FESTA
Festa!!!
É hoje!!!
É hoje que Vic se dá bem! Êôêôêôêôêô!
Meu humor só não tava melhor porque eu acordei menstruada, embora não sinta cólicas ou nenhum outro sintoma, acho isso um saco!
Nada como uma festa pra começar bem o fim de semana! E, se Deus quiser, as coisas vão dar certo pra Vic. As aulas passaram arrastadas, eu tava praticamente quicando na cadeira, esperando o professor de direito civil terminar de falar. Amém! Ele calou a boca.
- Anda logo, Vic! Vamos!
- Vai tirar o pai da forca, Bella? – Victoria tava sarcástica hoje ...
- Não, mas é quase isso. Anda, temos hora marcada com Bob pra fazer hidratação e baby liss no cabelo e ainda temos manicure ...
- Eu quero almoçar antes ...
- A gente pede yakissoba e come lá mesmo. Agora, tire logo essa sua bunda da cadeira! – tentei falar sério mas ri como uma boboca, enquanto Vic fazia careta pra mim.
Uma mulher prevenida vale por duas. Embora Victoria tivesse dito que iria a festa, embora ela tivesse concordado em passar a tarde no salão de beleza comigo, não arredei o pé de seu quarto hoje de manhã cedo enquanto ela não separasse a roupa que usaria na festa. Peguei tudo e pus no meu carro pra não ter a menor chance de ela se trancar no quarto e não ir a essa festa.
E a tarde passou bem descontraída. Adoro fazer esses programas só de meninas, tipo clube da luluzinha! E isso só acontece de vez em quando porque eu passo a maior parte do tempo com Ed.
Bob é um gênio, sabe exatamente o que fazer conosco. Vic optou por deixar seus cabelos soltos, então só hidratou, usou o secador e o baby liss pra poder deixar os cachos mais definidos. Nas unhas, ela escolheu francesinha com esmalte bem clarinho. Eu pedi a Bob somente uma boa hidratação, deixei que o meu cabelo secasse ao natural pois eles sempre cacheiam nas pontas. Nas unhas, pedi um esmalte roxo bem escuro, quase preto.
Já passava das sete da noite quando saimos do salão de beleza, passamos numa delicatessen, jantamos e comprei o jantar de Edward que ainda não estava em casa quando chegamos. Enquanto Vic tomava banho no banheiro social, eu já tinha tomado banho e tava trocando de roupa. Como o outono já apresentava noites frias em Boston, escolhi uma calça jeans skinny escura, um scarpin Prada vermelho, de salto altíssimo, uma camiseta prata de malha brilhosa e jaqueta de couro preta. A maquiagem, escolhi fazer olho preto esfumado e sombra prata com glitter. Nos lábios, batom vermelho pra dar uma cor ao rosto. Me olhei no espelho e gostei do resultado, um visual despojado e ao mesmo tempo clássico.
Vic usava um vestido de veludo rosa bebê que ia até o meio das coxas, uma echarpe preta de lã por cima do vestido, meia-calça preta e botas de cano curto e saltos altos e finos também na cor preta. Fiz sua maquiagem e ela escolheu um batom rosa chiclete, um pouco de blush rosa bem clarinho, rímel incolor e sombra rosa. Pronto, Vic tava parecendo uma florzinha! Mas esse é o visual que ela curte, uma coisa discreta e feminina. Combina com ela.
Quando Edward chegou já estávamos prontas.
- Oi, amor. Você tá linda, sabia? – ele sorriu, veio até mim e me deu um selinho. – Oi, Victoria, tudo bem?
- Oi, Edward, tudo beleza.
- Amor, deixei creme de legumes e pãezinhos de milho no microondas e também tem suco na geladeira.
- Valeu, amor - e me deu outro selinho – Meninas, eu me apronto em vinte minutos. Ok? – sorriu e nós assentimos pra ele.
Vinte minutos depois, meu gato aparece na sala vestindo uma calça jeans azul clarinha (a bunda dele ficou muito, muito sexy) , um pulôver de tricô cinza grafite de gola alta e um tênis escuro. Meu olhar o mediu várias vezes, de cima a baixo e de baixo pra cima. Ai meu Deus, Edward estava totalmente pegável! Caraca!!! Preciso ficar de olho vivo nessa festa hoje, vai ter muita mulher lá. G-zuis!!!
Chegamos à Lex no volvo prata de Ed. O casarão branco estava todo enfeitado de luzinhas brancas e tava cheio de gente em sua entrada. Dentro, havia mais gente ainda, o jogo de luz era perfeito, com luzes vermelhas e roxas que piscavam freneticamente, fazendo do salão principal uma verdadeira pista de dança. Mais e mais gente começou a entrar, mas o ambiente não se tornava claustrofóbico, ao contrário, as luzes deixavam a sala obscura e com um misto de sensualidade e mistério. A música contagiava, imediatamente, meu corpo começou a se mexer de acordo com a batida que vibrava embaixo de meus pés. Edward começou a acompanhar o movimento de meu corpo.
Pelo visto, todos os rapazes convidados pela Hypocratis compareceram, além é claro, dos próprios membros da fraternidade. Caramba!!! Tem muito homem bonito nessa festa. É a maior concentração de gatos por metro quadrado que já vi!!! Se bem que, nenhum deles se compara a Edward ... Parece que meu namorado tem o dom de ler pensamentos, porque na mesma hora, ele me abraçou por trás e enlaçou minha cintura com as duas mãos, depositando um beijo bem gostoso em meu pescoço e sussurrando em meu ouvido:
- Bella, você tá muito, muito gostosa com essa roupa ... Tá a fim de voltar pra casa? Vou ter o maior prazer em te despir e deixar minhas mãos passearem por você ...
