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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 12

TOI ET MOI

Estávamos numa linda praia, num dia claro de verão, nossas mãos entrelaçadas, caminhávamos sem pressa. Nosso andar era compassado, como a nossa vida era, de vez em quando nos olhávamos e sorríamos.
 - Parece que foi ontem ...
 - O quê, amor? – perguntei a ele.
 - O dia em que o menino Edward pediu a menina Isabella em namoro! – ele parou de caminhar e eu parei também, ficamos de frente um pro outro, ele pegou meu rosto em suas mãos.
 - É mesmo, isso já vai fazer vinte anos! De lá pra cá, tanta coisa aconteceu ... Mas uma coisa continua igual, o meu amor por você, Edward. – nos beijamos, fiquei de ponta de pé e envolvi minhas mãos em seu pescoço enquanto as dele desceram até a minha cintura, puxando meu corpo em direção ao dele.
 - Hum ... Edward ... – gemi em sua boca, aquele simples toque dele sempre tinha o incrível poder de me deixar excitada.
 - MAMÃE, PAPAI!!! – havia vozes de crianças, mas eu não podia vê-las.
 - Vamos, mamãe! – outra voz vinha de longe, parecia ser de uma menina.
 - Puxa vida, gente, será que vocês podiam se beijar mais tarde? – dessa vez, a voz que vinha de longe era de um menino.
 Sorrimos e interrompemos o beijo.
 - Eles estão ansiosos. Vamos, Bella. Nós temos a vida toda.
 Ele pegou minha mão e voltamos a caminhar.

Acordei entre os beijos de Edward.
- Bom dia, princesa! Feliz natal!!! – eu sentei na cama e sorri pra ele.
Edward tirou do bolso de sua bermuda dois gorrinhos de papai noel e colocou um em minha cabeça e outro na dele. Pegou o seu celular e tirou uma foto nossa, acho que sai com o cabelo todo desgrenhado e com a cara de boba, mas não tem problema.

De presente de dez anos de namoro, ganhei um imenso buquê de rosas vermelhas.
- E, feliz aniversário de namoro! – ele beijou de leve meus lábios.
- Oh! Edward!!! São lindas, obrigada, amor. E obrigada também pelo gorro. Agora somos mamãe e papai noel. – dei um abraço nele.
Edward sentou de frente pra mim, entrelaçamos nossas pernas, juntamos nossos corpos e nos beijamos, colamos nossas testas e eu podia ver o reflexo dos meus olhos nos dele.
- Bella, hoje é um dia muito especial para nós. Eu tentei inutilmente bolar um discurso com frases bonitas que pudessem expressar o meu amor por você, mas eu ... eu não tenho palavras para descrever o que sinto por você, o que tenho vivido com você nos últimos dez anos. Mas nesse tempo, eu aprendi que o mundo não me desperta nenhum interesse sem você porque você é diferente de qualquer outra pessoa que eu conheça. Você simplesmente me fascina.
- Edward ... – eu acho que estava chorando, ele me impediu de falar, esperei que terminasse.
- Shii, Bella ... Mas ainda tem uma coisa que, mesmo se eu vivesse por uma eternidade, eu jamais conseguiria fazer, não tenho como medir o quanto eu te amo. Só sei que você é tão importante pra mim que eu poderia ser queimado vivo só para que você vivesse. Você é a minha vida. O amor da minha existência. – sua voz era rouca, seus olhos derramavam seu encanto sobre mim.
- Edward eu ... eu te amo! – tá, dessa vez eu chorava e sorria ao mesmo tempo – Eu também aprendi muito. Aprendi que amar é um ato de entrega diária e isso requer de nós uma certa dose de coragem. Coragem pra permitir que alguém toque e transforme o nosso coração. E você precisa se render a isso, não adianta lutar. E se eu quisesse lutar, seria uma causa perdida. Você é o único que já tocou meu coração, ele será para sempre seu, meu amor. Edward Cullen, eu sou irrevogavelmente apaixonada por você.
Eu olhava em seus olhos, percebi que Ed segurava o choro. Ele me beijou mais uma vez com carinho.
Naquele dia, eu tive a absoluta certeza de que sou muito digna de ser amada!
- Pronta para um dia de surpresas? – Ed me perguntou quando cessamos o beijo, sorri pra ele e peguei a mão que ele me estendia – Então, vem comigo, amor.
Edward me levou a sala de jantar e eu me encantei com a mesa de café da manhã. Perfeita!!!
Várias flores tropicais enfeitavam a mesa que estava repleta de frutas, pães, geléias, uma tábua de frios, leite, café, chocolate, panetone ...
- Amor, você fez tudo isso? – perguntei admirada enquanto ele puxava a cadeira para eu sentar.
- Não princesa, nem se eu vivesse mil anos poderia imaginar em enfeitar uma mesa com flores desse jeito ... – ele sorria torto enquanto sentava – tudo isso faz parte do dia de surpresas.
- Ah! Ed ... conta! O que tem mais? – pergunte com os olhos brilhando e quase quicando na cadeira.
- Seja boazinha, Bella! Agora, vamos tomar o café. – fiz biquinho e ele sorriu.
De repente, lembrei que eu também tinha umas surpresas.
– Amor, fica aí um pouquinho. – me levantei da mesa.
Fui até uma de minhas malas que estava intacta e peguei um embrulho. Numa das minhas idas a New York, vi um cara grafitando camisetas numa rua do Brooklin. Escolhi uma camiseta verde água e pedi pra ele grafitar o escudo do Yankees, o nosso time de beisebol. Voltei até a sala e sentei no colo dele.
- Feliz Natal, amor. – dei um selinho nele.
- Amei o presente, agora eu tenho uma camiseta do Yankees personalizada!
