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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vem comigo, amor - Capítulo 65

Como Nossos Pais


POV BELLA

Aquele primeiro ano letivo estava sendo mesmo uma prova de fogo para mim. Minha consciência vivia pesando para todos os lados: pouco tempo com os filhos, pouco tempo para estudar, tempo nenhum para fazer estágio...
Com Edward também era a mesma coisa, a facul de medicina exigia muito de meu amor e muitas vezes ele se queixava de sentir saudades de mim e dos meninos.
Agora nós acordávamos super cedo e enquanto Ed só fazia musculação e esteira, eu ainda conseguia variar um pouco. De segunda à sábado eu fazia duas sessões de pilates, musculação e ioga, este último para não surtar de vez! Depois dos exercícios, cada um seguia seu caminho para a faculdade, sim aos sábados Edward tinha aulas somente no período da manhã. Mas quando voltávamos, nosso tempo era para os meninos... brincadeiras, aulas de natação, jantar em família... essas horinhas eras sagradas para eles. E quando nossos filhotes finalmente dormiam (geralmente eles dormiam o primeiro soninho em nossa cama, agarrados a nós), por volta das oito e meia da noite, a gente se agarrava aos livros até altas horas.
- Estamos fazendo o melhor por nossa família. Certo? – Ed lançou a pergunta no ar.
Era tarde, já passava da meia-noite e estávamos estudando no escritório, a cada bocejo a gente tomava mais um gole de café...
- Estamos.  – eu respondi com sinceridade, mas sem tirar os olhos do Vade Mecum.
- Mas tá foda... – ele suspirou.
- Na verdade... – ergui meu olhar e o fixei em seus orbes verdes – não ta nada foda, Sr. Cullen...
Dei um sorriso malicioso, ele sorriu torto e fechou seu livro, fiz o mesmo, apagamos as luzes e subimos as escadas apressados. Precisávamos de amor... A necessidade de nossos corpos era intensa, nos amamos com paixão e carinho e depois adormecemos exaustos, porém satisfeitos e felizes.
Numa das tardes que voltei da faculdade, flagrei uma cena curiosa de meus meninos, os dois estavam brincando no quartinho de brinquedos e discutindo a relação enquanto se divertiam.
- BOBÃO! – Anthony gritou.
- TONTÃO! – Thomas retrucou.
- BOBÃO...
- TONTÃO...
Os dois ficaram se insultando por um longo tempo e eu fiquei tão curiosa com o que vi que resolvi não interromper de imediato, fiquei na soleira da porta, com a cabeça esticada para dentro do quarto. Eles na verdade não brigavam, em seus rostinhos havia aquele sorrisinho divertido de sempre, enquanto se xingavam, dividiam os mesmos brinquedos e embora estivessem sentados lado a lado, não se agrediram fisicamente uma única vez.
- Jenny, o que está acontecendo? – sussurrei para a babá.
- Ah! – ela se sobressaltou um pouco e se levantou, vindo até mim - Sra. Cullen, esses meninos hoje escutaram essas palavras no parquinho... – ela sussurrou envergonhada – Por favor, me desculpe.
Sorri baixinho antes de responder.
- Ainda bem que não aprenderam palavrão...
- Então... Ééérrr... Na verdade, eles já andaram repetindo outras palavras também...
Arqueei as sobrancelhas e a babá desembuchou.
- Ontem, um homem passou por nós, tropeçou numa pedra e murmurou aquele palavrão horrível que começa com C. – ela fez uma pausa – Depois de alguns minutos, Thomas derrubou um biscoitinho no chão e murmurou ‘caiaio’...
Coloquei a mão na boca para abafar o riso e desejei, do fundo de meu coração, que meus pequenos não se lembrassem daquela palavra, e quando pensei que era só isso, Jenny continuou.
- Mas hoje, Anthony caiu de bundinha no chão logo depois do banho e quando foi se levantar, escorregou de novo.
- Ele se machucou? – perguntei alarmada.
- NÃO! NÃO! – ela negou veementemente – Ele só ficou irritado e enquanto eu o ajudava a levantar, ele disse ‘puta méda’... Desse jeitinho mesmo, fazendo bastante ênfase no ‘mé’.
- Esses meninos estão ouvindo muitos palavrões! – sussurrei exasperada - Como você reagiu nas duas vezes?
Perguntei preocupada, de vez em quando eu e Edward dizemos palavrões, mas confesso que depois que eles nasceram, a gente pensa mais ANTES de falar. Porém, no parquinho muitas crianças maiores conhecem um vasto repertório de palavras sujas...
- Eu tentei substituir as palavras, com Anthony eu disse que ele poderia dizer ‘puxa vida’, disse que eram palavras mais bonitas e que mamãe e papai iriam gostar de ouvir isso. – assenti para ela – E com Thomas, eu confesso que fiquei sem ação...
A babá fez uma cara de desolada e eu senti empatia, afinal os meninos quase sempre nos pegavam de surpresa.
Morta de saudades de meus pequenos, dei dois passos para dentro do quartinho, me ajoelhei e sorri. Os dois se levantaram apressados e se jogaram contra mim, caímos no chão, os dois sobre mim, me enchendo de beijos babados e abraços apertados... Adoro a recepção calorosa de meus filhotes! Isso me desarmava por completo e espantava para longe de mim qualquer tipo de estresse e mau humor!

(...)

