TEMPO
De volta a Boston, retomamos a nossa rotina. Nosso apartamento é muito lindo, grande e arejado, além da suíte, há mais dois quartos que fizemos de sala de estudo e o outro de sala de TV, uma cozinha espaçosa e uma área de serviço, além da sala para dois ambientes e um charmoso jardim que contorna todo o perímetro do apartamento, onde mamãe plantou em vasos e jardineiras algumas madressilvas, jasmins, rosas, bromélias, lilases e mais outras plantas que eu nem conhecia. Dona Rennè cismou que eu deveria ter todas elas porque um jardim, além de bonito é afrodisíaco! Edward nem sabe dessa história e tem um fogo danado ... imagine se soubesse! Em todos esses cômodos, Esme Cullen, minha futura sogra, fez questão de deixar sua marca. Tudo foi decorado por ela e por mamãe.
Só fiz questão de opinar na decoração da suíte, nela eu mandei pintar as paredes de verde-água, o teto de marfim e pus uma cama super king size de madeira clara, uma chaise de veludo na cor mostarda, além de um jogo de luz muito interessante, havendo sempre a possibilidade de deixar o ambiente com uma luminosidade bem sutil, deixando o clima de mistério e romance no ar. Toda a parede sul do quarto é de vidro, então temos a vista de nosso lindo jardim onde na primavera, as flores a fazem parecer um grande quadro colorido. O closet é enorme, Esme é um gênio, bolou um projeto com a decoradora, capaz de aproveitar cada espaço com muita funcionalidade, afinal eu e Edward temos muitas roupas. Confesso que amo fazer compras, adoro me vestir bem, adoro quando Edward percebe que eu uso uma roupa nova, uma lingerie nova ... No banheiro, providenciei uma banheira tipo jacuzzi muito bonita e espaçosa, toda em mármore italiano na cor marfim, contrastando com o mármore azul de seu deck, um sofazinho de palha ... Tudo tão aconchegante!
Moramos no segundo andar de um prédio antigo, todo de tijolinhos vermelhos e de apenas dois andares, em Beacon Hill, um dos bairros mais tradicionais e calmos de Boston. Originalmente, esses apartamentos têm apenas dois quartos, mas quando eu e Edward decidimos cursar faculdade em Harvard e dividir o mesmo teto, mamãe e Esme não sossegaram até achar dois apartamentos ideais, no mesmo andar e que estivessem a venda. Após conseguirem essa façanha, tiveram de pedir permissão aos vizinhos para começar a demolição de várias paredes e transformá-lo no que é hoje. Afinal, como diria mamãe, nós estamos acostumados com E S P A Ç O, já que crescemos em mansões.
Sue é a nossa diarista que vem aqui três vezes por semana, dar uma arrumada na bagunça. A única coisa que ela não faz com muita freqüência é cozinhar, isso eu faço por hobby mesmo. Se bem que eu e Ed passamos o dia quase todo fora e sempre almoçamos no campus de Harvard ou em algum restaurante próximo. No mês passado eu fiz um curso rápido de culinária e até tomei a iniciativa de fazer uma mini-horta no jardim, só não sei se vai prestar!
Morar em Boston é muito bom. É longe o suficiente de NY para que possamos ter a nossa própria vida sem a “supervisão” constante de nossos pais e perto o suficiente pra pedir o colo deles quando precisamos. Morar com Edward foi uma das decisões mais acertadas que já tomei. É claro que rolou medo e insegurança de que essa proximidade toda esfriasse a relação, que um começasse a ver melhor os erros do outro ... essas coisas do dia-a-dia. Mas conosco foi o contrário, ao nos deparar com os defeitos do outro, aprendemos a respeitar mais, a ouvir mais.
Mamãe no começo foi a pessoa que mais resistiu a essa nossa idéia, não que ela fosse contra o namoro, isso ela nunca foi. Seu medo era que a vida real detonasse o nosso namoro, ela sempre dizia “Filha, cada um pode ter seu apartamento”. Mas Edward e eu já estamos juntos há tanto tempo que queríamos ter algo nosso, antes era mansão Cullen, mansão Swan, agora, é o apê de Edward-e-Bella. Com o tempo, Dona Rennè relaxou, viu que estávamos felizes.
Todos os dias, tomamos café da manhã em casa, gostamos desse ritual familiar. “Muffin e cappuccino na Starbucks só aos sábados e domingos. Quero ter o prazer de tomar o café da manhã com a minha mulher”, Edward sempre dizia. E até hoje é assim, enquanto um prepara o suco, o outro põe a mesa, esquenta o pão, frita ovos. Ele sempre me ajuda, se isso é coisa de ‘recém-casados’, não sei; se ele só faz isso enquanto somos jovens e o sexo entre nós é maravilhoso, também não sei. Várias pessoas, inclusive a Sue já insinuaram que estamos brincando de casinha, então, tudo é cor-de-rosa e perfeito. Mas que se nós dois tivéssemos que trabalhar duro o dia todo pra sustentar uma família e manter uma casa, talvez esse clima de romance não existisse mais.