- Hum... Edward, o seu presente de aniversário de namoro ficou em Boston, não tinha como eu trazer pra cá, mas eu tirei umas fotos dele.
Peguei o meu celular e mostrei a Ed quatro fotos de quatro quadros. Eram pinturas de fotos nossas em diferentes fases da vida. O primeiro quadro era de nossa primeira foto, ambos bebezinhos. O seguinte, tínhamos em torno de cinco anos, estávamos no jardim da mansão Swan, sentados sobre a grama. O terceiro era de minha festa de quinze anos, Edward de smoking e eu num vestido longo azul. O último tinha sido de uma foto que tiramos em frente à casa de praia dos Cullen em Marta’s Vineyard, no último verão.

- Bella, que surpresa incrível! Esses quadros são um pequeno resumo de nossa vida ...
- Quando formos velhinhos, nossos netos olharão pra essas pinturas com orgulho. – falei cheia de convicção – Quando voltarmos a Boston, vou colocá-los na nossa sala de estar.
Comemos com vontade, tudo ali era uma delícia, sem contar que antes de comer com a boca, a gente já comia com os olhos pois a decoração da mesa era linda.
- E agora? O que o meu dia de surpresas me reserva? – perguntei enquanto acariciava seu rosto com uma de minhas mãos.
- Bom, ele nos reserva algumas horas num SPA. Teremos o dia pra relaxar bastante porque à noite ... – o sorriso dele era arrebatador, mas me deixou muito curiosa.
- O que tem à noite, Edward? – falei enquanto sentava em seu colo e tentava mais uma vez arrancar a verdade dele.
- Tem a lua, as estrelas ... – falou zombeteiro.
Beijei a pontinha de seu nariz, seus olhos, testa, bochechas, queixo ... Ele, impaciente como é, segurou meu rosto entre suas mãos e beijou meus lábios com muita luxúria. Fiquei sem ar, meu coração acelerou e eu me esqueci até de meu nome.
- Edward ... você é muito bom nisso ... muito, muito bom. – gemi em sua boca.
- Bom em quê?
- Em me deslumbrar. A cada ano você fica melhor ... – respirei fundo e tentei me recompor – A que horas devemos ir ao SPA?
- Você consegue se arrumar em meia hora? – sorri e assenti, me levantei de seu colo e ele me deu uma tapinha leve na bunda.
- Aí! – estirei a língua pra ele – Preciso levar alguma coisa para o SPA?
- Somente a sua nécessaire, mais nada. – ele sorria torto – Vou te esperar no jardim.
Tomei um banho e pus um vestido,longo e soltinho todo florido, sandálias rasteirinhas nos pés na cor branca e uma maxi bolsa branca, nela pus a nécessaire.
Quando apareci no jardim, Edward tinha trocado a camiseta. Já estava usando a que eu havia lhe dado, tava distraído, olhando o mar, parecia perdido em pensamentos, lindo como sempre. Uma escultura perfeita, uma homenagem a algum deus pagão da beleza. Por um instante lembrei do que aquela velhinha disse no dia anterior, sobre nossos filhos ... Se eles forem tão bonitos quanto o pai ...
- Amor, estou pronta.
Ele se virou e pegou minha mão, beijando-a, caminhamos até o carro e seguimos para Le Cap Est Lagoon Resort & Spa, a quinze minutos de Saint Anne.
 -Edward, dessa vez você realmente me surpreendeu, não sabia que você queria ir num SPA. – falei enquanto descíamos do carro e Ed entregava a chave ao manobrista.
- Eu sou um cara vaidoso, amor. – falou com ironia enquanto entrelaçava nossas mãos e seguíamos para o hall.
Fomos recebidos por uma terapeuta que nos explicou, num inglês fluente, como funciona o programa ‘dia de beleza e bem estar para casais’ e nos encaminhou a um quarto onde ficaríamos hospedados.
Fizemos massagem shiatsu a dois, esfoliação corporal com um creme a base de leite e cereais, massagem especial nos pés e, o melhor de tudo, um banho de chocolate numa banheira ofurô, no final da manhã, para ‘estimular a sensualidade entre o casal’, era o que dizia o folheto explicativo. Sorri ao ler a promessa contida nessas palavras.
- Qual é a piada? – Ed estava encostado na borda da banheira, com as pernas entreabertas e eu, encostada nele, seus braços e pernas me envolviam.
- Esse folheto aqui diz que o banho de chocolate estimula a sensualidade entre os casais ... – virei meu rosto para encará-lo – Eu não quero me gabar, achando que somos melhores do que qualquer outro casal que se ama. Mas fico pensando como algo que já é tão bom, pode ficar melhor.
 - Podemos tentar nos superar ... - ele me beijou e sorriu com seus lábios encostados nos meus.
Almoçamos no quarto, vestíamos apenas um roupão bem felpudo, o clima era muito gostoso entre a gente. O cardápio foi filé de linguado ao molho de alcaparras, acompanhado de salada, frutas tropicais e suco de tangerina. Após o almoço, um casal de terapeutas entrou no quarto e nos convidou a continuar com o restante do programa.
- Agora, Srta. Swan, me acompanhe, por gentileza. – ela sorria, enquanto abria a porta para mim.
- Hãn ... co-como assim? – meu olhar vagava entre Edward e a terapeuta.
- Bella, perdão, querida. - Ed veio até mim e envolveu meu rosto em suas mãos – Esqueci de lhe dizer que no período da tarde, a nossa programação de beleza seria um pouco diferente.
- Mas ... mas – fiz biquinho e vi em seus olhos que ele estava preocupado com a minha reação – Eu pensei que passaríamos o dia inteiro juntinhos ...
- Princesa, desculpe, eu realmente devia ter lhe dito, mas esqueci. Olha, se você não quiser mais, a gente cancela tudo e podemos voltar para a casa na praia.
