus filhos e recebendo aplausos do romântico marido. Ed foi tomar banho, eu fiquei com os meninos e depois ele apareceu na sala somente enrolado na toalha (ai, ai, ai, papai... que homem é esse?) segurando duas camisas sociais, uma azul marinho e uma vermelha.
- Mãe... – ele imitou o sotaque caipira e segurou o riso – Ôce acha que eu devo usar qual dessas?
Joguei uma almofada nele, mas passou longe, caindo perto do móvel da TV e cai na gargalhada.
- Se eu sou sua mãe, você vai dormir no sofá daqui por diante! – ele riu também – Use a camisa vermelha com aquela calça preta de veludo...
- Ta certo, mãe...
 Argh! Ele deu as costas e começou a rir, mas a almofada que joguei dessa vez acertou em sua cabeça. Ele murmurou um ‘Ai’ e os meninos começaram a rir com vontade.
O jantar foi perfeito, descontraído, alegre e pegou a todos nós com muitas coisas a agradecer a Deus. Will fez uma linda oração antes da refeição, Lilian chorou um pouquinho, Ed segurou as lágrimas, eu chorei um pouquinho e os Darcy tinham os rostos solenes e ao mesmo tempo meigos. Meio fora de sintonia, Juan Carlos também participou do jantar conosco, já que para os Mansen ele era da família, mas permaneceu calado a maior parte do tempo. Mirna era um caso à parte, sua carranca a fazia parecer estar sofrendo de alguma úlcera... Lupi estava entretida e ocupada com os meninos...
Os homens naquela mesa elogiaram muito a comida e eu fiquei feliz por isso. Ed sussurrou ao meu ouvido que tinha adorado o tender e esse elogio foi o mais importante de todos! Na hora da sobremesa devo confessar que meu bolo de maça voou em poucos minutos e ainda de boca cheia, Jeremy fez um pedido à esposa.
- Mãe, ôce carece de aprender a fazer esse bolo... – ele se virou para mim – Prima, ôce diz a ela como que faz?
- Claro, primo! – falei meio tímida e me voltei para sua esposa – Quando você quiser, prima Dorothy! - ela não respondeu, pois estava de boca cheia, mas sorriu para mim e fez um sinal positivo com a mão.
As conversas ainda tomaram outros rumos naquela noite, desde culinária até criação de ovelhas, passando por plantações de frutas e cuidados com crianças. Apesar da diversidade de interesses, os assuntos congregavam todos nós, exceto Mirna que se limitou a comer, beber e sorrir às vezes.
(...)
E para a alegria de Lilian, na manhã do dia 15 de Dezembro, seus filhos, nora e genro chegaram à fazenda. Puxa vida, como eu já estava com saudades deles!
Alice e Jasper estavam radiantes com o noivado e minha amiga-madrina-comadre fazia questão de mostrar seu anel de noivado para todo mundo! Assim que viram os padrinhos e madrinhas, os meninos se jogaram para eles de imediato. Confesso até que bateu um ciuminho bobo em mim...
Mas nem bem Alice desfez suas malas, tomou um banho e descansou meia horinha, já estava elétrica pela casa tendo Lilian em seu encalço para providenciar tudo para o Natal. Enquanto eu e Rose conversávamos despreocupadas na varanda, recebemos duras críticas de Alice.
- Não acredito! Marie, você ainda não armou árvore de Natal em seu sobrado?
Neguei com a cabeça ainda meio aturdida antes de lhe responder.
- Eu nem comprei árvore alguma e nem pensei...
- Vamos, vamos, levantem daí, as duas! – ela ordenou – Temos muita coisa para comprar na cidade!
- Ai, Alice, vai com a mamãe... – Rose choramingou.
- Nada disso! – ela nos arrastou – Temos muito trabalho e nem mesmo vamos comprar em Julian, vamos ao shopping em Escondido...
