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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 02

ANGÚSTIA

Acordei um pouco cansada, devido à noite mal dormida e a conversa tresloucada que tive com papai. Lá fora, os pássaros cantavam e o sol aparecia tímido pela minha janela, nessa manhã de outono em Long Island. Eu amo o outono, quando as folhas das árvores vão perdendo o verde-jade, passado ao verde oliva e por fim, ao marrom aconchegante. Também amo marrom, me faz lembrar chocolate, café-com-leite. Hum!!! Bateu uma vontade de tomar um brown coffee da Starbucks ...
Com muita preguiça me levantei, peguei o relógio, eram ainda sete da manhã. Ao olhar pela janela, vi mamãe e papai tomando café da manhã no jardim, perto da piscina, enquanto Nettie, empregada da casa há mais de 20 anos, trazia o jornal para papai. Aquela cena era tão bonita. Meus pais, minha querida Nettie, nossa casa, o cheiro gostoso de tudo o que é familiar ...

Mansão Swan


De repente, meu peito se encheu de uma angústia desconhecida, meus olhos ficaram úmidos em lembrar daquele sonho desconexo. Fui tirada daquela agonia pelo toque de meu celular, tava tão aturdida que nem olhei quem era.
- Alô? – falei com a voz embargada.
- Bella, amor, o que você tem? Você tá chorando?
- Oh, Ed – solucei – na-não, amor. Não to chorando não. – gaguejei miseravelmente.
- Amor, chego aí em vinte minutos. – falou um Ed preocupado e decidido.
Me arrastei para o banheiro, tomei um banho quente, na esperança de relaxar um pouco, fui ao closet e tentei, tentei mesmo me arrumar e parecer decente ao deus grego que atende pelo nome de Edward Cullen. Ainda de calcinha e sutiã, um conjuntinho branco com bolinhas azuis, de cotton lycra e com detalhes de lacinhos e rendas (da Vistoria Secret’s, claro), fiquei vagando por dentro do closet em busca da roupa certa e do sapato certo (sim, eu tenho dois closets, um aqui na casa de meus pais e outro no meu apê em Boston). Decidi então que usaria um vestido soltinho azul turquesa , de alças finas, tecido aflanelado e que vai até altura dos joelhos. Por cima do vestido, um casaquinho de lã vermelho e um par de sapatilhas também vermelhas pra completar o look. Em meio a tantos cabides e roupas, sinto um par de mãos agarrando a minha cintura e uma voz doce junto ao meu ouvido.
- Senhorita Swan, é um atentado à sanidade mental de qualquer homem contemplar esta vista maravilhosa – falou Ed, me abraçando por trás e depositando beijos no meu pescoço, meu ombro e pescoço de novo ... suas mãos contornavam-me a cintura possessivamente e subiam e desciam por toda a extensão da minha barriga lisa e voltavam a cintura ... Ai meu Deus! Que homem ...
Com Ed sempre é assim, cada beijo, cada toque provocam em mim sensações únicas. Eu já tava quase desfalecendo nesse abraço tão cheio de carícias quando senti o “eddie” todo animadinho, mesmo por baixo das roupas do Ed, roçando em mim. Me virei para contemplar o rosto de meu amor e corresponder aos seus carinhos. Fitei seus lindos olhos verdes, que me encaravam com luxúria, desejo, tesão. Acho que meu olhar também dizia o mesmo pois o Ed beijou meus lábios com volúpia, sua língua buscando, abrindo caminho pela minha boca, lutando por espaço. Eu agarrava seus cabelos, puxando-os, trazendo mais o corpo dele para mim. Ele me apertava de encontro ao seu peito másculo, sua mão esquerda ainda na minha cintura, enquanto a outra foi até a minha bunda, apalpando-a. Ed gemeu baixinho e como se ainda fosse possível, senti o “eddie” ainda mais duro, na altura da minha barriga.
Ele foi me arrastando do closet até a cama, interrompendo nosso beijo apenas para que recuperássemos o fôlego, e mesmo nesse momento, seus lábios não deixavam meu corpo, sempre depositando beijos no meu pescoço, colo e ombro, suas mãos, ainda na minha cintura e bunda. Quando dei por mim, já estava na cama, Ed em cima de mim, me fazendo pegar fogo e quase perder a noção do perigo.
- Ed - gemi – meus pais, eles estão em casa e ...