 Eu sabia que se dissesse que queria voltar, ele voltaria. Mas Edward planejou tudo isso com tanto carinho ... Não teria sentido eu pedir uma coisa dessas.
- Não amor, tudo bem. – forcei um sorriso pra ele e dei-lhe um selinho – Eu só fiquei surpresa.
- Te vejo a noite, princesa. Te amo. – ele falou ao meu ouvido quando me abraçou.
- Também te amo.
Sai do quarto já sentindo saudades dele, caminhei em silêncio seguindo a terapeuta.
- Srta. Swan, espero que não fique decepcionada com o restante da programação. – ela falava como se me devesse desculpas.
- Não, tá tudo bem.
- Agora, a Srta. vai fazer o rasul tratamento de lama. – ela falou enquanto entrávamos numa sala.
A sala tinha um pouco de vapor e era coberta de azulejos coloridos. Havia um assento aquecido e ao lado dele, um pequeno prato contendo três tipos de lama. A terapeuta prendeu meu cabelo num coque bem alto e pôs uma touca plástica em minha cabeça, cobriu o meu rosto com o barro branco, a frente de meu corpo com a lama vermelha, e as costas do corpo com a lama negra. Quando estava toda coberta de lama, tiros de vapor foram bombeados para a sala.
Ela explicou que a partir do momento que eu relaxasse, a lama absorveria as toxinas da minha pele. Após uns trinta minutos, pequenos jatos de água caíram sobre mim para lavar a lama. Depois que toda a lama se foi, pude perceber uma diferença enorme na maciez e na textura da pele.
- Como você se chama? – perguntei à terapeuta, quando sai da sala de rasul.
- Eu me chamo Mathilde. A Srta. gostou do banho de lama?
- Sim. Agora entendi porque os casais se separam. Eu não queria que Edward me visse toda coberta de lama e com uma touca plástica na cabeça ...
Ela sorriu e assentiu, concordando comigo.
Entramos em outra sala, deitei numa cama.
- Agora, Srta. Swan, faremos uma hidratação com pedras frias em seu rosto. Consiste numa hidratação profunda que contém ativos que evitam o ressecamento da pele, compensado as perdas de água. Em seguida, faremos uma massagem revitalizante, pra dar um efeito de lift em seu rosto.
Tentei relaxar, até que as pedras eram gostosinhas ...
Depois entrei numa banheira com sais de banho efervescentes que tinham um suave perfume de jasmim, relaxei nela por uns bons vinte minutos.
Finalmente cheguei ao salão de beleza, escolhi fazer francesinha nas unhas com esmalte cor de areia. No cabelo, fizeram uma coisa inovadora, além da hidratação, ele foi lavado por uma água que passa por um cilindro repleto de vitamina C, o cabeleireiro explicou que os fios ficam muito mais nutridos e extremamente brilhantes. Escolhi um penteado preso, mas com alguns fios soltos formando cachos. Dispensei a maquiagem pesada, só usei gloss e olhos esfumados.
Mathilde me acompanhou ao quarto. Fui surpreendida por uma caixa enorme em cima da cama. Em sua tampa havia um cartão, “Para Bella”, era a letra de Edward, com certeza. Abri o cartão.
“Querida, tomei a liberdade de escolher a sua roupa para esta noite. Você é minha convidada para um jantar. Quando estiver pronta, um motorista a levará até mim.
Te amo.
E.C.”
Havia um lindo vestido tomara-que-caia, todo em musseline, de cor perolada, a saia era em dégradé e bem marcada na cintura, o comprimento era acima dos joelhos. Na caixa ainda havia uma lingerie toda em tule, completamente transparente, também na cor pérola. Numa outra caixa, havia um par de sandálias altíssimas , cheias de tirinhas, num tom levemente dourado. Numa caixinha menor, um delicado conjunto de colar e brincos de pérola.
- A Srta. precisa de minha ajuda para se vestir? – Mathilde ainda estava no quarto.
- Não Mathilde, obrigada. – virei meu rosto em sua direção e sorri pra ela – Ah! Mathilde, aqui no cartão meu namorado diz que um motorista me levará até ele. On-onde eu encontro esse motorista? – eu já tava ficando meio nervosa.
- O Dylan será seu motorista, Srta. Swan. Quando estiver pronta, disque o ramal da recepção e em cinco minutos um camareiro aparecerá para levar a sua bagagem de mão e lhe conduzirá ao hall, onde Dylan lhe aguardará.
- OK. Mais uma vez, obrigada Mathilde. Feliz natal!
- Feliz natal para a Srta. também.
Ela sorriu, acenou e deixou o quarto.
Bom, Isabella Swan, agora somos só você e eu, falei pra mim mesma. Vesti a lingerie e corei, era o mesmo que estar nua, sem contar que o vestido dispensava o uso de sutiã. Usar aquela calcinha minúscula e transparente e usar nada, eram a mesma coisa! Minhas mãos tremiam um pouco enquanto eu colocava o vestido mas ele caiu perfeitamente me meu corpo. Calcei as sandálias, pus o colar e os brincos. Respirei fundo e me olhei no espelho. Puxa! Edward iria gostar.
Liguei para a recepção. Dei mais uma olhada no espelho, no meu reflexo vi a pulseira que aquela senhora havia me dado na noite anterior, ela combinou bem com o meu look. O colar de pérolas ficou um pouco mais curto que a correntinha de ouro que Edward me deu há dez anos atrás, ambos combinavam bem, sorri ainda mais com essa doce lembrança. Ouvi uma batida na porta, deveria ser o camareiro, contei até dez (pra ver se me acalmava) e sai do quarto.
Um homem moreno, alto e forte já me esperava no hall do resort.
- Srta. Swan?
- Sim?