Hoje seria um dia de corre-corre, já na garagem, Edward me deu um selinho e entrou em seu volvo prata, fiquei olhando-o partir. Não dá pra irmos no mesmo carro pois a Harvard Medical School (onde Ed faz Medicina) fica de um lado do campus e a Harvard Law School (onde eu curso Direito), do outro lado. Sem contar que todas as minhas aulas estão concentradas no período da manhã e no começo da tarde, já Ed está sujeito a um quadro de horários caótico, uns dias tendo aulas até o começo da noite e em outros, com a manhã ou tarde toda livre. Nós fazemos de tudo pra nos encontrar na hora do almoço, mas hoje seria impossível, Ed estaria muito ocupado, vou morrer de saudades ...
- Bom dia, minha filha. Sou a Sra. Fritz, sua vizinha do andar de baixo. Vocês são casados? – uma senhora fofinha e de cabelos branquinhos, apontou pra o carro de Ed e me perguntou, sem qualquer cerimônia.
- Não, senhora, somos namorados.
- Ah! Você está grávida. – ela disse como se entendesse tudo.
- Oh! Não, graças a Deus, ainda não. Somos jovens e estamos no segundo ano de faculdade ...
- Que desperdício, minha filha. – ela falou enquanto balançava a cabeça em sinal de negação.
- Hãm?
- Você é jovem, bonita e seu namorado, se eu o vi bem, ele é um pedaço de homem ... Vocês estão perdendo tempo, deixando de ter outras experiências.
Caraca! Que velhinha era aquela?!
- Sra. Fritz, eu não quero ter outras experiências, se fizesse isso, aí sim estaria perdendo tempo. – tentei falar com naturalidade.
- Vocês ainda são jovens, ainda se desejam, mas quando a barriga dele crescer e os seus peitos chegarem nos joelhos ou quando vocês tiverem duas ou três crianças reclamonas e exigentes, você vai perceber que perdeu tempo e ele vai perceber as outras lá fora.
Ai que vontade de matar essa jararaca!
- Sra. Fritz, foi um prazer conhecê-la. A propósito, sou Isabella Swan. Bom, agora tenho que ir. – estendi-lhe a mão e depois me dirigi ao meu carro, um New Beatle, amarelo que ganhei de papai, no meu último aniversário.
Praticamente corri em direção ao carro, que velhinha terrorista! Dirigir me faz bem, então esqueci da “vovó do mal” e comecei a repassar mentalmente, a minha agenda do dia. Após a aula eu iria ao mercado de peixes, comprar os ingredientes pra fazer um jantar especial pra Edward.
Geralmente, minhas tardes são movimentadas, faço estágio não remunerado, duas vezes por semana, no Centro de Assessoria Jurídica a Imigrantes, uma ONG, no centro de Boston. Nas outras tardes, faço spinning e pilates e também estudo, claro.
Já passava da uma da tarde quando fui pra o estacionamento, andando rápido em direção ao meu carro.
- Bella! Bella! Me espera – era Jessica Stanley, minha colega tagarela de curso, correndo em minha direção – Por favor, me dá uma carona até Boston?
- Jess, eu tô indo ao centro da cidade, no mercado de peixes. – falei enquanto andava apressada.
- Ótimo, Bella! Meu carro tá no mecânico e eu tenho uma entrevista de emprego daqui à uma hora – ela falava devagar, tentando recuperar o fôlego.
- Ok. Vamos.
- Nossa, Bella! Esse carro é mara! – seus olhos azuis faiscavam.
- É, ele é legal. – adoro dirigir mas não ligo pra marcas de carros.
- Se seu carro é assim, imagina o seu apartamento! Ah, como eu queria ter meu próprio apartamento, seria bem melhor que dividir o quarto do alojamento com a lunática da Kim Bowles e ... – Jess tinha uma língua peçonhenta!
- Jess ... a Kim é legal e ...
- Sim! Sim, é claro. Mas você tem sorte de não dividir o quarto com ela. Aliás, você tirou na loteria, afinal divide o apê com o seu namorado. Não qualquer namorado, não mesmo.
- Como assim, Jess? O que tem o Edward?
- Bella, você é cega? Não vê que o seu namorado é o cara mais lindo de toda a Harvard? Ou é surda pra nunca ter ouvido nenhuma garota referir-se a ele como “Edward-gostoso-cullen”?
Puta que pariu! Essa deve ser a “netinha da vovó do mal”. Tentei me acalmar, controlar o ciúme e estabilizar a minha voz.
- Não sou cega, Edward é lindo mesmo. Mas não sabia de seu apelido. Ah! Jess, você recebeu o convite pra ir à festa da Lex? –tentei mudar o rumo da conversa.
A Lex é a fraternidade das alunas de direito de Harvard. Sua atual líder é Lucy Gardner, aluna do último ano de curso, filha de um mega-investidor da NASDAQ e de uma socialite.
- Sim! Ah, Bella, fiquei tão emocionada com o convite! Claro que Kim praticamente intercedeu por mim junto a sua mãe que pediu a mãe da Lucy pra por meu nome na lista. Você sabe, Lucy Gardner é uma pessoa inacessível, mas por um milagre, eu tenho o convite!
- Jess, que via-crúcis! Tudo isso por um simples convite?
- Não é um simples convite, Bella. Como você acha que eu vou ser alguém na vida, seu não conseguir entrar nem para a fraternidade da faculdade? Pertencer a uma fraternidade, Bella, é ter status social. A bajulação toda valeu à pena.
- Bajulação, Jess?
- Ah, Bella, francamente! No mundo há os que bajulam e os que são bajulados. Você é uma Swan, filha de um dos procuradores federais de maior prestígio. Pelo que sei, o pai de seu pai foi um dos juízes da Suprema Corte e seu bisavó, bem, dizem que ele foi ...