- Bella, quando cheguei, eles estavam de saída, iam para o clube. A casa é nossa, amor. – e com isso, ele beijou novamente meus lábios.
Minhas mãos não paravam de tocá-lo, aos poucos fui desabotoando a camisa preta que ele usava, e depois, num único movimento, ele jogou-a no chão do quarto. Nesse instante, inverti nossas posições, ficando por cima. Passei a depositar beijos ardentes em seu peito musculoso, descendo até sua barriga e com as mãos, apertando, de leve, um “eddie”cheio de vida ainda dentro das calças.
- Bella ... amor, assim você me mata.
Sorri pra ele e comecei a tirar sua calça, bem devagar, mas Ed não teve paciência e começou a sacudir as pernas para que a calça saísse mais rápido. Achei engraçado isso! Parecia uma criança ansiosa para comer o doce preferido.
Meu amor tava usando uma cueca boxer branca (G-zuis, não apaga a luz não porque eu preciso ver isso!) e aí, eu não agüentei quando vi aquela cena. Aquele imenso patrimônio, todinho meu ... meu “eddie”. Comecei a beijá-lo por cima da boxer, arrancando urros de prazer do Ed.
- Bella ... Bella
Parei de beijá-lo e fiz cara de inocente.
- O que foi, Ed? O que você quer?
- Você! Agora!
Na mesma hora, Ed se sentou na cama, avançando em minha direção, beijou com avidez meus lábios e arrancou um sutiã. Num movimento rápido, me deitou na cama e ficou sobre mim. Apoiando seu corpo em seus joelhos, um de cada lado de meu corpo e começou a beijar, sugar, mordiscar de leve um de meus seios, enquanto o outro era acariciado e levemente apertado por uma de suas mãos.
Eu gemia, arfava e arqueava o meu corpo em direção a Edward. Meu coração acelerava, a adrenalina aumentava e cada toque desse homem maravilhoso me fazia flutuar, arder, gozar ...
-Ed ... Ed – gemia descontroladamente – faz mais, amor, não pára.
Mas ele parou. Deixou meus seios e seus beijos seguiam por toda minha barriga, chegando a minha virilha onde ele beijou e mordiscou várias vezes. Meu corpo tremeu e eu fechei os olhos em antecipação do que viria seguir. Ed começou a tirar a minha calcinha com a boca, mordiscando de leve a minha pele, enquanto suas mãos acariciavam as laterais das minhas coxas. Quando, finalmente, me livrei daquela peça (eu já estava toda molhada) Ed separou mais as minhas pernas e suas carícias fizeram o caminho de volta, subindo delicadamente pelo corpo. Seus lábios chegaram onde eu tanto queria e ele deu um beijo molhado e demorado em minha intimidade, e depois, parou.
- Por Deus, Ed. – gemi – Por favor, amor?
- O que você quer que faça, Bella. – Ele me olhou nos olhos com luxúria, sua boca a centímetros de minha intimidade.
- Ed ... me come, me chupa, me lambe …
Não precisei pedir muito. Ed mergulhou em minha intimidade, beijando, chupando, lambendo. Ninguém teve razão para reclamar de nada: os grandes e os pequenos lábios festejaram a chegada dos lábios de meu amor. E o clitóris? Ah, o clitóris! Este pulsava e latejada a cada investida que sofria, enquanto dois dedos de Edward me penetraram com avidez. Eu rebolava o quadril embaixo de Ed na busca frenética e alucinante pelo prazer, meu corpo somente pedia por isso. E então, espasmos vieram, um formigamento, um calor vindo do centro do meu corpo, um delicioso choque explodindo, inquietando e acalmando cada célula de meu corpo.
- Ed! - gemi, seu nome um pouco mais alto e relaxei, mole feito um pudim, sobre a cama, arfando e tentando controlar a respiração.
Ed tirou seus dedos de mim e, olhando em meus olhos, começou a chupá-los, voltou à minha intimidade, sorvendo o que ainda restava de meu gozo. Meu sexo latejava de prazer, pura delícia.
- Bella, você é muito doce, amor. Não consigo viver sem esse seu néctar. – ele sussurrou ainda com a cabeça entre minhas pernas, deu um selinho no local e uma fungada (é, Ed diz que ama esse cheiro).
