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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 17

MENSAGEM

*POV EDWARD*
Depois que Bella me desobedeceu e foi atrás de mim no quarto de meus pais, deixei-a no meu quarto a ponto de se desmanchar em lágrimas. Saí em direção à biblioteca, eu tinha que pegar os nossos álbuns de fotos, como ela havia sugerido.
Ultimamente eu tenho me sentido um fracasso total. Não consigo cuidar bem de minha mulher, não consigo lhe dar o consolo, o conforto e a segurança necessária. E ainda por cima, extrapolo todos os limites da razão, descontando meu estresse nela. Gritei, fui grosseiro e a puxei pelo braço, arrastando-a até o quarto.
Eu conheço a minha Bella, ela não quis ir comigo até a biblioteca não porque quisesse ficar sozinha. Na verdade, ela não queria chorar na minha frente, só para me poupar, poupar minha consciência. Aí é que eu fico com mais raiva ainda de mim. Tenho medo, às vezes, de não conseguir controlar esse meu gênio e fazer alguma besteira.
Às vezes eu sou um homem das cavernas mesmo. Não mereço a mulher tão doce e delicada que tenho. O pior é que Bella tem uma facilidade incrível de me perdoar e isso só me deixa mais puto da vida comigo mesmo.
Mas é que eu a amo tanto, meu Deus! Tenho tanto medo que algo de mal lhe aconteça que, às vezes, eu quero protegê-la dela mesma. Protegê-la desse ímpeto que ela herdou de Rennè e da curiosidade que pegou de Charlie.
Já na biblioteca, fui direto à estante onde mamãe guardava todos os nossos álbuns de fotos. Juntei tudo debaixo do braço e voltei rapidamente para o quarto. A casa estava no mais absoluto silêncio e os alarmes estavam funcionando de novo. Foi aí que eu percebi que os ‘visitantes’ haviam religado o sistema. Estranhei isso. Por que eles estariam preocupados com a nossa segurança?
Entrei no bunker e já das escadas chamei por Bella, não queria que ela se assustasse comigo.
Bella veio correndo em minha direção. Ela estava agitada e falava muito alto.
- EDWARD! Ah, Edward ... nossos pais ... – ela balançava duas chaves pequenas em suas mãos – Eles deixaram alguma coisa pra nós!!!
- Hãm? – eu não entendi nada.
- A mesa ... as chaves ... o bilhete!
Caraca! Bella não tava falando coisa com coisa. Ela pegou uma de minhas mãos e me puxou pelo corredor que dá acesso ao bunker.
- Aqui, Edward, veja. – Bella pegou uma das chaves e pôs na fechadura de uma das gavetas da velha mesa – Eu achei essas chaves dentro dessa caixinha de madeira junto com esse bilhete.
Ela me entregou a caixinha junto com o bilhete e era mesmo a caligrafia de meu pai junto com a sua assinatura. Nem preciso dizer que fiquei muito emocionado.
- Mas que droga, Edward! Essa merda não abre!!! – Bella praguejou.
Eu me inclinei um pouco e vi que ao lado da gaveta havia pequeno dispositivo, um segredo de cofre. Na certa teríamos que saber a senha e digitar naquele minúsculo teclado. Fiquei pensando em como papai conseguiu fazer isso numa mesa tão antiga sem danificar tanto a madeira. Com certeza mamãe esteve incumbida dessa tarefa.
- Essa gaveta tem um segredo, Bella. Ela nem precisa de chave para ser aberta, basta apenas a senha de acesso. – olhei na gaveta do lado e ela parecia ser normal ¬– Vamos ver nessa daqui.
Peguei as chaves de sua mão e abri a outra gaveta.
Tinha um apenas um aparelho de MP3.
Bella pegou o MP3 e pôs os fones nos ouvidos. Escutou um pouco e depois tirou os fones.
- Música estranha ...
- Bella, o que tem aí?
Ela pegou o pequeno aparelho, pôs um fone em sua orelha e o outro na minha. Começou a falar enquanto ligava-o.
- Essa música esquisita parece ser de teclado eletrônico. – esperou um pouquinho enquanto eu escutava – E isso, com certeza, não foi feito por Charlie, ele não sabia tocar nenhum instrumento ...
Enquanto ela falava, meu cérebro ia processando cada letra em forma de som.
- É Código Morse, Bella!
- Código Morse? Mas o que ...
- Lembra que papai me ensinou Código Morse quando eu era criança? – dei pause na ‘música’ e ela apenas assentiu – Será que tem papel e caneta por aqui?
Enfiei a mão dentro da gaveta mas não achei mais nada, meu coração parecia que ia saltar pela boca, tamanha era a minha ansiedade.
- Droga, não tem uma caneta aqui ...
- O celular! Vamos anotar no celular! Espere um pouquinho.
Bella foi até o saco de dormir, onde tinha deixado a sua mochila. Pegou seu celular e voltou até mim.
- Toma, anota aqui. – me deu o aparelho e sentou numa cadeira, sentei também.
Minha mão estava um pouco trêmula enquanto e pegava o outro fone de ouvido. Passei a digitar letra por letra.
“e d w a r d a s e n h a p a r a a b r i r a g a v e t a e e x e q u a t u r
 - Bella, a senha é: e x e q u a t u r. – soletrei letra por letra da palavra desconhecida enquanto ela digitava no teclado.
- Exequatur. – ela repetiu a palavra – Isso é típico de nossos pais.
- O que é exequatur? – não entendi nada.
- É uma expressão latina muito usada em Direito. Quer dizer ‘cumpra-se ou execute-se’. – ouvimos um pequeno click e em seguida a gaveta se destravou.
