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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 19 de setembro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 16

De jeito nenhum!

Não houve nenhuma discussão. O Laird Cullen simplesmente não deu chances para Isabella dizer se aceitava ou não a proposta e casamento. Na verdade, aquilo nem tinha sido uma proposta. Edward falava com a candidata à futura esposa da mesma forma com que falava com qualquer um de seus guerreiros. A única diferença é que com ela, ele tentava fazer uma voz mais gentil. Entretanto, a sistemática era a mesma: dar a ordem e ter a certeza de que a mesma seria cumprida. Depois de falar à Princesa o que seria de seu futuro, ele logo se afastou.
Considerando tudo o que já havia acontecido, Isabella pensou que seu comportou foi bastante contido. Ela não gritou ou desmaiou e nem esperneou quando o Laird Cullen anunciou tranqüilamente que ela passaria o resto de sua vida com ele. Pode até ser que ela tenha ficado pálida, mas não desmaiou.
Ela encontrou consolo em sua grande teimosia: de jeito nenhum ela iria se casar com o Laird Cullen. Isabella não gostava do homem e sabia que ele não gostava dela! A dívida que ele tinha com Emmett devia ser muito grande mesmo! Se não, por que ele arruinaria a própria vida, casando-se com uma mulher que mal conhecia e sobre a qual tinha ouvido mentiras tão terríveis? Pelo que sabia, o Laird Cullen pensava que ela era uma prostituta.
Não, o casamento estava fora de questão.
Isabella pensou rapidamente. Que mal poderia fazer se ela, só por algum tempo, deixasse que Edward Cullen acreditasse que estava de acordo? Esse pequeno engano lhe daria tempo para elaborar um bom plano para o futuro. Depois de dois ou três dias, ela lhe diria a verdade … quando estivesse de partida, é claro.
Ela analisou os prós e os contras: por um lado, ela e seus guardas estariam a salvo dos barões. Teriam abrigo e proteção. Se os barões descobrissem onde estava, eles não se atreveriam a entrar em território dos Cullen, já que certamente saberiam que não sairiam com vida.
Por outro lado, estaria vivendo com … ele.
O Laird McCarty parecia do mais feliz com a decisão de seu amigo. Sorrindo e com grande alegria, aproximou-se de seus homens dizendo que era hora de partir. Isabella lhe tocou o ombro. Ela estava a ponto de arruinar seu bom humor.
— Primo Emmett?
Seu sorriso se desfez.
— Não é necessário que me chame de primo. – ele resmungou com azedume.
— O senhor poderia responder uma pergunta?
— Sobre o quê? — perguntou cautelosamente.
— Entendo suas razões para se sentir responsável por mim, já que sou sua prima.
Isabella se perguntou por que ele fazia caretas quando mencionava seu parentesco. Será que ele precisava ser lembrado que se casou com uma mulher da Inglaterra? Emmett por acaso fazia caretas cada vez que sua esposa lhe dirigia a palavra?
Ela decidiu ir direto ao assunto.
— Que dívida o Laird Cullen está pagando para ter que se ornar responsável por mim? Ele nem sequer me conhece!
— Faça a pergunta a ele. — sugeriu Emmett — Se quiser, ele explicará isso.
— E Laird McCarty — ela continuou — Se tiver notícias de meu pai, por favor poderia lhe dizer que não venha me buscar?
Emmett começou a se virar, mas logo mudou de opinião.
— Isabella, Edward não deixará que nada de mal aconteça a você. Ele protege o que é seu.
Havendo dito isso, Emmett se virou seguiu seu caminho, deixando Isabella perplexa. ‘O que é seu?’ Ela sentiu o sangue ferver em suas bochechas, a ira tinha tomado conta de seu discernimento. Agora ela era um objeto?
Isabella suspirou resignada: há horas tinha sido considerada prostituta ... objeto não seria uma classificação pior. Apesar da sensação de peso na boca do estômago, ela disse a si mesma que devia ser forte. Manteria a mente aberta a respeito de Edward Cullen. Se não chamasse muita atenção sobre si mesma, talvez ele não reparasse nela nem em seus guardas, e se permanecesse longe de seu caminho, talvez ele se mantivesse afastado.
— Isabella, é hora de partir. — disse Edward, bem atrás dela.