- Boa noite, Srta. Swan. Eu sou Dylan, seu motorista. Queira me acompanhar, por favor.
Andei meio hesitante atrás dele mas empaquei quando vi o carro em que eu deveria entrar. Uma limusine?!
Caraca!!!
O cara percebeu que eu havia parado de andar, virou-se para mim.
- Vamos, Srta. Swan. É só uma limusine que o Sr. Cullen alugou por esta noite.
Respirei fundo de novo e marchei, mas eu tava muito nervosa. Eram muitas surpresas pra um único dia. Dylan abriu a porta para que eu entrasse, tava meio escuro dentro.
- Princesa, você está linda!!!
- Edward?!!!
Dylan deve ter acendido alguma outra luz, porque assim que entrei enxerguei Edward ao meu lado. Ele segurava duas taças, me oferecendo uma. Peguei a taça e depois reparei que ao lado de Edward havia um balde com gelo e uma garrafa champanhe.
- Amor, que saudades! Oh, Edward que surpresa maravilhosa.
- Um brinde a você, Isabella.
- Um brinde a nós, Edward.
Juntamos as taças e bebemos um pouco, depois ele me beijou ternamente, me adorando.
Cessamos o beijo e nos olhamos nos olhos.
Corei!!! Lembrei do motorista que estava no banco da frente.
- Dylan, já podemos ir. – Ed falou um pouco mais alto e imediatamente o veículo começou a se mover.
Descansei minha cabeça no ombro dele e respirei fundo.
- Você parece meio tensa, Bella. – ele me olhou de lado.
- Não, não. Só to feliz porque estamos juntos. – virei meu rosto pra poder encará-lo.
- A esteticista foi malvada com você? Te torturaram? – ele olhou em meus olhos e tentava ser engraçado.
- Não, Edward. – revirei os olhos – É que ... eu fico meio nervosa quando não te vejo e ...
Ele beijou minha testa e me deu um selinho.
- Eu também fico tenso quanto não te vejo, amor. – seu sorriso torto prendeu minha atenção.
Quando percebi, estávamos entrando na nossa praia. Já no jardim em frente à casa, percebi que todas as palmeiras estavam iluminadas com minúsculas lâmpadas branquinhas que iam de sua base até o topo, passando por seus galhos.
O motorista estacionou a limusine e rapidamente desceu dela, abrindo a porta para nós. Quando imaginei a possibilidade de pisar na área com aquela sandália de salto altíssimo e fino, não foi preciso. Um enorme tapete vermelho começava de onde meus pés tocaram o chão até a entrada da casa.
Desci do carro com Ed logo em seguida, atrás de mim. Entrelaçamos as mãos e olhamos juntos para a fachada da casa branca que também estava enfeitada com luzinhas brancas.
- Dylan, não precisaremos mais de seus serviços. Boa noite e feliz natal. – Ed virou um pouco o rosto e despediu o motorista.
- Boa noite, Sr. Cullen e Srta. Swan. Feliz natal para vocês também.
Virei meu rosto e sorri pra ele. Quando finalmente fiquei sozinha com Edward pude reparar na roupa que ele usava. Um lindo terno tweed cinza grafite e uma camisa azul royal, nos pés, um sapato de couro preto.
- Amor, você tá lindo! – deu um selinho nele – Tão gostoso ... dentro desse terno. – beijei a pontinha de seu nariz e ele sorriu torto.
- Pronta? – ele tava meio acelerado naquela noite, me fazendo segui-lo pelo tapete vermelho.
- Sim. – engoli em seco e começamos a caminhar.
Mas não entramos na casa. O caminho do tapete vermelho se dividia em dois, seguimos pelo lado esquerdo, em direção ao jardim da piscina. Ao longe, podia ouvir uma suave música que na hora, não reconheci, mas depois captei a sua melodia, era You Are So Beautiful de Joe Cocker, uma das tantas músicas que embalam o nosso amor.
 - Meu Deus!!! Edward! – meu queixo caiu.
Havia música sim, muito mais do que isso, havia uma orquestra de câmara*. G-ZUIS me socorre!!! Uma linda jovem tocava o violino, um rapaz que não deveria ter mais do que quinze anos, tocava clarinete e uma jovem senhora estava ao piano, aquele que antes estava na sala de estar. Todos muitos bonitos e bem vestidos, tocaram em seguida a melodia de Wonderful Tonight de Eric Clapton.
-Princesa, esta é a Greene’s Orchestra, são mãe e filhos. Vieram de Miami somente para tocar para nós. – Ed me abraçava por trás e sussurrava ao meu ouvido, meu coração quase saia pela boca de tanta emoção.
Quando me recompus da surpresa musical, lembrei de olhar em volta do jardim. Todas as palmeiras do jardim lateral também estavam iluminadas com as minúsculas luzes brancas, a piscina estava repleta de pétalas de flores coloridas .Mas o que mais me encantou estava no imenso gramado em frente à piscina. Havia uma enorme tenda branca, como se fosse uma tenda marroquina. Na verdade, eram três tendas, postas lado a lado, todas rodeadas por tecidos brancos que serviam de cortinas.
- Amor, que lindo! – virei meu corpo e ficamos de frente um pro outro – Querido isso é ... é um sonho! Eu só vi uma tenda como essa em filmes e nunca antes uma orquestra tocou somente para nós ...
- Não, amor, não é um sonho. – ele sorria torto e suas mãos envolviam meu rosto – Que bom que você gostou! Eu tava meio tenso pensando que talvez tivesse feito alguma coisa errada e ...
- PISU! – calei sua boca com meu indicador – Tudo está perfeito, nunca imaginei uma noite tão perfeita. Você e eu!!!
Ele sorriu e pareceu relaxar mais, pegou uma mão minha e a ergueu, girando-me.