- Edward! Meu Deus ... veja isso!
Bella tinha aberto a gaveta por completo e nela tinha duas pastas suspensas, daquelas que se usa em arquivos.
- Federal Bureal of Investigation? ¬Ed, isso é do FBI?
Peguei as duas pastas e vi a marca d’água com o símbolo do FBI em suas capas.
- São sim. – abri uma delas – Bella, veja só essa foto! É a mulher que esteve aqui em casa.
- Nome: Mary Alice Brandon; idade: 27 anos; graduada em Psicologia pela Berkeley University; doutorado em Psicologia Social pela Oxford University ...
Bella continuou lendo mais algumas coisas. Peguei a outra pasta e comecei a ler também.
- Este aqui é o cara que esteve com ela! Ele se chama Jasper Franklin Mansen, tem 29 anos, é graduado em Direito e pós-graduado em Segurança Pública.
Eu estava perplexo, então aqueles dois eram na verdade, agentes federais. Mas isso não que dizer que tudo vá ficar bem. Precisamos saber o que eles estavam procurando e por que eles queriam nos ‘achar a tempo’ conforme a mulher havia falado antes de sair.
Dentro da gaveta, embaixo das pastas dos dois agentes, havia um grande envelope amarelo e ainda um grosso livro de capa preta. Peguei primeiro o envelope e nele estava escrito: Famílias Carmichel e Didier. Quando o abri, meu sangue fugiu completamente das veias, tinha um pacote de dinheiro e vários documentos. Eram passaportes, carteiras de motorista e certidões de nascimento.
- BELLA! Olhe isso aqui!
Joguei o conteúdo do envelope na mesa, espalhando os documentos e o pacote de dinheiro. Pude ver em um passaporte a foto de mamãe e um novo nome: Mary Caroline Carmichel. Num outro, uma foto minha e meu ‘novo nome’ Richard Anthony Carmichel.
- São documentos falsos, Edward! Veja o meu, Marie Beatrice Didier ... e o de mamãe, Catherine-Marie Didier ...
- Eles ... prepararam a nossa fuga? – eu não podia pensar em mais nada.
- E a de nossas mães ... – Bella começou a chorar baixinho – Oh! Edward! Talvez eles realmente soubessem do perigo que estavam correndo, mas pensaram que ... – ela levou as mãos ao rosto e falou entre os soluços de seu choro – mamãe e Esme estariam conosco.
Coloquei um de meus braços sobre seus ombros e tentei consolá-la.
- Shii, Bella ... amor, olhe pra mim ...
Ela tirou as mãos do rosto e seu olhar foi de encontro ao meu. O chocolate quente de seus olhos agora era só dor e desalento. E eu me vi de novo sem poder fazer nada por ela.
- Eu sinto ... tanto a ... falta da ... minha mãe ...
- Amor, escute. – Bella tentou reprimir o choro – Somente o tempo poderá nos fazer acostumar com essa dor. O nosso luto ainda vai durar um pouco e ... eu acho que cada pessoa tem uma forma diferente de lidar com isso.
Eu realmente tava editando cada palavra porque eu precisava que Bella ficasse mais estável emocionalmente. Eu só iria sossegar mais quando ela estivesse menos frágil. Até porque nós não iríamos conseguir decidir nada no curto prazo com ela daquele jeito. Respirei fundo e continuei.
- Então, princesa, eu quero que você faça duas coisas por mim. Se eu pedir, você promete tentar? – ela assentiu com a cabeça – Primeiro, eu quero que você tente ver as coisas de uma outra forma. – ela franziu a testa e juntou as sobrancelhas – Tente viver não a ‘ausência’ de nossos pais e sim a ‘presença’ deles em nossos corações, em nossas lembranças, em tudo o que eles nos ensinaram ...
Eu tava atacando de psicólogo naquela hora mas foi a única coisa que me veio à cabeça. Pelo menos ela parecia me ouvir.
- Rennè e Charlie iriam querer que, nesse momento, Bella, você tentasse ser o mais racional possível para a sua própria segurança, entende? – ela assentiu de novo – Nesse momento, amor, o que mais precisamos é de calma e de sangue frio pra arrumar um jeito de descobrir o que está acontecendo. Também precisamos de força de vontade pra deixar um pouco a nossa dor de lado mas isso não quer dizer que não estamos sofrendo, Bella. Só quer dizer que, no momento, temos outras prioridades.
Ela assentiu mais uma vez e me abraçou.
- Obrigada. – sussurrou ao meu ouvido.
- Mas eu ainda não acabei, princesa. – ela se livrou do meu abraço e me encarou, eu segurei suas mãos nas minhas – A segunda coisa que eu quero te pedir, Bella, é que você pense em primeiro lugar em você. Eu fiquei fora de mim porque você saiu daquele quarto e eu ... não quero ficar bravo com você. – soltei uma de suas mãos e toquei em seu rosto – Tudo o que importa, Bella, é a sua segurança, entende?
Ela respirou fundo e uma de suas mãos também acariciou o meu rosto.
- Eu sei que errei, Edward. Combinamos uma coisa e eu fiz outra. – Bella baixou o seu olhar – Mas é que a minha prioridade também é a sua segurança. Você também pode entender isso, não é? Você é a minha vida, Ed. Eu também não posso te perder ...
A voz dela estava ficando embargada de novo, tentei pensar rápido e mudar de assunto se não ela iria chorar de novo.
- Olha, tem mais alguma coisa dentro dessa gaveta. – chamei a sua atenção.
