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- Vem Comigo, Amor

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- Paradise

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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 24 de abril de 2011

Paradise - Capítulo 14


Calor

POV EDWARD

Quando eu paro para pensar em Isabella Swan, eu viajo...
As coisas entre nós começaram turbulentas, embaralhadas e confusas, tudo isso porque eu e Bella não somos eu e Bella, somos eu, Bella e Emmett.
Eu tinha dúvidas se isso ia dar certo, tinha medo de tentar e acabar magoando minha maluquinha e brigando feio com meu único irmão. Mas esse era um caminho sem volta! E hoje, com ela morando conosco, nos aquecendo com o calor de seu corpo e de seu amor, eu sei que sou o cara mais feliz da terra.
No começo, quando o pessoal da faculdade soube de nosso amor, foram ataques de todos os lados, mas agora as coisas já estão bem melhor. O babaca do Tyler e o idiota do Mike já não cruzam meu caminho, Alec virou um brother e um parceiro nos estudos e trabalhos. As três mocréias que infernizavam Bella já se cansaram de nos importunar e minha princesa nunca mais se queixou delas.
Mas o único problema que aparecia em minha mente como um fantasma era os Hale. Tim Hale era um abutre que vivia fazendo negociatas por aí, querendo tirar vantagem de todo mundo, querendo enricar do dia pra noite. Eu não me esqueço da sutil ameaça que ele nos fez quando foi lá pra casa, querendo comprar nossas terras. Diante de nossa negativa, ele disse que nós nunca seríamos felizes em Paradise, disse que ninguém na ilha iria aceitar eu, Bella e Emmett... Aquilo me deu um arrepio na nuca! Os Cullen nunca tiveram problema com ninguém na ilha, ao contrário, nós somos bons vizinhos de todos. Mas me preocupa o fato de as pessoas terem preconceitos com Bella, não quero que minha princesa sofra!
Outra coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha foi o fato de o noivado de nossa prima Rosalie com Royce King II ter chegado ao fim. Aquilo nos pegou de surpresa! Rose não era aquela que iria tirar a família da lama, graças a um bom casamento? Se tem uma coisa que os Hale são é alpinistas sociais e sempre viram na sua lindíssima filha Rosalie uma mercadoria rentável assim que ela se casasse com um mega-herdeiro da alta sociedade. Mas como o noivado foi desfeito (só Deus sabe por que), alguma coisa me diz que Tim Hale vai cair matando em mim e em Emmett para que a gente venda nossas terras pra ele. Tenho medo que a falta de caráter e a ganância o façam perder a noção das coisas... Mas meu irmão acha que eu to vendo chifre em cabeça de cavalo.
“Tim Hale não é doido de mexer com nossa garota, Edward. Aquele filho de chocadeira deve ter amor à própria vida”
Meu irmão tentava me tranqüilizar, mas eu também sabia que ele estava preocupado. Ainda bem que tia Olivia reagiu bem quando soube de Bella e isso é sinal que seu marido e filho irão nos receber bem. Às vezes eu me pego pensando como será nossa vida em Paradise, fico nos imaginando na nossa casa, fico sonhando acordado com nossos filhos...
- Edward? Edward? – fui tirado de meus pensamentos.
- Ah! Oi, você falou comigo, Charlotte? – olhei aturdido para minha chefe.
- Depois que você checar os e-mails de reservas, você poderia ir ao banco descontar aqueles cheques?
- Sim, vou fazer isso agora mesmo.
Trabalhar naquele albergue estava sendo perfeito para mim, assim, eu adquiria experiências em hotelaria e me conscientizava cada vez mais que precisaria fazer uma especialização em administração hoteleira depois da graduação. Charlotte e seu marido Bill eram muito gentis e faziam questão de me ensinar muita coisa, em alguns dias eu trabalhava na recepção, em outros eu fazia atividades administrativas e até mesmo trocava as toalhas do banheiro. Nenhum desses serviços eu fazia com má vontade! Se tem uma coisa que eu aprendi com meu pai, é que ele era o pescador, o tratador de peixes, o dono da frota de barcos e o negociante no mercado de pescados do Maine. Com ele, eu aprendi a ser um micro empreendedor completo!