- Puta que pariu! Eu queria me esconder dessa baixinha... – Rose rosnou baixinho e eu apenas suspirei.
No shopping, Alice nos fez penar, eu e Rose odiamos cada minuto das compras, mas Lilian estava encantada com o bom gosto e as idéias esplendidas da nora. Quando meus pés já estavam formigando e Rose já tinha reclamado tudo o que podia, sogra e nora deram as compras por encerradas. Levamos para casa muitas, muitas sacolas, mas no dia seguinte umas caixas enormes chegaram à fazenda e uma delas estava endereçada a mim.
- Tá aqui, Bella. – Alice sussurrou para mim e me empurrou a caixa – Sua árvore de Natal com todos os enfeites...
- Ah! Obrigada... vou pedir para Ed levá-la para cima, depois eu arrumo...
Ela revirou os olhos e falou pausadamente.
- Depois, não. Quero inaugurar nossa decoração oficialmente esta noite.
Alguma coisa no semblante da minha amiga me disse que eu não deveria contrariá-la quando o assunto fosse festas, roupas, decoração e qualquer outra coisa que pudesse ser bonito ou brilhante. Resignada, arrastei meu marido para o sobrado e passamos a tarde inteira decorando a árvore.
OMG... Mas Alice é sempre Alice mesmo! E não é que ela pensou em tudo?! A árvore e os enfeites ficaram lindos, mas o melhor de tudo foi o trenzinho que ela comprou! Na verdade a cerca de proteção da árvore era o trilho do trem de brinquedo. E quando os meninos viram a árvore enfeitada e com as luzinhas todas acesas e o trem rodando ao redor dela, deram gritinhos de alegria e bateram palmas de tanto entusiasmos que sentiram.


Quando descemos para o jantar, encontramos muita coisa fora do lugar na casa dos Mansen e no lugar dessas ‘coisas’ estava a linda e extravagante decoração de Natal de Alice. Já ao pé da escada, avistamos uma enorme árvore ricamente enfeitada e cheia e presentes ao redor. Na sala de TV havia uma moderna árvore toda em cristais, plástico transparente e luzes brancas, conferindo ao ambiente um ar clean e moderno. Quem entrasse na casa, encontraria no hall uma luminária que parecia enormes gotas de chuvas azuis e no chão, bolas plásticas gigantescas nas cores prata e azul, imitando bolas de árvore de natal. Mas quando chegamos lá fora, eu me rendi ao talento e à criatividade de minha amiga e aquilo me fez lembrar as mágicas que ela fez na decoração de meu casamento! Todas as árvores e arbustos estavam decorados com minúsculas luzinhas coloridas, fazendo da estrada principal da fazenda, uma alameda de luz, magia e cor.


Mas o furor de Alice não sossegou, nos dias que se seguiram, ela pegou no meu pé e no de Mirna. A governanta deve ter suprimido muitas vezes a gana de torcer o pescoço da baixinha... Quando o assunto era ceia de Natal, ela sabia que eu cozinhava muito bem e queria que eu ficasse responsável pelo peru assado. Embora Mirna tivesse dito a ela que o peru de Natal dos Mansen era aquele tradicional, apenas recheado com pão e que ela mesma fazia o prato há mais de ‘não sei quantos anos’, minha amiga não quis saber.
- Lilian disse que este ano nós vamos fazer uma receita de peru diferente. – ela olhou para Mirna com um olhar igualmente desafiador - E minha amiga Marie sabe fazer um peru delicioso...
A boca da governanta se transformou numa linha rígida, ela lançou um último olhar mortal para Alice, murmurou um ‘com licença’ e saiu da cozinha.
- Alice, você quer matar a velha de raiva? – sussurrei exasperada.
- Não, só quero cortar as ‘asinhas’ dela! – foi inevitável não sorrir.
– Agora me diga, como é que você sabia que eu sei fazer peru de Natal?
- Intuição... – ela se gabou – Mas você sabe, não é?
