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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 26

UMA NOVA VIDA!

POV ALICE
Nossa, que noite! Dormi o sono dos justos depois do dia agitado que tivemos. Foi muito difícil falar para Bella, depois que soubemos de sua gravidez, o plano idiota que Zafrina sugeriu. Conheço Bella e Edward há pouquíssimo tempo, mas foi o suficiente pra saber que um não vive sem o outro, literalmente. Nunca vi um casal assim, a menos que você os conheça, saberá do que eu to falando. Não que eles se amem de um jeito diferente, não é isso. O jeito é o mesmo, mas a intensidade é que é diferente. É como se eles dissessem: ‘Sim, eu te amo e nada é mais importante do que isso.’
Hoje em dia, você não encontra tantos casais assim. A maioria deles são super apaixonados, trocam juras de amor, não desgrudam um do outro. Mas na primeira dificuldade se deixam, se afastam, desistem de continuar. Se hoje eu pudesse dar algum adjetivo ao amor desses dois, eu diria que é a perseverança. Aprendi com papai o significado dessa palavra. Ser perseverante é manter-se firme, constante, apesar das dificuldades e foi isso o que pude ver nesse jovem casal. Sim, de nós deis, Edward e Bella são os mais novos e, justo eles estão nos dando uma grande lição de como amar e permanecer fiel a esse amor ...
Senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto ao me dar conta que um amor assim não é pra qualquer um. Você tem que nascer com o bumbum virado pra lua pra poder achar uma pessoa que te ame desse jeito. Eu, um dia, pensei que tinha encontrado esse amor ... Jasper ... Ai meu Deus! Dói só em pensar nele, dói saber que ele está aqui, no quarto ao lado, e eu não posso tocá-lo, beijá-lo, não posso nem dizer o seu nome.
Jasper ... Jasper ... Jasper ...
“Meu Deus, eu nunca fui a pessoa mais religiosa do mundo. Mas eu aprendi uma coisa na Bíblia, quando Jesus disse que se a gente crer e pedir com fé, ele atenderá. Nesse momento, meu Deus, eu te peço: devolva o Jasper pra minha vida porque eu, sinceramente, não tenho vida sem ele.”
Antes que começasse a chorar de verdade, me levantei, tomei um banho e me vesti. Escolhi jeans claros, uma baby look pólo rosa (Jasper sempre gostou de me ver de rosa) e sapatilhas pretas. Quando desci, todos já estavam prestes a se sentar na mesa pra tomar o café da manhã. Todos, menos Bella e Edward. Tudo bem, grávidas dormem muito, assim dizem. Ou então, eles estavam fazendo algo mais interessante que dormir ... Ai que invejinha boa!
- Bom dia!!! – sorri e cumprimentei a todos, dei um beijo na mamãe, no papai e na tia Jô.
Todos murmuraram ‘bom dia’ mas Jasper puxou a cadeira ao lado da dele, num gesto de convite.
- Bom dia, Alice! – ele sorriu.
ALICE!
ALICE?!
Ele sorriu mesmo pra mim e me chamou de Alice! “Calma, Alice, respire fundo e leve oxigênio pro seu cérebro. Muita calma nessa hora!”, falei pra mim mesma.
- Hei, doida! Vai ficar aí, parada? – tia Jô me tirou do transe – O cavalheiro puxou a cadeira para a dama se sentar! – ela falou num jeito engraçado – Que dama, demente, meu Deus ...
Todos sorriram um pouco, não, Emmett sorriu muito e Rose o fez parar só com um olhar. Corei! Respirei fundo e caminhei até a mesa. A conversa fluiu durante o café da manhã, uma parte de meu cérebro percebeu que mamãe, papai, Rose e Emmett falavam de Bella, Edward, casamento, bebê ... Tia Jô brincava e comia quadradinhos de queijo e presunto em seu prato. Jasper olhava de lado pra mim, estávamos nos olhando muito mas nada dizíamos.
- Prove um pedaço desse bolo de cenoura, Alice. – ele me serviu e eu fiquei petrificada – Fannie disse que é o seu preferido.
- Obrigada.
Depois não nos falamos mais. Eu travei, não sabia o que dizer, o que pensar, precisava processar com calma todas as atitudes dele. Duas partes de mim duelavam, uma delas queria se render de vez às gentilezas e sorrisos de Jasper, a outra, a mais racional, gritava em minha mente para eu ter cuidado. Afinal, meu coração já havia sido pisoteado antes ...
- Com licença, gente. – falei já me levantando – Vou dar uma volta pelo jardim ...
Todos assentiram mas Jasper se levantou também.
- Posso ir junto?
- Eu ...
Caraca! E agora, meu Deus?
- “I wanna know what love is, I want you to show me, I wanna feel what love is, I know you can show me” – tia Jô cantou baixinho aquela música tão conhecida e eu entendi aquilo como um sinal.
Assenti pra ele e caminhei, não olhei pra trás, sabia que ele me seguia. Andamos em silêncio até o final do jardim, me sentei num banco de ferro e ele sentou ao meu lado.
- Alice ... eu ... – ele me olhava nos olhos – gosto muito daqui, sabia? Essa fazenda é linda, mesmo!
Fechei os olhos devagar e respirei fundo.
- Mansen, suas mudanças de humor me deixam confusa, sabia? Você me chama de Alice, de Brandon, me serve bolo, me enxota de sua vida ...
- ALICE! – ele segurou em meus ombros com um pouco de força e prendeu meu olhar no dele – Eu não sou um cara legal. Eu sou reclamão, autoritário, rude, insensível, estúpido, idiota. – ele tomou fôlego – Mas cada fibra de meu ser se rende a esse amor que sinto por você. Eu te amo tanto que chego a me odiar por isso. Definitivamente. – a voz dele tava embargada, ele chorava – Eu já não tenho mais forças pra ... pra ficar longe de você ...
- Não fique ... – murmurei.
- Eu tentei. Eu juro que tentei me afastar, te dar uma chance de ser feliz ao lado de alguém decente. Alguém que não te machuque, alguém bom. – seu olhar transmitia amor e dor – Então eu me dediquei, nas últimas semanas a ser estúpido e ignorante com você, só pra ver se você começava a me odiar.
- Nunca.
- Mas cada grosseria minha te feria e me feria em dobro. – ele baixou o olhar e depois voltou a me encarar – Perdão, Alice. – uma lágrima escorreu de seu rosto – Eu não te mereço, mas eu te amo. Eu quero uma segunda chance. Você não precisa responder agora, eu sei que você tem todo o direito de pensar a respeito. Eu errei no passado e sei das conseqüências de meus atos, eu vou entender se você disser ...