O primeiro Jantar de Ação de Graças da ‘nova’ Família Cullen foi marcado por muita emoção e carinho. Mesmo ocupada como sempre, fiz questão de passar o dia na cozinha, não apenas pelo fato de as empregadas estarem de folga, mas porque eu sempre apreciei o ritual de preparar o alimento para a família nesse dia tão especial e íntimo. À noite foi impossível não me emocionar e não me sentir agradecida por Deus ter nos preservado mesmo diante das situações mais difíceis... O mais lindo de tudo é que os meninos fecharam os olhinhos e permaneceram em silêncio na hora da oração!
E já que o outono com gostinho de inverno chegou com vontade em NY e naquele final de Novembro, a lareira da sala de TV era muito convidativa. Depois do jantar, eu e Edward pegamos os meninos e nos sentamos no tapete fofinho daquela sala, aconchegados pelo calor do fogo e ficamos curtindo nossos filhotes. Há muito tempo estávamos planejando fazer uma coisa e por fim, achamos o momento certo, pegamos muitas fotos de nossos pais e apresentamos aos gêmeos os vovôs Charlie e Carlisle e as vovós Rennè e Esme. Tanto Anthony como Thomas prestaram atenção às ‘apresentações’, sorriram, beijaram as fotos e abraçaram os álbuns. Mas nossos pequenos nos pegaram desprevenidos... Anthony franziu a testinha, fez um biquinho lindo e perguntou:
- Tadê eles, mamãe? – seus orbes verdes se fixaram nos meus e seu dedinho apontou para uma foto onde estavam os dois casais de avós.
Fiquei sem ação, meus olhos ficaram marejados e senti um bolo na garganta que me impedia até de respirar. Houve um minuto de silêncio que foi quebrado por Thomas, ele segurou no maxilar do pai e lançou a mesma pergunta.
- Papai... tadê eles?
 Para disfarçar as lágrimas, Edward abraçou os dois filhos, beijou o topo da cabeça de cada um e sussurrou, mas sua voz soou como se ele estivesse sendo estrangulado:
- Os vovôs e as vovós estão morando no céu agora...
Não sei se meus bebês entenderam alguma coisa, mas não fizeram mais perguntas, apenas descansaram as cabecinhas nos ombros do pai. Eu me aproximei mais deles e os abracei.
Graças ao bom gosto da Sra. Carey, nossa governanta, a mansão teve uma linda decoração de Natal! Não que eu não quisesse fazer compras, o problema é que eu não tinha tempo para isso. Mas fomos salvos pela presteza dos empregados e seu carinho por nós.
No dia 24, nossa família assistiu à missa especial de Natal na St. Patrick Cathedral e depois tivemos uma singela ceia em casa. Os meninos ganharam muitos presentes dos padrinhos que não puderam comparecer, já que Emmett e Rose recebam os parentes em sua casa e também porque ela estava com um barrigão de seis meses e deveria ficar em repouso absoluto. Já a baixinha, Jasper e Aisha foram passar o Natal em Zion, mas eles voltaram antes do ano-novo para passar o réveillon com Lilian e Will que ainda estavam hospedados na casa de Rose.
Nosso ‘niver’ de 13 anos de namoro foi regado a muita champanhe, chocolate e amor... No dia 25, depois que os meninos caíram no sono, me entreguei nos braços de Edward e fiz amor com meu namorado-marido. O melhor presente que ganhei foram os orbes de Edward acesos de desejo sobre mim, o calor do contato de nossas peles nuas, os sussurros dele em meu ouvido, sua carne me preenchendo e as batidas de seu coração unidas ao meu coração...
O réveillon trouxe os primeiros flocos de neve à cidade e trouxe também os Black e os Clearwater para nosso jantarzinho de ano-novo, a noite foi bastante agradável e alegre. Ed fez tudo certinho, contratando uma boa empresa para fazer a queima de fogos, eu me esforcei para organizar um jantar elegante e delicioso, a casa estava bem decorada, as músicas e os convidados estavam em harmonia com o nosso espírito de comemoração. Mas a todo momento, eu podia notar que meu marido olhava para o hall e às vezes eu me flagrava fazendo o mesmo. Depois do jantar, dançamos uma música romântica, eu olhei em seus olhos e suspirei.
- Amor... eles, eles não vão voltar. – sussurrei.
- Eu sei. – ele beijou minha testa – Em dias como hoje, eu lembro muito de mamãe, ela adorava o réveillon...
- Assim como dona Rennè! – dei um beijinho de esquimó nele – As duas sabiam como dar uma festa.
Não era tristeza o que sentíamos, ou ainda melancolia. Com o passar do tempo, aprendemos a substituir esses sentimentos pela saudade e assim tem sido menos difícil lidar com a perda de nossos pais.
Poucos minutos antes da meia-noite, fomos para a varanda assistir à queima de fogos, os meninos estavam em nossos braços e taparam os ouvidos, mas vibraram com as luzes enfeitando o céu. Junto com 2013, nós desejamos paz, amor e felicidade para nossa família e amigos. Já nos primeiros minutos do ano-novo, Jake aproveitou que todos estávamos juntos e fez o OFICIAL pedido ao Sr. Clearwater, o pai de Leah! Minha amiga chorou de emoção ao ganhar um lindo anel de noivado e eu fiquei muito feliz por ela.
Apressados, os gêmeos de Rose resolveram via ao mundo no dia 1º de Fevereiro. Minha amiga tomou um grande susto quando a bolsa rompeu ainda na 32ª semana de gestação... O corre-corre foi geral, embora os McCarty já estivessem preparados para um possível parto prematuro. Toda a gestação de Rose transcorreu sem grandes problemas, mas foi extremamente controlada e a médica dela foi muito sensata ao lhe dar a tão famosa injeção de cortisona, que tem a função de preparar melhor os pulmões de bebês prematuros. Enquanto a gente pegava a estrada para conhecer os ‘sobrinhos’, eu me lembrava de meu parto e da alegria por meus meninos terem nascido depois das tão aguardadas 35 semanas, necessárias à boa formação dos pulmões da criança.
Quando chegamos em Dover... OMG! Encontramos um Emmett babão pelos filhos, um Jasper orgulhoso pelos sobrinhos, uma Aisha encantada com os primos e uma Alice quicando no chão, ansiosa para fazer os bebês vestirem todas as roupinhas lindas que ela tinha comprado. O parto de Rose foi tranqüilo, a cesariana não teve complicações e minha amiga era só felicidade enquanto amamentava seu lindo casal de filhos. Ethan era um garotinho lindo, dono de olhos azuis e cabelinhos pretos como o pai... Já Erin tinha os olhinhos azuis mais meigos e gentis do mundo e como ela era carequinha, eu tinha certeza que seria loirinha como a mãe.
Se Fevereiro começou com alegria, terminou melhor ainda!
No dia 27, eu e Ed estávamos fazendo três anos de casados... Bodas de Couro... O nome por si só era bastante sugestivo e me fazia ter pensamentos impróprios... Fiz reservas num bom hotel, pedi muitas rosas vermelhas, champanhe e chocolate e escolhi com antecedência o look ousado para o dia. Contrariando as expectativas de meu marido, fui buscá-lo na facul e fiquei de tocaia, esperando que ele aparecesse no estacionamento. Quando Ed caminhava para seu carro, eu emparelhei meu carro, abaixei o vidro e abri a porta, ele não entendeu muita coisa, mas entrou no veículo.
- Bella... o que...
- Shii... To te seqüestrando, Sr. Cullen...
Ele fez biquinho, ergueu uma sobrancelha e sorriu torto ao me ver usando um sobretudo de couro vermelho, óculos escuros e batom vermelho super chamativo. Sem contar que o coque alto que fiz no cabelo, me deu a idéia de levantar um pouco a gola do sobretudo, dando do look um ar misterioso e sensual.
Edward se aproximou de mim e beijou minha bochecha antes de sussurrar:
- Adorei a surpresa...
Dei um risinho sarcástico... Ele não sabia mesmo o que o esperava...
Cerca de 20 minutos depois chegamos ao New York Palace Hotel, em Manhattan, pertinho da faculdade e necessariamente perto de casa, caso precisássemos voltar antes da hora. Assim que descemos do carro, peguei a malinha que havia preparado previamente para nós e entreguei a chave ao manobrista, assim que meu viu melhor, Edward engoliu em seco e senti seus olhos em mim o tempo todo.
- A Sra. Cullen está muito gostosa hoje! – ele se grudou a mim e deu uma tapinha na minha bunda – Adoro os saltos que você usa...
Tá, confesso que Ed falou isso de uma forma tão, mais tão sensual, que eu molhei a calcinha...
Enquanto andávamos pelo saguão do hotel, atraímos muitos olhares curiosos, já que eu (perdoem a falta de modéstia) esbanjava elegância com aquele sobretudo vermelho, contrastando com visual super comum (jeans e camiseta) que Ed usava. Assim que chegamos à recepção, ele começou a fungar em meu pescoço enquanto eu tentava falar com a recepcionista que, por sinal, não tirava os olhos de MEU MARIDO.
- Royal Suíte... – falei tentando segurar o riso provocado pelas deliciosas sensações dos lábios de Ed em minha orelha e de suas mãos em minha cintura.
A mulher demorou um pouco para ‘acordar’ e eu tive que dar uma tapinha no balcão! Corada, ela nos deu a chave e nos desejou uma ótima estadia. Saí arrastando Edward pela gola da camisa, me comportando de uma forma diferente, um pouco ousada, pode-se assim dizer... Mas percebi nos olhos de Ed que ele estava apreciando e MUITO a novidade...
Assim que entramos no elevador, coloquei a malinha no chão e depois de alguns segundos, apertei o botão de emergência.
- Bella... o que...?
Não deixei que ele terminasse a pergunta, ataquei seus lábios com fúria, ele me abraçou com ansiedade, nossas línguas duelavam enquanto ele me prensava contra a parede do elevador e uma de suas mãos percorria a lateral de meu corpo, aumentando ainda mais o meu desejo. Alucinada, enquanto sua língua invadia minha boca, desci uma de minhas mãos e comecei a acariciar seu membro duro ainda por cima do tecido da calça jeans... Nossa aventura não durou muito tempo. Quando o oxigênio nos faltou, recobramos a razão e percebemos que havia uma câmera de segurança no elevador!
Mal chegamos ao quarto, meu marido quis me atacar de novo mais eu não permiti... Tranquei a porta e o levei para a sala que já estava decorada com muitas rosas vermelhas. Ele não falou nada quando o mandei sentar no sofazinho, mas mal sentou e tirou o tênis que usava, já foi fazendo um gesto de mãos, me convidando para seu colo. Confesso que fiquei tentada a aceitar, mas me contive. Assim que liguei o som, Edward sorriu e lançou um beijinho para mim.
Peguei o lencinho de cetim que estava na mala e vendei os olhos de Edward, o fiz ficar de pé, bebi um gole do champanhe que eu já havia pedido ao serviço de quarto e lhe dei um beijinho molhado.
- Hum... delícia... – ele sussurrou.
Comecei a despir seu corpo... Primeiro a camiseta... meu marido ofegou quando sentiu meus lábios molhados em seu peito... Minhas mãos percorreram sua barriguinha sarada e apalparam meu ‘eddie’ que já tava enormemente duro para mim.
- Ah... Bella... – ele ofegou.
Sorri de satisfação e comecei a tirar sua calça, fiquei de joelhos e beijei seu mastro duro ainda por cima da cueca, a ereção era tão forte que fez meu ‘eddie’ dar um pulinho de alegria... Tirei esta peça de roupa e beijei toda sua extensão com carinho, arrancando um rosnado de meu marido.
Arrastar um Edward lindo e deliciosamente nu, com os olhos vendados para a cama foi uma tarefa hercúlea! Primeiro porque eu mal conseguia me segurar ao ver aquela maravilha toda, enorme e rosinha apontando para cima... Eu só ficava imaginando aquilo tudo em minha boca, aquilo tudo dentro de mim e me fazendo estremecer! Segundo porque meu marido tarado ficava o tempo me pegando e querendo me despir também! Nossas risadas só cessaram quando o fiz deitar na cama e deitei por cima dele...
Tadinho... ele imaginou que a ‘sessão aventura’ iria começar exatamente naquele instante... Eu me estiquei por cima dele, ele sorriu contra minha pele, peguei uma de suas mãos e ergui seu braço, ele só parou de sorrir quando ouviu o click da algema.
- Be-bella?
OMG! Meu amor gaguejou!
Não respondi, peguei seu outro braço e o algemei na grade da cama de novo, assim que terminei, lhe dei um beijo rápido e profundo e tirei a venda de seus olhos. Ele sorriu ao me ver de novo e tentou me beijar, mas desci da cama a tempo.
De costas para Edward, comecei a me despir com calma, primeiro eu tirei o sobretudo, fazendo-o assoviar ao me ver usando um corselet de couro preto, arrematado nas pontas com lacinhos e babados vermelhos, imitando os babados das saias de bailarinas de cam cam. A calcinha era minúscula e em tule preto transparente, a meia que até então ele deveria não ter notado, era preta e estava presa ao corselet por uma liga. Ainda de saltos altos, rebolei um pouquinho e me virei para ele, eu deveria estar corada, mas segui meu plano. Soltei os cabelos, sorri para meu marido lindo (e duro) e comecei a tirar os sapatos, depois tirei as meias e voltei para a cama, me deitando sobre ele.
Seus lábios buscaram os meus, mas eu me desvencilhei e beijei seu maxilar, pescoço, peito e barriga. Ele ofegava e dizia palavras desconexas, me chamando de ‘gostosa’, ‘tesuda’ e outras coisinhas mais...
- Porra! Bella! – ele grunhiu quando cheguei onde queria, beijando a cabecinha de seu membro e sugando-o com força.
Fiz tudo o que Ed mais gosta, intercalando movimentos rápidos e lentos em seu membro, fazendo meu amor ter seu primeiro orgasmo do dia. Depois que recuperamos o fôlego, eu não abandonei minha programação original, fiz um passeio por seu corpo, fazendo massagem e acariciando com mãos e boca tudo o que podia.
- Ah... Bella, me solta, vai... – ele dizia quando tentava me agarrar.
- Nã-nã-nin-nã-não... – eu falava e me divertia com seu biquinho.
De pé na cama comecei a tirar o resto de minhas roupas, sempre olhando para Edward, tentando fazer um mini strip-tease, rebolando e mordendo o lábio inferior (como eu sei que ele gosta) e quando por fim tirei a calcinha, ele grunhiu.
- Amor... vem cá... – ele pediu.
OMG!
Sentei sobre ele, encaixei nossos corpos e devo ter perdido a noção do tempo enquanto cavalgava sobre ele...
- Aaahhh – gememos em coro quando o prazer nos invadiu e quando sentimos nossos gozos se misturarem.
Cai ofegante sobre meu marido, soltei suas algemas e quando pensei que iríamos dormir, fui pega de surpresa por um Edward fogoso! Ele inverteu as posições de nossos corpos, sua boca em minha intimidade me levou ao segundo orgasmo... e sua pegada forte nos levou a uma terceira dimensão...

(...)

