Fanfics da Annablue

Onde achar as Fanfics da Annablue:



- Vem Comigo, Amor

http://www.twilightbrasil.net/fanfics/viewstory.php?sid=4171

http://www.fanfiction.com.br/historia/68149/Vem_Comigo_Amor


- Paradise

http://www.fanfiction.com.br/historia/120648/Paradise



- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 10

CIÊNCIA

Tu me chamas
(poesia de Lord Byron)
Em momentos de delícia,
Extática, embevecida,
Numa voz, toda carícia,
Tu me chamas: "Minha vida!"

Sentira, à frase tão doce,
Exultar-me o coração,
Se a nossa existência fosse
De perpétua duração.

Levam-nos esses momentos
Ao fim comum dos mortais.
Ou não saiam tais acentos
Dos lábios teus nunca mais,

Ou, mudando a frase terna,
"Minha alma", podes dizer.
Pois a alma não morre; eterna
Qual meu amor, há de ser.

Acordei cedo na véspera de nossa viagem, os dias passaram tão rápido e só hoje estou arrumando as minhas malas. Aproveitei que Edward foi ao campus entregar uns livros da biblioteca da escola de medicina pra poder arrumá-las com calma. Até porque não quero que ele veja as peças de lingerie e os biquínis que eu comprei!
Enquanto separo e dobro cada uma dessas peças, lembro do dia que arrastei Victoria pra fazer compras comigo no shopping.

FLASH BACK
- Caramba, Bella, você vai comprar o shopping inteiro?!
- Amiga, só comprei oito peças até agora!
- Oito peças de lingeries, Bella!!!
- Vic, amiga, raciocine comigo. Eu vou fazer dez anos de namoro! Edward vai me levar pra um lugar diferente, tenho certeza que ele vai fazer de tudo pra me encantar ... Desde setembro que ele faz os preparativos dessa viagem ... Ah! Meu Deus! Vic, olha lá, uma loja de biquínis brasileiros!!! Caraca, eu tenho que entrar lá.
Quando vi a vitrine da loja, eu quase tive um infarto de tanta emoção, meu sexto sentido dizia que eu deveria entrar lá. A vitrine estava repleta de manequins usando lindos e coloridos biquínis, cangas e vestidinhos beachwear ...
- Mas Bella, biquínis brasileiros são muito pequeninhos ...
- Essa é a idéia, Vic ... Já ouvi falar que os biquínis de lá são muito sensuais, vem, vamos lá.
Uma vendedora muito sorridente e simpática nos atendeu e rapidamente explicou que a loja dispunha de uma variedade de biquínis sexy, com várias formas e cores. A lycra usada era de alta qualidade e que todos eles eram produzidos no Rio de Janeiro. Perfeito! Edward havia me dito que nós iríamos a um lugar bem mais quente que Boston. Ainda compramos nessa mesma loja, chinelinhos de dedo, três pares pra mim e dois pra Edward.
Saímos de lá com seis sacolas!
Depois dessa maratona, resolvemos fazer um lanche e conversar um pouquinho.
- Hum ... Bella, eu posso te fazer uma pergunta um tanto inusitada? Mas se você não quiser responder, não tem problema! – Vic parecia hesitante.
- Claro, Vic! Pode perguntar.
- Bom, como é fazer dez anos de namoro?
- É ma.ra.vi.lho.so! – eu sorria ao destacar cada sílaba da palavra.
- Não, Bella, não é isso que eu to falando. Como é viver metade da sua vida com a mesma pessoa? Vocês não se enjoam, ou não se cansam da mesmice? – seus olhos realmente eram curiosos.
- Não, Vic. Não estamos juntos há dez anos. Nos conhecemos há vinte anos, dez anos nós vamos fazer de namoro!
- Caraca!
- A primeira foto minha e de Edward, eu tinha três dias de vida e ele, dois meses. Todas as fotos de nossas festinhas de aniversário, férias e festinhas da escola servem de prova que nós nunca nos desgrudávamos ... Lembro de uma vez que a vovô Marie queria me levar a Paris nas férias de verão. Eu bati o pé e disse que só ia se Edward fosse!
- Então vocês são amigos de infância?
- Eu diria muito mais que amigos. Não tenho palavras pra descrever isso, Vic. É uma necessidade tão absurdamente grande de tê-lo ao meu lado que nada faz sentido sem ele ...