Depois que fui ao banco e descontei os cheques, voltei ao albergue, deixei a quantia em dinheiro com Charlotte e segui meu caminho para casa. Mas antes passei na farmácia e comprei as pílulas anticoncepcionais de Bella, ela havia me telefonado e pedido que eu trouxesse aquelas coisinhas miúdas e cor de rosa. Ainda bem que ela foi ao médico, isso de ficar usando camisinha o tempo todo era um saco! Pra falar a verdade, eu não via a hora dela parar com as pílulas também e me dar (nos dar) um filho... Um bebezinho lindo pra gente encher de amor, um pedacinho de nós três! Tá, tá bom, eu sei que isso é geneticamente impossível, mas o bebê de Bella seria tão meu filho quanto de Emmett!
Mas, voltando ao mundo real, temos de deixar os bebês para depois. Nós três somos muito jovens, ainda estamos na faculdade e não temos profissão, estamos construindo tudo... É época de amadurecer, adquirir conhecimento, juntar grana e fazer nosso futuro.
E por falar em faculdade, nós três estávamos perto de semana de provas e depois do jantar, cada um procurou um cantinho na sala de estudo e meteu a cara nos livros e cadernos até altas horas. Era noite de sexta-feira e na madrugada do sábado, eu e Bella levaríamos Emmett até o Bangor International Airport onde ele embarcaria com a turma de engenharia numa excursão até a Isle Aux Herbes no extremo sul do estado do Alabama. A excursão duraria cinco dias e os alunos teriam aulas práticas num navio de pesca e visitariam uma fazenda de peixes e camarões no mar. Meu irmão estava muito empolgado com a viagem e minha namorada estava surtadinha com ciúmes dele! E já que tínhamos muita coisa pra estudar, decidimos virar agarrados aos livros, Emm poderia cochilar no avião depois e eu e Bella, quando voltássemos do aeroporto colocaríamos o sono em dia. Passava das quatro da manhã quando chegamos ao aeroporto, e ainda no portão de embarque, Bella fez um biquinho lindo antes de falar.
- Tem certeza que no navio vai ter quarto pra todo mundo?! – ela sussurrou preocupada.
- Tenho bebê. – Emmett a abraçou – No navio tem dois alojamentos, um pro caras e outro pras garotas, e mesmo assim, nós só vamos passar uma noite nele e acordados, observando as correntes marinhas...
- Sei... – ela suspirou – Desculpe, não quero parecer a namorada neurótica.
Eles se abraçaram, ele a girou no ar, fazendo-a sorrir e se despediram com um beijo, depois disso, ela pareceu relaxar um pouquinho mais. Assim que desfizeram o abraço, meu irmão me recomendou que tomasse conta de nossa garota, me deu um abraço, pegou a mochila e a mala e seguiu com a turma. Bella tinha seu corpinho frágil envolto ao meu, mas seu olhar acompanhava os passos de Emmett, assim que ele desapareceu de nossas vistas, ela suspirou e ergueu seu rosto para me olhar nos olhos.
- Já tom com saudades dele... – ela bocejou – Vamos pra casa, amor?
Meu peito se encheu de felicidade quando ela me chamou de ‘amor’, entrelacei nossas mãos e seguimos de volta para a coisa. O rangido do motor daquela lata velha me fez lembrar uma coisa.
- Amor, acho que vou comprar um carro novo. – falei enquanto manobrava para nos tirar do estacionamento.
- Mas Ed, Emm morreria se a gente se desfizesse de Lucille...
É, minha princesa realmente adquiriu sentimentos pela lata velha e passou a chamá-la pelo apelido jocoso que meu irmão lhe deu. Suspirei alto e minha careta a fez sorrir.
- Tenho certeza que Emm vai continuar com essa coisa! – nós dois sorrimos – Mas ta ficando difícil ter um único carro enquanto nós três passamos o dia em direções diferentes.