Havia um envelope lacrado destinado mim e a Bella. Tinha também um livro enorme de capa preta, como se fosse aquelas capas que se usam em monografias, um pendrive bem pequenininho, um pequeno caderno de anotações e dentro desse caderno, uma tirinha de papel que parecia ter sido amassada e desamassada muitas vezes.
- Dossiê Volturi.
Li o título do livro e fiquei tentando descobrir de onde eu já tinha ouvido falar nesse nome. Cobri meu rosto com minhas mãos e me apoiei nos cotovelos sobre a mesa.
Bella abriu o envelope.
- Edward, é uma carta. Quer que eu leia em voz alta?
- Por favor. Minha cabeça tá quase explodindo.
- OH! Essa primeira carta é de Carlisle. Você quer que eu leia assim mesmo?
Apenas assenti e ela guardou dentro da gaveta novamente o envelope com o dinheiro e os nossos documentos antes de começar a falar. Do jeito que as coisas estavam difíceis, pior não poderia ficar, pelo menos a doce voz de Bella era mais que bem vinda aos meus ouvidos.
...
“Edward e Bella, meus filhos queridos, se vocês tiverem lendo essa carta é porque eu e Charlie fracassamos em nossa missão.
O motivo principal de termos feito essas cartas somente para vocês dois é que estaremos mortos quando esse envelope for aberto e sabemos que Esme e Rennè, nossas amadas esposas, estarão num estado emocional muito pior que o de vocês.
Vocês dois são jovens, são fortes e tem um ao outro. Por maior que seja a dor e o sofrimento de agora, vocês têm a vida toda pela frente.
Então, prestem muita atenção ao que vamos lhes contar agora. Disso depende a sobrevivência de todos vocês. Tudo o que vamos contar agora é muito importante.”
...
Mudei a minha postura na cadeira e me inclinei mais em direção à Bella.
- Quer que eu continue? – ela perguntou.
- Sim. – peguei uma de suas mãos – Só estou prestando mais atenção, agora. – sorri torto pra ela e beijei sua mão.
...
“Dentro dessa gaveta vocês também encontraram duas fichas de dois agentes do FBI, um pendrive, um livro, um caderninho de anotações e dentro desse caderninho, uma tirinha de papel toda amassada. Vou explicar o significado de tudo isso mas antes vocês precisam saber o que de fato aconteceu comigo e com Charlie na Suíça.
No dia 11 de dezembro, eu e Charlie tínhamos hora marcada com o Sr. Laurent Garnier, gerente do Credit Suisse. Após alguns procedimentos de segurança, tivemos acesso aos cofres e, numa sala reservada do banco, pudemos verificar o que Felix havia nos deixado.
Na caixa de Charlie, Felix havia deixado um crucifixo, que na verdade, era um esconderijo para a uma tirinha de papel, essa que vocês já devem ter visto. Ela está no meio do caderninho que são as anotações de Felix Cudmore.
Na minha caixa havia esse caderno com algumas anotações de Felix e um pendrive. Tenham em mente que esse pendrive é muito importante, pois nele estão as provas documentais de tudo o que Felix resumia em seus relatos.
Tentem evitem mexer nesse caderno e nessa tirinha de papel, não tentem abrir o pendrive . Todos são provas importantes e devem ser preservados para serem entregues ao FBI. No papel está escrito apenas uma palavra: NEOCON.”
...
- NEOCON? Que merda é essa? – falei exasperado, eu já tava de saco cheio desse quebra-cabeça.
- Neocon é uma abreviação popular para a palavra neoconservadorismo. – Bella começou a me explicar, como se eu tivesse cinco anos de idade – E ultimamente, depois do 11 de setembro passou a ser bastante usada em salas de aula dos cursos de Direito em todo o mundo. É uma corrente da filosofia política e teve o seu surgimento na década de 60, quando boa parte do nosso país rejeitou o liberalismo social, o relativismo moral e a contracultura da nova esquerda que surgia com força. Lembra, nas aulas de história, das revoluções sociais da década de 60?
- Tenho uma vaga idéia, mas refresque a minha memória, Bella. História nunca foi o meu forte e eu acho que papai e Charlie precisam ser fazer entendidos por completo.
 - A contracultura teve seu auge na década de 60, foi uma forma de contestação social que utilizava os meios de comunicação em massa, como rádio e televisão. Era um movimento de afronta às mentes mais conservadoras e buscava principalmente, a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência e do protesto político. Questionava os valores centrais da cultura capitalista ocidental e justamente por causa disso, enfrentou uma grande resistência. Seus principais adeptos eram os jovens universitários que se negaram a se adaptar às visões pré-concebidas do mundo.
- Então, estamos falando de hippies e de Woodstock? – perguntei.
- Não apenas disso mas também de um conjunto de movimentos de rebelião social, política e sexual da juventude que marcaram toda uma década. Na Europa, por exemplo, houve o maio de 1968 em Paris.
- E o neoconservadorismo surgiu como um contra ataque à contracultura?
- Isso mesmo, Edward. O neoconservadorismo influenciou muitos governos, em várias partes do mundo. Aqui, por exemplo, temos em Royce King I e em seu filho, Royce King II, um exemplo clássico de realinhamento da política de direita americana.
