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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 31

CHOVE CHUVA, CHOVE SEM PARAR ...

Eu não me canso de agradecer a Deus pela mulher maravilhosa que ele colocou em minha vida. Bella sempre consegue me surpreender! Num momento difícil, quando nos despedimos de nossos amigos (na verdade, eles são o que temos de mais parecido com uma família agora) a minha esposa tentou, eu sei que ela fez o melhor possível, e conseguiu não chorar. Não que eu me incomode muito com as crises de choro de Bella, não é isso! Até porque nesses anos todos de convivência (literalmente os 20 anos de nossas vidas) eu me acostumei com a minha Bella chorona, mas devido à gravidez, eu não quero que ela tenha emoções fortes. Como se Bella pudesse ler os meus pensamentos, ela se concentrou numa despedida afetuosa e sem lágrimas. Aliás, Rose e Alice desataram a chorar, Emmett estava com os olhos marejados e Jasper tinha um olhar triste ... Então, Bella conseguiu fazer brotar sorrisos em nossos lábios ao convidar Alice, Jasper, Rose e Emmett para serem os padrinhos dos bebês. E assim, graças a ela, a despedida teve o gostinho bom da amizade e da esperança de um futuro reencontro.
Entrelaçamos nossas mãos e seguimos pelo corredor cinza que nos levaria à sala de embarque. A bagagem de mão se resumia apenas a nossa inseparável mochila com os documentos ‘verdadeiros’ (que o FBI nos deu) e os falsos (num grosso envelope amarelo), algum dinheiro, as jóias de Bella e algumas outras coisas ... Eu ainda carregava um pesado sobretudo e uma jaqueta, Bella levava um casaco enorme de lã e também um sobretudo. Era o dia 06 de março, finalzinho de inverno e em Atlanta fazia 19ºC, mas estávamos indo para a eternamente nublada e úmida Forks e lá, a temperatura estaria bem mais baixa. Pela minha visão periférica percebi que Bella estava me observando, ela parecia preocupada.
- Edward o que você tem? – seus orbes marrom-chocolate me sondaram enquanto sentamos num sofá da sala de embarque – No que você tanto pensa?
- Em você. – beijei sua testa – Na mulher fascinante que você é. Eu fiquei muito orgulhoso de você, a idéia de convidar nossos amigos para serem os padrinhos dos gêmeos foi ótima. A sua força interior é algo que sempre me fascina ...
Bella sorriu largamente ao ouvir minhas palavras e uma de suas mãos afagou meu rosto.
- Eu estou buscando forças, Edward. – seu olhar buscou o meu enquanto ela falava – Eu sei que não sou uma fortaleza, mas quero, a partir de agora, sonhar nossos novos sonhos. Não quero quer percamos mais tempo chorando a morte de nossos antigos sonhos. Eu tenho certeza que vamos sobreviver sem eles e que vamos substituí-los por uma nova vida. Ou no nosso caso, duas vidas! – ela apontou para a barriga e sorriu - Definitivamente, eu não quero que sintamos pena, amargura ou rancor, também não quero que adotemos a postura de eternas vítimas das circunstâncias.
Bella falava aquilo tudo numa postura muito solene, ela estava concentrada no que dizia, como se tudo fosse muito importante. E era. Tudo era verdadeiro, sóbrio, fruto de pensamentos amadurecidos num coração bom e amoroso. Bella era ‘o meu herói’ agora! Ela era a pessoa que estava dizendo as palavras que eu tanto precisava ouvir, as palavras que me libertaram de tormentos pessoais chamados: medo e ansiedade. 
- Amor, tá tudo bem? – sua voz me trouxe de volta à realidade, ela me abraçou e inspirou profundamente em meu pescoço.
- Agora tá. – sussurrei.
- E antes não tava?! – sorri torto e tentei parecer descontraído antes de lhe responder.
- Suas palavras. – afaguei seu rosto – Elas são como bálsamo para as minhas feridas. E a sua voz é maravilhosa, sempre adorei a sua voz. Ela é clara e suave, é uma coisa quente, que afasta o inverno e me traz calma.
- Ah! Ok. Quando precisar se acalmar, estou à disposição.
Aproximei nossos rostos e beijei-a com carinho, uma de minhas mãos se enroscou em seus cabelos e ao outra pousou, protetoramente, em seu ventre. E então, aconteceu!!!
- Ed-edward?! Vo-você sentiu isso?! – Bella interrompeu nosso beijo e me olhou atônita.
Eu também estava maravilhado. Não. Eu estava fascinado! Nossos bebês se mexeram no ventre de Bella! Sim, aquela era a primeira vez que percebíamos os movimentos deles. Os olhos de Bella brilhavam e as espessas lágrimas que ela reprimiu há minutos atrás, rolaram por seu rosto. Eu quase chorei também, mas agora seria o choro da felicidade. Sorri pra ela e assenti.
- Sim, amor, notei. – continuei acariciando sua barriga – Eles mexeram mesmo!
- Mas, mas eu só estou na 12ª semana de gravidez e ...
- Bella, são gêmeos! Você mesma leu naquele livro que há casos em que já na 10ª semana os gêmeos se mexem na barriga da mãe.
- É mesmo! - a voz dela subiu umas oitavas – OMG! Amor, nossos bebês ...
O painel da sala de embarque começou a chamar o vôo, minutos depois estávamos entrando na aeronave. Achamos nossos lugares, sentamos e Bella encostou a cabeça em meu ombro, fechou os olhos e acho que ela queria tirar um cochilo. Peguei um livro na mochila e comecei a ler. Antes do corre-corre da festa de casamento, eu estava lendo um livro sobre a saúde dos bebês, agora eu já estava lendo o outro livro sobre a gestação e os cuidados necessários com bebês gêmeos. Bella já tinha lido os dois livros, eu só precisava ler umas 30 páginas ainda. Os livros eram bons, nos ajudariam muito, mas eu fiz uma nota mental de fazer uma releitura deles, afinal eram muitas informações e tudo era novidade para mim.