Ele voltou a se deitar ao meu lado, me olhando com ternura e paixão. Então foi MINHA VEZ (oba! oba! oba!) de entrar em ação. Fiquei por cima dele, um joelho de cada lado de seu corpo, e beijei-o com ardor, seus lábios, seu pescoço, o lóbulo de sua orelha.
- Sr. Cullen, agora é minha vez de te dar prazer – sussurrei. Ed urrou e tentou me agarrar, mas eu não deixei.
- Seja bonzinho, Sr. Cullen – falei, fingindo repreendê-lo e abri mais as pernas, de modo que meu sexo roçasse num “eddie” ainda vestido.
- Bella, você tá me matando. – sua voz tava muito rouca, a fala entrecortada.
Sorri maliciosamente e comecei a descer meus beijos pelo seu tórax e barriga. Eu já tava mais do que ansiosa, então tirei sua cueca e caí de boca naquele monumento enorme e duro. Passava a língua devagar, de baixo para cima, beijava e sugava a cabecinha. Ed urrava de prazer, gemia meu nome ... e isso me excitava muito também. Abocanhei mais aquele membro gostoso e chupei freneticamente, minhas mãos auxiliavam, fazendo movimentos, ora circulares, ora de vai-e-vem, em sua base. Quando senti o “eddie” mais duro ainda, aumentei a velocidade do movimentos.
- Amor, vou ... Bella!
Chupei com vontade enquanto ouvia meu amor dizer meu nome enquanto gozava. Suguei até a última gota daquele leite que é só meu e dei um selinho no “eddie”. Sentei na cama, tentando controlar a respiração, nos olhamos e sorrimos, comemorando nossa satisfação.
- Amor, seu leitinho também é muito gostoso, sabia?
- Bella ...
Comecei a serpentear em direção a Edward, esfregando meu corpo no dele, em sentei, de novo, com as pernas bem abertas, em cima de seu membro, que já tava em alerta mais uma vez e comecei a esfregar meu sexo ali. Esfregava, rebolava, parava ... e fazia de novo. Me inclinei em direção a Edward, beijando-o com urgência, nossas línguas se encontrando e dançando dentro de nossas bocas, mas embaixo, a dança sensual de nossos sexos, ansiando por um contato maior, nossas mãos estavam entrelaçadas. Cessamos o beijo, nossos olhares se encontraram, ergui um pouco o quadril e num único movimento, me deixei ser penetrada. Ah! Que sensação maravilhosa, de uma plenitude total.
- Bella, rebola pra mim, amor.
Eu rebolava de um lado para o outro, subia e descia com força, de modo a intensificar a penetração. Edward, ora segurava minhas coxas, ora apertava minha bunda, às vezes me erguia e me abaixava. O suor pingava de meu rosto em meio a essa cavalgada divina e luxuriante, nossos olhares nunca se deixavam. Meu sexo começou a pulsar de novo e o “eddie” ficou mais rígido. Uma nova onda de prazer nos invadiu, dessa vez, ao mesmo tempo. O gozo de Ed me inundou, misturando-se com o meu.
Em meio a gemidos e grunhidos caí molenga sobre Edward, que me abraçou e beijou o topo de minha cabeça, enquanto eu beijei seu ombro. Ficamos assim um bom tempo, aproveitando aquele momento de tanta entrega. Ergui um pouco a cabeça para poder ver a face de meu Eros e me perdi no verde-mar de seus olhos ... Tinha tantos sentimentos naquele olhar.
- Te amo. – dissemos juntos, sorrindo com a nossa declaração simultânea.
Relutante, levantei um pouco meu quadril, desconectando nossos corpos. Quando tentei sair de cima dele, seus braços me abraçaram forte, suas mãos faziam suaves movimentos em minhas costas. Meu rosto estava no vão de seu pescoço, seus lábios, em meus cabelos. Fazer sexo com amor é maravilhoso, até porque amar é sobrenaturalmente divino. Quando amamos, não temos vida própria, somos simplesmente, “do outro”. Eu sou a mulher de Edward, ele é meu o meu homem. É tudo tão deliciosamente simples ...
- Bella? – ele me tirou de minhas divagações.
- Hum ...
- Amor, acho que estamos atrasados! – Ed riu maliciosamente.
- Atrasados pra quê?
- Papai comprou um iate novo e hoje nós iríamos conhecê-lo e depois almoçaríamos com seus pais no restaurante do clube.
- Tudo bem. – falei morrendo de preguiça – Mas acho que precisamos de um banho primeiro. Esse cheiro de sexo é uma delícia mas é só nosso.