Quando se voltou bruscamente, ela desequilibrou e caiu em seus braços.
 — Não ouvi o senhor se aproximar. — ela gaguejou e corou ao sentir o toque daquelas mãos fortes e quentes em seus braços — O senhor se move como um leão.
Edward também ficou perturbado com a sutil e não planejada aproximação de seus corpos. Ele imaginou que por baixo daqueles finos tecidos haveriam lindo e bem torneados braços. E como um leão analisa a sua presa, seus olhos percorreram rapidamente a extensão daquele pequeno corpo gracioso. Ele balançou a cabeça minimamente na intenção de banir tais pensamentos.
— Alguma vez você viu a um leão? — ele perguntou.
— Na verdade, eu vi. Uma vez em Phoenix, meu pai me mostrou dois leões. Eles eram muito bonitos.
‘E ferozes’, ela completou em pensamento. ‘E gloriosos e majestosos e fortes ... Muito parecidos com você’.
Isabella o seguiu para onde estavam os cavalos.
— Laird, eu quero que saiba que não defenderei daquelas acusações. Não me importa o que disseram os barões.
— Sim, você se importa sim. — respondeu enquanto seguia caminhando — Eu sei que a mulher mentiu.
Isabella levou a mão ao coração, e se deteve.
— O senhor sabe?
— É claro que sei! Eu soube que ela estava mentindo desde o começo.
Aparentemente Edward tinha terminado de falar sobre o assunto. Antes que Isabella percebesse, ela a suspendeu pela cintura e a colocou jogou sobre o lombo de Rogue. Seth lhe entregou as rédeas.
— Seus guardas terão permissão para acompanhá-la.  — disse Edward.
Mas onde é que esse Laird estava com a cabeça? Será que ele pensava que Isabella iria com ele se não permitisse que seus guardas a acompanhasse? Antes que pudesse perguntar-lhe ele subiu em seu cavalo e se afastou cavalgando.
Outros se formaram atrás dele. A caravana cavalgou pesado através de vales e bosques, noite a dentro e diminuíram o passo quando chegaram às colinas. Os cavaleiros se formaram em uma só fileira para subir o estreito e traiçoeiro atalho que tinham pela frente. Depois de dobrar uma horrorosa curva, Isabella descobriu que estavam em um penhasco que se elevava sobre Finney’s Flat. Este era o lugar que os mercenários estavam vigiando quando raptaram Jasper, esperando que Edward aparecesse.
Ela percebeu que estava atrasando os outros e tratou de se concentrar na estrada. Rogue escorregou perto da primeira fenda de rochas, e algumas pedras caíram perigosamente pelo íngreme precipício da direita. Isabella olhou para o lado e se encolheu. Havia uma enorme descida até o fundo do abismo. Seu cavalo continuou tendo problemas para encontrar o equilíbrio. Então ela o deixo ir a seu próprio ritmo, mas ainda assim ele tropeçou duas vezes mais antes de que finalmente o atalho se alargasse e se nivelasse. Até então, ela tinha o coração aos pulos e estava tão concentrada em não cair que não havia percebido que Edward tinha saído da dianteira da caravana, deixando Seth em seu lugar, e havia feito boa parte da cavalgada atrás dela, pronto para ampará-la.
Quando chegaram a um declive coberto de grama, ela se inclinou para frente e sussurrou elogios a Rogue enquanto lhe dava tapinhas afetuosos. Quando endireitou o corpo, viu que Edward a observava com expressão ... afetuosa? Ela agradeceu aos céus por uma nuvem estar encobrindo a lua naquele momento, assim ele não a varia enrubescer.
E assim continuaram à diante. O tempo ficou muito úmido e frio, e Isabella temeu levemente na primeira rajada de vento. Sem sua capa grossa, ela começou a tremer mais ainda, mas pensou que ninguém tinha notado a aflição que sentia até que Edward ordenou a Jared que saísse de seu caminho para poder cavalgar ao lado de Isabella. O guarda não teve escolha. Se não retrocedesse, o cavalo do Laird Cullen o atropelaria.
— Você está com frio. — ele disse.
Aquilo era uma acusação? Não, ela não soube dizer.