E estava ruim mesmo! De manhã nós três íamos pra facul, depois do almoço Emm sempre ficava para as aulas da tarde, eu passava em casa, deixava Bella e seguia para o albergue. Na maioria das vezes, Emmett tinha que voltar para casa de carona com algum colega ou até mesmo pegar um táxi, isso não estava certo. Um carro era pouco.
- E você já sabe que tipo de carro vai comprar? – ela perguntou.
- Alguma coisa pequena e econômica. – sorri – Você tem preferência por algum? – de repente eu compraria algum que lhe agradasse.
- Eu sempre escolho as coisas econômicas também! – ela sorriu e se aproximou mais de mim – Tenho apenas dois luxos nessa vida, você – ela beijou calidamente meu rosto – e Emmett...


POV BELLA

Já em casa, tomamos um banho quente e nos aquecemos vestindo moletons, lá fora o vento frio das primeiras semanas de Novembro nos fazia ter vontade de ficar sob os edredons. Foi o que fizemos porque estávamos com sono também. Passava do meio dia quando acordei e não tive tempo de raciocinar, a boquinha de Edward se projetava num biquinho tão lindo... mas tão lindo, que eu não resisti. Ataquei meu amor num beijo cheio de saudade e desejo, ele acordou logo em seguida, correspondeu ao beijo e num único movimento, inverteu a posição de nossos corpos, ficando por cima de mim.
A boca de Edward se apossou da minha, nossas línguas duelavam enquanto suas mãos ágeis percorriam meu corpo e me despiam com rapidez. Minhas mãos também fizeram o mesmo e em pouco tempo estávamos completamente nus. Nossos gemidos eram uma música suave naquele começo de tarde e nossas respirações ofegantes denunciavam toda ansiedade e desejo de nossos corpos. Quando a boca de meu amor se apossou de um dos meus seios, eu gritei de prazer, meu mamilo parecia que ia explodir de tão rígido que estava. Prendi a cabeça de Edward ali, enroscando minhas mãos em seus cabelos, fazendo com que ele buscasse meu outro seio e enquanto rebolava meus quadris, fazendo com que nossas intimidades se tocassem, eu murmurava palavras desconexas.
Oh... Deus...
Eu já me sentia úmida, um calor molhado se acumulava no meio das minhas pernas, fazendo meu sexo pulsar de desejo. Agoniada e sendo consumida por tanto tesão, abri as pernas, desci uma de minhas e apalpei com força o meu Theo, fazendo com que aquele volume imenso saltasse diante meu toque.
- Ah... Bella... – Ed gemeu contra minha pele e mordiscou meu mamilo.
Impiedosamente, ele se posicionou entre minhas pernas e fez com que a cabecinha do Theo encostasse na minha grutinha molhada. Gemi em antecipação e arqueei o quadril para recebê-lo numa única e vigorosa estocada. Eu estava tão molhada e tão pronta para ele, que Theo entrou gostoso em mim...Durante esse tempo, eu não parava de olhar nos orbes verdes de meu amor e testemunhei a hora exata em que eles atingiram um tom de verdade tão lindo que chegavam a ser gloriosos... Os olhos de Edward me consumiam... me amavam...
Gememos em sincronia a cada poderosa investida dele, eu mexia os quadris para cima e para e baixo, Edward me beijava com urgência e quase entrava e saia de mim. Inverti a posição de nossos corpos e comecei a cavalgar sobre meu homem (um de meus homens, sorri com esse pensamento), rebolando sobre ele, fazendo-o urrar de prazer.
- Ah... Bella... rebola, amor...
Edward me segurava forte pela cintura, suas mãos desciam até minha bunda, me erguendo com força, fazendo com que eu descesse com tudo em seu pau gostoso. Numa dessas descidas, o Theo achou aquele lugarzinho mágico dentro de mim e eu gritei em puro êxtase ao mesmo tempo em que via tudo estrelado na minha frente e em que sentia meu baixo ventre se convulsionar em maravilhosos espasmos. Cada célula de meu corpo de dissolveu naquele orgasmo perfeito e quando pensei que ia tombar pra frente, Ed me segurou forte, deu mais duas estocadas em mim e me inundou com seu gozo quente.