- Na verdade, Esme sempre fazia um peru de Natal recheado com carne moída, nozes e bacon e guarnecido com calda de ameixas, uvas passas e frutas cristalizadas. – fiz uma pausa e ela assentiu entusiasmada – Eu nunca fiz esse prato, mas não tem mistério...
- É ESSE!!! – sua voz subiu umas oitavas e ela deu uns pulinhos de alegria.
No dia 24 de Dezembro o clima de festa e alegria era palpável entre nós. Eu passei boa parte do dia enfurnada na cozinha, mas confesso que adoro tudo isso! Rubí tinha viajado para ficar com a família, Lupi tinha ido ficar com seus ‘irmãos’ do orfanato, Juan Carlos e Mirna não têm família e ficaram conosco. Meu marido e os padrinhos passaram o dia se revezando para cuidar dos gêmeos e volta e meia eu morria de rir com as presepadas de Emmett e dos meninos...
- Puxa, Marie! – Emmett entrou ofegante na cozinha – Você comeu feijão radioativo quando tava grávida desses monstrinhos?! Eles não param um minuto sequer!
Gargalhei antes de responder.
- Vá pegando jeito! Quando Rosalie tiver filhos, você vai ver!
Ele fez uma careta, ma depois sorriu, pegou um pacote de biscoitos e saiu assoviando pela casa.
À noite, as madrinhas fizeram questão de banhar e vestir os gêmeos e OMG... Eles ficaram muito lindos usando calça social de risca de giz, camisa branca de botões e de mangas cumpridas e colete do mesmo tecido de rica de giz! Nos pés os meus bebês usavam sapatos pretos Oxford!!! Eles pareciam umas miniaturas de gente!!! Ninguém resistiu ao charme deles, foi uma chuva de fotos! Edward usou um alinhado conjunto cinza grafite de paletó de tweed e uma camisa preta e eu optei por um vestido de seda cor de pérola que ia até abaixo dos joelhos, nos pés, eu usei um peet toe cor de café, fiz uma maquiagem leve com dourado e rosa e deixei os cabelos soltos. A elegância acompanhou a nossa noite não apenas nas roupas de todo mundo, mas também no bom gosto com que Alice decorou a antiga estufa da casa e fez dela uma sala de jantar quase a céu aberto, já que o teto era de vidro.
Depois do jantar, Emmett estava visivelmente nervoso, corando e suando em bicas (em pleno inverno) sem razão alguma (aparentemente, mas eu, Edward, Jasper e Alice sabíamos que ele ia fazer o pedido). Depois de protelar ao máximo e de levar umas duas cotoveladas do cunhado, ele começou a gaguejar suas palavras...
- Então... ééérrr... Sr. Mansen... – ele miou.
Mas Will estava começando a contar uma piada para nós e... Deus do céu! Que piada sem pé nem cabeça e sem graça alguma! Todo mundo ficou olhando para ele com uma cara de ‘cadê a graça?’, mas Emmett tava tão nervoso que começou a rir com vontade e a gente acabou rindo também. Quando todo mundo já estava mais ou menos recomposto, ele tentou de novo.
- Sr. Mansen... Sra. Mansen... – ele se levantou e como se houvesse um ímã entre eles, Rose olhava em sua direção de uma maneira mágica – Eu quero no dia de hoje, diante da família e de nossos amigos dizer a vocês que meu amor por Rosalie é imenso, completamente sem medida e sincero.
OMG... Meu amigo já tinha voz embargada e os olhos marejados! Eu, Alice, Lilian e Rose (é claro) já estávamos emocionadas, mas Will tinha sua boca numa linha rígida.
- Confesso que sou um cara de sorte por ela ter me escolhido e já não quero mais deixar de dizer ao mundo que nosso relacionamento é sério e que é para sempre... – ele fez uma pausa e respirou fundo – Escolhi Rosalie Lilian Hale para ser a minha esposa, a mãe de meus filhos e minha companhia até o fim de nossos dias. E é como eu já disse, tenho sorte porque ela sente o mesmo por mim. Mas no dia de hoje a benção de vocês sobre o nosso amor será muito importante. Por isso eu peço, oficialmente, a mão de Rose em casamento...
Houve um curto momento de silêncio, já que as lindas, sinceras e comoventes palavras de Emmett pegaram todo mundo de surpresa. Will se levantou de sua cadeira, caminhou até filha e genro e os abraçou ao mesmo tempo. Depois selou o compromisso com um forte aperto de mão em Emmett, depois Lilian os beijou e os abraçou com carinho. Emmett tirou do bolso uma caixinha de veludo vermelha, ficou de joelhos, beijou as mãos de Rose, beijou o anel de noivado e o colocou em seu dedo. Todos nós explodimos em risadas e aplausos e os agora noivos selaram o momento com um beijo casto e apaixonado.
No dia 25 de Dezembro os Mansen, genros e noras foram convidados para participar da ceia de Natal dos Rosas em Cathedral City e só voltariam à fazenda de madrugada. Mas como ‘seguro morreu de velho’, Jasper e Will instruíram os seguranças da fazenda para não permitirem a entrada de ninguém. Isso foi perfeito porque eu e Edward (e os bebês, é claro) tivemos a casa todinha para nós. Era nosso aniversário de 12 anos de namoro e mesmo tendo que cuidar dos filhos, nós tivemos um dia romântico e aconchegante à beira da lareira.
- Sabe, princesa, eu amo passar esses momentos com você...
Estávamos na cama, no meio da tarde, completamente nus e enrolados no edredom, tínhamos acabado de fazer amor. Lá fora a chuva caia sem piedade, no quarto ao lado os meninos dormiam sossegados e tudo estava maravilhoso daquele jeito...
- Eu também. – sorri contra sua pele e beijei seu tórax lindo.
(...)
A noite de réveillon teve a assinatura de Alice também! No jantar, o prato principal foi lombo, mas em nossos rostos o que se via era a esperança de que em 2012 as coisas pudessem finalmente se resolver. Todos nós vestimos branco, por exigência da fadinha mesmo, e a decoração da mesa da ceia teve seu toque com muito dourado e branco.


Lá fora a queima de fogos durou cinco minutos e foram minutos de felicitações, orações e agradecimentos por todas as coisas do ano que se passou. Abraçada a meu marido e filhos, eu pedia a Deus que nos desse muita coragem, perseverança e muito, muito amor para conseguir superar os dias difíceis do julgamento. Mas eu também pedia para voltar para casa...
- Feliz 2012, Bella. – Edward sussurrou ao meu ouvido e me beijou – Eu te amo, Sra. Cullen.
- Feliz 2012, Sr. Cullen. – sorri – Eu te amo mais!


POV EDWARD

Nos primeiro dias de 2012 a vida real tomou conta de nós. O julgamento de Alec Hartman já estava marcado e aconteceria dali a alguns dias, o promotor de justiça de NY havia pedido a transferência do julgamento para NY onde tinha ocorrido o assassinato de nossos pais. Quando perguntei a Bella o porquê dele ter feito isso, ela apenas se limitou a responder.
- Talvez ele queira chamar mais atenção para o caso, já que os outros crimes de Hartman envolvem corrupção e tráfico. Sendo acusado por assassinato também, acho que o promotor quer atrair a opinião pública para o caso. – ela fez uma pausa – Isso bom, mas é ruim para nós.
- Por quê?
- Vai trazer holofotes para cima de nós, Edward...
Estávamos reunidos no escritório de Will quando eu tive uma idéia.
- Jasper, será que agora já podemos entrar em contato com nossos advogados?
- Sim, mas o que vocês querem tratar com ele?
- Queremos mais dinheiro, uma SUV blindada quando chegarmos a NY, uma suíte grande em um hotel confortável, alguns seguranças particulares e falar pessoalmente com ele quando formos para lá.