Credo! Edward falava essas coisas no meu ouvido enquanto eu sentia o seu hálito quente em minha pele e suas mãos acariciavam a minha cintura. Instintivamente, me encostei nele, deixando que minha bunda roçasse em seu corpo.
- Ed - virei meu rosto pra poder encará-lo – Amor, sua proposta é tentadora! Mas vamos primeiro dar uma mãozinha pra Vic. Ok? – sorri e ele fez biquinho.
Vic tava super nervosa e esse era o principal motivo pra eu não dar tanta atenção a Ed. James ainda não tinha chegado e ela estava literalmente, com o pescoço esticado, procurando-o.
- Bella!!! – a gasguita da Jess nos achou e veio rapidamente em nossa direção, arrastando um cara consigo.
Edward me agarrou mais ainda, senti seu corpo se retesar. Virei meu rosto pra poder encará-lo, sua cara era de ‘poucos amigos’.
- Ah, Bella, que bom que vocês já chegaram! Oi Edward, oi Victoria! Gente esse é Jared Fox. Ah! Mas Edward deve conhecê-lo suponho, já que vocês estudam na mesma turma e ... Ai meus Deus, a Lucy Gardner!!! – Jess gritava feito uma doida, olhando na direção de uma das portas do grande salão – Vem Jared, você precisa me apresentar a alguém muito importante.
- Caralho! Que metralhadora é essa? – Ed sorriu mas seu sorriso era de desaprovação.
- Essa garota é meio maluca mesmo. – Vic falou enquanto ainda procurava por James no meio da multidão.
- Pobre Jared.
- Pobre nada, Bella! Esse cara é ridículo, vai se dar bem com Jessica. – Edward bufou, fazendo careta.
Nesse momento, James chegou. Aleluia!!! Pensei que ele já não viria mais.
Olhei pra Vic e ela estava corada, seus olhinhos brilhavam, observando-o se aproximar de nós.
- Oi Edward! Olá Isabella e Victoria. – Vic corou mais ainda ao perceber que o olhar dele se demorou um pouco mais nela.
Ele chegou e já começou a dançar, puxei Vic também, de modo que dançássemos todos, a música era Love Game da Lady Gaga. A música seguinte foi Single Ladies da Beyoncè e com essa, a mulherada foi a loucura, nós praticamente cantávamos numa só voz ‘All the single ladies, All the single ladies, All the single ladies, All the single ladies,’. Eu adoro dançar essa música, então deixei Ed de lado e puxei Vic pra dançar, sinceramente, não tem graça fazer essa coreografia com ele. Quando percebi, Kim, Amanda e Theresa também se juntaram a nós. Dançávamos e ríamos muito, essa coreografia era muito legal.
Quando a música terminou eu tava sem ar. Puxei Vic e fomos atrás de nossos gatos que estavam em pé, próximos ao bar tomando uma cerveja. Cheguei por trás de Ed, abraçando-o.
- Bella, fui trocado pela música da Beyoncè? – Edward virou o rosto pra me ver e fazia uma falsa cara de indignado enquanto arqueava as sobrancelhas.
- Não amor, você foi trocado pela Vic! – gargalhei – Ou você iria querer fazer comigo a coreografia da Beyoncè? – fiz cara de inocente.
- Não, não mesmo. – ele se virou e me deu um beijo e depois sussurrou no meu ouvido – Você tava maravilhosa dançando, mas essa música não serve pra você. Single lady é tudo o que você não é ... eu não deixo.
Ele falava enquanto uma se suas mãos me pegava forte pela cintura, me puxando pra si. Sua boca estava colada na minha orelha e o calor de seu hálito mandava correntes elétricas para o meu corpo. A forma como ele falava era tão doce e sensual que chegava a embaralhar as minhas idéias.
- Amor ... se comporte. – sussurrei.
O DJ parou a música e todos nós olhamos em sua direção. Lucy Gardner pegou um microfone e chamou todas as garotas da Lex e suas convidadas (então eu e Vic estávamos nessa) para acompanhá-la a uma sala secreta onde as rushees (novos membros potenciais) deveriam se preparar para passar pelo rush (processo de recrutamento).
- Bom, rapazes, enquanto vocês ficam aqui, mais cervejas serão servidas – Lucy Gardner falava com a sua voz anasalada – E, eu tenho certeza que vocês se divertirão um pouco mais.
Nesse momento, desciam as escadas do enorme casarão várias coelhinhas da playboy. Isso mesmo, várias delas, todas com fantasias de coelhinha: body preto com plumas e rabinho pom-pom, tiara com orelhinhas pretas, laço no pescoço, punhos brancos e luvas pretas. Todas num salto preto altíssimo e usando meias-calça rendada. Elas eram lindíssimas, loiras, morenas, ruivas, orientais, desciam as escadas com charme e todas, em absoluto, tinham sorrisos nos lábios.
Puta que pariu!!! O sangue fugiu de meu rosto.
Todos os rapazes fitavam-nas, inclusive Edward que estava de boca aberta, completamente embasbacado. Dei uma cotovelada em suas costelas e escutei um “Ai” (que bom, provoquei dor nele!), gritei um “Vou nessa” por sobre o ombro e saí seguindo as outras garotas. Ele ainda disse um “Bella” mas como eu não quis responder, ele me seguiu e agarrou meu braço.
- Princesa, não seja infantil. – falou no meu ouvido enquanto me abraçava – Eu só fiquei surpreso com a imagem, nada mais. Não gosto de coelhas, prefiro a minha gatinha selvagem.