- Senhor?! – uma aeromoça falou – Gostaria de guardar sua mochila no porta-volume?
- Não, obrigada.
Senti Bella retesar o corpo junto de mim e pela minha visão periférica, vi que ela olhava para a aeromoça.
- Tem certeza? – o sorriso dela era meio enjoado – Ficar com essa mochila no colo pode ser desconfortável.
- Estamos bem. Obrigada. – Bella entrelaçou as nossas mãos e falou seca com a aeromoça.
A mulher encarou Bella, franziu a testa e deu um sorriso amarelo, murmurou um ‘com licença’ e deu as costas para nós.
- Loira azeda! – Bella murmurou e deu um muxoxo.
Reprimi o riso e a encarei.
- Ciúmes?! – arqueei uma sobrancelha.
- Claro! – o lábio inferior de minha esposa se projetou para frente, fazendo um lindo e sensual biquinho – Essa piriguete uniformizada só faltou se sentar no seu colo.
Gargalhei! Ela estava muito engraçada com essa carinha de ciumenta.
- Bella ... – eu ainda tentava falar entre risos – Princesa ... eu sou só seu, sabia?! – aproximei nossos rostos e dei um selinho nela.
Ela sorriu e assentiu para mim, nesse momento o avião levantou vôo e percebemos que o assento ao lado de Bella estava vago. Eu estava na carreira do corredor, Bella no meio e o assento da janela estava vazio, isso me fez lembrar os conselhos da Dra. Audrey.
- Amor, quando você sentir necessidade, levante as penas sobre a cadeira ao seu lado. – sussurrei – Pra melhorar a circulação sanguínea.
- An-ham ... – ela sussurrou e se levantou – Preciso ir ao banheiro.
- Vou com você.
- Edw ...
- Sem chances, Bella. – peguei em sua mão – Não vou deixar você ir sozinha.
Ela suspirou, mas não protestou, seguimos pelo estreito corredor sob os olhares curiosos de alguns passageiros. Bella usava um vestido de lã, cor de rosa e bem soltinho que destacava bem a sua barriguinha de grávida. Apesar de apenas 12 semanas de gestação, mas pelo fato de serem gêmeos, a barriga dela já era muito notável.  A aeromoça loira me olhou por alguns instantes, enquanto eu esperava Bella sair do banheiro, eu fingi que olhava alguma coisa em meu relógio de pulso e não a encarei. De volta aos nossos assentos, Bella se acomodou melhor e esticou as pernas na poltrona ao seu lado, inclinou a cabeça para mim e me deu um selinho.
- Ed, acho que vou cochilar agora.
- Durma, meu amor. – dei um beijinho em seu nariz – Vou velar seu sono e vou terminar de ler o livro.
Não consegui me concentrar na leitura. Peguei a agenda que Jasper havia me dado com algumas orientações. O serviço de proteção a testemunhas havia aberto uma conta corrente para mim e outra para Bella, então Rose havia aconselhado a depositar o nosso dinheiro nela e carregar na bolsa apenas uma quantia pequena. Quando o avião desembarcasse em Seattle nós deveríamos comprar dois celulares, esses seriam os celulares que usaríamos no dia a dia. Na agenda também tinha o endereço do hotel onde passaríamos a noite em Port Angeles (as reservas já tinham sido feitas por Alice). No dia seguinte, eu e Bella alugaríamos um bom carro e pegaríamos a estrada em direção a Forks. Já tínhamos um mapa conosco e o trajeto de Port Angeles até Forks durariam uma hora, aproximadamente. Em Forks nós não teríamos dificuldades em conseguir hospedagem. A cidade não tem uma vocação turística muito grande (aliás, tudo lá é pequeno) e como estávamos na baixa estação, Alice e Rose haviam nos garantido que haveria lugar para se hospedar. O sono chegou ... Acordei com os murmúrios dos passageiros e percebi que os comissários de bordo já se preparavam para servir o almoço. Despertei Bella com delicadeza e olhei para o relógio, era quase meio-dia. Já estávamos no avião há pouco mais de três horas e teríamos mais três horas de vôo porque o avião ainda faria uma escala em Salt Lake City, no estado de Utah. ‘Isso é o que dá, comprar passagens baratas’ pensei e sorri resignado. Aquelas passagens foram pagas pelo serviço de proteção a testemunhas.
- O que é engraçado?! – Bella sorriu e franziu a testa.
- Nada. – sorri – Está com fome?
- An-ham ...
- Com licença. – era a mesma aeromoça de antes – Nós temos duas opções de prato: peito de frango com arroz, salada e batata palha ou lasanha à bolonhesa. Para beber nós temos água, suco de laranja ou refrigerante.
- Peito de frango e suco de laranja. – Bella escolheu.
Escolhi o mesmo prato e tentei segurar o riso enquanto a aeromoça nos servia. Ela parecia visivelmente desconfortável. Geralmente eu não reparo tanto nas mulheres que reparam em mim, mas é que essa foi muito incisiva. Suponho que tenha ferido o seu ego porque ela parecia muito chateada. Mas a mulher não era feia, era o um tipo de beleza óbvia, comum e talvez ela não estivesse acostumada a ser rejeitada. Mas o que ela pretendia?! Que eu lhe passasse uma cantada na frente de minha esposa?! Nem pensar! Primeiro porque amo a minha esposa e não preciso de outra mulher. Segundo porque seria muita burrice de minha parte fazer algo desse tipo.
- No que você tanto pensa? – Bella estava prestando muita atenção em mim, repetiu a pergunta de antes e arqueou uma sobrancelha.
- Nada demais. – sorri pra ela – Você descansou? – ela sorriu e assentiu.
O piloto do avião falou através do sistema de som, nos informando que estávamos sobrevoando o estado do Colorado e que me menos de trinta minutos o avião estaria pousando em SLC para fazer uma escala. Depois do almoço, Bella se sentiu um pouco enjoada e nos fomos novamente ao banheiro, mas por sorte ela não vomitou, apenas escovou os dentes e o enjôo passou.