OMG! OMG! OMG!
Eu nem podia acreditar que já estávamos comemorando o terceiro aniversário de meus filhos...
- Ed, - suspirei – nossos bebês estão deixando de ser bebês...
Falei enquanto a gente via Anthony e Thomas pulando, gritando e sorrindo no pula-pula que mandamos instalar no jardim da mansão.
- É mesmo! – ele sorriu e me abraçou pela cintura – Esses monstrinhos estão crescendo rápido...
A festinha deles teve como tema ‘Peter Pan’ e tivemos o cuidado de contratar recreadores vestidos a caráter com todos os personagens do desenho, inclusive Capitão Gancho, Sininho e o jacaré! Além disso, o serviço de decoração enfeitou nosso jardim, fazendo dele uma linda Terra do Nunca. Nossos filhos se divertiram com seus amiguinhos (sim, os dois fizeram muitos amiguinhos nas suas idas diárias ao parquinho do bairro) e com a ‘prima’ Aisha, além de serem muito carinhosos com Isabella (a bebê de Vic e James) e os gêmeos de Rose e Emmett.
Por falar em Isabella, Vic e James trouxeram as fotos do batizado dela, quando fomos a Boston, em Maio para batizar a menina. Ainda aproveitamos a ocasião para reencontrar Jessica e resolver algumas pendências sobre a licação de nosso apartamento.
Já o batizado de Erin e Ethan já estava marcado para Outubro, numa pequena paróquia de Dover. Eu e Ed seremos os padrinhos de Ethan e Jasper e Alice os de Erin.
Depois de alguns dias, quando Setembro chegou, uma nova rotina se estabeleceu na família Cullen. Anthony e Thomas iriam para o jardim de infância!
- Ai meu Deus!
Guinchei emocionada quando vi meus meninos, às 7 horas da manhã, usando uniforme azul e branco, tênis e carregando mochilinhas azuis... Enquanto eu babava por meus amores em seu primeiro dia de aula, Edward sorria orgulhoso e tirava várias fotos dos filhos... Como o dia era super especial, nós fomos todos no carro de Edward, os meninos no banco de trás iam entretidos com a já conhecida paisagem e eu ia segurando o choro, literalmente.
- ICOLA... ICOLA... ICOLA... – os dois cantarolavam entusiasmados.
Fiquei parcialmente aliviada, porque embora eu estivesse tensa, meus filhotes não seguravam a emoção e o entusiasmo! Assim que estacionamos, Ed pegou Thomas pela mão e eu peguei Anthony no colo, enquanto andávamos, meu marido sussurrou.
- Bella, Anthony é o único menino da idade dele que está no braço da mãe...
Entendi o recado, suspirei e, meio a contragosto, coloquei meu menino no chão. Assim que viram outras crianças da mesma idade, meus gêmeos se empolgaram e começaram a querer correr e a falar alto:
- Amiguinho, amiguinho, amiguinho...
As professoras deles se chamavam Carol e Susan e me pareceram de confiança, na sala já havia outras crianças, algumas choravam e outras brincavam... Eu e Ed nos ajoelhamos, beijamos e abraçamos cada filho, dissemos as palavras de carinho de sempre e prometemos que nós dois iríamos buscá-los quando as aulas acabassem. Os meninos sorriam, assentiam e davam tchauzinho, eles pareciam tranqüilos... tranqüilos até demais porque mal viraram as costas para nós, correram até um grupinho de crianças e começaram a fazer ‘uma social’. Sem meias palavras, foram logo se apresentando como Tony Cullen e Tom Cullen... Embasbacados, eu e Edward ficamos olhando nossas crias por vários segundos até que uma das professoras parecia constrangida ao falar.
- Sr. Cullen? Sra. Cullen? Vocês desejam mais alguma coisa?
‘Ficar com meus filhos’ era a resposta que eu queria dar. Ed deu um sorriso amarelo e entrelaçou nossas mãos, depois nos despedimos da professora e saímos com cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança. Assim que viramos o corredor, ele suspirou antes de falar.
- Nossos filhos já sabem se virar...
Não sei o que me deu, dei um freio brusco e comecei a chorar baixinho, completamente desolada, meu marido ficou surpreso com a minha reação e me abraçou com carinho, alisando minhas costas, tentando me consolar.
- Shii... Bella... Não chore, princesa. – ele murmurou aflito – Você quer que eu vá buscar nossos meninos?
A promessa era muito tentadora e eu sabia que aquilo não era o certo a se fazer, mas sabia que ele faria se eu pedisse. Juntei todas as minhas forças e neguei com a cabeça, escondendo mais ainda o meu rosto em seu peito. Envergonhada de minha reação, enxuguei as lágrimas em sua camisa e murmurei.
- Desculpe...
Ele me deu um selinho e nos levou para Columbia. Naquela manhã as aulas passaram se arrastando, eu só pensava em meus bebês, no que eles estavam fazendo, se tinha brincado, se tinham chorado, se tinham lanchado, se tinham caído, se tinham feito muitas amizades, se algum garoto mal tinha batido neles... se tinham sujado os uniformes...
Quando voltamos para pegá-los, minhas suspeitas quanto ao uniforme foram confirmadas, eles já usavam as outras roupas que eu havia colocado em suas mochilas, já que era praticamente impossível meu Anthony e meu Thomas passarem muito tempo sem sujar suas roupas!
Meus meninos estavam super concentrados, se espojando na areia e só nos viram quando o pai os chamou... Alegres e sorridentes, eles corriam e gritavam ‘mamãe’ e ‘papai’ e só de ver seus rostinhos, eu tive certeza que o primeiro dia de aula foi feliz.
- Nós tentamos fazê-los calçar o tênis... – uma babá chamada Cris me explicou – Mas eles não quiseram de jeito nenhum...
- É, de vez em quando eles tem esses surtos... – falei despreocupada.
A pré-escola fez muito bem para todos nós... Os meninos viviam dias de euforia, já que tudo era novidade e eles sentiam prazer em ir para a escola. O grande problema é que aos sábados e domingos eles também queriam escola! O bom é que os dias de nossos filhos eram preenchidos com uma programação lúdica e educativa, já que eles estavam aprendendo distinguir novas cores, formas e textura dos objetos.
Por falar em educação, Ed já estava tendo aulas práticas no Mount Sinai Hospital, o mesmo hospital onde nossas mães trabalhavam. Já eu consegui um estágio não remunerado, três vezes por semana na Defensoria Pública de NY. Nas tardes das segundas, quartas e sextas-feiras, eu aprendia muita coisa e vivenciava a prática da advocacia. Mas à noite nos dedicávamos aos filhos, como sempre, e só estudávamos quando eles dormiam.
Haja fôlego para tanta coisa... Mas tudo era necessário, afinal estávamos correndo atrás do tempo perdido, por mais que fôssemos bilionários, ainda não tínhamos uma profissão!

(...)

OMG! Na primavera de 2013, NY ficou mais linda, romântica e florida com o ‘casamento dos sonhos’ de Jake e Leah na linda e imponente Saint Patrick Cathedral... Foi um dos casamentos mais perfeitos que assisti! Eu e Edward fomos padrinhos de Jake, Leah foi uma noiva linda e a festa estava ótima. Depois os pombinhos viajaram para as ilhas gregas... tudo como Leah sempre sonhou.
Já a notícia que animou o outono de 2013 e que encheu nossos corações de alegria foi que Alice estava grávida!
OMG...
Minha amiga foi pega de surpresa ao desmaiar no trabalho e quando foi hospitalizada, se descobriu grávida de 5 semanas. Ficamos tão felizes pela baixinha... Jasper estava que era só sorrisos e Aisha estava muito empolgada para que ‘sua irmãzinha’ nascesse logo. Isso mesmo, irmãzinha, porque desde o começo da gravidez, ela bateu o pé, dizendo que na barriga da mamãe dela tinha uma menininha.
E não é que Aisha estava certa?!
Quando Alice fez a ultra na 18ª semana de gestação, sua médica não teve mais dúvidas: uma Mansen estava a caminho! A baixinha surtou geral e não sabia se fazia o quarto da menina cor de rosa ou lilás... Surtar mesmo foi quando ela quis homenagear as três avós da menina ao resolver batizá-la de Vivian Lilian Grace...
Mas depois eu entendi tudo e achei a homenagem muito linda e digna. Vivian era o nome da mãe biológica de Alice, Lilian é o nome da mãe de Jasper e Grace é a mãe adotiva da baixinha... Homenagens muito justas!
Em Junho de 2014, Vivian Lilian Grace Brandon Mansen nasceu forte, linda e saudável... Alice chorava e sorria de emoção e se dizia transbordando de felicidade!
E mal ganhamos uma ‘sobrinha’, Rose nos surpreende com a notícia de uma gravidez de poucas semanas... Os gêmeos dos McCarty já estavam com poucos mais de 3 anos quando em Março de 2015, Rose deu à luz a Emmelie, uma linda menininha de olhos azuis, como seus pais e irmãos, mas seus cabelos nem eram pretos como os do pai e irmão e nem loiros como os da mãe e irmã. A pequena Emmelie (junção dos nomes Emmett e Rosalie) tinha lindos cabelos cor de mel.
Do outro lado do país, Vic e James que estavam morando em Los Angeles, próximos à família de minha amiga, também nos surpreenderam com a notícia que estavam ‘grávidos’. Em Maio de 2015, o pequeno Victor nasceu para fazer companhia à Isabella, nossa linda afilhada.
Pois é, a produtividade estava em alta!
Mas enquanto eu e Edward não produzíamos nada, cuidávamos de nossa dupla produção.
Durante aqueles anos da primeira infância de meus meninos, eu sentia que seus inocentes orbes verdes me estudavam e me amavam como a intensidade do calor do sol e a delicadeza das flores. Anthony e Thomas eram duas crianças travessas, curiosas e de bem com a vida, mas ao mesmo tempo eram gentis, carinhosos e muito apegados a mim e ao pai. Thomas era um pimentinha, barulhento, cheio de energia e muito criativo nas horas de fazer travessuras... Ele me lembrava Rennè... Ambos, avó e neto, devem ter vindo a este mundo com uma bateria de 220 w! Já Anthony era mais calminho e embora também fosse muito curioso, eu podia perceber que ele pensava mais antes de fazer alguma travessura... Nele, eu muitas vezes enxergava o bom senso e a paciência de Carlisle.
Apesar das dificuldades dos últimos anos, posso dizer que sou uma mãe de sorte porque estive presente em tempo integral no comecinho de vida dos meninos, levando a sério o papel de mãe e me encantando com seus primeiros passos e suas primeiras palavrinhas. Mas a vida normal segue seu ritmo próprio e quando os gêmeos fizeram quatro anos, eu comecei um novo estágio. Dessa vez eu participei do processo seletivo para estagiar na Procuradoria Federal em NY, o estágio era remunerado, de segunda à sexta, das 14 às 18 horas. Isso implicou menos tempo em casa, mas influenciou muito em minha vida profissional. Desisti do sonho da magistratura ao me descobrir querendo ser procuradora federal, assim como Carlisle e papai.
Enquanto eu me descobria querendo seguir a mesma carreira de meu pai e sogro, Edward estava cada vez mais encantado com a prática da medicina e fascinado com a pediatria... Volta e meia ele dizia querer seguir a carreira de Esme, não só pela beleza da profissão, mas porque somente depois da paternidade, ele conseguiu mesmo entender a importância do médico pediatra.
Segurei o riso nessa hora porque me lembrei do Dr. Molina, o pediatra dos meninos em Forks... Garanto que Edward não iria gostar se eu o lembrasse que ele seria ‘colega’ de profissão do médico galanteador que tanto encheu sua paciência!
Se eu fiquei feliz quando comecei o curso de Direito em Harvard há alguns anos atrás, literalmente dei muitos pulos de alegria em Junho de 2015, quando apresentei minha monografia e participei da Colação de Grau! Finalmente eu era bacharel em Direito! E consegui me formar em Columbia, uma das melhores universidades do país! Deus do céu... Eu era só alegria, usando um elegante vestido vermelho com desenhos geométricos pretos e altíssimas sandálias com tirinhas amarradas aos tornozelos. Adorei o look, principalmente porque marido e filhos me ajudaram a escolher o vestido!
Depois de formada, eu comecei a trabalhar num importante escritório de advocacia em Manhattan, já que para concorrer a uma das vagas de Procuradora Federal, eu precisava de no mínimo, dois anos de prática da advocacia... Levei o trabalho a sério e embora algumas pessoas no escritório achassem que eu era apenas mais uma ‘bilionária que não precisava trabalhar’, eu provei meu valor, participei de casos importantes e não recusei a oferta de fazer um curso de especialização em Direito Tributário.
Seis meses depois, eu já estava trabalhando diretamente com o Sr. Tinsdale, um dos sócios do escritório. E para provocar mais raiva e inveja em certas pessoas preguiçosas, o Sr. Tinsdale contratou um estagiário estudante de Direito somente para me ajudar nos casos mais importantes. Agora eu pegava os casos de empresas de renome de NY, defendendo-as das multas do fisco em ações de execução fiscal e buscando melhores alternativas para o pagamento dos tributos. Com a ajuda de Nicolas, o estagiário, eu consolidava minha carreira de advogada, sendo considerada competente e honesta.
Mesmo estudando e trabalhando, minha família ainda vinha em primeiro lugar! Ed, meu marido lindo e carinhoso seguia para seu último ano de graduação sempre muito ocupado e às vezes com a aparência cansada, mas sempre irradiando sua felicidade para mim e seus filhos. Nosso casamento ainda era lindo como sempre foi e em meu marido eu sempre encontrei um ombro amigo para me apoiar, mãos gentis para fazerem massagens em meus pés e um coração sempre disposto a me amar. Já nossos filhos estavam cada vez mais lindos, saudáveis e inteligentes... Agora os dois já sabiam assinar seus nomes completos (embora gostassem mesmo de serem chamados de Tony e Tom), conheciam todas as letras do alfabeto e já liam pequenas e fáceis palavrinhas...
Junto com 2016 e as engraçadas promessas de ano-novo, eu e Edward estávamos decididos a ter outro filho...
Em nossos corações já ansiávamos por outro bebê em casa, queríamos muito aumentar a família Cullen e dar um irmãozinho ou irmãzinha a Anthony e Thomas que já tinham quase cinco anos e meio e eram nossa maior alegria.
- É isso mesmo, Bella?
Já estávamos na cama, numa noite fria e nevada de Janeiro, passavam das dez da noite, os meninos já dormiam e nós estávamos tendo aquela conversinha gostosa que sempre tínhamos antes de dormir.
– Eu quero muito outro filho... – ele continuou - Para mim parece ser o momento ideal, mas você vai ficar muito presa ao bebê no começo e...
- Shii... – selei seus lábios com os meus e me coloquei sobre ele, esfregando meu corpo ao dele – Eu quero outro filho... – sussurrei e mordisquei o lóbulo de sua orelha, enquanto esfregava meu quadril ao dele e sentia meu ‘eddie’ criando vida – Eu já parei de tomar pílula e agora a gente só precisa ensaiar...
Ele inverteu a posição de nossos corpos e me beijou com paixão enquanto uma de suas mãos percorria a lateral de meu corpo e levantava uma de minha perna, erguendo mais ainda o meu quadril. Quando o ar nos faltou, ele sussurrou ofegante...
- Vamos fazer um filho, Sra. Cullen...