— Sim, tenho frio. — e acrescentou — Olhando-me desse jeito não fará com que os tremores desapareçam, Laird. Talvez…
Talvez ela tivesse gritado, mas não teve certeza disso. Tudo tinha acontecido tão rápido! Em um momento ele estava escutando o que ela dizia, e depois a levantava do lombo de Rogue, colocando-a em seu colo, e envolvendo-a em sua manta.
Isabella estava ... sem ar?!
O peito dele era como uma rocha, uma rocha quente. Assim como suas coxas. O calor que exalava de seu corpo a esquentou. Exausta, ela se permitiu relaxar contra o corpo dele. Seu aroma era agradável, uma mistura do cheiro das florestas. Os barões que ela tinha visto na Abadia pareciam tomar banho com perfumes e óleos, pensando que as fortes fragrâncias poderiam encobrir o mau cheiro causado pela falta de higiene. Isabella sempre sentia náuseas quando estava no mesmo ambiente que alguém assim. Mas Edward Cullen não tinha um cheiro nauseante ...
Subitamente, ela foi tomada pela culpa. Enganá-lo seria ruim, quaisquer que fossem as razões dele.
— Eu o enganei. – ela disse num sussurro — Só ficarei em sua fazenda por dois ou três dias, e não tenho nenhuma intenção de me casar com o senhor. Não lhe condenaria se me atirasse de seu cavalo neste momento. Espero que não o faça, mas não lhe condenaria.
A resposta de Edward não foi a que Isabella esperava. Ele puxou mais p seu manto para ficar o sobre o rosto dela, e a ignorou.
Jared cavalgou aproximando-se do cavalo do Laird e olhando para Edward ameaçadoramente disse:
— Princesa Isabella, precisa de minha ajuda?
Ela afastou um pouco o manto do rosto.
— Agora estou aquecida, Jared. Não há razão para preocupar-se. — e dedicou a Edward um olhar furioso que demonstrava aborrecimento e recriminação, mas quando se voltou para Jared, tinha um leve sorriso nos lábios.
Edward segurou-a com mais força. Mesmo tendo um dia infernal, a mulher ainda assim podia sorrir! Se ela tinha medo pelo que lhe proporcionaria o futuro, não deixava transparecer. ‘Que mulher é essa, meu Deus?!’
Por um segundo ou dois Edward tinha perdido o rumo de seus pensamentos, mas rapidamente recuperou a austera compostura de guerreiro e disse:
— Não preciso da permissão de seus guardas para tocá-la.
— Não, o senhor não precisa. — ela confirmou — Mas precisa da minha.
Ficou claro para ela que seu comentário não era digno de uma resposta. A não ser que um rosnado significasse alguma coisa.
Já estava amanhecendo quando a caravana contornou outra colina, e subitamente a fortaleza Cullen apareceu diante deles. A torre de vigia era tão alta que parecia desaparecer nas nuvens. Uma muralha de pedra rodeava a propriedade e uma ponte levadiça de madeira cruzava um amplo fosso cheio de água escura por causa das pedras do rio que havia no seu leito.
Edward fez um sinal para que os guardas de Isabella seguissem os guerreiros para dentro. Ele seguia o ritual ser o último a cruzar a ponte. Assim que passou, fez um sinal, levantando o punho, e elevaram a ponte levadiça. O som de metal contra metal deu a Isabella a impressão de ser confinada num calabouço. Ela fechou os olhos e forçou sua mente a tirar a terrível imagem do pensamento. Este lugar deveria ser seu santuário, não sua prisão.
O sol se erguia firme quando cruzaram a muralha exterior e começaram a subir o declive para o castelo. As cabanas por onde passavam se viam salpicadas da cor dourada do sol da manhã e a grama a frente delas era tão verde quanto os bosques que Isabella já tinha visto.
Os membros do Clã já tinha se dedicado às suas tarefas matinais, mas as deixaram de lado e saíram para saudar seu Laird e olhar para ela. As crianças corriam atrás deles. Algumas das mulheres sorriam ... Isso logo mudaria, ela pensou, quando se inteirassem do que a acusavam. Com sorte, nesse dia ela já teria partido.
