GRANDE DIA!
*POV BELLA*
Eu me sentia sendo delicadamente despertada por alguém.
- Acorda, bela adormecida ...
- Hum ... com sono ...
Então, a voz chegou mais perto de meu ouvido, eu acho, e sussurrou.
- Hoje é o grande dia, Bella! – era Alice, entusiasmada desse jeito, só podia ser ela – Em poucas horas, você será Isabella Cullen!
Eu sorri e meus olhos se abriram num átimo! Isabella Marie Swan Cullen ... há anos eu venho sonhando com isso!
- Bom dia!!! – Alice sentou na cama ao meu lado – Dormiu bem? Ah! Eu espero que sim porque hoje será o grande dia! E você tem que estar perfeita, linda ...
- ALICE!!! – guinchei – Bom dia pra você também!
Ela sorriu e me abraçou com carinho.
- Hoje é o seu grande dia, Bella! – suas mãos afagavam minhas costas – E eu quero que tudo seja perfeito ...
- OMG! Alice, obrigada ... – minha voz ainda estava rouca por causa do sono mas ela ficou embargada também, eu já estava emocionada.
Ela nos separou rapidamente e se levantou da cama, me puxando pelo braço.
- Vamos, Bella! Eu trouxe seu café da manhã. – ela apontou para uma enorme bandeja em cima da mesinha do quarto – Coma, em 30 minutos tia Cora, Mary Hellen, Mary Violet e Mary Dayse chegam e depois eu tenho que receber o pessoal do buffet e também tem o ...
CARACA! Alice tava falando sozinha, tadinha ... organizar uma festa de casamento deve causar esse sintoma! Ri comigo mesma, entrei no banheiro e fiz minha higiene matinal.
- Bom dia, bebês! – falei baixinho com eles enquanto estava no banheiro – É, bebês, hoje é o dia do casamento da mamãe e do papai ... hoje é o dia em que a nossa família vai começar oficialmente. Vocês escutaram a tia Alice? – sorri baixinho – Ela parece uma metralhadora, tá falando sem parar! Ela tá nervosa porque tá organizando a festa! – sussurrei e sorri de novo.
- BELLA?! – Alice bateu na porta do banheiro – É pra hoje, Bella ...
- Estão ouvindo? – sussurrei de novo – Quando vocês nascerem vão ver ... tia Alice é elétrica!
Vesti o hobby por cima do pijama, abri a porta do banheiro, fiz cara de paisagem e saí, ela me olhou com desconfiança. Dei um sorriso amarelo pra ela e sentei pra tomar meu café mas Alice continuava a em encarar com seus olhos estreitados.
- O que foi?
- Com quem você falava?
- É feio ouvir atrás da porta, sabia? – franzi a testa e me esquivei da resposta.
Ela inclinou levemente a cabeça para o lado, estreitou mais o olhar e cruzou os braços. Eu percebi que estava perdida, mordi um pedaço de pão e mastiguei com calma antes de responder.
- Eu tava falando com os meus bebês. – baixei meu olhar e corei.
- AH! – ela respirou aliviada – Desculpe, Bella!
- Com quem você pensou que eu tava falando? – franzi a testa.
- Pensei que você tivesse levado seu celular para o banheiro e estivesse conversando com alguma de suas amigas ... pensei que você quisesse contar pra alguém sobre o casamento e a gravidez.
- Eu joguei o chip de meu celular do vaso sanitário e dei descarga. – minha voz ficou triste – Fiz isso há duas semanas atrás quando escutei uma mensagem de voz de minha amiga, Victoria, ela chorava muito e dizia que sentia minha falta e não entendia porque eu não retornava as ligações. Antes disso, li uma mensagem de texto de meus amigos Jacob e Leah, ambos diziam que não entendiam porque nem eu nem Edward retornávamos as ligações deles e nem respondíamos aos e-mails.
- Sinto muito, Bella! – Alice se aproximou de mim e se ajoelhou na minha frente – Nós vamos trazer a vida de vocês de volta, Bella! Eu juro ...
- Ta tudo bem Alice ... – pigarreei pra disfarçar o choro – A vida que tínhamos antes não volta mais. A nossa nova vida está começando hoje!
Sorrimos uma pra outra e ela se levantou rapidamente.
- Bella, preciso que você arrume umas roupas de Edward pra levar pro outro quarto.
- Cadê ele? – me levantei e fiz o que ela pediu – Eles chegaram muito tarde ontem?
- Não. – ela sorriu – Vi quando Jasper deitou na cama antes da uma da manhã ...
- Nossa! Como estamos, hein?! – sorri pra ela enquanto lhe entregava as roupas – Dividindo a mesma cama ...
Ela revirou os olhos, sorriu e pegou o celular.
- Jazz ... pode vir aqui no quarto de Bella e pegar umas roupas pra Edward? – uma pausa – Tá, pode deixar. – me entregou o celular – Pra você, Bella.
- Alô? – sorri ao ouvir a voz mais linda do mundo me desejando ‘bom dia’ – Bom dia, minha vida ...
Me derreti toda pra Ed e conversamos um pouquinho. Ele me disse que a despedida de solteiro foi só um jogo de sinuca e umas duas cervejas, etc e tal. Ainda ouvi Emmett gritar ‘É mentira, Bella!’ e Edward retrucar ‘Cala a boca, seu viado’. Mas depois Alice fez sinal pra eu me despedir de Ed e nós tivemos que encerrar a conversa.
- Tô morrendo de saudades! – ele falou.
- Também, amor.
- A gente se vê no altar ...
- Eu vou estar de branco! – sorri.
- Bobinha ... te amo! – a voz dele era divertida também.
- Eu te amo, mais. – entreguei o telefone a Alice.
Ouvimos uma batida na porta e de repente, o quarto foi invadido por Rose, Jô, Sra. Jones e Jasper.
- Com licença, meninas. – ele falou apressado – Vim só buscar as roupas do noivo!
- Jasper ... – suspirei – Como ele está?
- Dois braços, duas pernas, uma cabeça ... – Jô respondeu monotonamente e nos fez rir.
- Ele tá do mesmo jeito que você, Bella: ansioso! – Jasper sorriu e tocou em meu ombro – Vou nessa. – pegou as roupas e saiu.
- ‘Avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim sem você, futebol sem bola, Piu-Piu sem Frajola sou eu assim sem você ...’
Jô começou a cantarolar uma música conhecida e todas nós começamos a rir. Ela é mesmo uma criaturinha interessante, sempre a achei meio desligada e ligada no mundo ao mesmo tempo. Era como se ela visse as mesmas coisas que o resto de nós mas a sua interpretação era um pouco diferente.
- Vim preparar seu banho, querida. – a Sra. Jones afagou meu rosto – Cora e as meninas vão chegar daqui a pouco e pediram pra eu adiantar a parte do banho. – ela entrou no banheiro carregando uma caixa.
- Que banho é esse? – perguntei desconfiada.
- O banho de Cleópatra!!! – Jô fez uma voz de mistério.
- Reza a lenda que Cleópatra tomava banho com leite de cabra pra renovar a pele e realçar seu poder de sedução ... – Alice começou a me explicar.
- O leite é rico em ácido lático que tem propriedades hidratantes e rejuvenescedoras. – Rose terminou.
- Eu vou mergulhar numa banheira cheia de leite?! – guinchei.