- Sim. Mas aonde isso tudo nos leva?
- Não, amor, isso não nos leva. Mas nos faz voltar até Carl Schmitt, o cara cuja mente doentia idealizou tudo isso.
- Amor, preciso que você me ajude a entender tudo. Você sabe que eu sou meio alienado em política.
Juntei nossas mãos e ela se inclinou pra mim, me dando um selinho.
- Carl Schmitt era alemão e foi um jurista, filósofo, político e professor universitário. É um dos maiores expoentes de direito constitucional de todos os tempos, porém ele tinha grande simpatia com o regime nacional-socialista.
- Nazismo? – perguntei pra ver se realmente tava entendendo tudo.
- Exatamente. Ele dizia que um ditador forte poderia representar a vontade popular mais efetivamente que um corpo legislativo. Atualmente ele é considerado como um adversário da democracia porque ele afirmava que todo governo capaz de ação decisiva deve incluir um elemento ditatorial na sua Constituição. Esse conceito, hoje em dia, é melhor traduzido com Estado de Emergência ou Estado de Exceção.
Franzi a testa e Bella se esforçou pra se fazer entender.
- Amor, basicamente, num Estado de Exceção os direitos civis e políticos dos cidadãos são violentamente restringidos. É ... a mais profunda crise de um Estado Democrático. Entende?
- Entendi tudo até agora. – sorri pra ela – Mas onde entram nessa história os Royce King, pai e filho?
- Bom, do pai eu não posso falar muito. A primeira invasão ao Iraque foi em 1991, eu acho ... éramos bebês. – ela beliscou minha bochecha bem de leve – Mas o filho deve algumas respostas à sociedade, na minha opinião. Primeiro, ele invadiu o Iraque SEM autorização da ONU. Você lembra disso, em 2003? – assenti pra ela – E segundo, ele afirmou que no Iraque existiam armas de destruição em massa e NADA foi encontrado até agora.
- É mesmo, nenhuma arma química foi encontrada. – respirei fundo – Continue a ler a carta, amor.
Ela também respirou fundo e sorriu. Seu estado emocional estava bem melhor, graças a Deus.
...
“Não queremos que vocês guardem nenhum rancor em relação a Felix. Ele foi tão vítima dessa situação quanto nós.
Em agosto de 2008, Felix estava em Florença, na Itália, num Simpósio de Ética na Administração Pública. Procuradores federais, juízes, promotores de justiça do vários países estava reunidos para uma série de debates contra a corrupção no serviço público. Numa tarde de sábado, Felix passeava pelas ruas apinhadas de gente. Ele relatou que entrou numa loja e comprou alguns presentinhos para a esposa e os filhos.
Num italiano bastante precário, conseguiu se expressar com a simpática vendedora e dizer que era cidadão americano e que estava na cidade para o simpósio. Ele percebeu que um homem muito alto e forte, de feições árabes, que comprava alguma coisa, prestou bastante atenção em sua conversa. Felix até pensou, na hora, que isso se devia ao fato de sua pronúncia de italiano ser muito feia.
Comprou para a esposa um pingente em formato de crucifixo. Era uma cruz de malta e em seu centro havia um adorno vermelho e oval em alto relevo. A vendedora passou falar em inglês com ele e lhe explicou que aquele pingente era um porta retrato. Bastava girar um pouco o adorno oval e ele se abria.
Para o filho comprou uma camisa de time de futebol e para a filha, uma bonequinha de pano e com rosto de porcelana vestida num vestido cheio de babados ...
Já na rua, ele voltou a caminhar sem destino pela charmosa cidade quando escutou dois tiros e a gritaria da multidão. Ele também correu, meio atordoado, sem saber direito pra onde ir e esbarrou no mesmo cara que tinha visto na loja, em sua camisa tinha uma mancha de sangue. O cara se inclinou um pouco sobre ele e continuou correndo e outros dois homens, ambos de terno preto e óculos escuros, também correram e um deles derrubou Felix no chão. Em seguida ouviram-se as sirenes da polícia, ele se levantou do chão e caminhou meio grogue até o hotel.
Em seu quarto, Felix viu que no bolso da sua camisa havia um pequeno chaveiro. De início, ele achou muito estranho porque não se lembrava de chaveiro algum mas depois de observar um pouco, percebeu aquilo era um minúsculo pendrive (esse mesmo pendrive que está nessa gaveta junto com as outras coisas que deixamos).
Quando Felix tirou a tampinha do pendrive, achou uma tirinha de papel toda dobrada. Nela estava escrito ‘Neocon’ e é essa mesma tirinha que está no caderno que ele escreveu.
Como nós já falamos, evitem tocar nesses objetos.
Felix ficou muito assustado principalmente porque ele suspeitava que aquele homem ferido havia colocado o chaveiro em seu bolso. O homem que àquela altura talvez estivesse morto.”
...
- Filho da puta!!! – esbravejei e Bella parou de ler, olhando-me surpresa.
- Hãm?
- Como é que esse miserável, bastardo, egoísta, amigo da onça, traíra, judas, filho de uma égua, teve a coragem de envolver nossos pais nessa roubada? – meus olhos se encheram de lágrimas.