Cai molenga sobre meu amor e ficamos assim, juntinhos, com as respirações ofegantes e os corações em disparada por alguns minutos. Assim que me senti mais inteira, separei nossos corpos e ergui meu rosto para olhá-lo, ele tinha um sorriso lindo no rosto. Quando nossos olhares se encontraram, dissemos em como:
- Te amo... – sorrimos e nossos estômagos rugiram, a fome veio matando.
Fomos pra cozinha completamente nus, vestimos apenas aventais e preparamos omeletes com queijo e tomates picados, azeitonas e champignon. Voltamos para a cama e almoçamos ali, depois tomamos banho juntos e quando eu pensei que iríamos estudar, Edward me pegou de jeito de novo...
Pense num sábado deliciosamente improdutivo e gostoso!?
No domingo de manhã nós fomos à revendedora de carros e Edward rapidamente escolheu um Sentra prata usado, mas com apenas dois anos de uso. O carro era mesmo muito bom e econômico e como meu namorado pagou à vista, conseguiu um bom desconto, eu fiquei de olho numa moto, mas Edward fechou a cara na mesma hora e não me deixou nem falar em comprá-la.
- Motos são absurdamente perigosas, Bella! – ele foi categórico.
Não quis discutir, na verdade eu apenas achei a moto bonita, mas sobre duas rodas eu prefiro andar de carona! Depois que saímos da revendedora, eu fui para casa dirigindo Lucille e Edward foi em seu Sentra novo.
Os dias se passaram voando e para não ficar sozinha em casa e já que estávamos com dois carros, depois do almoço na faculdade, eu ficava na biblioteca estudando com Angela enquanto Edward ia para o albergue trabalhar. Eu não queria ficar no apartamento sozinha, tudo ali me fazia lembrar Emmett e eu já estava roxinha de saudades dele!
Na quarta-feira feira à tarde, fui buscá-lo no aeroporto, enquanto dirigia nossa Lucille, eu sorria feito uma boba, só imaginando que dali a alguns minutos eu estaria nos braços de meu namorado gostoso. Cheguei ao saguão do aeroporto cerca de dez minutos antes do vôo, para tentar acalmar meus nervos, comprei um suco de laranja e fiquei por ali, andando de um lado para o outro, até que o painel informou que o vôo de meu amor tinha chegado. Fui me postar mais perto do portão e assim que o vi, meu coração perdeu uma batida, ele vinha caminhando como um felino sensual, sorrindo enquanto conversava com seus colegas. Mas quando me viu, os orbes azuis de Emmett se prenderam em mim... OMG! Como ele tava gostoso naquela jaqueta de couro cor de café, camiseta caramelo, calças de jeans escuro e uma boina linda na cabeça. Seu sorriso cheio de covinhas iluminava seu rosto e me dizia o quando ele era especial para mim... Meu Emmett!
Nos reencontramos num abraço quente e cheio de saudades... Emmett me girou enquanto distribuía beijinhos doces pelo meu rosto e dizia para quem quisesse ouvir que ‘estava morrendo de saudades de sua namorada’. Já na pick-up, pasmem, mas ele não pediu para dirigir e eu achei que ele estivesse muito cansado da viagem.
- Como foi a viagem?
- Muito trabalhosa! – ele bocejou – O miziguento do professor falava como uma metralhadora maluca e a gente não sabia que olhava para ele, anotava o que ele dizia ou olhava para o navio ou os peixes!
Gargalhamos e ele bocejou de novo!
Já em casa, enquanto meu amor desfazia a mala e separava suas roupas sujas, eu enchia a banheira com água quente e sais de banho para lhe dar um banho gostoso e relaxante. Assim que entrou no banheiro e me viu diante da banheira cheia de espuma, Emmett não contou conversa, me despiu e se despiu, me carregando no colo para dentro daquela espuma cremosa e quente. Peguei a esponja e em meio a muitos beijos e carinhos, banhei o corpo e meu amor, fazendo-o se aninhar em mim como um bebê manhoso.
- Eu senti muito a sua falta, Bella. – ele murmurou contra meu pescoço.