(...)

As noites do inverno gelado de 2016 eram aquecidas com o nosso amor já que estávamos com o firme propósito de fazer outro filho e quando dei por mim, já estávamos prestes a completar seis anos de casados!
Nossas Bodas de Açúcar foram comemoradas no sábado 27 de Fevereiro de 2016 com um delicioso jantar em família quando eu servi estrogonofe de camarão de salmão acompanhado de champanhe para mim e para Edward e suco de laranja para os meninos.
- Puxa vida, mamãe, que comida gostosa! – Anthony falou quase com a boca cheia.
- Obrigada, meu amor! – me derreti para meu pequeno.
- Por que hoje é ‘o dia do açúcar’? – Thomas perguntou antes de tomar um gole do seu suco.
- Bodas de açúcar, meu filho. – Edward o corrigiu e beijou minha mão – Hoje eu e a mãe de vocês estamos comemorando seis anos de casamento...
- UAU... – os dois disseram em coro.
- Tudo isso? – Anthony perguntou.
- Você acha muito tempo, querido? – perguntei curiosa.
- Claro que sim, mamãe! – Thomas respondeu pelo irmão.
- A gente já tem cinco anos! – Anthony falou com espanto enquanto espalmava sua mão, exibindo os cinco dedos.
Ed olhou para mim e sorriu torto antes de falar.
- Então vocês acham que cinco anos é muita coisa?!
- Muito mesmo, papai! – Thomas respondeu – A gente já sabe ler...
- Mas a gente ainda não lê tudo. – Anthony assinalou.
- Sabemos nadar, estamos aprendendo a tocar piano...
- Andamos de bicicleta, de skate, de patins...
Durante o jantar, meus meninos tagarelas começaram a enumerar uma série de coisas que sabiam fazer aos cinco de idade e também perguntaram a mim e ao pai o que sabíamos fazer nessa mesma idade.
- E aos seis? – perguntei – O que vocês acham que vão aprender aos seis anos?
Anthony franziu a testinha antes de falar e ainda falou uma palavra errada:
- Alguma coisa melhor que ‘bondas’ de açúcar!
- Bodas. – o pai o corrigiu.
- Sei lá, mas a gente podia fazer aulas para ser piloto de helicóptero! – Thomas falou mais uma de suas idéias mirabolantes.
Depois do jantar fomos para a sala de música onde os meninos dedilharam algumas notinhas básicas de suas aulas de piano para nós.
- Mamãe, mamãe, vou tocar para você e para o papai... – Thomas falou empolgado enquanto subia na banqueta do piano.
- Eu também vou... – Anthony falou e correu em direção ao irmão.
- VAI NADA! – Thomas falou um pouco mais alto.
- VOU SIM!
- VAI NÃO, SEU IMITÃO...
Ops... Os dois estão na fase de se estranharem um pouco, nada muito sério, já que se gostam e se curtem na maioria das vezes.
- Meninos... Vocês não precisam brigar. – Edward falou com a voz firme, mas sem ser rude – Eu e a mamãe vamos adorar escutar os dois.
Thomas começou a tocar algumas notinhas ensaiadas, acho que aquilo era algum exercício musical, mas parecia uma melodia muito rápida e alegre. Eu e Ed olhávamos para nosso ‘pequeno furacão’ com amor e adoração... Nada era mais lindo Thomas nos seus cinco anos, transbordando vida para todos os lados! Mas tão lindo quanto Thomas era o meu Anthony, sentado diante do piano e tocando uma suave melodia (outro exercício, talvez). Meus olhos se encheram de lágrimas e enquanto aplaudia cada um de meus pequenos, eu lembrava que há poucos anos atrás eu carregava os dois de uma vez só em meus braços... Hoje, eu mal podia ter os dois em meu colo!
- BRAVO! – eu e Edward dissemos em coro e os aplaudimos de pé enquanto os dois faziam uma solene reverência para nós.
Depois os meninos tiveram a idéia de assistirmos o DVD do casamento e como não podia deixar de ser, eu me derreti quando vi Edward vestido naquele terno elegante, esperando por mim no altar.
- Linda... – ele sussurrou em meu ouvido e nos beijamos com carinho.
- ECA! – os meninos disseram em coro.
Edward sorriu contra meus lábios e eu devo ter corado, escondi meu rosto no vão de seu pescoço, mas quando inspirei seu cheiro de macho, fiquei excitada, senti minha calcinha ficar molhada e desejei do fundo de meu coração que os meninos fossem dormir logo.
Thomas ainda tinha cara de nojo enquanto Anthony ainda estava levemente corado por ver outra cena do beijo, a que eu e Edward trocamos na cerimônia do casamento. Depois de mais alguns minutinhos, meu Anthony curioso fez uma observação.
- Mamãe, por que você estava gorda no dia do casamento?
- É mesmo! – Thomas falou – Papai tá igualzinho, mas você, mamãe, tava mais gorda sim...
- Meninos, a mamãe não estava gorda. – Ed olhou para mim e eu assenti levemente – Ela estava grávida...
Os dois congelaram pela surpresa e foi a minha vez de esclarecer os fatos.
- Meninos, quando nos casamos, - apontei de mim para Edward - vocês dois já estavam na minha barriga...
- UAU...
Eles falaram em coro de novo! Eu já estava acostumada com isso! Os dois quase sempre falavam a mesma coisa e ao mesmo tempo!
- Como...? – Anthony ia perguntando.
- Como a gente foi parar aí dentro? – Thomas terminou de formular a pergunta.
- Catherine Jund, nossa coleguinha da escola, disse que a barriga da mãe dela ta do tamanho de uma melancia. – Anthony falou.
- Uma melancia ENORME! – Thomas fez o maior drama e imitou uma barriga de grávida fazendo gesto de mãos.
- E ela disse que o pai dela colocou o bebê dentro da barriga da mãe. Como é que o pai coloca o bebê na barriga da mãe? –Anthony lançou a pergunta para Edward.
Meu marido perdeu a cor e respirou fundo antes de falar.
- Be-bem... – ele gaguejou - A sementinha do papai entra na barriga da mamãe e se encontra com a sementinha dela...
- Sementinha como?
- É feito sementinha de girassol?
Ai meu G-ZUIS... Os dois lançavam as perguntas freneticamente, deixando Edward embasbacado, segurei o riso e resolvi intervir.
- Prometo contar a história, - os dois me olharam com curiosidade – assim que os dois anjinhos tomarem um banho morno bem gostoso e vestirem seus pijaminhas...
Os dois já estavam com sono e não ofereceram resistência, eu e Edward banhamos nossos pequenos e deitamos na nossa cama com eles. Ansiosos, mas já com os olhinhos quase se fechando, eles me ouviram contar que O AMOR fez com que Edward colocasse a sementinha dele dentro da minha barriga e lá dentro, ela se encontrou com a minha sementinha... É claro que eles perguntaram COMO as sementinhas se encontraram e eu tive que dizer que somente quando um homem e uma mulher se amavam, é que as sementinhas podiam se encontrar para fazer bebês.
- UAU...
Eles disseram em coro novamente eu me senti aliviada porque não surgiram mais perguntas, e sim, uma observação muito pertinente.
- Acho que é por isso que os bebês são tão bonitinhos... – Anthony falou e bocejou.
- Acho que dentro da barriga da mãe, só tem amor... – Thomas sorriu e fechou os olhinhos.
- Somente o amor poderia fazer bebês tão lindos como vocês... –sussurrei e beijei a cabecinha de cada filho.


Depois que Edward teve a tarefa árdua de levar cada filho, um a um, para sua respectiva cama, ele me encontrou no quarto escovando meus cabelos.
- Deixe que eu faço isso, Sra. Cullen...
Ele se sentou ao meu lado, pegou a escova de minha mão e começou a escovar meus cabelos com delicadeza, sua outra mão percorria meu pescoço e descia pelas minhas costas, provocando um leve estremecimento em meu corpo. Ele chegou mais perto de mim e inspirou contra meus cabelos.
- Morangos... – ele sussurrou e mordiscou o lóbulo de minha orelha.
- Aaahhh... – gemi ofegante quando senti suas mãos me abraçando, me puxando para si.
Seus lábios esmagaram os meus com força e paixão, senti meu coração bater acelerado... como se fosse a primeira vez! Uma das mãos de Ed segurou na base de meu pescoço e a outra enlaçou minha cintura num aperto forte. Minhas mãos se enroscaram em seus cabelos, puxando-o cada vez mais para mim, com ansiedade e desejo, estendi uma de minhas pernas ao redor dele, amarrando meu Edward a mim.
Quando o ar nos faltou ele me colocou no colo e me levou para a cama. Com carinho e sem perder o contato visual, Edward me despiu, primeiro o vestido cor de rosa que eu usava... Ele sorriu ao me ver usando um conjunto de lingerie também cor de rosa, cheio de rendinhas e babados.
- Linda... – ele me fez deitar na cama e beijou o colo e o vão entre meus seios – Cheirosa... – uma de suas mãos explorou meu corpo e desceu até meu sexo – Molhada...
- Ah! – gemi baixinho e suspirei.
Apressado, meu marido se levantou e se despiu, enquanto isso eu assistia aquele deus grego e suspirava mais ainda. Feliz, eu me dava conta que Edward era só meu, sempre foi e se Deus quiser, sempre será!
Ele voltou para a cama somente usando uma cueca boxer branca que àquela altura do campeonato, mais parecia uma barraca armada. Nos beijamos mais uma vez, enquanto meu marido prendia minhas mãos no alto da minha cabeça, sua língua invadia minha boca e capturava minha língua num encontro lascivo, quente e insano. Ofeguei e gemi quando senti sua ereção em minha virilha, comecei a rebolar embaixo dele, abri mais as pernas e deixei que a umidade de meu centro tocasse uma de suas coxas. Dessa vez quem gemeu foi ele e eu sorri baixinho...
Ed tirou meu sutiã e atacou um de meus seios, mordendo de leve, chupando e lambendo meu mamilo, enquanto isso eu arranhava suas costas e rebolava embaixo dele... Quase morri de prazer quando ele se ocupou do outro seio, a umidade aumentou em meu centro, eu quase gozei só com seus lábios em meus seios.
Inverti a posição de nossos corpos e comecei a beijar o peito másculo e bem definido de meu marido, arrancando pequenos gemidos dele. Minha boca foi descendo pelo seu corpo, retirei sua cueca com a boca e as mãos, beijei meu ‘eddie’ com carinho e fiz uma massagem gostosa nele, chegando ainda a beber o pouquinho de seu líquido... Mas Edward me puxou para cima, me beijou com ardor e novamente inverteu a posição de nossos corpos. Sua ereção dura ainda batia contra minha barriga enquanto ele beijava meu pescoço, queixo e lábios novamente.
- Te amo, Sra. Cullen... – ele falou contra a pele de meu pescoço.
- Assim com eu te amo... – falei entre gemidos – Sr. Cullen...
As mãos e a boca de Edward continuaram explorando meu corpo e tiraram minha calcinha, ele inspirou profundamente contra meu sexo, fazendo cócegas em minhas carnes mais sensíveis. Com carinho, Edward ergueu uma de minhas pernas sobre seu ombro e me penetrou de uma vez só, me fazendo gritar de prazer...
Daí em diante, não perdemos o contato visual, o vai-e-vem de seu membro duro e delicioso me fazia subir e descer na cama. Alucinada com tanto prazer que me invadia, eu segurava com força no lençol, tentando absorver ao máximo daquele frenesi, tentando adiar ao máximo o gozo até que minhas carnes se fartassem de Edward... Se bem que isso era impossível...
Não, eu nunca me fartaria desse homem, eu sempre iria querer mais...
- Mais... – gemi ofegante.
- O que você quer, Bella?! – ele também ofegava.
- Mais forte, amor...
Suas estocadas vigorosas faziam dos embates de nossos corpos nus uma suave melodia impregnada se suor, perfumada pela paixão...
- Aaahhh... Edward...
A fala saiu entrecortada quando senti meu interior quase mastigando seu membro, que se tornou mais duro dentro de mim... Comecei a ver tudo nublado ao meu redor, fechei levemente os olhos.
- Abra os olhos, querida...
Fiz o que ele pediu e sorrimos.
- Vem comigo, amor...
Ele mal terminou de falar quando explodimos juntos e nossos gozos quentes se misturaram ao redor dele e dentro de mim... Nosso sorriso se alargou... Entrelaçamos nossas mãos e ele, ainda dentro de mim, se deitou sobre meu corpo e descansou a cabeça no vão de meu pescoço, dando leves beijinhos no lóbulo de minha orelha. Eu podia senti seu coração batendo de seu peito para meu peito e podia apostar que ele sentia o meu coração também.
- Te amo... – dissemos em coro.