Bella deixou a carta sobre a mesa, se levantou da cadeira e sentou no meu colo segurando meu rosto com ambas as mãos. Seu olhar pairou sobre o meu e nos encaramos por uns instantes. Seus olhos chocolates eram indecifráveis naquele momento, meus olhos deveriam estar destilando veneno. Ela respirou fundo e sorriu.
- Edward, eu também estou tão revoltada quanto você. Eu ... sinto que esse Felix Cudmore era um grande azarado e que arrastou nossa família com ele. Mas eu ... não quero pensar muito nisso. – ela beijou minha testa e seus braços passaram a envolver meu pescoço – Já temos problemas demais, dores demais. Ressentimento não vai ajudar. Temos nossas prioridades, lembra?
Seu sorriso era fraco mas suas palavras eram sábias, assenti pra ela e sorri. Minhas mãos envolveram a sua cintura e colei nossos lábios num beijo que começou muito calmo e gostoso com nossos lábios se movendo em sincronia. Depois foi ficando mais urgente e nossas línguas começaram a brigar por espaço, pude sentir meu corpo todo responder ao ‘efeito Bella’ enquanto ela agarrava os meus cabelos com muita força.
- Hum ... Edward ... Posso continuar a ler a carta? – ela falou quando o ar nos faltou.
- Pode. – mas quando ela tentou se levantar de meu colo, segurei-a mais firme – Mas se não se importa, continue aqui.
Ela sorriu, pegou a carta e virou um pouco o rosto pra beijar a minha bochecha.
...
“Então ele abriu os arquivos do pendrive no computador de seu quarto do hotel e viu ali o que parecia ser uma investigação sobre tráfico internacional de armas. Havia muitos relatórios, fotos, extratos de contas bancárias, transcrições e áudios de escutas telefônicas, contratos fraudulentos com órgãos públicos. Enfim, um vasto material que supostamente incrimina a Família Volturi, a Família King e alguns militares.
Dentre tantas coisas que há nesse pendrive, uma foto em especial chamou a atenção de Felix. Trata-se de uma foto, tirada, supostamente em maio de 2008, em Volterra, na Itália (cidade natal dos Volturi). A foto parecia ser de um almoço ao ar livre e nela estão, dentre outras pessoas, Aro Volturi (senador americano pelo estado do Texas), seus irmãos, Marcus e Caius Volturi (os maiores acionistas de todo o grupo de empresas Volturi), Lionel Crosby (presidente do Partido Conservador) e Royce King I (ex-presidente também pelo Partido Conservador).  
Meus filhos, a Família King dispensa apresentações mas a Família Volturi pode ser estranha para vocês.
Essa família descende de italianos e os três irmãos, Aro, Caius e Marcus são cidadãos americanos, na verdade possuem dupla cidadania, são italianos também. A Volturi Holding S.A é um conglomerado de empresas avaliada em 15 bilhões de dólares , são várias companhias nos ramos de engenharia civil, energia, hotelaria, transporte e indústria bélica. Os Volturi são os acionistas majoritários de TODAS essas empresas.
 Felix se deu conta que tinha uma bomba relógio nas mãos, estava em um país estranho e completamente apavorado por não saber o que fazer.
Decidiu esconder o pendrive e a tirinha de papel em lugares diferentes. Porque de uma coisa ele tinha certeza, precisava chegar aos Estados Unidos com vida e carregando aquele pendrive.
Então ele pegou o pingente que havia comprado para esposa e dentro dele pôs a tirinha de papel. Pegou a boneca que havia comprado para a filha e prendeu o chaveiro na perna de pano da boneca, já que o vestido cobria tudo. Pegou os dois objetos e guardou-os na mala.
Felix resolveu antecipar a sua volta pois ele sabia que tinha em mãos algo muito importante e supostamente letal. Embora ele não soubesse quem era aquele homem e porque ele havia lhe entregue o pendrive, sabia que sua vida corria um risco considerável.”
...
A voz de Bella começou a ficar um pouco embargada e senti seu corpo estremecer um pouco. Mas não era frio, era estresse.
- Amor, vou pegar água pra gente. – interrompi a sua leitura – Precisamos nos hidratar.
Ela assentiu e se levantou de meu colo. Fui até a cozinha e peguei uma garrafa de água no armário, dois copos e duas barrinhas de cereal. Dei uma rápida olhada nas telas dos monitores e vi que já eram onze e quarenta da manhã.
Quando voltei , ela estava sentada e sua cabeça repousava sobre seus braços estendidos sobre a mesa. Minha Bella ... tão linda. Seus cabelos se espalharam sobre a mesa e eu beijei seu pescoço.
- Obrigada. – ela sorriu enquanto eu lhe servia água e lhe dava uma barrinha de cereal – Mas eu não to com fome, Ed.
- Mas vai comer, mocinha.
Eu mesmo nem tava com fome mas abri a minha barrinha de cereal e dei uma mordida enorme. Abri o dela e praticamente a fiz morder um pedaço também. Ela mastigou fazendo careta.
Ah! Mas eu nem ligo, é para o bem dela e o meu também. Já temos problemas demais, não podemos ficar doentes por falta de comida no organismo.
Terminamos com as barrinhas e bebemos bastante água. Depois eu peguei a carta pra recomeçar a leitura. Eu mesmo leria o resto, Bella já devia estar cansada de tanto falar.