Depois do banho, tratei de enxugar cada pedacinho daquele corpo másculo e não resisti quando vi minha anaconda ganhar vida. Emmett também não resistiu e me carregou no colo até a cama, deitando-se sobre mim com carinho e distribuindo beijos pelo meu rosto, atacando meus lábios com fúria e desejo e me fazendo gemer seu nome. Seus lábios foram descendo pelo meu corpo, passando pelo pescoço, colo, seios, barriga... e me fazendo enlouquecer quando chegaram ao interior de minhas coxas.
- Oh... Emm... – sussurrei.
Ele inalou contra meu sexo e somente aquilo me fez ficar úmida, mas ele tinha outras partes de meu corpo para explorar, me virou e começou a beijar minhas costas, seus lábios espalhavam calor e arrepios pela minha coluna, suas mãos grandes e fortes espalmavam minha bunda, me erguendo pelos quadris. Me deixei levar pelos seus movimentos e fiquei de quatro na cama, com uma mão ele me sustentava e com a outra ele massageava meu botãozinho sensível, me levando à loucura. Quando passou seus dedos pela minha entradinha e sentiu minha umidade, ele massageou meus outros lábios com carinho e sussurrou:
- Ah... Bella, você já tá prontinha, amor?
- Sim, amor, vem logo, vem...
Aquela conversinha sussurrada foi o que bastou para a anaconda pedir passagem pelo meu sexo, me invadindo e me preenchendo e me fazendo gritar de prazer.
- Oh... Emm... mais forte, amor! - gritei alucinada.
As estocadas de meu amor combinadas com minhas reboladas e com a pauderência da anaconda eram meu céu particular! Puta que pariu! Qualquer dia eu morro disso...
Eu apertava os travesseiros com força, mordia o lábio inferior, grunhia, gritava, rebolava para frente para trás, querendo que aquele pau enorme me comesse gostoso... mas acima de tudo isso, eu queria que aquilo não tivesse fim!
Mas meu corpo deu sinais de que o clímax estava chegando, Emm sentiu meu interior engolir seu membro com mais força e aumentou seu ritmo vigoroso. Gritamos ao mesmo tempo em que nossos corpos sucumbiam ao prazer extremo e, ofegantes, caímos na cama logo em seguida. Meu amor me aninhou sobre seu corpo forte e cochilamos depois disso.


POV EMMETT

- Calma, Bella. – beijei seus cabelos e a aninhei contra meu corpo.
 Estávamos na balsa que nos levaria à Paradise para o feriado de Ação de Graças e ela tremia não de frio, mas de puro nervosismo por estar prestes a conhecer nossa família.
- Beba isto, Bella. – Edward veio da lanchonete da balsa e lhe estendeu um copo de isopor – É chá de camomila...
Ela bebeu tudo de uma vez só e fez uma linda caretinha.
- Bebê, você deveria beber o chá com mais calma, assim ele vai entrar todo alvoroçado em seu organismo! – não sei o que disse de tão engraçado, mas ela desatou a rir.
Cerca de duas horas depois chegamos à Paradise e eu quase chorei de emoção ao avistar nossa linda ilha! Respirei fundo e sorri, até aquele oxigênio era mais puro e entrava melhor em meus pulmões! Abracei minha maluquinha e beijei o topo de sua cabeça, Edward chegou mais perto de nós e sussurrou:
- Bem vinda à Paradise, princesa! – ela lhe lançou um sorriso gentil e ele a beijou calidamente nos lábios.
Num primeiro momento, a ilha estava exatamente como a deixamos: a parte nova da cidade com suas casas rústicas de madeira e seus telhados coloridos podiam ser avistadas de longe e por trás delas, estavam as imensas árvores centenárias com o verde majestoso. A balsa circundou a ilha mais um pouco e chegamos ao porto natural, onde as casas da antiga vila de pescadores ainda resistiam ao tempo. Aquelas casas pareciam ser eternas e na nossa ilha, a gente pode dizer com orgulho que novo-e-velho existem em perfeita harmonia. Tanto um, como outro pedaço da ilha eram lindos...