- SIM! – sorri pra ele e toquei em seus lábios – Eu quero a nossa segunda chance! – envolvi seu rosto em minhas mãos – Eu quero e preciso de você, Jasper! Eu te amo, muito.
Ele aproximou seu rosto em direção ao meu e me beijou. Imediatamente senti uma maravilhosa explosão em meu peito, era como se todo o meu ser fosse beijado por ele. Aquela boca macia, tocava em meus lábios com delicadeza, carinho, reverência. Uma de suas mãos continuou em meu ombro e a outra desceu até a minha cintura, nessa hora, pensei que meu coração ia parar de bater. Minhas mãos não deixaram seu rosto, era como se eu o prendesse, com medo dele escapar de mim, de novo. Quando o ar nos faltou, colamos nossas testas, entrelaçamos as mãos e sorrimos.
- Uma segunda chance. – ele falou baixinho.
- Uma nova vida! Pra você e pra mim!
Ainda ficamos nos olhando daquele jeito por um bom tempo. Eu não tinha palavras, Jasper também não. Eu só queria mergulhar naquele olhar e resgatar de volta todos os nossos sonhos do passado.
- Alice ...
- Diz de novo!
- Hãn?
- Diz de novo o meu nome.
Ele sorriu e me deu um selinho. Alice. Ele falou e beijou meu pescoço, depois começou a sussurrar em meu ouvido.
- Alice ... Ah! Alice ... que saudades de poder dizer o teu nome ... saudades desse teu cheiro ... Alice ... Alice ...
Minha respiração foi ficando entrecortada e a dele também, senti meu corpo completamente excitado só com essa ‘conversa’ que estávamos tendo. Puxei ar para meus pulmões e me esforcei a criar juízo, afastei nossos corpos um pouco.
- Eu te amo, Jasper. – sorri e dei um selinho nele – Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. Seremos felizes, eu sei.
Eu tive que parar por ali. É claro que eu o desejo, e como! Mas esse recomeço precisa ser encarado com calma. Não quero mais atropelos e mal entendidos entre nós, precisaríamos conversar mais. Coisa que no momento, não seria uma boa idéia. Havia muita emoção no ar, então é melhor deixar a adrenalina voltar ao normal.
Voltamos a caminhar, dessa vez, de mãos entrelaçadas. Não dizíamos nada, o sol nos fazia companhia, iluminando a nossa vida dali por diante. Percebemos que Rose e Emmett estavam no outro lado do jardim, os dois sorriam muito e acenaram pra nós. Caminhamos sem pressa até eles.
- Oh! Meu Deus! – Rose me abraçou e depois abraçou o irmão.
- Hum ... to vendo que eu e Rose somos os lanterninhas ... – Emmett soltou uma pérola.
- Isso não é um jogo, seu mané. – Jasper deu um soco leve no braço dele.
- O amor está no ar e Bella ainda nem jogou o buquê ... – Emmett murmurou.
- Não vai ter buquê. – Jasper falou e eu prestei atenção – O pai de Alice fará a cerimônia civil apenas. Não há tempo para ...
- Ah! Não! – guinchei.
-Anão é um homem pequeno, Alice. – Emmett falou e eu estirei a língua pra ele.
- Alice, Jasper tem razão, não há condições de Bella fazer uma cerimônia de casamento. Não há ... – Rose argumentava.
- Claro que há! – eu sorri maquiavelicamente – Vocês não me conhecem! Não sabem do que eu sou capaz quando se trata de festas!
- Ah! Isso é verdade! – Jasper sorriu e me abraçou pela cintura.
Voltamos para dentro de casa e me deparei com mamãe, tia Jô, Fannie, Edward e Bella na cozinha. Era a hora de começar a botar meu plano em prática. Bom, eu ainda não tinha o plano todo formado. Mas que haverá uma festa de casamento, isso sim, haverá! Ou eu não me chamo Mary Alice Brandon! Futura Sra. Mansen, se Deus quiser!
FIM DO POV ALICE

..........................

Eu estava terminando de pôr a mesa para o jantar porque já estava perto de Edward chegar do trabalho. Abri a janela da sala pra poder receber um pouco de ar fresco. Lá fora terminava mais um dia de verão, no céu eu já podia ver o belo crepúsculo e a primeira estrela da noite. O jardim ainda tinha rosas e jasmins cheirosos e a brisa trazia um delicioso perfume para dentro da sala, a grama tinha um lindo tom de verde que só me fazia lembrar dos olhos verdes de meu marido. Sorri pra mim mesma enquanto olhava para minha aliança na mão esquerda, na mesma hora senti um leve chute na minha imensa barriga. Era como se o bebê pudesse ler meus pensamentos e soubesse quando eu estava pensando no papai dele. Ouvi o barulho do motor do carro e andei em direção à porta pra poder receber o MEU MARIDO. Era muito bom ficar repetindo isso na minha mente!
- Oi, amor. – falei abraçando-o.
- Oi, princesa. – ele me deu um selinho e tocou em minha barriga – Como foi o dia de vocês?
- Bom. – juntei mais os nossos corpos – Sentimos saudades do papai.
Edward me abraçou e me beijou com muita intensidade, suas mãos me seguravam na base de minhas costas e as minhas agarravam em seus cabelos. Nossas línguas duelavam e eu sentia meus seios (enormes) já bastante excitados.
- Ah! Bella ... – ele murmurou e mordeu o lóbulo da minha orelha.
Desci uma de minhas mãos e toquei em seu membro que já estava bastante rijo e comecei a acariciá-lo mesmo por cima das roupas dele.
..........
- Bella? – uma voz me tirava de meu delicioso sonho.
- Hum ...
- Amor! Que jeito gostoso de ser acordado ...
Edward sussurrava em meu ouvido e eu me dei conta do que realmente estava acontecendo. Corei! Estávamos deitados e metade de meu corpo estava por cima dele, aos poucos fui lembrando de tudo. Na noite anterior fizemos amor duas vezes e depois dormimos. Mas agora eu estava acariciando o pênis dele que já estava bem animadinho!
- Ah! – tirei a mão ‘de lá’ na mesma hora.
- Amor ... – ele sussurrou ao meu ouvido – Eu tava gostando ...
Sorri e corei mais ainda porque lembrei do sonho, dei um selinho nele mas NÃO continuei. Delicadamente, Edward pegou a minha mão e me incentivou a continuar com as carícias, depois voltou a sussurrar no meu ouvido.