Ele sussurrava enquanto me abraçava e suas mãos passeavam por minhas costas. Ed sempre me abraça desse jeito quando acha que eu estou tensa. Seu carinho quase fez meu autocontrole ir pro espaço, mas eu ainda precisava fazer birra.
- Eu não sou infantil! – meu bico deveria estar enorme – Vou nessa. “Se comporte” – gritei em minha mente as duas últimas palavras e dei um selinho nele.
Uma das piriguetes-coelhinha ia a nossa frente, indicando o caminho. Parou em frente a uma enorme porta de madeira, deu três batidas e abriu-a para nós.
Lá dentro tudo era sinistramente ridículo. Eu observava tudo com descrença, Vic, ao meu lado segurava o riso. Só havia luz de velas em candelabros espalhados pelo aposento, as “irmãs” usavam uma espécie de beca cinza escuro e as 11 “irmãs honorárias” (G-zuis, que coisa brega!!!) usavam mantos pretos. O visual era ridiculamente trash, olhei pra Vic enquanto arqueava a sobrancelha e ela ainda segurava o riso.
- Irmãs, estamos aqui hoje para conhecer melhor as alunas do segundo ano do curso de Direito de Harvard, uma instituição que cresceu com o nosso país e (...) De modo que, participar da Lex é uma honra para poucas e isso exigiu de nós muita pesquisa a respeito das prováveis candidatas. – UFA! Pensei que ela não ia mais calar a boca. Não escutei quase nada, tava pensando na festa que Edward NÃO deveria estar fazendo agora com aquelas ...
- Então, analisamos o currículo de vocês – Lucy começou de novo – e achamos por bem preservar a tradição. O principal critério de escolha se baseou no fato de que os sobrenomes listados já fazem parte da história da Lex, suas avós, mães, tias ou até mesmo irmãs e primas já fizeram parte dessa fraternidade. Todas as pré-selecionadas já são importantes para nós, de modo que tê-las aqui também é uma honra para a Lex. Então, tentamos ser o mais justas possíveis. Os nomes que eu chamar, por favor, dêem um passo a frente: Amanda Knox, Caroline Hunt, Deborah Davis (...) Isabella Swan, Kim Bowles (...), Theresa Parks e Victoria Keller. Todas vocês são privilegiadas pois já foram pré-selecionadas e basta apenas aceitarem a proposta e fazer o juramento que consiste em seis etapas de prova.
- Vic, que raio de prova é essa? – sussurrei em seu ouvido.
-Sei lá, mas a macarena eu não danço! – rimos baixinho.
- Essa aí eu até encaro. Mas o rebolation eu só faço pro Ed! – rimos um pouco mais alto e uma das “irmãs” olhou feio pra nós.
- E quanto a nós? Não há nenhuma chance pra gente? – era Jess que estava na fileira de trás juntos com as ‘não-escolhidas’, perguntando diretamente a Lucy.
- Bom ... quem não foi chamada não tem as qualificações para a Lex! – falou com ironia – A menos que uma de vocês queria nos confrontar e nos mostre seu valor- ela falou essa última palavra com muito sarcasmo. – Você, como se chama? – ela apontava pra Jess.
- Jessica Stanley. – sua voz falhou um pouco.
Lucy pegou das fichas em sua mão uma que tinha a foto de Jess e começou a lê-la em voz alta com um desprezo palpável.
- “Jessica Smith Stanley!”. Irmãs, Stanley significa algo para a Lex?
“NÃO” – as irmãs diziam em coro.
- “Stanley, nascida em Boise. Idaho”. Literalmente no cú do mundo!!! - Lucy Gardner gargalhava enquanto continuava com seus ataques pessoais.
Todas as irmãs da Lex riram feito hienas e algumas de nós, ‘não-irmãs’ também. Olhei pra Vic horrorizada e ela também não tava feliz com isso.
- Não, Jessica Stanley, aparentemente você não tem valor. Mas nós somos uma fraternidade, devemos receber a todas de braços abertos ... Então você terá o privilégio de nos mostrar se merece ou não ser uma de nós! Será que ela merece, irmãs?
Várias irmãs vaiaram e apontaram seus polegares para baixo, indicando descontentamento.
- Stanley, de Boise! Sua prova é simples: você vai comer gelatina! Você tem que COMER tudo o que tiver na tigela. Lembre-se é a sua única chance.
Uma das ‘irmãs’ trouxe uma tigela gigantesca de vidro, cheia de cubinhos coloridos de gelatina. Jess pegou a tigela e a colher e deu a primeira colherada, tossiu, se engasgou e cuspiu de volta.
- Ma-mas tem gosto estranho. – sua voz falhou.
- Stanley, de Boise eu disse que a prova era simples. Não falei que era fácil. A gelatina não foi feita com água e sim, com vodca. – um sorriso perverso brotou dos lábios de Lucy – Você acha que tem valor, Stanley, de Boise? Então, prove.
Jess sentou no chão e começou a comer rapidamente. Seu rosto foi ficando mais e mais vermelho, seus olhos lacrimejavam muito. Ela parecia engolir e não mastigar, quanto mais comia mais rápido ela tentava comer, na esperança de acabar logo. Mas ela engasgou feio, tossiu e vomitou tudo de volta pra dentro da tigela. ECA!!! Que nojo, coitada da Jess. Depois que ela quase pôs as tripas pra fora, ficou ofegante e as lágrimas ainda caiam de seu rosto.
- Stanley, de Boise! Você tem que comer TUDO o que está na tigela!!!
Meus ouvidos não queriam acreditar nas palavras de Lucy. Olhei pro lado e Vic fazia cara de nojo enquanto balançava a cabeça em sinal de desaprovação. Jess começou a comer o próprio vômito!!!
