A LUZ DOS TEUS OLHOS
POV ROSALIE
FLASH BACK
Eu tava muito nervosa, dobrava e redobrava a alça de minha bolsa enquanto estava sentada ali, num sofá do consultório do Dr. Friendhein, um dos melhores especialistas em reprodução assistida de toda NY. Minhas mãos estavam suadas e eu quase tremia, era a primeira vez que eu me consultava com ele, minha ginecologista havia o indicado, dizendo que logo, logo eu iria engravidar. Entraram duas jovens mulheres no consultório, uma era morena e estava imensamente grávida, usava um vestido rosa, todo soltinho e a outra, loira de cabelos curtinhos, usava tênis, jeans e uma camiseta.
- Sente-se, querida. – a loira ajudou a morena grávida a sentar no sofá onde eu estava – Vou deixar seu nome com a recepcionista.
A gravidérrima olhou pra mim e sorriu, sorri de volta.
- Falta pouco. – ela disse e gemeu um pouco.
- Como? – perguntei.
- Ah! Eu tava falando com a Cindy, a minha bebê. Ela acabou de me chutar.
- Você está de quanto tempo? – perguntei.
- Quase oito meses, ela vai nascer até o fim do próximo mês ... A Cindy já tá com quase 3 quilos ... Não vejo a hora de ser mamãe.
- E eu de ser ‘pammy’ – a loira sentou do lado da morena e sorriu pra mim enquanto passava seu braço sobre os ombros dela.
Então elas eram um casal!
- Hoje é a sua primeira consulta? – a loira falou – A propósito, sou Micaela D’Angelo. – ela estendeu a mão e eu a cumprimentei - E esta é minha mulher, Consuelo Ortega.
- Prazer em conhecê-las, sou Rosalie Hale. E sim, essa é a primeira vez que venho aqui.
- Você parece nervosa ... – a grávida falou.
- Ah! Mas vai dar tudo certo. – a loira olhou de mim para a sua parceira – Nós fomos contempladas logo na primeira tentativa.
FIM DO FLASH BACK
Eu estava em meu apartamento, numa noite gelada de janeiro em NY. A neve caia lá fora e a minha menstruação ‘caia’ de mim enquanto eu tomava banho. Em seis meses de tratamento, foram três tentativas frustradas.
TRÊS TEN-TA-TI-VAS!!!
‘Não há com o que se preocupar, Srta. Hale, você é absolutamente saudável. Daqui a pouco você vai engravidar!’, o médico vivia me dizendo isso. Mas eu já não tinha mais condições psicológicas de tentar nada. O dinheiro investido nessa empreitada toda (quase U$ 30 mil) era o que mesmo interessava. O pior era os sonhos que escorriam de minha vida a cada mês que o fluxo escorria de mim. Eu já não agüentava mais tentar ... eu já não agüentava mais viver. A minha família (mãe, irmão e padrasto) apoiaram a minha decisão de buscar num banco de esperma o ‘pai’ para o meu filho. Tudo que eles mais queriam era que eu me realizasse como mãe. Mas isso não tava dando certo. Deitei na cama e me encolhi, chorei baixinho por um bom tempo. O celular tocou e eu me estiquei para pegá-lo.
- Alô. – minha voz era um murmúrio.
- Rose?
-Ah! Jazz ... Deu tudo err-errado de no-novo ...
- Não, querida, não fique assim. Você vai conseguir engravidar, eu tenho certeza disso. – ele tentava em vão me consolar.
Chorei, chorei muito. Jasper era tudo o que eu precisava naquele momento, ele era meu irmão, meu melhor amigo, meu confidente.
- Oh! Jazz ... eu sinto tanto a sua falta. – eu falava em meio a soluços.
- Rose, eu estou em NY, nesse momento. E te liguei também pra dizer que estou trabalhando num caso bem grande, se é que você me entende. – ele fez uma pausa – É daqueles trabalhos que fazem bem pra qualquer jovem agente, como nós. E a nossa equipe está precisando de mais uma.
Entendi que ele quis dizer, aquela era uma ‘proposta de trabalho’. Ele tava me convidando pra trabalhar no mesmo caso que ele.
- Do que se trata, Jazz? – perguntei.
- Não posso falar por telefone. Mas tenho certeza que manter seu foco no trabalho, nesse momento, fará muito bem a você. Eu preciso falar com M a respeito da sua inclusão no caso e te ligo assim que possível.
- Promete?
- Sim, eu prometo que te ligo assim que puder. Mas pense com carinho na proposta que te fiz. Vai ser bom pra nós dois.
- Obrigada, Jazz. Você é o melhor irmão do mundo, te amo.
- Também te amo, Rose.
Falar com meu irmão me fez bem, levantei da cama, vesti uma roupa e preparei um jantar rápido pra mim. Depois liguei pra mamãe e conversamos um pouco. A minha cabeça doía e eu pretendia dormir cedo mas meu celular tocou de novo e era Jazz, dizendo que tava na portaria do prédio. Ele entrou, conversamos muito sobre mim e depois ele me falou rapidamente sobre o caso, dizendo que o próprio M estava dirigindo aquela operação. Na hora nem acreditei que meu irmão tivesse falando de M, o todo-poderoso do FBI.
Quando percebi, já era 8 de janeiro e eu estava a caminho do hotel Ritz, para me encontrar com Jasper, M e o Caso Volturi. É, eu tinha sido oficialmente designada para o caso após M verificar que ter alguém do escritório de NY seria necessário e esse alguém ser tão capacitado quanto eu Não é falta de modéstia, eu realmente sou competente, já ganhei três menções de honra ao mérito!
Era para ser uma reunião comum, dessas quando somos inicialmente apresentados ao caso mas a minha vida mudou quando entrei na suíte daquele hotel e me deparei com aquele par de olhos. Um homem olhava pra mim. Bom, eu já estou acostumada a olhares de cobiça, luxúria e até obscenidade. Não que eu goste disso mas desde os 12 anos de idade que eu tento me acostumar a olhares de homens que, com certeza, me imaginam nua. Às vezes isso me cansa e me enoja.