- Isso, Bella ... aaahhh ...
Ganhei confiança e resolvi terminar o que eu queria fazer com ele no sonho. Intensifiquei mais as carícias, beijei-o nos lábios com volúpia e num movimento rápido me coloquei sobre ele. Edward começou a apalpar a minha bunda e na mesma hora me senti molhada. Tudo o que eu mais queria era tê-lo dentro de mim, me completando. Encaixei nossos corpos e comecei a movimentar-me sobre ele. Não sei se era o meu psicológico ou se era fato mas cada toque dele desencadeava em mim as mesmas emoções sendo que multiplicadas por mil. Tudo era muito mais gostoso, muito mais quente ... prazeroso. Cada movimento me fazia ir ao céu, era como se o meu interior aproveitasse muito mais tudo o que fazíamos. Tudo era bom! O vai e vem e as minhas reboladas não duraram muito, minha respiração foi ficando ofegante e meus batimentos cardíacos aceleravam. Senti o ‘eddie’ mais rijo e passei a rebolar mais rápido, meu interior de contraiu e depois ...
- AAAAAHHHHH! Ed ... – sussurrei ofegante.
Mas ele ainda me segurou pela cintura fazendo com que eu me mexesse mais um pouco, depois se liberou dentro de mim. Ofegamos juntos e eu caí, molenga feito gelatina sobre o seu peito. Nossos batimentos cardíacos se confundiam, assim como nosso cheiro e nosso suor.
- Caramba! – ele sussurrou e me abraçou.
Eu não queria me mexer. Ficar sobre ele e com ele dentro de mim, tava tão bom! Fiquei me movimentando devagar, rebolando bem pouquinho ... aquilo fazia uma gostosa massagem em meu clitóris e se eu pudesse passaria o dia todo ali.
Será que eu tinha virado ninfomaníaca? Corei.
- O que foi, Bella? – ele beijou o topo de minha cabeça.
- Nada. – fiz cara de paisagem e agradeci aos céus por ele não poder ver meu rosto naquela hora.
- Bella ... você corou, senti o calor de sua bochecha contra o meu peito. - num momento de distração minha ele separou nossos corpos e nos deitou de lado.
- E então? – Edward perguntou de novo e tocou em meu rosto.
- É que eu ... não sei. Sonhei que você me beijava e acordei fazendo carícias em você. Eu ando meio insaciável, sabe? É como se eu quisesse fazer amor com você o tempo todo! – sorri e baixei meu olhar.
 Ele gargalhou e se aproximou mais de mim, afundei a cabeça em seu peito pra poder me esconder dele. Péssima idéia! Aquele cheiro delicioso desencadeou uma nova onda de desejo em mim. Comecei a beijar aquele peito musculoso e perfeitamente esculpido, e como se não bastasse, os beijos viraram pequenas mordidas. Eu estava descontrolada! Respirei fundo, contei até dez em pensamento e me afastei dele um pouco.
- Caramba! – foi a minha vez de falar aquela palavra.
Edward se arrastou sobre a cama e juntou nossos corpos de novo, tocou em meu queixo e ergueu a minha cabeça.
- Bella, pra quê a vergonha? – ele me deu um selinho – Estamos noivos, sua boba! – ele sorriu e eu também – Daqui a pouco seremos oficialmente marido e mulher e vamos ter um bebê! – ele tocou em minha barriga – E eu não consigo entender porque você trava às vezes, quando vamos falar de nossa vida sexual.
- Eu não me entendi muito bem ontem. – olhei em seus olhos – Eu realmente queria passar a noite toda fazendo amor com você ... Se não fosse por meu sono. E hoje eu queria mais.
- Princesa, a sua libido vai oscilar muito ainda. – ele tocou em meu rosto – Seus seios estão muito mais sensíveis por conta da gravidez, então qualquer toque será mais prazeroso. A região da vagina também está mais sensível porque há uma maior vascularização nessa área agora. – ele me deu outro selinho – Por isso o seu desejo está mais forte, não que eu esteja reclamando disso!
- Isso não faz mal para o bebê, não é?
Apesar de ter ouvido minha mãe comentar várias vezes que algumas de suas pacientes tinham medo de fazer sexo na gravidez e que na maioria das vezes não havia risco algum, eu tinha que perguntar isso a ele. Afinal de contas era do nosso bebê que estávamos falando.
- Não. – ele juntou nossas mãos – Por enquanto ele tá bem pequenininho e tá muito bem protegido. Mas você disse que tem consulta marcada com uma obstetra, não é? – assenti com a cabeça – Ela vai nos dar mais esclarecimentos.
Senti o ronco estridente de meu estômago e percebi que estava faminta.
- Ed, vou tomar banho. – me sentei na cama – Já to com fome.
- Quer companhia? – ele também se levantou.
- Não. – fiz careta e dei um selinho nele – Se não a gente vai acabar se atrasando mais.
Ele sorriu torto e assentiu, me levantei e marchei em direção ao banheiro. Nua, na frente do espelho, percebi que meios seios estavam maiores e que as auréolas estavam mais rosadas, quase marrons. Isso deveria ser outro sinal da gravidez. Sorri e acariciei minha barriga. Eu me sentia muito bem e feliz por estar grávida!
Mas a nossa vida não se resumia apenas àquele quarto. Um monte de problemas nos esperava lá fora, problemas que no dia anterior tentaram nos separar. E foi por muito pouco! Abri o chuveiro e deixei a água quente cair sobre mim ao mesmo tempo em que lembrava de nossos momentos de indecisão e medo. Ao decidir que deixaria Edward decidir por nós dois, eu havia feito a mais difícil escolha de minha vida. Eu selei meu coração no momento em que decidi permiti-lo partir se assim ele escolhesse. Mas eu sempre soube que jamais conseguiria viver sem Edward, então aquela era a decisão certa e errada ao mesmo tempo.
Imediatamente lembrei de Esme, minha sogra, minha segunda mãe, a avó de meu bebê: “Não perca o ânimo, querida. Não perca a vontade de viver e de ser feliz ... Lembre-se que haverá dias em que você será a bússola de Edward. Cuide bem de meu filho, Bella.” Então era isso. Lá no jardim, quando conversei no sonho com meus pais e sogros, eles já sabiam de tudo. Sabiam do bebê, sabiam das decisões difíceis que iríamos tomar, sabiam que conheceríamos novos amigos e que devíamos confiar neles.
- Obrigada, meu Deus. – sussurrei – Obrigada por me dar esse sinal.