- A senhora está se sentindo bem? – um jovem comissário de bordo veio nos ajudar quando voltamos para nossos lugares.
- Sim. Obrigada.
- Grávidas às vezes enjoam durante o vôo. – o cara tinha um sorriso prestativo – Se o senhor ou a sua esposa precisarem de algo, é só chamar.
Olhei rapidamente o seu nome no crachá.
- Obrigado, Rudolph. – sorri pra ele – Ela já está melhor.
Quando o avião pousou, a movimentação foi grande. Muitos pegaram suas bagagens de mão e saiam da aeronave, enquanto outros entravam. O som estridente de risadas ecoou e quase todos se inclinaram para ver de onde vinha o barulho. Três aeromoças conversavam animadamente com um cara que deveria estar se sentindo, naquela hora, o cara. Na verdade, as três mulheres cercaram o homem que sorria para todas como se tivesse muita intimidade com elas. Ao meu lado, Bella parecia relaxada e alheia ao barulho da aeronave, acariciando a barriga com uma mão enquanto sorria.
- Ed, amor ... eles mexeram de novo ...
- Ah! – toquei em seu ventre e sorri.
- Com licença ... com licencinha ...  – uma voz masculina nos interrompeu.
Não!!! O cara iria sentar ao nosso lado durante o restante do vôo. O olhar furtivo dele pra cima de minha esposa me tirou do sério. Quem ele pensava que era pra olhar pra MINHA Bella daquele jeito, como se ela fosse algo de comer? Será que ele não via a grossa e reluzente aliança em sua mão? Será que ele não via que a protuberância em sua barriga indicava uma gravidez? O sorriso sacana na cara daquele idiota me deu todas as respostas.
*FIM DO POV EDWARD*

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*POV BELLA*
- Com licença ... com licencinha ...  – um cara pedia licença e passava por Edward e por mim.
Ele era meio ... espalhafatoso?! Fazia largos movimentos e falava alto, parecia nervoso ou talvez, só quisesse chamar a atenção. Depois de se acomodar na poltrona ao meu lado, o cara quase se inclinou sobre mim e estendeu a mão para me cumprimentar.
- Muito prazer! – ele sorriu e mostrou uns cinqüenta dentes, no mínimo – Eu sou Newton, Mike Newton ...
Caraca! Esse cara deve ter um parafuso frouxo! Ou então deve ser garoto propaganda de creme dental ou deve ser metido a Don Juan ... Tentei segurar o riso enquanto pensava rapidamente nessas possibilidades e quando estava prestes a estender mão para lhe cumprimentar, Ed foi mais rápido que eu.
- Edward Fields. – ele quase rosnou ao estender a mão – E esta é a minha ESPOSA Isabella Fields.
Não, Edward realmente rosnou principalmente quando quis deixar bem claro que eu era SUA esposa.
- I.sa.bel.la ...
Meu Deus, esse cara só pode ser louco, ele tentou fazer uma voz sensual enquanto pronunciava cada sílaba de meu nome. Eu fiquei desconcertada com a cara de pau dele e com medo da reação de Edward. Esse tal de Mike Newton pensa que é ‘o tal’ mesmo!
- Isabella, molto bella ... (n/a: Isabella, muito bonita)
- Mike Newton, tu sei un figlio di puttana. (n/a: Mike Newton, você é um filho da puta)
Edward usou aquela voz baixa e tensa, cortante como aço, que ele só usa em ocasiões do tipo: estou muito puto da vida. O idiota ao nosso lado não entendeu o que Ed disse porque olhou pra nós e sorriu. Eu me afastei mais dele ao mesmo tempo em que sentia o braço protetor e possessivo de Edward sobre os meus ombros, puxando-me mais pra perto dele.
- Vocês são de Seattle? – ele nos perguntou.
- Não. – Ed respondeu já carrancudo.
- Vocês estão indo a Seattle a passeio? – eu balancei a cabeça em sinal de negação – Negócios? – outra negativa – Prazer?!
- Olha aqui, seu ...
Edward realmente não estava bem, ele estava irado. Pensei rápido, virei meu rosto para encará-lo e guinchei.
- Ed ... eu to meio enjoada. Você pode me acompanhar até o banheiro?
Ufa! Funcionou. Edward se levantou, colocou a mochila nas costas, pegou em uma de minhas mãos e saiu me rebocando até o banheiro. Caminhamos rapidamente e em silêncio, a cara de meu marido me dizia que ele não queria conversa.  Quando chegamos, eu abri a porta, mas antes de entrar naquele cubículo, puxei Edward comigo.
- Hei ... – ele protestou surpreso – Tá tudo bem?
- Eu é que pergunto. – depois que ele entrou, fechei a porta atrás de mim – Eu achei que você ia dar uns socos na cara dele e ...
Edward bufou muito alto e só então eu percebi que ele estava uns três passos afastado de mim, seu rosto estava numa careta de ira e seus punhos estavam cerrados.
- Eu estou me esforçando ... muito. – a voz dele ainda era tensa – Você não imagina o quanto eu estou me esforçando para não voltar até lá e socar a cara daquele imbecil até ele esquecer o próprio nome e ...
- Pare com isso! – estreitei a distância entre nós e envolvi seu corpo nos meus braços – Edward, você não é assim. Lembra da sua última crise de ciúmes, na boate em NY? Lembra que por causa daquilo ficamos chateados um com o outro?  – olhei em seus olhos e ele apenas assentiu – Você não é ignorante, violento e mau. Eu não quero este tipo de comportamento vindo de você. Pense nos nossos filhos, temos que dar bons exemplos pra eles. Além do mais, por mais que aquele sem noção estivesse dando em cima de mim, ele só estava sendo muito inconveniente, mas em nenhum momento ele realmente me desrespeitou. Mas você o chamou de filho da puta e isso poderia acabar em confusão. Desculpe, amor, eu não quero te passar sermão, mas eu acho que você exagerou. – eu falava de forma carinhosa, mas as palavras eram firmes.