Este homem tão especial e que olhava pra mim de um jeito tão diferente, estava reunido com meu irmão e com M. Seus lindos e serenos olhos azuis se encontraram com os meus e me disseram tudo e nada ao mesmo tempo. Nada naquele olhar era obsceno, vulgar ou sujo. Mas tudo era terno, puro e sincero. Eu me senti desejada, mas era um desejo bom. Era o desejo que não se satisfaz em si mesmo e sim o desejo de me desejar bem, me desejar para sempre, me desejar feliz! Ele sorriu pra mim e eu sorri pra ele.
‘Era tão bom que isso fosse verdade’, pensei mas me fiz voltar à realidade.
O desconhecido dono dos olhos azuis é Emmett McCarty, agente do FBI no Texas e também está nessa missão conosco. Mas eu decidi que não me precipitaria, não deixaria que ele percebesse que eu o percebi. Decidi, por enquanto, trabalhar no caso e ser babá do Cullen e da Swan.
Finalmente conheci Alice Brandon. Como esse mundo é pequeno, meu Deus! Quem poderia imaginar que Jasper trabalharia no mesmo caso que ela? Isso só pode ser o destino conspirando a favor deles! Só falta o cabeça dura do meu irmão perceber isso e se entender logo com aquela baixinha tão encantadora.
Quando falo em destino, minha mente sonhadora me faz lembrar dele: Emmett!
Como descrever Emmett? Não consigo enumerar todas as características dele mas só sei que ele é educado, sensível, engraçado, feliz. É como se pra ele não existissem nuvens escuras apenas sol e arco-íris ... é como se nada pudesse abalar aquele bom humor ... Eu queria ser como ele!
Eu estou tão obcecada, tão fascinada pela luz e pelo calor que ele irradia que simplesmente comecei a achar que ele faz de tudo pra puxar assunto comigo, pra me incluir nas conversas dele ou até pra sentar numa cadeira próxima a minha na hora das refeições. Talvez isso seja ilusão, fantasia, mas e se for verdade? Ele sempre me pergunta sobre um ou outro ponto da investigação, a maior parte de seus questionamentos são dirigidos a mim, minha mente sonhadora acha que ele faz isso só pra puxar assunto. Então nesses últimos dias nós dois temos olhado aquelas provas várias vezes. Numa tarde, estávamos só nós dois no escritório da mansão dos Cullen, analisando o pendrive.
- Rose, eu queria ... – ele me tirou dos meus pensamentos – Eu quero te conhecer melhor, se ... se você quiser sair qualquer dia desses ...
Meu coração deu um pulo de alegria. ‘Gato escaldado tem medo de água fria’, uma voz gritou na minha cabeça e me fez recuar.
- Emmett, nós estamos aqui de babá ... mas eu acho que – ‘eu acho que te amo e preciso de você’, eu queria ter falado isso.
– Olha, eu não sou uma pessoa muito sociável, Emmett ... Eu
Que vergonha, eu queria dizer a ele de uma vez por todas que ninguém consegue me amar. Primeiro todos acham que me amam, depois esse amor se transforma em posse e por fim, tirania. Todos pensam que são donos de mim e que podem dispor da minha vida, de meus desejos e de meus sonhos.
– Talvez você pense que eu sou uma coisa diferente do que sou ...
- Eu te aceito do jeito que você é, Rose.
- Eu sou, tipo ... uma peça defeituosa, Emmett. Não se dê ao trabalho ...
Ele me tocou. Seu toque era suave e terno, quente e aconchegante. Uma de suas mãos ergueu meu queixo e a outra, afagou meus cabelos.
- Rose, se você se permitir e me permitir, eu quero ter esse trabalho ... Eu serei pra você o que você precisar, um amigo, um confidente, um namorado ... Promete pensar no assunto?
Meu Deus, o que eu poderia dizer? Ele não pedia nada para si. Ao contrário, pedia que eu o deixasse ser o que eu quisesse, ele me dava alternativas. Nunca, homem algum me deu essa liberdade. Eu assenti com a cabeça e pedi a Deus para que dessa vez, a minha vida começasse a dar certo.
De uma hora pra outra, M ligou pra Jasper e só faltou dizer: ‘a casa caiu’. Tivemos que praticamente fugir de NY porque Alec estava no encalço da operação Volturi. Sem contar que Edward Cullen e Isabella Swan correm risco de vida. Então nós seis atravessamos alguns estados e viemos parar na fazenda dos pais adotivos de Alice. Adorei o lugar, adorei as pessoas e adorei o que tudo isso nos trouxe.
Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas e talvez isso seja verdade mesmo. No sábado, 23 de janeiro nós tínhamos a amarga missão de contar pra Bella e pro Edward o resultado do relatório inicial de Zafrina Miller sobre eles, apontando que seria mais seguro que os dois se separassem por um tempo.
Confesso que não engoli os argumentos apontados naquela folha de papel e Alice também não, porém tínhamos ordens a cumprir. Mas às vezes, basta uma única notícia pra mudar totalmente o rumo das coisas e foi justamente o que aconteceu. Bella se descobriu grávida! Foi uma alegria geral. Fomos ao hospital, ela fez mais exames e se confirmou uma gravidez de 6 semanas. Fiquei muito emocionada e feliz por ela. Mas eu e Alice ainda tínhamos que dizer a ela sobre a proposta contida no relatório.
A reação de Bella foi dramática. Eu pensei que ela ia chorar, se descabelar, dizer que não podia deixar o namorado. Mas a sua atitude se revelou num amor maduro, altruísta e abnegado. Quando ela priorizou a segurança de Edward em detrimento da felicidade dela, eu tive a absoluta certeza que ela o ama de verdade. Mas aquele era o dia deles, definitivamente. Edward teve a reação oposta à dela e quando se encontraram, ele a pediu em casamento. Foi lindo! De longe, eu, Alice, Jasper e Emmett assistíamos a beijos, lágrimas e trocas de alianças.
Passei a semana toda embalada no amor de Edward e Bella, um amor que deve ser imitado. É bonito ver os dois, faz com que a gente passe a acreditar que uma dádiva dessas está acessível a qualquer um de nós. Se alguém quiser chamar isso de conto de fadas, eu não me importo, comecei a acreditar nele.
Mas a sexta feira, 29 de janeiro chegou e com ela, os meus 31 anos.
ARGH!!!!!!!!!!!
Estou velha!
Tomei um banho demorado, vesti jeans e uma camiseta básica e desci para o café da manhã.
“Parabéns pra você, nessa data querida ...”