- Conselheiro do Presidente Roosevelt – falei de forma monótona.
- Isso mesmo, Bella! Meu pai é um dentista e a minha mãe é uma dona de casa, ambos afundados em Boise, Idaho, o fim de mundo de onde eu vim.
- Mas isso também não faz de você uma pessoa de sorte? Harvard é uma das melhores universidades do mundo, seus pais devem ter economizado muito pra garantir o seu futuro.
- Mas o dinheiro que eles mandam só paga as taxas da faculdade. Agora mesmo estou indo pra uma entrevista de emprego de garçonete numa pizzaria. Eles deviam ter pensado nisso também! Preciso de dinheiro até pra comprar esmaltes de unha! Se ao menos eu arranjasse um namorado rico, com um sobrenome decente ...
Jessica é cabeça dura mesmo, desisti do assunto.
- Onde você quer descer, Jess?
- No próximo quarteirão está ótimo, Bella.
Parei após um ponto de ônibus, enquanto ela descia apressada.
- Boa sorte, na entrevista.
- Valeu, Bella, até amanhã.
No mercado, fui direto ao box onde vende camarões frescos e depois, fui em busca do salmão e de mais alguns ingredientes. Senti meu celular vibrar dentro da bolsa, sorri largamente ao ver quem era.
- Oi, amor da minha vida!
- Oi, princesa! Que barulho é esse? Pensei que você já estava em casa.
- Ah! Eu to no mercado público, vim comprar os ingredientes de uma receita nova pra o jantar de hoje. Por falar nisso, você vai ter aulas até que horas?
- Até as cinco e meia.
- Ok. Então o jantar estará pronto às seis. Por favor, não se atrase, Sr. Cullen. –falei divertida.
- Claro, amor, estarei lá. Te amo.
- Eu te amo mais.
De volta ao apartamento, antes de me dedicar à preparação do jantar, pus uns moletons confortáveis, prendi bem o cabelo num coque no alto da cabeça, pus no som o CD “La Traviata”, uma ópera composta por Verdi. Amo óperas, uma coisa que comecei a escutar desde criança, embora não entendesse muito na época. Influência de minha avó materna, Marie-Danielle Blanc, uma francesa de lindos olhos azuis e muito a frente de seu tempo. Viajou sozinha, aos 18 anos, para a América, aqui conheceu Joseph Dwyer, um médico recém-formado. Casaram-se e dois anos depois, tiveram uma filha Rennè-Marie Dwyer.
Lembrei que Vic não tinha ido a aula, resolvi ligar e saber se tava tudo bem.
- Alô. – uma voz cansada atendeu.
- Oi Vic, é a Bella. Você está bem? É que não te vi nas aulas hoje.
- Oi, Bella, to bem sim. É que a minha taxa de glicose caiu hoje de manhã e eu fiquei um pouco tonta.
- Ô, amiga, melhoras viu? E não se preocupe, anotei e gravei todas as aulas. Vá descansar, beijo e até amanhã.
- Valeu, Bella. Até amanhã.
Victoria Keller, ou Vic, é uma das minhas grandes amigas. A nossa afinidade foi instantânea, desde que pus os pés em Harvard. Seu pai é um dos sócios do Keller & Lewis, um respeitado escritório de advocacia em Los Angeles. Vic é uma pessoa gentil, tímida e sempre de bem com a vida. Seus lindos e vibrantes olhos verdes contrastam com os cabelos ruivos, longos e cacheados. Sua pele é bem branquinha e enfeitada com algumas sardas. Ela nasceu com diabetes mas também tem crises de hipoglicemia, então sua alimentação precisa ser controlada para que o corpo não sofra com o excesso ou a falta de açúcar. Acredito que a doença a faz ser mais tímida e reservada do que o normal, principalmente perto de pessoas sem noção como Jessica Stanley.
Já na cozinha, me dediquei totalmente à preparação do jantar. Mas enquanto minhas mãos trabalhavam com os ingredientes, minha mente vagava nas palavras da Sra. Fritz. Por que será que as pessoas, principalmente as mais velhas, acham tão estranho o meu relacionamento com Edward? Será que amar e ser feliz caiu de moda? Não me iludo, sei que felicidade não cai do céu, temos que lutar por ela. Talvez chegue o dia de uma briga séria, de um mal entendido muito maior do que aquele na noite em que fomos à boate com Jake e Leah. Manter uma relação não é fácil, afinal são duas pessoas DIFERENTES que tentam caminhar juntas. Essa história de dizer que um casal feliz são almas gêmeas me parece muito equivocada. Acho mais apropriado pensar que eles são duas peças que se encaixam, podem existir sozinhos, mas estando juntos, ficarão melhor. Não estou alheia a um Ed ciumento, possessivo, às vezes, teimoso e que fica de cara amarrada quando não consegue algo. Mas sei que ele não está enganado quanto a uma Bella teimosa, marrenta, chorona ... Acho que é esse o ponto. É mais fácil pular essa parte, não aceitar os defeitos das pessoas. Então viver um relacionamento sério, com compromisso mesmo, acabou sendo uma raridade. Mas não existem dois Edwards, um bonzinho, com um lindo sorriso, que me enche de beijos e me ama como eu nunca imaginei ser amada, e outro, ciumento e teimoso que eu posso deixar de lado. É tudo ou nada, mas eu quero o tudo, sempre.