(...)

- Bella... – uma voz conhecida vinha de longe – Bella, amor, acorda...
- Não... – virei pro outro lado.
- Princesa, hoje é terça-feira, dia de trabalho...
- Não...
Ele sorriu baixinho e começou a descobrir meu corpo, começando pelos pés, fazendo cócegas em mim... Irritada, eu sentei na cama e o fuzilei com o olhar, ele sorriu baixinho, se inclinou e mordeu o dedão do meu pé.
- Vou nessa, se não me atraso... – ele marchou para o banho.
Olhei para o lado e quase cai da cama!
- Caraca! – sussurrei.
Eu quase tinha perdido a hora... Passava das seis e meia quando desci morrendo de fome, os meninos e Edward já tomavam café e eu me espantei com meu apetite descontrolado.
- G-ZUIS... – murmurei – Tenho uma audiência importante hoje e devo estar nervosa, comi feito um elefante...
- Elefantes não comem muito, mas bebem muita água... – meu marido falou enquanto se levantava e ajudava os meninos com as suas mochilas – Vi isso num filme sobre circo...
Os três homens da minha vida me deram um beijinho e um abraço e se despediram de mim, a escola dos meninos ficava a meio caminho de Columbia e Edward me poupavava um grande trabalho ao levar os filhos à escola... Eu voltei ao quarto me maquiei, peguei a bolsa, o notebook e minha pasta com papéis importantes para a audiência e parti para a Corte de NY. Às nove da manhã eu tinha uma audiência marcada e se não me apressasse, chegaria atrasada.
O Sr. Tinsdale, Nicolas e nossos clientes já esperavam por mim, sentindo um embrulho no estômago, eu entrei na Sala de Audiências da 6ª Vara da Fazenda Pública de NY e só não desmaiei porque sentei logo naquela cadeira dura.
‘Se controla, Isabella’, falei para mim mesma e respirei profundamente.
- Sra. Cullen, ta tudo bem com a senhora? – Nick, o estagiário sussurrou para mim.
Fiz cara de paisagem e assenti para o garoto. Por sorte, não precisei fazer muita coisa naquela manhã e cerca de meia hora depois a audiência foi encerrada. Nick deve ter notado que eu estava surtada, ele pegou um copo de água para mim e após o terceiro gole, eu corri para o banheiro, onde vomitei não só o café da manhã, mas todas as minhas entranhas devem ter ido junto.
Descabelada e ainda sentada no chão e inclinada sobre a privada, eu tentava juntar forças para me levantar quando olhei para meu relógio de pulso e vi a data... 06 de Abril...
Fiz as contas... ofeguei... fiz as contas de novo e de novo... Uma leve batida na porta me dispersou:
- Sra. Cullen?!
Era Nick, tadinho, ele devia estar aflito do lado de fora do banheiro.
- Eu to bem... Já estou indo...
Quando sai, vi que o garoto já tinha recolhido todos os papíes que eu tinha espalhado na mesa e também já tinha desligado meu notebook.
- Nós fomos imbatíveis hoje, Sra. Cullen... E o cliente ficou muito satisfeito... – ele sorriu – Ah! O Sr. Tinsdale pediu que lhe avisasse que poderia tirar o resto do dia de folga... Acho que ele percebeu que a senhora não estava passando bem...
Apenas assenti para o garoto, na verdade, depois que vomitei, o mal estar passou. Eu já estava indo para casa quando decidi passar numa farmácia e tirar aquela história a limpo. Comprei três kits de testes de gravidez e resolvi voltar para o escritório, já que ele estava mais próximo da rua onde estava.
Aquilo parecia um déjà vu... Lá estava eu, seis anos depois, trancada num minúsculo banheiro, olhando para três kits de teste de gravidez. Enquanto esperava as tirinhas de papel imersas em xixi mudarem de cor, eu já sentia minhas pernas bambearem e já enxugava algumas lágrimas teimosas.
Tirei a primeira e me escorei na parede... azul... Grávida!
A segunda ficou meio azulada e minhas certezas fraquejaram um pouco... Grávida?
Mas na terceira, eu realmente não tive mais dúvidas! A tirinha ficou azul turquesa e eu surtei geral... Tive vontade de gritar, mas me contive, afinal estava no trabalho.
- OMG! To grávida... – murmurei emocionada enquanto abria alguns botões da blusa que usava e acariciava minha barriga.
‘Obrigada, meu Deus’, fiz a oração em pensamento, desejando que ele ou ela nascesse com bastante saúde. Imediatamente meus pensamentos voaram para Edward e eu me vi apressada, ajeitando minhas roupas e jogando aqueles testes de gravidez na lixeira.
Voltei para minha sala e disse a Nick que estava indo embora e que ele anotasse qualquer recado importante. Ele me avaliou por alguns segundos, antes de assentir e perguntar se estava tudo bem.
- Bem, não! Está maravilhoso... – sorri antes de virar as costas.
Transbordando de felicidade, eu só queria abraçar meu marido e dizer-lhe que teríamos mais um filho, peguei o carro e ganhei as ruas de NY, mas antes de chegar ao MS Hospital, parei numa loja enxoval de bebê.
- Vamos comprar seu primeiro presente, meu lindo bebê Cullen... – sussurrei enquanto saia do carro.
Eu fiquei na dúvida entre dois pares de sapatinhos muito lindos... Então resolvi comprar os dois, eles ficariam lindos em nosso pequeno ou pequena Cullen... E já que ainda era muito cedo para saber o sexo, tive o cuidado e o carinho de escolher presentes que servissem para menino ou menina.