O castelo Cullen não era impressionante para os padrões ingleses. A estrutura quadrada não era muito grande, mas já havia um anexo construído no lado direito e estavam construindo outro do lado esquerdo. Três lados eram construídos de pedra, e o outro, de madeira, e reforçado com rochas enormes. Havia um andaime também e um elevador de carga, além de uma roda para içar as pedras até o piso superior.
— Seu castelo é diferente dos que há na Inglaterra. – ela disse.
— No que é diferente?
— Os castelos da Inglaterra geralmente têm duas muralhas. A exterior rodeia a área externa, mas há outra muralha defensiva entre a área inferior e a superior. Às vezes até há uma ponte levadiça para separar ainda mais a casa do Lorde das demais.
— Não preciso ter duas muralhas.
— E o senhor só tem uma torre de vigia. — ela comentou.
— Só preciso de uma.
— Espero que não pense que estou criticando seu castelo. Só estava mostrando as diferenças. Tenho certeza que o senhor gosta muito daqui.
Quando ele não assentiu, ela presumiu que o Laird tinha em mente assuntos mais importantes. O Padre Erick saudou Isabella enquanto ela passava, e se não tivesse com os braços envoltos no manto de Edward, ela teria devolvido a saudação.
Os estábulos ficavam no meio caminho entre os fossos e eles também passaram por uma guarnição de defesa. Não havia ninguém esperando na porta para saudá-lo. Será que ele tinha outra família além de Jasper? Ela não tinha pensado em lhe fazer essa pergunta. Supôs que descobriria logo.
Edward desmontou com ela em seus braços. Assim que a soltou, ela retrocedeu uns passos para pôr alguma distancia entre eles.
— Onde meus guardas ficarão alojados? Dentro da sua casa? Ou o senhor prefere que tomemos duas das cabanas vazias? Há alguma vazia?
Deus querido, ela estava nervosa! E não conseguia deixar de falar!
 — Quero dizer, eu gostaria de descansar um pouco ... só preciso saber onde vou ficar.
O Padre Erick veio salvá-la de seu nervosismo.
— Princesa Isabella, você está tão cansada e faminta quanto eu?
Ela segurou seu braço como se fosse um salva-vidas.
— Sim, estou. — disse muito mais entusiasmada que o necessário — Estava justamente perguntando ao Laird onde poderíamos descansar.
— Vocês ficarão dentro do castelo. — disse Edward assim que pôde falar alguma coisa.
Seth se apressou para abrir a alta porta feita de vigas de carvalho. Isabella lhe agradeceu enquanto passava a seu lado, mas se deteve abruptamente na soleira. Ainda estava tão escuro lá dentro, que não podia ver o caminho. Edward tomou-a pela mão e guiando-a. Isabella mais uma vez corou com aquele singelo toque e ficou feliz pelo Laird não poder ver seu rosto.
O piso de madeira cedia sob o peso de Edward, e as botas dos homens ressoavam no espaço cavernoso. A luz do sol se filtrou através de uma porta aberta. Quando os olhos de Isabella se adaptaram à pouca luminosidade, ela pôde ver uma sala de teto baixo. Havia um grande depósito a sua direita. As prateleiras estavam cheias com sacos de trigo e cevada, e havia barris de vinho empilhados até em cima. Pela quantidade de sacos, parecia que o Clã Cullen podia sobreviver a um cerco por uns seis meses, possivelmente mais, embora Isabella duvidasse que os inimigos chegassem até o castelo com todo o caminho que teriam que escalar pelo traiçoeiro atalho.
Uma abertura na parede a sua esquerda conduzia às escadas, os degraus eram surpreendentemente largos e altos. No segundo nível estava o grande salão. Era espaçoso, e uma chaminé enorme ocupava a maior parte da parede oposta. Um fogo acolhedor esquentava a sala e havia duas janelas também.
A empregada — uma forte mulher e de certa idade chamada Sue —deu boas-vindas e sugeriu que descansassem junto ao fogo. Depois de dar instruções a ela, Edward saiu da sala. Samuel e Jared foram com ele para ocupar-se de seus cavalos.
Outra escada continuava para um terceiro piso onde, como Sue explicou Sue, ficavam as armas. O Laird Cullen tinha ordenado a seus guardas que se acomodassem ali, assim como o Padre Erick até que pudesse providenciar outras acomodações. Para Isabella seria dado o ao lado do dele.