- Não, né Bella! – Jô apertou de leve na minha bochecha – Até porque se você fizesse isso, do jeito que tá o seu apetite, ia tomar todo o leite ...
- Alice, você tem certeza que a sua tia não é nenhuma parente distante de Emmett? – perguntei.
- Pode vir, Bella. – a Sra. Jones gritou de lá do banheiro.
Caminhei até o banheiro e a vi, inclinada sobre a banheira, misturando alguma coisa na água que já tinha uma leve espuma branca. O cheiro era bom, me deixou com água na boca.
- Isso é uma mistura de bicarbonato de sódio, mel e leite de cabra. – ela virou o rosto pra me encarar - O mel e o leite são um suplemento natural para a pele, hidratando-a e deixando-a macia. O bicarbonato de sódio ajuda na remoção de células mortas. Pronto! – ela se ergueu – Tire a roupa, prenda os cabelos e mergulhe na banheira.
Ela saiu e eu fiz o que me mandou. Primeiro toquei na água com a mão e gostei do que senti, estava morna e cremosa. Entrei de vez e me recostei na borda da banheira, fechei os olhos e ... devo ter cochilado.
Um par de mãos me despertou delicadamente, era Rose, ela segurava uma enorme toalha felpuda.
- Bella, me dê mão. – ela me ajudou a levantar – Tome e tire o excesso desse creme, a tia de Alice pediu que você tomasse uma ducha morna e usasse uma esponja macia no corpo. Elas estão te esperando.
- Tem mais, Rose? – fiquei imaginando o que mais iriam fazer comigo.
- Claro, Bella! Seu dia de noiva só começou ... Agora, me dê licença, vou receber o pessoal da floricultura.
Ela caminhou graciosamente até a porta.
- ROSE?! – ela se virou e me encarou – Obrigada!
- Sou eu quem agradece, Bella! – seus olhos brilhavam – Eu tô adorando esse clima de festa ...
Sorrimos e ela saiu apressada. Entrei no box e deixei que a água quente lavasse meu corpo e relaxasse meus músculos. Passei a esponja pelo corpo e fiz uma carinhosa massagem em minha barriga, era como se eu pudesse acariciar os meus bebês. Enxuguei o corpo, me vesti com o roupão felpudo e voltei ao quarto. Tive uma surpresa! Alice me esperava com um lenço na mão.
- Preciso usar isso em você. – ela já foi me virando e colocando o lenço em meus olhos – Vamos te arrumar em outro quarto e não quero que você veja nem um milímetro de nada do que estamos fazendo!
- Alice! – gemi – Por que eu não posso ver a decoração? E além do mais, eu posso tropeçar andando com isso!
- Porque eu quero você veja as surpresas na hora! Quero ver a emoção em seus olhos, Bella! Vem, eu te guio ...
Percebi que Alice hoje não estava para ser contrariada, em menos de cinco minutos cheguei ao quarto em questão e lá já estavam a tia Cora e as primas Mary Hellen, Mary Dayse e Mary Violet. Notei também que o quarto era quase um salão de beleza, tinha uma cama alta, um balcão, um espelho enorme, secador de cabelo, baby liss, chapinha ... Nos cumprimentamos e Alice me deixou sozinha com elas. Rapidamente a conversa fluiu animada entre nós cinco, a tia e as primas de Alice eram pessoas muito agradáveis e divertidas. Mary Violet fez uma massagem corporal relaxante em mim, acabei cochilando no processo. Depois foi a vez de Mary Hellen fazer uma massagem e hidratação especial em meus pés e mãos (era a primeira vez que minhas mãos eram massageadas!!!) e eu escolhi fazer unhas francesinhas com esmalte clarinho. Quando dei por mim, Fannie entrou no quarto com uma bandeja.
- Boa tarde. – entrou rapidamente – Trouxe o almoço da noiva: codorna recheada com pétalas de rosas!
Fiquei espantada! Eu nunca havia comido codornas! Mas quando Fannie destampou a bandeja, minha boca ficou cheia de água, o cheiro era delicioso e também havia arroz e purê de batatas.
- Hum ... delícia! – Mary Dayse falou.
- É um prato afrodisíaco, Bella. – Fannie me explicou – E Jasper já levou uma bandeja idêntica para seu noivo ...
Corei!
- OMG! Ela ficou ruborizada! – Mary Hellen falou e começou a rir – É uma pequena tradição nossa, Bella! Os noivos comem esse prato no dia do casamento. Não é à toa que engravidei na minha lua de mel ...
Corei mais ainda e tentei mudar de assunto.
- Por falar nisso, onde está a Cynthia? Não a vi hoje. – lembrei da linda menina de trancinhas, filha de Mary Hellen e de outro primo de Alice.
- Ah! Ela está com o pai, depois do almoço ela vem ficar conosco.
- Bem, meninas, vamos deixar a noiva almoçar em paz e vamos fazer o mesmo. – Cora falou – Bella, almoce e descanse um pouco no sofá. Daqui à uma hora a gente retorna.
Provei aquele prato exótico e adorei! A comida era muito boa mesmo! Ou será que o tempero era a fome avassaladora que venho sentindo? Não sei, só sei que ‘limpei’ o prato, tomei o suco de morangos e comi uma porção de pudim de leite. Bocejei, deitei no sofá e apaguei ...
- Bella? – era uma voz infantil que me chamava e depositava beijinhos em meu rosto – Bella, Bellinha ... é a noivinha!
Abri os olhos e me deparei com Cynthia, seu rostinho lindo era enfeitado por um sorriso marfim. Seus cabelos estavam enrolados em delicados cachos, formando um penteado muito bonito.
- Oi, bonequinha! – dei um beijinho nela – Como você está bonita!
- Eu vou ser a daminha ... – ela sussurrou - Mas não conta pra Alice, se não ela manda cortar a minha cabeça!
Sorrimos um pouco e ela me fez cruzar os dedos, num ritual de silêncio. Em poucos minutos, Cora e as Marys chegaram e retomaram o meu dia de noiva, Hellen quase ralhou com a filha porque ela ‘estragou’ a surpresa ao me dizer que seria a daminha. Eu intervim e disse a ela que deduzi por mim mesma, Cynthia me lançou um olhar de agradecimento. Cora começou um processo de preparação de meus cabelos, lavou-os e secou com um secador.
- Mamãe. – Dayse se aproximou de nós – Faça do jeito que havíamos feito na quarta-feira mas dessa vez use o baby liss médio antes de fazer o coque alto e frouxo. – elas pegaram no meu cabelo enquanto conversam - O véu irá aqui, por baixo e como ele é muito delicado e transparente, os cachos de cabelo que ficarem caídos sobre os ombros, darão um ar de romantismo ao look dela.
- Entendi, filha, ela vai ficar linda.
Devo ter cochilado nessa parte também, a cadeira reclinada era tão fofinha! Acordei com Fannie me oferecendo um copo de leite e vi que já passava das quatro da tarde. Rapidamente Hellen começou a me maquiar e eu fiquei tranqüila porque no ‘ensaio’ da maquiagem eu havia adorado tudo que elas haviam feito. Meu rosto ficou levemente iluminado, os olhos estavam um pouco esfumaçados, do jeito que eu tanto gosto. O blush foi de um tom de rosa muito delicado e o batom era rosinha também, dando um ar de romantismo ao meu rosto. Comecei a imaginar que tudo naquela noite seria romântico ...