Também não consegui esquecer da maluca da Jess. Que garota imatura! Dinheiro é bom, mas não é uma justificativa pra catar um namorado com sobrenome. Família, amor ... Edward, isso sim é mais importante. Meus pais nunca me ensinaram a ser deslumbrada, até porque eles também não são assim. Graças a Deus, Carlisle e Esme não fizeram de Edward um filhinho-de-papai rico e mimado.
Caraca! Já eram quase cinco horas, precisava me apressar. Bom já havia terminado o jantar, só faltava separar uma garrafa de vinho branco, um chardonnay italiano, da safra de 2004 e arrumar a mesa. Terminada a tarefa, tomei em banho, lavando meus cabelos, duas vezes, com meu xampu de morango (não queria que eles cheirassem a peixe!). Escolhi um vestido vermelho cereja com um decote bem profundo e sandálias rasteirinhas douradas. Tudo bem, não iríamos jantar fora, mas eu queria ficar bonita. Deixei os cabelos soltos, me perfumei um pouco e pus apenas gloss nos lábios. Ainda separei uma caixa com o produto que havia comprado numa sex shop, deixando-as sobre o criado mudo e passei no closet de Ed pra pegar uma coisa de lá.
De volta à sala, pus no som um CD de Debussy, Edward gosta, mas deixei o volume bem baixo, queria perceber a chegada dele. Espalhei pelo aparador da sala de jantar uns castiçais de cristal com umas velas aromáticas que tinham um suave cheiro de rosas. Acendi as velas quando faltavam dez minutos para as seis, e o que vi me encantou. O reflexo das velas no espelho da parede fez com que o ambiente tivesse uma iluminação delicada, mágica, hoje as lâmpadas estariam dispensadas. Escutei o barulho da fechadura da porta e corri até o hall.
- Boa noite, amor. Como foi o seu dia? – falei, me sentindo a própria esposa e capturando um selinho dele.
- Lerdo porque não te vi e agitado com tanta matéria pra estudar. – fez um biquinho enquanto falava – A propósito, você está linda nesse vestido, parece uma fruta, macia, doce e suculenta. – ele me agarrou pela cintura, me beijou, sua língua era urgente, quente, sempre explorando a minha boca. Uma de suas mãos foi até a minha bunda, meus mamilos se enrijeceram, senti o “eddie” pronto pra batalha e a minha calcinha já estava molhada ... Caraca! Agora, não!
- Amor, vá tomar banho, enquanto eu ponho a mesa para o jantar. –tive que encerrar o beijo, enquanto o abraçava e sussurrava em seu ouvido.
- Bella ... me deu vontade de comer outra coisa. Agora. – falou enquanto mordia o lóbulo da minha orelha.
- Sr. Cullen, garanto que você não vai se arrepender. Agora, seja bonzinho e não tente me agarrar, enquanto eu te escolto até o quarto. – falei toda matreira, enquanto lhe vendava os olhos com a gravata que tirei de uma de suas gavetas.
- Pra que isso, Bella? – falou entre risos.
- Pra você não ver nada!
- Hum ... cheiro de flores.
Sorri comigo mesma, feliz por ele ter percebido o cheiro suave das velas.
- Pronto, entre aí – falei apontando para a porta do quarto - Agora vou pôr a mesa e não tente espiar a sala quanto eu der as costas. – tentei parecer séria, ele sorriu torto e entrou no quarto.
*POV EDWARD*
Quarta-feira dos infernos, essa! Puta que pariu! Aula em cima de aula, relatório disso, prova daquilo, o pior é que nem vai dar tempo de almoçar com Bella hoje.
Bella ... que saudade.
- Oi, Edward, esse lugar aí do seu lado está vago? – Lauren Morgan, uma magricela, loira e oferecida e que me faz lembrar uma barbie interrompeu meus pensamentos.
- Oi, Lauren. O lugar está vago, mas acho melhor você não sentar aqui, eu estou com uma gripe muito forte, acho até que é uma virose. – deixei a voz mais grave e fiz cara de paisagem, mas eu tava mesmo segurando o riso.
- Credo, Cullen! Por que você não ficou em casa? – ela fez cara feia pra mim e saiu de perto, abri um sorriso triunfante depois que ela passou.
Essa Lauren é meio convencida, acha que todos os homens estão aos seus pés. Não vou negar que ela é bonita, uma beleza comum, artificial, fria. É loira, não faz meu estilo. Aliás, só uma mulher no mundo faz o meu estilo, por ela eu tento ser um cara legal, tento não pensar com a cabeça de baixo ... Há muitas mulheres bonitas por aí, aqui mesmo em Harvard, há mais de uma centena delas! Não só bonitas, mas inteligentes, educadas ... interessantes. Mas não servem, embora meu corpo possa reagir um pouco, embora não possa evitar uma olhadela discreta. Não bastaria somente meu corpo desejar qualquer uma delas, minha mente deveria querer também mas nela só existe Isabella. É claro que isso é o tipo de coisa que eu jamais contaria pra Bella ... Talvez ela não entendesse, achando que eu penso em ter outra, seria difícil mostrar meu ponto de vista. Então, trabalho a nossa relação baseada na verdade, no respeito e no compromisso.
- E aí, Edward? Você vai almoçar com a sua namorada hoje? – James Austin me pergunta no caminho entre uma sala de aula e outra.