Os olhos verdes de meu marido voltaram ao seu estado normal de lucidez e eu pude relaxar um pouco. Ele beijou a minha testa e suas mãos envolveram a minha cintura.
- Desculpe, princesa, não sei o que me deu. Eu ... fiquei possesso quando vi aquele nojento se insinuando para você e ...
Não deixei Ed terminar de se desculpar, fiquei na ponta dos pés e o beijei com paixão. Seu abraço se intensificou, juntando mais os nossos corpos, sua língua me invadiu com luxúria, eu senti um gostoso calor entre as pernas ao mesmo tempo em que sentia a enorme excitação dele. Quando o ar nos faltou, Edward passou a distribuir selinhos em meu rosto enquanto murmurava palavras de desculpas. Eu nem ouvia direito o que ele falava, eu estava mais concentrada no ‘eddie’ que estava bem durinho, empurrando minha barriga ... Desci uma de minhas mãos até ele e gemi, fazendo Edward gemer também.
- Amor ... – gemi de novo – Eu to com desejo ...
- Desejo?! – ô meu Deus, como meu marido é inocente!
- An-ham ... – sorri maliciosa enquanto apalpava seu membro – Quero comer uma frutinha ...
Ele sorriu malicioso pra mim e entrou na brincadeira.
- Se for uma ‘frutinha’ ... – ele sussurrou ao meu ouvido enviando ondas de arrepios pelo meu corpo – talvez eu não possa te ajudar. Não sei se que eu tenho aqui se encaixar no quesito ‘frutinha’ ...
O sorriso sem vergonha dele me contagiou de vez.
- Hum ... talvez eu tenha que apalpar mais essa fruta. – comecei a descer a minha outra mão por sua barriga na intenção de baixar sua calça – Olhar pra essa fruta ... provar ...
Aos poucos eu fui empurrando Ed até que ele sentou sobre o vaso sanitário (a tampa estava abaixada). Eu tirei rapidamente a minha calcinha, levantei um pouco o vestido e me sentei sobre ele, uma perna de cada lado de seu corpo, nos encaixando rapidamente.
- Ah! – gememos e ofegamos ao mesmo tempo.
As mãos dele se fixaram em minha cintura no instante em que eu comecei a rebolar sobre seu membro rijo. Nossos gemidos eram apenas sussurros e o contato visual era perfeito, meu sorriso apenas era um reflexo do sorriso dele. Tudo era um misto de amor, paixão, desejo ... adrenalina ... Afinal, aquilo era uma rapidinha num banheiro de avião!
Minhas reboladas somente intensificavam as vigorosas investidas de Edward, enquanto as suas mãos passaram a apalpar a minha bunda. A sensação era maravilhosa, quente como fogo, doce como chocolate, harmoniosa como a mais bela das sinfonias, perfeita como o encaixe de duas peças únicas ... As reboladas viraram pequenos movimentos de vai e vem, meu coração já dava sinais de que iria explodir, o ar já não chegava aos meus pulmões. Edward também ofegava e em meio a arquejos, sussurrava.
- Ah! Bella ... gostosa ... rebola ...
Aquilo me ‘contaminou’ e eu comecei a grunhir bem baixinho, mordi o lábio e intensifiquei os movimentos. Senti o formigamento no centro de meu corpo, Ed ficou mais rijo dentro de mim enquanto minha intimidade o envolvia com força, isto apenas precedeu a nossa simultânea explosão de prazer.
- Aaahhh ...
Gememos juntos, sorrimos e colamos nossas testas. O sorriso que escapava dos lábios de meu marido era o de uma criança travessa ... Quando a nossa respiração voltou ao normal, eu separei nossos corpos.
- Você acabou de realizar uma fantasia minha, sabia? – Ed sussurrou – Eu sempre quis transar com você num avião ...
Sorri pra ele e lhe dei um selinho.
- Seu bobo ... a gente já podia ter feito isso antes ...
Ele gargalhou e eu tapei a sua boca pra que ninguém nos escutasse. Me levantei de cima dele e me olhei no espelho, meus cabelos estavam desgrenhados. Lavei o rosto, penteei os cabelos com os dedos, Edward também lavou o rosto, me ajudou a vestir a calcinha e me abraçou.
- Te amo. – sussurrou.
- Eu te amo mais. – desfiz nosso abraço e Ed pegou a mochila que até então estava jogada no chão – Agora vamos fazer cara de paisagem e sair daqui. – franzi a testa – Sr. Fields, ainda temos uma duas horas de vôo e dessa vez, vamos nos comportar.
- Sim, Sra. Fields! – Edward prestou continência e sorriu, pegou minha mão e saímos do cubículo.
Corei em vários tons de vermelho porque do lado de fora do banheiro, havia uma senhora de uns oitenta anos esperando para entrar. Quando ela nos viu, mediu nossa expressão de cima a baixo e deu um sorriso desconcertante.
- Ed ... que vergonha! – murmurei e ele sorriu torto pra mim – Aquela velhinha ... ela notou!
Ele não deu resposta e continuou sorrindo enquanto caminhávamos.
- Quer parar de fazer essa cara?! – murmurei de novo.
- Que cara? – ele falou fingindo inocência.
- Essa aí! – sibilei.
- Ah! – seu sorriso se alargou e ele encostou a boca em meu ouvido – Essa de quem acabou de ter uma transa louca e maravilhosa com a esposa?
- EDWARD!!! – dei uma tapinha em seu braço.
Ele não falou mais nada e voltamos aos nossos lugares. Para nossa sorte Mike Newton estava cochilando de boca aberta e não notou a nossa chegada. Edward fez questão de sentar na cadeira do meio e eu me acomodei na do corredor.
- É melhor eu ficar aqui. Cachorros quando dormem de boca aberta costumam babar. – Ed sussurrou sarcasticamente – Pelo menos dormindo, ele não fala tanta merda e ...
Suspirei profundamente e lhe lancei um olhar recriminador que o fez sorrir torto e levantar as mãos em sinal de rendição. Encostei a cabeça em seu ombro e cochilei de novo.  Acordei com ele me chamando e percebi que o avião já se preparava para pousar.