- Agora, deixe-me ver se acertei na sua roupa. – eu girava ao seu redor – Bella, você é linda! Essa roupa é só um pequeno incremento.
Abracei-o e sussurrei em seu ouvido.
- Amor, você também tá um gato nesse terno ... Agora, preciso saber de uma coisa. – afastei um pouco o meu rosto pra poder encará-lo – Você tem idéia de como aquela calcinha transparente ficou em mim? – meu sorriso devia ser um tanto pervertido!
- Ah, Bella! – ele apertou um pouco mais a minha cintura, me puxou pra si e voltou a sussurrar em meu ouvido – Desde o dia que a comprei, quase enlouqueci de tanto tesão, só de imaginar ...
Senti seu membro duro na altura da minha virilha e gemi.

- Hum ... amor, antes do jantar, vamos desfrutar um pouco do ambiente, que tal uma taça de champanhe? – ele me convidou a entrar na tenda, talvez querendo banir ‘alguns’ pensamentos de sua mente.
Na primeira das tendas havia um pequeno sofá de tecido aveludado cor de mostarda e algumas almofadas coloridas, ao lado, uma pequena mesinha com um balde e gelo, champanhe e duas taças. Assim que sentamos no sofá um garçom apareceu do nada (ele devia estar escondido atrás da tenda!).
- Boa noite, Sr. Cullen. Boa noite, Srta. Swan. – fez uma mesura com as mãos enquanto nos cumprimentava –Vocês aceitam uma taça de champanhe?
- Claro, por favor. – Ed respondeu enquanto eu apenas assenti.
O garçom abriu rapidamente a garrafa e pôs duas taças numa bandeja e se dirigiu onde estávamos sentados. Ed pegou as duas taças e me deu uma.
 - Com licença. – o garçom murmurou e saiu.
 - Um brinde a esse dia, Bella!
- Um brinde a você e eu, Edward!
Sorrimos, brindamos mais uma vez e bebemos um pouco de champanhe. Dessa vez, senti o gosto com mais calma, era bom, pequenas bolhas se formavam no fundo da taça e explodiam, como o meu coração explodia de alegria naquela noite.
- Hum ... Ed, você preparou tudo isso? – apontei para o jardim.
- Sim. – ele sorria torto, enquanto pegava uma de minhas mãos e virava um pouco o seu corpo pra poder me encarar – Estive ocupado a tarde toda ...
 - Ah! Então aquilo de ‘à tarde, os casais se separam’, era tudo balela?
- Mais ou menos ... eu dispensei a minha tarde de ‘beleza’ pra poder arrumar tudo, mas não abri mão de uma massagem no final da tarde. Tava meio ... tenso, com medo de você não gostar e ...
- Seu bobo. Como não iria gostar de tudo isso? – beijei a pontinha de seu nariz.
O garçom voltou com uma bandeja repleta de mini canapés.
- Canapé de salmão com creme de endro e picles de limão – ele apontava pra uns canapezinhos meio amarelinhos - e canapé de damasco com cream cheese e presunto Parma – esses outros eram cor de rosa.
Peguei um rosinha e Ed, um amarelinho. O meu tava uma delícia e o dele também devia estar bom, porque ele fez uma cara de feliz enquanto mastigava ...
A orquestra começou a tocar Crazy, amo essa música.
- Bella, dança comigo? – ele levantou e me estendeu a mão, sorri e aceitei o convite.
Passamos para a segunda tenda onde havia apenas um tapete no chão, sim, aquela era a nossa ‘pista de dança’ improvisada.
Seus braços me envolveram da maneira que eu mais gosto, pela cintura. Os meus, estavam ao redor de seu pescoço, meu rosto, bem juntinho do dele (eu tava muito mais alta com aquele salto).
- Estão tocando todas as nossas músicas, ou é impressão minha? – sussurrei em seu ouvido.
- Sim, tudo é para nós. – ele falou também ao meu ouvido, depois começou a beijar bem de leve o lóbulo da minha orelha.
Seus beijos foram descendo pelo meu pescoço e ombro e subindo de novo até a minha orelha. Eu podia sentir a sua excitação me empurrando e também podia senti a minha, me molhando ... Caraca!!! Ainda não, ele teve muito trabalho pra essa noite terminar tão cedo.
- Amor ... Eu acho que você havia me convidado para um jantar, mas do jeito que as coisas vão ... – afastei um pouco meu rosto pra encará-lo e arqueei as sobrancelhas.
Ele respirou fundo e assentiu. Acho que a orquestra quis cooperar, porque começou a tocar Love de Nat King Cole e com essa, nós nos desgrudamos, dançando conforme o ritmo mais acelerado.
- Ed, lembra no Valentine’s Day de 2000, quando você tocou e cantou essa pra mim?
- Claro, eu peguei a coleção de vinis de papai, até achar a música certa. Até então eu não conhecia Nat King Cole mas já tinha ouvido essa música em algum lugar ...
Ele sorria, divertido com a lembrança de nosso namoro infantil. Naquele tempo, tudo não passava de doces beijinhos, sussurros ao pé do ouvido e mãos entrelaçadas.
Quando a música terminou, saímos da tenda e andamos um pouco pelo jardim. Foi somente nessa hora que lembrei de olhar para o céu, havia muitas estrelas e a lua estava tão cheia que beijava o mar.
 - Linda a noite!
- Eu não diria isso, tendo você ao meu lado. – ele me olhava de lado.
- Edward – virei meu corpo para ficar de frente pra ele e envolvi seu rosto em minhas mãos, fitei seus olhos – Querido, tudo, absolutamente tudo está perfeito. Uma noite que será inesquecível para mim ... Sei o quanto você se esforçou e o quanto deve ter queimado os neurônios para que esse fosse o mais perfeito de todos os aniversários ...
- Bella ... – selei seus lábios com meu indicador.