- BÚÚÚÚÚÚ! – senti um par de mãos agarrarem minha cintura.
- AAAAAÍ ! – dei um gritinho de medo – Edward, seu tonto, quer me matar? – virei meu corpo pra ficar de frente pra ele e dei uns socos leves no seu peito.
Ed entrou sorrateiramente no quarto, enquanto eu terminava de arrumar as malas. Ele tinha voltado do campus, entrado em casa e eu nem havia percebido.
- Quero sim. Te matar de amor, princesa!
Ele me beijou com muita volúpia, nossas línguas guerreavam entre si, fiquei na ponta dos pés e envolvi meus braços em seu pescoço, suas mãos passaram da minha cintura à base das minhas costas, descendo pra minha bunda ... Meu corpo já estava em chamas, um desejo ardente sempre me tomava quando Edward me beijava assim.
Mas o telefone tocou, interrompendo nosso beijo. Edward gemeu ainda em minha boca e sorriu.
- O mundo conspira contra nós, Bella. – pegou o telefone com uma mão e a outra passou a envolver a minha cintura – Alô? Tá sim, um momento. – ele estendeu o telefone pra mim e se sentou na cama, puxando-me pro colo dele.
- Alô, Bella? Sou eu, Victoria.
- Oi, Vic!!! – sorri pra Ed.
- To ligando pra desejar boa viagem pra vocês. É amanhã, não é? E aí, Edward já te disse qual será o destino?
- Sim, vamos amanhã. Não, Vic, Edward-misterioso ainda não disse nada. – fiz careta e ele sorriu torto pra mim – E você? Também vai ser seqüestrada pelo seu loiro?
- Ah! Na verdade, eu vou seqüestrá-lo. Eu e James vamos passar o natal em Los Angeles com a minha família! Ah, Bella, to tão feliz e tão nervosa ... Será que James vai gostar de meus pais ...
- Relaxe, Vic! – e nesse momento quem começou a relaxar fui eu, sentada no colo de Edward enquanto ele acariciava minhas coxas, suas mãos subiam, levantando meu vestido – é claro que ele vai gostar do Sr. e da Sra. Keller!
- Mas Bella, no ano novo, nós vamos pra Wichita, no Kansas, eu vou conhecer a mãe e as duas tias dele! A impressão que me dá, é que eu vou conhecer três sogras de uma só vez!
- Caraca, Vic! James é rápido mesmo, hein? Mas vocês já ...
- Ai, não Bella, ainda não! Tá tudo indo muito bem mas ainda não chegamos lá ...
- Victoria, amiga, se ele faz questão que você conheça a família dele, é porque ele quer desde cedo estabelecer que o relacionamento de vocês é um namoro, de verdade. – enquanto eu falava, Edward erguia o polegar, aprovando o que eu falava – Isso é um ótimo sinal, Vic!
- É mesmo, Bella! Vou tentar me acalmar ... Bom, também liguei pra desejar um feliz natal e um feliz 2010 pra você e pra Edward.
- Pra você e James também. Beijo, amiga.
- Beijo, Bella! Ah, Bella ... Eu, eu também queria te dizer que você é como uma irmã pra mim, obrigada por tudo. Principalmente por me encher de coragem quando precisei.
- OMG! Ô amiga, você também é como uma irmã pra mim. Te amo muito, viu? Tchau.
- Tchau, Bella.
Desliguei o telefone emocionada, eu realmente gosto muito de Victoria.
- ‘Você também é como uma irmã pra mim. Te amo muito’ – Ed fez uma voz fina me imitando.
- Deixe de ser chato, Edward Cullen ...
Virei meu rosto em direção ao dele e puxei suas orelhas com as minhas mãos. Ele passou a fazer cócegas na minha barriga, eu me contorcia em seu colo, gritava e gargalhava.
- Pára, Ed! Pára!
- Quem é chato, Isabella Swan? - ele sorria divertido.
- Você!!! – ele intensificou mais as cócegas, eu já estava ficando sem ar de tanto gritar e rir.
- Quem é chato, Isabella Swan?
- Eu, eu sou a chata. – falei, ofegante.
- Isso mesmo, você é a chata. – na mesma hora ele parou com as cócegas.
Eu pulei de seu colo e corri, dei língua pra ele e gritei “Chaaaaaato”, continuei correndo pelo corredor.
- Agora eu te pego, Swan!