- Amor, to cansada de ficar sentada. Vamos deitar um pouquinho no saco de dormir? – ela falou já se levantando.
Deitei e coloquei uma mochila na minha cabeça, pra poder ficar mais alto. Bella se acomodou ao meu lado e pôs a cabeça em meu peito.
...
“Felix voltou aos Estados Unidos e começou a investigar mais sobre aquele pendrive, imprimiu todo o material e formou uma espécie de dossiê. Sua intenção era entregar aquilo tudo às autoridades.
Mas então uma coisa inesperada aconteceu e Gianna Lombardi ‘tropeça’ nele numa tarde de verão em Washington, eles se conheceram e começaram a ter um caso.
Gianna mentiu pra nós quando disse que conheceu Felix na Itália e também mentiu quando disse que ele a sustentava com muito luxo. Felix viveu a vida toda com o seu salário de procurador federal e também não encheu de luxo a sua esposa, Heidi Cudmore.
Pouco tempo depois, Gianna passou a chantageá-lo, dizendo que tinha várias fotos deles dois na cama e vários vídeos também. Ela sempre pedia a ele que lhe entregasse o que não lhe pertencia.
E embora Felix estivesse bastante assustado, ele percebeu que nem mesmo Gianna sabia do que se tratava aquele pendrive. Percebeu que ela era um peixe miúdo em meio a tubarões e até teve pena dela quando ela chorou um dia, dizendo que sua sentença de morte já havia sido dada.
Num momento de desespero, Felix viajou para a Suíça e abriu duas contas, uma para mim e outra para Charlie. Em seu diário, ele relatou que contava conosco pra fazer o certo, pra terminar o que ele não conseguiu.”
...
Respirei fundo e pigarreei, tentando limpar a garganta. ‘Filho da puta! Queime no inferno para sempre, seu porco safado.’ Praguejei em pensamento esse Felix Cudmore.
- Quer que eu continue? – Bella me perguntou.
- Não, amor. – beijei a sua cabeça – Eu parei pra pensar um pouquinho.
- Sei. – ela se apoiou em seus cotovelos sobre o saco de dormir e ergueu sua cabeça – Aposto que você tava esculhambando com esse ‘cagão’ desse Felix em pensamento ...
Seu rosto parecia severo como se ela quisesse me passar uma bronca. Sorri torto e ela sorriu de volta.
- Você me conhece muito bem mesmo, Bella.
Ela se inclinou sobre mim e me deu um selinho.
- Continue, Ed. – deitou sua cabeça sobre meu peito novamente.
...
“Edward e Bella, espero que vocês continuem prestando atenção em tudo.
De posse de todo o material que Felix nos deixou em Zurique, fizemos uma cópia do pendrive e do dossiê, copiamos também a tirinha de papel e o seu caderno de anotações.
Entregamos tudo a Ben Chenney, uma pessoa a quem conhecemos há muitos anos, chefe da Divisão Oficial de Investigação do FBI.
Ben assumiu oficialmente as investigações e formou uma equipe de trabalho. Também fez uma cópia de todo o material e entregou a Tyler Crowley, um amigo pessoal seu e Coronel do Exército.
Tyler era o Secretário do Exército dos Estados Unidos. E a nossa intenção era fazê-lo entregar esse material ao Secretário de Defesa, já que militares também estariam envolvidos nessa rede de corrupção. Mas Tyler morreu na noite de 21 de dezembro. Supostamente, ele cometeu suicídio.
Então, eu, Charlie e Ben começamos a ficar muito preocupados, nos reunimos várias vezes, discutimos várias alternativas e quase não chegamos a lugar nenhum.
Por amor a vocês, decidimos preparar algo, caso nós viéssemos a morrer também.”
...
Meu coração começou a bater mais forte e o de Bella também martelava de encontro às minhas costelas. Meus olhos se encheram de lágrimas mais uma vez e Bella abraçou o meu corpo com força. Beijei o topo de sua cabeça e recomecei a leitura.
...
“Edward e Bella, preparamos pra vocês e para as suas mães, documentos falsos. Não se preocupem porque esses documentos são feitos para serem perfeitos. Ninguém nunca contestará a autenticidade deles. Também deixamos U$ 150 mil para vocês se organizarem e comprarem passagens para Auckland, na Nova Zelândia, lá já preparamos um lugar pra vocês e há duas contas bancárias nos novos nomes de suas mães numa agência do Citibank de lá. Mas esse é o plano secundário que só deve ser usado no último caso.
Primeiro, vocês devem entrar em contado com Jasper Mansen e com Alice Brandon. Eles são os agentes o FBI, designados por Ben para investigarem o caso. Podem confiar neles, são jovens comprometidos com a verdade das investigações. Vocês devem entregar a eles as provas originais e em seguida serão postos no serviço de proteção a testemunhas.
Infelizmente, temos razões de sobra pra desconfiar que vocês correm um grande risco de vida.”
...
Pausei novamente a leitura. Eu tinha um nó na garganta e as lágrimas passaram a escorrer pelo meu rosto. Senti Bella virar um pouco o seu rosto e beijou meu peito, pegou a carta da minha mão e recomeçou.
...
“Crianças, queremos deixar claro o que realmente está acontecendo:
1.         Essas investigações apontam para um grande esquema de corrupção no alto escalão do governo. São denúncias de tráfico internacional de armas com envolvimento de altas patentes militares;