Minha atenção foi despertada pelo abrir e fechar de portas no andar inferior e também pelo barulho de motor de carros lá fora ... eu tava me coçando de tanta curiosidade pra ver tudo! Mas também tava com saudades de Edward ... meu quase-marido àquela altura da tarde!
- Alice disse que em cinco minutos tá chegando com o vestido. – Jô entrou no quarto – Ela mandou vocês se apressarem no que tiver faltando e ... Bella, você está linda!!!
- Obrigada, Jô. – sorri pra ela.
- Jô, querida, vá perguntar a Grace ...
- NÃO POSSO! – ela falou rapidamente e interrompeu Cora – Vou agorinha mesmo aquecer a voz!
- Aquecer a voz?! – perguntei.
- É, eu vou cantar a Av...
- JÔ!!! – Cora gritou e tapou a boca dela – É surpresa, Jô!
- Fui! – Jô saiu rapidamente do quarto.
Pouco tempo depois, Alice entrou e eu percebi que seu cabelo, antes todo espetadinho, estava alisado em mechas onduladas ao redor de seu rosto. Ela ainda usava roupas normais mas as suas unhas estavam feitas e a maquiagem já estava pronta. A baixinha carregava em suas mãos o meu enorme vestido, a Sra. Jones entrou em seguida, carregando o véu e uma caixinha. Eu, que até então estava quase tranqüila, senti as pernas ficarem bambas e senti um alvoroço na minha barriga que não tinha nada a ver com fome ou gravidez.
- Respire, Bella ... – Alice murmurou.
Corei e sorri. Tentei puxar assunto pra poder me distrair.
- Seu cabelo ficou lindo, Alice. – ela sorriu.
- Você vai ficar muito mais linda que todas quando terminarmos!
Ela me fez levantar da cadeira pra poder passar o vestido, com cuidado, por cima de meu cabelo e maquiagem. Meus joelhos tremiam enquanto ela fechava rapidamente os botões de pérola em minhas costas.
- Bella, respire profundamente. – a Sra. Jones tocou em meu braço.
- E tente controlar seu ritmo cardíaco, não queremos que você fique suada! – Alice completou.
- Sra. Jones ... – perguntei meio constrangida – A senhora ficou nervosa no dia de seu casamento?
- OH! Claro, querida! – ela sorriu – Se a noiva não ficar nervosa, é sinal que ela não se importa. – retribui seu sorriso – Eu tinha medo da noite de núpcias ... - ela chegou mais perto e sussurrou, nós três sorrimos.
- Mamãe, pegue o véu e as jóias.
As jóias! Lembrei com pesar que minha mãe havia usado em seu casamento uma tiara de ouro e pedras de topázio, a mesma tiara que vovó Marie usou e a mesma que eu usaria em meu casamento se tudo fosse ... como era antes. Reprimi o choro, respirei fundo e contei até dez. Eu havia jurado pra mim mesma que não choraria por causa disso! Alice me entregou um par de brincos de pérola muito lindos e clássicos, ao sentir a frieza e a maciez das pérolas, deduzi que eram verdadeiras. Na mesma hora, ela se virou e colocou o delicado colar em meu pescoço.
- Eu casei com esse conjunto de pérolas, querida. – a Sra. Jones falou - E Alice vai usá-lo também!
- Obrigada por me emprestá-los, Sra. Jones! É lindo ...
- Bella, vou tirar essa correntinha de ouro ...
- Não! – guinchei - Eu não tiro essa corrente por nada nesse mundo! Ela foi presente de Edward, no dia que começamos a namorar, há dez anos atrás!
- Tudo bem, então. – ela deu um muxoxo e se virou pra me olhar – Mas até que ficou bonito assim. A corrente é mais curta que o colar e o coraçãozinho cor de rosa combina com sua maquiagem ... Mas essa pulseira, aí ...
- Alice! – guinchei de novo – Essa pulseira é especial. Ela tem uma medalhinha de Santo Antônio e de São Tomás de Aquino e também tem outro coração que Edward me deu ...
- A pulseira também é bonita! – A Sra. Jones falou.
- Tudo bem. – Alice se rendeu e pegou o véu, colocando-o rapidamente em meu cabelo – Pronto, Bella, você está ‘oficialmente vestida’.
Rosalie deslizou pela porta e arfou quando me viu, também arfei quando a vi num longo vestido tomara-que-caia, feito de um tecido levemente texturizado, cor de ouro velho. O detalhe do modelo era um laço lateral feito com o mesmo tecido. Rose usava um par de sandálias douradas e todo o seu look combinava com seus longos e sedosos cabelos loiros e sua maquiagem era num tom leve de laranja.
- Bella, você está perfeita! – ela sorriu.
- Você também, Rose.
- Vamos, mamãe, vamos nos arrumar. – Alice se virou pra mim – Bella, voltamos em 10 minutos, Jasper vai trazer o seu buquê daqui a pouco.
Sorri pra ela e assenti. ‘Ai meus Deus, tá chegando a hora’, pensei. Ouvi uma batida leve na porta e Rose se apressou em abri-la, era Jasper com o meu buquê. Arfei de novo, o buquê era a coisa mais linda do mundo! Simples, clássico, romântico ...
Tulipas brancas! Eu sempre amei tulipas, é a minha flor preferida, vovó Marie dizia que elas simbolizam o ‘amor perfeito’. Rose me entregou o buquê e sorriu, minhas mãos tremiam um pouco. Ali devia ter umas duas dúzias de tulipas brancas, firmemente amarradas numa fita de cetim verde.
- Edward nos disse que tulipas são suas flores preferidas ...
- São sim! – sorri e assenti.
Depois me concentrei na minha respiração, contando cada movimento de meus pulmões. Devo confessar que estava com medo de me olhar no espelho, de me ver num vestido de noiva e entrar em pânico! Mas eu arrumei coragem e contemplei uma mulher de cabelos castanhos, presos num coque frouxo, onde alguns cachos escapavam. Um véu delicado adornava sua cabeça, a pele dela era como um marfim iluminado, seus olhos estavam brilhantes ... O vestido branco tinha uma saia volumosa mas estava delicadamente bordado com minúsculas pérolas. Aquela mulher era eu, me senti bonita, elegante e graciosa. Me distraí olhando as lindas flores em minhas mãos e antes que eu contasse todas as pétalas das tulipas, Alice entrou no quarto usando um vestido prateado que lhe caia perfeitamente no corpo. Cynthia estava em seus calcanhares, usando um lindo vestido de cetim cor de rosa e nas mãos, ela carregava uma almofadinha com as alianças.
- Uau, Bella! Você está linda! Mas Edward tá um gato ... Parece um príncipe!
- Cynthia! – Alice ralhou com ela.
- Tudo bem, Alice! – pus uma mão protetora sob o ombro de Cynthia – Edward é muito bonito, mesmo!
- Rose, está na nossa hora. – cada uma delas me deu um leve abraço – A gente se vê lá em baixo, Bella. – ela se virou para Cynthia – Quando você ouvir aquela música, caminhe até o começo da escada e quando começar a outra música, você começa a descer as escadas com calma. Ok?
- Entendi, Alice.
- Bella, você acompanha Cynthia, quando ela começar a descer as escadas, você conta até cinco e a segue. Ok?