Ele pulou da cama e correu em minha direção, entrei na sala de TV e tentei fechar a porta, ele foi mais rápido que eu e entrou, fechando a porta atrás de si. Me encostei na parede ao lado da porta, enquanto ele imprensava meu corpo com o seu e suspendia meus braços acima de nossos corpos, segurando meus dois pulsos com uma de suas mãos, a outra mão passou a acariciar minha cintura, nos olhamos nos olhos.
- Te peguei!
- Eu tava torcendo por isso ... – falei ofegante.
Ele me beijou, sua língua penetrou em minha boca enquanto a minha língua pedia passagem pela dele também. Sua mão escorregou da minha cintura, puxando meu vestido pra cima, invadindo o interior de minha calcinha ... Seus dedos caminhavam devagar, tocando cada pedaço da pele de minha virilha, chegou até a minha intimidade, instintivamente, abri mais as minhas pernas e ele começou a acariciar o meu clitóris.
- Ed ... – gemi em sua boca, enquanto seus lábios deixaram os meus e passaram a explorar o meu pescoço.
- Hum ...
Não dissemos mais nada, ele começou a descer seus lábios, do meu pescoço ao colo, enquanto desabotoava meu vestido, deixando-o cair no chão. Ele foi se ajoelhando e seus lábios e sua língua passeavam rapidamente pelos meus seios e barriga, deixando um rastro de fogo e desejo ... Minha calcinha foi descendo suavemente pelas minhas pernas, seguidas por seus lábios em ambas as minhas coxas. Quando ele conseguiu me livrar dessa última peça de roupa, se levantou e me olhou com luxúria.
Corei!
- Tão linda ... E mais linda ainda, corada. – ele sorria torto, enquanto me via ali, de pé, nua.
Em seguida, me beijou novamente, suas mãos apalpavam minha bunda, puxando-me pra ele e fazendo-me sentir sua enorme ereção. Comecei a tirar sua camisa, depositando beijos em seu peito. Desci minhas mãos à sua calça, abri o zíper e puxei-a pra baixo, levando junto a sua boxer. Rapidamente, Edward livrou-se delas. Ergui uma de minhas pernas ao redor de sua cintura, ele levou uma de suas mãos a minha intimidade e passou a estimular meu clitóris. Seus movimentos eram circulares, fazendo uma gostosa massagem ali. Quase cai molenga de tanto desejo ...
Rápido demais ele parou a carícia e me pôs no colo, caminhou até o chaise. Sentou comigo ainda em seu colo, sua boca foi até um de meus mamilos que já estavam completamente excitados. Um de seus braços me envolvia, de modo que eu estava um pouco reclinada. De novo, meu clitóris era estimulado, latejando de tanto tesão ...
- Ed ... amor ... – ele tinha o poder de me enlouquecer.
- O que você quer, Bella? – ele falou no vão de meus seios.
- Você ... – gemi.
Edward parou as carícias e me pôs de pé enquanto se deitava no chaise, colocando duas almofadas sobre sua cabeça, deixou as pernas esticadas e um pouco entreabertas - Sente-se sobre mim, Bella. – sua voz era rouca.
- Hãm ...?
- Confie em mim, amor... Sente-se sobre minha barriga, de costas pra mim e ponha uma perna de cada lado do chaise, deixe os seus pés tocarem no chão.
Fiz o que ele pediu, sentei de costas pra ele e me virei um pouco pra olhá-lo. Fiquei corada, tudo o que Ed via eram as minhas costas e a minha ... bunda.
- Amor ... – falei hesitante enquanto olhava pra ele – É ... É isso mesmo?
- Sim. Daqui de onde estou, tenho uma visão privilegiada de você – seu olhar ia de meu rosto a minha bunda – Sou todo seu, princesa.
Virei meu rosto, estava mais corada ainda, acho que minhas bochechas eram brasas. Edward começou a passar as mãos suavemente pelos meus cabelos, minhas costas e minha bunda. Fechei os olhos e mergulhei nas delícias de seu toque, me enchi de coragem e comecei a brincar também. Comecei a massagear o “eddie” e a beijá-lo, ergui um pouco meu quadril e juntei nossos corpos. Sinceramente, eu fiquei tão sem graça que dispensei as preliminares. Pus minhas mãos, uma de cada lado do chaise, de modo que servissem se apoio.