Eu e Edward tivemos uma conversa difícil no começo, choramos muito porque ambos sabíamos o que estava sendo decidido ali. Entretanto somente eu sabia que o nosso bebê também sofreria se nos separássemos. Isso era o que mais me atormentava naquela hora porque eu não estava sendo sincera com Edward, eu estava permitindo que ele tomasse uma decisão sem conhecer todos os fatos e isso poderia ser classificado como desonestidade. Mas o que mais me doía é que EU estava sendo desonesta com ele, pensando na segurança dele.
De tanto pensar e repensar nas coisas do dia anterior, quanto percebi já tinha tomado banho e já tava enrolada na toalha. Sai do banheiro e Ed entrou em seguida. Antes de trocar de roupa, passei hidratante nos seios, barriga, coxas e acabei passando no resto do corpo. Escolhi um vestido preto, longo e bem soltinho, por cima dele pus um bolero rosa de mangas compridas e calcei sapatilhas pretas. Ed vestiu jeans claros e uma camisa pólo azul e já estava lindo, como sempre. Juro que morri de vontade de tirar aquela roupa dele ... G-ZUIS, to ficando tarada!
Descemos as escadas e seguimos em direção à cozinha. Fannie, Jô e a Sra. Jones estavam lá, sentadas ao redor da mesa, conversando.
- Meu Deus! – a Sra. Jones se levantou e caminhou na nossa direção – Meus filhos, eu estava ansiosa pra cumprimentar os noivos e futuros pais! Parabéns! – ela nos abraçou com carinho e tocou em minha barriga – Tenho certeza que vocês serão muito felizes e que esse bebê será muito amado.
Como eu gostava da Sra. Jones!!! Que pessoa fantástica ela era! Tão acolhedora, amiga, alegre e ainda por cima, torcia por nossa felicidade.
- Obrigada! – sussurrei.
- Muito obrigado, Sra. Jones! – Ed estava muito agradecido também – Eu e Bella nunca vamos esquecer do seu carinho por nós.
- ‘Lá vem a noiva ... lá vem a noiva ...’ – Jô cantava uma musiquinha em ritmo de marcha nupcial.
- Solomon me contou a novidade hoje cedo. – a Sra. Jones continuou – Ele disse que vocês o convidaram pra fazer a cerimônia e ...
Enquanto a Sra. Jones falava, entravam pela porta da cozinha Alice, Mansen, Rose e Emmett.
- Bella???!!! – Alice falou com a voz muito alarmada, interrompendo a mãe e eu pude notar uma certa urgência em sua voz.
- O que foi, Alice? – caminhei em sua direção e passei o meu braço sobre seus ombros pra confortá-la.
- Bella, eu pensei que fôssemos amigas, quase irmãs ... – ela choramingava e me olhava com súplica.
- Mas nossos somos, Alice ... - eu não tava entendendo nada.
- Alice! Pare com o seu teatro! – a Sra. Jones falou - Bella, não ceda às chantagens dela! Ela vai te manipular. – ela continuou e depois saiu da cozinha mas Alice não deu atenção à mãe.
- Você não me ama, Bella. – ela balançava a cabeça em sinal de negação.
- É claro que eu te amo. Você sabe disso. – comecei a afagar seu braço.
- Então por que você disse a papai que a cerimônia de casamento seria simples, somente a cerimônia civil?
- Ah! – murmurei e entendi o que ela quis dizer - Alice, é claro que você pode assistir à cerimônia civil! De qualquer jeito, não haverá muito para se ver.
Baixei a cabeça e dessa vez quem ficou triste fui eu. Eu sempre sonhei com a minha festa de casamento, sempre me imaginei num lindo vestido branco, entrando numa imensa igreja toda florida, sendo conduzida ao altar por meu pai, caminhando em direção a Edward. Sempre imaginei que a igreja estaria lotada de amigos e familiares, muitos flashes de câmeras, a marcha nupcial sendo tocada num imponente piano de cauda ... Mas agora, tudo isso fazia parte de uma vida que ficou para trás, um sonho que se foi.
- Mas Bella, eu não quero assistir a nenhum casamento civil. – ela pegou em meu queixo e ergueu meu rosto – Eu te amo como se você fosse minha própria irmã e NÃO vou permitir que você não tenha sua festa de casamento e ...
- ALICE!!! – guinchei - Nós não estamos em condições de fazer festa alguma!
Ela me olhou com muita súplica, seus lábios tremiam um pouco, era uma cena de partir o coração.
- Por favor, por favor, por favozinho, Bella! – seus olhos estavam marejados – Se você realmente me ama ... Por favor me deixe organizar o seu casamento.
- Alice, escuta uma coisa. – respirei fundo - Eu e Edward não podemos fazer uma festa. – era difícil ter que admitir isso – Não é que eu não queira comemorar o meu casamento mas é que não dá. Não temos dinheiro sobrando, não temos tempo pra organizar uma festa e ... eu não tenho cabeça pra fazer nada disso sozinha. Eu sinto muita falta da minha mãe e da minha sogra nessa hora também, elas com certeza planejariam e fariam tudo pra mim.
- Bella, são somente esses os motivos? – assenti com a cabeça – Então, se a festa acontecer você não vai se opor? – neguei com a cabeça – Posso arregaçar as mangas e cuidar de tudo? – assenti de novo.
- VIVAAAAAAAAA!!!!!!!! – ela gritou, nos fez pular e eu quase fiquei surda.
- Alice! – minha voz subiu umas oitavas – Mas eu tenho umas exigências.
- Sim, sim. – ela assentiu – Pode falar.
- Tudo será simples. Ok?
- Tudo será simples, lindo e romântico! – ela quicava no chão e batia palmas.
- Tem mais uma coisa, Alice: você será a minha madrinha!
- Eu? – ela me abraçou e beijou minha bochecha – E Jasper pode ser o padrinho?
- Pode. – a baixinha me deu um abraço bem apertado.
- Bella, eu te amo! – ela me soltou – Edward, eu te amo também, irmãozinho! – passou por Ed correndo – MAMA GRACE! MAMA GRACE! TEREMOS UMA FESTA DE CASAMENTO!
Nem dava pra acreditar que Alice saiu correndo pela casa, gritando feito uma maluca, parecia que a casa tava pegando fogo. Sentei numa cadeira meio atônita, Alice realmente tinha o dom de me deixar zonza.
- Jô, ela sempre foi assim? – Edward perguntou e sentou na cadeira ao meu lado.
- Já foi pior ... – Jô respondeu teatralmente e sorrimos um pouco.