Finalmente estávamos em Seattle! Edward se encarregou de pegar as nossas bagagens e colocá-las num carrinho, ao todo, eram oito malas. Nós bem que podíamos deixar tudo no guarda-volumes do aeroporto, mas pagaríamos U$ 15 por isso! Não havia necessidade, dava pra sair empurrando aquele carrinho de um lado para o outro. Já passava das duas da tarde, e o nosso vôo até Port Angeles, uma cidadezinha próxima a Forks estava marcado para as quatro horas. Precisei ir ao banheiro enquanto Ed ficou sentado num banco próximo ao banheiro feminino, depois senti fome (pra variar) e fizemos um rápido lanche. O Sea-Tac era um aeroporto muito bonito e moderno, havia muitas lojinhas nele e como ainda tínhamos um tempinho, resolvemos esticar as pernas enquanto olhávamos as vitrines. Compramos dois aparelhos celulares, capaz de chuva e um guarda-chuva gigante. Paramos abobados diante de uma vitrine de roupinhas de bebê, tudo era lindo!
- Olha, amor! – apontei para um bebê manequim – Aquele casaquinho é a coisa mais fofinha do mundo!
Edward apenas assentiu e sorriu.
- Vou entrar e ver quanto custa.
De fora da loja, Edward me observava, ele não podia entrar porque o carrinho com as malas era imenso. Mas eu sabia que ele estava atento a mim. Uma vendedora sorridente me atendeu e mostrou o casaco, ele era feito de um tecido atoalhado e revestido de veludo. Pra fazer um conjuntinho, ela me ofereceu um gorrinho ... lindo! Fiquei encantada! Cada casaco custava U$ 22,50 e cada gorrinho, U$ 11,75. No total, eu gastaria ali U$ 68,50 ... mordi o lábio enquanto me decidia sobre a compra ... Será que estava caro?!
- Bella?! – Edward me chamou da porta da loja – E aí? Gostou do casaco?
Fui até ele e lhe mostrei um casaquinho e um gorrinho. Seus olhos me diziam que ele tinha adorado, mas eu ainda não tinha dito o preço.
- Eles são lindos, mas vão custar quase U$ 70. Podemos deixar para depois ...
- Não, princesa. – ele me deu um selinho e me entregou sua carteira – Nós vamos para Forks, o lugar mais chuvoso do mundo, eu acho. Os bebês vão precisar de roupas quentes.
Sorri para meu marido e me voltei para a vendedora. Escolhi um casaco amarelo e um gorro amarelo com listras laranja, o outro conjuntinho, eu fiz nas cores azul marinho e vermelho. Na hora de pagar, pedi um desconto porque pagaria a vista. A vendedora se mostrou um pouco relutante, mas depois cedeu e me deu um desconto de 5%! Puxa vida, economizei míseros três dólares e meio! Sorri sarcasticamente, mas depois fiquei orgulhosa de mim mesma, de grão em grão ...
- Qual foi a piada?! – Ed arqueou uma sobrancelha enquanto pegava a sacola.
- Exigi desconto porque fiz o pagamento à vista! – sorri triunfantemente.
- Muito bem, Bella!!! – ele sorriu e entrelaçou nossas mãos, caminhamos mais um pouco e Ed nos fez parar em frente a uma livraria – Amor, eu preciso comprar uma coisa aqui. Você me espera?
- Sempre. – dei um selinho nele e fiquei parada com o carrinho de malas em frente à pequena livraria.
- ISABELLA! – uma voz me chamou.
Com pesar eu reconheci que era Mike Newton quem me chamava, virei meu corpo lentamente e o vi se aproximar rapidamente de mim. Seu andar desengonçado, seu sorriso infantil, seus brilhantes e inocentes olhos castanhos, seus cabelos loiros balançando com o movimento de seus passos ... Tudo isso o fazia lembrar um cachorrinho beagle, alegre, bobo e barulhento! Só faltava o rabinho ... Tentei reprimir o riso, mas acho que não consegui e fui mal interpretada por ele.
- Oi, linda! Também estou muito contente em te ver ... Vo-você quer ajuda com essas malas?
CARACA! Fudeu! De onde ele tirou a idéia de que fiquei feliz em vê-lo?!
- Eu assumo daqui, Newton.
A voz gélida de Edward surgiu ao mesmo tempo em que suas mãos me abraçavam por trás. Não pude ver seu rosto, mas julgando a reação de Mike, que recuou dois passos, Edward deveria parecer um felino.
- E, por favor, trate a minha esposa apenas como Sra. Fields.
- Tu-tudo bem ... – caraca, ele gagueja quando fica nervoso, tadinho, eu também sou assim – Para onde vocês estão indo, afinal? Pensei que ficariam em Seattle!
Tá, desisto! Mike Newton não tem noção de nada mesmo. Parece que ele nasceu pra ser inconveniente ...
- Anchorage, no Alasca. – Ed falou seco e eu o olhei cheia de interrogações – Com licença, precisamos nos apressar.
Edward soltou uma risadinha maquiavélica assim que nos distanciamos do grudento e eu não pude deixar de acompanhá-lo.
- Anchorage, hein?! – perguntei zombeteira enquanto caminhávamos para a sala de embarque.
- Eu deveria ter dito China ... – Ed suspirou e fez careta – Não gosto do jeito que ele olha pra você. Não leio mentes, mas sei que ele não tem os pensamentos mais castos com você e ...
- Edward, não comece de novo. Esse seu ciúme ...
- Não é só ciúme bobo, Bella! – ele me olhou seriamente – Você não tem noção do ... desejo ... da ... luxúria que desperta em alguns homens. Você é linda e não sou só eu quem acha isso!
- Mas Ed, Mike Newton parece, coitadinho, que caiu de cabeça quando era bebê! O cérebro dele deve ser meio avariado e ...
- Bella! Ele faz esse papel de cara-inocente! Eu pude ver os olhares que ele lançou para você.