Caraca!!! Isso era novo, me mexi um pouco e gostei. Eu por cima, desse jeito, de costas, controlava o ritmo do entra-e-sai de uma maneira diferente, fazia meu clitóris roçar na base de seu membro. Que delícia ... Comecei a me movimentar mais e mais rápido, enquanto suas mãos seguravam firme em minha cintura e meus pés se apoiavam bem no chão. Cada vez mais eu sentia o “eddie” mais e mais rígido dentro de mim, enquanto eu ia pra cima e pra baixo, de um lado pro outro... e também com movimentos circulares, como se tivesse rebolando.
Ai, Deus! Aquilo era muito, muito bom. Eu gemia e gritava, enquanto Ed urrava e apertava mais a minha cintura a cada movimento que eu fazia.
Rapidamente, chegamos ao ápice, dessa vez, juntos. Senti Edward bombear pra dentro de mim enquanto eu era invadida pelo êxtase ...
Ofegávamos juntos ... Tombei meu corpo um pouco pra frente, apoiando-me em meus braços.
Acho que a visão que Edward teve foi bastante ... interessante ...  porque ele passou um dedo no meio de minha bunda! Arfei de surpresa e de vergonha, abri os olhos rapidamente e virei pra olhar em sua direção.
Corei! Edward tava olhando pra minha bunda de novo!
Levantei o quadril e separei nossos corpos. Continuei na mesma posição em que estava, com os braços apoiados em cada lado do chaise. Baixei a cabeça.
Ele levantou o corpo e eu me afastei um pouco, saindo de cima dele. Edward me abraçou por trás, afastou meus cabelos e começou a beijar meu pescoço e minha bochecha.
- Bella? – sua voz rouca sussurrava em meu ouvido.
- Hum ... ? – eu não ousava levantar meu olhar.
- Olhe pra mim, amor.
Levantei o rosto mas mantive meu olhar abaixado.
- O que foi, princesa?
Continuei calada.
- Bella ... Querida! – ele intensificou o abraço – Acabamos de ter o momento mais íntimo que um homem e uma mulher podem ter ... Meu amor, escute, nunca tive outra mulher, a não ser você, não será bom se existirem tabus entre nós. – virei meu rosto e ergui meu olhar pra poder encará-lo – Eu quero e preciso falar de sexo com você, não especificamente falar de sexo mas do nosso sexo.
- Mas Edward ... é que ... – corei feito um tomate – é que você ficou o tempo todo olhando pra minha ...
- Pra sua bunda, querida! – ele virou meu corpo, fiquei de frente pra ele enquanto suas mãos foram para o meu rosto – Sim, fiquei. Gosto muito dela. Agora, me responda uma coisa. Essa posição foi ruim pra você?
- Não, mas ...
- Você gozou?
- Sim, mas ... Mas pra você não foi estranho? Ficar olhando ...
- Não amor, pra mim foi muito bom, de verdade ...
Ele sorria torto e me olhava com malícia, foi aí que eu percebi que ainda estava nua, passei um dos meus braços sobre meus seios. Ele me abraçou e sussurrou em meu ouvido.
- Querida, você é linda, completamente desejável ... Não fique com vergonha de mim, por favor.
Não resisto quando ele me pede algo, respirei fundo e resolvi abrir o jogo.
- É que eu fico com ... com receio de você fazer ... comparações. Começar a notar uma celulite aqui, outra ali ... – ele colou meus lábios com seus dedos.
- Bella! Você é absurda! Minha princesa bobinha ... – beijou a minha testa e puxou o braço que cobria meus seios – Às vezes eu acho que você é meio bipolar, tem dias que você me ataca na cozinha, na banheira, na boate ...
Eu corei e abaixei meu olhar.
- Não desvie seu olhar, Bella. – voltei a encará-lo – Não sei o que é uma celulite, to pouco me lixando pra ela! Agora, eu faço questão de adorar cada pedacinho de você. Tudo em você me fascina, amor. O sexo entre nós sempre foi uma delícia mas isso não nos impede de inovar um pouco ... Tenho que cercar minhas defesas, pra você não se cansar de mim.
