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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vem comigo, amor - Capítulo Bônus

Anjo Vingador (Capítulo Bônus)


POV SIDCLAYTON

O lugar era muito glamoroso... um luxo só!
Eu e Paolo estávamos numa suíte lindérrima, com uma banheira de hidromassagem chocante, tinha champanhe no gelo...
Ui... a gente já tinha aproveitado aquilo tudo e ainda tinha mais!
Eu vestia um longo vermelho, saltos dourados e uma maquiagem discreta... Vestida para matar, eu me sentia a dama de vermelho! E meu bem usava um blazer preto, uma calça preta e uma camisa cinza claro... Um luxo de homem (e todo meu)!
Saímos de mãos dadas de nossa suíte e cumprimentamos outros casais pelo corredor daquele ma-ra-vi-lho-so transatlântico e nos dirigimos ao salão de festas onde haveria uma apresentação especial naquela noite de um grupo de bailarinos russos.
Ui, ui papai... bailarinos russos?!
O jantar foi servido e o show de dança começou, um garçom gostoso serviu champanhe para mim e para Paolo. Eu e meu amor brindamos e sorrimos.
- A nós, Sid. – ele sorria afetuosamente para mim.
- A nós. – sorri – Depois de um ano juntando grana, nós conseguimos fazer nosso cruzeiro romântico...
Depois do jantar e do show, eu e Paolo fomos passear pelo convés do navio. O vento frio me fez tremer, mas Paolo é um perfeito cavalheiro, ele tirou seu blazer e cobriu meus ombros desnudos. A noite estava linda, ficamos olhando o mar escuro e o céu estrelado por não sei quanto tempo. Ele me abraçou e foi mágico, me senti a Kate Winslet, sendo abraçada por Leonardo DiCaprio no filme Titanic...
O apito do navio chamou a nossa atenção...