2.         São indícios de compras de votos de parlamentares para que aprovassem os projetos de lei do governo que aumentavam os orçamentos para as operações militares após o 11 de setembro;

3.         Também há indícios que os Volturi injetam milhões de dólares, além do que é legalmente permitido, em campanhas de vários candidatos do Partido Conservador espalhados pelo país.

4.         Nós não sabemos se tudo isso é verdade. Também não sabemos quem era o homem que entregou isso tudo a Felix.

5.         Vocês DEVEM procurar Mansen e Brandon para entregar as provas. Na contracapa da ficha funcional de cada um há um número de telefone celular deles.


Estamos fazendo isso para o bem de vocês, achamos que essa é a melhor forma de garantia as suas vidas.

Edward, cuide bem de sua mãe, de Rennè e de Bella. Infelizmente estamos pondo sobre seus ombros muitas responsabilidades. Mas eu sei que você consegue, filho. Eu e sua mãe te criamos muito bem, te educamos, te amamos e fizemos de você um bom homem.

Sinto muito, filho.

Perdoe o seu pai quando ele não estiver presente nos bons e nos maus momentos. Filho, não deixe que as circunstâncias da vida o transformem numa pessoa má e amarga. Aprenda com a dor, lute por você por sua família. Quando você estiver na dúvida, busque os conselhos da mulher que te ama, juntos, você e Bella são fortes.

Lembre-se sempre que você é um Cullen. Lembre-se de quem você é e não desista dos sonhos que você tem para a sua família. E quando eu digo, SUA FAMÍLIA, é a família que você e Bella vão formar um dia.

Um beijo para você e para a sua mãe. Vocês dois são o meu melhor.

De seu pai, Carlisle Cullen.”

...

Bella parou a leitura e eu percebi que chorávamos, ela já estava soluçando e me apertava forte.

- A carta acabou, Bella? – falei por fim.

- Na-não ...

Peguei as folhas de suas mãos e percorri as palavras, tentando ver onde ela tinha parado. Havia mais uma parte e esta era destinada a Bella, tinha sido escrita por Charlie.

- Amor, o final da carta foi escrito por Charlie. Você quer que eu leia pra você?

Ela fez um movimento afirmativo com a cabeça.

...

“Bella, filhinha, é o papai agora quem te escreve. Sinto muito, Bella. Sinto por abandonar você e sua mãe. Querida, fique ao lado de Edward, sempre, vocês estão juntos nessa. Com o tempo o seu velho pai aprendeu que vocês são um pacote só, cada um é a metade de um todo. E isso só enche o meu coração de alegria porque eu sei que ele sempre cuidará de você.

Lembre-se de tudo que eu sua mãe te ensinamos e nunca desista de você, da sua felicidade. Os Swan são guerreiros e você, Bella, possui essa mesma fibra, essa mesma perseverança.

Te amo, filha. Um beijo para você e outro para sua mãe.
De seu pai, Charlie Swan.”

...

Terminei a leitura e não sei por quanto tempo ficamos ali, abraçadinhos, chorando e tentando assimilar aquilo tudo. Era horrível ter que admitir, mas a nossa situação era muito pior do que eu julgava ser possível.

- Bella? – fiz um movimento para que pudéssemos nos sentar, queria conversar olhando em seus olhos.

- Oi.

Sua voz era fraquinha e seus olhos estavam muito vermelhos. Quando olhei em seu rosto, percebi que não era uma boa hora pra conversar.

- Vem, amor, vamos tomar um banho e depois comer alguma coisa.

Quando ela ia protestar, me levantei, já puxando o seu corpo. Peguei-a no colo, eu seu estado normal ela iria protestar um pouquinho. Mas percebi que ela estava muito abalada porque ela permaneceu muda.

No banheiro, tirei rapidamente a sua roupa e a minha. Nos levei pra debaixo do chuveiro e deixei a água quente cair sobre nossos corpos. Bella nada dizia, apenas me abraçava, juntei o seu cabelo, afastei-o e passei a beijar seu ombro e pescoço. Seu abraço era apertado em mim e suas mãos passeavam pelas minhas costas. Ela começou a beijar meu peito, ficou a ponta dos pés e beijou meu pescoço, queixo e lábios.

Minhas mãos passeavam pela sua cintura e desceram à sua bunda. Instintivamente estávamos nos acariciando e meu corpo visivelmente já estava reagindo a isso. Pensei em parar por aí mas Bella não dava sinais de hesitação. Então lembrei da conversa que tivemos no dia anterior sobre o sexo e o luto.

Senti seus seios bastante rijos contra o meu peito e Bella se agarrava a mim com toda a sua força, eu acho, nos juntando mais e mais.

- Amor ... você quer? – perguntei só pra ter certeza.

- Sim, Edward. Preciso de você...

Sua voz era baixa e rouca, seu hálito estava quente em minha orelha. Passei a acariciar sua coxa com uma de minhas mãos, a outra estava firme em sua cintura. Bella abriu mais as penas, me dando passagem e consentimento. Comecei a acariciar uma intimidade, massageando seu clitóris com os meus dedos. Ela passou a beijar meu peito e isso também me excitava muito, de vez em quando ela gemia um pouquinho.