- Mas eu preciso te dizer que tudo o que há de mais importante em minha vida, tudo o que é mais precioso, está aqui, diante de mim. Você, Edward, só você. Tudo o que você fez hoje é só uma prova do seu carinho e afeto ... Mas, se nada disso fosse possível, eu não te amaria menos. Se comemorássemos o nosso aniversário com um brownie e uma coca zero, mesmo assim, eu seria a mulher mais sortuda do mundo. Porque estamos juntos, porque você me ama.
- Bella ... – ele não conseguiu dizer mais nada, seus lábios tremiam um pouco e ele me abraçou, senti seu coração (ou será que era o meu?) a mil por hora.
- Ser amada por você, Edward, é uma dádiva de Deus. – sussurrei em seu ouvido.
Ficamos abraçados sem dizer nada por um bom tempo. Até que ele nos separou um pouco.
- O que acha de jantarmos agora? – ele sorria torto.
Sorri e assenti. Caminhamos de mãos dadas até a terceira parte da tenda, onde havia uma mesa e duas cadeiras.
Fiquei pasma!!! O garçom já estava lá nos esperando. Esse sim, era um fantasma, muito mais invisível que Allan e Gabrielle.
Assim que cheguei perto, ele puxou a cadeira para que eu me sentasse.
- Salada caribenha com salsa chien.
Ele falou o nome do prato com uma certa reverência e serviu-nos água para acompanhar. A salada era, na verdade, composta de folhas verdes variadas, mamão papaia, banana e um delicioso molho picante a base de salsinha.

O prato principal foi Colombo de Cordeiro, uma delícia da cozinha local, bem condimentada com várias especiarias. Pude sentir o gosto marcante de gengibre e de curry indiano. A carne era cortada em cubinhos, com cubos de abóbora e de uma batata que eu nunca havia provado antes, sua origem é dos países tropicais, a batata-doce. E era meio adocicada mesmo.
Arroz branco foi servido junto com o prato principal e uma garrafa de Bordeaux foi aberta para nós.
- Bella, escolhi a dedo esse vinho, mas confesso que tive ajuda de papai. Segundo Carlisle, este é um vinho excepcional, o Gran Vin du Château Lesparre, safra de 1999. Como eu sei que você prefere as uvas Merlot, elas estão em maior parte aqui.
- Amor, esse vinho é de 1999! Quem engarrafou nem poderia imaginar que ele seria aberto dez anos depois, no nosso aniversário de dez anos de namoro!
- Um brinde a nós dois. – Ed sorria pra mim.
- Você e eu. Para sempre.
O brinde foi seguido de um beijo.
De sobremesa comemos um delicioso flan de coco e baunilha com calda de rum. Caraca!!! Uma delícia, quase comi o de Ed também ...
A orquestra não parou um só minuto, embora a minha atenção estivesse voltada para a razão da minha existência, sentado bem a minha frente. Eu não pude deixar de perceber que o repertório realmente foi escolhido por ele. Todas aquelas músicas eram nossas.
Quando eles começaram a melodia de Flightless Bird American Mouth de Iron & Wine, uma música recentemente eleita como uma de nossas preferidas, voltamos a dançar.
- Essa música é muito bonita. Um tanto triste mas é marcante. – sua voz era rouca em meu ouvido.
- Ela é de um filme de amor ... um amor quase tão bonito quanto o nosso.
Em seguida, dançamos At Last de Etta James, um clássico.
- Ed, você já reparou que a maioria de nossas músicas preferidas são antigas, tipo década de 50, 60 ...
- Sim, isso prova que nosso gosto é abrangente, porque também gostamos de U2, Kings of Leon ... Green Day ...
- Mamãe sempre diz que eu tenho a alma velha e encontrei em você a minha alma velha-gêmea. – eu sorria lembrando das teorias de Dona Rennè.
Edward gargalhou.
- Não sabia que Rennè me considera um senhor de meia-idade!
Ainda dançamos ao som de She de Elvis Costello  e uma das preferidas de Edward, Have I Told You Lately That I Love You de Van Morrison.
Já passava das dez da noite quando Edward sussurrou ao meu ouvido.
- Princesa, ainda tenho um presente para você. Mas eu não gostaria de platéia, então, que tal se entrarmos?
Quando Edward despeja aquele potente olhar verde sobre mim, me derreto feito gelatina. Não consigo negar nada a ele. Sorri e assenti com a cabeça.
Entramos pela porta de vidro da sala íntima que estava apenas à meia luz, sentamos um pouco de lado no sofá de palha para que pudéssemos ficar frente a frente.
- Querida, dez anos de namoro é muita coisa. É um presente de Deus que nos dias de hoje quando tudo é tão efêmero, duas pessoas jovens se amem tanto como nós ...
Seu olhar prendeu o meu, suas mãos envolviam as minhas, minha garganta estava seca, minha adrenalina, em níveis estratosféricos ...
- Bella, decidi que nossa relação precisa mudar ... avançar um pouco mais – enquanto ele falava, tirava do bolso interno de seu paletó uma caixinha vermelha e se colocava de joelhos em minha frente.
Arfei!!!
Será? O pedido? Hoje?
- Isabella Marie Swan – ele abria a caixinha enquanto falava – aceite esse anel como prova de meu compromisso eterno com você.
Fiquei estática.
- Bella? - sua doce voz me tirou do transe.
- Oh! Edward! Amor! – eu chorava e sorria – Aceito! Aceito, sim, meu amor.
Ele abriu um largo sorriso e pôs o anel em minha mão direita, no dedo anelar. Depois seus lábios tocaram cada um de meus dedos.
- Amor, ainda não é o noivado ... Isso eu quero fazer na presença de nossos pais, tudo de forma tradicional ...
Ele sorria torto enquanto falava e sentava ao meu lado de novo.