Que absurdo! Nunca vi tanta humilhação!
- Bella, eu acho que Jess não tá bem ... Ela certa vez me disse que tem pouca resistência a álcool. – era Kim que cochichava no meu ouvido.
- Kim, precisamos fazer algo. Vá falar com ela ...
-Não Bella, ela não me escutaria. Por favor, vá você.
Olhei pra Vic, ela assentiu com a cabeça. Andei em direção a Jess e me sentei junto dela. O fedor de vômito e vodca misturado era horrível ... Acho que nunca mais bebo vodca.
- Jess, por favor, pare. Você não tá nada bem ...
- Sai daqui, Bella! Eu TENHO que conseguir. Eu ... eu ... preciso. – ela falava enquanto engolia aquilo e chorava.
- Jessica, pare ...
- SAI DAQUI, ISABELLA SWAN!!! – caraca, fiquei surda!
Fiz o que ela pediu. Sai da sua frente e voltei pra onde tava, junto com as outras ‘escolhidas’. Foi exatamente nessa hora que ela guinchou, vomitou violentamente e seu corpo tombou no chão. O vômito ainda escorria de sua boca quando as ‘irmãs’ fizeram um círculo ao seu redor e puxaram de suas becas e mantos pistolas de paintball e começaram a atirar nela.
Foi horrível, elas atiravam e riam ruidosamente. O tiro ao alvo não durou nem dois minutos e quando elas desfizeram o círculo, Jess estava encolhida em posição fetal, os olhos fechados e tremendo muito. Seu corpo estava completamente pintado, havia tinta principalmente em seu rosto e cabelos. Duas das ‘irmãs’, usando de uma desumanidade incrível, pegaram os braços de Jess e saíram arrastando-a pra fora da sala e depois fecharam a porta atrás de si.
- Vic, nós não podemos deixar a Jessica jogada lá no corredor. – sussurrei.
- Ela ingeriu uma grande quantidade de álcool, Bella! Pode ser que seu corpo não reaja bem. Vamos! Temos que levá-la. – Vic me puxou e começamos a andar em direção a porta.
Fomos impedidas por duas ‘irmãs’ que bloquearam o nosso caminho.
- Sai.da.minha.frente. – sibilei entredentes.
- Keller, Swan, vocês não têm permissão para sair. – Lucy falou com a voz monótona.
- Vai me bater se eu não quiser ficar? – me virei encarando-a e arqueando as sobrancelhas.
- Nós não somos selvagens, Swan. Você é livre para sair mas não será bem-vinda se quiser voltar. Ninguém que dá as costas para a Lex merece a nossa simpatia.
Meu sangue ferveu, vi tudo vermelho na minha frente.
- Lucy Gardner, pegue essa sua simpatia e enfie no seu ...
- Bella, vamos logo, por favor.
Vic agarrou meu braço e me puxou evitando que eu usasse meu vocabulário para dias de ira.
O estado de Jess era deplorável, ela tremia muito, tirei minha jaqueta e a envolvi, enquanto tentava tirar o excesso de tinta de seu rosto. Precisávamos levá-la dali mas eram dois lances de escada não dava pra gente carregá-la. Liguei pro celular de Edward mas caiu direto na caixa postal ... De repente me lembrei das coelhinhas. PQP! Ainda tinha isso pra me estressar.
- Vic, vá chamar Edward e James, a gente não consegue levá-la e ela não consegue andar. – ela assentiu e desceu rapidamente, não se passaram nem cinco minutos e os três subiram as escadas, correndo.
- Bella, o que foi que aconteceu? – Ed parecia nervoso.
- Amor, um monte de coisas. Mas o resumo é que ela ingeriu muita vodca, vomitou muito e tá tremendo.
Edward se abaixou, verificou o pulso de Jess e pegou-a em seu colo, assim que começou a caminhar, ela teve uns espasmos estranhos e começou a revirar os olhos.
- James! James! Ela tá tendo uma convulsão! A cabeça, segure a cabeça dela!
Os dois pareciam assustados demais. Lembrei do que Kim falou.
- Edward, ela tem pouca resistência a álcool. E ela tomou muita vodca!
Com se fosse pra confirmar o que eu falei, Jess teve outra convulsão ainda mais demorada que a primeira.
-Edward, vamos levá-la ao pronto-socorro. Agora!!! – James decidiu por nós.
Descemos as escadas correndo e nos dirigimos ao volvo de Edward. Vic foi no banco de trás com Jess , eu no carona e Ed dirigia, James foi em sua moto.
No hospital a recepcionista perguntou se Jess tinha seguro saúde. Caraca!!! Com é que eu ia saber? Peguei meu Visa e perguntei qual era a quantia a ser paga como caução, depois disso, Jess foi rapidamente atendida.
Aquele cheiro de hospital sempre me deixou enjoada, enquanto Vic e James esperavam por notícias, eu sai do prédio na esperança de respirar ar puro. Minha jaqueta tinha ido junto com Jess e agora quem tremia de frio era eu, Ed me abraçava e friccionava suas mãos em meus braços pra me aquecer. Mas tava muito frio mesmo, então tivemos que voltar pra sala de espera.
- Vic e James não estão aqui. Será que o médico já deu alguma notícia da Jess? – Ed apenas deu de ombros, sentou no sofá e me aninhou em seu colo.
Acho que ambos cochilávamos porque ouvimos o pigarrear de alguém. Era um jovem médico que dizia que Jess teve uma intoxicação aguda provocada pelo álcool mas que seu quadro já estava estável, entretanto ela deveria passar a noite no hospital. Pela manhã ela faria mais alguns exames com um neurologista, devido às convulsões que teve.