Levantei e puxei-o comigo, tomamos um banho (só banho mesmo), nos vestimos rapidamente e descemos direto para a cozinha. Já passava das dez horas e eu ainda não tinha comido nada que não fosse Edward, precisava também do outro tipo de comida!
- Bom dia, Nettie – falei enquanto beijava sua bochecha.
- Bom dia, menina. – ela sorriu para mim - Bom dia, Sr. Cullen – dirigiu sua atenção a Edward que apenas sorriu e acenou.
Tomei um suco de laranja e comi um pãozinho de milho, partimos em direção ao clube. Edward estava usando o cupê Audi azul metálico de Esme (nossos carros ficaram em Boston), a viagem se deu num gostoso silêncio entre nós. Uma das mãos de Ed estava no volante, a outra, entrelaçada na minha, no rádio do carro tocava Come away with me de Norah Jones. Essa música é linda, fala muito ao meu coração, foi feita para mim e para Edward.
- Terra chamando Bella! Terra chamando Bella! – Ed imitou papai quando quer me tirar da terra da fantasia.
- Ah! Chegamos. – disse, meio aluada.
Nos dirigimos à marina do clube, lado a lado, nossas mãos entrelaçadas. Todos nos conhecem e nos cumprimentam quando passamos, crescemos freqüentando este clube junto com os demais endinheirados de New York e Long Island. Ter dinheiro é bom, é conveniente, mas às vezes, é um saco porque, freqüentemente somos obrigados a conviver com pessoas chatas, fúteis e sem conteúdo algum. Senti Ed retesar o corpo ao meu lado, entendi de imediato quando olhei o casal que vinha em nossa direção. Eleazar Flôres é um mexicano que vive em NY há mais de 50 anos, dono de uma rede de fast food de comida mexicana. Ele já deve ter mais de 70 anos e, aproximadamente 80 restaurantes espalhados por toda a Costa Leste. Eleazar casou-se recentemente com Chelsea Woods, uma ex-modelo belíssima que chegou a ser capa da Vogue duas vezes. Sua carreira foi muito curta, regada a drogas e muitos escândalos. Chelsea tem 21 anos, poderia ser neta de Eleazar e, pasmem, tem um caso com Carmen Flôres, filha de Eleazar e 19 anos mais velha que sua madrasta-amante. Na verdade, o relacionamento das duas existe desde que Chelsea tinha 15 anos e ainda era uma modelo promissora. Quando soube dessa história, fiquei indignada, não pela orientação sexual das duas (não tenho preconceitos, acho que é um assunto particular de cada um) e sim porque rola adultério e isso é uma coisa que abomino.
- Edward Cullen, Isabella Swan, há quanto tempo! – exclamou o velho mexicano.
- Sr. E Sra. Flôres, como têm passado? – respondeu Ed, enquanto eu apenas sorria no estilo “cara de paisagem”.
Chelsea nos olhava de cima a baixo, seus olhos nos varriam como dois radares negros e sagazes, demorando-se mais em Edward do que a boa educação exigia. Trinquei meu maxilar e lancei-lhe um olha fulminante, Ed percebeu minha reação e postou-se um pouco atrás de mim, abraçando-me pela cintura. Relaxei de imediato, é como se naquele gesto ele me dissesse “Calma, Bella, eu sou somente seu” e depois dessa declaração silenciosa dele, sorri sarcasticamente em direção a Chelsea. Nos despedimos do corno manso e de sua ‘digníssima piriguete’ e marchamos em direção à marina.
- Você fica uma gata selvagem quando está com ciúmes, sabia? – ele falou quando nos afastamos.
Franzi a testa e fiz biquinho.
- O problema é que essas ‘raputengas’ têm a cara de pau de te comer com os olhos bem na minha frente! Isso é um absurdo e ...
- ‘Rapu’ o quê? Não entendi, amor.
- ‘ R A P U T E N G A’: uma mistura de rapariga+puta+quenga, é o que a Chelsea é. Pronto, falei! – terminei meu discurso fazendo um biquinho ainda maior e cruzando os braços.