- ‘Edward, você me ama?’ – Emmett imitou a voz de Alice, sentou na cadeira em frente a Ed e fingiu tristeza.
- Que frescura é essa, Emmett? – Ed fez careta pra ele.
- ‘Oh, Edward, se você me ama como se eu fosse seu irmão, eu quero ser o seu padrinho de casamento!’
A-HA-HA-HA-HA
Emmett explodiu numa ruidosa gargalhada e todos nós rimos também.
- É sério, mano! – ele estendeu a mão pra Edward e os dois se cumprimentaram – A baixinha tem razão, vocês merecem uma festa de casamento. E normalmente o noivo é quem convida o padrinho mas dessa vez eu fiz o contrário. Eu ficaria muito feliz em ser o seu padrinho de casamento, eu ... eu sou fã do amor vocês.
Parecia inacreditável! Emmett estava emocionado, sua voz tava um pouco embargada e seus olhos brilhavam. OMG! Como ele era sentimental!
- Eu aceito, com uma condição. – Ed sorria enquanto falava – Se Rose aceitar ser a madrinha junto com você.
- Ah! Aceito, sim! – Rose sorriu, se aproximou e sentou na outra cadeira.
Mansen ainda tava de pé e apenas olhava pra nós. Achei necessário incluí-lo na conversa também.
- Mansen, você aceita ser meu padrinho, não é? – sorri timidamente pra ele.
- Claro, Bella. – ele abriu um imenso sorriso – Agora, me dêem licença, eu preciso ligar para M e contar as novidades a ele.
Eu e Ed tomamos café da manhã e nossos amigos apenas nos fizeram companhia na mesa. Rapidamente a conversa fluiu para o valor nutricional dos alimentos, a importância do cálcio e do carboidrato para as grávidas e etc e tal. Nem preciso dizer que foi Rose quem puxou essa conversa e Ed debateu animadamente com ela sobre isso, pouco tempo depois, eu e Emmett estávamos calados e Jô estava fazendo uma ‘montanha de biscoitos’ sobre seu prato.
- Bella, esses dois parecem uns doidos. – Emmett sussurrou enquanto apontava para Ed e para Rose – Eu só to entendendo os ‘as’ e os ‘os’ do que eles falam ... - sorrimos baixinho.
- Bella, Edward! – Mansen entrou na cozinha e sentou numa cadeira – Acabei de conversar com M e repassei pra ele todas as novidades das últimas 24 horas.
- Jasper, que tal se conversarmos sobre isso depois? – Rose fez sinal para o irmão, indicando que Fannie e Jô também estavam na cozinha.
- Que tal se a gente der um passeio pelo jardim? – Emmett falou se levantando – A mamãe aqui precisa de vitamina D e o sol tá muito bonito lá fora. – ele estendeu uma mão pra mim – Vem Bella, eu também sei das coisas! A vitamina D é boa para as grávidas ...
Emmett falou zombeteiro e eu não tive como não rir, ele é muito divertido mesmo. Já do lado de fora da casa, nós cinco caminhávamos devagar, Ed abraçou-me pela cintura, ditando o ritmo de meus passos.
- M mandou votos de felicidade para os noivos e disse que com o casamento e a chegada de um filho, vocês serão inscritos em outra categoria de programa de proteção a testemunhas. – parei de andar e todos também pararam.
- O que isso significa, Mansen? – perguntei.
- Significa mais proteção, mais dinheiro e uma nova cidade para viver. – ele resumiu tudo.
- E quanto a Portland? – senti Ed retesar mais o corpo ao meu lado enquanto fazia a pergunta.
- Se tornou grande demais pra vocês. – Mansen explicou – Com a chegada do bebê, vocês ficam mais vulneráveis, desculpem mais é verdade. Então, uma cidade grande já não é tão viável assim. M está à procura de uma cidade menor, mais calma e mais segura, com boa qualidade de vida e boa oportunidade de trabalho.
- E ele já tem algo em mente? – Rose perguntou.
- Por enquanto não, ele quer conversar pessoalmente com Zafrina primeiro. – Mansen respondeu.
- Mas tem que ser no norte. – Emmett falou.
- Por que no norte? – lembrei que Alice já tinha falado isso no dia anterior.
- Os Kings, os Volturi e o partido Conservador são muito fortes aqui no sul. O norte sempre é mais civilizado e mais seguro. – Rose me respondeu.
Voltamos a caminhar enquanto Mansen tentava nos tranqüilizar dizendo que tudo ia ficar bem, que logo iríamos nos mudar e que haveria mais dinheiro agora. Mas eu não fiquei tranqüila, principalmente quando ele disse que ficaríamos mais vulneráveis por causa do bebê. Melhor dizendo, o meu bebê ficaria vulnerável. Se antes eu e Edward já tínhamos dois alvos em nossas testas, agora parecia que havia um alvo no meu filho também. E ele ainda nem nasceu!
Meu peito ficou apertado, meu coração dava saltos e parecia que ia parar de bater ... Meu bebê ... O que fazer, meu Deus? Como vou protegê-lo se eu mesma preciso de proteção? Que espécie de mãe eu já estava sendo se nem conseguia protegê-lo ainda dentro de mim?
Todas essas perguntas explodiram em minha mente de uma só vez e eu senti uma vertigem e um forte enjôo, parecia que eu tinha levado um murro na barriga. No mesmo instante que meus pés vacilaram, senti os braços de Edward me protegendo da iminente queda. Foi rápido demais, vomitei tudo o que havia comido há poucos minutos. Aquele enjôo era muito desagradável, eu me sentia sendo virada pelo avesso, não sei de onde saiu tanta coisa para eu por pra fora.
- Gente, saiam daqui. – murmurei enquanto vomitava no chão – Vocês não precisam ver isso.
Ed me segurava o tempo todo e puxava os meus cabelos para trás, tirando-os de meu rosto enquanto eu curvava meu corpo em direção ao chão. Passei uns cinco minutos ali, meio que escorada nele, até que tudo parou. Mas foi cansativo, minha testa estava suada e depois eu senti um calafrio desagradável.
- Bella? Tá se sentindo melhor, amor? – ele sussurrou enquanto me ajudava a ficar de pé.
- Não ... desculpe. – eu tava constrangida, sempre morri de nojo de vômito e não queria que ele tivesse visto aquilo.
- Não seja boba, Bella. Você está grávida e essas coisas acontecem, vem vamos entrar.
