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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 19 de setembro de 2010

Música das Sombras


Sinopse:
 Para a Princesa Isabella de St. Noah, a Escócia é uma terra de vista deslumbrante, habitada por chefes selvagens, estradas traiçoeiras e acidentadas, abruptos e sinistros vales, florestas assustadoras e negras ... armadilhas, traição, jogo de poder, guerras brutais. Apreciada e conhecida por sua impressionante beleza, filha de um dos barões mais influentes da Inglaterra, Isabella é, além disso, uma conveniente moeda de negociação para um Rei que necessita estabelecer a paz nas Highlands: O Rei William arranjou o matrimônio de Isabella com um amável e bondoso Laird, chefe de um poderoso clã nas Highlands. Mas este matrimônio jamais irá acontecer.
Tudo muda para Isabella em uma única explosão de liberdade, quando ela e suas escoltas se deparam com uma cena indescritivelmente cruel. Com um só disparo de seu arco, Isabella tira uma vida, salva outra e começa uma guerra. Em questão de dias, as Highlands se agitam enquanto uma batalha real acontece entre novos e antigos inimigos. Tendo chegado à Escócia para se casar, Isabella se vê envolvida numa intriga local. Além disso, dois sádicos nobres ingleses, ao ousarem subestimar a valentia e a inteligência de Isabella, acabam por desgraçar a vida da Princesa. Mas graças a um segredo que ela possui, Edward Cullen, o homem mais temido e respeitado da Escócia, encontra um novo motivo para mostrar sua coragem. Nem o corpo nem o coração de Isabella estão a salvo de seu penetrante olhar.

Classificação: + 18
Personagens: Os personagens principais pertencem a Sthephenie Meyer
Gêneros: Lemon, Romance
Avisos: História adaptada do livro homônimo.


PRÓLOGO

Era uma vez, há muito tempo atrás, um pequeno Reino chamado Forks, que nada mais era do que uma linda e próspera ilha localizada no Mar Celta. Num dia sombrio, uma grande tormenta assolou inesperadamente aquela linda ilha, trazendo medo e violência. Eram os Cruzados, que vinham de uma terra distante, trazendo sua nova fé e sua horda de guerreiros e ladrões. Eles surgiram na nossa praia e até onde a vista alcançava, podia-se ver armaduras de aço reluzente, brilhavam como fragmentos de cristal à luz do sol do meio-dia. Não pediam permissão para nada, apenas invadiam, pois estavam numa missão em nome de Deus. Então, nada se interporia em seu caminho. Atravessaram a formosa ilha de Forks, tomaram nossos cavalos, pegaram nossa comida, pisotearam as plantações, usaram as mulheres e também as donzelas e mataram muitos dos bons homens de Forks. Semearam o terror e a destruição por onde quer que passassem ... tudo em nome de Deus.
 
Eles chamavam a si mesmos de os Cruzados, em suas bandeiras havia uma cruz dourada. Acreditavam fervorosamente que sua missão era sagrada e boa porque assim o havia dito o Papa, que os abençoou e lhes ordenou que viajassem ao outro lado do mundo para pregar o Evangelho. Deviam subjugar aos infiéis e forçá-los a abraçar o seu Deus e a sua religião cristã. Se os pagãos resistissem, os soldados Cruzados deviam matá-los com suas espadas sagradas e benzidas.
A passagem através das nossas verdes montanhas era a única rota que permitiria aos Cruzados avançar em sua sagrada missão, assim que a atravessaram marchando em numerosas legiões, e depois que chegaram à baía ao outro lado das montanhas, roubaram nossos navios e navegaram através do mar para o seu novo destino.
Nesse momento, nosso pequeno país se chamava Forks. Fomos governados por nosso tio o benévolo Rei Phillip. Ele era um homem que amava a sua terra e desejava protegê-la a todo custo. Nunca fomos um país rico, mas estávamos contentes com a nossa sorte. Tínhamos o suficiente para vivermos com dignidade e alegria. Quando a horda invasora nos saqueou, nosso Rei se enfureceu, mas não permitiu que a fúria guiasse sua mão para o mau caminho. Como era um soberano inteligente, o Rei Phillip encontrou uma solução.
Ao próximo grupo de invasores que chegasse à ilha, o Rei lhes cobraria um pedágio para cruzar nossas montanhas. Como a passagem do vale era muito estreita, podia ser defendida com facilidade. Nossos soldados já estavam acostumados ao frio, à neve e aos cruéis ventos noturnos, assim, poderiam proteger a cordilheira durante meses, e o inverno se aproximava rapidamente trazendo vantagem ao nosso pequeno exército.
O líder desses ‘virtuosos’ invasores cristãos se sentiu ultrajado com a idéia de pagar por algo, ele e seus homens estavam em uma missão sagrada. Ameaçou matar cada alma que habitasse em Forks, incluindo mulheres e crianças, se fosse negada a passagem a ele e a seus homens. Ou Rei Phillip e seus súditos concordavam com os termos da igreja, ou seriam considerados pagãos interpondo-se no caminho do Senhor. A resposta a essa questão determinaria seus destinos para sempre.
Foi nesse mesmo momento que nosso bom e sábio Rei abraçou a religião dos Cruzados. Disse ao líder do exército que ele e todos seus súditos eram igualmente crentes, e faria prova de sua fé. Convocou o povo de Forks e se dirigiu a eles do terraço do palácio. O líder do Exército Cruzado estava de pé detrás dele e assistia a tudo.
— De hoje em diante o nosso país se chamará St. Noah em honra ao santo padroeiro de minha família. É o protetor dos inocentes — anunciou o Rei Phillip. — Ergueremos estátuas de São Noah e pintaremos sua imagem nas portas de nossa catedral para que todos  que cheguem a nossa costa saibam de sua bondade e misericórdia, e enviaremos um tributo ao Papa para mostrar nossa sinceridade e nossa humildade. O pedágio a ser arrecadado pela passagem de nossos irmãos Cruzados pelas montanhas será destinado ao pagamento desse santo tributo.
O líder da tropa viajante se encontrou em uma situação delicada. Se recusasse pagar o pedágio — em ouro, é obvio, já que o Rei não aceitaria outra coisa — então, estaria negando-se a permitir que o Rei rendesse tributo ao Papa? E se o Papa se inteirasse de que o Cruzado se negou o que faria o pontífice? Excomunhão? Execução?
Depois de uma longa noite de meditação e de enfurecer-se e de se descontrolar em grande medida, o líder militar decidiu pagar o pedágio exigido. Foi um acontecimento crucial porque criou um precedente, e dali em adiante, cada Cruzado que desejasse passar através de nossas terras pagou o pedágio sem por objeções.
Nosso Rei Phillip foi fiel à sua palavra. Ele fez com que derretessem o ouro e o converteu em moedas, e em cada uma delas estava a imagem de São Noah, com uma auréola na cabeça.
 A sala da tesouraria real precisou ser ampliada para abrigar todas as moedas de ouro, e um navio foi preparado exclusivamente para a viagem que levaria a oferta ao Santo Papa. Um dia, caixas enormes e pesadas foram carregadas no compartimento do navio e uma multidão de cidadãos de Forks se reuniu no porto para observar sua partida para Roma. Pouco depois desse histórico dia, começaram a se espalhar alguns boatos. Ninguém podia afirmar que na verdade tivesse visto o ouro ou estimar o valor da quantia que foi enviada. Vários embaixadores de Roma denunciaram que ao Papa só tinha chegado uma quantidade ínfima de ouro. Os falatórios da vasta fortuna de nosso Rei cresceram e logo se espalharam por toda a ilha assim como a maré que envolve a nossa costa.
Finalmente encontraram uma rota mais rápida para a missão dos Cruzados, e os soldados já não viajavam através de nosso país. Demos graças aos céus por essa boa ausência. Entretanto os visitantes nunca nos deixaram em paz, a cada ano uma horda de aventureiros chegava em busca do agora lendário ouro. Veio um Barão da Inglaterra, já que seu Rei tinha ouvido sobre a lenda do tesouro, mas depois que nosso regente permitiu-lhe fazer uma busca minuciosa no castelo e nas suas terras, o Barão disse que retornaria a Inglaterra com estas notícias: não havia tesouro em Forks. Como o Rei Phillip tinha sido tão hospitaleiro, o Barão advertiu-lhe de que o então Príncipe William da Inglaterra estava considerando invadir St. Noah. William, explicou o Barão, queria governar o mundo e estava esperando impacientemente obter a coroa da Inglaterra. O Barão não tinha dúvida de que St. Noah logo se converteria em outro senhorio da Inglaterra.
A cruel invasão chegou um ano mais tarde. Uma vez que St. Noah pertencia oficialmente à Inglaterra, recomeçou a busca pelo ouro escondido. As testemunhas juraram ao Rei que não se deixou uma rocha sem ser removida do chão, mas nada encontraram.
Se alguma vez tinha havido um tesouro, este se evaporou.
A Princesa Rennè sempre contava as mesmas histórias para Isabella, sua linda filhinha que já tinha cinco anos de idade. Todas as noites, a Princesa entrava no quarto de sua filha, deitava em sua cama e lhe contava sobre a ilha de Forks. Invariavelmente, a pequena Isabella prestava atenção às palavras da mãe, seu olhinhos castanhos brilhavam sempre ao ouvir aquelas palavras e sua mente infantil tentava imaginar tudo. Isabella sorriu e bocejou.
- Já está na hora de você dormir, Bella. – sua mãe beijou sua testa – Boa noite, filha.
- Boa noite, mamãe. – ela sorriu e sua mãe lhe cobriu com um pesado cobertor.
Assim que a pequena Princesa Isabella caia no sono, sua mente vagava por verdes montanhas e lindas praias, seu coraçãozinho sempre se dividiu entre seguro castelo de Phoenix e o mistério da ilha de Forks.

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