Isabella não teria se importado se tivessem que ficar numa baia estábulo. O dia anterior tinha sido muito difícil! Cansada, faminta e cheia de poeira devido à longa viagem, qualquer lugar soava como um bem-aventurado refúgio. Quando Sue anunciou que tinha preparado comida e que lhe mostraria onde podia lavar as mãos e o rosto, Isabella agradeceu fervorosamente.
Depois de fazer uma leve refeição e de descansar algumas horas, na grande sala, Isabella e o Padre Erick se reuniram para almoçar. Ele se sentou ao lado dela e parecia agitado.
— Aqui não há uma capela. — sussurrou — Não vi nenhuma quando entramos cavalgando até o pátio, perguntei à empregada, e ela me disse que não há capela. Temo que possam ser todos pagãos. Se esse for o caso, terei muito trabalho ...
— Será uma provação, mas estou certa que irá conseguir. — ela lhe assegurou.
Ele se reclinou mais perto e sussurrou,
— Não acredito que o Laird Cullen tenha me trazido aqui para que cuide das almas de seus seguidores. Acredito que ele quer que eu lhe explique como Jasper chegou à Abadia. Ele sabe que não lhe disse tudo o que sabia a respeito de seu irmão.
— Certamente ele não o coagirá a nada.
Sue interrompeu a conversa.
— Há algo errado com a comida? Milady apenas provou um pouco.
— A comida é excelente. — ela disse — É que eu não tenho tanta fome como pensava.
— O que a Princesa precisa é dormir. Se me permite o atrevimento de lhe sugerir isso, deseja que eu lhe prepare um banho quente? Assim a Princesa poderá descansar pelo resto da tarde.
Isabella assentiu. Pediu licença ao Padre Erick, a Paul e a Embry, seguiu Sue ao piso superior. Jared a alcançou. Levava sua bagagem de mão, que continham apenas duas mudas de roupa e outros artigos essenciais que teria necessitado para sua viagem de volta à Inglaterra.
— O irmão do Laird está aqui? — Jared perguntou a Sue.
— Sim, senhor, ele está. Na verdade Jasper mora no anexo ao lado e desde que chegou tem dormindo profundamente. Nosso médico está cuidando dele.
A primeira porta que passaram era a dos aposentos do Laird, assinalou Sue.
O quarto seguinte onde a Isabella dormiria era muito grande. Sue se apressou a acender várias velas e as pôs na mesa que havia em frente à cama.
— Tentei arejar o quarto para Milady, espero que esteja de seu agrado. Desejam que eu cubra a janela com a tapeçaria?
— Pode deixar, eu mesma faço isso.
— Preparei-lhe a cama e pus cobertores extras em cima. Há um baú atrás da porta, onde Milady poderá guardar seus pertences. Harry, meu companheiro, já está providenciando uma tina nova para a Princesa poder banhar-se. Gostaria que eu acendesse o fogo da lareira agora?
— Acenderei o fogo mais tarde.
— Mas Princesa ... seria apropriado que faça esse tipo de trabalho?
Ela sorriu.
— Claro que sim.
Sue franziu profundamente o cenho.
— Provavelmente eu não devesse mencionar, mas não pude evitar de notar que seu rosto está levemente inchado. Milady caiu?
 Isabella perguntou-se o que pensaria a mulher se lhe dissesse a verdade, que o inchaço tinha sido provocado por uma forte tapa.
— Sim, eu caí. — ela respondeu.
Uma leve batida na porta interrompeu a conversa das duas. Era Harry que trazia uma tina nova, toda feita em carvalho, circundada por auréolas de metal. O homem já era de meia idade, meio rechonchudo e de ombros largos. A tina mão parecia ser pesada ... Ele murmurou um tímido cumprimento e saiu do aposento. Logo em seguida, uma jovem, alta e de longos cabelos lisos e pretos entrou no quarto carregando dois baldes com água. Ela despejou a água na tina rapidamente, fez uma mesura desajeitada e saiu do aposento.
Sue limpou as mãos no pano que trazia preso à cintura e se aproximou de Isabella.
— Já que não têm uma criada para que lhe ajudar, eu a ajudarei. Me deixe ajudar a tirar o vestido.
Não houve forma de demovê-la da idéia.