Victoria e James surgiram de um corredor, lancei-lhes um olhar bem sugestivo e ela tratou logo de se explicar.
- Nós saímos um pouco, fomos à lanchonete do hospital pra tomar um café. – Vic sorria amarelo – E aí? Alguma notícia?
- O médico disse que ela vai passar a noite aqui. Acho melhor a gente ir pra casa, amanhã voltamos pra saber como ela tá. – falei e todos assentiram.
Andamos até o estacionamento e quando pensei que Vic ia entrar no carro, James falou.
- Victoria, eu estou indo para o campus. Você quer carona?
Êêêêêêêêê !!!!!!!
Esses dois podem ter futuro!!!
Viva o amor!
Vic corou, sorriu e se despediu de nós. Quando subiu na moto e abraçou James, corou mais ainda.
- E aí? Qual o veredicto? – Ed perguntava sobre Vic e James, mas me fez lembrar de outra coisa.
- Não sei. Depende do que você fez na terra das coelhinhas. – fiz careta pra ele.
- Não seja absurda, Bella! Eu estava me referindo a Victoria e James. – ele falou e fechou a cara pra mim.
Continuamos calados até em casa. Minha cabeça tava doendo, meu corpo só pedia banho quente e cama. Já passava das duas da manhã e aqueles saltos estavam me matando. Eu realmente não queria discutir com Edward.
Em casa, Ed foi direto pra cozinha, saiu de lá com uma cerveja.
- Você ainda vai beber mais?
- Vou. – foi tudo o que ele disse.
Caraca! Que fim de festa esse!
Tomei um banho quente, pus um pijama de flanela bem quentinho, me deitei e tentei relaxar. Pouco tempo depois ele entrou no quarto, passou pro banheiro. Saiu de lá com moletons azuis, me encarou e se deitou.
- Boa noite. – disse todo abusado.
- Boa noite. – respondi no mesmo tom.
- Bella?
- Sim?
- Posso saber o que eu fiz de errado?
Fiquei muda. O que ele tinha feito mesmo? Ah! Ele tinha olhado pra umas duas dúzias de coelhinhas. Mas e se fossem duas dúzias de go go boys gostosos? Será que eu teria olhado também?
Claro que sim! Não sou cega! Respirei fundo e me virei pra encará-lo.
- Edward, você não fez nada. Desculpa, amor. É que eu fiquei com um ciuminho bobo ... Na verdade, eu não queria que aquelas mulheres estivessem lá. Você não fez nada. – falei enquanto acariciava seu rosto com minhas mãos.
Ele me beijou, nossos corpos começaram a se entregar às carícias mas não passou disso, até porque eu estava naqueles dias ... e meu corpo tava cansado mesmo, desejei-lhe boa noite, de verdade, e dormimos abraçadinhos.
Acordei algumas horas depois com uma terrível dor de garganta, já conheço isso. A faringite deve ter me atacado de novo. Já passava das nove da manhã mas Edward ainda dormia. Levantei fiz minha higiene e tomei um pouco de leite quente. Deixei um bilhete pra ele e resolvi ir logo ao hospital pra saber de Jess mas antes passei numa farmácia e comprei o antibiótico que costumava tomar quando tinha faringite. Afinal, dali a alguns dias nós iríamos viajar e eu não queria ficar doente.
No hospital, a enfermeira que me levou ao quarto onde Jess estava dormindo, disse que ela teve um resto de noite tranqüila, não teve mas convulsões e só estava um pouco desidratada. O médico estava esperando um de nós pra poder dar alta a ela e receitar algum analgésico pra dor de cabeça. Assim que entrei, Jess se mexeu um pouco na cama e acordou, a princípio, seu olhar era desfocado, depois de algum tempo, ela me viu ali.
- Bella? É você? – Jess semicerrou os olhos enquanto tentava me enxergar.
- Sou eu sim, Jess. Você tá melhor? – caminhei em direção a sua cama.
- Bella, como eu vim parar aqui? – ela parecia confusa.
- Bom, você ... se sentiu mal devido à vodca, daí eu, Vic, Edward e James, um amigo de Edward, resolvemos te trazer pra cá ... – eu hesitava em dizer a verdade.
- Não precisa fingir, Bella. Eu me lembro de tudo, até a hora em que você tirou a sua jaqueta e a vestiu em mim. – ela tentou se sentar na cama – Bella, me desculpe por ter gritado com você. – ela parecia sincera – E obrigada por ter me trazido pra cá ...
- Não se preocupe, Jess. Trate de ficar boa logo e sair daqui.
- Por falar nisso, Bella, quem pagou a minha conta hospitalar? Eu não tenho seguro-saúde, então eu deveria estar numa enfermaria e não em um quarto.
- Também não se preocupe com isso, Jess. – afaguei seus ombros de leve.
TOC, TOC, TOC. A porta se abriu e um senhor de barba branquinha entrou.
- Bom dia, Srta. Stanley. Como se sente?
- Um pouco melhor, doutor. Mas a minha cabeça dói. – Jess sorriu um pouco.
- Isso é normal, minha filha. Vou receitar-lhe analgésicos. E a Srta. quem é? – o velhinho olhou pra mim.
- Sou Isabella Swan, colega de faculdade da Jessica.
- Você por acaso é parente de Rennè Swan? – o médico sorria de orelha a orelha.
- Sim, sou filha dela.
- Oh! Mas que alegria! – ele estendeu a mão e eu fiz o mesmo – Mande minhas recomendações a sua mãe. Diga a ela que Timothy Gerandy manda lembranças.