- Impossível! – falei entre seus dedos, ele sorriu torto.
- Promete que não vai mais fazer rodeios e falar abertamente sobre sexo comigo? – seu olhar era de cachorrinho pidão.
Assenti com a cabeça. Ele me abraçou.
- Quem bom, querida! Sem você eu estaria perdido, sabia?
Meu estômago roncou alto, sorrimos com o barulho estranho que ele fez. Percebi que já passava do meio-dia e não tinha preparado nada para o almoço.
- Amor, que tal se sairmos pra almoçar fora? To com tanta preguiça hoje que nem macarrão instantâneo eu quero fazer! – fiz careta pra ele.
- Onde você quer ir?
- Que tal a pizzaria onde Jess trabalha? Assim teremos a oportunidade de lhe desejar um feliz natal ...
- Comer pizza no almoço, Bella?
- Na verdade lá é um ristorante-pizzeria! – falei no meu italiano precário.
- Se você quer ir. – ele deu de ombros, mostrando indiferença.
Tomamos banho juntos e nos trocamos rapidamente. Pus uma legging preta, um suéter vermelho de lã e um tênis All Star azul marinho. Ed vestiu jeans escuro, uma camisa quadriculada de flanela e tênis escuro. Descemos de mãos dadas em direção a garagem, nos encontramos com Sra. Fritz no hall do prédio.
- Bom dia, Sra. Fritz! - meu sorriso ia de orelha a orelha, eu era puro sarcasmo quando me dirigia a ela.
- Boa tarde, Isabella e Edward! – a velhinha nos filmava, nos media de cima a baixo e olhava pras nossas mãos entrelaçadas. - Oh! Meus queridos! Pensei que vocês já tinham viajado pra passar o natal com suas famílias ...
- Na verdade, Sra. Fritz, eu e Bella vamos viajar sozinhos nesse natal ...
- É, estamos completando DEZ anos de namoro! – destaquei bem o ‘dez’ pra aquela velhinha escutar bem.
Ela franziu a testa, estreitou o olhar e disse um “Parabéns” meio seca.
Nos despedimos dela e entramos no meu carro.
- Princesa, me parece que você não vai muito com a cara da Sra. Fritz. Eu me pergunto o porquê disso, geralmente você é sempre muito agradável com todos.
- Ela é muito linguaruda. – falei enquanto tirava o carro da garagem e ganhávamos as ruas geladas de Boston.
- O que foi que ela disse pra ter te irritado tanto? – Ed estava virado pra mim, seu corpo, encostado na porta do carro.
- Em resumo, ela disse que estamos perdendo tempo morando juntos, que nós devíamos ter outras experiências com outras pessoas ... – eu fazia careta enquanto falava e encarava o trânsito a minha frente – que quando você tiver uma barriga grande, quando meus peitos chegarem nos joelhos e tivermos um monte de crianças choronas, você vai começar a querer outras mulheres e eu vou lamentar pelo tempo perdido.
- Porra! De onde essa velhinha tão gente boa saiu?! – ele falou com ironia.
- Ela só pode ser a madrasta da Cinderela!!!
- Você sabe que é mentira. Não sabe?
- Claro, Ed. Eu te amo e não há nada que a sua barriga possa fazer pra mudar isso ...
- Nem seus peitos ...
- Ou nossos filhos!
Estacionamos na rua, próximo a entrada da pizzaria. Entramos e sentamos numa mesa, assim que Jess nos viu, veio correndo falar conosco. Ela usava um avental laranja ridículo por cima de seu uniforme e tinha seus cabelos presos num coque.
- Oi, Bella! Oi, Edward! – Jess tinha um lindo sorriso nos lábios – Vão almoçar conosco?!
- Oi Jessica. – Ed ainda tinha um pé atrás com ela.
- Sim, Jess. O que você nos sugere?
- Hum ... – ela pegou o cardápio – Ravióli de carne ao molho bolonhesa e um bom vinho tinto, um chileno, talvez ... e como entrada, carpaccio de filé mignon com salada!
- Hum ... parece gostoso! Pode pedir pra mim, ah! Menos o vinho, vou tomar coca zero.
- O mesmo pra mim, Jessica, por favor. – Edward falou friamente.
Ela assentiu, anotou tudo e saiu.
- Amor, por que você não gosta muito da Jess? – sussurrei pra ele enquanto entrelaçava nossas mãos por sobre a mesa.