- Quem dera, James. Tô fudido, cheio de relatórios pra entregar. Nem vou almoçar, enquanto como qualquer coisa, leio o meu esboço de relatório sobre zoonoses.
- Cara, eu também. Mas esse relatório eu já terminei, estou preocupado com a prova de citologia na próxima semana. E, como você sabe, sou bolsista, então não posso vacilar. Ah! Edward, você recebeu o convite da Hypocratis ?
A Hypocratis é a fraternidade dos alunos de medicina, seu líder é Damian Owens, um recém formado mas que ainda faz residência. O convite dizia que a festa seria promovida pelas garotas da Lex, a fraternidade feminina do curdo de direito.
- Recebi sim, a festa é na sexta, às dez da noite. Certo?
- É, cara, tô empolgado demais com essa festa. Olha, escutei o Damian Owens conversando com a Lucy Gardner, que todas as garotas do segundo ano de direito seriam convidadas. Então eu queria saber se você podia pedir um favor a sua namorada.
- Que favor? – já fiquei com ciúmes, o que esse mané queira com a MINHA namorada?
- Bem, ela é colega de Jessica Stanley, uma garota incrível ... Bom, eu queria que ela nos apresentasse nessa festa. – James falou, meio hesitante.
- Ok! Vou falar com Bella e ver o que se pode fazer.
- Valeu, cara. A gente se vê no almoço.
James é um brother, um cara muito de bem com a vida, que conheci ano passado, no começo do curso. Filho de uma enfermeira e de um ex-presidiário, é um cara muito batalhador. Graças a sua Inteligência, conseguiu uma bolsa integral em Harvard. Sua mãe e duas tias solteironas financiam o restante de suas despesas pessoais. Ele disse que vai ser o primeiro médico da família, quando contei sua história pra mamãe, ela ficou muito emocionada e me prometeu, no futuro, uma vaga pra ele fazer o teste de seleção pra fazer residência no MS Hospital.
No intervalo para o almoço, abri o notebook e comecei a devorar um sanduíche enquanto melhorava o esboço de meu relatório. James, ao meu lado, comia alguma coisa enquanto sua cara tava enfiada num livro.
- Ei, James, cuidado pra não se confundir e morder o livro!
Era Jared Fox, o mala-sem-alça herdeiro do império farmacêutico FOX Medical , ele falava enquanto puxava a cadeira vaga, sentando em nossa mesa.
- Oi, Jared. – James falou e voltou sua atenção para o livro.
- Edward, diz aí, o que foi que você disse pra Lauren, ela passou por mim na hora da aula, resmungando alguma coisa como “Cullen-idiota”. Não me diga que você estava esnobando aquela loirinha gostosa?
- Jared, eu não estava esnobando ninguém, ela só ...
-Ah! Cara, não vem com aquela conversa batida que você namora sério etc e tal! Dispensar a loira mais loira do campus é um desperdício. Aposto que os pentelhos dela também são loirinhos ... hum ... delícia!
- Jared, eu to meio ocupado, falou? – fiz cara feia, ele se tocou e saiu.
- Ok. Cullen, Austin, vou nessa.
- Edward, não liga pra ele. Jared gosta de provocar. –James falou depois que o mané saiu da mesa.
- Não, James, eu já estou acostumado. Não dá pra não perceber os caras me olhando atravessado, quando a galera se junta pra falar de “suas conquistas de final de semana”. Parece que ser fiel num relacionamento virou motivo de deboche.
- É, eu já ouvi algo a respeito. Mas não liga não, cara. Eu acho que é inveja, quem não tem coragem de mergulhar fundo num relacionamento sério, perde tempo, conhecendo superficialmente todas as garotas.
- É isso mesmo, James. Não faz sentido perder tempo com as outras se tudo o que eu quero está em Bella.
- Edward, eu acho que o que mais incomoda os caras como Jared é que você é sempre muito convicto em relação aos seus sentimentos por sua namorada. Eu também tenho um pensamento parecido, só falta achar a garota certa.
De volta as aulas, repassei a conversa que tive com James. Não faz o menor sentido ficar com outras garotas. Eu não sou cego, sei quando tem uma mulher bonita na minha frente, também sou feito de hormônios! Mas nada se compara a Isabella Swan e mesmo se eu quisesse ficar com alguma outra garota, eu teria que pesar muito essa decisão. Magoaria muito a minha Bella, sem contar que ela é uma fera ... Bella! Bateu saudade, no intervalo da aula, ligaria pra ela.
- Oi, amor da minha vida! – aposto que ela sorria enquanto falava.
- Oi, princesa! Que barulho é esse? Pensei que você já estava em casa.
- Ah! Eu to no mercado público, vim comprar os ingredientes de uma receita nova pra o jantar de hoje. Por falar nisso, você vai ter aulas até que horas?
- Até as cinco e meia.
- Ok. Então o jantar estará pronto às seis. Por favor, não se atrase, Sr. Cullen.
- Claro, amor, estarei lá. Te amo.
- Eu te amo mais.
Um jantar feito por ela! Era tudo o que eu precisava depois desse dia miserável e quem sabe, depois do jantar ... Adorar o corpo da minha Bella, mergulhar naquele mar de delícias até me perder por completo. OPA! Só de pensar nisso, o meu amigão já ficou animado. Se aquiete, Edward, você ainda tem duas aulas.
Corri pra o estacionamento que nem um fugitivo, entrei no meu volvo prata e saí voando pra casa. Mas que porra de engarrafamento!!!