- Tá tudo bem, amor! – entrelacei nossas mãos – Nós nunca mais vamos vê-lo! Afinal, vamos para Forks! Quase ninguém vai pra lá!
O avião que nos levaria a Port Angeles era bem pequeno. Entramos e fomos para o final da aeronave, onde estavam marcados os nossos lugares. Sentei na cadeira da janela e Ed na do corredor, na mesma hora, ele pegou um embrulho de dentro da mochila.
- Olha, amor, esse livro é muito interessante. É sobre finanças pessoais, orçamento doméstico, economia do lar ...
Li o subtítulo do livro: Um guia prático e bem humorado para casais que precisam equilibrar o orçamento doméstico. Fiquei feliz por meu marido ter tomado essa iniciativa, afinal administrar as contas de um lar é uma tarefa importante.
- Muito bem, amor! – dei um selinho nele – Vamos ler juntos!
- Ora, ora, ora ... Se não é o casalzinho 20 aqui de novo!
Meu pai do céu! Só podia ser praga! Mike Newton tinha acabado de passar por nós, sorridente como um ganhador de loteria!
- Anchorage, hein?! – ele deu um leve soco no ombro de Edward e começou a rir – Gostei da piada ... Então, estão indo para Port Angeles também?! – assenti e revirei os olhos diante da pergunta óbvia – Vocês são de lá? – neguei – Bom, eu estou indo para Forks, minha terra natal ...
- Senhor, por favor, procure seu assento, o avião já vai decolar. – uma aeromoça de voz monótona falou para Mike.
- Bom, a gente se fala.
Mike saiu e olhei para Edward.
- Amor, esse doido vai para Forks também ... – sussurrei.
- Ótimo. – Ed respondeu sarcástico – Agora sabemos que Forks tem muita chuva e malucos ...
Acomodei meu corpo ao lado de meu marido, minutos depois o avião decolou. Edward começou a ler o livro sobre finanças, mudei de posição, estiquei minhas pernas sobre ele e cochilei de novo. O que pareceu minutos para mim foi na verdade uma hora de vôo, quando dei por mim, e meu casaco de lã estava cobrindo minhas pernas.
- Bella, já chegamos a Port Angeles. – Ed sussurrava pra mim – Te cobri porque a temperatura simplesmente despencou.
Sorri pra ele e assenti. Vesti o casaco de lã e por cima dele o sobretudo, Edward também se protegeu do frio e saímos da aeronave. O W. R. Fairchild International Airport não era um grande e por sorte, não vimos Mike Newton! Pegamos nossas inúmeras malas, pusemos num carrinho e pegamos um taxi até o Liberty Inn Uptown, um modesto hotel próximo do aeroporto. O taxista nos ajudou, deixando as malas na recepção do hotel. Fomos recepcionados pela Sra. Cooper, a dona do hotel, uma senhora muito simpática.
- Bem vindos a Port Angeles! – ela sorria – A reserva foi feita no nome de quem?
- Edward Fields. – Ed lhe entregou sua carteira de identidade – Esta aqui é a minha esposa, Isabella.
- Oh! Mas que lindo casal! Deixe-me ver, pois bem. Achei! Quarto 16. Virem à esquerda no corredor. Eu vou chamar um carregador para ajudar com as malas.
O carregador era um senhor de idade! Como ele iria carregar aquilo tudo?! Edward parece ter pensado o mesmo que eu porque na mesma hora, ele pegou as quatro malas mais pesadas, deixando as outras para o homem carregar.
- Obrigado, filho. – o homem murmurou – A propósito, eu sou o Sr. Cooper. Sejam bem vindos!
O homem deve ter lido algo me nossos rostos porque na mesma hora tratou de se explicar.
- Estamos na baixa estação agora. – ele parou na frente do quarto – Fica difícil manter todos os empregados ... bom, fiquem à vontade.
Eu abri a porta e acendi a luz, enquanto Ed pegava as malas. O quarto era limpo, mas extremamente modesto, uma cama de casal simples (pequena), uma cômoda, um guarda-roupa, uma poltrona vermelha, uma mesinha com duas cadeiras. Os móveis eram na cor mogno, as cortinhas eram brancas. Entrei no minúsculo banheiro, lavei o rosto e constatei que a banheira era banheira e chuveiro. Não gosto da combinação dos dois, principalmente depois da gravidez ... acho fácil escorregar ...
- Bella, você tá com fome? – Ed entrou no banheiro e lavou o rosto.
- Bastante! – sorri pra ele - Vou ligar para o serviço de quarto e pedir o jantar.
- Ok. Vou tomar banho, então.
Sai do banheiro para lhe dar privacidade, encontrei a mala que queria e tirei de lá moletons confortáveis para mim e para Edward. Notei que o quarto estava muito frio e liguei o aquecedor, depois liguei para o serviço de copa e pedi o nosso jantar. Sopa de ervilhas, gratinado de queijo e batata, leite e chá de hortelã (infelizmente eles não tinham café descafeinado). Ed saiu do banheiro e eu entrei em seguida, me despi e entrei com cuidado, muito cuidado, naquela banheira escorregadia. O banho foi rápido e relaxante, passei hidratante no corpo, me vesti e minutos depois, a Sra. Cooper trouxe o nosso jantar numa bandeja. Fiquei me perguntando se ela era a cozinheira também ...
- Esse hotel parece vazio. – comentei enquanto Ed puxava a cadeira para eu sentar.
- Deve ser a baixa estação. – ele sorriu torto.
Falamos pouco durante o jantar, eu estava muito cansada e logo em seguida, deitei. Edward achou uma lista telefônica no quarto e começou a ler várias páginas enquanto anotava um monte de coisas numa agenda. Adormeci.
Acordei no meio da noite, a bexiga tava cheia ... ARGH! E a cama tava tão quentinha! Já de volta, vi a lista telefônica aberta numa página onde havia endereços de hotéis e pousada em Forks. Edward ressonava tranquilamente e eu o olhei com admiração: meu marido. Voltei para cama e lhe beijei a face bem de leve, virei pro lado e fechei os olhos.