- Direi sim!
- E, a propósito. Srta. Stanley, vim assinar sua alta e trazer a receita de suas medicações. Trate de descansar e de ficar longe de álcool, sim? – Jess assentiu fervorosamente.
Ajudei-a a se vestir com a sua roupa meio suja de tinta e pus a minha jaqueta por cima, pra tentar disfarçar. Levei-a de volta ao campus em meu carro, mas antes passei na farmácia e comprei os remédios que o médico tinha receitado.
- Bella, eu me sinto muito mal por tudo isso. Você comprou meus remédios e provavelmente pagou a minha conta do hospital. – ela olhava pras suas mãos enquanto falava – Eu queria muito poder retribuir e ...
- Só um minuto, Jess ...
Salva pelo gongo, meu celular tocou.
- Oi, amor, bom dia! – era Edward.
- Princesa? Acordei e vi seu bilhete. Onde você está agora?
- Eu to levando Jess pra o alojamento. Ela já teve alta.
- Por que você não me acordou pra te acompanhar?
- Não precisava, meu anjo. Descanse, afinal você tem uma prova segunda, não é? Além do mais, preciso conversar com a Vic.
- Então, tá. Te amo, beijo.
- Te amo mais, beijo.
Jess deve ter ficado enjoada escutando o que eu falava com Edward. Às vezes, me empolgo e esqueço que outras pessoas estão ouvindo a nossa conversa no melhor estilo ‘amor, i love you’ ...
Acompanhei Jessica até o seu quarto, lá ela me devolveu a jaqueta e mais uma vez me agradeceu, assenti e sorri pra ela.
- Jess, se precisar de alguma coisa, é só falar. Ok? – ela sorriu de volta.
Caminhei pelos corredores vazios do alojamento em direção ao quarto de Vic, mas disquei o número de seu celular antes.
- Oi Bella.
- Vic? To atrapalhando alguma coisa? – sussurrei.
- Claro que sim! Você interrompeu o melhor sexo selvagem que já fiz! – ela explodiu em gargalhadas. – Onde você tá, sua maluca?
- Na porta de seu quarto. – eu ainda sussurrava.
Escutei a fechadura da porta se abrir.
-Entra logo, sua boba.
- Bom dia pra você também, Victoria! E aí? Fizeram o quê depois que saíram do hospital? – sentei em sua cama e arqueei uma sobrancelha.
- Ah! Bella, James é muito melhor do que eu pensava! Além de bonito, ele tem um papo super legal, é inteligente, esforçado e de bem com a vida! É tudo o que eu mais admiro numa pessoa!
- Vic tá amando ... Vic tá amando ... Vic tá amando ... – de repente comecei a bater palmas e a quicar em cima da cama.
- Ô Bella, às vezes você tem uns surtos ...
- Mas e aí? Combinaram alguma coisa? – eu tava eufórica.
- Sim!!! – ela sorria feito uma menina de treze anos. – Ontem ele me chamou pra tomar um café na lanchonete do hospital e ... combinamos de comer uma pizza mais tarde ou algo do tipo ...
- Que bom, amiga! – eu estava realmente muito feliz por ela, mas ainda precisava saber se o tonto do James ainda queria conhecer a Jess – Bom, Vic, vou nessa. Só passei aqui pra saber de vocês e também porque eu já tava no alojamento. Vim trazer a Jess.
- Ela tá melhor?
- Tá. Coitada.
- É mesmo. Fica mais um pouco, Bella. Olha, eu troco de roupa a gente pode sair pra almoçar ...
- Ô amiga, fica pra próxima. Acho que peguei uma faringite, já to tomando antibiótico mas não quero ter a chance de piorar – fiz careta – Edward planejou uma viagem pra nós na próxima semana, aniversário de 10 anos de namoro. AH! – guinchei – também vim saber o que Edward tava fazendo ontem no meio de tantas coelhinhas quando você desceu pra chamá-los.
- Edward tava sentado no bar ao lado de James e, ao redor deles havia umas cinco delas – arregalei os olhos – Calma, Bella! Eles estavam – ela começou a gargalhar – contando piadas! Sério, Bella. Foi só isso, quando me aproximei, uma delas disse: “se você namora um desses, parabéns, você se garante”.
- Verdade, Vic?
- Deixe de ser boba, Bella!
Levantei da cama, me despedi dela e em menos de trinta minutos já estava em casa.
- Amor? Cheguei. – caraca, fiquei rouca.
- Bella? – Ed saia do corredor e caminhou em minha direção, pôs uma mão em minha testa e com a outra apalpou a região de meus gânglios submaxilares – Faringite?
Assenti com a cabeça. Ele beijou minha testa.
- Já comprei meu remédio. Vou descansar um pouco.
- Amor, eu vou passar o resto da tarde estudando. James está aqui, tá lá na sala de estudo. Ok? – assenti novamente – Vá pro quarto descansar. Vou pedir comida. Quer comer algo especificamente?
- Sopa de ervilhas. Pode ser?. – ele sorriu torto e assentiu. – Ah! Por falar em James, ele comentou algo sobre a Vic?
- Sim!!! – Ed sorria – Ele achou Victoria muito legal e até marcaram de sair hoje à noite.
- Que bom! Amor, vou nessa ... eu acho que vou ficar gripada. – ele beijou minha testa de novo e me abraçou.
Pus uns moletons velhinhos. O resto de meu final de semana foi praticamente assim, na cama. Ed estudando e eu tentando não piorar de saúde.
A sexta-feira chegou novamente!