- Caraca... não era apito de navio de nenhum. – murmurei e me estiquei para desligar o despertador que me tirou de meu sonho glamoroso.
- É isso aí, Sid. – sussurrei pra mim mesmo – Levanta essa bunda gostosa da cama porque um novo dia de trabalho já começou. Trabalho traz grana, grana pra fazer o tão sonhado cruzeiro com seu amor...
Olhei para o lado e vi meu Paolo, dormindo feito um anjinho... Beijei seus cabelos delicadamente e sai antes que pudesse acordá-lo. Tomei um banho revigorante, passei hidratante no corpo, vesti um roupão de banho bem fofinho, fiz o café da manhã, deixei um bilhetinho pra Paolo (ele tinha trabalhado até tarde na churrascaria na noite anterior) e me olhei no espelho.
- Nossa, que cara de enterro, mona. – falei para minha face.
Passei sabonete esfoliante no rosto, massageei com suavidade e depois usei uma máscara hidratante. Fiz uma maquiagem levíssima, somente nos olhos e usei um gloss cor de boca. Fui ao guarda-roupa e não sei o que deu em mim, mas eu queria me sentir PODEROSA naquela manhã, mesmo que depois eu chegasse à casa da Sra. Fields e vestisse minhas roupas normais de trabalho, mas mesmo assim, eu queria ficar bonita!
Sra. Fields... A lembrança de minha melhor patroa (tenho várias, porque sou uma diarista) desviou o curso de meus pensamentos. Ainda bem que o bobão (totoso), mas bobão, do Sr. Fields parou com as frescuras dele! Juro por Deus que tive vontade deixar o ‘homem adormecido’ em mim vir à tona só para poder dar umas porradas nele!
Onde já se viu? Deixar uma mulher como aquela chorando pelos cantos?! Um amor de pessoa, uma dona de casa dedicada, uma mãe fofíssima... e bonita. Não é porque eu gosto da outra fruta que não vou admitir. A Sra. Fields é muito bonita, elegante, chiquérrima. Na minha opinião, ela só perde para o marido que é (abafa) um GATO.
Bom, voltando minhas atenções para o look do dia, escolhi uma calça jeans skinny coladérrima ao corpo, só para mostrar pra todo mundo que eu tô com tudo em cima, uma baby look rosa chiclete (pra combinar com o meu capacete rosa e cheio de adesivos) e uma jaqueta de couro preta. Escolhi uma botas de couro também pretas e de saltos altíssimos, peguei um echarpe lilás (pra dar um toque final e ficar esvoaçante quando eu andar de moto pela cidade) e me senti LINDA.
Quando já estava prestes a sair, meu celular tocou, era Jenny.
- E aí, mona? – falei, fazendo-a sorrir.
- Oi mona, bom dia! – ela devolveu o cumprimento – Sid, será que você poderia me dar uma carona hoje? To desesperada aqui, meu carro não quer pegar e meu cunhado vai levá-lo para oficina agora.
- Ta com sorte, amore. Imagina se a ‘Sidona’ aqui ainda tivesse aquela bicicleta velha? Daqui a dez minutos, uma borboleta linda vai passar por aí...
A borboleta era eu, claro! Nós duas sorrimos muito e nos despedimos. Peguei o capacete de Paolo e segui para Beaver, onde Jenny morava, de lá a gente ia para a casa da Sra. Fields. Em frente à casa de Jenny, buzinei duas vezes e a loirona saiu de lá sorrindo para mim. Ela era mesmo uma pessoa muito de bem coma vida...
- Bom dia, flor! – sorri.
- Bom dia, Sid. – ela me olhou de cima a baixo – Uau... isso tudo é SÓ para ir trabalhar?!
- Mona, uma mulher prevenida vale por duas. – sorrimos – Hoje eu senti uma necessidade crescente de ficar poderosa e linda! – dei-lhe o capacete, ela subiu na moto e abraçou minha cintura.
Liguei o veículo e de propósito, dei uma tapa na coxa dela, fazendo-a rir muito.
- Se segura, gostooosa... – falei ao vento e a gente ficou rindo feito duas hienas malucas.
- Uau... Sid, qual é o motivo de tanta alegria? – Jenny perguntou.
- Muitos, meu bem. – falei por sobre o ombro – Primeiro, hoje é sexta-feira e eu Paolo vamos numa festa dançar até o dia clarear. Segundo, a Sra. Fields voltou a sorrir e isso é muito bom, nossa patroa não merecia tanta tristeza...
- É mesmo... – pela minha visão periférica, vi Jenny assentir fervorosamente.
- E o terceiro e maior de todos os motivos é ‘por que eu sei que eu sou bonita e gostosa e sei que você me olha e me quer-er-er’ – cantarolei uma música.
Como duas hienas, a gente desatou a rir pra valer e seguimos pela estrada principal de Beaver que dá acesso a Forks. Depois de uma curva fechada, nos deparamos com um carro luxuoso parado no acostamento. Ali junto, tinha uma loirona gritando no celular com alguém, ela vestia um conjunto de terninho cor de beterraba, fazendo-a parecer uma hemorragia ambulante, deduzi que estava indo para o trabalho.
- Sid, aquela é a Sra. Tanya Denalli. – Jenny falou.
Freei a moto bruscamente, fazendo com que Jenny se chocasse um pouco contra mim.
- Tanya? Denalli? – Jenny assentiu – A piriguete dos infernos que fez a Sra. Fields sofrer tanto?
Jenny estreitou o olhar e assentiu, um plano se formava na minha mente. Desci da moto, tirei o capacete, ajeitei meus cabelos, coloquei os óculos escuros, fiz uma pose de ‘mulher fatal’ e sorri maleficamente.
- Ah é? – Jenny assentiu de novo – Então eu vou lá...
- O que você vai fazer, seu maluco?
- Ajudar, meu bem... – falei num tom de voz beeem gentil – Eu sou um anjo...


Sai rebolando em direção à mocréia, ela ainda não tinha me visto, pois estava de costas falando ao celular
- Bom dia, senhora.
Ela se sobressaltou assustada e se virou, sorrindo fracamente para mim. Quando olhei nos olhos dela senti um pouco de receio, aquele despacho em forma de gente não é normal... Mas na testa dela parecia estar escrito ‘sou piriguete’ e isso me fez lembrar o sofrimento da Sra. Fields. Empertiguei os ombros, estufei o peito, empinei a bunda e lhe dei meu sorriso mais angelical.
- Bom-bom dia... – ela sussurrou.
- A senhora precisa de ajuda com o pneu? – apontei para o carro.
- Ah... Oh...
‘Ih, ela deve ser retardada!’, pensei e intensifiquei o sorriso angelical.
- Sim, por favor, eu não consigo trocar pneu... E liguei para a oficina, mas eles disseram que só chegam aqui em meia hora. – ela olhou para os lados – Mas aqui parece ser meio assustador...
‘Assutador?’, pensei, ‘você não viu nada, biscate’.
Ela abriu o porta-malas do carro e tirou de lá o estepe, um par de luvas, um pneu novo. Coloquei as luvas, peguei o estepe e fui para o outro lado do carro, onde estava o pneu furado e justamente do lado do despenhadeiro.