Voltamos para dentro da casa e Edward mais uma vez me carregou escada acima até o quarto. Entrei no banheiro e escovei os dentes, depois deitei na cama pra ver se o mal estar passava. Ele deitou ao meu lado e me abraçou, depois começou a cantar uma antiga canção de ninar e eu acho que cochilei um pouco. Acordei e ainda estava abraçada a Edward, levantei meu rosto e olhei pra ele.
- Amor? – sussurrei.
- O enjôo passou? – ele inclinou o rosto e beijou minha testa.
- Passou.
- E por que será que eu vejo esse vinco em sua testa? – ele tocou em meu rosto – Qual é o problema, Bella?
- Edward ... o nosso bebê. – minha voz ficou embargada – Ele, ele ... pode ... aaaaahhhhh
Comecei a choramingar e nem consegui terminar a frase. Edward ficou alarmado e nos fez sentar na cama, tocou levemente em meus ombros, fazendo-me parar de chorar.
- BELLA? – ele elevou o tom de voz – O que houve? Você tá sentindo alguma dor? Cólica? Teve algum sangramento?
Eu negava com a cabeça a cada pergunta que ele fazia mas as lágrimas continuavam caindo. Respirei fundo e tentei falar.
- Ed ... eu tenho medo que – engoli em seco – essas pessoas que estão atrás de nós, possam machucar o nosso bebê.
- Oh! Bella, amor, escute – ele sorriu torto e pegou em meu rosto com ambas as mãos – Você não prestou atenção ao que Mansen falou depois. – me deu um selinho – Ele disse que o nosso bebê veio pra nos trazer muita sorte também. – franzi a testa e escutei com atenção – Zafrina Miller, a chefona do serviço de proteção, está pessoalmente empenhada nisso tudo. Parece que essa investigação virou uma questão de honra para o FBI e o Marshals Service. Então, o serviço vai nos incluir na categoria de family safe, teremos uma renda anual de U$ 60 mil e um auxílio aluguel e mil dólares por mês. Além disso, a nova cidade será meticulosamente escolhida pela própria Zafrina.
- Mansen falou isso tudo? – ele sorriu e assentiu.
- Vai ficar tudo bem, amor. – ele me abraçou - Eu não deixarei ninguém encostar em vocês.
 Senti meu estomago roncar de novo, parecia o mostro do Lago Ness! Eu estava com fome mas pelo menos o mal estar tinha passado!
- Amor, to com fome. – sorri e dei um selinho nele – Vamos descer?
Todos estavam na sala conversando e me olharam meio preocupados.
- Oi, gente. – sorri timidamente e sentei no sofá.
- Tá melhor, Bella? - Rose e Alice perguntaram ao mesmo tempo.
- To sim.
- Mas você deve estar com fome agora. Quer comer alguma coisa? – Alice perguntou.
- É melhor ela tomar um copo de água primeiro. – Rose falou – E depois de meia hora, pode comer alguma coisa leve.
Sorri pra ela e assenti. Alice se levantou e foi na cozinha buscar um copo de água pra mim. Não pude não perceber que ela estava sentada num sofazinho ao lado de Mansen e os dois estavam beeeeemmmmm juntinhos mesmo. Será que eles estavam se acertando? Fiz uma nota mental de perguntar isso a ela depois. Emmett, Mansen e Ed começaram a conversar sobre carros, então eu fiquei meio calada, não tava muito a fim de papo. Bebi a água e quando Alice sentou de novo no sofá, percebi que ela e Rose estavam empolgadas, anotando um monte de coisas num caderninho. A conversa delas era mais baixa que a dos meninos, então não pude perceber do que se tratava. Levantei do sofá e segui em direção à cozinha, Fannie estava fazendo algo delicioso, senti minha boca cheia de água. Sentei numa cadeira e comi torradas, tomei uma xícara de leite e comi uma maçã, depois resolvi sair pra passear pelo jardim.
- É bebê, acho que a mamãe exagerou. – falei bem baixinho enquanto acariciava a minha barriga – Desculpe, meu amorzinho ... Não se preocupe com nada, tá? O papai vai tomar conta de nós, nada de mal vai nos acontecer ...
De repente me vi falando com meu filho que ainda nem podia me ouvir! Ah! Mas era tão bom conversar com ele ... E se tem gente por aí que fala com plantas, animais e árvores, por que é que eu não posso falar com meu bebê? Sorri e continuei conversando com ele, andei mais um pouco e sentei num balanço de madeira, amarrado num galho de um carvalho.
- Bebê, você chegou de surpresa, sabia? – passei a mão na barriga de novo – Mas é tão bom saber que você vai chegar ... Que logo, logo eu vou poder olhar em seu rosto, tocar em suas mãozinhas ...
- BELLA! – Ed apareceu na varanda e acenou pra mim, acenei pra ele de volta e ele correu em minha direção – O que você tá fazendo aqui fora sozinha?
- Viemos dar um passeio! – sorri pra ele e toquei em minha barriga – Achamos esse balanço e ficamos conversando.
- Amor, o bebê só vai começar a nos ouvir a partir do quarto ou quinto mês ...
- Não faz mal. – sorri pra ele, me levantei e peguei em sua mão – Mesmo que ele não escute, eu sei que ele me sente.
- Isso tudo deve ser mágico ...
- Hãn? – perguntei.
- Essa ligação mãe-filho só poder ser uma coisa orquestrada por Deus. – ele sorria e me olhava nos olhos – Há pouco mais de 24 horas você se descobriu grávida e desde então, já percebo em você e em nosso bebê uma ligação indestrutível, eu ...
- Nunca vi e nem senti algo assim ... – completei a frase pra ele.
O resto do domingo seguiu-se tranqüilo e eu não tive mais enjôos. Na segunda feira à tarde, a Sr. Jones e Alice receberam algumas senhoras no jardim de inverno. Jô havia nos informado que todas as segundas feiras a Sra. Jones recebia em sua casa um grupo de mulheres da igreja. Eu estava no quarto, descansando um pouco, quando escutei uma batida na porta.
- Bella? – era Alice me chamando.
- Pode entrar.
-Desculpa, te acordei? – ela abriu a porta só um pouquinho.
- Não. Na verdade eu já tava acordada. – sorri e sentei na cama.
- Mamãe me mandou vir te buscar. – ela entrou e sentou ao meu lado – Pra poder tirar as medidas ...
- Hãn?
- Pra fazer o seu vestido de noiva, Bella! Vem, vamos logo!
- Alice, você viu Edward? – perguntei enquanto entrávamos no jardim.
- Ah! Ele foi dar um passeio a cavalo junto com Jasper, Rose e Emmett.