- Essa garota é um poço de futilidade, Bella ... Pensei que você é que não gostasse dela. – ele acariciava meu rosto com a outra mão, estávamos inclinados um na direção do outro.
- Não mais, Ed. O lance da Lex mexeu muito com ela ... depois disso, Jess tomou um novo rumo. Eu e Vic percebemos que os valores dela, se não mudaram por completo, melhoraram um pouco e ...
- Com, licença!
Nos afastamos um pouco e olhamos na direção da dona da voz. Era uma loira artificial, também funcionária da pizzaria mas seu uniforme era diferente do que Jess usava.
- Eu sou Britney, serei sua hostess ... – a piriguete não tirava os olhos de Ed enquanto falava.
- Não precisa se incomodar, já fizemos os pedidos. – falei seca pra ela, encarando-a.
- Sim, mas não há nada que eu possa fazer pra ... – os olhos dela quase se derramaram sobre Edward.
- Pra tornar a nossa estadia aqui agradável? Sim! Você pode nos dar licença, Jessica já nos atendeu muito bem ... – essa coisinha tava me tirando do sério.
- Jessica só é uma garçonete, quem deve receber os clientes sou e ...
- Jessica é nossa colega de faculdade e só estamos aqui pra prestigiá-la em seu novo emprego! – Ed defendeu Jess e olhou feio para a tal da Britney.
A loira finalmente entendeu o significado da palavra “indesejado” e murmurou um “com licença” enquanto entortava a boca. Um minuto depois, Jess apareceu com o carpaccio e as duas cocas.
- Oi gente! Tá aqui ó, bom apetite. O ravióli daqui a pouco chega.
- Obrigada, Jess. – eu e Ed falamos em coro, ela sorriu e saiu.
Provamos o carpaccio, tava uma delícia mesmo. O ravióli também era muito bom. De sobremesa, Jess nos sugeriu uma fatia de bustrengo.
- Bustrengo? Que palavrão é esse, Jess? – perguntei.
- Ah! Não é palavrão, Bella! – ela sorria e explicava com naturalidade, com se fizesse isso todos os dias, várias vezes por dia. - É uma torta doce com recheio de maçã! É deliciosa ...
- Traga duas fatias, Jessica. Por favor!
- Não!!! Só uma Jess, deve ser muito calórica ... – murmurei.
A tal da bustrengo era mesmo uma delícia! Quase disputei com Edward o último pedacinho dela. Pedimos a conta e desejamos a Jess um feliz natal. Ela nos disse que não viajaria no final de ano porque descolou um trabalho extra de garçonete em um buffet.
Jess realmente parecia feliz, depois do incidente da festa, ela resolveu deixar quieto. Sabia que se levasse o caso adiante, Lucy e ‘as irmãs’ até poderiam ser punidas pela universidade, mas talvez a sua vida no campus ficasse muito difícil. É uma decisão questionável mas talvez no lugar dela eu fizesse o mesmo.
Voltamos pra casa, deixamos o carro na garagem e resolvemos sair pra caminhar pelo Boston Public Garden, é um lindo parque, localizado também em Beacon Hill, da varanda de nosso apartamento, temos uma vista de seu belo lago. Os dias em Boston têm sido muito frios, a neve tem caído em algumas noites, por isso o parque tava quase vazio. As árvores estavam praticamente peladas, suas últimas folhas se despediam de nós junto com o outono, e o lago, dali a alguns dias congelaria. Sentamos num banco, Ed pôs um braço ao meu redor e eu me aninhei em seu peito, sentindo o seu cheiro tão delicioso. Inspirei fundo e sorri.
- Amor, lembrei de uma coisa.
- De que, princesa?
- Da primeira vez que senti esse teu cheiro. – levantei minha cabeça e ergui meu olhar em direção ao dele.
- Hãm ...?
- No seu aniversário de doze anos. Esme e Carlisle praticamente montaram uma pista de dança no jardim da mansão, é claro que nós dançamos com outras pessoas, mas na hora da nossa música ...
- Sim, a nossa música romântica daquele ano foi When You're Gone de The Cranberries ...