- Ok. – comecei a respirar com dificuldade.
- Foco, Bella! – Rose me incentivou – Edward está esperando por você lá embaixo!
‘Edward’ ... era tudo o que vinha à minha mente.
* FIM DO POV BELLA*
.................................
*POV EDWARD*
Eu acordei cedo, muito cedo, por isso fiquei na cama mais um pouquinho. Tive uma boa noite de sono, apesar de ter dormido numa minúscula cama de solteiro e de estar ansioso para o casamento, mas a verdade é que odiei dormir longe de Bella ... Bella Cullen! Daqui a algumas horas, ela será Isabella Marie Swan Cullen ... minha esposa!
Minha esposa! Cada vez que penso nisso, fico sorrindo feito um bobo e sinto meu coração bater mais forte! Em menos de 12 horas seremos, oficialmente, marido e mulher. E já vamos começar a nossa família com DOIS BEBÊS!!!
A vida é uma caixinha de surpresas mesmo, quando a gente acha que quase tudo está perdido, acontecem coisas que nos impulsionam a prosseguir. Primeiro foram os nossos novos amigos, Alice, Jasper, Rose e Emmett, eles entraram na nossa vida no momento que mais precisávamos de apoio. Depois foi a surpresa da gravidez de Bella e agora temos um incentivo maior pra sobreviver a tudo de ruim que temos vivido. Os nossos filhos chegam para renovar as nossas esperanças, para nos dizer ‘continuem’. E é isso o que eu mais quero fazer, continuar a viver, por Bella, pelos nossos bebês ...
Meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho de motor de carro do lado de fora. Levantei da cama e olhei pela janela, havia algumas caminhonetes entrando na fazenda, deviam trazer ‘coisas’ para o casamento. Resolvi tomar um banho quente pra tentar relaxar e descer pra tomar café. Quem sabe eu não me encontraria com Bella?
- Edward? – alguém batia na porta do banheiro mas o barulho da água não me deixou distinguir quem era.
- Tô tomando banho. – gritei – Quem é?
- Seu irmão preferido!
Ah! Só podia ser o palhaço do Emmett. Terminei o banho e me enrolei numa toalha.
- O que foi, cara? – sai do banheiro e me deparei com Emmett e Jasper.
- Serviço de quarto! – o palhaço colocou a bandeja em cima da mesa – Você está proibido de sair daqui.
- Como é que é? – franzi a testa.
- Não faça essa cara de birra! Bella também está de castigo no quarto, o dia de noiva dela já começou, tem umas esteticistas embelezando ela. E o seu começa daqui a pouco, um bando de esteticistas travecos vem aqui te dar um trato ...
A-HA-HA-HA-HA
Emmett deu uma de suas risadas estrondosas.
- Vai te fu... – o celular de Jasper tocou e interrompeu o jorro de blasfêmias que eu iria proferir contra Emmett.
- Oi, Alice. – uma pausa – Entendi. É pra eu passar no quarto de Bella agora e pegar umas roupas pra ele.
Fiquei eufórico.
- Jasper, deixa eu falar com Bella! – quase tomei o telefone da mão dele.
Ele conversou mais um pouquinho com Alice e passou o celular pra mim. Ah! Que alegria! Ouvir a voz da minha princesa quase aplacou a saudade que sinto dela. Conversamos um pouco e depois Jasper fez sinal pedindo pra que eu encerrasse a ligação, ele saiu do quarto e foi buscar umas roupas limpas pra mim. Depois de tomar café e trocar de roupa, fiquei apreensivo mesmo. Alice era louca pra mandar uma equipe de esteticistas virem cuidar de minha aparência. Mas será que ela seria louca o suficiente pra mandar esteticistas travestis?!
- Edward, você tem hora marcada pra sair da casa. – Jasper falou e eu franzi a testa sem entender nada – Enquanto Bella está presa dentro do quarto, você estará preso fora da casa.
- A baixinha é fogo mesmo! – Emmett falou – Tudo tem que ser feito do jeito que ela quer! A-HA-HA-HA-HA – outra gargalhada dele.
- Deixe de leseira, Emmett. – Jasper rosnou – Alice quer que tudo seja perfeito! Edward, você pode passear a cavalo pela fazenda, pode visitar o celeiro, lá há uma exposição permanente de objetos usados em fazendas no século 18.
- É mano, eu e Jasper vamos estar ocupados ajudando nas ‘coisas do casório’ e além do mais, a baixinha é macabra, ela nos MANDOU te despachar, é melhor obedecer ...
Ouvimos uma batida na porta e Jasper se apressou em ver quem era. O Sr. Jones entrava sorridente pelo quarto.
- Bom dia a todos! – ele caminhou até mim - Vim fazer companhia ao noivo. Eu soube pela minha adorada filha que só serei necessário à noite, na hora da cerimônia e o noivo só será necessário às 17 horas ... Então, meu jovem, é melhor não contrariar Alice!
Eu e o Sr. Jones saímos pela porta da cozinha e caminhamos tranquilamente até o estábulo. Escolhi um bom cavalo e ele pegou outro, rapidamente nos afastamos da casa e eu tive o privilégio de mais uma vez conversar com aquele pastor tão gente boa. Sem querer ser persuasivo ou inconveniente, ele me deu vários conselhos sobre casamento, vida a dois, como não enlouquecer quando a esposa estiver enlouquecida, essas coisas ... Tudo fruto de sua experiência pessoal e das observações que fez ao longo da vida. Eu escutava suas palavras com atenção e apreciava o que ouvia, eram sábias palavras que eram proferidas com calma e naturalidade. Em muitos aspectos, o pai de Alice me lembrava o meu próprio pai ... Carlisle! Ah! Papai como eu sinto a sua falta ...
- Edward? Filho? – ele me chamou a atenção.
- Ah! Desculpe, Sr. Jones. – sorri envergonhado pra ele – Por um momento me permiti me distrair. É que o senhor me lembra muito o meu pai ... o seu jeito de conversar e de aconselhar é muito semelhante ao dele.
- Entendo, filho ...
O celular dele tocou e fizemos com que os cavalos parassem de andar. O Sr. Jones atendeu e conversou rapidamente com a outra pessoa na linha.
- Vamos, Edward! – ele começou a se afastar – Tá na hora do almoço.
O segui mas percebi que não estávamos voltando para a casa, poucos minutos depois me deparei com um enorme celeiro e me lembrei que Jasper havia falado que lá havia um ‘museu’, eu acho. Fiquei espantado com o tamanho daquela fazenda! Em tantos dias que estive hospedado, percebi que não conhecia nem metade daquelas terras. Jasper já nos esperava lá, tinha ido numa moto e levava uma caixa enorme.
- Trouxe o almoço de vocês. – ele pegou a caixa e nos fez entrar – Tá aqui, a bandeja maior é a de Edward e a menor, a do Sr. Jones. Vou nessa, Alice está ... agitada ...
Sorrimos um pouco e pegamos nossas bandejas colocando-as em cima de uma mesinha. Só então percebi que estávamos mesmo num pequeno museu, cheio de utensílios antigos usados em fazendas. Quando destampei a minha bandeja, tomei um susto e franzi a testa. Enquanto a do Sr. Jones tinha bife, purê, arroz e salada a minha tinha um ... pássaro?!
- Isso é codorna recheada com pétalas de rosas. – Sr. Jones falou calmamente – Pode comer, filho, é uma delícia!
Assenti e comecei a comer. Por sorte, no prato ainda havia purê de batata e arroz, comecei com eles. Já tinha comido quase todo o arroz quando o Sr. Jones falou de novo.
- Coma a codorna, filho. – ele sorriu – Essa é uma tradição em nossa família. Dizem que essa carne é afrodisíaca ... servimos isso aos noivos no dia do casamento. Bella foi servida com uma bandeja idêntica a sua.
Fiz o que ele pediu e me surpreendi, era muito bom mesmo! Depois do almoço, resolvemos fazer uma caminhada e paramos na beira de um riacho, sentamos no chão e o velho pastor começou a falar sobre a vida na fazenda, contou histórias engraçadas e arrancou de mim muitas gargalhadas. Pouco a pouco o sol foi caminhando para o oeste e percebemos que já eram quase 5 horas da tarde. Voltamos ao celeiro, pegamos os cavalos e retornamos a casa. Emmett já nos esperava na cozinha, sua cara era divertida e isso me deixou apreensivo.
- Mano, chegou a melhor hora, pelo menos pra mim! – seu sorriso me deixou desconfiado – Cabra-cega!!!
A-HA-HA-HA-HA
ARGH! Que vontade de socar aquela cara de leso dele!
- Alice mandou eu colocar esse pano na tua cara e te escoltar até o quarto! – outra gargalhada – Pra que você não veja nada.
- Isso é ridículo! – murmurei.
- Concordo! – ele riu de novo – Mas ainda bem que o ridículo aqui é você ...
Que vontade de dar uns socos nele!
Emmett rapidamente amarrou aquele pano no meu rosto e saiu me rebocando pela casa. Mas a minha desgraça foi ainda maior porque ele ficou recitando umas coisas doidas enquanto andávamos.
"Cabra-cega, donde vens?" "Venho da serra." "O que me trazes?"- "Trago bolinhos de canela." "Dá-me um!" – porra, ele socou meu ombro - "Não dou."
- Emmett também é cultura, mano! – ele se gabava – Cabra-cega hoje em dia é uma brincadeira de criança mas na Idade Média era um passatempo da burguesia!
- Ah! Que ótimo. – falei sarcástico.
- Pronto. – ele tirou a venda de meus olhos e abriu a porta do quarto – Você agora está por conta da baixinha e nem adianta gritar por socorro ...
- EMMETT! – Alice gritou de dentro do quarto – Eu ouvi isso!
Respirei fundo e entrei, ela estava ajeitando alguma coisa em meu terno e me deu ordens expressas de tomar um ‘banho decente’, usando as palavras dela, vestir o terno, arrumar os cabelos ...
- Não deixe seus cabelos bagunçados. Ok?
Sorri pra ela e assenti, ela saiu rapidamente. Entrei no chuveiro e enquanto tomava banho, tentava não me enervar ... ‘Calma, Edward’ eu dizia pra mim mesmo enquanto me vestia e tentava me lembrar do começo da música que Jô havia me mostrado, essa seria a minha deixa pra entrar no salão onde seria realizada a cerimônia. O terno ficou legal em mim, era claro e combinou perfeitamente com a gravata e a camisa. Alice entrou no quarto, elogiou minha aparência e colocou uma raminho de flor de laranjeira no terno, me acompanhou até as escadas e me passou as instruções finais.
- Edward, fique aqui em cima e quando você ouvir a primeira música, desça com calma e se coloque ao lado da porta do salão. – assenti pra ela – Você reconhecerá a mudança na melodia e saberá que será a sua vez de entrar, caminhe calmamente e sorria, o álbum e o DVD ficarão lindos!
- Obrigado, Alice, de coração! – abracei-a.
- Vocês merecem! – a baixinha estava emocionada – Tenho que ir ...
Ela desceu rapidamente e olhei para a grande porta, percebi que havia muitas flores já na entrada, eram brancas e cheirosas, eram lindas ...
Emmett e Rose se prepararam para entrar (eram os meus padrinhos) e Jasper e Alice (padrinhos de Bella) fizeram o mesmo. A música deles começou e eu abri um largo sorriso, era You've Got a Friend, de James Taylor. Era perfeita! Essa música era a cara da amizade que nasceu entre mim e Bella e os nossos padrinhos, enquanto descia as escadas, refletia na letra da música. O timing de Alice havia sido perfeito, quando dei por mim, já estava ao lado da porta e percebi a mudança na melodia. A música seguinte era Jesus, a alegria dos homens, de Bach.
(N/A: música de entrada do noivo, apenas escutem enquanto lêem o texto)
‘Eu te amo, filho, e o que eu mais quero a sua felicidade’, minha mãe sempre me dizia isso. Caminhei confiante, sorridente e emocionado, era como se a minha mãe estivesse ali, me conduzindo ao altar, me conduzindo à minha nova vida. Eu caminhava e respirava com calma, eu acho, mas eu percebi que sorria para todos. Aquele era um momento único em minha vida ... Isabella, só de pensar nela, eu sorria mais e mais. Cheguei ao altar e olhei para o pastor, virei meu corpo e voltei a encarar os convidados, meu coração se acelerou mais ... eu estava ansioso. E então ouve um estalo na minha mente, lembrei de papai, quando conversávamos sobre Bella. Ele sempre me dizia: ‘você a fará feliz, Edward.’ Meu coração parecia que ia transbordar de tanta felicidade porque, embora a nossa nova vida viesse a ser um pouco difícil, seria amorosa. O amor que sentimos um pelo outro não permitirá que as dificuldades nos atropelem, seja em Forks ou em qualquer outro lugar. Eu peço a Deus, de todo o coração, que tenhamos paz e amor. A música foi chegando aos seus últimos acordes, os convidados se levantaram e passaram a olhar para porta, por onde ela entraria a qualquer momento. Começou uma sutil transição na melodia, e então, tudo ao meu redor perdeu a importância porque ela estava chegando ...
*FIM DO POV EDWARD
..................................
*POV BELLA*
- Bella, tá na nossa hora. – Cynthia pegou a almofada com as alianças e me puxou pelo braço – Já começou a música dos padrinhos.
Eu não encontrava a minha voz, então apenas sorri e assenti pra ela. Meu coração galopava enquanto caminhava pelo corredor discretamente decorado com flores de laranjeiras. A cada poucos metros havia um lindo arranjo, proporcionando um ambiente perfumado. Cynthia desceu as escadas, eu contei até cinco e desci com cuidado pra não tropeçar na saia do vestido ou nos meus próprios pés. ‘Ah! Papai, eu sinto a sua falta’, pensei e reprimi o choro, ‘você estaria me segurando agora’. Tentei pensar em outra coisa e só então prestei atenção na música dos padrinhos, era uma linda música que falava sobre a amizade. Meu coração quase saltou pela boca quando percebi a mudança na melodia, começou a tocar Jesus, a alegria dos homens e eu tive a certeza que era música de Edward.
Alice cronometrou tudo com perfeição, porque Edward não encontrou comigo por questão de segundos! Cynthia se postou ao lado da porta e fez sinal para eu parar de andar. Quando houve uma sutil mudança na melodia, ela me chamou a atenção e começou a caminhar.
(N/A: apenas escutem a música enquanto lêem o texto)
Era a Ave Maria, a linda composição de Gounod e Bach!