- Use este celular aqui. – ele me deu um aparelho prateado – É uma das muitas linhas seguras do FBI, mas não deixe recado com ninguém, fale apenas com seu advogado.
Disquei o número do celular do Sr. Howard e me dei conta que só mesmo um cliente importante como um Cullen teria o número do celular do sócio majoritário de um dos principais escritórios de advocacia do país. Não que eu seja muito importante para ele, meus $ bilhões é que importam... O velhote atendeu no primeiro toque.
Assim que me identifiquei, ele ficou surpreso, mas controlado, por falar comigo depois de tantos meses de sumiço. Expliquei-lhe a situação em linhas gerais, disse-lhe quando estava marcado o nosso vôo para NY e pedi que providenciasse as coisas que seriam necessárias para nossa rápida visita à cidade. Dei a ele nossos nomes falsos, ele deveria nos tratar por Carmichel e Didier ainda.
No dia 06 de Janeiro eu, Bella, Anthony e Thomas estávamos no aeroporto de San Diego esperando nosso vôo para NY. De propósito, eu deixei a barba por fazer porque não queria levantar suspeitas sobre nós, Bella deixou seus cabelos presos e não usou maquiagem alguma. Jasper me emprestou seu violão, eu tava nervoso demais e a música poderia me entreter um pouco. Por falar nele, nossos amigos não nos deixaram sozinhos... Alice, Jasper, Emmett, Rose, Will e Lilian foram conosco, além é claro de Lupi, a babá. O julgamento estava marcado para o dia 11, mas tínhamos muitas coisas para resolver na nossa cidade. Assim que pusemos os pés no saguão do La Guardia, Jasper e Emmett estavam mais próximos de mim e de Edward. Mas nós dois quisemos poupar nossos filhos que chegaram adormecidos nos braços das madrinhas, tendo os avós postiços em seus flancos por isso tomamos distância deles.
Assim que o Sr. Howard nos viu, nos chamou por Sr. Carmichel e Srta. Didier e eu não pude deixar de sorrir para nosso advogado de tantos e tantos anos. Ele estava acompanhado de um casal de advogados e três seguranças contratados por eles. Havia duas SUV blindadas esperando por nós e qual não foi meu espanto ao saber que nos hospedaríamos no hotel The Plaza. O melhor hotel de NY, o lugar onde nossos pais foram executados.


Assim que chegamos, o Sr. Harold Gray, gerente do hotel veio nos receber e ele, de fato, nos reconheceu.
- Eu estou feliz por vê-los, Sr. Cullen. – ele sussurrou – Também vou estar no fórum, sou testemunha do lamentável incidente e rogo a Deus que a justiça seja feita...
- Obrigado. – falei num tom baixo e contido.
Entramos no luxuoso elevador e ele dispensou o ascensorista.
- É hora da cidade de NY vingar os danos causados aos Swan e aos Cullen. – ele falou com reverência – Durante todos esses anos tendo como hóspedes as pessoas mais abastadas desse país, posso dizer, como gerente do hotel que seus pais eram pessoas fabulosas.
- Obrigada. – Bella sussurrou emocionada.
- Seu advogado pediu que eu providenciasse a melhor suíte. – o gerente falou e abriu as portas duplas do imponente aposento – Esta aqui é a suíte Royal Plaza...
Meu queixo caiu e acho que o de Bella também. A sala era linda, toda em estilo neoclássico e para minha satisfação havia um lindo piano de cauda nela. Nosso quarto era sóbrio e aconchegante e o quarto preparado para os meninos era muito bonito também. 


Pelo resto do dia ficamos no quarto descansando, no quarto dos meninos havia uma cama para Lupi e ao lado da nossa suíte, nossos amigos estavam hospedados também. No dia 07 eu e Bella, Jasper, Emmett e um dos seguranças nos acompanhou até o cemitério. Era o 2º aniversário da morte de nossos pais e apesar do frio e da chuva fina, levamos flores para eles, fizemos algumas orações silenciosas e lhes dissemos de nossa saudade, amor e afeto.