- Dançamos bem agarradinhos, foi nesse dia que eu dei uma fungada muito diferente no seu pescoço ... Amor, lembro que na hora eu corei, porque senti minhas pernas meio bambas e um desejo até então desconhecido ...
- E eu, quando te puxei pela cintura, te trazendo pra mim, fiquei duro de um jeito que nem achava ser possível! – Ed sorria torto pra mim e tocava a ponta do meu nariz com o indicador – Lembro que hora fiquei nervoso, com medo de você se assustar. Quando a festa terminou, naquele mesmo dia contei ao papai ...
- Edward!!! – corei – Você contou ... contou a Carlisle que ficou ... quando me abraçou?
- Amor, eu tinha doze, você, onze! Queria que eu fizesse o quê? – ele deu de ombros e arqueou as sobrancelhas.
Mostrei a língua pra ele.
- Sim, mas a conversa inicialmente girava em torno de meu cheiro, explique.
- O teu cheiro natural, sem usar perfume nem nada. Ele exerce um poder sobre mim que me faz ter vontade de ... de te beijar, de te amar. Não sei, é como se fosse um afrodisíaco, me atrai como um imã.
- Androstenodiona. Feromônio masculino.
- É só isso? Ciência?
- Como assim, Bella?
- Eu não sinto esse cheiro em nenhum outro homem. Mas todos eles têm feromônio, eu suponho.
- Sim, todos têm. E graças a Deus, você não é atraída por nenhum deles. Pra isso, eu também tenho a minha própria explicação. A minha teoria é que o homo sapiens originalmente, deveria ser monogâmico, assim como as baleias, que encontram seu parceiro uma única vez na vida. Então, só faz sentido os parceiros se sentirem atraídos pelo cheiro de seus pares.
Edward falava aquilo com muita naturalidade, seus olhos expressavam que ele realmente acreditava naquilo. Beijei-o.
- Então, a ciência explica o nosso amor! – falei, intercalando com selinhos cada palavra.
O fim de tarde fez a temperatura despencar, então voltamos rapidamente pra casa. Edward fez sanduíche para o jantar e cedo nós fomos dormir. Quando eu perguntei-lhe se ele tinha mais alguma coisa pra por na mala, ele fez cara de paisagem e disse que a parte dele já tava pronta. Acho que Ed tá aprontando algo .... Caraca! To curiosa.
Acordamos super cedo, graças ao despertador carrasco! Em seguida, recebi um telefonema de papai, desejando boa viagem, feliz natal e etc. Mas quando eu ia pedir pra falar com a mamãe, ele precisou desligar, fiz uma nota mental de ligar pra ela depois.
No aeroporto tive uma surpresa, o nosso destino era Miami! Será que eu vou passar o niver de dez anos de namoro em Orlando, junto com o Pateta?
O vôo foi bastante tranqüilo (eu ali abraçadinha a Ed, sentindo seu cheiro) e não poderia ser diferente, pois eu estava ao lado da pessoa mais maravilhosa do mundo! O cara que me escolheu, que faz questão de me ter ao seu lado, que agüenta os meus chiliques e as minhas neuras ... Edward Cullen.
- No que você tá pensando, amor? – um de seus braços estava me envolvendo, ele sussurrava em meu ouvido.
- Em você! – meu sorriso era enorme.
- Bella ... – olhei em seus olhos brilhantes – eu estou muito, muito feliz por estarmos fazendo essa viagem e eu espero, de coração que ela seja inesquecível pra nós.
- Edward, tudo entre nós é inesquecível ...
Nos beijamos e colamos nossas testas. Quando percebi, chegamos em Miami. Almoçamos no aeroporto e liguei pra mamãe, falei rapidamente com ela pois uma cesariana estava em sua agenda dali a alguns minutos. Edward ligou pra Esme e pra Carlisle mas não conseguiu falar com ele, seu celular tava na caixa de mensagens.
Fomos ao portão de embarque de vôos internacionais e eu fui ficando mais e mais curiosa. Eu quicava no chão, literalmente, até que consegui ver o número do vôo e olhar no painel de embarque.
Martinica!!!
Martinica?
Fica no Caribe!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário