SURPRESA(S)!!!
*POV ALICE*
- Alice!!! – meu namorado impaciente guinchou e sentou no sofá de meu quarto – Se você demorar mais, eu espero!
Dancei em sua direção, me inclinei e lhe dei um beijinho.
- Paciência é uma virtude ...
- Baby, já faz dez minutos que você tenta escolher os brincos perfeitos!
ARGH!!! Homens!!!
- Achei! Achei! Achei! – pus os brincos rapidamente e me joguei no colo dele – Nada de estresse, Jazz! – beijei seus lábios com volúpia.
Jasper imediatamente correspondeu ao beijo, suas mãos contornaram a minha cintura e as minhas se travaram em seu pescoço. Àquela hora da manhã, pouco mais das seis horas, nossa fome de amor ainda era intensa, embora tivéssemos nos saciado um pouco na noite anterior. Quando o ar nos faltou, ele começou a beijar meu queixo, meu pescoço, o lóbulo da orelha ...
- Ah! Jazz ... – gemi baixinho – Amor, você não tava com pressa?
- Tava ...
- Vamos, o dia será cheio. – me levantei de seu colo e o puxei pelo braço .
Saímos do quarto rapidamente e caminhamos em silêncio até a cozinha, fizemos um lanche rápido e seguimos em direção ao carro. Jasper fez questão de dirigir porque segundo ele, na minha cabeça só havia espaço para vestido de noiva, dama de honra, flores, bolo, músicas, lacinhos ... Bobinho! Não sabe ele que na minha cabeça só tem espaço para Jasper Mansen!
- Perdi a piada? – ele me trouxe à realidade e me fez perceber que eu estava sorrindo.
- Não era piada. – beijei sua bochecha – Eu tava pensando em você!
- Baby, eu preciso te agradecer. – ele abraçou minha cintura – Fazia tempo que a minha irmã não ficava tão feliz! Ontem ela parecia outra pessoa e ...
-Agradeça ao Emmett também. – o sorriso desapareceu do rosto dele.
- Aquele idiota! – franzi a testa e ele se explicou – Hoje cedo quando entrei no quarto pra tomar banho e trocar de roupa, a cama dele estava arrumada, impecavelmente arrumada.
- Ah! Que bom!!! – dei três pulinhos e bati palmas.
-Alice! – ele falou exasperado – Eu não quero que minha se machuque!
- Jazz, se acalme! – fiquei na ponta dos pés e envolvi seu rosto em minhas mãos – Eu tenho certeza que não aconteceu nada que a Rose não quisesse que acontecesse. Eles se amam e eu fico muito feliz pelos dois.
- Eu sei, baby – ele beijou a pontinha de meu nariz – Eu só não quero que ela sofra.
Entramos no carro e eu liguei o rádio numa estação de músicas antigas, começamos a cantar vários clássicos de Eric Clapton, Van Morrison, Elvis ... O tempo voa quando estamos ao lado da pessoa que amamos, então num piscar de olhos já estávamos em Atlanta. Peguei a agenda dentro da bolsa e li a lista de tarefas que havia feito no dia anterior. Eu teria que ir a muitos lugares diferentes, comprar, encomendar e providenciar coisas para o casamento de Bella mas havia uma ou outra tarefa que Jasper poderia fazer sozinho.
- Jazz, o que você acha de nos separarmos? – ele quase freou o carro bruscamente.
- HÃN?
- Temos muita coisa pra fazer. E eu ainda tenho que comprar lingerie especial para grávidas ... Você vai acabar ficando impaciente.
- NÃO!!! – ele parecia uma criança birrenta – Juro que não vou reclamar mesmo se você me fizer entrar em mil lojas! Só não me peça pra ficar longe de você.
OMG!!! Eu amo esse homem! Amo!
- Tá bom! – me estiquei e dei um beijinho na bochecha dele – Só não diga depois que eu te torturei ...
Jasper estacionou o carro numa rua, puxou meu cinto e me arrastou pro colo dele. Senti, na hora, meu coração se acelerar e minha garganta ficou seca.
- Tortura seria ficar longe de você, desse corpo, desses lábios ...
Meu G-ZUIS amado! Se a gente ia ficar naquele pega-pega o dia inteiro, não iria dar tempo de comprar nada! Ah! Mas quando os lábios dele tocaram os meus, eu simplesmente esqueci de tudo ...
Depois de mais um beijo avassalador, saímos do carro e eu me dei conta que ele estacionou numa rua bem movimentada do centro comercial de Atlanta. Foi ótimo, porque eu teria muitas sacolas no final daquele dia. A primeira loja que visitamos foi a de ternos, mamãe havia me dado as referências e pediu pra eu procurar o Sr. Van der Boon, o velho alfaiate, dono da loja. Jazz reclamou, reclamou mas por fim acabou aceitando o terno que escolhi pra ele. O alfaiate fez alguns ajustes e eu deixei pré-selecionados três modelos ternos para Emmett e Edward provarem e escolherem também. Como não era seguro deixar Bella sozinha em Zion e muito menos trazê-la pra cá, decidimos que Rose, Emmett e Edward viriam depois à Atlanta para resolver qualquer tipo de pendência que houver.
A loja seguinte foi a de tecidos. As amigas de mamãe já estavam trabalhando no vestido de Bella mas precisaram de um monte de coisas, como eu não entendia muito do assunto, mamãe já havia comprado tudo por telefone, eu só fiz pagar e receber a compra. Eu estava muito feliz porque tudo AINDA estava dentro do orçamento estipulado por mim e por Edward. Já era de se esperar, ele me deu U$ 20 mil, disse que fazia questão de pagar pela própria festa de casamento. Eu não tive como recusar, não só por causa do dinheiro mas também porque ele se sentiria constrangido se não pagasse por nada da festa. Em seguida, voltamos ao carro, guardamos as sacolas e Jasper dirigiu em direção ao shopping. Na loja de lingerie, precisei muito da ajuda da vendedora, na verdade, eu acho que acabei com a paciência dela.
- Mas não é possível!!! – eu estava indignada – Deve haver alguma lingerie para grávidas que seja bonita!
- Senhora, essas são as nossas únicas opções! – a vendedora revirava os olhos e fazia cara feia.
- Mas isso aqui. – peguei numa calçola – É uma arma letal, é a famosa espanta marido!!!
- Procure na Victoria’s Secret. – uma gestante cochichou pra mim – O preço lá é três vezes maior mas se você quer algo sexy e de qualidade ...
- Obrigada!!! – sorri pra ela e sai puxando Jazz pelo braço.
A mulher tinha razão, lá tinha muitas calcinhas, sutiãs, camisolas e outras peças para gestante. Tudo era lindo e caro!!! A vendedora foi muito simpática e me fez um monte de perguntas sobre a grávida, tipo o tempo de gestação, o peso e a altura de Bella. Saí de lá com oito conjuntos de calcinha e sutiã e mais algumas peças, só não comprei mais porque a vendedora me disse que Bella precisaria de outras peças de tamanhos diferentes logo, logo. Então seria um desperdício de dinheiro se eu comprasse mais. Ah! Mas não resisti e comprei pra ela uma camisola branca, toda de renda transparente (pra lua de mel). Tenho certeza que ela e Edward vão gostar ...
Eu e Jazz almoçamos no shopping porque eu ainda tinha que passar na agência de viagens e ver um pacote de lua de mel para nós seis. Isso mesmo, nós seis! Se Edward e Bella teriam uma lua de mel, eu Jazz, Rose e Emmett teríamos que acompanhá-los. Não seria bem uma lua de mel, seria mais um ‘pit stop’ num lugarzinho perto, simples e barato ... Mas é melhor isso do que nada! O cara da agência era super simpático e me deu várias opções. Mas eu acabei ficando com o conhecido e confortável Stone Mountain, é bem perto de Atlanta, além de ser seguro e bonito.
- Alice, eu não estou entendendo. – Jazz cochichou pra mim – De onde você tirou essa idéia maluca de lua de mel? A festa de casamento em si já é difícil de ser executada ...
- Jazz, não é porque eles estão nessa situação que não mereçam ter uma lua de mel.
- Não é que não mereçam, baby. Eu só to pensando na segurança deles.
- E eu, no nosso prazer ... – sorri maliciosamente e ele ficou mais confuso ainda – Jasper, serão apenas sete dias de descanso para todos nós. Depois do casamento, nós seis iremos nos hospedar no mesmo hotel. Será um tempo importante para Edward e Bella, quando eles poderão treinar suas novas identidades. E nós quatro estaremos com eles pra dar uma forcinha ...
- Quando você diz dessa forma ... – ele tava começando a entender tudo.
- Sem contar que depois do casamento, Jazz, nós iremos mergulhar com tudo nessa investigação. Serão meses e meses de trabalho e só Deus sabe como tudo vai ser difícil. Então, acho que eu e você, Rose e Emmett merecemos um tempinho pra nós ...
- Você tá certa, meu amor. – ele me beijou e me abraçou – Você sempre pensa mais à frente que eu.
- Então você concorda? – fiz carinha de cachorrinho pidão.
- E tem como negar a proposta de passar sete dias inteirinhos com você?
A lua de mel seria um presente de Edward para Bella. Ele havia me pedido pra providenciar qualquer coisa: ‘Conto com você, Alice. Escolha um hotel fazenda, pousada, casa de praia, o que você puder arranjar. Quero muito dar a Bella uns dias de descanso. Quero que ela se sinta uma recém-casada de verdade.’ Depois do pedido dele, pensei, pensei, conversei com Emmett (é, ele é meu parceiro nos planos mirabolantes que faço) e concordamos de viajar os seis para um lugar legal.
O dia de tarefas em Atlanta terminou com bastante êxito e eu me surpreendi porque ainda eram quatro horas da tarde. Pelo menos todos os preparativos para o casamento estavam em ordem. Caminhávamos pelos corredores do shopping, nossas mãos estavam entrelaçadas e eu me sentia a mulher mais feliz do mundo.
- Jazz, por hoje já terminamos. – fiquei na ponta dos pés e beijei seus lábios – O que você acha de pegarmos um cineminha?
Ele correspondeu ao beijo de uma forma que deveria ser crime, aquilo era pra acabar com a resistência de qualquer pessoa ... Suas mãos contornavam a minha cintura com urgência e sua língua invadia a minha boca com muita pressa.
- Ah! – ele gemeu em meus lábios – O que você acha de sairmos daqui? Agora! Antes que sejamos presos por atentado violento ao pudor ...
Voltamos para o carro numa pressa incomum, parecia que o Godzilla tava invadindo a cidade ... Joguei as sacolas de qualquer jeito no banco de trás, entramos e Jazz deu a partida.
- Qual é o ...
- Vire a esquerda na Rua Springfield, siga três quarteirões e vire à direita.
Chegamos em um tempo recorde de 8 minutos ao Florence Inn, o hotel com cara de motel que nos hospedamos uma vez. Jazz baixou um pouco o vidro do carro e pediu um quarto. Cerca de 2 minutos depois, estávamos estacionando o carro na garagem privativa da suíte 201. Jazz me ajudou a descer e me ‘atacou’ ali mesmo na garagem, subimos as escadas só-Deus-sabe-como e quando percebi estávamos num lindo quarto, com uma cama enorme ... Pensamentos deliciosos invadiram a minha mente e abri um largo sorriso. Jazz trancou a porta, eu fui até o banheiro e vi que lá havia uma espaçosa jacuzzi esperando por nós, em cima de seu deck havia três tipos de sais de banho. Um deles era importado do Brasil, feito à base de uma fruta chamada pitanga e em seu rótulo estava escrito que a fruta tinha efeito refrescante, energizante e afrodisíaco. ‘É esse!’, pensei.
- Alice ... – Jazz entrou no banheiro e me viu enchendo a banheira com água e os sais.
- To preparando um banho pra nós. – virei meu rosto e sorri pra ele.
- Então deixa eu te ajudar ...
Meu G-ZUIS!!! Já é a segunda vez que falo com você hoje! As mãos de Jasper devem ser mágicas, meu Pai! Toda vez que esse homem toca num pedacinho de pele minha, eu fico ... fico ... sei lá! Só sei que é bom!
Jazz começou a me despir com muita calma. Primeiro ele tirou minha blusa e sorriu ao perceber que eu usava um sutiã de tule rosa bem transparente, quase gozei quando ele beijou meus mamilos ainda por cima daquela fina camada de tecido. Depois ele se ajoelhou e tirou meu jeans, quando viu que a minha minúscula calcinha também era de tule rosa, beijou a minha intimidade e nessa hora, eu quase me desequilibrei, segurei em seus ombros pra não cair. Ele ficou de pé e se despiu rapidamente, deixando nossas roupas espalhadas pelo chão, me abraçou e eu senti o tamanho de sua excitação contra a minha barriga.
- Tá vendo, Alice? – ele sussurrava – Só você me faz ficar tão duro desse jeito. – ele chupava o lóbulo da minha orelha.
- Jazz ... – toquei em seu membro e gemi também.
Segundos depois já estávamos sem as últimas peças de roupas e sentados frente a frente na enorme banheira, nos deliciando com a água e o doce perfume daquela fruta tropical. Jasper também percebeu o cheiro porque inalou profundamente e depois sorriu.
- Gostou do cheiro? – perguntei e mordi de leve o lábio dele.
- Ah! Muito ... O que é?
- Uma fruta tropical brasileira ...
- Hum ... isso me lembra de outra fruta. – uma de suas mãos mergulhou na água e chegou até a minha intimidade, fazendo uma gostosa massagem em mim.
Abri mais as pernas e fui em direção ao seu corpo, ‘abracei-o’ com as minhas pernas e comecei a beijar seus lábios com muita intensidade. Uma das mãos dele me segurava na base das costas e a outra ainda me massageava com suavidade. Comecei a acariciar seu membro com uma mão e depois com a outra e ... quando me dei conta, dois dos dedos dele me invadiam e eu estava ‘batendo uma pra ele’. Nossos movimentos eram intensos e nossas respirações já estavam muito aceleradas, parecia que havíamos combinado, porque eu gozei nos seus dedos na mesma hora em que ele se liberou na água.
Ah! Mas a vida não é perfeita, não mesmo. Foi com grande pesar que eu me lembrei que sexo na banheira é fatal pra quem não está tomando nenhum anticoncepcional. E até alguns dias atrás, eu não tinha motivo algum para tomar pílula, só estou esperando menstruar de novo e voltar a tomar o anticoncepcional de sempre.
ARGH!!! DROGA! DROGA! DROGA!
- Jazz ... - falei ofegante – Preciso sair dessa água, agora!
Minhas pernas estavam bambas, eu juro, não dava pra ficar de pé! Ele entendeu o recado e num átimo, se levantou e me carregou no colo até a cama, nos enxugou com uma toalha grande e felpuda e depois beijou o topo de minha cabeça.
- Desculpe, baby. – ele sorria – Eu devia ter me segurado ...
- Tudo bem, Jazz. – deitei na cama – Vem cá, vem.
Ele se debruçou sobre mim e seus lábios urgentes buscaram os meus num beijo cheio de paixão. Uma de suas mãos acariciava meu seio e a outra desceu até meu sexo. As minhas mãos arranhavam as costas dele com força, eu já tava quase me derramando de novo e nós ainda não tínhamos feito NADA! Num movimento, fiquei por cima dele e comecei a beijar seus lábios de novo, mas meus beijos desceram pelo seu peito, barriga e virilha. Jazz gemia baixinho e fechava os olhos, ele já estava muito excitado de novo. Me estiquei sobre ele e peguei o preservativo que estava sobre o criado mudo, coloquei-o rapidamente nele e juntei nossos corpos.
Não tem como descrever a sensação de me sentir preenchida por ele! Ah! Comecei a me movimentar, fazendo amplos movimentos de entra e sai, enquanto suas fortes mãos me seguravam pela cintura. Meus seios acompanhavam os movimentos de meu corpo e eu sei que aquela era uma visão que ele apreciava muito. Em pouco tempo nossas respirações ficaram ofegantes de novo e eu senti o tão familiar arrepio percorrer meu corpo, depois a forte contração em meu centro, o pulsar acelerado, a respiração ofegante e depois ... o nada! A explosão de orgasmo sempre me fez sentir o nada ao meu redor porque tudo, naquela hora, se resumia a mim e a Jazz ...
Uma parte de meu cérebro processou a informação que ele ainda não tinha chegado lá, então me movimentei um pouco mais e pude senti-lo bombeando dentro de mim. Cai ofegante sobre seu corpo e ficamos paradinhos só um pouco! Ainda ‘visitamos’ o sofá do quarto, a pia do banheiro e o box do chuveiro ...
Você já ouviu a expressão ‘tirar o atraso’? Pois é, eu e Jazz chegamos ao ápice cinco vezes numa única tarde! Foi pouco!!! Eu queria muito mais! Mas já estava tarde e ainda tínhamos a viagem de volta à Zion.
- Baby, eu tive pensando. – Jazz segurava o volante com uma mão e a outra estava enroscada na minha – Quando as investigações terminarem, eu quero ... quero começar a construir uma vida com você.
Meus olhos se arregalaram e eu abri um imenso sorriso. Mas ele ainda não tinha dito as palavras certas, deixei-o se explicar.
- A gente poderia pedir transferência para um escritório menor, numa cidade menor. – ele falava devagar, acho que pra poder medir minha reação – Daí, a gente poder procurar uma casa legal pra comprar. Eu quero muito isso, Alice. – ele levou minha mão aos lábios e beijo-a – Quero que você seja a minha esposa.
- Ah! Jazz ... – me estiquei e beijei-o na face – Eu quero isso também, muito!
- É tudo o que eu mais quero, baby! – ele sorria pra mim – Quero ter filhos com você ... Encher Zion de crianças ...
- Só duas, Jazz! – fiz careta pra ele – Gravidez deve ser algo muito hardcore!
Em Zion, não deu pra ninguém não notar a nossa cara de felicidade. Principalmente a de Jazz que estava visivelmente mais iluminada.
- Aê, cunhadinho! – Emmett deu um soco no ombro dele – Marcou pontos hoje, hein?
- Vai.te.fu.der. – Jazz sibilou para Emmett, de modo que nem meu pai e minha mãe pudessem ouvi-lo ou entendê-lo.
Depois do jantar eu entreguei a Bella a sacola com as lingeries novas e falei com Edward discretamente sobre a lua de mel deles. Fui para o meu quarto porque eu já estava muito cansada, tomei um banho, vesti roupas confortáveis e comecei a riscar da lista de preparativos do casamento tudo o que já havia sido providenciado. Ouvi uma batida abafada na porta e eu já sabia quem era.
- Entre, mamãe. – ela abriu a porta, sorriu timidamente e entrou.
- Filha? – ela estava hesitante, mas eu já sabia do que se tratava.
- Vem aqui, mãe! Não se preocupe, pode falar.
Ela sentou ao meu lado e segurou minhas mãos, respirou fundo antes de começar.
- Filha, você está feliz?
- Muito, mamãe!
- Você está com medo? Medo de entrar nesse relacionamento de novo?
Vi dúvida nos olhos dela e tratei de tranqüilizá-la.
- Não, mamãe. Eu não tenho medo de amar Jasper!
Sorri e ela sorriu de volta. Nos abraçamos e eu pude ‘curtir’ o colo da minha mamãe um pouco.
- Então tá tudo certo, docinho ... A mamãe só quer a sua felicidade. Eu sempre torci por vocês dois.
- Obrigada, mãe.
Ainda conversamos mais um pouco sobre o vestido de noiva de Bella, o menu do jantar, as músicas, as fotos, as filmagens ... Quando percebi, mamãe estava bocejando muito. Ela me deu um beijo na bochecha e se despediu de mim. Pouco tempo depois, ouvi três batidas na porta de meu quarto e eu também sabia quem era.
Nós dois havíamos combinado que sempre que dormíssemos sob o mesmo teto, dividiríamos a mesma cama. Antes de pegar no sono, vi que o mesmo rosto que antes exibia uma máscara de dor e ressentimento, agora tinha um sorriso sereno e feliz. Aconcheguei meu corpo junto ao dele e dormimos abraçadinhos naquela noite.
*FIM DO POV ALICE*
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Eu estava no meu quarto, arrumando o guarda-roupa, apesar de a gravidez estar bastante avançada, eu me sentia bem. A minha barriga era uma coisa mais que imensa, eu parecia um mamute! Caminhei os dois metros que separavam as duas portas e sorri para o bichinho de pano pendurado na porta. Nas mãos, eu carregava algumas roupinhas de bebê. Girei a maçaneta e fiquei estática! O quarto estava iluminado com uma luz diferente! Era como se quatro anjos estivessem lá.
- Mamãe? – uma figura linda e resplandecente se virou pra mim e sorriu.
- Bella!!! – nos abraçamos.
- Filha! – papai falou e me abraçou também.
Ao mesmo tempo, me senti abraçada por Carlisle e Esme e minha felicidade só aumentou.
- Eu ... eu estou tão feliz em poder vê-los ...
- Filha! – mamãe falou e tocou na minha barriga – Nós queríamos te ver e ver o quartinho deles.
- Você está uma grávida linda, Bella! – papai estava emocionado.
- A decoração ficou perfeita! – Esme sorria enquanto apontava para os dois bercinhos.
- Não vejo a hora de conhecê-los! – Carlisle falou.
E num piscar de olhos, da mesma forma com que a luz veio, ela se foi. Caminhei apressada em direção a eles mas não estavam mais lá ...
Acordei sobressaltada. Meu coração estava muito acelerado, minha respiração estava ofegante e foi difícil lembrar, de imediato, que eu estava em Zion, num quarto de hóspedes, que eu ainda era noiva, que eu estava grávida de pouco tempo, que meu bebê ... MEUS BEBÊS???!!!
- Gêmeos?! – guinchei e sentei muito rápido na cama, foi tão rápido que tive uma vertigem e tombei meu corpo pra trás.
- Bella!!! – Ed que já estava de pé, olhava a janela mas se virou bruscamente quando me viu tombar – Você está bem?
- Tonta ... só isso. – murmurei enquanto ele me ajudava a sentar.
- Você acordou sobressaltada. Teve algum pesadelo? – seus dedos afagavam meu rosto.
Balancei a cabeça em sinal de negação enquanto sentia lágrimas escorrerem sobre minha face.
- Eu ... sonhei com eles, Edward! – ele franziu a testa – Os nossos pais! Eu sonhei com eles de novo!
- Ah! Bella! – ele me abraçou e começou a afagar as minhas costas – Eu sinto muito, princesa. Foi apenas coincidência!
- Não, Edward! Não foi um sonho ruim ... nunca é ruim! Eu só fico triste quando acordo e percebo que eles não estão mais comigo ... Eu sinto tanto a falta deles ... – choraminguei.
- Shii ... Bella! Se acalme, isso não fez pra você e para o bebê.
- Ah! Edward! Não é um bebê! – as sobrancelhas dele se uniram e ele franziu mais a testa.
- Do que você tá falando?! – ele se levantou da cama e falou exasperado.
- São gêmeos!!!
- Que história é essa, Bella? – a voz dele estava baixa e contida, absolutamente toldada pelo estresse – De onde você tirou essa conclusão maluca?
- Ed ... é verdade. – pela cara dele, me arrependi de ter falado – São gêmeos! Eu vi, no sonho ... havia dois berços no quarto e ...
- Foi só um sonho, Bella ... – ele fechou os olhos e segurou a ponte do nariz.
- Mas mamãe, papai, Carlisle e Esme se referiam a mais de um bebê ...
- Pare com isso, Bella! – ele ficou de costas pra mim e olhou pela janela – Você precisa aceitar o fato de que nossos pais estão mortos e mortos não sabem de nada ... Eles não estão mais com a gente.
- Não é verdade! – me levantei da cama com raiva e caminhei até ele – Eles estão SIM com a gente! Eu os sinto, Edward!
- Lembranças ...
- Uma merda que são apenas lembranças! – enfiei meu dedo indicador no peito dele, a indiferença dele tinha conseguido me entristecer profundamente – Agora, eu não tenho culpa se VOCÊ não acredita em nada além do que vê, se você quer ser guiado apenas pela razão e pelos fatos e eu também não tenho culpa se ELES não falam com você ...
- Isabella! – a voz dele subiu umas oitavas – Não vou discutir com você. O meu dia já começou difícil demais sem essa briga estúpida ... Além do mais, isso não faz bem pra você e para O BEBÊ. Vou nessa ...
Droga! O dia mal começou e eu e Edward já brigamos! Odeio quando isso acontece ... Não pude deixar de perceber que ele enfatizou bastante ‘o bebê’, no singular, mesmo. Mas também eu deveria ter ficado calada! Eu fui muito imatura, não devia ter insistido em provar pra ele que eu vejo nossos pais em sonhos. É como Carlisle já havia me dito, Edward não estava preparado para um encontro como esse. Mas por que, meu Deus? Ed não é uma pessoa sem fé, ele não é religioso, eu também não sou ... Mas acreditamos em Deus, em Jesus, temos fé em alguma divindade! Então por que é tão difícil pra ele acreditar nessas coisas? Olhei para o rádio relógio sobre o criado mudo, marcava sete horas da manhã do dia oito de fevereiro de 2010. Então era isso! Quando ele disse que o dia já tinha começado difícil, era porque estava fazendo um mês da morte de nossos pais. Respirei profundamente e me xinguei em pensamento por não ter me lembrado antes, assim poderia ter evitado aquela discussão idiota. Entrei no banheiro, tomei um banho, passei hidratante no corpo e vesti minhas novas lingeries de grávida.
Alice havia comprado as melhores lingeries para mim, as da Victoria’s Secret! Numa primeira olhada, as calcinhas pareciam iguais a quaisquer outras, mas vendo-as de perto, percebe-se que elas têm o cós reforçado. Sem falar que são de renda, lycra e algodão antialérgico! Além de tudo são bonitas e sexy, não são, tipo, as calçolas da vovó! Os sutiãs não são de amamentação e sim, de sustentação, todos têm o bojo reforçado e as alças são um pouco mais largas que os sutiãs comuns. Para dormir, eu uso um top de lycra e algodão, seu bojo é bem moldado, como se tivesse um sutiã embutido. Esse top é confortável e eu sinto que meus seios (que já estão bem maiores) se acomodam bem. Daqui a alguns meses, terei que comprar tudo de novo porque usarei tamanhos maiores mas pelo menos eu sei onde encontrar tudo.
- Merda! – joguei no sofá a terceira calça jeans que eu tentava vestir e optei por usar um vestido soltinho – Eu to engordando depressa ...
Desci as escadas de cara amarrada e marchei para a cozinha, eu queria fazer as pazes com Ed antes mas a minha fome não me deixava fazer nada. Alice, Mansen, Emmett e Rose estavam tomando café e conversando.
- Bom dia gente. Onde está Edward? – falei e sentei numa cadeira vaga.
- Ah! Ele está na varanda ... – Emmett respondeu – Parecia triste. Tá tudo bem?
- Bom ... hoje faz um mês da morte de nossos pais e ...
- Sinto muito! – eles disseram em coro, enquanto Rose e Alice afagavam meu braço.
- Tudo bem, gente. Os dias passam não é? – murmurei.
- É Bella ... Ah! Por falar em dias, o dia 27 está chegando ... – Alice tentava me alegrar.
- Não vejo a hora ... – sorri pra ela e comecei a comer.
27 de fevereiro será o dia de meu casamento! Apesar de tudo, espero esse dia com muita ansiedade, o dia em que serei, finalmente, Isabella Marie Swan Cullen ... O dia em que eu e Edward seremos oficialmente casados ... Edward ... preciso vê-lo.
- Alice, você viu se Edward comeu alguma coisa?
- Não. Ele passou por nós, nos cumprimentou e foi direto para a varanda.
- Vou lá. – me levantei – Vou levar alguma coisa pra ele comer ...
- Faça isso, Bella. – Rose falou e pôs algumas coisas numa bandeja pra mim.
Equilibrei uma pequena bandeja em minhas mãos e segui em direção à varanda. Vi o meu amor sentado sobre os degraus, ele estava de costas pra mim e encarava o nada à sua frente. Ele percebeu a minha presença e se virou um pouco, deixei a bandeja sobre uma mesinha de centro e sentei ao lado dele, no chão.
- Oi. – falei baixo.
- Oi. – ele não me olhava no rosto.
- Desculpe! – dissemos ao mesmo tempo.
- Edward, amor. – toquei na mão dele e ele olhou nos olhos – Eu não tinha o direito de falar aquelas coisas. – minha voz estava embargada.
- Psiu, Bella. – a outra mão dele afagava meu rosto – Eu não tinha o direito de te desacreditar daquela forma. Eu fui mesquinho ... eu acho que tava com um pouco de inveja. – ele baixou o olhar, parecia envergonhado.
- Inveja? – ergui o seu rosto com uma mão – Por que, Ed? Eu não entendo ...
- Talvez inveja não seja a palavra certa. Talvez seja apenas ressentimento. Eu queria ver nossos pais ... uma última vez, pelo menos! – grossas lágrimas desciam pelo rosto dele – Eu queria que eles me dissessem que tudo vai ficar bem, que tudo vai dar certo, que ... que eu vou conseguir cuidar de vocês e ...
- Ah! Edward! – abracei-o com carinho – Amor, mesmo que você não os veja em sonhos e não converse com eles, você pode senti-los!
Ele separou nossos corpos um pouco e voltou a me encarar com dúvidas.
- Ed, eu sinto os nossos pais como posso sentir os raios do sol ou ar que respiro ... Eles estão sempre nos ajudando, é quase como você disse, é como se fossem lembranças mas é muito mais intenso. Eles nos mandam sinais, amor!
- Me ajude a vê-los, Bella. – Ed suplicava e sua voz era rouca – Me ajude a acreditar nisso, me ajude a entender os sinais ...
- Ajudo! Ajudo sim, amor ... – envolvi o seu rosto em minhas mãos e beijei cada um de seus olhos, bebendo as lágrimas dele – Mas talvez você deva considerar a possibilidade de que você já está se saindo muito bem! Nunca duvide de sua capacidade de cuidar de nós, Edward.
Ele me abraçou de novo e tocou em minha barriga.
- Gêmeos?! – sua voz demonstrava dúvida ainda.
- Sim! – sorri – No meu sonho, eu estava grávida ainda, mas o quarto já estava pronto e havia dois berços ... Nossos pais estavam lá e conversavam comigo.
- Gêmeos ... Ah! Bella! Te amo, amor.
Ele me beijou com muita calma. Era o beijo da reconciliação. Sua língua passeava sem pressa sobre meus lábios, provocando uma onda de desejo em mim. Suas mãos abraçavam a minha cintura carinhosamente e as minhas envolviam seus sedosos cabelos bronze. Quando o ar nos faltou, colamos as nossas testas e sorrimos.
- Princesa ... preste atenção. – ele hesitava antes de falar – Não é que eu duvide de seus sonhos mas pode ser que só haja um bebê aí dentro. Ok? Eu só to falando isso pra que você não fique decepcionada.
- Entendi, Ed. – dei um selinho nele – Não se preocupe.
Levantamos do chão e sentamos no sofazinho de palha. Fiz com que ele comesse pão, queijo e frutas. Em seguida, passeamos um pouco pelo jardim, o dia estava muito bonito e alguns pássaros cantavam para nós. Numa coisa Edward estava certo, nem sempre os meus sonhos são exatos, mas eu comecei a acreditar na possibilidade de estar esperando gêmeos. O livro que a médica havia me dado me ensinava muitas coisas. Dentre elas, que numa gravidez de gêmeos, as mudanças no corpo da mãe aconteciam muito cedo. Boa parte das minhas roupas já não cabia mais em mim, eu vivia esfomeada e sonolenta e meu ventre já estava meio arredondado.
Eu estava entrando na nona semana de gestação e de acordo com o livro, um embrião com esse tempo já tinha o rosto, braços e pernas. O coração já estava desempenhando suas funções, assim como já estavam em formação os intestinos, rins, fígado e pulmões. Os órgãos sexuais já estariam em formação, assim como o sistema nervoso! Aquele livrinho me deixava de queixo caído! Eram muitas coisas ... Cada bebê (não gosto de chamá-los de ‘embrião’) já devia ter cerca de 3 cm e de acordo com o livro, eles já podiam se mexer dentro de mim, embora eu ainda não pudesse percebê-los!
Depois daquele sonho, nada poderia tirar da minha cabeça que eu esperava gêmeos! Tudo bem, sonhos são sonhos! Mas havia algo, dentro de mim , que me fazia acreditar mais e mais que eu carregava dois bebês em meu ventre. Na terça-feira, à tarde, eu estava deitada na cama, lendo o livrinho e esperando o sono chegar (embora meu corpo estivesse bem cansado) quando Ed deitou na cama ao meu lado e tocou em minha barriga.
- Como vocês estão? – ele sorria pra mim.
- Bem ... – dei um selinho nele
- Amanhã é a consulta com a obstetra. – Ed falava de forma evasiva mas eu entendi o que ele quis dizer.
- Amor, você ficaria feliz se fossem gêmeos, não é? – mordi o lábio inferior enquanto esperava a resposta.
- Claro que sim, Bella! – ele segurou meu rosto em suas mãos e me deu um selinho – Um bebê, dois, três ... Será ou serão nossos! Eu só não quero que você crie muitas expectativas ...
Cheguei mais perto do corpo dele e me acomodei.
- Não se preocupe. – mordi o queixo dele bem de leve – Amor ... eu tava quase com sono! Agora to com muuuita fome...
Avancei naqueles lábios gostosos e carnudos e num único movimento, fiquei sobre Edward. Meus beijos e os movimentos de minhas mãos ‘diziam’ o que eu queria e imediatamente, Ed começou a tirar a minha blusa. Senti seu membro rígido sob mim e aquilo me deixou com mais tesão ainda. Ed nos sentou na cama enquanto me despia e cada um de seus beijos me incendiava por completo.
- Hum ... Bella! – ele mordiscava meu ombro – Esse sutiã é novo?
- Ãn-ham ... – falei ofegante – Você gostou?
- Muito ... Mas gosto mais do que tem dentro dele! – Ed começou a beijar um de meus seios enquanto o outro era acariciado por uma de suas mãos.
- Ah! Amor ... – gemi.
Nos amamos duas vezes naquela tarde e teve uma hora em que pensei que iria gritar tanto, que toda a Zion poderia me escutar! O segundo orgasmo me deixou mole feito mashmellow ... cai num sono profundo depois e só acordei porque estava faminta (fome de comida) para o jantar.
Na quarta-feira feira, eu estava eufórica, feliz, não via a hora de ir para a minha consulta médica. Eu parecia uma criança!!! Tomei um banho rápido, passei hidratante no corpo, vesti uma calça legging preta bem confortável e uma batinha azul bebê, calcei meu all star e prendi meus cabelos num rabo de cavalo frouxo. Edward tava um gato! Todo gostoso em jeans claro e numa camiseta básica preta. G-ZUIS!!!
-Amor, desse jeito você acaba comigo! – juntei nossos corpos e me esfreguei nele só um pouquinho – Você fica lindo de preto!
- Ah! Bella ... – ele me abraçou e apalpou minha bunda – Você também acaba com meu autocontrole ...
Nos beijamos com intensidade e quando o ar nos faltou, ele depositou selinhos em meu pescoço e ombro. Saímos do quarto e caminhamos de mãos dadas até a sala de jantar, todos já estavam lá, esperando o almoço ser servido.
- Amor, mastigue a comida direito ... – Ed murmurava ao meu lado – A consulta está marcada para as catorze horas!
Estávamos todos almoçando e era pouco mais do meio-dia mas eu não via a hora de fazer uma nova ultra-sonografia. Fannie entrou na sala trazendo uma bandeja com quibes, hum ... que cheirinho bom! Peguei dois e coloquei-os em meu prato, depois peguei mais um (um para cada bebê e um pra mim). Estavam deliciosos, bem crocantes e sequinhos!
- Isso virou PG! – Emmett falou zombeteiro.
- O quê? – Rose perguntou.
- O apetite de Bella cresce em progressão geométrica! A-HA-HA-HA-HA – ele gargalhou e todos riram também.
Eu e Edward não havíamos contado a ninguém das suspeitas de uma gravidez de gêmeos, então, o meu apetite descontrolado sempre era motivo de piada para Emmett.
- Emm! – Rose deu uma tapa leve na cabeça dele.
- Ai, Rose! – ele começou a massagear a cabeça.
- ‘Dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói... só um tapinha. Dói, dói, dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói, um.’
Jô começou a cantar uma musiquinha em ritmo de funk e todos nós rimos da cara de Emmett. Ele ficou vermelho e eu me senti vingada! De repente, senti minha boca cheia de água e lembrei do iogurte natural que havia comido no café da manhã.
- Fannie, sem querer abusar ... Será que você poderia pegar um pouco daquele iogurte natural que comi no café?
Ela sorriu e assentiu pra mim, em menos de dois minutos, voltou com um potinho de iogurte. Eu peguei mais três quibes e cobri-os com iogurte, todo mundo fez careta mas eu comi com vontade.
- Er ... mistura exótica! – o Sr. Jones falou.
- Gravidez é assim mesmo. – a Sra. Jones tocou em meu ombro – Eu tenho uma irmã que comeu abacaxi com manteiga uma vez ...
- URGH! – Mansen fez careta – Alice, quando você estiver grávida, nem invente uma coisa dessa!
- Mamãe comia flores quando estava grávida de mim. – Rose falou divertida – Por isso sou tão linda ...
- Então quando ela tava esperando Jasper, acho que comeu jiló e chupou limão! – Jô falou zombeteira.
A-HA-HA-HA-HA
A estrondosa gargalhada de Emmett ecoou pela sala, nos fazendo rir também. A minha boca estava cheia, então eu tive que tapá-la com a mão, se não, voaria quibe em todas as direções!
- Tia Jô, comporte-se. – Alice tentava segurar o riso – Jazz não é azedo!
- Não, é uma cocadinha de sal!
Tinha que ser Emmett de novo! Tadinho do Mansen! Quando Jô não pegava no pé dele, era Emmett quem fazia isso.
- Jô, quando é que você vai admitir que gosta de mim? – Mansen sorria.
- Quando eu souber que você vai casar com essa daí! – Jô apontou para a sobrinha.
- Não seja por isso! – Mansen se levantou e bateu com uma faca em seu copo – Sr. Jones, Sra. Jones, Jô e demais presentes: eu tenho a honra e o privilégio de dizer-lhes que Mary Alice é a mulher da minha vida!
Todos sorriam e aplaudiam, Alice ficou vermelha e Mansen pegou na mão dela.
- UHUUULLL – Jô socou o ar.
- Não me interrompa, Jô. – Mansen fingiu irritação – E como eu já não consigo viver sem a mulher da minha vida, eu estou aqui, diante de todos vocês para pedir a mão de Mary Alice Brandon para seus pais, Solomon e Grace Jones.
- Jazz ... – Alice murmurou.
- Sr. Jones, queremos a sua bênção. – Mansen estava emocionado – Sra. Jones, eu vou fazer a sua filha feliz, prometo!
OMG! Foi tão lindo! E foi uma surpresa também! Os pais de Alice levantaram de seus lugares e abraçaram a filha e o futuro genro ao mesmo tempo. Eu quase chorei de tanta emoção. Depois de muitos beijos, abraços, felicitações e bênçãos, Jô estendeu a mão para Mansen e eles se cumprimentaram.
- Agora, você é meu sobrinho também! – ela sorria – Mas eu tô de olho hein, Jasper Mansen?!
- Tia Jô, nós vamos nos casar sim! – Alice sorria para a tia – Mas não será logo!
- Por quê?
- Bom ... antes de casar, precisamos resolver umas coisas muito importantes no nosso trabalho.
- Já sei! Bandidos! Vocês têm que prender muuuitos bandidos, não é?
- Muuuito é pouco ... – Emmett murmurou.
Mansen nos levou ao hospital, Rose e Alice alegaram que tinham muitas coisas do casamento para providenciar e que precisariam da ajuda de Emmett. Também alegaram que naquela cidadezinha minúscula, Mansen poderia dar conta de nossa segurança.
- Parabéns, Mansen! – sorri pra ele – Estou muito feliz por você e Alice!
- Obrigado, Bella! – ele sorriu de volta – Acho que agora tudo vai dar certo.
- Não duvide disso, Mansen. - Ed tocou no ombro dele.
- Vamos fazer o seguinte: se eu vou ser padrinho de vocês, vamos deixar as formalidades para trás. De hoje em diante, apenas Jasper. Ok?
Sorrimos pra ele e eu fiquei muito feliz também porque o cara carrancudo que eu conheci há um mês atrás já não existe mais. Jasper Mansen é um novo homem e tudo isso graças ao poder do amor.
- No que você tá pensando? – Ed sussurrou pra mim enquanto caminhávamos pelos corredores do hospital.
- Que o amor é a arma mais poderosa do mundo! – sorri e apontei pra Jasper que caminhava atento a nós dois.
- Verdade ...
Sentamos num sofazinho da recepção e poucos minutos depois uma enfermeira chamou meu nome, Isabella Smith! Argh!
- Paciência, Bella. – Jasper falou enquanto caminhávamos e eu olhei pra ele sem entender – Prometo que você voltará a ser uma Swan. – ele sussurrou essa última parte.
- Swan Cullen! – destaquei, fazendo Ed sorrir torto.
- Boa tarde, Isabella, Edward! – a médica nos cumprimentou e fez uma careta quando viu Jasper entrar na sala conosco – E você, quem é?
- Ah! Este é Jasper, doutora! Ele é meu ... primo! – dei um sorriso amarelo para ela.
Ela fez as perguntas de sempre, me pesou (estou 1kg mais gorda) e me levou para a sala de ultra-sonografia. Jasper ficou na porta, do lado de fora, nos esperando e Ed me ajudou a vestir aquela roupa horrorosa. A médica entrou e sorriu pra mim e pra Edward.
- Prontos?
- Sim, doutora! – Ed sorria e uma de suas mãos estava entrelaçada na minha.
A Dra. Audrey pegou o aparelhinho, envolveu-o com um preservativo, encheu de gel e ... bom ... enfiou aquela coisa em mim!
- Ainda é melhor fazer a transvaginal porque a gestação é muito recente ... Desse jeito dá pra ver melhor a formação de um embrião porque existe uma maior proximidade, permitindo uma boa resolução de imagem e ... – ela falava sem tirar os olhos da tela.
- Mas tá tudo bem, doutora? – minha voz subiu uma oitavas.
- SIM! – ela sorria triunfantemente – Olhem para a tela. Estão vendo?
- NÃO! – guinchei.
- SIM! Dois embriões, doutora? – Ed falou emocionado enquanto apertava mais a minha mão.
- Isso mesmo, papai! – ela não tirava os olhos da tela.
- Gêmeos?! – gritei – Meus bebês?!
- Sim, Isabela! – a médica moveu aquela coisinha dentro de mim – Olhe, aqui. – me esforcei pra ver – São dois embriões ... isso aqui é a cabeça de um e aqui, olhe ... a cabeça do outro.
- Meus bebês ... – eu chorava e sorria ao mesmo tempo.
- Esse tracinhos aqui, são os bracinhos e as perninhas ... Serão gêmeos idênticos, Isabella. Veja, estão dividindo a mesma placenta. Daqui a umas semanas saberemos o sexo deles.
- Meu Deus ... – a voz de Ed estava embargada, ele virou o rosto pra mim e sorriu – Amor, você ... eu ... nós ...
Sorri pra ele e balancei a cabeça, ele se inclinou pra mim e me deu um selinho.
- Você estava certa, Bella. – sussurrou em meu ouvido - Sempre esteve.
Depois do exame, a médica pediu que voltássemos em trinta minutos. Naquele dia eu não estava com fome, eu queria sair correndo e dizer aos quatro ventos que eu seria mãe de gêmeos! Jasper nos parabenizou e ficou meio sem jeito.
- Dois?! Parabéns! Puxa vida ... é muita coisa! – ele balbuciou abobado e sorriu.
- Tá com fome, Bella? – Ed me abraçou pela cintura e sussurrou ao meu ouvido.
- Na verdade, não! Eu me sinto elétrica! Feliz! Eu queria dar uma volta pela rua enquanto esperamos a hora de falar com a médica de novo.
- Aonde você quer ir? – Jasper perguntou.
Lembrei que o livrinho sobre gestação já estava no fim e eu queria saber mais e mais sobre bebês, gêmeos ...
- Tem alguma livraria aqui perto? – perguntei o mordi o lábio inferior, aquela cidade era tão pequena ...
- Parece que tem. Vou me certificar. – Jasper caminhou até um enfermeiro e perguntou.
Ed ainda me abraçava com uma mão e a outra estava acariciando a minha barriga. A nossa emoção era quase palpável!
- Feliz? – perguntei.
- Duplamente! – ele me deu um beijinho.
- Tem uma livraria a uns 200 metros. – Jasper voltou até nós e falou.
- Vamos!!! – sai puxando Ed pela mão.
Chegamos a uma pequena livraria mas o acervo dela era bem vasto, pesquisei num computador e achei o que eu queria, livros sobre gestação, bebês, partos ... Caminhei apressada até uma estante, sempre com Edward e Jasper em meus calcanhares e vi logo o que eu queria: Gerando e Criando Gêmeos. Esse era o livro! Edward pegou outro: A Saúde do Bebê. Pagamos pelos dois exemplares e voltamos, caminhando sem pressa, até o hospital. De volta à sala da médica, eu era toda sorrisos!
- Você ficou muito feliz, Isabella! - a médica sorria.
- E tem como não ficar? – sorri de volta – A gravidez não foi nem um pouco planejada mas já estávamos felizes com uma surpresa ...
- Duas surpresas, duas alegrias! – Ed pegou em minha mão.
- Muito bem! É ótimo ver pais tão jovens e tão felizes ... – ela pegou o resultado do exame e me entregou – Tá aqui, Isabella. Na verdade, eu já desconfiava que seria uma gravidez gemelar porque o nível de HCG em seu sangue estava elevado. Na primeira ultra-sonografia eu não tinha certeza, por isso não falei nada e pedi que viessem em duas semanas. Está tudo ótimo com a mamãe e com os bebês, você já está entrando na nona semana e eu só preciso ver vocês daqui a um mês ...
- Doutora, desculpe interromper! – Jasper estava sentado na cadeira perto da porta – Mas a minha prima deve ter esquecido ... Daqui a um mês, ela estará morando em outra cidade ...
- Ah! É mesmo, esqueci! – fiz careta e mordi o lábio – Nos vamos nos mudar, Dra. Audrey! Eu vou ter que fazer o restante do pré-natal com outra médica ...
- Ah! Entendo ... – ela murmurou – Então, façamos assim: eu vou juntar todos os seus exames, a sua ficha médica e por tudo dentro de um envelope. – ela se levantou e começou a catar uns papéis em sua mesa - É muito importante, Isabella que assim que você se estabelecer na nova cidade, procure um posto de saúde e escolha um obstetra para acompanhar a gestação. Até lá, se sentir algo, venha aqui imediatamente.
- Ok. – murmurei.
- Vocês têm alguma dúvida?
- Doutora, há algum risco para Bella e os bebês viajarem de avião? – Jasper perguntou.
- Não. – ela olhou pra ele surpresa – Grávidas, em geral, só devem evitar viajar de avião durante o terceiro trimestre. Isabella está bem de saúde, não teve sangramentos nem enjôos severos até aqui ... Mas me digam uma coisa: estamos falando de quantas horas de vôo?
- Oito horas, no máximo. – Jasper respondeu.
- Bom, em caso de viagens longas, eu aconselho que você se levante a cada hora pra ajudar a circulação sanguínea e evitar que seus pés e tornozelos fiquem dormentes.
- Isso vai ser fácil! – murmurei – Eu vivo fazendo xixi ...
Jasper deu uma risadinha e eu corei! Podia ser pior, podia ser Emmett!
- Também aconselho que você use meia-calça elástica própria para gravidez. Ela é muito eficiente pois além de prevenir varizes, dá uma sensação de conforto e bem estar. Se tiver algum assento livre ao seu lado, você poderá usá-lo para elevar as pernas. Ah! Beba bastante água durante o vôo porque dentro do avião o ar é seco.
- Obrigada pelas dicas doutora! – sorri pra ela.
- Mais alguma dúvida? – balancei a cabeça em sinal de negação – E você, pai? Como tem se sentido?
- Pai, duas vezes! – Ed sorria torto.
Ela nos acompanhou até a porta, entregou um grosso envelope a Jasper e me abraçou.
- Boa sorte, querida! – senti muito carinho naquele abraço – Esses bebês serão muito lindos, tenho certeza!
- Obrigada, doutora! – minha voz tava um pouco embargada.
- Até o dia da viajem, vocês sabem como me encontrar, se precisarem! Se cuidem ...
- Obrigado, Dra. Audrey ... – Ed apertou a mão dela e saímos de sua sala.
- Puxa, eu gostei tanto dessa médica! – murmurei enquanto caminhávamos até o carro.
- E ela de você. – Ed tocou em meu nariz.
- De vocês! – Jasper destacou – Vou ser sincero: é quase impossível não gostar de vocês, não torcer por vocês. É difícil ficar imune a tanto amor ... e ... Ah! Eu to parecendo o Emmett!
Sorrimos muito com a declaração tosca de Jasper. A viagem para Zion foi curtinha porque eu comecei a ler o livro logo ali, no carro. Quando chegamos, pudemos ver que Alice, Rose e Emmett aguardavam por nós na varanda, seus olhares eram ansiosos. Jasper percebeu e estacionou logo, pegou a arma e pediu que saíssemos do carro sem pressa, sempre acompanhando os passos dele.
- Tá tudo bem? – ele perguntou pra Alice.
- Tá! – seu sorriso me fez relaxar - É que temos muitas novidades, boas novidades! M ligou!
- AH! Eu também tenho novidades! Eu estou grávida de gêmeos!
- OMG!!! – Alice e Rose gritaram e me abraçaram ao mesmo tempo.
- Aê, mano! – Emmett cumprimentou Ed num high five – Com uma paulada só acertou dois coelhos!
A-HA-HA-HA-HA
Todos nós acompanhamos o nosso amigo brincalhão e rimos por um bom tempo! Jasper fez sinal para que nos sentássemos nas cadeiras da varanda, afinal M havia ligado e devia ser importante. Sentei ao lado de meu amor e entrelacei nossas mãos, meu coração dava pulos de tanta ansiedade.
- Então, Alice, o que M queria?
- Ele estava muito otimista! – o sorriso de Alice me deixou mais animada ainda – Zafrina e M fizeram grandes progressos: Edward já tem um emprego!
- Ah! Que bom! – apertei a mão dele e sorri – E eu?
- Você, nada! – ele virou o rosto pra mim e fez careta – Não quero que minha mulher, GRÁVIDA, trabalhe.
- Mas Ed ...
- Ele tá certo, Bella! – Rose falou – Os empregos que o serviço de proteção ajuda a conseguir não são as melhores coisas do mundo. Edward teve muita sorte e também a intervenção da própria Zafrina nisso tudo.
- Ele vai trabalhar no telemarketing de um banco! – Emmett completou – Foi realmente muita sorte! O gerente do banco é irmão de Zafrina ...
- E o salário é razoável! – Alice completou.
- Mas não é só isso! – Rose se levantou e se aproximou de nós – Os novos documentos já estão prontos com os novos sobrenomes de vocês. A cidade já foi escolhida. E a data da viagem já está marcada. Vai se encaixar perfeitamente porque não atrapalhará os planos do casamento.
- Onde é? – perguntei aflita.
- Bella, Edward, tenham em mente que a cidade foi meticulosamente estudada, então eu peço que vocês vejam o lado bom da coisa ...
- ALICE! – guinchei – Fala, logo!
- Ela só tá querendo dizer que a cidade que arrumaram fica no sovaco da cobra! – Emmett falou sem rodeios.
- Hãn?! – eu e Ed dissemos em coro.
- Não fica, não! – Rose falou exasperada – Não dêem ouvidos a esse cabeção!
- Puxa, Rose, magoei ... – Emmett fez biquinho e ganhou um selinho dela.
- A cidade fica no estado de Washington, mais precisamente na Olympic Peninsula, tem 3.120 habitantes ... – Alice falava sem parar.
- Mas tem um bom sistema de saúde, a cidade é limpa, boa pra criar crianças, moradia e alimentação não custam caro ... – Rose continuou.
- Chove o ano todo ... – Emmett completou e fez cara feia.
- Qual é o nome da cidade? – Edward perguntou.
- FORKS! – os três disseram em coro.
- Forks? – murmurei – Nunca ouvi falar ...
- Eu disse! – Emmett se levantou e falou exasperado – Eu disse que eles não iriam gostar! Quem iria gostar de morar num fim de mundo onde chove o ano inteiro? – ele levantava as mãos para o alto e reclamava.
- Não é ruim, Bella! Foi apontada pelo NY Times como a 20ª cidade com menos de 10 mil habitantes com a melhor qualidade de vida. – Rose me explicava com paciência.
- Então por que Emmett tá tão puto da vida? – Ed perguntou.
- Ah! – Rose parecia sem graça – Emm, assim como todos nós se afeiçoou muito a vocês. Então ele não queria que fossem para um lugar tão longe!
- OMG! – guinchei e me levantei – Emmett! Eu também vou sentir saudades de você! – ele me envolveu num abraço de urso.
- Vai mesmo, Bella? – nos girou várias vezes.
- Ah! Não consigo ... respirar ...
- Desculpe! – ele me pôs no chão – Você vai nos avisar quando os ogrinhos nascerem? – pisei no pé dele com força – AI!
- Não são ogros! E sim, vou avisar!
- Então, por mim, Forks não parece tão má. - ele abriu um imenso sorriso.
- Isso merece um brinde! – Alice voou até a cozinha e voltou trazendo uma bandeja com suco e refrigerantes.
- Aos gêmeos! – Rose gritou.
- Ao novo emprego! – Jasper falou.
- À Forks, no sovaco da cobra! – Emmett falou zombeteiro.
- Aos noivos! – Alice gritou.
- À nossa amizade! - Ed ressaltou.
- AO AMOR! –ergui meu copo de suco de laranja e brindamos a tantas surpresas e certezas em nossas vidas.
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