Jantar, Bella, jantar a Bella. Que saudades da minha princesa!
Quando cheguei em casa, ela já me esperava no hall, linda. Usava um vestido vermelho, seus cabelos estavam soltos, encantadores. Eu já podia imaginar aquelas mechas passeando pelo meu corpo ... Assim que entrei, ela me beijou e vendou meus olhos para que eu não visse a surpresa que era o jantar. Enquanto tomava banho, comecei a me preparar a para o pior, não que Bella não saiba cozinhar, mas ela andou fazendo um curso novo de culinária. Sei lá, vai que ela preparou alguma coisa melequenta pra eu comer!? Coragem, Edward! Não posso ferir os sentimentos dela, tenho que comer o que tiver no prato, seja lá o que for. Enquanto me enchia de determinação, vesti uma bermuda marrom (eu acho que era marrom!) e uma camiseta branca, calcei uns chinelos e segui o cheiro das flores até a sala de jantar.
*FIM DO POV EDWARD*
Enquanto Edward tomava banho, pus o estrogonofe numa travessa de vidro, peguei as duas porções de arroz branco cozido que estavam em mini-tijelas e desenformei-as, cada uma num prato, enfeitando cada montinho com três camarões e um raminho de salsa, peguei também o vinho e a salada. Fui até o som e aumentei um pouco o seu volume.
Pronto! Terminei! Espero que tenha feito tudo certinho. Ai, meu Deus! Será que segui a receita direito?
Calma, Bella, é só o Edward, não é o rei da Escócia! Ah, mas que se dane o rei da Escócia, meu amor é mais importante que ele!
- Hum ... Que cheiro delicioso! – Ed interrompeu meu dilema interno, lindo como sempre, numa bermuda cáqui e uma camiseta branca.
- Não tão delicioso quanto você. – falei enquanto mordia o lábio inferior já cheia de tesão por ele – Agora, Sr. Cullen, sente-se que eu vou servir o jantar.
- Perfeitamente, futura Sra. Cullen – OMG! Que lindo, amo quando ele diz coisas assim – Mas, deixe-me ajudá-la, vou abrir a garrafa de vinho.
Ed será sempre Ed, um gentleman, mesmo quando eu insisto em servi-lo, ele quer fazer algo por mim também. Depois que fiz nossos pratos, fiquei na expectativa, esperando que ele desse a primeira garfada. Ed olhava para o prato, sério, concentrado, como se estivesse falando com a comida.
- Hum ... Camarão e salmão! Que delícia, Bella, - relaxei ao vê-lo sorrir e se aproximar de mim, me dando um selinho – Obrigada, amor. – ele só então olhou ao redor da sala – Obrigada pela comida, as velas, a música. Tudo está maravilhoso.
Enquanto ele falava, me estendeu a mão, apertando-a com delicadeza. Eu, uma manteiga derretida, quase chorei.
Depois de seu veredicto, tratei de aproveitar o jantar, pois eu estava faminta. Estava uma delícia mesmo. No som, a música era gostosa e suave, ao nosso redor, as velas deixavam o ambiente cheiroso como um jardim e ao mesmo tempo aquecido e romântico. Caraca! Por que é que tem tanta gente doida no mundo, dizendo que isso que eu vivo com Edward é perda de tempo? Juro que não entendo.
O jantar foi regado a taças de vinho e muitas risadas. Não dá pra não relembrar de coisas nossas, coisas de criança. Como eu levei um choque no pisca-pisca da árvore de natal, em vez de Ed sair correndo pra pedir ajuda, puxou o cordão de luzes da tomada, me livrando do choque mas também recebendo um igual. Quando ele tinha sete anos, caiu de uma árvore e quebrou a perna, passando uns dias sem ir a escola. Quando, numa tarde, Esme abriu as portas da mansão pra toda a turminha da primeira série visitá-lo, as meninas, todas serelepes, estavam ansiosas pra escrever no gesso de sua perna, seus nomes com canetinhas coloridas. E qual não foi a decepção delas! No gesso não havia um único espaço sequer, na tarde do dia anterior, eu havia usado todas as canetinhas, de todas as cores, desenhando sobre o gesso. Escrevi Bella, Bella Swan, Isabella, desenhei flores, corações, estrelas, borboletas, não deixei um único centímetro! Ele já era meu naquela época.
Terminado o jantar, tomamos mais uma taça de vinho e fui até a geladeira pra pegar a sobremesa, dois bombons com recheio de licor de cacau e menta, o gosto ficou ainda melhor em meio aos nossos beijos. No som, começou a tocar Clair de Lune e Ed se levantou da mesa.
- Dança comigo, amor? – perguntou enquanto me estendia a mão e abria o seu sorriso torto. Eu respondi apenas com um sorriso.
A dança era suave, sem pressa. O corre-corre do dia havia acabado e tudo o que queríamos era a companhia um do outro. É assim, sempre. Quando estou nos braços dele, estou em paz, no meu paraíso. Ainda somos muito jovens, fizemos 20 anos um dia desses ... mas nosso amor não se limita a esse tempo. Edward envolvia aminha cintura com suas mãos, enquanto eu envolvia mais meus braços em seu pescoço, meu rosto, encostado em seu peito, ouvindo as batidas de seu coração, que estava acelerado (o som mais lindo do mundo), seus lábios depositavam beijos delicados em meus cabelos.
- Um milhão de dólares pelo seu pensamento, agora. – ele sussurrou.