POV EDWARD

Ha-ha...
Todos os dias eu acordava com um sorriso bobo nos lábios...
A FELICIDADE existe e eu vivo dentro dela!
Tenho a mulher mais linda e fantástica do mundo... Na verdade, Bella é fodástica! Ela é perfeita, sensual, carinhosa, gentil e educada com todos e, especialmente para mim, ela é uma felina na cama... Só de pensar nela, eu fico com essa cara de bobo!
- HEI, CARA! O SINAL TA VERDE!
Argh... Levei uma buzinada de um taxista estressado e percebi que estava atrapalhando o trânsito já atrapalhado de NY! Isso é o que dá ficar pensando em Bella...
Sai da escola dos meninos super atrasado e já estava há duas quadras da facul preso no trânsito. Sabe do que mais? Decidi não me estressar, liguei o rádio e fiquei ouvindo baladas românticas, pensando em Bella e no nosso amor!
Mas não tem como pensar em minha esposa e não pensar em nossos meninos... Aos cinco anos e meio, Anthony (ou Tony como é chamado pelos coleguinhas) e Thomas, ou Tom, como gosta de ser chamado, são duas crianças incríveis.
Amo meus filhos de uma forma tão intensamente mágica que não seria exagero dizer que eu sobreviveria à falta de oxigênio, mas nunca a ausência de meus pequenos! Pequenos... HA-HA... Os dois estão enormes, vivem aprontando traquinagens e deixando Jenny, a babá deles, pilhada!
‘Sr. Cullen, essas crianças parecem que são movidas a bateria!’, a babá vivia dizendo isso... Ah! Mas no fundo, ela é apaixonada pelos meninos e me arrisco a dizer que os dois tem Jenny como uma segunda mãe.
E agora meus gêmeos inventaram que querem fazer escolinha de beisebol! Eu e Bella ainda estamos deliberando sobre o assunto, mas eu acho a idéia legal.
Meninos e esportes são uma combinação muito saudável. E sem querer ser machista, acho que meninas até crescem de forma saudável sem praticar algum esporte, mas com os meninos é diferente. Nossa sociedade machista e conservadora está forjando muitos homens egocêntricos e rudes, homens que não sabem lidar com a perda, a dor e a frustração. Por isso, considero que a prática de esportes cria nos meninos um senso de responsabilidade e trabalho em equipe que serão muitos importantes na vida adulta. Sem contar que as derrotas são fundamentais para que qualquer criança cresça saudável.
Quero ensinar a meus filhos que perder e ganhar são duas coisas importantes na vida de um homem. Ganhar produz em nós a vaidade e o orgulho. Uma boa dose desses dois sentimentos é fundamental para que a pessoa conserve seu amor próprio e sua auto-estima. E se amar faz bem, já que a gente só ama o próximo quando se ama. Agora perder é um dom... Quem sabe aceitar suas derrotas desde criança, cresce com o importante senso de proporção. Acredito que o eixo que nos mantém ligado à realidade é nossa resistência às frustrações.
Ainda olho para trás e agradeço a Deus porque nem eu e nem Bella éramos riquinhos mimados quando nossa vida virou pelo avesso...
Falando em Bella de novo, hoje ela estava tão lindamente mal humorada! Quando vi que ela estava dormindo demais e iria se atrasar para o trabalho, eu parti para o ataque, comecei a fazer cócegas nos seus pés e foi tiro e queda. Minha esposinha dorminhoca acordou e fez um biquinho para mim... Antes que a coisa ficasse feia pro meu lado, corri para o banheiro e tomei meu banho frio. Frio porque estamos em Abril e a primavera trouxe lindos raios de sol e algum calor para NY.
Ooopppsss... Levei outra buzinada!
UFA... O trânsito deu uma trégua e eu consegui chegar a tempo para a aula!
Depois de passar quase noventa minutos somente pensando em minha Bella... Sim, eu sei, sou um marido bobamente apaixonado... Resolvi ligar para ela, mas seu celular estava desligado, acho que a bateria descarregou. Liguei para o escritório e quem atendeu foi o alesado do Nicolas, o estagiário que trabalhava com ela, mas ele disse que ela já tinha ido para casa, pois ganhou o resto de dia de folga.
ARGH... Eu quase surtei quando Bella conseguiu esse emprego! Primeiro era começou a trabalhar com um tal de Sr. Tinsdale e de cara eu fiquei puto porque com TANTAS ADVOGADAS MULHERES daquele escritório, ela tinha justo que trabalhar lado a lado com UM CARA?
Eu ficava ‘respira, Edward, respira, sua esposa te ama e é fiel a você’, mas um dia, eu e Bella estávamos no shopping com os meninos e encontramos esse Tinsdale por acaso e eu quase soquei a cara do infeliz. Aquele filho de cruz-credo, nariz de porco, barriga de barril de chope não parava de olhar para a bunda da minha mulher! Não disse nada à Bella até por que ela não tinha notado, mas fiquei ‘surtadinho da silva’. E depois, quase tive uma síncope quando ela me disse que haviam contratado um ESTAGIÁRIO para ajudá-la.
PORRA!
Cadê AS estudantes de Direito? Acabaram?!
Por sorte meu estado de surtação se acabou quando nós fomos a um churrasco promovido pelo escritório de advocacia e eu me convenci tendo por base minhas observações pessoais e a coleta de depoimentos dos outros convidados (sim, eu sou um quase médico, ou seja, um quase cientista) que o Sr. Tinsdale olha para a bunda de todas as mulheres. Mas segundo consta, a fofoca que rola solta no escritório é que o velho olha, olha, olha e não pega ninguém, já que seu contrato pré-nupcial com sua riquíssima esposa prevê uma cláusula de fidelidade de ambas as partes. Pelo que entendi, o velho pode até gostar de bunda, mas é doido por dinheiro!
Já estagiário, ah, esse aí virou meu brother!
Não é que o garoto, magrelo e franzino era... ééérrr... Como eu posso dizer?! Acho que ele era um daqueles meninos criados com avó, um daqueles meninos super caretas, super respeitadores, super tímido... Aposto até que era super-virgem!
As aulas recomeçaram e eu não consegui ter notícias de Bella, quando liguei para casa, a governanta disse que ela ainda não tinha chegado lá. Meio preocupado, meio precisando assistir aula, já que estava no último semestre de facul, voltei para a sala. Não sei o que me deu naquela manhã. Embora eu sempre quisesse e precisasse falar com minha esposa, naquela hora eu tinha a impressão que ela também queria falar comigo. Parecia que a ligação mágica que nos une (o amor) me dizia que estávamos em sintonia naquele momento.
E mal o professor começou a falar sobre ética na medicina, a porta se abriu e minha Bella apareceu de repente, suas bochechas coradas pelo constrangimento de perturbar a aula pareciam pétalas de rosas engastadas no marfim cremoso de seu rosto.
- Bom dia! – ela falou num tom de voz contido – Desculpe, professor, mas preciso falar com Edward Cullen.
O professor fingiu não se importar e assentiu minimamente, eu fechei o caderno, peguei minha mochila e senti meu coração acelerado. Não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que fosse o que fosse, aquilo iria mudar nossas vidas para sempre.
Assim que coloquei metade de meu corpo para fora da sala, Bella me puxou para um abraço apertado e seus lábios buscaram os meus com urgência. Correspondi ao beijo com vontade e meu corpo já estava se acendendo de desejo por ela quando senti meu rosto molhado. Bella chorava e aquilo me preocupou, interrompi e o beijo e colei nossas testas, sim ela chorava.
- Amor, o que está acontecendo? – sussurrei.
Ela sorriu enquanto ainda chorava.
- Eu... nós... estamos grávidos de novo, amor!
GRÁVIDOS?!
Congelei de emoção e por uns cinco segundo o meu coração deve ter parado de bater, mas depois ele voltou a bater com tudo e ele parecia... Inchado? Sim, inchado de amor por Isabella, Anthony, Thomas e o novo Cullen!
- MEU DEUS! – girei minha esposa no ar e depois voltei a beijá-la com carinho e devoção – Outro filho, Bella... – sorrimos – Obrigado!
Com as mãos entrelaçadas as dela, me ajoelhei e comecei a beijar seu ventre ainda lisinho. Ela sorria e ainda chorava enquanto eu dizia palavras de amor ao nosso pequeno ou pequena Cullen. De repente, fez-se a luz em minha cabeça.
- Vamos preparar um enxoval com muito cor-de-rosa, amor... – falei cheio de convicção.
Emocionada, Bella falou com cautela, dizendo que ainda era MUITO cedo para que eu afirmasse que teríamos uma menina. Mas eu não me deixei desanimar... Teríamos SIM uma suíte cor-de-rosa na mansão Cullen!
Enquanto minha esposa narrava uma história de quase desmaio e vômito e dizia que tinha feito três restes de gravidez de farmácia e os três tinham dado positivo, eu a levava ao MS Hospital para que um exame de BHCG fosse feito.
O bom de ser estudante de medicina é que a gente se sente mais seguro nessas horas... Enquanto esperávamos o resultado do exame, eu e Bella fazíamos as contas da data de sua última menstruação e chegamos à conclusão que ela deveria estar com sete semanas de gravidez. Quando o resultado chegou, a Dra. Lydia, obstetra de minha esposa e antiga colega de trabalho de mamãe e de Rennè, veio nos atender.
- Oh! Isabella, Edward, parabéns, meus queridos! – ela falou de um jeito carinhoso e familiar, já que nos conhecia há um bom tempo.
- Obrigada! – Bella respondeu e sorriu largamente.
Eu ainda estava tão embasbacado, que só conseguia sorrir e alisar o ventre ainda liso de minha esposa e quando abri o envelope, li em voz alta o que já sabíamos sobre as sete semanas de gestação, mas me espantei com outra coisa.
- É possível?! – sussurrei.
- O que foi, amor? - Bella ouviu meu sussurro e franziu a testa.
- Doutora, a senhora tem aí no seu computador aquele programinha que faz o cálculo da data da concepção? – atropelei uma pergunta para a médica e não respondi à minha esposa.
A médica apenas assentiu para mim e virou seu notebook para nós, inseri os dados rapidamente e mostrei a Bella o que os cálculos de matemática já tinham me dito.
- OMG! – minha esposa sussurrou, suspirou e olhou para mim embasbacada – Vo-você tem certeza disso?
- Tenho, amor. – arrastei minha poltrona para ficar mais colada à poltrada dela e comecei a apontar para a tela do notebook – Você menstruou no dia 13 de Fevereiro, seu ciclo dura exatamente 28 dias, na metade do ciclo você ovulou... Então, posso dizer que concebemos no dia 27...
- No nosso aniversário de casamento?! – ela olhou em meus olhos e sorriu.
- Sim! – acarinhei seu rosto com as costas da mão – Parece que nossa especialidade é fazer filhos em datas comemorativas...
Ela sorriu e eu lhe dei um beijinho de esquimó, colamos nossas testas e ficamos enamorados... Na minha cabeça os flashes de duas noites especiais passavam como num filme. Um certo 25 de Dezembro de alguns anos atrás, quando fizemos nossos meninos, se misturava ao último 27 de Fevereiro...
- Te amo, Bella. – falei solenemente enquanto entrelaçava nossas mãos – E amo cada um de nossos filhos... Filhos feitos de amor!
- Muito amor... – ela sussurrou e nos beijamos com carinho.
O beijo acabou cedo demais quando o telefone tocou e a ficha caiu para nós: ainda estávamos no consultório da médica. Tadinha da Dra. Lydia! A mulher estava corada e visivelmente sem graça.
- Desculpe, doutora, não vamos mais tomar o seu tempo hoje...
- Oh! Que é isso, meu filho? – ela deu um sorriso amarelo – Vocês são sempre bem vindos...
- Doutora, posso passar na recepção e marcar meu pré-natal para a próxima semana?
A médica respondeu que ‘sim’ e assim que nos despedimos dela e ganhamos os corredores do hospital, eu e Bella telefonamos para nossos amigos e lhes contamos a novidade.
Assim que saímos do hospital, passamos na escola, pegamos os meninos e fomos para casa. Almoçamos todos juntos e passamos a tarde curtindo nossos pequenos, mas eu e Bella ainda não sabíamos como dar a notícia a eles. Até que Bella sorriu para mim e eu assenti minimamente. Estávamos os quatro em nosso quarto, deitamos na cama... Bella se sentou, eu fiz o mesmo e ela começou a falar de um jeito tão desajeitado, que parecia que nós dois éramos duas crianças que tinham feito uma grande traquinagem!
- Então, meninos... ééérrr... seu pai e eu... nós dois... - ela fez um gesto de mãos enquanto os meninos não tiravam os olhos da gente – Bem, a gente fez uma coisa...
Eu olhei para Bella meio surpreso, meio desconfiado... O que será que ela pretendia com aquilo?
- Mamãe?! – Anthony a interrompeu – Por favor, não vá me dizer que vocês vão nos colocar pra fazer aulas de oboé!
- OBOÉ?! – eu e Bella dissemos em coro.
- É, oboé! – Thomas assentiu com fervor – O pai de Jeremy Schutz, nosso colega da escola, perguntou se ele queria ter aulas de oboé e ele disse que sim porque pensava que aulas de robôs...
- E quando ele chegou lá, se deu mal porque agora está tendo que ter aulas de música com uma coisa esquisita que parece uma corneta... – Anthony complementou – Ele disse que as aulas são chatas...
- Meninos, - Bella falou – eu não estou entendendo...
- Mamãe... – Thomas cruzou os bracinhos - o negócio é o seguinte: o pai e a mãe do Jeremy, quando foram dizer pra ele sobre as aulas...
- Ficaram que nem vocês dois! – Anthony concluiu – Com essa cara daí... Meio...
- Enrolados! – Thomas realmente concluiu tudo.
Bella caiu no riso e abraçou os dois filhos ao mesmo tempo enquanto beijava os dois e dizia-lhes que eles nunca fariam aulas de coisas que não gostassem.
- Mas o que a mamãe queria dizer, - me juntei ao abraço dos três – é que vocês dois vão ganhar um irmãozinho. – senti que meus meninos retesaram os corpos – Ou irmãzinha. – completei – Ainda é cedo para saber.
‘Ainda é cedo para saber se serão um ou dois’, completei em pensamento.
- UAU... – os dois disseram em coro e sorriram.
- Vo-vocês estão felizes? – Bella parecia insegura.
- Eu sabia, eu sabia, eu sabia... – Thomas começou a repetir.
- Eu também sabia! – Anthony retrucou.
De novo, eu e Bella estávamos por fora da conversa deles.
- Vocês sabiam do que? – perguntei.
- Vocês dois! – Thomas apontou e começou a nos imitar – É ‘amor, isso, amor aquilo’... ‘princesa, pra lá’... ‘Ed pra cá’...
- Se os bebês são mesmo feitos de amor... A gente pensava que já deveria ter uns cinqüenta mil irmãos...
Bella corou intensamente e eu senti minhas bochechas queimarem, nos olhamos e gargalhamos com vontade, depois abraçamos nossos pequenos e lhes dissemos o quanto eles alegram nossas vidas. Eles passaram o resto tarde sendo EXTREMAMENTE carinhosos com a mãe... Bella ganhou muitos beijos na barriga, massagens meio desajeitadas nos pés e uma xícara de leite com biscoitinhos de mel. Mas em meio a isso tudo, nossos gêmeos fizeram muita algazarra no quarto, dizendo que a mãe ia ficar redonda feito uma melancia e dizendo que eu deveria comprar uma vaca para que o bebê tivesse muito leite!
Nos dias que se seguiram, eu não descuidei dos cuidados com Bella. Ela sentia alguns enjôos matinais, mas eles logo passavam depois do café da manhã. Comecei a fazer massagens em seu corpo com o hidratante especial pra grávidas, ela começou a usar lingeries para gestantes e começou a fazer o pré-natal. Enquanto isso, os meninos sentiam as mudanças na atmosfera da casa e às vezes demonstravam um pouquinho de ciúme.
Certa vez, eu flagrei uma conversa curiosa de meus filhos, nós três estávamos no jardim e enquanto eles limpavam suas bicicletas, tinham uma conversa séria. Eu estava sentado num dos cadeirões à beira da piscina lendo o jornal e, parecendo desinteressado, escondi a cara no caderno de notícias, mas prestava atenção ao que diziam.
- A gente vai ter que dividir quase tudo com esse bebê. – Thomas falou para o irmão.
- A mãe, o pai, a casa, os tios, primos e avós do coração... – Anthony enumerava os itens.
- Os brinquedos...
- Os brinquedos não. – Anthony respondeu com segurança – Acho que mamãe vai comprar brinquedos novos!
- Será que Jenny vai deixar de ser nossa babá?! – a voz de Thomas subiu umas oitavas, meu pequeno parecia aflito.
- Ah, não, isso não! – Anthony protestou.
Os dois fizeram um minuto de silêncio e eu me arrisquei a olhar, vendo a coisa mais linda do mundo. Os dois sentadinhos sobre a grama, as pernas dobradas, as mãozinhas sobre os queixos...
- Será que ele ou ela vai gostar da gente? – Anthony perguntou.
- Acho que sim! Eu já gosto dele...
- Eu também...
Feliz pela reação de meus filhos, eu voltei a ler o jornal, mas fiz uma nota mental de conversar com Bella sobre a contratação de uma nova babá.
Ninguém tirava da minha cabeça que o próximo enxoval seria cor-de-rosa! Além de eu desejar ser pai menina, ainda tinha quase certeza que seriam MENINAS, ou que pelo menos um deles seria a minha tão sonhada menina... Não quis dizer nada a Bella para não alimentar falsas esperanças, mas no resultado de seu exame, o nível de BHCG estava altíssimo, chegando quase a 13.000 miliUI/ml. Isso é muito, muito hormônio! Lembro que na gestação dos meninos, Bella estava com 12.000 miliUl/ml, um indicador da gestação gemelar.
Logo na segunda consulta de pré-natal, a médica fez um exame de ultrassom transvaginal em Bella e tivemos a certeza de que se tratava mesmo de uma gravidez de gêmeos.
- O QUÊ?! – Bella guinchou e apertou minha mão com força – DE NOVO?!
- Sim! – a médica sorriu – Não tenho dúvidas, querida! – Seus níveis de BHCG estavam muito altos e agora, - ela apontou para a tela – posso ver nitidamente dois embriões...
- Serão... – Bella estreitou o olhar e congelou seus orbes chocolates no monitor por alguns segundos e depois suspirou – gêmeos idênticos novamente?!
- Tudo indica que sim, amor! – sussurrei – Ta vendo ali? – ela assentiu – Existe apenas um saco gestacional... Os dois bebês estão dividindo a mesma placenta.
- OMG... Eles são tão lindos... – ela sussurrou e começou a chorar.
Naquela noite, durante o jantar, contamos aos meninos a novidade e eles surtaram de alegria... Disseram ‘uau’ em coro e em sua matemática infantil, afirmaram que cada um seria irmão mais velho de um bebê.
Naquela noite eu também tive um sonho.
Eu estava passeando numa praia com duas menininhas lindas! Elas tinham a pele de marfim mais macia e cremosa do mundo, seus cabelinhos cor de chocolate eram levemente ondulados e terminavam em lindos cachos nas pontas. Eu podia ouvir seus risinhos de sinos e aquilo fazia meu peito de encher de orgulho e amor... Eu não podia deixar de sorrir! Eu sabia que elas eram minhas meninas... E quando finalmente as duas princesinhas olharam para mim, eu ofeguei e senti todas as células de meu corpo explodindo de amor. Elas eram duas cópias de Bella quando criança, com aqueles lindos olhos cor de chocolate, as bochechinhas coradas e um sorriso sapeca no rosto...
Lindas...
Acordei pisando nas nuvens e quando voltei para casa, depois de um longo dia de aulas na facul trazia uma caixa de presente, embrulhada num brilhoso papel cor-de-rosa e enfeitada com muitas fitas.
- Papai trouxe presente para mamãe. – Thomas observou.
- Se for chocolate, eu quero um pedaço!
Anthony se colou a nós com curiosidade e nessa hora eu percebi que dei uma mancada terrível! Agora eu já não tinha uma princesa, eram três... Faltou o presente de Bella! Fiz uma nota mental de comprar algum presente para Bella no dia seguinte.
- Oi amor! – dei um selinho nela – Trouxe alguns presentinhos para as meninas...
- Edward... – ela falou preocupada.
- Eu sei, eu sei. Ainda não temos certeza, mas... Veja só!
Estendi a caixa para Bella e quando ela abriu, viu os mimos que comprei para as novas torcedoras do Yankees.
- OMG! São lindos... – nos beijamos com carinho e os meninos começaram a rir enquanto tapavam os olhinhos, fingindo constrangimento.