Naquele pedaço da estrada 101-S, estávamos a uns bons 400m de altura. No nosso lado direito, lá em baixo, depois de muitas pedras, pedrinhas e pedregulhos, havia muitas árvores e o rio Calawah. No nosso lado esquerdo, a floresta se erguia numa linda montanha verde. Fingi tropeçar numa pedra e me joguei contra a grade de proteção da estrada, fazendo com que o estepe caísse despenhadeiro abaixo. Jenny estava a uns 50m de nós e deu um grito de pavor ao achar que eu iria cair, eu me segurei contra a grade e segurei o riso.
- Oh! Meu Deus... – falei ofegante – Que desastrada que sou...
Minha Nossa Senhora... A loira incorporou uma coisa nela e começou a pular e gritar freneticamente, apontando para o estepe... Quando ela lançou seu olhar maléfico sobre mim, juro que tive medo.
- Seu idiota, desgraçado... – ela gritava – Desça e vá pegar o estepe...
Vesti minha capa de bicha má, coloquei as mãos na cintura e sorri.
- Escuta aqui, minha senhora, esse despenhadeiro deve ter uns 400m de altura, eu sinto muuuiiito, mas não posso descer.
- Seu idiota, desgraçado... – ela repetia.
- Desculpe, eu sou uma desastrada... – fingi constrangimento.
A loira recitou uma poesia em forma de palavrões e ainda gesticulava feito uma doida quando um pequeno guaxinim saiu do meio das árvores e veio na nossa direção. O bichinho parecia curioso, talvez ele nunca tivesse visto uma Barbie em 3-D e completamente amalucada.


Quando a loira-má viu o guaxinim, deu um pulo, grudando as costas no carro e gritou, apontando para o animal.
- Que coisa é essa?
Antes que eu pudesse responder, o guaxinim fez questão de se apresentar, ele chegou junto dela e começou a pular e mostrar os dentes, como se estivesse rosnando.


Eu comecei a rir descontroladamente, enquanto a loira dançava o samba-do-crioulo-doido, tentando espantar o bicho que guinchava e arreganhava os dentinhos afiados. Por fim, a loira ficou tão desesperada que despiu seu blazer e começou a tanger o bichinho com ele. O guaxinim não fez cerimônias, agarrou o blazer com unhas, patas e dentes e rasgou a peça de roupa ao meio.
- Seu... seu... seu animal! – a loira rosnou – Isso era um Valentino!!!
O bicho deu mais uma rosnadinha e a loira se encheu de coragem, pegou um galho de abeto que estava no chão e começou a atacar o guaxinim com ele. Nós dois congelamos (eu e o guaxinim) quando vimos o que tinha embaixo do galho. E guaxinim, que não é besta nem nada, saiu correndo pra dentro da floresta. Eu me afastei um pouquinho, ficando atrás do carro e tentando me proteger daquilo.


Um gambá gordo e preguiçoso estava debaixo o galho de abeto e devia estar tirando uma soneca quando a loira o despertou. Assustado, o bichinho se agarrou aos galhos secos que loira abanava ao vento freneticamente. Enquanto isso, ela gritava.
- Gambááá... Oh! Meu Deus... gambááá...
O animal não teve escolha, pulou do galho para o chão, ficou naquela posição prá lá de comprometedora (empinando o fio-fó para cima) e liberou seu suquinho cheiroso contra a loira. Depois ele caminhou preguiçosamente para dentro da floresta.
A loira ficou mais maluca ainda e ao invés de dançar o samba-do-crioulo-doido, ela dançou um autêntico frevo pernambucano enquanto inalava aquele fedor medonho. Ela se lembrou de mim e como eu estava do outro lado do carro, esmurrou seu próprio veículo para chamar minha atenção.
- Ai... ai... minha mão! – ela choramingou – AH! O QUE FOI QUE EU FIZ PARA MERECER ISSO?! – ela olhou para céu.
- Ah-ha-ha-ha-ha – falei – Por que você não pergunta à sua consciência pesada? Sua destruidora de lares de quinta categoria?!!!
Falei e me afastei dela, com medo de ficar fedendo também.
- Do que você tá falando? – ela gritou.
- Ora, ora, ora... Não se faça de tola, sua vampira... – respondi.
- Ei, volta aqui. – ela guinchou – Você não pode me deixar aqui sozinha!!!
- Eu não só posso, como VOU... – sai rebolando.
Nesse meio tempo, Jenny me olhava espantada, subi na moto e ela subiu também. Quando passamos pela loira, ela gritou.
- Quem é você afinal?
- Um anjo... MU-AH-HA-HA- HA-HA- fiz uma risada maléfica bem forçada – Um anjo vingador...