Assim que a balsa alcançou o porto, pudemos ver nossa tia que esperava por nós no píer principal, assim que nos viu dona Olivia Mansen quase correu em nossa direção!
- Edward! Emmett!
Ela veio com tudo e se jogou contra nós dois! Foi engraçado! Aquela mulher miudinha e franzina, metida num vestido vermelho com bolinhas brancas e usando um lenço brilhoso no cabelo (um visual esquisito que só ela sabia fazer) tinha uma força danada e quase nos desequilibrou... Ainda bem que Bella foi esperta e saiu da frente... Depois que nossa elétrica-tia nos beijou, nos abraçou, apertou nossa cara, disse que a gente estava com as bochechas coradas, perguntou se a gente tava comendo feijão e verdura e depois de queimar muito o nosso filme na frente de Bella, ela pareceu mais calma. Foi aí que ela prestou atenção em nossa maluquinha!
- Oh! Você deve ser Isabella... – ela abraçou nossa garota – Ah! Como você é linda... – ela beijou as bochechas de Bella, fazendo-a corar - Aaahhh... Esme ficaria muito orgulhosa e feliz por conhecer a futura nora...
Quando nossa tia falou no nome da mamãe, foi com tanto carinho e respeito que aquilo fez meus olhos se encherem de lágrimas, pela visão periférica percebi Edward segurar as emoções também! Depois foi a vez de Bella ser apresentada ao marido de nossa tia, Ernest Mansen e ao nosso primo mais velho, Jasper Mansen.
Ele mediu Bella com os olhos, de cima a baixo, várias vezes e por fim falou:
- Muito prazer, Isabella! – ele beijou sua mão, fazendo-a corar – Eu sou Jasper Mansen e posso não ser o primo mais bonito, mas sou o mais...
- Exibido! – Edward falou, se interpondo entre Bella e Jasper e fazendo a gente gargalhar logo em seguida.
- Eu ia dizer ‘experiente’... – ele falou e deu aquele meio-sorriso sem-vergonha que só ele sabe dar, seguido de uma arqueada de sobrancelha.
- Oh! Minha querida, - tia Olivia falou - se você tiver uma boa amiga, assim como você, boa pra casar, por favor, me avise. – ela apontou para Jazz – esse aí já passou do prazo de validade pra viver comigo! Argh...
Ela falou de uma forma exageradamente teatral, fazendo com que a gente caísse na gargalhada.
Nossa casa na ilha estava fechada já há muito tempo e não seria conveniente fazer Bella se hospedar lá, por isso aceitamos o convite de tia Olivia e fomos para as terras dos Mansen. A ‘casa nova’ (construída há uns 50 anos) ainda estava como sempre e se destacava ao lado da ‘casa velha’ que agora é apenas um depósito de cacarecos de Jasper e o lugar onde ele ensaia com a banda dele.
Sim, nosso primo, solteirão convicto, era advogado por profissão e músico por opção, sua banda de jazz e blues era famosa no Maine e eles até já tinham ido tocar em New Orleans uma vez! Nosso primo era um boêmio, como ele gostava de se definir, ou, um sem-vergonha, como sua mãe costumava xingá-lo... Às vezes era até engraçado! Tia Olivia rezava todos os dias para que aparecesse uma mulher pra casar com Jasper!
Linda e imponente, a ‘casa nova’ estava circundada por imensas árvores, se destacando na baia Mansen com os barcos de tio Ernest e de Jasper amarrados em seu pequeno píer. Para nós, a tia reservou o sótão com seu banheiro privativo e ela disse sem pudor nenhum, mas fazendo Bella e Edward corarem, que fez de tudo para conseguir uma cama grande, mas só seu para arranjar ‘aquela’...


- Não se preocupe, Sra. Mansen, a cama está perfeita. – Bella sussurrou e corou violentamente.
- Ah, não querida! – nossa tia gargalhou – Sei que você gosta de ser chamada de Bella e eu gosto que me chamem apenas de Olívia!
Bella assentiu e desviou o olhar da cama, tentando disfarçar o rubor de suas bochechas enquanto olhava para a parede branca. E nossa tia seguia sua narrativa, falando que aquilo não era uma cama de verdade, apenas uma resistente armação de madeira que recebeu dois colchões de solteiro, Edward e Jasper subiam com as nossas malas...