POV BELLA

Agora entendo quando as pessoas dizem que uma gravidez não é igual à outra. Dessa segunda vez, a quantidade de enjôos foi a mesma, mas a barriga começou a crescer mais rápido... Conseqüentemente, eu estava engordando mais rápido!
Tive alguns surtos de vaidade e passei a ser acompanhada não só pela obstetra, mas também por um endocrinologista e uma nutricionista. Comecei a ter aulas de hidroginástica e não abandonei o pilates e o ioga.
Sinceramente, eu tinha medo de ficar gorda!
Ah! Mas Edward me encantava a cada minuto de nossos dias! Se na primeira gravidez ele foi um pai presente, nesta última ele estava sendo onipresente... Mesmo correndo contra o tempo no último semestre de faculdade, meu marido não deixava de me acompanhar nas consultas de pré-natal.
Choramos de emoção quando na 10ª semana de gestação ouvimos o som dos coraçõezinhos deles... As batidinhas lindas e quase sincronizadas faziam uma parecer o eco da outra!
Mas ainda não dava para saber o sexo e isso quase foi motivo de briga entre nós.
Edward surtou geral e bateu o pé, dizendo que teríamos DUAS MENINAS. Ele queria providenciar logo todo um enxoval duplamente cor de rosa, além de querer contratar uma empresa de decoração para decorar a suíte com móveis e paredes cor de rosa...
Em meu coração eu desejava o mesmo, mas tinha receio de expor meus sentimentos e ficar frustrada. Então, na 16ª semana de gestação, meu marido era todo sorrisos e carinhos para mim e para os bebês... Cada vez que Ed tocava em meu ventre, ou sussurrava palavras de amor para os novos pequenos Cullen, eles se mexiam dentro de mim. Naquela tarde, quando ele me levou para fazer mais um ultrassom, não cabia em si de tanta felicidade. Atento à tela do monitor e com uma mão entrelaçada à minha, ele mal piscava os olhos e mal respirava.
- Amor, relaxe... – sussurrei e ele sorriu torto.
A médica mexia aquele aparelhinho para lá e para cá, espalhando o gel gelado em meu ventre arredondado e de repente, parou. Ela e Edward se concentraram num ponto por alguns segundos, até que um dos bebês se mexeu levemente. O que ele mexeu, eu juro que não sei, porque não consegui identificar as imagens. Ambos, médica e marido ofegaram e sorriram.
- Meninas... – meu marido sussurrou com a voz embargada pela emoção.
- MENINAS?! – guinchei – Oh! Meu Deus...
Edward se inclinou um pouco e me beijou com carinho, quase que no mesmo instante eu percebi que chorávamos. Foi lindo! Quando cessamos o beijo, ele sussurrou:
- Obrigado por me dar as meninas mais lindas do mundo. – seu sorriso era glorioso – Te amo, Bella...
- Eu te amo, mais...
Acho que a médica já deveria estar enjoada de tanta melação, porque ela pigarreou alto e nos deu privacidade para que eu vestisse minhas roupas.
- Você está feliz? – Ed perguntou enquanto me ajudava a descer da cama.
- Muito... – lhe dei um selinho.
Como já passava das quatro da tarde e eu não ia mais trabalhar, nem tampouco Edward ia para a faculdade, decidimos passear no shopping e comprar presentinhos para nossas meninas.
- Você já pensou nos nomes... – perguntei enquanto estávamos esperando o sinal de trânsito abrir.
- Bom... eu... – ele sorriu torto – Eu pensei muito em Madeleine... O que você acha?
- OMG... Amor, esse nome é lindo! – sorri e afaguei seu rosto – Mas de onde você tirou a idéia?
- Bom, eu prestei bastante atenção quando Jasper e os outros nos contaram como e porque Renata Volturi resolveu se entregar à polícia. A fé, a devoção daquela mulher em Santa Maria Madalena foi uma coisa que me deixou sensibilizado.
- Na hora, eu até achei estranho, - falei – porque eu achava que todos os Volturi eram ruins e sanguinários. Mas depois percebi que Deus pode usar qualquer pessoa para servir a seus propósitos.
Houve um minutinho de silêncio entre nós. Falar dos Volturi não era uma coisa fácil, trazia recordações difíceis para nós.
- A história de Maria Madalena é muito linda, sem contar que Madeleine era o nome de minha bisavó francesa, a avó de mamãe! – sorri mais ainda – Será uma linda homenagem.
- Eu sei, também pensei nisso na hora de escolher o nome da outra bebê! – ele falou todo orgulhoso – Elizabeth é um nome muito presente em várias gerações Cullen... A última Elizabeth foi a avó de papai...
- Madeleine e Elizabeth... – sussurrei e gostei da sonoridade – Madeleine e Elizabeth! – sussurrei novamente e comecei a cariciar meu ventre, fazendo com que nossas meninas chutassem – OMG! Amor, - peguei uma de suas mãos e a coloquei em meu ventre – elas gostaram do nome.
- Marie-Madeleine Swan Cullen, - ele falou solenemente – ela terá o Marie de todas as Swan...
- Anne Elizabeth Swan Cullen. – completei o nome da outra e Edward olhou para mim surpreso – Quero homenagear Esme, já que seu segundo nome era Anne.
- Obrigado, Bella, eu te amo! – ele pegou uma de minhas mãos e a levou a seus lábios, num gesto de carinho e gratidão.
- Qual será o significado desses nomes? – perguntei para mim mesma, mas Ed respondeu.
- Eu também já pesquisei isso. – ele sorriu torto de novo – Marie é Maria e este nome identifica a principal de todas as mulheres, Madeleine é Madalena e quer dizer ‘magnífica’... Ambos os nomes são franceses.
- OMG! Que lindo! – afaguei meu ventre e sorri.
- Anne é uma variação de Ana e quer dizer aquela que é cheia de graça e Elizabeth quer dizer consagrada a Deus. – Edward tinha um sorriso jubiloso no olhar enquanto falava e aquilo só me fazia ficar mais feliz ainda.
- Amor... os nomes são lindos e os significados tem tudo a ver com a nossa família! – eu não cabia em mim de tanta felicidade.
No shopping, compramos alguns mimos para Madeleine e Elizabeth, mas na verdade, a gente queria comprar tudo o que via pela frente. Fiquei apaixonada pelas roupinhas e acabei fazendo uma colorida combinação de vestidinhos e sapatinhos. Já Edward se derreteu com dois bercinhos móveis feitos em palha de vime, pintados de branco e enfeitados com fitinhas e babadinhos cor de rosa! Uma graça! E para completar, o papai coruja comprou dos macaquinhos cor de rosa muito engraçados. A estampa da frente de um deles completava a metade da estampa do outro... Tudo muito lindo e fofo, perfeito para nossas gêmeas!
Fizemos um lanche (sim, eu vivia morrendo de fome por conta da gravidez) e para evitar surtos de ciúmes nos meninos, compramos dois presentinhos para eles também. Já em casa, contamos as novidades a todos e ficamos felizes por ver nossos meninos beijando e alisando meu ventre, chamando as irmãzinhas de Maddie e Lizzie... Sim, em menos de cinco segundos os dois colocaram apelidos fofinhos nas irmãs!
Na semana seguinte meu marido se tornava médico! A festa de formatura foi linda e emocionante, Edward ficou com os olhos marejados enquanto subia até a plataforma para pegar seu diploma. Eu e os meninos aplaudimos de pé, assoviamos e gritamos ‘EDWARD! EDWARD! EDWARD!’... O baile foi perfeito e mesmo com uma barriguinha de 17 semanas, curti a noite com meu marido e filhos e lindos.
Dali em diante, meu marido teria mais três anos de residência médica em pediatria e só então poderia exercer a medicina plenamente.
- Parabéns, Doutor Edward Cullen... – sussurrei em seu ouvido enquanto a gente dançava.
- Obrigado, amor. – nos beijamos com carinho, mas aquele carinho todo serviu para espalhar um gostoso calor no meio das minhas pernas.
- Hum... – gemi quando cessamos o beijo – To com desejo...
- Desejo? – ele olhou ao redor – Quer comer algum salgadinho?
- Não, quero comer você... – sussurrei e mordi o lóbulo de sua orelha.
Ele sorriu torto e em seguida gargalhou, me girando com delicadeza pelo salão.
- A senhora anda muito gulosa, Sra. Cullen... Hoje de manhã a senhora já andou abusando muito de mim...
- Quero mais! – fiz biquinho – To grávida...