Edward parou, gargalhou e me abraçou. – Bella, você às vezes é meio absurda, amor – falou entre risos e depois selou nossos lábios num beijo ardente e apaixonado, suas mãos desceram até a minha cintura e deslizaram à base das minhas costas, puxando-me mais para si. Eu fiquei de ponta de pé (tenho 1,63 de altura e Ed, 1,85) e joguei meus braços ao redor de seu pescoço. O beijo demorou, nossas línguas dançavam um tango apaixonado e sensual, quase que de imediato, pude sentir a ereção de Edward contra minha barriga (G-zuis, eu adoro o efeito que meu corpo provoca no dele).
- Amor, eu te amo. Você é a única em minha vida – Ed sussurrou em meu ouvido, depois que cessamos o beijo – Agora, seja uma boa menina e continue coladinha em mim só mais um pouquinho. Meu amigão lá de baixo ficou muito animado, deixa ele se acalmar um pouco.
- Amor, acho que o “eddie” tá com frio, se sentindo sozinho, acho que ele tá querendo entrar numa certa grutinha, eu ouvi dizer que lá dentro costuma ser quente ...
- Bella, você é diabólica, sabia? – ele ainda sussurrava em meu ouvido e mordia o lóbulo da minha orelha, arfei de prazer nessa hora – Mas eu também sei ser mau.
- Bella! Edward!
 Era Esme, junto com mamãe que acenava para nós de um dos terraços do clube . Seguimos rapidamente em direção as duas e nos cumprimentamos.
- Filha, vocês estão muito atrasados, perderam o primeiro passeio no iate novo, além do mais já são quase meio-dia, já íamos almoçar sem vocês.
- Ah! Er... nos atrasamos um pouco, não é mesmo? Desculpe-me, mãe – falei sem jeito.
- Tudo bem, querida, só não deixem de se prevenir, ok? Eu ainda sou muito jovem para ser avó e ...
- Mamãe!!! – falei exasperada.
- Deixe de besteira, Bella, afinal você e Edward dividem o mesmo apartamento em Boston e eu tenho certeza que vocês não jogam xadrez em seu tempo livre. Vocês têm sorte porque no meu tempo de faculdade as coisas ... – mamãe tagarelava, deixando-me vermelha, Ed olhava a cena segurando o riso.
- Rennè! – graças aos céus, Esme interrompeu a mamãe – Por favor, Rennè, a Bella tá ficando vermelha que nem tomate. Eles sabem que sabemos o que eles fazem, mas não precisamos comentar! – minha futura sogra também estava corada.
Gargalhamos com essa declaração atrapalhada de Esme e nos dirigimos ao restaurante onde papai e Carlisle estavam no bar, numa ‘confraria jurídica’ conversando com outros procuradores, juízes e promotores. Quando nos viram, se despediram de seus amigos e vieram ao nosso encontro. O almoço foi regado a vinho branco, muita salada para nós, meninas e frutos do mar para todos. Mamãe fazia graça de tudo, tirando sarro da cara de Esme, as duas são muito amigas e, assim como Charlie e Carlisle, também são colegas de trabalho no Mount Sinai Hospital, na cidade de New York. Esme é pediatra, mamãe é ginecologista e obstetra. Elas amam a medicina e estão engajadas em vários projetos sociais de medicina preventiva junto a famílias de baixa renda de NY. Acho lindo esse altruísmo das duas, ambas são herdeiras de famílias ricas e tradicionais de Long Island mas nunca se deixaram levar pela ostentação. Adoram o que fazem e contribuem, do jeitinho delas, com a luta contra as injustiças sociais.
Depois do almoço, eu e Ed fomos conhecer o Esme’s III, o iate novo de Carlisle. Por fora era lindo, todo branco e imponente, não gosto muito de passeios de barcos (fico enjoada com o balanço do mar), mas estou curiosa para conhecer cada cômodo. Ed me ajudou a subir na embarcação mas assim que pus meus pés lá, tive uma vertigem, cai molenga numa cadeira do deck.
- Bella, o que foi? Tá enjoada? Fala comigo, amor. – Ed se ajoelhou diante de mim e sacudiu de leve meus ombros.
Não sei quanto tempo fiquei apagada, quando recobrei a consciência, estava num sofá, na sala de estar do iate, sentada no colo de Edward. Lágrimas lavavam o meu rosto, eu nem percebia que chorava. Mas que droga, Isabella, o que é que está acontecendo com você? Eu perguntava para mim mesma, embora meu subconsciente já soubesse a resposta.
- Shii. – Ed me abraçava forte, tentando me acalmar – Eu tô aqui com você, amor, eu tô aqui ...

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