O anel era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Era todo em ouro, no meio havia uma pedra vermelha e uma pedra branca, extremamente brilhantes. Tinha também outras dez pedrinhas menores, cinco de cada lado, brancas e muito brilhantes. Coube perfeitamente em meu dedo.

- Ed, esse anel ... é lindo!
- Sim! Esme me ajudou a escolhê-lo. É uma jóia de família, pertenceu a Mary Elizabeth Evenson, tia de mamãe. Foi seu anel de noivado em 1923, hoje é considerada uma jóia vintage.
- É muito lindo, não sabia que era de família. Gentileza de Esme permitir que você me dê uma jóia da família dela ...
- Vai ser sua família também, Bella. É só uma questão de tempo. Mas o anel tem muito mais a ver com você e eu do que com Dona Esme. – franzi a testa.
- Escute – ele continuou – Essa é uma jóia francesa, inspirada no amor e no romance. Os franceses chamam esse tipo de anel de Toi et Moi, ou seja, Você e Eu, por causa das duas pedras que estão lado a lado.
Eu sorria e prestava atenção em sua explicação.
- A pedra vermelha é um antigo rubi da Birmânia e a outra pedra, uma raríssima safira branca do Ceilão, as dez pedrinhas menores, cinco de cada lado, são diamantes ...
- São lindas, Ed.
- Sim, mas não é só isso. Tudo nesse anel fala de nós. Veja, o rubi era chamado de O Príncipe Escarlate, vermelho como o sangue, vibrante como o fogo. No horóscopo, é a pedra do mês de julho, mês de meu aniversário. – ele sorria torto - Os antigos birmaneses acreditavam que o rubi tinha o poder de tornar seus guerreiros invulneráveis durante as batalhas. A safira, bem, essa pedra é sua, querida. É a pedra dos que nasceram no mês de setembro, os nativos do Ceilão acreditavam que quem usasse esta “pedra sagrada” ficaria protegido por Deus. É a gema que define o espírito humano e os seus sentimentos, os antigos acreditavam que uma safira usada por uma pessoa de bom coração e bons sentimentos nunca deixaria de brilhar. E as dez pedrinhas menores são diamantes da África do Sul, uma para cada ano de namoro.
- Edward ... eu ... eu ... Amor, como foi que você arranjou um anel tão perfeito?
- Bella, esse anel é a sua cara! Veja, sua pele tão clara às vezes assume uns tons em rubi quando você cora. Não tinha como não associá-lo a você, amor. Mamãe tinha o anel perfeito e um pouco de sua história, o resto foi na base da pesquisa ... Queria saber mais sobre as pedras.
- Meu anjo, eu não poderia imaginar nada disso! – beijei-o com muita paixão.
Quando o ar nos faltou, colamos nossas testas e sorrimos.
- TE AMO.
Dissemos em coro e sorrimos. Lá fora, a música já havia cessado, somente o som do mar invadia o ambiente.
- Agora, tenho mais uma coisinha pra você ... – ele sorria e pegava em seu outro bolso uma fita preta – Mas preciso pôr isso aqui em seus olhos.
- Hum ... amor! – murmurei.
- Seja boazinha, Bella. – sua voz era divertida.
Ele me conduziu até outro cômodo e começou a me despir. Eu não tava vendo nada mas tava gostando da idéia ...
- AH! – ele arfou quanto tirou meu vestido e beijou minha intimidade por cima da calcinha de tule – Tão linda ...
Também arfei quando ele fez isso.
- Agora, só mais um minutinho, Bella ... Pronto.
Ele tirou a venda de meus olhos e estávamos no banheiro, completamente nus, de frente para a enorme banheira. Nela já havia água. Em seu deck, algumas mini velas estavam acesas, não havia outro tipo de iluminação.
Entramos na banheira, a água estava morninha. Ed sentou e eu sentei encostada nele, gememos de prazer quando a água entrou em contato com a nossa pele.
- Amor ...
- Hum ... – ele murmurou.
 - Só por curiosidade ... Quantas pessoas estiveram envolvidas nessa empreitada de hoje? – falei enquanto envolvia suas mãos nas minhas.
- Hum ... Deixe-me ver. – ficou um tempinho calado – Tirando o pessoal do resort, doze pessoas.
- Caramba!
- Se não fosse por todas elas, esse banho de agora não estaria tão quentinho e gostoso ...
- Allan e Gabrielle também tiveram participação nisso?
- Não, eles só fizeram os contatos com outras pessoas da ilha, como o motorista, por exemplo, além do garçom, da cozinheira ...
- Ah! Por isso você tava de cochichos com Allan ontem. – virei meu rosto pra ele e fiz uma careta – Com aquela desculpa de que o carro tava com algum probleminha ...
- Eu tinha que inventar alguma coisa ... você sempre foi muito perceptiva. – ele sorriu e beijou minha testa.
Ficamos ali mais um tempinho, só desfrutando da água e da companhia um do outro. Parecia que o estoque de surpresas de Edward tinha chegado ao fim, bom eu achava que sim ...
Saímos da água e ele fez questão de enxugar meu corpo, esperei pacientemente e fiz o mesmo com ele. Quando terminei, ele saiu do banheiro em disparada.
- Edward?! – falei mas ele não parou de andar.
- Fique paradinha aqui, por favor. Volto em um minuto.
Ele voltou e abriu um pouco a porta do banheiro, estendeu uma mão e nela tinha uma sacola de presente.
- Bella, esse é o meu último presente dessa noite. Gostaria muito de ver você usá-lo.
- Edward! – ele pôs a cabeça pra dentro do banheiro e fez cara de cachorrinho pidão.
- Princesa, não ouse sair desse banheiro até que eu venha te buscar. OK? 
- Sim, senhor! – prestei continência e ele sorriu torto.