(...)

Em julho nós reunimos os amigos nos jardins da mansão para um churrasco de aniversário de Edward, todos estavam eufóricos com a chegada das gêmeas e foi a fez de meu marido provocar seu padrinho de casamento:
- Aê, mano, - ele socou o braço de Emmett – ganhei de você nos quesitos quantidade e variedade... Comigo é dupla-produção!
Emmett estava com a pequena Emmelie no colo, fez um biquinho e deu um sorriso amarelo antes de responder:
- Humpf... Exibido...
Desatei a rir enquanto as meninas chutavam meu ventre. Definitivamente Emmett odiava perder qualquer coisa! Apoveitamos que nossos melhores amigos estavam presentes ao churrasco e convidamos oficialmente Jake e Leah e Vic e James para serem os padrinhos das meninas. Sabiamente, Ed deixou claro que as bebês e os futuros padrinhos se escolheriam no momento certo.
Quando chegou o dia do chá de fraldas reuni em casa as amigas mais chegadas, além de algumas colegas de trabalho minhas e de Edward. A tarde foi muito divertida, eu me sentia bem com meu corpo, me sentia bonita e feliz e o bolo ficou lindo, com duas meninas de marzipan decorando seu topo. Mas o melhor de tudo foi que cada pacote de fralda que as meninas ganharam foi revertido para o projeto social do MS Hospital que atende bebês sem seguro saúde. Como nossas mães, Ed era um médico engajado em projetos sociais e fazia parte do corpo médico voluntário que atende em comunidades menos favorecidas de NY.
No aniversário de 06 anos dos meninos, eu ainda estava na 28ª semana, mas a barriga estava imensa! Não fizemos uma grande festa de aniversário para nossos meninos, mas fizemos uma festinha alegre na escola. Os dois curtiram o momento com seus coleguinhas, ganharam muitos presentinhos e eu não me cansei tanto. Aproveitei a oportunidade para conversar com as professoras deles e constatar que tanto a leitura como as escrita de meus meninos haviam evoluído bastante.
Em Setembro a minha barriga já estava tão grande que eu nem conseguia mais ver meus pés! Passei a trabalhar em casa, lendo vários processos, fazendo muita pesquisa e contando com a grande ajuda de Zachy, o estagiário mais gente boa do mundo!
Meu aniversário chegou junto com muitas dores de coluna e um cansaço físico descomunal. Na 30ª semana de gestação eu já havia engordado 16 quilos...
Eu parecia um hipopótamo!
Não surtei muito, não tive graves crises de baixa estima e não fiquei deprimida... Graças a meu marido lindo e carinhoso, eu me senti bem porque ele fazia com que eu me sentisse linda e sexy. Depois do café da manhã de aniversário, depois que os meninos e Ed cantaram parabéns para mim e me fizeram soprar as velainhas de 27 anos, nós fomos passear pelo jardim. Nós, quer dizer, eu me sentei num cadeirão e os meninos ficaram correndo de um lado para o outro com o pai. De repente Anthony e Thomas vieram correndo na minha direção, trazendo flores para mim e eu tive um flash de um dèjá vu... Em algum momento, talvez num sonho, eu já estive ali naquele jardim, com meu marido e filhos e grávida! Foi uma sensação muito gostosa... Aquela cena parecia familiar! E quando abracei meus filhos, meu marido se juntou a nós e as meninas em meu ventre se sacudiram de alegria, eu chorei de emoção por me sentir a mulher mais feliz do mundo, estando no melhor lugar do mundo.
Como a minha barriga não parava de crescer e eu e as meninas não parávamos de engordar, a médica decidiu marcar minha cesariana para o dia 23 de Outubro, o dia exato em que a gestação chegava a 36 semanas. Foi um alívio para mim porque eu já não dormia direito, a coluna doía pra valer e eu nem trabalhava mais. Aproveitei as últimas semanas de gestação para finalmente contratar a nova babá, Chloe, uma pessoa com boas referências e experiência com crianças.
Àquela altura do campeonato, o quarto das meninas já estava pronto e no closet já havia lindas roupinhas para elas. Embora Edward quisesse MAIS cor de rosa, lacinhos e fitinhas, ele ficou satisfeito com a decoração que fiz... Ah! Esse meu marido estava um papai muito coruja mesmo!
Dessa segunda vez o parto foi planejado, eu e Ed já sabíamos o que esperar e então às 13hs e 11min Madeleine veio ao mundo, linda e chorona... A menina chorava de um lado, eu e o pai chorávamos do outro! Seis minutos depois, escutávamos o chorinho mais discreto de nossa Elizabeth e a emoção veio com tudo. A nossa família agora estava completa!
Nossas filhas foram colocadas em cima de mim e meu coração disparou quando senti o calor de suas peles úmidas e enrugadinhas sobre a minha pele.
Existem certas coisas que nunca mudam... Ed já era médico e fazia parte do corpo médico do hospital, portanto ele poderia ficar comigo na sala de recuperação e acho até que esta era a intenção dele. Mas eu surtei e meus instintos de mãe o fizeram seguir nossas meninas até o berçário... De jeito nenhum eu iria deixar que nossas princesinhas ficassem longe de nenhum de nós!
Ainda meio grogue na sala de recuperação (por conta da anestesia da cesarian) forcei meus olhos a se abrirem e vi que Edward vinha em minha direção, carregando dois bolinhos envoltos em mantas cor de rosa. Ele sorria... Sim, aquele sorriso estava costurado em seu rosto! Eu sorri de volta e me emocionei de novo quando ele colocou nossas meninas em meus braços para que eu pudesse amamentá-las.
OMG... Quando aquelas boquinhas sugaram meus seios, meu coração explodiu de júbilo por ter em meus braços o milagre da vida e do amor. Ed tirou muitas fotos nossas e a todo momento beijava as cabecinhas das filhas e beijava minha testa.
No começo da noite Jenny trouxe os meninos para nos visitarem e, se comportando como dos cavalheiros, eles trouxeram um lindo arranjo de flores para mim e para as irmãs. Quando os dois olharam para as bebês despejaram para mim e o pai uma série de perguntas: ‘Por que os olhinhos delas são puxados se elas não são chinesas?  Por que essa daqui dorme de boca aberta? Por que elas não têm dentes?’ Eu segurava riso e Ed respondia com toda paciência do mundo, mas o melhor de tudo é que nossos pequenos se derreteram para as irmãs e disseram que elas eram as irmãs mais novas mais lindas do mundo.
Quando voltamos para casa, Maddie e Lizzie não tinham apenas um pai e uma mãe corujas... Seus irmãos mais velhos as enchiam de beijinhos, cuidados e fotos, muitas fotos. Os dois tinham ganhado máquinas fotográficas dos padrinhos no último aniversário e viviam registrando os momentos das irmãs! A cada momento novo, meus meninos perguntavam mais coisas sobre as irmãs e se espantaram quando os cabelinhos delas começaram a cair!
- Mamãe, por que você tá deixando elas ficarem carecas?! – Anthony estava indignado.
- Tadinhas delas! – Thomas olhou feio para mim.
- Meninos, os bebês normalmente perdem alguns fios de cabelos...
- Mas, mas...
- Isso não é justo! Elas já tinham pouco cabelo...
Não teve jeito, eu só consegui convencê-los quando lhes mostrei seus álbuns de quando eram bebês e passaram uma fase meio carequinhas. Conformados, eles deixaram o tema de lado.
Apesar nos sentirmos cansados cuidando de dois meninos travessos e duas meninas recém-nascidas, eu e Edward não cabíamos em nós de tanta felicidade. Meus dias eram deliciosos, rodeada pelos filhos e marido. E mesmo quando eu tinha a árdua tarefa de trocar fraldas fedorentas ou ainda fazer os meninos comerem feijão e verdura, eu me sentia plena por saber que simplesmente nasci para ser mãe deles... Às noites, naqueles dias de resguardo, eram ternas e carinhosas, apesar do corre-corre do dia a dia, a gente não conseguia se desgrudar! Mas depois dos nefastos 40 dias, quando meu corpo já tinha quase voltado ao seu estado normal, me entreguei nos braços de meu e me deliciei com seu toque. Foi mágico, como sempre é quando a gente faz amor!
A novidade agora é que Edward havia feito vasectomia e então depois de alguns meses poderíamos brincar à vontade, sem a necessidade de usar nenhum método anticoncepcional! Mas por enquanto ainda tínhamos que tomar cuidados, nos seis meses após a cirurgia, algum espermatozóide espertinho pode pregar uma peça num casal desavisado. E já que não pretendíamos ter mais dois filhos... o jeito ainda era apelar para a pílula!
O primeiro natal da nova e enorme família Cullen foi lindo e muito íntimo, demos folga para os empregados (menos para as babás) e curtimos nossos filhos lindos. Mas não nos esquecemos de festejar nosso niver de namoro... 17 anos é muita coisa!

(...)

Quando as meninas fizeram seis meses de vida e começaram a tomar mamadeira, eu voltei a trabalhar. No começo foi difícil porque eu morria de saudades delas e elas choravam sempre que me viam pegar a maleta do notebook! Sim, elas já tinham associado que toda que eu pegava o notebook era porque eu estava de saída...
Maddie era a mais chorona e reclamona, Lizzie era mais calminha e mais fácil de consolar... As duas eram lindas, perfeitas!
Mas geralmente pela manhã eu ficava em casa e já que os meninos estavam na escola, eu e as meninas podíamos aproveitar nossos momentos para brincar no chão ou simplesmente ficar deitadinhas na cama.
Eu adorava curtir minhas filhas, beijar seus rostinhos lindos, seus pezinhos fofos e suas mãos delicadas... Elas eram lindas! Todo mundo dizia, inclusive Edward que elas eram a minha cópia (quando comparadas por fotos), mas eu não achava isso! Minha Maddie e minha Lizzie eram as bebês mais lindas da face da terra!
Em Junho de 2017 eu e Ed éramos pais orgulhos de dois formandos! Sim, nosso Anthony e nosso Thomas estavam sendo graduados em ABC... OMG! Foi tão linda a festa de formatura... Meu coração galopava de alegria enquanto meus pequenos recebiam das mãos das professoras seus primeiros diplomas! Sentada ao lado de Edward e com nossas meninas em nossos colos, eu estava a mil por hora, quase quicando (no melhor estilo Alice) de tanta emoção! E a única coisa que me impedia de correr até meus meninos e os encherem de beijos e abraços era uma Maddie adormecida em meu colo... A menina com quase oito meses de vida conseguia ser uma pimentinha duas vezes mais pimenta que Thomas, por isso era bom respeitar seu sono!
Depois que todos os graduandos colaram grau, eles fizeram uma apresentação artística para os convidados e dentre tantos alunos, os meus lindos gêmeos executaram um trecho do minueto nº 5 de Bach. Eu e Ed éramos o retrato do orgulho pelos nossos filhos... E como felicidade nunca é demais, nos emocionamos quando uma professora fez uma exposição em slides de computador dos desenhos dos formandos. O tema era ‘o que eu vou ser quando crescer’... E quando chegou a vez de vermos os desenhos de nossos filhos, não havia desenhos de princesas e super-heróis como nos desenhos das outras crianças.
Anthony e Thomas fizeram um único desenho e nele, eu e Ed estávamos representados por dois bonequinhos e nossos nomes escritos com as letrinhas garranchadas de nossos meninos. Ao lado do desenho, a professora transcreveu a resposta de nossos filhos: queremos ser como nossos pais.
- OMG... Nossos filhos nos admiram! – sussurrei.
Emocionado, Edward falou em meu ouvido:
- Estamos fazendo um ótimo trabalho com eles...
Eu sorri e assenti para ele e não precisava ler mentes para saber que esse ‘eles’ eram nossos gêmeos e gêmeas.