O dia começou cinzento em Port Angeles, era seis da manhã quando a minha bexiga me acordou de novo. Ed ainda dormia e eu decidi tomar um banho. Qual não foi a minha surpresa quando escorreguei dentro daquela estúpida banheira e por sorte, consegui me segurar na cortina de plástico e na torneira do chuveiro. A queda seria feia, eu cairia de barriga no chão ... Meu coração disparou, eu perdi a voz por alguns instantes e o ar era escasso. Sentei na borda da banheira e me escorei na parede.
- Ah! – falei por fim e senti meus filhos darem cambalhotas dentro de mim – Desculpem, bebês! A mamãe vai ter mais cuidado agora!
- Bella?! – Ed abriu a porta do banheiro num rompante – O que houve?!
- Tá tudo bem, Ed. – falei ofegante – Eu quase ... cai ... – mordi o lábio e franzi a testa.
- Meu Deus! – ele arregalou os olhos e me ajudou a sair da banheira, notei que seu corpo tremia um pouco.
- Fique calmo, já passou. – ele demorou a responder, por fim beijou minha testa e assentiu, se ajoelhou na minha frente e beijou minha barriga.
- Vou tomar banho. Tá tudo bem, mesmo?!
Revirei os olhos, assenti e ele sorriu torto. Vesti uma calça legging preta, um suéter cinza e calcei meu tênis all star preto. Ed estava lindo (e gostoso) num jeans escuro e usando uma camisa pólo de mangas compridas azul. Seguimos até a sala de jantar do hotel onde era servido o café da manhã. Pra nossa surpresa, havia sim alguns hóspedes além de nós.  Depois da refeição, Ed pediu ao Sr. Cooper que nos indicasse o caminho da locadora de veículos e resolvemos ir caminhando mesmo. Era naquela mesma avenida, somente uns dez minutos de caminhada. Fomos atendidos pelo Sr. Cameron, o dono da agência. Um homem de meia idade, alto e magro, parecia um poste! Ele nos ofereceu vários carros esportivos, mas queríamos mesmo algo forte e arrojado. Edward se fixou numa pick-up prata, cabine dupla. Sim, aquela era perfeita para acomodar nossas malas ...
- Aquela, Sr. Cameron, está disponível para locação?!
- Oh! Aquela é uma DODGE DAKOTA QUAD CAB, ano 2005. Lamento mas aqueles veículos do primeiro pátio são apenas para revenda.
Suspirei. Edward estreitou o olhar e continuou olhando para a pick-up.
- Quanto custa?
- Bem ... O carro custa U$ 17 mil, mas você Deve ter em mente que este veículo está em ótimas condições e ...
O homem falava sem parar enquanto nos levava até o veículo que era mesmo muito bom. Ed abriu o capô dele e olhou um monte de coisas enquanto o vendedor lhe dizia outras tantas. Para mim o carro seria perfeito, grande o suficiente para duas cadeirinhas de bebê ... por fim, Ed falou.
- O que você acha do carro, Bella?
- Acho bom.  – era tudo o que eu poderia dizer.
- Sr. Cameron, eu e minha esposa vamos pensar a respeito. Podemos voltar mais tarde?
Saímos de lá e voltamos para o hotel onde Edward se encarregou de perguntar ao Sr. Cooper se o Sr. Cameron vendia bons carros. O velhinho nos assegurou que o Sr. Cameron era honesto e nos mostrou no site do serviço de defesa do consumidor do condado (site que eu nem sabia que existia) que não tinha reclamações contra a loja de carros mais antiga da cidade. Eu e Edward ainda conversamos um pouco mais sobre o carro, almoçamos no hotel e depois voltamos até a revendedora. Nos surpreendemos com o movimento de clientes entrando e saindo de lá, todos pareciam conhecer o Sr. Cameron e chamavam-no de Batatinha, ele corou ao nos ver e pigarreou.
- Desculpem, Batatinha é o meu apelido de infância! – sorrimos pra ele – E aí, decidiram?
Fiquei tentando entender o que poderia levar alguém a chamar aquele homem alto e magro de batatinha ... seria melhor aspargos, espiga de milho ...
- Temos uma proposta para o senhor. – Ed olhou pra mim e eu assenti – Queremos o carro mas ainda não temos certeza de estar fazendo uma boa compra. Estamos aqui de passagem, o nosso destino é Forks ... por isso precisamos de um bom carro.
- Entendo, mas creio que ...
- Façamos assim, Sr. Cameron, no alugue este carro por uma semana. – quando o homem ia protestar, Ed foi mais rápido – Se o veículo for tão bom quanto o senhor afirma, na próxima semana depositarei U$ 10 mil na sua conta e na semana seguinte, os outros U$ 7 mil.
O homem pensou por alguns instantes, olhou pra mim, olhou pra Edward e sussurrou resignado.
- O que eu posso fazer, filho?! – ele sorriu e estendeu a mão para Edward – Já tive a sua idade ... já fui um recém-casado e quando a minha esposa estava grávida – ele apontou pra mim – Eu também me redobrava tentando fazer as melhores escolhas.
- Como ... ? – murmurei.
- Algumas coisas não mudam, minha jovem. – ele encarou Ed – Tudo bem venham ao meu escritório.
Depois de assinar um contrato de locação e pagar adiantado pelo aluguel do veículo. Entramos no carro e eu gostei do barulho do motor, era macio, pela minha visão periférica, vi que Ed também gostou. Já no hotel, eu arrumei a única mala que desarrumamos enquanto Ed fechava a conta na recepção e se inteirava com o Sr. Cooper sobre as condições da estrada. As malas couberam com facilidade naquele carro enorme, paramos num posto de gasolina, Ed encheu o tanque e seguimos rumo à Forks. O trajeto era fácil, sempre pela rodovia 101.
O silêncio no carro era um tanto desconfortável, aquele que às vezes isola os casais ... Mas era apenas reflexo de nossa ansiedade e nervosismo. Tentei quebrar o gelo, liguei o rádio numa estação de músicas românticas. Meus dedos tamborilavam sobre o meu colo.