Então era essa a música que Jô estava ensaiando! Ela tem a voz linda! Fiquei emocionada, mamãe entrou na igreja, no dia de seu casamento, ao som dessa música também. Respirei fundo e comecei a caminhar, minhas mãos tremiam e eu agradeci aos céus por estar carregando um lindo buquê.
Por um segundo eu me distrai com a profusão de flores brancas que estavam dispostas em pequenos arranjos sobre cadeiras rústicas. Também não me passou despercebido que caminhava sobre um tapete verde. A grande sala estava linda, pessoas sorriam pra mim e eu acho que sorria também. Minha alegria era sem tamanho porque eu caminhava em direção ao homem da minha vida.
E então eu o vi ... Edward ... Lindo, glorioso, vestido num terno elegante, sorrindo, ao me ver se aproximar dele. Eu mal tinha consciência de mais nada, tudo o que eu realmente via era o rosto de Edward. Ele encheu minha visão e nossos olhares se encontraram, seu sorriso de tirar o fôlego quase me fez derreter, mas eu sei que corei, com certeza.
Naquele momento eu me dei conta do quanto eu desejei e sonhei com aquele dia. Eu olhava para os olhos triunfantes de Edward e soube que ambos estávamos vencendo ... apesar de tudo, a felicidade nos esperava. E então, eu percebi que a nossa vida, antes de pernas pro ar, entrava nos eixos. Porque nada mais importava além do fato de que pertencíamos um ao outro. É como ele falou uma vez, estávamos destinados um ao outro ... Meu coração galopava e tudo o que me impedia de correr até Edward era a marcha sincronizada e graciosa de Cynthia! Tudo o que eu mais queria, tudo o que eu mais desejava era que ele me envolvesse tão estreitamente em seus braços, que ninguém mais pudesse distinguir quem era Edward ou Isabella. Tudo o que eu mais ansiava era que ele me levasse à nossa nova vida, ‘leve-me’, pensei.
A marcha chegava ao fim e Edward deu dois passos em minha direção, estendeu a mão para mim, sorrimos e eu toquei o milagre macio e quente de sua pele. Me senti completa outra vez ...
Alice se aproximou de mim (só nessa hora percebi nossos padrinhos lá no altar) e eu lhe entreguei o buquê.
O Sr. Jones fez uma pequena mensagem de alguns trechos da Bíblia que falavam sobre amor e casamento. Depois ele fez uma bonita oração, e proferimos os votos tradicionais de casamento. Eu não me dei conta que estava chorando um pouco, até a hora de dizer as palavras tão esperadas. ‘Eu aceito’, falei e sorri para Edward. Quando foi a vez dele falar, sua voz estava igualmente embargada pela emoção, ‘Eu aceito’, ele jurou. Cynthia de aproximou de nós e fizemos a troca das alianças.
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| Aliança de Bella |
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| Aliança de Edward |
O pastor então nos declarou marido e mulher, as mãos de Edward se ergueram e seguraram meu rosto com cuidado, como se eu fosse feita de cristal. A ficha caiu e eu compreendi que essa pessoa incrível, que sempre foi minha, agora era mais ainda ... Seus olhos verdes estavam cheios de lágrimas também. Ele abaixou sua cabeça em direção à minha e me beijou ternamente. Percebi a luz de muitos flashes nessa hora e cedo demais, o beijo terminou.
Os convidados nos aplaudiram e ele virou nossos corpos para ficar de frente para todos, mas eu não consegui tirar os olhos dele, para vê-los.
- Edward! Isabella! – o Sr. Jones chamou a nossa atenção e nos viramos para olhá-lo – Vocês agora começam seus primeiros passos de uma nova vida.
Sorrimos pra ele e de mãos dadas caminhamos em direção à porta ao som de uma de nossas músicas ... Come away from me de Norah Jones.
A recepção do casamento fluiu com perfeição, Alice e Rose trabalharam impecavelmente. Na entrada do salão de festas, havia uma enorme mesa com tampo de vidro, adornada com jarros muito altos, cheios de gladíolos brancos, copos-de-leite e flores de laranjeira. Cumprimentamos todos os convidados, que eram poucos, por sinal ... Praticamente a família de Alice, pessoas amáveis, alegres e felizes. As agradáveis senhoras que costuraram o meu vestido também se fizeram presentes, assim como a Dra. Audrey e seu esposo.
- Parabéns, Isabella e Edward! – a médica nos cumprimentou.
- Obrigada, Dra. Audrey. – abracei-a com carinho.
O salão de festas estava perfeitamente decorado, seu telhado rústico em tons amadeirados fazia um harmonioso contraste com o branco das flores e das mesas e cadeiras. O salão, longo e estreito, não era grande mas as paredes laterais dele eram espelhadas, fazendo com que ele parecesse maior. Os lustres estavam decorados com flores brancas e não passou despercebido por mim que havia um pequeno espaço destinado à pista de dança, também havia um telão que eu não entendi direito porque ele estava ali.
Nathan, um dos primos de Alice, se encarregou de ser o DJ da festa. A música começou e Edward me puxou pros seus braços, era a tradicional primeira dança, dedicada aos noivos. Meu sorriso se alargou quando eu ouvi os primeiros acordes da doce melodia, era o Tema de amor de Romeu e Julieta.
(N/A: leiam o texto enquanto escutam a música)
- Eu ainda não tive a oportunidade de dizer mas você está linda, Sra. Cullen! – ele sussurrou no meu ouvido.
Eu sorri ao ouvi-lo me chamar assim, ficou perfeito saindo dos lábios dele.
- Você também, meu esposo. – ele nos girou e se inclinou para me beijar enquanto dançávamos, fazendo com que flashes nos iluminassem.
- Hoje é o dia mais feliz de minha vida, Bella. – ele sorria e nos girava com delicadeza – Eu te amo. – ganhei outro beijo.
- Eu também te amo. – sorri – É por isso que estamos hoje, aqui.
Ele respirou fundo e franziu a testa.
- O que foi, amor? – perguntei ao vê-lo juntar as sobrancelhas.
- Nada, princesa. – ele sorriu.
- Edward ... – a dança continuava em meio aos nossos sussurros.
- A festa está linda, perfeita, você está feliz, eu estou feliz ... Eu quero que isso nunca acabe ...
Entendi o que ele quis dizer, senti o medo entre suas palavras e seu medo só espelhava o meu. Mas o amor é maior que o medo, sempre ... Seus olhos se fecharam um pouco e eu toquei em seu rosto com uma mão, fazendo-o me encarar de novo.
- Você e eu. Toi et Moi. Isso é tudo o que importa. A única coisa que temos permissão de pensar agora é em nós. Ok?
- Ok. – ele suspirou, sorriu e me deu um selinho – Perdão, amor. Eu não tinha o direito de te entristecer ...
- Tá tudo bem, Edward. – sorri – Não há o que perdoar. Somos um pacote só. Lembra?
Ele sorriu e assentiu.
- Ah! Bella ... eu não seria nada sem você.
Então Edward estreitou nosso abraço e continuamos agarradinhos até o fim daquela linda música.
Quando a música acabou, percebi que nossos padrinhos estavam cochichando entre si mas não pude distinguir o que tanto falavam. Os quatro se encaminharam até o telão, e Emmett pegou um microfone.