No jardim de inverno havia umas dez mulheres, sorri pra elas e murmurei um ‘boa tarde’.
-Oh! Mas ela será uma noiva linda! – uma senhora morena e de cabelos bem branquinhos sorriu pra mim.
- Eu estava pensando em fazer um vestido bem tradicional, romântico ... Branco, é claro ... – a Sra. Jones começou a falar.
Eu fiquei em pé, no meio daquelas mulheres e senti vários pares de mãos me medindo de um lado pro outro.
- Mas ela está grávida, meninas. – Alice falou – Então, como o casamento será no final de fevereiro, devemos fazer o vestido com folga na cintura, no busto e no quadril.
Final de fevereiro? Puxa, eu nem sabia disso!!!
- Devemos usar seda, musseline e renda francesa ... – uma senhora falou.
- A renda deve ser usada no véu, já to até vendo como ela ficará linda ...
Algumas mulheres falavam sem parar, outras apenas assentiam e anotavam alguma coisa numa folha de papel. Eu estava sem palavras, nenhuma delas me conhecia e TODAS pareciam bem empolgadas em fazer o meu vestido.
- Senhoras ... – murmurei mas não fui ouvida – SENHORAS! – falei um pouco mais alto e ganhei a atenção delas – É muita gentileza de vocês ... eu, eu nem sei o que dizer! Obrigada!
- Querida ... não há de quê! – uma delas falou – Terei o maior prazer em bordar o seu vestido!
- Eu vou fazer o véu! – outra falou.
- Eu vou fazer o vestido junto com a Sharom, a Vivien e a Pam! – outra senhora falou e apontou para mais três delas.
- Final de fevereiro? – perguntei depois que me despedi das senhoras e sentava com Alice na sala de estar.
- É Bella. Eu e Rose estamos vendo ainda se será no dia 20 ou no dia 27 de fevereiro. – ela sorria pra mim – O que você acha das datas?
- Acho ótimas. – sorri também – O que você tem em mente?
- SURPRESA!!! – ela quase gritou e bateu palmas – Mas será lindo!!!
- Hum ... Alice, por falar em lindo, me diz uma coisa. – cheguei mais perto dela e sussurrei – Você e Mansen estão se acertando de novo?
- SIM!!! – ela sorria de orelha a orelha – Parece um sonho, Bella!!!
- OMG! Quem bom, Alice! – abracei-a com carinho – Eu ando meio desatualizada de você e de Rose. Como é que vão as coisas entre ela e Emmett?
- Ele tá preparando uma surpresa pra ela. Na sexta é o aniversário dela e nós vamos todos a um bar na cidade. O lugar é ótimo e Emmett quer que seja uma noite inesquecível!
- Vai ser!
Eu tinha a certeza que tudo ia se arranjar bem para nós seis. Por piores que fossem as dificuldades, os medos, os riscos, só o fato de estarmos juntos, não só como amigos, mas os três casais se acertando, era muito bom.
Enfim a quarta-feira chegou e eu teria a consulta com a obstetra, eu estava muito ansiosa para poder conversar com a médica. Rose e Mansen nos levaram ao hospital, passamos na recepção do laboratório, peguei os resultados dos exames e nos dirigimos a outra recepção, onde aguardamos pela minha primeira consulta de pré-natal.
- Srta. Isabella Smith. – uma enfermeira falou – A Dra. Audrey Stiller lhe aguarda na sala 3.
Nós quatro nos levantamos, Ed entrelaçou nossas mãos e caminhamos corredor a dentro.
- Não cabe todo mundo no consultório. – a enfermeira fez cara feia – Isso não é uma reunião, é uma consulta médica.
Mansen olhou muito feio pra ela, fazendo-a se encolher. Segurei o riso antes de falar.
- Eu sou a grávida e esse aqui é o pai. – apontei pra Ed – Esses dois são meus amigos e ...
- Tudo bem, Bella. – Rose falou – Eu entro com você e Edward, Jasper fica na porta nos esperando.
- Boa tarde! – uma jovem senhora nos recebeu – Você é o pai, com certeza! – a médica apontou pra Ed – Mas agora, estou confusa. Qual das duas lindas jovens é a mamãe?
- Boa tarde, doutora. – sorri timidamente – Sou eu, Isabella.
Rose se sentou numa poltrona próxima à porta, eu e Ed nos sentamos nas cadeiras em frente à mesa da médica. Esta olhou meus exames e tudo estava em ordem e depois me conduziu à sala anexa para fazer o exame ginecológico.
- Isabella, tá tudo bem com você e com o feto. – ela falava com calma – Mas eu quero que você faça um ultra-som.
- Mas já dá pra ver alguma coisa, doutora? – franzi a testa.
- Sim, faremos um tipo de ultra-som transvaginal.
- Mas Dra. Audrey, desculpe. – falei timidamente – Aquele ... aquela coisa que se usa numa transvaginal pode machucar o bebê?
- Oh! Não, Isabella, na verdade, usamos um dispositivo bem pequeno, o transdutor que é colocado na vagina. Essa ultra-sonografia é muito importante porque mostra o tempo exato de gravidez, o crescimento do feto e se o mesmo está alojado no útero, pra evitar o risco de gravidez tubária.
Eu e Edward fomos levados a uma sala de exames e dessa vez, Rose e Mansen ficaram do lado de fora nos esperando. Vesti uma bata verde horrorosa e deitei numa cama, Ed ficou de pé, ao meu lado e entrelaçou nossas mãos.
- Amor? – virei meu rosto pra poder encará-lo.
- Oi, princesa. – ele se inclinou e beijou meus lábios levemente.
- Sabia que hoje eu estou realizando mais um de meus pequenos sonhos? – ele franziu a testa e eu continuei – Eu sempre imaginei que quando estivesse grávida, esperando o nosso pequeno Cullen – sussurrei o sobrenome – Você estaria assim, ao meu lado, segurando a minha mão na hora da ultra-sonografia.
- E onde mais eu poderia estar? – ele se inclinou de novo, me beijou e tocou em minha barriga – Se tudo o que é mais importante está aqui ...
- Com licença. – a médica murmurou e entrou na sala.
O exame era simples mesmo, ela vestiu um preservativo numa coisinha e encheu-a de gel. Eu fiquei deitada naquela posição mega-constrangedora (corei, como sempre) e depois fiquei abobada quando olhei pra tela da TV.
- Olha, Bella! – Ed apontou – O saco gestacional ...
 Tá, ele quase falou em grego pra mim.