Abri a sacola, era uma camisola, não, era ‘a camisola’. Longa, toda em tule branco e transparente, seu bojo era trabalhado em renda francesa e uma calcinha fio dental feita do mesmo tule transparente. Soltei os cabelos e escovei os dentes bem escovados, duas vezes. Me olhei no espelho, a camisola ficou perfeita, sorri.
- Bella? – ele entrou – Linda ... você está linda.
Edward sorria, um sorriso maravilhoso, iluminado. Seu olhar era pura luxúria, acho que ele nunca me desejou tanto quanto naquela noite. Mas ele também estava perfeito, sua cueca boxer vermelha me deixou louca. Avancei nele e lhe dei um beijo molhado. Ed gemia em minha boca, enquanto eu acariciava o “eddie” e levantava uma de minhas pernas, envolvendo-o. Mas ele interrompeu o beijo, quando eu ia protestar, me puxou para o quarto.
Um sonho!!!
O quarto também estava iluminado com velas e havia centenas, não milhares de pétalas de rosas vermelhas espalhadas pelo chão. Na cama, um lençol de seda branco e mais pétalas de rosas, o mosquiteiro de tule do dossel foi substituído por outro de renda, também na cor branca.
- Edward!!! – foi só o que saiu da minha boca, num murmúrio.
- Toi et Moi. – ele sussurrou ao meu ouvido, enquanto me abraçava por trás.
Virei meu corpo e fiquei de frente pra ele.
 - Je t'aime pour toujours. – falei, olhando em seus olhos.
- Também te amo pra sempre, Bella. Em todos os idiomas possíveis, eu te amo.
Nos beijamos.
Edward envolveu minha cintura em suas mãos, enquanto eu estava de ponta de pé, puxando seus cabelos para mim. Nossos corpos estavam bem coladinhos, meus seios já estavam intumescidos e seu membro duro pulsava de encontro a minha barriga. Quando o ar nos faltou, Ed passou a beijar meu pescoço, ombro e colo, foi me conduzindo lentamente até a cama, deitando-me nela.
- Linda ... – sussurrou em meu ouvido.
Seus lábios buscaram os meus, ávidos, famintos de amor. Edward estava sobre mim, sem liberar seu peso por completo. Uma de suas mãos acariciava minha barriga, descia até a minha coxa e subia até um de meus seios. Minhas mãos acariciavam, arranhavam suas costas, eu gemia em sua boca, meus pensamentos já eram incoerentes ...
- Oh! Edward ... Fais l'amour avec moi.
É, meus pensamentos realmente estavam embaralhados, mas ele entendeu e me amou com intensidade.
- Je t'aime, Bella. Je t'aime. – sua voz rouca me fazia delirar.
Inverti nossas posições, ficando por cima. Beijei seu queixo, pescoço, peito ...fui descendo meus lábios por sua barriga e tirei sua boxer, jogando-a ao chão. Acariciei o “eddie” e dei uns beijinhos nele, mas Edward-impaciente, sentou na cama e começou a tirar a minha camisola. Cobriu de beijos e lambidas o meu pescoço enquanto me despia. Nos fez ficar de pé, na cama, e começou a me beijar com volúpia. Levantou uma de minhas pernas e começou a acariciar minha coxa com uma das mãos, a outra, estava firme em minha cintura. Meus braços se prenderam ao redor de seu pescoço, enquanto me entregava àquele beijo ... Quando o ar nos faltou, seus lábios desceram por meu corpo, ele lambeu e chupou cada um de meus mamilos ...
Ah! Que delícia, quase perdi o equilíbrio quando senti aqueles lábios macios e aquela língua quente em meus seios. Instintivamente, segurei firme em seus cabelos, prendendo sua cabeça ali, eu tava quase gozando só de senti-lo em meus mamilos ...
Seus lábios continuaram o passeio pelo meu corpo, depositando beijos macios em minha barriga e virilha. Ele beijou a minha intimidade por cima da calcinha e gemeu, suas mãos foram hábeis em me livrar dela. Depois sentou na cama, me puxando também, recomeçamos o beijo e eu fui me deitando sobre ele. Suas mãos puxavam meus cabelos, desciam por minhas costas e apalpavam minha bunda com força. Esse seu toque me encheu de tesão, num movimento, juntei nossos corpos.
 - Ah! Bella ... – ele arfou quando se sentiu dentro de mim e gemeu meu nome.
Comecei a me movimentar, num vai-e-vem bem gostoso, enquanto ele apalpava a minha bunda e me ajudava nos movimentos.
- Rebola, Bella ... Ah! Tão gostosa ... tão apertadinha ...
Edward me excitava mais e mais dizendo essas coisas. Experimentei vários movimentos, de um lado e pro outro, como se estivesse desenhando um 8. Suas mãos às vezes exploravam meus seios e isso me enlouquecia, curvei um pouco mais o meu corpo e peguei sua mão, levando-a a minha boca. Comecei a chupar um de seus dedos e aquilo nos deixou mais excitados ...
Os gemidos de Edward aumentaram, eu não gemia ... delirava ...
A sua outra mão começou a acariciar a parte interna de minha coxa, as carícias passaram a leves beliscões e eu sabia que ele tava quase lá, assim como eu. Aumentei o ritmo da cavalgada, quase pulando sobre ele e voltando com tudo ... Meu corpo já dava sinais da explosão que viria, senti seu membro mais duro, era a hora.
Meus movimentos passaram a ser frenéticos, tirei seu dedo de minha boca e comecei a gemer, muito ... Eu pendia minha cabeça para trás e as mãos dele seguravam meu quadril com força, auxiliando-me.
- Aaaaaaah!
Foi o nosso gemido, juntos ... Essa sincronia nem sempre acontece. Naquela noite, só podia ser um presente.