— Não quero incomodar. — protestou Isabella — Posso cuidar de mim mesma.
 — E como vai fazer isso? — perguntou Sue enquanto puxava o bliaut para passar por cima da cabeça de Isabella — Como vai alcançar suas costas para desabotoar o vestido?
 Ela desistiu de argumentar.
— Obrigada, Sue.
Outra batida na porta às interrompeu. Era a jovem que trazia mais dois baldes de água. Isabella considerou que a tarefa era por demais custosa para uma mulher e resolveu agradecê-la dessa vez.
- Obrigada pela água. – falou afetuosamente – Creio que ainda não fomos apresentadas.
Sue, temendo o mau gênio da filha, se apressou em dizer.
- Esta é Leah, minha filha.
- Obrigada pela água, Leah. – Isabella falou novamente – Não precisa agradecer. Eu sirvo ao Laird Cullen e faço o que ele me ordena.
Talvez Isabella estivesse muito cansada para perceber a ferocidade nas palavras de Leah. Por hora, ela considerou que a jovem fosse muito tímida.
- E como uma boa serviçal, vá para a cozinha começar os preparativos para o jantar. – Sue lançou um olhar de recriminação para a filha.
Leah fez uma mesura e saiu do quarto.
Sue continuou a despir a Princesa. Deixar que alguém cuidasse dela era agradável, admitiu Isabella. Fazia com que se lembrasse de casa. Ela entrou na tina e seus músculos relaxaram ao entrar em contato com a água morna.
Subitamente a saudade e a preocupação por seu pai a afligiram. Fez uma rápida prece a Deus para que cuidasse dele.
— Há mais alguma outra coisa que possa fazer?
— Não, obrigada, Sue. Você foi muito amável.
O rubor da mulher foi de um vermelho tão brilhante como o de seu cabelo.
— Só faço o que me ordenaram, Milady. Nosso Laird quer que fique confortável aqui. Posso lhe fazer uma pergunta que me esteve dando voltas na cabeça?
— Sim?
— Como devo lhe chamar? Escutei os soldados lhe chamarem de “Princesa”. Prefere que lhe chame assim ou de Milady?
— Eu era uma Princesa, mas já não sou mais.
A resposta não tinha nenhum sentido para a empregada, e ela se preocupou que Milady pudesse haver batido a cabeça na queda.
— Vê em dobro, Milady?
Embora Isabella pensasse que a pergunta era estranha, não riu, porque viu a expressão de preocupação da empregada.
— Não. — lhe assegurou. — Só veja uma Sue na minha frente.
Sue pareceu aliviada.
— Simplesmente está esgotada, não é assim? Descanse bem, Milady.
Depois do banho, ela vestiu uma camisola de linho fino e exausta se deitou na cama, fechou os olhos, e esperou que a empregada saísse do quarto. Por fim Isabella repassou em sua mente os eventos do dia anterior. Talvez ela pudesse ordená-los e encontrar sentido para tanta maldade.
Impossível ... Era simplesmente impossível de entender… como se lhe faltasse uma parte importante de um quebra-cabeças muito estranho. Os barões tiveram muita pressa para condená-la. Não era possível que tudo se resumisse somente a Finney’s Flat, ou poderia? Que mais Isabella pudesse ter para suscitar a ganância daqueles porcos gananciosos?
No instante que a porta se fechou, Isabella foi até a janela e abaixou a tapeçaria. Geralmente ela adorava um clima frio, mas naquele momento, ela desejava se enfiar debaixo das cobertas e dormir. Lá fora ela avistou famílias inteiras trabalhando juntas e contentes. Ela contemplou uma família ideal. Havia crianças, uma mãe e um pai saudáveis, e muito riso. Sim, todos ali deveriam viver felizes e seguros.
Novamente seus pensamentos dispararam para seu pai. Ele estava a salvo? Teria se informado do que os barões tinham feito a ela?
Somente quando o vento frio ficou insuportável, ela baixou a tapeçaria e voltou para a cama. Muito cansada para acender o fogo da lareira, abrigou-se debaixo do cobertor e dormiu enquanto fazia preces por seu pai.
Despertou de seu sono uma vez e julgou que já havia anoitecido. O quarto estava quente. O fogo ardia na lareira. Como aquilo acontecera? Ela se virou para um lado e voltou a dormir profundamente.