- Mas eu to vendo que o papai está muito bem informado. – a doutora falou – Esse é ó saco gestacional, Isabella, onde está o feto, envolto numa bolsa de líquido. – ela fez uma pausa e mexeu a coisinha dentro de mim – E aqui, muito bem, só mais um pouquinho ...
A médica terminou o exame e disse que após trinta minutos eu voltasse à recepção pra pegar o resultado do ultra-som e mostrar a ela. Depois que me vesti, senti uma fome devastadora e lembrei do pudim de leite que vendia na lanchonete do hospital. Fomos pra lá, comi o pudim e fui intimada por Rose e Edward a tomar um suco de laranja também. Enquanto tomava o suco, olhei no balcão da lanchonete e vi umas tortinhas alaranjadas muito diferentes. Fiquei com água na boca!
- Amor, eu quero comer aquilo ali. – apontei para as tortinhas enquanto falava com Edward.
- Aquilo, o quê, Bella? – ele se virou pra olhar.
- Aquilo laranja. Vai lá e trás um pra mim. – fiz carinha do gatinho de Shrek, ele sorriu e foi até o balcão.
- Bella, isso é torta de arroz doce com abóbora. – ele fez cara de nojo e falou um pouco mais alto pra eu poder ouvir – É isso mesmo, amor?
- An-ham!
Edward trouxe a tortinha e eu comi com vontade! Nunca imaginei que existisse torta de arroz doce com abóbora, mas tava uma delícia.
- Que gosto tem isso, Bella? – Ed perguntou.
- Arroz e abóbora! Quer um pedaço? – falei já levando o garfo próximo à boda dele.
- NÃO!!! – ele fez careta – Obrigado.
- Vocês querem? – perguntei pra Rose e pro Mansen.
- Não, valeu, Bella. – Mansen também fazia cara de nojo.
- To fora, Bella. – Rose sorria.
Conversamos um pouco e voltamos ao consultório pra poder ver o resultado do ultra-som.
- Isabella, pelo que eu li no resultado do BHCG e pude observar no ultra-som, você está, hoje, quase com sete semanas de gestação. – ela olhava de mim para Ed – O saco gestacional está bem colocado no útero, todos os seus exames estão perfeitos e isso aqui, é uma pequena lista de orientação para pais de primeira viagem. – ela me deu um livreto – Ah! Já ia me esquecendo de uma coisa ... Eu tenho um programinha de computador aqui que é muito interessante, acho que vocês vão querer dar uma olhadinha nele.
Ela abriu um aplicativo no laptop, parecia com uma planilha de cálculos, tipo o Excel, só que bem coloridinho.
- É só você responder, Isabella.
Inseri a informação na tabela: data da última menstruação. Era uma tabelinha simples que me respondeu que a concepção ocorreu mais ou menos duas semanas depois do último período menstrual.
Data provável da concepção: 25 de dezembro de 2009.
Data provável para o parto: 17 de setembro de 2010.
- Edward! – apontei o dedo para a tela do laptop e sorri, depois olhei nos olhos dele.
- Toi et moi, Bella! – ele me deu um selinho.
- Toi et moi! – falei com meus lábios colados aos dele.
Eu sabia que aquela tinha sido mesmo uma noite especial, na mesma hora lembrei da noite mais linda que tivemos. Todos os detalhes, meu vestido, a orquestra, o jantar, nossas músicas, o anel de compromisso, a camisola longa e branca ... Fizemos amor de uma forma tão linda, intensa e apaixonada, chegamos ao ápice juntos ... Ah! Aquele momento! Aconteceu! Foi sim naquela noite!
“Um presente” eu pensei, na ocasião, quando o prazer nos invadiu ao mesmo tempo. E de fato, era um presente que chegava pra nós, um presente de natal que estaria conosco agora em todos os natais.
- Bella? – Ed me trouxe ao presente de novo.
- Isabella, você tem alguma dúvida? – a médica perguntou.
- Não. – respondi vagamente porque ainda tava pensando na noite de natal na Martinica.
- Na verdade, doutora, temos sim. – Ed falou – Devemos alterar alguma coisa na nossa vida sexual?
G-ZUIS! Corei.
- A princípio, não. Isabella, como você tem se sentido?
- Bem ...
- Em relação ao sexo?
- Mais do que bem. – corei de novo – Na verdade, queremos saber se podemos ...
- Fazer muito sexo, como sempre fizemos. – Ed falou presunçosamente e eu o fuzilei com os olhos.
- Bom, clinicamente não há nada de errado. – a doutora segurava o riso – Se houver algum tipo de dor ou desconforto durante a penetração ou se você tiver algum tipo de sangramento, deve vir aqui imediatamente. Ok? – assenti com a cabeça – Usem o bom senso e nada de experimentar tooodas as posições do Kama Sutra!
Chutei a canela de Ed, bem de leve, e fiz cara feia pra ele. Atrás de nós, Rose sorria baixinho e eu tenho certeza que só não corei mais porque nem Mansen e nem Emmett estavam ali, escutando. A doutora se despediu de nós e marcou uma nova consulta para dali a 15 dias, pediu pra eu me alimentar bem e dormir bem, recomendou que eu não me estressasse e nem fizesse esforços físicos desnecessários, mandou eu comprar lingerie especial para gestantes e me indicou uma linha de cosméticos específica.
Do hospital, passamos na farmácia,aquela mesma onde tive o chilique “Oh! Meu Deus, estou grávida”. O vendedor me reconheceu e eu corei, comprei os cremes hidratantes que a médica indicou e voltamos para Zion.
- Podemos ir à Atlanta, Bella. – Rose sugeriu enquanto dirigia – Comprar as outras coisas que você precisa.
- Eles não podem, Rose. Seria um risco desnecessário para Bella e o bebê. – Mansen falou – Eu e Alice podemos fazer isso no sábado. – ele se virou pra mim – Bella, você anota num papel tudo o que vai precisar, explica pra Alice e nós traremos.
- Obrigada, Mansen. – sorri pra ele.
O restante a semana passou voando. Todos os dias eu sempre conversava com meu bebê, quando não tinha ninguém nos olhando. Não tive mais enjôos, vômitos ou tonturas, eu dormia todas as tardes, só vivia com fome de comida e de Ed também ... Se eu pudesse, amarrava meu noivo na cama!
A sexta-feira feira chegou. Era o aniversário de Rose e Emmett estava nervoso e empolgado, afinal, ele havia preparado uma surpresa pra ela. Aquela seria a noite especial deles dois, sorri enquanto me vestia e fiz pensamento positivo, desejando que eles tivessem sorte no amor.

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