Todos cantaram para mim assim que cheguei no campo de visão deles. Fiquei da cor de um tomate e quanto Jasper veio me abraçar, Emmett passou voando na frente dele e me abraçou primeiro.
- Feliz aniversário, Rose. – ele sussurrou no meu ouvido e me provocou arrepios – Desejo que todos os seus desejos se realizem.
Pára tudo! G-ZUIS me abane e me acuda! Só com esse abraço e essas palavras, meu corpo todo tremeu e eu me senti ... quente!
- Obrigada, Emmett. – sorri pra ele, não, eu me derreti mesmo.
Recebi beijos, abraços e felicitações do resto do pessoal, sentamos ao redor da mesa e começamos a tomar o café da manhã. Meu irmão me deu um livro e um perfume de presente. Fannie apareceu trazendo um bolo de chocolate, enfeitado com cerejas e uma vela. Todos cantaram ‘parabéns pra você’ de novo, eu fiz um pedido e apaguei a vela.
Eu quero o meu ‘felizes para sempre’ com Emmett
- O que você desejou, Rose? – Alice, super curiosa perguntou.
- Se ela contar, não acontece ... – Bella falou.
- Eu sei o que ela desejou, eu sei, eu sei, eu sei ... – Jô parecia uma vitrola velha.
Nós todos sorrimos.
- Ela desejou o Emmett!
Puta merda, essa Jô é de lascar! Fiquei vermelha e falei mais alto que ela na intenção de mudar de assunto.
- Quem vai querer o primeiro pedaço de bolo? – perguntei enquanto partia um pedaço e colocava num pratinho.
- O irmão da aniversariante tem prioridade! – Jasper falou.
- Os mais velhos primeiro! – o Sr. Jones protestou.
- A grávida, primeiro! – Bella se intrometeu.
- Eu, primeiro! – Jô pegou rapidamente o prato de minha mão e começou a comer.
A-HA-HA-HA-HA
Emmett gargalhou, nos fazendo rir também.
- Muito bem, Jô! – eles se cumprimentaram num high five – Enquanto todo mundo ficava no ‘mimimimimimi’ você foi mais rápida!
- Viva eu! – Jô falou com a boca cheia de bolo.
Depois dessa todos de serviram, Bella se serviu em dobro! O bolo tava mesmo uma delícia, quase lambi os dedos. Minha mãe e meu pai (considero meu padrasto um pai pra mim) ligaram para o meu celular e conversamos bastante. Eles me desejaram tudo de bom e me intimaram a aparecer em casa assim que possível. Meu coração explodia em felicidade, eu me sentia muito bem, queria voar ... Queria dizer pra mamãe que tinha conhecido o cara mais incrível do mundo, mas ainda era cedo, não havia muito o que dizer. Ela perguntou se haveria alguma festa e eu disse que Alice havia combinado de comemorarmos o meu aniversário num bar country na cidade de Washington, a maior cidade da região (do tamanho de uma cabeça de alfinete!). O resto do dia passou rapidamente e quando percebi já estava no quarto me arrumando.
Tomei um banho de banheira bem demorado, com muita espuma ... Desejei a companhia de Emmett! “Ah! Sonha, Rosalie! Sonha que hoje é seu aniversário!” Lavei meus cabelos, sequei, fiz cachos nas pontas (sempre levo meu baby liss comigo!) e deixei-os soltos. Escolhi usar uma minissaia jeans, uma blusa xadrez, bem justinha e com um decote bonito e botas de saltos altos pretas. Fiz uma maquiagem leve e depois fiquei me achando muuuito ‘cowgirl’. Bateu um desespero danado, não sabia se tava bem vestida!
- Alice, socorro! – murmurei no celular.
- Que foi, Rose?
- Vem aqui. Depressa! – guinchei.
Três minutos depois, Alice entrava no quarto.
- Cadê o Volturi, Rose? – ela falou zombeteira, enquanto olhava atrás da porta.
- Engraçadinha ... – fiz biquinho – Alice! Essa roupa tá boa?
- PER-FEI-TA! – ela sibilou e sorriu, eu relaxei.
- Cabelo? Maquiagem?
- Você tá linda, Rose! – ela me abraçou – Minha nossa, Emmett vai ter um treco quando te ver!
Foi aí que eu reparei nela também. Alice usava um vestido chemise (N/A é um tipo básico de vestido soltinho e que vai até a altura dos joelhos) de mangas compridas, mas parecia uma camisa de botões alongada, de tecido listrado, branco e rosa. O detalhe do look era um cinto bem largo, de camurça marrom, dando um toque country e ao mesmo tempo grounge à produção dela. Nos pés, as botas eram marrons, também de camurça.
- Alice, você tá linda! Jasper vai ficar doido! – ela deu uma voltinha e sorriu.
Já na sala, eu e Alice conversávamos sobre os preparativos do casamento de Bella quando Jazz e Emmett, o meu deus grego, chegaram. Nem reparei na roupa de Jazz, só sei que era jeans claro e camisa de botões preta. Mas Emmett tava lindo, G-ZUIS! Parece que combinamos, ele usava uma camisa xadrez muito parecida com a minha. Descia as escadas, charmoso e sensual, era o deus da beleza, sem dúvida. Seu olhar me deixava excitada, era como se existisse uma atração feroz entre nós dois.
- Vem Alice, vamos namorar um pouquinho lá na varanda. – meu irmão saiu puxando-a e me deixou a sós com Emmett.
- Puxa, Rose, você está linda! – ele disse bem próximo a mim.
- Obrigada. Você também tá e ... acho que combinamos um pouco! – falei mas depois corei.
- Combinamos muito, Rose. – ele tocou em meu rosto – A propósito, eu tenho um presente pra você. É ... é simples, mas é de coração.
Ele parecia meio tímido, enquanto tirava do bolso da camisa um saquinho de tecido colorido. Estendi a mão e ele abriu o saquinho, despejando nela uma correntinha de ouro e um pingente.
- É lindo, Emmett!
Era a coisa mais linda que já vi. Uma corrente finíssima de ouro amarelo e com um pingente de ursinho. O que mais me chamou a atenção não foi o pingente perfeitamente esculpido (embora ele fosse lindo) mas é que na parte de trás do ursinho havia as iniciais “R.H” e uma data: 1973. Achei estranho.
- Essa corrente foi da minha mãe, Roxanne Horn. Meu pai mandou um ourives fazer e deu a ela de presente quando começaram a namorar. O urso pardo é o símbolo do estado de Montana, onde minha mãe nasceu e por coincidência, onde você nasceu também. – ele tocou na pontinha de meu nariz e eu pude notar que seus olhos irradiavam uma esplendorosa luz enquanto ele falava da mãe.
- Emmett, eu ... eu ... não posso aceitar ...
- Aceite, Rose. – ele fechou a minha mão dentro da dele – Eu quero que ela fique com você. A menos que você não tenha gostado ...
- Emmett! – peguei em seu rosto e me aproximei mais – Eu amei, é linda! Mas é uma jóia de família, eu ...
- Rose ... – eu sentia seu hálito quente – Você é dona dessa corrente agora.
E então, aconteceu! Ele se aproximou mais e mais e seus lábios tocaram os meus com muita suavidade. De repente o tempo parou! Eu me sentia flutuando enquanto era acariciada por aqueles lábios macios, quentes, doces ... urgentes! Meu coração explodiu quando senti uma das mãos dele contornando a minha cintura e a outra se enroscou nos meus cabelos, puxando-me muuuito para ele. Mesmo sobre tantas camadas de tecido, pude senti o calor daquela pele contra a minha ... ai ... ai ...ai ... papai! Senti outra coisa também!
- Ah! Rose ... – ele sussurrou no meu ouvido.
Forcei meu cérebro a voltar a funcionar e afastei um pouco os nossos corpos, se não, eu iria perder o controle! Mas eu também queria poder olhar nos olhos dele, aqueles lindos orbes azuis faziam com que eu me sentisse no céu.
- Emmett, eu amei o presente! – dei um selinho nele – Me ajuda a colocar?
Ele sorriu e me ajudou, afastando meus cabelos e colocando aquela jóia em meu pescoço. Caminhei até o espelho da sala e olhei como a corrente tinha ficado em mim. PERFEITA! Senti um enorme par de mãos me abraçarem por trás, enquanto doces lábios depositavam beijos ‘calientes’ em meu pescoço.
- Linda! Não, linda é pouco. Muita linda! – virei meu rosto e dei um selinho nele - Rose ... – ele virou meu corpo e me puxou para sentarmos no sofá – Eu preciso falar com você.
Ai meu Pai do céu! Fiquei nervosa! Sentamos e ele pegou minhas mãos, beijando-as.
- Não quero que você pense que eu vivo distribuindo beijos e presentes às minhas colegas de trabalho. Não quero que você tenha a impressão errada de mim. – ele falava solenemente – Eu sou um cara de cidade pequena, tenho esse jeito meio desmantelado e brincalhão mas tento fazer tudo bem certinho. E eu não quero errar com você. – ele fez uma pausa e respirou fundo – Por isso, eu quero namorar você ... quero ter um relacionamento de verdade com você ... quero ... eu quero você, Rose, pra sempre.
Eu acho que se meu rosto fosse de porcelana, já teria se quebrado porque meu sorriso ia de orelha a orelha. Eu nunca tinha ouvido palavras tão desajeitadas, simples, bonitas e verdadeiras ... Emmett era mesmo um cara muito especial.
- Eu aceito, Emmett McCarty. Eu aceito ser sua! – a palavra ‘namorada’ tornou-se desnecessária, eu queria muito mais.
Fomos interrompidos pela chegada de Edward e Bella à sala. Eles ficaram meio sem graça quando perceberam que atrapalhavam. Bella estava linda, usava calça jeans skinny, uma batinha de tecido azul, cheia de lacinhos e sapatilhas azuis. Seus cabelos estavam soltos e a maquiagem era bem leve.
- Er ... desculpem a demora. – ela sorria – Dormi muito e Edward quase não conseguiu me acordar ...
Fomos todos numa única minivan, como não havia malas para carregar, todos os seis lugares foram ocupados confortavelmente.
- Jasper, eu dirijo na ida. – Emmett falou logo e eu entendi que ele queria tomar cervejas no bar – E nem me olhe com essa cara feia. Daqui pra frente vou te chamar de Jasper. Ou você prefere cunhadinho?
- Jasper tá bom. – meu irmão rosnou e todos nós rimos da cara dele.
- OMG!!! – Bella e Alice disseram em coro.
- Parabéns, Rose! – Bella, que estava no banco de trás, cochichou pra mim.
- Ei, Bella! E eu? – Emmett falou alto – Eu também mereço ‘parabéns’! Afinal quem ganhou a namorada fui eu ...
- PARABÉNS, EMMETT! – ela falou um pouco mais alto.
O percurso até o bar foi bem animado com Emmett tirando sarro da cara de Jazz enquanto Alice explicava o caminho. Eu o fitava admirada, imaginando o quanto ele podia ser engraçado, extrovertido, alegre, lindo, gostoso ...
De tanto pensar e olhar para o meu deus grego, mal percebi que havíamos chegado. O lugar era realmente muito aconchegante, em sua entrada havia uma placa: “George’s Bar, o primeiro bar abolicionista da Geórgia, fundado em 1845” . Um típico bar country com mesas e cadeiras de madeira escura, muitas janelas com cortinas amarelas, uma mesa de sinuca, um pequeno palco e uma pista de dança. Assim que entramos, percebi que uma banda tocava as músicas mais countries de Kings of Leon. De cara, gostei muito do som e os caras da banda eram bem bonitinhos também ... Tô com o Emmett mas não sou cega, né? Se bem que eu olhei rapidamente e discretamente. Um homem veio em nossa direção, ele sorria pra Alice e ela também sorria pra ele. Pela minha visão periférica, vi a cara feia que meu irmão fazia pra o homem.
- ALICE! – ele a abraçou, girando-a no ar.
- GEORGE! – ela gritou e sorriu – Ah! Me solta!
Depois da sessão ‘rodopios’, ela nos apresentou a ele, seu amigo de infância, que era o dono do lugar, George Huttington IV, descendente do fundador do bar. Caminhamos em direção a uma boa mesa e quando nos sentamos, percebi que muita gente olhava pra nós. Principalmente mulheres olhavam para Edward, Jasper e Emmett! Esse mundo tá perdido, um bando de mulheres acompanhadas estava olhando descaradamente para a nossa mesa e para o meu Emmett! O que mais de deixou inquieta foi que na mesa ao lado havia três mulheres, uma loira, uma ruiva e outra morena, com roupas, não fantasias mesmo, muito country, tipo chapéu, vestido de franjinha, botas super altas, mega decotes ... HUMPF!
- Meninas, eu não sei vocês, mas o meu ‘piriguetômetro’ está apitando.
Inclinei meu corpo sobre a mesa pra cochichar com Bella e Alice, as duas olharam ao redor antes de responder. Alice pegou na mão de Jasper e se aproximou mais dele e Bella fez o mesmo.
- Eu vou ficar de olho ... – Bella murmurou.
- PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI - Alice imitava o som de um alarme de carro e nós três sorrimos, atraindo a atenção dos meninos.
- Qual foi a piada? – Jasper perguntou.
- NADA! –dissemos em coro.
Um garçom veio nos trazer o cardápio e fizemos logo o pedido. Pouco tempo depois ele voltava com o suco de laranja de Bella, coca pra mim e pra Alice e cerveja para os meninos, uma porção de batatas fritas, camarões e ... pãezinhos de queijo?
- Quem pediu pão de queijo? – perguntei.
- Eu. – Bella sorriu e mordeu um pedaço do pão – Deu vontade ...
Começamos a conversar e eu mostrei às meninas a corrente e o pingente que Emmett havia me dado, ambas se desculparam porque não compraram meu presente, alegando que naquela cidade mínima não havia nada legal pra se comprar mas que me dariam algum presente logo, logo. Os meninos rapidamente começaram a falar de beisebol e nós três começamos a falar deles. Alice e Bella me pediram pra contar, em detalhes, o pedido de namoro que Emmett fez.
O amigo de Alice subiu no palco e apresentou a outra banda da noite, um grupo só de mulheres. Caraca! Eram as mesmas mulheres da mesa ao lado que nos fitaram insistentemente. As WildGirls (nome da banda) mas pareciam umas ‘WildPutas’!!! É, eu sei, vou acabar surtando de ciúmes ...
Até que as mocréias cantavam bem, as músicas eram lentas, boas pra dançar. Emmett me convidou para a pista e eu aceitei na mesma hora, tava doida pra dançar com ele. Jasper e Edward o imitaram e logo os três casais estavam dançando de rostinho colado. As mãos de Emmett contornavam a minha cintura e as minhas envolveram seu pescoço. Só de sentir aquelas mãos me pegando daquele jeito me fazia perder a noção de tudo ... Parecia que meu coração ia saltar pela boca e aquele simples toque me fez ficar molhada!
- Tá gostando da noite? – ele sussurrou.
- Muito ...
Ele juntou nossos lábios de novo num beijo muito calmo e molhado, suas mãos me puxaram mais de encontro ao seu corpo e eu pude sentir, mesmo por debaixo de nossos jeans, a rigidez e o volume de sua ereção. Aquilo já tava me deixando completamente insana!
- Ah! Emm ... – sussurrei o apelido que eu sempre quis dar pra ele e corei, eu não sabia se ele queria ser chamado assim – Eu posso de chamar assim?
Ele sorriu ao me ver corar e beijou a pontinha de meu nariz.
- Você me deixa doido, Rose ... Você pode me chamar até de porquinho-da-índia!
Meu Deus! Emmett sempre me faz rir ...
Depois de mais algumas músicas, nós dois voltamos para mesa e sentamos. Alice, Jasper, Edward e Bella ainda dançaram mais um pouco.
- É bonito ver aqueles quatro ali, principalmente o cabeçudo do seu irmão e a baixinha.- Emm falou apontando.
- É verdade. – virei meu rosto pra ele – Eu estou muito feliz por nós dois também.
- Imensamente feliz!!!
- Emm ... – eu estava hesitante mais precisava perguntar umas coisas – Como você sabia tantas coisas sobre mim? Por exemplo, que eu nasci em Montana? A data de meu aniversário?
- Eu ... eu pesquisei. – ele parecia envergonhado – Eu te amei no momento em que te vi naquele hotel em NY. Não foi amor à primeira vista, foi ... foi muito mais. Naquela hora a vida passou a ter sentido pra mim, era como se eu começasse a viver naquele instante.
OMG! Meu pai do céu! Ele disse que me amou! AMOU! Naquele momento!
- Você ... vo-você me ama? – eu gaguejei e corei.
- SIM!!! – ele me deu um selinho e segurou meu rosto com ambas as mãos – E hoje sou um cara de sorte porque você me aceitou ...
- AH! Emm ... Eu também te amo, desde o primeiro minuto que te vi.
Acho que meus olhos estavam úmidos enquanto eu falava, afinal tínhamos acabado de nos declarar um pro outro. Parecia que minha vida ia começar a fazer sentido de novo.
- Daí eu descobri o que pude sobre você. Uns amigos meus do Recursos Humanos do FBI me passaram as informações. Mas só eram as coisas de sempre, nome, idade, local de nascimento. Eu precisava saber sobre você, a minha vida dependia disso ... Mas eu tinha medo de me aproximar bruscamente de você, eu sempre te achei muito reservada. Alice e Bella não te conheciam tão bem e Jasper, bem, seu irmão é um cara meio difícil.
- É mesmo! – sorri e apontei pra ele e Alice dançando bem agarradinhos – Mas parece que agora ele vai melhorar.
- Então ... O lance de Edward e Bella mexeu muito comigo. – Emm continuou – Se aqueles dois, atolados de problemas até o pescoço, conseguem fazer o amor deles vingar, por que eu iria me acovardar? E aqui estamos nós. – ele pegou minhas mãos, beijou-as e provocou arrepios em meu corpo.
- Aqui estamos nós. – repeti e respirei fundo – Eu era mesmo reservada, desculpe. – ele tentou me interromper mas eu não deixei – Não é que eu não quisesse você, eu te quis desde o instante que te vi. Mas eu tinha medo ... Medo de sofrer, de me machucar ...
- Rose ...
- Mas eu não tenho mais medo, Emm. Eu confio em você. – sorri pra ele beijei suas mãos também.
Fomos interrompidos pela chegada de meu irmão, minha cunhada, Edward e Bella. O amigo de Alice se aproximou e eu vi quando Jasper pôs o braço sobre os ombros de Alice como se estivesse marcando seu território.
- Vocês vão pedir o jantar agora? – o cara perguntou.
- Sim. – Edward respondeu – Bella está faminta!