- Que tal um milhão de beijos? – fiquei de ponta de pé pra poder encarar aqueles olhos verdes.
Seus lábios capturaram os meus num beijo cálido, suave, suas mãos desceram até a minha bunda, apalpando-a. Eu ainda estava de ponta de pé, entregando-me àquele beijo, puxando seus cabelos, trazendo-o mais para mim. Edward interrompeu o beijo e num único movimento, me pôs em seus braços, carregando-me até o nosso quarto. Seus olhos, em meio a esse percurso, nunca deixaram os meus.
Ele me pôs delicadamente na cama, como se eu fosse feita de cristal. Se deitou sobre mim, apoiando seu peso em uma das mãos e começou a beijar minha boca. Nossas línguas dançavam uma valsa, se encontrando com muita delicadeza, tudo era calmo. O calor de nossos corpos era muito gostoso, inebriante. Depois de um tempo, o ar nos faltou, Ed se deitou na cama, ao meu lado,sempre me olhando nos olhos. Tomou uma de minhas mãos, enlaçando nossos dedos, sua outra mão afagava meu rosto, tirando as mechas de meu cabelo dali.
- Querida, preciso te dizer uma coisa. – ele parecia solene.
- O que foi, amor? – cheguei mais perto dele e também toquei em seu rosto.
- Esse tempo todo em que moramos juntos ... – Edward hesitava, parecia escolher bem as palavras, meu coração começou a bater mais forte, eu olhava fixamente em seus olhos, tentando decifrar o que se passava em sua mente – Eu ... eu nunca tive coragem de dizer umas coisas ... coisas minhas e ...
- Ai, Edward, o que foi? – Ai meu Deus, será que ele já se cansou dessa vida? Será que a Sra. Fritz tinha razão? Fiquei alarmada.
Ele então se sentou na cama e eu me sentei também, ficamos um de frente pro outro, minhas mãos dentro das dele.
- Bella, amor, eu só queria te dizer que estar com você é a melhor coisa do mundo. Pertencer a você, dividir a vida com você, crescer com você é uma dádiva. – enquanto ele falava, levou minhas mãos aos seus lábios, beijando-as com ternura – Quando resolvemos vir pra cá, eu já sabia que seria bom, mas não poderia imaginar que seria maravilhoso. – ele sorria torto enquanto falava – Princesa, contrariando o senso comum, eu quero te dizer que esse tempo tem sido maravilhoso, temos amadurecido mais, e embora parecesse impossível, meu amor por você só fez crescer.
Espessas lágrimas escorriam de meus olhos, e eu sorria feito boba, maravilhada! Também notei o significado de suas palavras, ele estava ciente do que algumas pessoas pensavam de nosso relacionamento e, pela graça de Deus, pensava da mesma forma que eu.
- Edward, eu te amo. – era só o que eu podia dizer com a voz embargada.
- Como eu te amo.
Nos abraçamos, nosso beijo recomeçou, quente e gostoso. Lembrei da coisinha que havia comprado na sex shop e comecei a tirar a camisa de Ed, enquanto fazia isso, acariciava suas costas. Ele começou a puxar o meu vestido, depositando beijos em meu pescoço. Quando eu estava somente de calcinha e sutiã e Edward apenas de cueca, ele avançou, me beijando com avidez, ainda sentados na cama, nossas pernas estavam entrelaçadas. Suas mãos abriram o fecho de meu sutiã e o jogaram em algum lugar do quarto. E como se existisse uma força magnética, meu sexo latejava enquanto era atraído pela protuberância do membro de Ed.
- Amor, tenho uma surpresinha pra você ... - sussurrei, interrompendo nosso beijo, fazendo-o deitar de bruços na cama, enquanto tirava sua cueca.
- Hum ... – ele obedeceu , eu pus um travesseiro sob seu abdômen e Ajoelhe-se entre as pernas dele, me agachei, cheguei perto de seu ouvido e sussurrei.
- Vou te fazer uma massagem, amor. – mordi o lóbulo de sua orelha e dei uma lambidinha.
- Ah! Bella ... – ele arfou, suas mãos tentaram me agarrar. Dei-lhe uma tapa de leve.
- Seja bonzinho! – falei entre risos e me estiquei um pouco, tirei minha calcinha e peguei o óleo que estava sobre o criado mudo.
Abri a embalagem, espalhei um pouco de óleo nas palmas das mãos, friccionando-as para que o óleo esquentasse um pouco. Quando já estavam mornas, espalmei-as sobre seus ombros, massageando-o com um pouco de força, sempre de fora para dentro, minhas mãos iam das laterais de seu corpo até ao meio, encontrando-se na base de seu pescoço. Passei mais óleo em minhas mãos, friccionei-as e segui pelo traçado da sua coluna de cima pra baixo e fazendo o caminho inverso, depois, pelas laterais das costas, me deliciando também com cada toque. Enquanto fazia isso, olhava para o rosto de Edward, ele sorria, de olhos fechados. Tão lindo!
- Bella, amor, que delícia de massagem ...
- Shii ... relaxe, amor, continue de olhos fechados e sinta.
Espalhei mais um pouco de óleo nas mãos, esfreguei-as e passei naquela bundinha linda dele , massageando com firmeza de ambos os lados. Como na sou de ferro, me agachei e dei uma mordidinha leve de cada lado. Ele gemeu mas continuou quietinho. Depois, corri as mãos pelas coxas dele, ali, eu apertava com firmeza, e quando ia até a parte interna, Edward urrava e grunhia. Desci meu corpo e minhas mãos e fui até seus pés, lá eu trabalhava com movimentos intensos, tentando sempre relaxar mais o seu corpo.