Mamãe e papai haviam me ligado dizendo que estavam mortos de saudades, que a viagem tinha sido maravilhosa e que haviam comprado muitos presentes. Eu e Edward decidimos voar até NY e passar o final de semana com eles, afinal dali a quatro dias estaríamos viajando. Então também fomos desejar a nossos pais um Feliz Natal.
Do aeroporto, seguimos direto para a mansão Cullen. Os quatro nos esperavam com grande entusiasmo! Mamãe e Esme, como sempre muito carinhosas. Assim que desci do táxi as duas me agarraram ao mesmo tempo!
- Filha, que saudades!- mamãe quase me deixou surda, falando alto junto ao meu ouvido.
- Bella, querida! Tomamos a liberdade de preparar a banheira com sais de banho que compramos pra vocês! – Esme sussurrava discretamente ao meu ouvido.
- É filha, compramos vários frascos!!! É uma delícia ... Chocolate com óleo de menta! Hum ... Bella, você vai amar! Ah! Também tem chocolate lá e uma caixa com velas de aroma de chocolate, deixamos tudo numa sacola. – mamãe dizia empolgadíssima.
- Hum ... obrigada! – foi tudo o que eu consegui dizer.
Papai me deu um abraço muito apertado, cheio de saudades, mas havia outro sentimento ali presente. Uma coisa que na hora não pude identificar. Carlisle, sempre tão contido, embora sempre carinhoso comigo, também me deu um grande abraço. Com Edward o tratamento deles foi idêntico.
Mas eu estava tão feliz!!! Meu coração estava em festa, todos tinha voltado de Zurique! Aquilo tudo era só impressão minha, tudo fruto da minha imaginação e de meus nervos.
Papai e Carlisle lamentaram profundamente pois seu amigo Felix havia deixado algumas economias para garantir a faculdade de seus filhos. Infelizmente, também mortos. Então, lá mesmo da Suíça, eles entraram em contado com um primo de Felix e transferiram a quantia deixada.
O que me deixou surpresa foi que todos nós passaríamos não só a noite mas todo o final de semana na mansão Cullen. No dia seguinte, Esme estaria fazendo um almoço especial de Natal (antecipado, claro) não só para a família, um casal de amigos de papai e Carlisle estariam presentes também: Ben Chenney e sua esposa, Lisa Chenney.
Fiz cara de paisagem ao ouvir os nomes, Edward também fez. Não conhecíamos esse casal.
Já no quarto de Ed, entrei no banheiro e me deparei com o delicioso cheiro, doce e fresco ao mesmo tempo, do chocolate e da menta. A banheira já tava pronta, passei os dedos pela água e ela tava morninha! Sorri de satisfação. E me lembrei da sacola com as velas e os chocolates.
Peguei a sacola e separei umas velas, elas eram pequeninas e da cor de chocolate, acendi três delas sobre o balcão da pia e três sobre o deck da banheira. Não tinha castiçais à mão, então eu pus ali mesmo sobre o mármore. Peguei a caixa de chocolate e abri, deixando-a no deck da banheira. Hum ... Que cheiro delicioso!
Voltei ao quarto, apaguei todas as luzes e deixei a porta do banheiro entreaberta. Tirei todas as minhas roupas, fiz um coque no cabelo e entrei na banheira.
Caraca! Que delícia ... Sentei, flexionei as pernas um pouco, me encostei e apoiei meus braços na borda da banheira, fechei os olhos ... Escutei passos vindo em direção ao banheiro.
- Edward? – chamei seu nome um pouco alto pra que ele pudesse me ouvir.
- Oi, amor. Sou eu.
- Ed, vem aqui.
- Oi. – sorriu torto quando me viu, ali completamente nua, a água estava no nível de meus seios, cobrindo-os.
- Amor, por que você não me faz companhia? – sorri pra ele, enquanto fazia um gesto com o dedo indicador pedindo que ele se juntasse a mim.
Edward sorriu mais ainda e começou a se despir ali na minha frente, enquanto eu passava a língua nos lábios e mordia o lábio inferior de tanto tesão. Ele, nu, entrou e sentou de frente pra mim, uma de suas mãos acariciava o meu rosto.
Ele sorriu, se aproximou mais de mim e me beijou. Seus lábios exploravam minha boca com avidez, sua língua me invadiu ansiosamente até que se encontrou com a minha. Uma se suas mãos me puxou pela cintura e a outra estava na base de meu pescoço. Instintivamente, abri as pernas, deixando que elas o envolvessem, fazendo-o gemer em minha boca. Ficamos assim até que o ar nos faltou.
Sutilmente, fui levando-o para o outro lado da banheira onde eu havia deixado a caixa de chocolate. Durante esse percurso, seus lábios estavam em meu pescoço, uma de duas mãos ainda na minha cintura e a outra em meu quadril. Eu empurrava seus ombros delicadamente, fazendo-o se mover até se encostar na outra borda.
- Amor ... quero que você cruze as pernas. – sussurrei em seu ouvido enquanto sentava de frente pra ele, em seu colo, bem devagarzinho, abri bem as pernas, deixando que elas envolvessem o seu corpo novamente.
- Hum ... Bella ... – sua voz era rouca e entrecortada, ele arfou quando sentiu que nossas intimidades se tocaram.
Minhas mãos agarraram seus cabelos, puxando-o para mim, enquanto minha boca se perdia na dele. Eu já podia sentir sua ereção embaixo de mim ... mas ainda não era a hora. Comecei a brincar, esfregando meu corpo no dele. Meus seios já intumescidos de tanta excitação, roçavam em seu peito musculoso. Suas mãos pareciam estar em todos os lugares ao mesmo tempo, nas minhas coxas, no quadril na cintura ...