George nos deu o cardápio e após uma breve discussão nossa, ele sugeriu Costeletas de porco no tacho, acompanhadas de purê de batata.
- O que é esse Ensopado à moda da casa? – Bella perguntou.
- Ah! É cozido de carneiro com legumes, acompanhado do caldo do cozido e pãezinhos de milho. – o dono do bar explicou.
- É isso que eu quero! – ela sorriu.
- Alguém mais vai querer cozido? – ele perguntou mas todos nós negamos – Então, vou trazer somente meia porção para você. OK?
Bella sorriu e assentiu, seu olhinhos brilharam de felicidade. Por mim tudo bem, carne de carneiro é muito mais nutritiva e saudável para as grávidas do que carne de porco.
- Gente, licencinha. Vou retocar a maquiagem. – ela falou já se levantando e eu entendi que era a hora do xixi.
- Eu vou também ... – levantei.
- E eu. – Alice fez o mesmo.
- Por que será que mulher só vai ao banheiro em comboio? – Edward perguntou.
- Deve ser pra dar apoio moral . – Emm falou zombeteiro.
Voltamos rapidamente e logo em seguida, o garçom trouxe o jantar. Todos nós nos espantamos com ‘o prato’ de Bella! CARACA!!! Era muita comida ... O bom é que tudo ali era saudável, havia muitos legumes e verduras, carne e caldo de carne.
- Bella? Você tem um buraco negro no lugar do estômago? Onde vai parar tanta comida? – Emm começou com as piadinhas dele.
- O metabolismo dela tá acelerado, Emmett! – Edward respondeu e se virou pra Bella – Não ligue pra ele, amor! Coma bem, você e o bebê precisam de nutrientes ...
- Esse bebê deve ter o apetite do Shrek!
Nem preciso dizer quem disse isso ...
- EMMETT! – Bella deu uma tapa no braço dele – Não chame meu bebê de ogro!
Todos nós gargalhamos muito.
A comida era muito boa mesmo, as costeletas estavam ótimas e o ensopado que Bella pediu era feio pra caramba mas ela comeu quase tudo, então devia estar gostoso. A conversa fluía alegre entre garfadas, piadas e risadas até que percebemos um cara sentado num banquinho lá no palco, tocava um violão e cantava uma música de Steve Wonder. Foi aí que eu me dei conta que o bar também tinha caraoquê. O cara foi bastante aplaudido e depois uma mulher foi até lá e cantou a música tema de Titanic. ARGH! Enjoada demais! Mesmo assim foi aplaudida.
Antes que os aplausos terminassem, Emmett se levantou e saiu da mesa, subiu ao palco, pegou o violão, tocou um pouquinho, acho que para afiná-lo. Meu coração gelou, parou de bater e voltou a bater apressado ... O que será que ele ia fazer ali? Eu nem sabia que ele sabia tocar algum instrumento! Se bem que eu não sabia muito sobre ele ... ainda.
- Então ... Er ... boa noite! – ele falava timidamente ao microfone – Hoje é um dia especial para mim! Eu ... ensaiei essa música uma dez vezes e ... as garotas da banda me ajudaram também! – as piriguetes subiram ao palco e eu não gostei nem um pouquinho disso - A mulher da minha vida está fazendo aniversário e ... Rose, essa é pra você! Te amo!!!
G-ZUIS!!!
Todo mundo no bar começou a aplaudir e a assoviar! Meu rosto ficou muito corado mas eu estava hipnotizada, não conseguia deixar de olhá-lo nos olhos. Emmett respirou fundo, sorriu pra mim e começou a tocar uma música. Rapidamente reconheci, era I say a little prayer for you , tema de ‘O casamento de meu melhor amigo’. A voz dele capturou minha atenção e eu reconheci que as ‘garotas’ da banda faziam um bonito vocal.
(N/A: Gente a intenção não é encher lingüiça mas achei uma boa idéia porque as músicas ‘falam’ por si mesmas. Se possível assistam ao vídeo)
Não sei como Emmett descobriu isso mas eu adoro esse filme, adoro essa música ... Aplaudi de pé quando ele terminou. Rapidamente, ele desceu do palco carregando um buquê enorme de rosas vermelhas (juro que não vi de onde saiu aquele buquê), caminhou até mim e me abraçou.
- Eu quis encontrar rosas tão lindas e cheirosas quanto você. – ele sussurrava ao meu ouvido – Perdão, amor mas só achei essas aqui.
- Ah! Emm ... São lindas!
Ele me beijou ali, na frente de todo mundo, arrancando mais aplausos e assovios de todo o bar. Meu rosto ficou mais vermelho que as rosas e eu o enterrei em seu peito, respirei fundo umas três vezes até que me recompus.
- Hei, baixinha! Deu tudo certo, valeu! – ele e Alice piscaram o olho e sorriram.
- Agora é minha vez! – Jazz deu um selinho em Alice e caminhou em direção ao palco.
Ela apenas olhava-o num misto de admiração e surpresa. Todos nós ficamos na expectativa ... Jazz cantando é algo muito raro mesmo!
- Boa noite! – ele sorria – Eu vou cantar One, do U2. Essa é pra você, Alice!
Pelo canto do olho, eu percebi que os olhinhos de Alice estavam úmidos e ela quase quicava na cadeira.
(N/A: gente a tradução dessa música é a cara da história de amor de Alice e Jasper, se puderem, assistam ao vídeo)
- Puxa! Quando penso que já vi de tudo nessa vida, eu percebo que não vi nem a metade! – Emm falou zombeteiro – Meu cunhadinho tá virando gente ... tá até cantando!
- PSIU! – Alice deu uma cotovelada nele – Meu amor está cantando pra mim!
Jazz também arrancou muitos aplausos e assovios de todo mundo, principalmente de Alice! Eu nem poderia imaginar que ela pudesse assoviar tão alto como os garotos fazem ... Quando a música terminou, os dois se abraçaram e se beijaram com entusiasmo. É engraçado como Alice tem o dom de transformar o meu irmão, ele fica outra pessoa quando está ao lado dela!
Edward também não quis ficar devendo nada, ele nos pediu licença e deu um selinho em Bella.
- Ele vai cantar? – Emm perguntou.
- Ele não disse ... – Bella murmurou enquanto ele caminhava até os caras da banda que faziam o cover de Kings of Leon.