Usando o bom senso, decidi não prolongar muito as carícias. Afinal, devido a todas as circunstâncias, embora nos amássemos com intensidade, estávamos cansados física e mentalmente. O prazer e seu efeito relaxante teriam que vir rápido.

Encostei as costas de Bella na parede e levante-a, ela me abraçou pela cintura com as pernas, suas mãos estavam firmes em meus ombros e eu segurei firmemente em seu quadril. Ainda continuamos embaixo do chuveiro e a água quente escorria entre os nossos corpos, aumentando ainda mais o nosso tesão.

Comecei a estocar com vigor, alternando o ritmo porque sabia que seu clitóris estava sendo massageado nesse nosso contato. Eu empregava uma certa força nisso tudo e erguia um pouco o corpo dela a cada estocada, fazendo seus lindos seios acariciarem meu tórax.

Nossas respirações começaram a ficar entrecortadas e pequenos gemidos escapavam de nossos lábios, estávamos próximos ao clímax. Aumentei ainda mais o ritmo de sobe e desce e Bella abraçou mais forte a minha cintura com as suas pernas. Senti seu interior me envolver e meu membro ficou mais rígido dentro dela.

- Ah! Edward ...

Minha Bella gemeu meu nome enquanto gozava e suas pernas quase soltaram a minha cintura. Estoquei mais forte uma três vezes e ela permaneceu como estava, abraçadinha a mim. Senti meu líquido jorrar nela e escorrer um pouco de seu corpo.

- Bella ... – beijei seus lábios com doçura – Te amo, amor.

Ainda ficamos paradinhos assim por mais um tempinho. Depois eu realmente lhe dei um banho. Lavei seus cabelos com um xampu que já estava lá no box. Infelizmente não era o seu xampu de morangos, passei uma esponja macia em seu corpo e aproveitei pra lhe encher de beijinhos também.

Bella permaneceu calada, aproveitado cada momento, se deixando ser cuidada por mim. Tomei um banho rápido em meio ao processo e saímos do box. Fiz questão de secar seu corpo também.

Voltamos à sala do bunker enrolados em toalhas, vestimos moletons limpos e fomos à cozinha de mãos dadas.

- Amor, você quer macarrão instantâneo?

Perguntei, torcendo pra ela dissesse que sim. Eu não sei cozinhar muito e queria que ela descansasse um pouco. Ela sorriu e assentiu.

- Tem de tempero sabor frango e de carne. Quer qual? – sorri bobo pra ela.

- O de frango. Tem certeza que não quer que eu faça? – ela perguntou.

- Absolutamente. – dei um selinho nela.

Preparei dois pratos e nos sentamos sobre o saco de dormir. Comemos em silêncio e dividimos uma garrafinha de bebida energética de sabor limão.

- Edward, estive pensando ... acho que devemos fazer exatamente o que os nossos pais nos mandaram ...

UFA! Obrigado, meu Deus! Eu também achava isso e tava com medo de Bella não concordar. Envolvi suas mãos nas minhas e sorri.

- Eu acho exatamente isso, Bella. E acho que devemos ligar pra eles o quanto antes.

- Nossos pais não nos mandariam fazer algo que nos prejudicasse. Então ... acho que devemos confiar nesses agentes. – ela falou.

Sorri ainda mais e beijei suas mãos.

- Vem, amor. Vamos ligar pra eles, então.

Levantamos e caminhamos de mãos dadas, em direção à mesa. Peguei a pasta de Jasper Mansen, peguei o celular não-rastreável do bunker, respirei fundo e disquei o número. Uma mão segurava o celular, a outra estava firmemente em torno da de Bella, era um momento muito importante para nós.

O celular dele tocou uma, duas, três, quatro vezes.

- Alô? – uma voz mal humorada atendeu do outro lado.

- Jasper Mansen? Você é Jasper Mansen? – eu tava muito nervoso, minha garganta tava seca, Bella me olhava atentamente.

- Depende. – ele cuspiu do outro lado.

Caraca!

Esse cara deve chupar limão todo dia pra ser assim tão ácido. Bella se esticou e encostou seu ouvido pra poder escutar a conversa e eu me abaixei um pouco pra ajudá-la.

- Eu sou Edward Cullen. – respirei fundo e ele ficou mudo do outro lado – E aí, você é ou não é Jasper Mansen?

- Sim, sou eu mesmo. Você e sua namorada estão bem? Estamos à procura de vocês, vocês estão feridos? Olha, precisamos ...

- Sr. Mansen, calma. – ele parou de falar – Nós estamos bem mas precisamos de sua ajuda. – engoli em seco e apertei mais a mão de Bella – Podemos contar com o senhor?

- Claro. Faz parte da minha missão. – uma pausa – Precisamos nos encontrar logo. Onde vocês estão?
Olhei para Bella e ela assentiu.
- Na mansão Cullen. Em quando tempo vocês podem chegar aqui?
- Em vinte minutos, eu e minha colega, Alice Brandon estaremos aí.
Encerramos a ligação e eu olhei para os olhos chocolates de Bella.
- É isso aí, amor. Seja o que Deus quiser.
Ela me abraçou e sussurrou ao meu ouvido.
Vai dar tudo certo, amor. Eu sei.

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