Me estiquei um pouco e peguei um chocolate, pus na boca de Edward e beijei-o com luxúria, dividindo-o com ele. O beijo continuou até que já não houvesse chocolate. Ele me ergueu um pouco em seu colo e abocanhou um de meus seios, lambendo e chupando um dos mamilos que estava tão rígido que parecia que ia explodir de tanto tesão. Minhas mãos foram até o seu membro, duro, enorme ... Comecei a acariciá-lo, sempre mexendo num movimento de vai-e-vem. Quando terminou com um seio, sua boca foi para o outro. Minhas mãos, ainda em seu membro ... Eu estava muito, muito excitada ...
- Oh! Bella – Edward gemeu e percebi que ele já tava doido também.
Afastei minhas mãos de seu membro e levei-as aos seus ombros, enquanto erguia um pouco o meu quadril, preparando o movimento para a penetração.
- Olhe nos meus olhos, amor. – sussurrei pra ele, enquanto lhe dava passagem pra dentro de mim.
Edward era puro desejo, ele arfou quando se sentiu completamente dentro. Suas mãos passaram da minha cintura à minha bunda, apalpando-a com força, fazendo movimentos para que eu me movesse. A princípio, o ritmo era suave, depois foi aumentando gradualmente, à medida que nossos suspiros se transformavam em gemidos e estes passaram a gritos de prazer ...
Edward me beijava, talvez para me fazer gritar menos, mas eu não conseguia parar. Nosso contato visual era muito excitante, um de frente pro outro ... Os olhares de Ed vagavam entre meus seios que balançavam à minha frente e o meu rosto.
Senti minha intimidade se contraindo e pouco tempo depois, explodi numa onda de prazer, mordi meu lábio inferior pra poder conter o grito que sairia da minha garganta e quase fechei os olhos ... Mas eu queria que ele olhasse em meus olhos enquanto eu me entregava por inteira pra ele.
- Oh ... Ed ...
Foi tudo o que eu disse num sussurro, minhas mãos quase escorregaram de seus ombros, mas Edward continuou os movimentos em meu quadril, erguendo-me e abaixando-me cada vez mais rápido. Prendi meus dois braços ao redor de seu pescoço, ele gemia e também quase fechava os olhos mas seus movimentos seguiam cada vez mais rápidos e intensos. Senti seu membro mais duro e pouco tempo depois, seu líquido me invadiu.
Nossos olhares estavam travados um no outro, nossa respiração era ofegante, meu peito imergia e emergia da água enquanto eu tentava buscar o ar ... Sorríamos ... Edward me abraçou e ainda dentro de mim, afagou minhas costas enquanto eu beijava seu pescoço.
- Que delícia, Bella ... Eu te amo, princesa. – ele sussurrava enquanto depositava beijos em meus cabelos.
Ergui um pouco meu corpo e ele saiu de dentro de mim. Desfiz o nosso abraço e sentei de costas pra ele, meu corpo estava apoiado no dele. Uma de suas mãos entrelaçou-se com a minha, debaixo d’água, e a outra fazia um gostoso carinho em minha barriga. Deixei meu rosto tombar um pouco pra trás, de modo que eu pudesse vê-lo de um ângulo diferente ... Comecei a rir.
- Qual é a graça? – ele baixou seu olhar e franziu a testa.
- Você. To te olhando quase que de cabeça pra baixo, mas você continua lindo ...
Ele sorriu torto e beijou minha testa.
- Você parece relaxada. Será que eu tenho algo a ver com isso? – ergueu uma de suas sobrancelhas enquanto falava presunçosamente.
Virei meu corpo pra poder ficar de frente pra ele e fitá-lo, sorri sem graça.
- Eu to muito feliz porque todos voltaram bem da Suíça ...
- Bella, não acredito meu amor, que você passou todos esses dias com preocupações bobas! – sorri amarelo pra ele – Por que você não me disse nada? Por que não se abriu comigo e me disse o que sentia?
- Edward, eu ... Eu não sabia direito o que dizer ...
- Princesa, nós já conversamos várias vezes sobre isso. Me preocupa e me magoa muito o fato de você não querer dividir seus sentimentos comigo. Eu quero e preciso saber, Bella ... tudo em você me interessa.
- Ed, por favor, escute. – pus minhas duas mãos em cada lado de seu rosto – Querido, não havia nada pra dizer. Eu só estava ... estava tensa. Não havia nada de concreto a temer, eram coisas infundadas, Edward. Não se preocupe, OK?
Ele assentiu com a cabeça mas seu olhar dizia outra coisa, beijei-o com paixão até que o ar nos faltou. Ed se levantou da banheira levando-me consigo, pegou uma toalha e começou a me enxugar. Cada pedacinho de meu corpo era visitado pelo tecido da toalha e pelos lábios dele. Em silêncio, ele me vestiu com um pijama e me deitou na cama. Depois se trocou e deitou ao meu lado, me abraçando.
- Bella, eu quero saber de tudo. – disse solenemente, enquanto seus olhos verdes me sondavam – Eu quero saber de tudo porque eu te amo, OK?
- Mas amor, eu te conto tudo ...
- Querida, você edita. É diferente. – seu olhar parecia triste.
- Amor, não tenho a intenção de te esconder algo importante. Mas também não quero te contar de meus medos e neuras. É como se fosse um sexto sentido, Edward ... Não dá pra descrever, entende?
Ele assentiu com a cabeça e parecia mais conformado agora. Aproveitei essa minha vantagem e puxei o cobertor, me aninhei seu peito e ele passou seus braços ao redor de mim.
- Boa noite, Bella. Te amo.
- Eu te amo mais.
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