Então Edward subiu ao palco, acompanhado da banda, eles conversavam um pouco entre si e acho que passavam o som enquanto decidiam o que tocar.
- Boa noite! – Edward falou e atraiu a atenção de todo mundo, principalmente de Bella que mordia o lábio inferior – Eu também quero homenagear a mulher da minha vida: Isabella.
Todo mundo bateu palmas, assoviou e Bella corou, claro!
- Princesa, nós temos muitas músicas. – ele continuava – Mas nos últimos dias, essa música tem sido a cara de nosso amor.
(N/A: esse vídeo é lindo)
OMG! A voz de Edward é muito bonita! Ele e a banda tocaram a música com perfeição! Bella, sentada ao meu lado, sorria e chorava ao mesmo tempo. Era uma cena bonita de se ver porque a música era mesmo a cara deles dois. Sinceramente, é impossível você conhecer Edward e Bella e ficar imune ao amor deles dois ... Quando a música acabou, eles foram muito aplaudidos, principalmente quando Edward pegou-a nos braços e beijo-a com muita paixão!
A hora passou rápido e quando nos demos conta já era hora de voltarmos para Zion, o amigo de Alice se despediu de nós e Emm agradeceu-lhe por ‘tudo’. Esse tudo deve ter sido pelos ensaios que ele fez e pelo buquê de rosas, suponho. No carro, o silêncio era bem gostoso entre a gente parecia que os casais se comunicavam por telepatia. Alice voltou dirigindo, Jazz estava no banco da frente ao lado dela. Bella estava com a cabeça encostada no ombro de Edward e eu acho que ela já cochilava. Eu e Emmett estávamos no banco de trás, nossas mãos estavam entrelaçadas e nos olhávamos sempre ... sorríamos!
A casa estava silenciosa, não havia ninguém no andar inferior quando chegamos. Edward e Bella se despediram de nós e subiram rapidamente, Alice fez o mesmo, Jazz me deu um beijo de boa noite e também subiu. Eu e Emmett não tínhamos pressa, essa era a verdade. Não queríamos nos despedir, não queríamos que a noite acabasse.
- Eu ... você ... eu vou até a cozinha beber um pouco de água. – falei umas coisas meio sem sentido.
- Eu vou também. – ele me acompanhou.
Bebemos água em silêncio, nunca deixamos de nos olhar, havia muito desejo entre a gente, era quase palpável ... ‘Ele também me quer’, pensei e corei. Eu tinha a absoluta certeza que meus olhos me entregavam, entregavam meu desejo por ele. Eu tinha certeza que cada gesto e cada olhar meu lhe davam pistas do que eu queria. Mas ainda tinha dúvidas. Era como se nas minhas veias corresse uma gostosa e sensual inquietação misturada com o medo de me entregar. Eu temia aquelas reações exageradas, nunca havia sentido tudo isso.
- Eu ... – falamos em coro e sorrimos.
- Você primeiro. – falei.
- Damas primeiro. – ele sorria tímido.
- Eu só queria dizer que esse foi o melhor aniversário da minha vida, obrigada.
Emm se aproximou mais de mim e eu pude me perder na beleza daquele corpo másculo, forte e cheiroso. Seu abraço me aqueceu, suas mãos contornavam a minha cintura numa pegada forte, quente, gostosa.
- E eu queria dizer que você me faz feliz ...
Seus lábios tocaram os meus com muita sensualidade, sua língua passeava devagar pelo meu lábio inferior, arrancando de mim arrepios e gemidos. Minhas mãos se enroscaram em seus cabelos e eu o puxava muito pra mim. Depois o beijo ficou mais feroz, e eu pude sentir sua língua me invadindo, ao mesmo tempo em que sentia seu membro me empurrando. Meus seios ficaram rijos, minha intimidade ficou úmida e o meu desejo por aquele homem só aumentava ...
- Rose ... não consigo resistir. – sua voz rouca sussurrou ao meu ouvido.
Eu travava uma luta na minha cabeça! E agora? Sim ou não? Nós começamos a namorar naquele dia! Será que seria precipitado da minha parte dormir com ele logo depois do primeiro encontro? Tudo foi muito rápido, eu tinha me tornado namorada dele há pouco mais de quatro horas. Embora nossos corpos incendiassem, eu tinha medo de pôr tudo a perder! Mas eu nunca havia desejado um homem quanto eu desejava Emmett ... Juntei forças e separei nossos corpos.
- Er ... acho melhor eu ir dormir ... – falei sem graça.
- Ah! Não, Rose. – ele parecia culpado – Desculpe! Não quero te dar a impressão errada. Por mais que eu queira você, tudo vai ser no seu tempo. OK?
Eu apenas sorri e assenti. Entrelaçamos nossas mãos e caminhamos em silêncio. As duas partes de mim ainda duelavam: desejo e razão. Quando chegamos à porta de meu quarto, ele me deu um beijo casto e me desejou boa noite, virou as costas e caminhou até seu quarto. Meu coração ficou apertado quando ele se afastou de mim e eu agi por impulso.
- Emmett! – corri e segurei em seu braço.
Ele ficou surpreso e eu não lhe dei chance de perguntar nada. Abracei-o com urgência e juntei nossos lábios num beijo urgente. Quando o ar nos faltou, sorrimos e entrelaçamos nossas mãos. Devagar, começamos a caminhar de volta até meu quarto, abri a porta, nos fiz entrar e tranquei-a em seguida. Nada dizíamos, era como se as palavras fossem totalmente desnecessárias. Eu o queria, muito ...
Nosso beijo recomeçou, calmo, molhado mas evoluiu, passando a ser sensual e provocante . Minhas mãos tremiam um pouco e eu travei-as ao redor de seu pescoço. Emm desceu suas mãos até a minha cintura, pressionou-a com força e eu puder sentir, de novo, a rigidez e a força de seu membro, tocando-me na altura da virilha. Ofeguei e gemi baixinho entre seus lábios.
De repente, uma nova onda de prazer me invadiu, me senti molhada (àquela altura da noite, a minha calcinha já devia estar encharcada) , minha respiração estava entrecortada e meu coração galopava. Minhas pernas ficaram bambas e eu me agarrei a ele com mais força. Fui erguida do chão, Emmett nos conduzia à minha cama e durante o curto trajeto, seus olhos iluminavam os meus.