- Boa noite! – ele falou com calma e depois gritou – VIVA OS NOIVOS! UHUUUU!
Todos aplaudiram e alguns assoviaram, eu e Ed sorrimos muito e eu devo ter corado.
- Bom, nós quatro tivemos a honra de sermos os padrinhos de Edward e Bella e padrinhos também são testemunhas, de uma certa forma. – ele sorria e apontava para Alice, Rose e Jasper – E temos umas coisas pra dizer. – o microfone foi dado a Rose.
- A partir do momento em que conheci Edward e Bella, eu entendi que o AMOR nos dá esperança. – a voz de Rose estava embargada – Quando parece que nada vai dar certo, o verdadeiro amor nos mostra que ainda vale a pena sonhar. – ela sorriu pra nós e olhou pra Emmett.
Jasper pegou o microfone.
- Quando conheci Edward e Bella, percebi que o AMOR é forte, não há dores que não possam ser curadas pelo poder do amor. – ele olhou afetuosamente para Alice e lhe estendeu o microfone.
- No dia em que conheci Edward e Bella ... – Alice já chorava – reaprendi que o AMOR nos dá perseverança para continuar lutando por aquilo que acreditamos.
Emmett pegou o microfone e secou algumas lágrimas de seu rosto, respirou fundo e continuou.
- Esses dois nos ensinaram que o amor não tem medida, não tem padrões, ele apenas existe em si mesmo e segue seu próprio curso. O amor só se compromete com ele mesmo, só se compromete em continuar sendo AMOR. Mas o que o amor? Não adianta tentar descrevê-lo mas só de olhar pra Edward e Bella, agente pode até ter uma idéia do que ele seja e do compromisso que ele significa.
Então começou a passar um pequeno filme no telão, na verdade, era uma música. Mary Hellen e seu esposo, David, que também é primo de Alice, pegaram dois microfones e começaram a cantar uma linda canção.
(N/A: mais um vídeo lindo, assistam)
Edward me abraçou por trás, suas mãos estavam entrelaçadas nas minhas, sobre o meu ventre e eu encostei minha cabeça em seu peito. Todo mundo cantava junto com Mary Hellen e seu esposo e eu percebi que chorava um pouquinho. Quando a música terminou, eles foram aplaudidos mas Mary Hellen apontou pra nós e falou.
- VIVA OS NOIVOS!!! – mais palmas e assovios para nós.
Alice e Rose, tiveram a feliz idéia de fazer uma recepção bastante alegre e informal. Espalhadas pelo salão, havia algumas mesas com comida. Uma delas tinha salgados quentes, como trouxinha de camarão, folhados de ameixa e bacon, tortinhas de creme de salmão, canapé de frango e curry, além de torradas servidas com musse de queijo de gruyere. Outra mesa tinha uma infinidade de doces caramelizados, bem-casados e trufinhas de chocolate com morango. Meu apetite de grávida me fez provar quase tudo!
Aos poucos os convidados se acomodavam em suas mesas, dançavam, comiam e pela cara deles, deviam estar se divertindo. O primo-DJ de Alice tocava vários clássicos de jazz, blues e rock antigo, em sua maioria, músicas românticas. O jantar foi servido e mais uma vez eu me espantei com o talento de Alice e Rose em organizar festas. O menu estava impecável, peito de peru com molho de amora, batatas gratinadas ao molho branco e arroz branco. Vários ‘garçons’ (que eu os reconheci com sendo empregados da pousada dos pais de Alice) circulavam entre nós, servido champanhe, vinho, suco e água.
A festa seguiu-se da maneira mais normal possível, eu fiquei cega pelos flashes de luz da câmera a cada foto que tirávamos. Eu e Edward fizemos pose na hora de cortar o bolo e enquanto brindávamos com champanhe, nessa hora me permiti tomar um pequeno gole da bebida. O bolo estava lindo, obra das mãos de Fannie e eu percebi que ele era uma imitação da saia de meu vestido.
Chegou a hora de jogar o buquê, algumas mulheres se amontoaram num pequeno grupo, eu me distanciei e lancei as tulipas ao ar. Ouve um pequeno alvoroço entre elas e quando eu me virei, nenhuma estava com o buque! Ele havia voado através delas e foi parar no colo de Jô, que estava sentada ao lado da Sra. Jones. Jô se levantou num átimo!
- Isso aqui não é meu! Caiu por engano aqui! – todas sorrimos pra ela.
Então ela desfez o laço e dividiu as tulipas em dois pequenos buquês, entregando-os a Alice e Rose.
- Fica melhor assim. Não é Bella?! – ela sorriu e piscou o olho pra mim.
Rose e Alice coraram, sorriram e pegaram as flores. Depois do jantar, eu dancei com Emmett e Jasper, mas como eu não consigo ficar longe dele, na música seguinte, Edward me tomou em seus braços de novo. Começou a tocar At Last de Etta James, uma de nossas músicas. Ele me abraçava pela cintura com ambas as mãos, as minhas estavam envolvendo seus ombros.
- Apreciando a festa, Sra. Cullen? – ele sorria, seus lindos olhos verdes brilhavam.
- Muito. – sorri também – E essa música ... me lembra a noite de natal, na Martinica ...
- Sim! Dançamos ao som dessa música ...
- Na noite em que fizemos nossos bebês ... – completei.
Edward nos girou e depois me abraçou com carinho. Nossos olhos se encontraram mais uma vez e eu me vi refletida no verde de seu olhar ... Nos beijamos ... Um beijo calmo, quente e macio ... A música deve ter acabado, eu acho, mas o beijo evoluiu, passou a ser intenso, profundo. Eu quase esqueci de onde estava quando ouvi Alice chamar.
- Bella, está na hora!
Eu senti uma leve pontada de irritação com a minha irmã-amiga-madrinha pela interrupção. Mas Edward a ignorou, seus lábios pressionavam com força os meus, mais urgentes que antes. Senti o tão familiar calor percorrer o meu corpo, senti fome de Edward ...
- Edward, eu vou contar a ela ... – Alice ameaçou.
Ele congelou seus lábios, cessou o beijo e gemeu baixinho, olhou pra ela e murmurou.
- Ok, Alice.
- Está tudo pronto! – ela sorria – A carruagem já espera por vocês!
Carruagem?! Gritei na minha mente. Onde Alice tinha arrumado uma carruagem? Então eu e Edward fomos subitamente separados, as mulheres se amontoaram ao meu redor, me beijando e me abraçando, me desejando, mais uma vez, ‘muitas felicidades’. Os homens serviram uma bebida a Edward e fizeram um ruidoso brinde, seguido de muitas gargalhas, puxadas por Emmett, é claro!
- Obrigada, Alice e Rose! É o casamento mais lindo que alguém já teve. – meus olhos estavam úmidos – Tudo estava perfeito. Vocês são as melhores e mais talentosas amigas-irmãs-madrinhas do mundo!
Elas me abraçaram ao mesmo tempo.
- Eu estou feliz que você tenha gostado, Bella. – Rose falou.
- Eu também ... Ah! Missão cumprida! – Alice sorria.