- Nervosa?! – Ed me olhou de lado.
- Sim. – engoli em seco – E você?
- Também. – ele sorriu torto – Mas vai dar tudo certo.
- Eu não duvido disso, Edward. – virei meu rosto para encará-lo e sorri.
No rádio começou a tocar Beautiful Day do U2 e cantamos animadamente. Outras músicas se seguiram e quando percebemos, a paisagem foi ficando mais e mais verde à nossa volta. No céu, as nuvens pareciam ser um grosso cobertor cinza e de repente, uma chuva forte caiu sobre nós. Edward desligou o rádio, diminuiu a velocidade, e ficou mais atendo à estrada. Minutos depois avistamos a placa na entrada da cidade: Bem vindo à Cidade Forks. População: 3220 habitantes.
- Agora são 3224. – murmurei.
- Hãn?!
- Agora são 3224 habitantes, Edward. – ele sorriu torto pra mim.
Continuamos pela mesma estrada que passou a se chamar Forks Avenue (aquela deveria ser a avenida principal da cidade). Minutos depois, Edward estacionou o carro em frente ao Forks Motel, uma construção simples.
- Princesa, você fica aqui e me espera.
- Não mesmo! – ele revirou os olhos e sorriu.
- Tão teimosa ...
Entrelaçamos nossas mãos em entramos no motel, o piso de madeira fazia um irritante barulho contra o solado de nossos sapatos molhados. Os poucos hóspedes nos encararam e eu corei, Ed começou a fazer círculos delicados nas costas de minha mão.
- Boa noite. – a recepcionista falou – Desejam se hospedar aqui?
- Boa noite. – Ed falou – Sim, quanto custa a diária?
- Bom, estamos na baixa estação, então a diária custa U$ 60 para o casal. Os quartos têm frigobar, computador e rede wi-fi, o café-da-manhã e o jantar estão inclusos no pacote ...
- Ok. Vamos ficar. – Ed me olhou e eu assenti.
- Por quanto tempo?! – a recepcionista sorriu.
- Uma semana, no mínimo. – Ed murmurou – Estamos fixando residência permanente aqui em Forks e ainda precisamos alugar uma boa casa para morar.
- Ah! Entendo. Bom, nesse caso, temos o pacote de férias. O preço da estadia, por sete dias, fica por U$ 400! Vocês terão uma economia de 20 dólares e ...
- Fechado.
Ed lhe entregou a carteira de identidade e ela lhe fez assinar uns papéis. Um carregador de malas nos ajudou com a bagagem, nosso quarto ficava no primeiro andar. Caí, exausta na cama, Ed me acompanhou. Ficamos abraçadinhos e quietos, escutando o barulho da chuva. Só então reparei que o quarto era muito singelo, as paredes eram azul claro, as cortinas eram de um tom azul mais escuro. Os móveis eram cor de marfim e a cama era king size (ainda bem), ao lado havia uma cadeira de balanço, um guarda-roupa e uma escrivaninha com um computador velho. Meu estômago roncou e eu suspirei, dei um selinho em Edward e me levantei. Olhei a paisagem através da janela. Tudo era muito verde, parecia outro planeta. Era lindo! Eu na podia negar a imponência daquelas árvores centenárias, parecia que o ar também era verde.
- Admirando a vista, Sra. Fields? – meu marido me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
- Um tapete verde ... – sorri.
Naquela primeira noite em Forks, jantamos no motel e tentamos nos inteirar do ambiente. Estranhamente, eu me senti segura e Ed parecia relaxado ao meu lado. Na segunda feira, pegamos o mapa da cidade e seguimos até o escritório do único corretor de imóveis de Forks, o Sr. Thurman. Ele nos atendeu rapidamente e nos mostrou as opções de casas que havia em Forks.
- Forks é uma cidade planejada, Sra. Fields. – ele abriu um imenso mapa sobre sua mesa – A área a nordeste abriga um bairro onde as casas padronizadas são de dois pavimentos ...
Cada vez que ele falava, mostrava em seu computador uma apresentação em 3-D dos modelos de casas. Eu me afeiçoei mais aos modelos da área noroeste, as casas eram todas de um único pavimento e o quintal tinha um tamanho razoável. O corretor pegou nosso número de celular e se comprometeu em retornar assim que encontrasse casas na área escolhida por mim. O resto da semana, eu e Edward passamos fazendo um rápido tour pela cidade. Fomos até o hospital e lá eu me inscrevi no programa de pré-natal da cidade, fomos até o banco onde Edward vai trabalhar (na verdade, só passamos pela porta). No posto de gasolina, o dono foi muito atencioso e nos informou onde era o supermercado, a loja de departamentos, a farmácia, a biblioteca ...
Paramos num pequeno restaurante para almoçar, era quinta feira e no dia seguinte, Ed teria que se apresentar no banco. O Sr. Harry Miller, gerente da agência, estaria esperando por Edward às nove da manhã. Seria apenas uma rápida conversa, já que o emprego estava garantido.
- Amanhã é a entrevista no banco. – Ed fitava o vazio enquanto falava.
- Você vai se sair bem. – afaguei o seu rosto e sorri.
- Obrigado. – Ed beijou minha mão – Acho que Forks tem feito bem a você.
- É verdade. – olhei ao redor e sorri – Tudo é absurdamente verde e o musgo parece que gruda em tudo! Mas eu gosto daqui. Só falta encontrarmos uma boa casa, fazer dela o nosso cantinho e esperar a chegada dos bebês ...
- Estou feliz com a sua empolgação, amor! – seus olhos verdes brilhavam e ele sorria torto.
- Essa é a vida que nos aguarda, Edward. Quero começar a vivê-la logo.
Lá fora, a chuva caia, invariavelmente, mas ao nosso redor, a nossa bolha de amor estava voltando a funcionar outra vez. Meu marido se inclinou um pouco e beijou meus lábios com ternura.

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