Fui depositada na cama com carinho e depois ele me cobriu com seu corpo. Delicadamente, Emm desabotoava cada botão de minha blusa e depositava beijos quentes em cada pedacinho de pele que via. Eu gemia baixinho e segurava no lençol com força a cada onda de prazer que me invadia. Depois ele tirou minhas botas e a minha saia, rapidamente, ficou sentado na cama e me contemplou somente de calcinha e sutiã.
- Tão linda ... – murmurou e eu fiquei um pouco sem graça.
Seu corpo me cobriu novamente e seus lábios deixavam um rastro de fogo e inquietação em meu pescoço e colo. Meu sutiã voou pelo quarto ao mesmo tempo em que senti lábios quentes e molhados em um mamilo e depois em outro. Involuntariamente, soltei um gritinho de prazer e arqueei meu corpo em direção ao dele. Parecia que eu levava choques, me fazendo perder os sentidos e antes que eu pudesse gritar de novo, resolvi morder o lábio inferior.
Quando tudo já estava ótimo, ficou ainda melhor porque senti seus lábios quentes descendo por meu corpo até chegarem em minha intimidade. Emmett beijou meu sexo por cima da calcinha e começou a tirá-la de mim com bastante calma. Nessa hora fiquei um pouco nervosa, fechei os olhos e fiz uma prece: ‘Que seja bom, que seja pra sempre, que ele seja o cara certo.’
Rapidamente, ele saiu da cama para se despir e eu me ergui sobre os cotovelos para olhá-lo. Lindo! Perfeito! Enorme!!! Fiquei hipnotizada quando vi o crescente volume em sua cueca! G-ZUIS!!! Aquilo TUDO?!
A parte racional e menos pervertida de meu cérebro viu quando ele tirou um preservativo da carteira e eu fiquei muito feliz por isso. Pelo menos um de nós dois tinha pensado em tudo.
Depois ele voltou pra cama e me beijou novamente com grande paixão, quando o ar nos faltou, colou nossas testas e sorriu.
- Eu quero você, Rose ... muito. – o ar era escasso – Você está pronta?
- Sim ... eu quero você, Emmett.
Ele me beijou de novo e sentou na cama, abriu a embalagem do preservativo e rapidamente colocou-o em seu membro. Deitou-se sobre mim novamente, agarrou minhas mãos, levou-as acima de minha cabeça e se posicionou entre as minhas pernas. Seu membro rijo tocava em minha barriga e num gesto natural, movi meu quadril um pouco para que nossos sexos se tocassem.
De repente, meu interior foi invadido por ele! Houve uns trinta segundos de quietude e silêncio, enquanto nos acomodávamos, um dentro do outro. Eu acho que estava em transe, ou quem sabe, numa dimensão paralela. Nunca havia sido preenchida daquele jeito, era como se fôssemos peças perfeitas de um quebra-cabeças. Emm começou a se movimentar sobre mim, enquanto eu gemia alguma coisa e arranhava suas costas. Ele ia e vinha, fazendo com que tudo o mais ao nosso redor desaparecesse. A casa inteira poderia pegar fogo e eu nem perceberia ...
Eu era só sensações, eu era só desejo, eu era Emmett e Emmett era Rose. Nós estávamos misturados, buscando um ao outro naquele vai e vem até que pude sentir meu interior se contraindo violentamente. Todo o meu corpo foi invadido por arrepios e vibrações, enquanto era penetrada com vigor. Soltei um grito abafado e me entreguei por completo àquela poderosa sensação de luxúria e êxtase. Mesmo zonza de tanto prazer, pude perceber quando Emmett também gozou dentro de mim.
Seu corpo caiu delicadamente sobre o meu e sua respiração estava entrecortada junto ao meu ouvido. Minhas mãos passeavam em suas costas, fazendo-lhe carinho. Quando as respirações se normalizaram, ele ergueu um pouco o rosto e me fitou. Sorrimos. Ele me deu um selinho e se levantou, tirou o preservativo e foi até o banheiro. Mas voltou rapidamente de lá, deitou na cama em seguida e me abraçou. Eu assistia a toda a movimentação dele mas não conseguia dizer nada. Parecia que o depois tinha me deixado mais nervosa que o antes.
- Eu te amo, Rose. – ele beijou minha testa – Eu te amo pra sempre.
Meus olhos ficaram úmidos de tanta emoção.
- Eu te amo, Emm ... – beijei a pontinha do queixo dele.
Nos acomodamos mais na cama e eu tomei a iniciativa de puxar as cobertas sobre nossos corpos. Eu não queria dormir sozinha, nunca mais ... Ele entendeu o recado e me abraçou com mais força.
- Isso é um convite, Rose? – ele sussurrou.
- Sim ... – me aconcheguei mais nele enquanto seus lábios tocavam meus cabelos.
- Eu também tenho um contive. – ele fez uma pausa, ergueu meu rosto e olhou-me nos olhos – Quando isso tudo acabar e tivermos encerrado o Caso Volturi, quero te levar ao Texas e te apresentar à minha irmã. – ele sorria – Ela, meus sobrinhos e cunhado são a minha família e eu quero que você os conheça.
OMG! Meu pai do céu! Ele quer me apresentar à família!
- Mas com uma condição! – franzi a testa – Eu também quero conhecer seus pais!
Beijei-o com uma verdadeira adoração naquela hora e me senti muito especial. Era a primeira vez que eu me sentia tão amada!
- Eu aceito o convite, Emm ... Eu aceito! – respirei fundo e fiz uma pergunta básica – Eles já sabem sobre mim?
- Já. – ele sorria triunfantemente – Na semana passada liguei pra minha irmã e pedi-lhe que me mandasse a corretinha de ouro da mamãe pelo FedEx.
- Não entendi ... – murmurei e ele beijou minha testa antes de responder.
- Vovó sempre me dizia que quando eu conhecesse a mulher da minha vida, eu sentiria vontade de dar a ela o céu e as estrelas ... Isso é uma analogia ao bem mais precioso que eu tinha. – ele tocou no pingente de ursinho – Essa jóia pertenceu à minha mãe, a mulher que mais amei nessa vida. – sua voz era rouca – E agora pertence a você: meu outro grande amor.
Meus olhos ficaram marejados ao ouvir palavras tão lindas, naquele dia a minha vida recomeçou, graças à força e à luz daquele olhar.
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