Os convidados fizeram um corredor para nós e então começamos a caminhar até a varanda da grande mansão. Todos aplaudiram quando Edward me beijou no batente da porta! Começou a chuva de arroz mas a maioria passou longe de nós. Alguém jogou com tanta precisão, que um monte deles ricocheteou nas costas de Edward. Foi Emmett, com certeza, porque eu pude ouvir sua estrondosa gargalhada. Ouvimos o barulho do motor de uma moto e o som das risadas cessou. Meu queixo caiu, e eu acho que o de Edward também, quando vimos uma carruagem!
Era sim, uma carruagem! Ela era toda branca e coberta, tinha duas portas e duas janelinhas laterais. Mas não era puxada por cavalos, e sim, por um triciclo motorizado (por isso eu ouvi o barulho do motor). Jasper guiava o triciclo e estacionou a carruagem à nossa frente.
- Jazz vai levá-los! – Alice falou pra nós.
- Pra onde? – murmurei e franzi a testa.
- Para o lugar da noite de núpcias, Bella! – Rose sorria da minha cara de espanto – Não se preocupe, tudo está pronto!
- VIVA OS NOIVOS!!! – Emmett gritou, arrancando gargalhadas e aplausos de todo mundo.
‘VIVA!’ – os convidados gritaram.
Edward me abraçou pela cintura e sussurrou ao meu ouvido.
- Você está pronta? – ele me perguntou.
- Estou. – sorri pra ele.
Entramos na carruagem e tudo parecia um sonho! Eu me sentia a própria princesa ... sorri. Edward me abraçou e entrelaçou nossas mãos, ergui meu rosto e olhei em seus olhos.
- Eu te amo.
Ele beijou meu cabelo e meus lábios, de leve.
- Eu também te amo. – ele disse – É por isso que estamos aqui. – ele repetiu a minha frase.
Em menos de cinco minutos, chegamos ao nosso destino e Jasper estacionou o triciclo. Estava meio escuro, havia postes de iluminação a cada centena de metros, eu acho. Ele desceu rapidamente do triciclo e abriu a posta da carruagem, me ajudou a sair e entregou uma chave e um celular a Edward.
- Você já sabe de tudo, Edward. – eles se abraçaram – Parabéns, cara.
- Obrigado, Jasper. – Ed falou baixinho.
- Parabéns, Bella! – Jasper tentava disfarçar a emoção – Sejam felizes ...
- Muito abrigada, Jasper! – abracei-o.
Nos afastamos dele e eu pude realmente enxergar onde estávamos. Havia um charmoso chalé de madeira bem na nossa frente. Então era lá onde passaríamos a nossa noite de núpcias!
- Edward, é lindo ... - murmurei.
- Gostou da surpresa?
- Muito.
Ed pegou a chave e abriu a porta do pequenino chalé, pela minha visão periférica percebi que Jasper ainda estava ali. Achei estranho mas depois me lembrei que a sua função era nos proteger! Em meio a esses pensamentos, soltei um gritinho quando Edward me pegou no colo para entramos no chalé. Assim que entramos, ele passou a chave na porta e eu escutei o barulho do motor do triciclo sendo ligado.
- Enfim, sós. – sorri pra Edward.
- Não tão sós. – ele me beijou com carinho e depois colou nossas testas – Jasper e Alice, Emmett e Rose se hospedaram em dois chalés semelhantes ao nosso. Eles estão a poucos minutos de nós ...
- Entendi. – respirei profundamente – Por isso ele te deu o celular?
- Sim, Bella. – sua voz era baixa e rouca – É claro que eles não ligarão para nós, é só para o caso de precisarmos ...
Eu realmente havia entendido tudo. Ainda éramos protegidos do FBI e nossos amigos só estavam zelando para que tivéssemos uma noite de núpcias normal e segura. Olhei ao redor e me surpreendi com a beleza daquela salinha rústica, com móveis de madeira e uma charmosa lareira. Edward me abraçou de novo e nos beijamos com calma, minhas mãos se enroscaram em seus cabelos, uma de suas mãos me agarrava pela cintura, a outra, acariciava meu ventre. Quando o ar nos faltou, ele pegou minha mão, se afastou um pouco e me fez girar.
- Você está linda, Bella! – seus olhos tinham um brilho exultante.
Corei! Edward nos fez caminhar até uma porta e abriu-a. Era o quarto! Lindo! Havia uma enorme cama de dossel ... isso me lembrou a Martinica.
- Que tal um banho, Sra. Cullen?! – ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
Virei meu rosto, sorri pra ele e assenti.
Edward começou a me despir com calma. Eu me deliciava com o toque de suas mãos em meus cabelos, tirando o véu com cuidado. Depois senti suas mãos em minhas costas, desabotoando cada botãozinho de pérola de meu vestido ... Seu toque me fazia fechar os olhos e meu coração já estava acelerado. Meu vestido e o véu foram colocados sobre uma cadeira do quarto, depois Edward me ajudou a tirar os sapatos e me contemplou somente de lingerie branca.
Corei!
Ele me abraçou, beijou meus lábios e se inclinou um pouco, beijou meu ventre várias vezes. Nós nada dizíamos, o momento era muito solene para ser quebrado por palavras. Ele rapidamente tirou as próprias roupas e eu me surpreendi com a coincidência porque a sua cueca boxer também era branca.
Então ele abriu uma porta ao lado do quarto, havia um charmoso banheiro com decoração rústica. Ed pegou uns sais de banho, pôs na banheira e se virou pra me chamar.
- Bella, são sais de banho de rosas ... é só esperar um pouquinho até a banheira encher.
Em poucos minutos, entramos na enorme banheira. A água estava morninha, relaxante ... Edward se escorou na borda e me puxou, abraçando-me por trás.
- Ah! A água tá uma delícia, amor ... – murmurei.
- Hum ... – ele beijava meu ombro e meu pescoço – Delícia ...
O banho realmente foi relaxante. Sempre entre muitas carícias, Edward me banhava. Ele pegou uma esponja macia e fez um gostoso e luxuriante passeio por meu corpo mas felizmente, seu lábios também participaram do processo. Meus pés foram massageados pelas mãos de meu amor e eu agradeci aos céus, eles estavam doendo um pouquinho mesmo ... Tô grávida, né?
Depois Edward nos enxugou com uma enorme toalha branca e felpuda e nos enrolou nela. Nosso abraço quente só serviu para constatar que eu estava muito úmida, pronta pra ele ... também senti sua excitação contra a minha barriga ...
- Ah! Bella ... – ele sussurrava
- Amor ... – sussurrei e busquei seus lábios.
Edward nos conduziu até o quarto mas sem interromper o beijo, suas mãos estavam ao meu redor. Ele me pegou no colo de novo e me depositou, com muito cuidado sobre a cama. Seu corpo cobriu o meu e ele voltou a me beijar, uma de suas mãos explorava meu seio ...
- Bella ... – sua voz rouca me enchia de tesão – A camisola ...
Caraca! Lembrei da camisola que Alice havia nos presenteado, dizendo que era um presente pra nossa noite de núpcias.
- A camisola ... – murmurei entre beijos – Alice me deu pra eu usar essa noite ...
- Hum ... – seus lábios desceram ao meu seio e eu perdi a noção de tudo – Deixa pra ... lá ... diga que ... usou ...
- Ah! – arfei, a língua dele passeava sobre meu mamilo – Ed ... vamos mentir ... – falei ofegante.
Dissemos pouca coisa naquela noite, tudo eram gemidos e pequenas declarações de amor.









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