Na véspera do julgamento, eu e Bella estávamos visivelmente tensos e nada parecia nos fazer relaxar. Era estranha aquela sensação, era como se a dor da perda de nossos pais viesse com tudo. À noite eu me sentei diante do piano e toquei uma melodia qualquer que saiu de meu coração, já não tendo mais porque ficar acordados, nós nos deitamos abraçadinhos de conchinha. Eu tive um sonho bom.



POV BELLA

Assim que acordei naquela manhã nublada de Janeiro, abri os olhos e me dei conta que O DIA havia chegado. Imediatamente um versículo da Bíblia explodiu em minha mente: ‘Felizes são aqueles que têm sede de justiça, porque eles serão saciados’
‘Oh, Deus, nos ajude...’ roguei em pensamento, mas fui interrompida com os murmúrios de Edward. Ele sorria e dizia o meu nome baixinho. OMG... Ele tava sonhando comigo! Como eu queria ler seus pensamentos e saber do que se tratava o sonho! Fiquei contemplando a face de meu marido por não sei quanto tempo...
- Bom dia, meu amor! – sorri quando o vi abrir os olhos e lhe dei um selinho – Você sonhou comigo?
- Sim! – ele sorriu e se espreguiçou – Foi bom... estávamos em Forks, mas era como se fôssemos macaquinhos.. subindo em árvores e vendo a linda floresta verde!
- Hum... deve ter sido bonito!
Tomamos banho juntos, tomamos café da manhã em companhia de nossos amigos, nos despedimos dos meninos e os deixamos com a babá, Will, Lilian e dois dos seguranças. Fomos ao tribunal acompanhados do outro segurança e de nossos amigos e chegamos ao Thurgood Marshall Courthouse meia hora antes do julgamento começar.
Para nossa surpresa, na frente do prédio já havia um forte bloqueio policial e muitos repórteres. Assim que eu e Edward descemos do carro, um dos repórteres nos reconheceu.
- SÃO ELES! EDWARD CULLEN E ISABELLA SWAN!
Um batalhão de repórteres veio para cima de nós, armados com seus microfones e câmeras, nossos amigos e o segurança no rodearam.
- Sr. Cullen! Sr. Cullen! – uma repórter gritou – Como o senhor se sente sendo testemunha no caso do assassinato de seus pais?
- Querendo justiça. – meu marido respondeu com polidez.
- Srta. Swan, o que a senhorita espera desse julgamento?!
- CALMA, CALMA, CALMA! – Emmett rugiu e todos eles retrocederam, mas continuaram a gritar perguntas – Deixem o Sr. e a Sra. Cullen passar!
- Como assim? Vocês se casaram? – uma repórter gritou.
- Quando isso tudo acabar, nossos advogados se encarregarão de prestar os devidos esclarecimentos à imprensa. – Edward falou por fim.
Depois de muito alvoroço, entramos no prédio e lá já esperavam por nós os nossos advogados. Edward estava muito tenso e eu comecei a conversar amenidades com ele.
- Sabia que este tribunal foi rebatizado em homenagem ao juiz Thurgood Marshall, um homem de destaque na luta pelos direitos civis? Em 1954, ele fez o memorável argumento que acabou com a segregação nas escolas americanas. – ele me ouvia com atenção – Este prédio foi construído em 1936 e tem 567 metros de altura.
Ele se inclinou um pouco e me deu um selinho.
- Obrigado por tentar me distrair, amor!
Aquele primeiro dia de julgamento foi muito cansativo, mas o pior de tudo foi ter que olhar nos olhos do homem que mandou matar quatro das sete pessoas mais importantes da minha vida. Foi difícil sentar naquela cadeira e dizer tudo o que sabia sobre o Caso Volturi, mas falei com calma e Edward foi igualmente bem sucedido.