Assim que nós três tivemos um pouquinho de privacidade, tomamos banho, trocamos de roupa e quando percebemos, já era fim de tarde, descemos para jantar com a família. Quando subimos de novo, não nos fizemos de rogados e usamos ‘muitíssimo bem’ a cama que tia Olivia havia preparado para nós...
No dia seguinte, levamos Bella para conhecer boa parte da ilha, fomos até o escritório de nossa frota de barcos pesqueiros, conversamos com os irmãos Volturi, nos inteiramos dos negócios (nossa pequena empresa estava arrendada a eles) e voltamos cedo para casa. Logo mais à noite seria o jantar de ação de graças e Bella queria ajudar tia Olivia a fazer qualquer coisa que fosse necessário na cozinha. Mas não foi preciso já que nossa tia e o marido cozinhavam super bem... O jantar foi muito divertido e nossa maluquinha parecia estar muito à vontade, ainda bem...
Em nossas andanças pela ilha, eu e Edward percebemos que quase todo mundo já sabia sobre Bella e o que ela era para nós: nossa garota. Mas ninguém nos hostilizou ou fez perguntas indiscretas, ninguém, exceto nossa tia Lilian que encontrou com Jasper e Edward na porta do bar de tio Ernest e perguntou ao meu irmão se ele não tinha vergonha em ser um ‘sodomita’.
Quando Edward ia responder, Jasper perguntou a ela se ela não sabia que o ex-noivo da filha era um viado safado que tinha medo de sair do armário! Quando Ed chegou em casa e me contou aquilo ( a gente quis esconder de Bella), eu desatei a rir e não poderia supor que o noivo-rico de nossa prima era uma... Barbie...
Somente isso poderia explicar o fim repentino do noivado!
No sábado todos nós fomos ao bar do tio pra ver a banda de Jazz tocar, ele tocou uma música romântica e disse que aquela era especialmente para Isabella Swan, presente de seus namorados Edward e Emmett Cullen! Bella virou um tomate! Todo mundo (ou quase todo mundo) aplaudiu e assoviou. Nancy Brown, uma colega de escola da gente, se aproximou de nós, ela era garçonete do bar e sorriu timidamente para Bella.
- Parabéns! – ela sussurrou – Você conseguiu fisgar os caras mais lindos de Paradise! – ela deu um soco na mesa e sorriu – E você deve ter um ‘borogodó’ dos bons, porque fisgou os dois de uma vez só!
Bella corou e Nancy gargalhou, fazendo todo mundo ao nosso redor sorrir também! Nancy era legal, só não teve muita sorte na vida...
No domingo bem cedo, eu, Edward, tio Ernest e Jasper fomos pescar lagostas e deixamos as mulheres em casa. Nosso tio queria mesmo saber se o estranho namoro era pra valer e se a gente queria mesmo um compromisso sério com Bella. Como esperado, ele nos deu muitos conselhos, eu e Ed escutamos com atenção e respeito. Jasper perguntou como tinha sido a reação das pessoas e a gente foi contando pra eles tudo o que havia nos acontecido.
Quando chegou na parte de Jacob Black, nosso primou trincou os dentes e semicerrou os olhos enquanto ouvia tudo com atenção.
- Argh! – ele socou uma parede do barco – Ninguém mexe com prima e fica impune – Esse filho da puta mora em Orono?
- Mora. – Edward respondeu – Ele é o filho mais novo de Billy Black, o dono da BlackBooks...
Eu terminei de contar a história, falei que Bella foi induzida a receber o dinheiro, contei tudo mesmo. E quando terminei, Jazz deu outro soco no barco.
- Antes do Natal eu vou à Orono tocar numas festas por lá... – Jasper pensava alto – Eu sempre tenho meus contatos... Jacob Black vai receber uma visitinha de alguém especial para aquecer o inverno dele...
A gente ainda não sabia, mas um plano de vingança se formava na mente de nosso primo... E algo me dizia que eu e Edward iríamos gostar muito da vingança!