Com eu sou perversa, subi me esfregando nele, deixando que sua pele sentisse meu corpo. Ele arfava e dizia “Bella, Bella”, e eu sorria de prazer. Virei seu corpo, deixando- de barriga pra cima, ainda sentada nas pernas dele, aplique bastante óleo nas mãos, esfreguei-as e espalmei sobre seu peito. Edward, mordia o lábio e, de novo, tentou me agarrar. Dei-lhe outra tapa! Massageie com a ponta dos dedos o espaço entre as costelas, fui descendo as mãos até a sua virilha e subi de novo chegando aos mamilos, fazendo movimentos leves e circulares. Fui me agachando, enquanto ele relaxava mais e mais e roubei-lhe um beijo quente e molhado.
- Ah, Bella, amor que delícia! – ele falou depois que cessamos o beijo – Agora, é a minha vez.
Com isso ele nos virou, fazendo-me deitar de bruços na cama. Pegou óleo e fez tudo direitinho! Antes de passar em mim, esfregava suas mãos com vigor, mas fez o caminho oposto. Começou nos pés, fazendo movimentos circulares de meus calcanhares até a pontinha dos dedos. Suas mãos foram subindo, das panturrilhas até as coxas ... Caraca! Vou querer massagem sempre, que mãos ... Ai que calor! Já nas minhas coxas, ele trabalhava habilmente, eu mordia os lábios, tentando controlar minha excitação. Edward separou um pouco minhas pernas, massageando com carinho o lado interno das minhas coxas. Suas mãos se encaminharam até aminha intimidade, onde um de seus dedos tocava muito suavemente aquela região.
- Ed ... amor! – gemi baixinho.
- Shii ... – ele parecia se divertir!
É, ele queria mesmo se divertir ... e me torturar! Começou a massagear a minha bunda, com todos os dedos, eu acho, depois deslizava com leveza pela cintura e pelo quadril. Caraca! Acho que gozei, tava muito úmida já. Suas mãos subiram pelas minhas costas e ombros, fazendo um suave movimento circular em meu pescoço. Ele se agachou sobre mim, pude sentir o calor de seu corpo e sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar.
-Vire-se, querida.
Ele me beijou, mas não aprofundou o contato. Mais óleo em suas mãos, e eu pude sentir seu toque quente em meus seios, abri meu olhos e o vi ali, ajoelhado diante de mim, não pude não ver seu membro ... duro, completamente excitado. Tentei tocá-lo.
- Nã-nã-ni-nã-não, Bella ... – ele segurou minhas mãos e sorriu torto, sorri também.
Suas maravilhosas mãos faziam movimentos circulares em meus seios, ele fechava os olhos, tentando sentir, talvez memorizar aquele ato não com o olhar mas com o tato. Seu polegar e indicador, contornavam gentilmente meus mamilos, me fazendo arfar.
- Ed ... – era tudo o que eu dizia.
Devagar, ele explorou minha barriga, fazendo movimentos circulares até a minha virilha. Voltou seu corpo, se inclinando em minha direção e me beijou com muito desejo.
- Abra seus olhos, Bella. – sussurrou em meu ouvido.
Depois, caraca, ele me surpreendeu! Se esticou um pouco, pegou duas almofadas e colocou-as em baixo de meu quadril, elevou minhas pernas sobre cada um de seus ombros, e me penetrou.
Arfei de surpresa e sorri pra ele. Ajustei-me um pouco e Edward começou seus movimentos em mim ... Senti seu membro duro dentro mim ... Gzuis, parecia que ele explorava lugares nunca antes visitados. Eu arfava, gemia, mordia o lábio e fechava s os olhos ... Eram muitas sensações. Eu me agarrava às pernas de Ed, segurando com força as suas panturrilhas. Ele segurava as minhas pernas presas em seus ombros, para que mantivéssemos a posição.
- Amor, abra seus olhos. Quero olhar em seus olhos, enquanto te faço gozar. – ele dizia e intensificava as estocadas.
Seus movimentos fortes e intensos me enlouqueciam até que senti o aumento da pulsação e dos meus batimentos cardíacos, minha vagina se contraiu e seguiu-se um arrepio pelo meu corpo, um tremor na barriga. Meu Deus! Aquilo era o céu! Ed ainda estocou um pouco, enquanto eu arfava e sorria, sempre olhando em seus lindos olhos verdes. Em seguida, seu membro se enrijeceu mais ainda e ele se derramou dentro de mim. Ele sorria, enquanto me encarava, ainda dentro de mim.
Com carinho, Edward tirou minhas pernas de cima de seus ombros e se deitou ao meu lado, ainda ofegávamos e sorríamos. Ele me abraçou, levando meu corpo pra cima do seu, beijava meus cabelos e eu afagava seus ombros. Ficamos assim um bom tempo até nossa respiração voltar ao normal. Levantei meu rosto pra olhar o dele, sorri e beijei seus lábios. Não dissemos nada, não precisava. Ed puxou as cobertas e dormimos abraçadinhos, de conchinha.
Mas antes de pegar no sono, pensei: Quem diz que eu perco tempo com Edward Cullen, é porque nunca viveu um tempo como esse.
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