O dia seguinte foi menos cansativo, houve apresentação de muitas provas e outras pessoas apareceram para testemunhar também. O FBI apresentou provas contundente e à promotoria as usou com sabedoria e mesmo os advogados de Alec Hartman sendo muito espertos, ele tinha poucas chances de se safar. Afinal ele estava sendo acusado pelos assassinatos de Bentley Chenney, Carlisle e Esme Cullen, Charlie e Rennè Swan, tentativa de assassinato de agente federal Emmett B. McCarty, corrupção, improbidade administrativa, trafico internacional de armas e traição, ao se associar com terroristas inimigos der seu país.
Depois do recesso para o almoço, um elemento surpresa apareceu para testemunhar. Seu nome era Isac Peterson, dono de uma microempresa de softwares em Washington D.C. Ele veio para poder dizer à justiça que foi chantageado por Alec Hartman em Abril de 2011 para quebrar o sistema do Marshall Service.
A situação daquele réu só fez piorar porque ele foi acusado também chantagear, ameaça e imputar falso crime ao hacker induzindo-o a quebrar o sistema do Marshall Service. Com cara de choro, o homem contou que na época sua namorada estrangeira estava grávida e Alec ameaçou deportá-la, por isso ele cometeu o crime de hackear o sistema do serviço de proteção a testemunhas.
Naquele dia os debates orais entre defesa e acusação foram contundentes. A sentença de Alec Hartman foi prolatada no começo daquela noite, somando cada uma das penas, ele foi condenado a 420 anos e nove meses de prisão.
Quando saímos do fórum, passava das oito da noite e a neve caia um pouco sobre nós. Antes de entrarmos na SUV, uma voz conhecida gritou por mim e eu me virei aturdida. Tentando passar pelo bloqueio de seguranças, Victoria e James acotovelavam todos ao seu redor para chegar até nós. Edward disse ao segurança quem eles eram e pediu que os policiais lhes dessem espaço.
- BELLA! – minha amiga se jogou em mim já chorando, comecei a chorar também – Que saudades, amiga...
- Viemos de Boston até aqui quando os vimos na TV. – James falou e abraçou meu marido.
- Ah! Bella, nós nos casamos e tivemos uma filha, quer dizer, eu casei grávida e daí como vocês não apareceram mais e eu queria que você fosse minha madrinha de casamento... – ela atropelava as palavras – eu senti muito a sua falta e quando soube que o bebê era uma menina eu a batizei de ISABELLA em homenagem a minha melhor amiga e cupido entre mim e James!
Devido ao adiantado da hora, nós marcamos de nos encontrar na suíte de nosso hotel no dia seguinte, quando eles conheceriam nossos bebês e nós conheceríamos sua Isabella. Tivemos um jantar de comemoração naquela noite, na nossa suíte mesmo, quando congregamos nossos amigos e nossos filhos numa refeição cheia de felicidade e paz.
No dia seguinte James Austin, sua esposa e filha chegaram até nós e puxa vida, que bebê linda a deles! A pequena Isabella tinha seis meses de vida, era loirinha com pequenos cachinhos dourados arrematados por lacinhos. Seus olhos eram verdes como os da mãe e ela parecia mesmo uma bonequinha!
As horas do dia foram poucas para tanta conversa entre nós quatro e foi muito bom poder revê-los, mas no dia seguinte eles teriam aula em Harvard e precisavam partir. Só tinham mesmo vindo a NY com a esperança de nos reencontrar!
- Fiquei feliz em vê-los. – disse a Edward quando já estávamos na cama – E tenho certeza que em breve poderemos ver todos os nossos amigos de antes...
Edward beijou o topo da minha cabeça antes de falar.
- Também sinto isso. Os próximos julgamentos vão acontecer em breve. – ele suspirou – Estamos indo de volta para casa, Bella...