Na manhã seguinte, ela acordou espantada, percebendo que havia dormido pro uma tarde inteira e uma noite. Samuel estava esperando Isabella na grande sala. Ela saudou-o e logo perguntou se ele ou um dos outros guardas tinha ido ao seu quarto durante a noite.
— O Laird Cullen pediu à empregada que fosse vê-la antes de ir dormir.
— Por que ele faria isso?
— Aparentemente Sue descreveu que a Princesa estava exausta. Possivelmente o Laird estivesse preocupado.
— Então foi Sue que acendeu a lareira?
Samuel sacudiu a cabeça.
— Ela informou ao Laird que seu quarto estava quase congelado, então ele entrou.
— Ele entrou em meu quarto? — ela não podia esconder seu choque.
— Sim, ele entrou. — Samuel respondeu — Foi ele que acendeu o fogo da lareira. Embry não pôde detê-lo, assim acompanhou-o e parou de costas a sua cama, bloqueando a vista do Laird, embora nos contou que a Princesa estava tão escondida debaixo do cobertor, que ninguém podia ver nada.
Samuel não soava preocupado pelo assunto.
— O que Embry fez para tentar detê-lo? — ela perguntou enquanto cruzava a grande sala para sentar-se à mesa.
— Ele me disse que se pôs no caminho do Laird.
— E que fez o Laird? — ela perguntou preocupada.
— Como disse Embry, o Laird o tirou de seu caminho. Mas ele não explicou como. — Samuel tinha os lábios levemente curvados em um sorriso muito pouco habitual.
— Acender a lareira foi um gesto de atenção dela. — ela admitiu.
— Mas impróprio. — disse Samuel — Se não precisa de mim, irei ver os outros guardas. O Laird deseja vê-la depois que tomar o café da manhã.
— Onde ele está?
— Não sei, Princesa. Ele pediu que o esperasse aqui.
E esperar foi o que ela fez, por mais de uma hora, antes que o Laird se encontrasse com ela. Isabella estava com Sue e outra empregada, sua outra filha, uma jovem de temperamento doce chamada Emily, enquanto as duas mulheres discutiam as vantagens de ferver o faisão em vez de assá-lo no fogo — um tema de que Isabella não sabia absolutamente nada — quando ouviu a porta se abrir. Alguns segundos depois, escutou homens falando e seus passos sobre o chão de pedra.
— Deve ser nosso Laird — disse Sue — Emily e eu sairemos para fazer nossas tarefas para que vocês dois possam ter um pouco de privacidade.
Seth e outro soldado estavam acompanhando o Laird. Enquanto cruzavam a sala para a despensa, fizeram reverências à Isabella.
Edward permaneceu no alto da escada, observando-a. Ela era uma linda visão. O cabelo levemente cacheado emoldurava o rosto angelical e se espalhava em sedosos cachos sobre seus ombros. Ela abaixou um pouco os olhos. Para ele, era impossível deixar de notar as suaves curvas de seu corpo.
Edward a desejava, e dar-se conta disso não o agradava. Isabella era uma complicação e um incômodo que ele achava não precisar em sua vida.
Para um homem como Edward Cullen, o amor era um sentimento traiçoeiro. Uma vez esse perigoso sentimento arruinou-lhe o espírito, o discernimento e a força. Tanya era uma mancha em suas memórias ... achar que ela era digna de seu amor e de sua lealdade tinha-lhe custado muito caro no passado. E se não fosse seu amigo Emmett que descobriu toda a verdade, talvez a vida do poderoso Laird Cullen estivesse arruinada após aquele desgraçado casamento. Edward sabia que um homem tão dolorosamente apaixonado poderia  torturar-se a si próprio muito mais do que um batalhão de guerreiros.
Quando ele entrou na grande sala, Isabella deu um passo em sua direção. Mesmo ele estando de cenho franzido — ela concluiu que essa era sua expressão habitual — Isabella sorriu e lhe desejou bom dia.
Ele não era muito adepto às amabilidades.
— Sente-se, Isabella. Vamos falar a respeito de seu futuro.
Ela suspirou resignada.
Por que ele queria lhe falar de seu futuro? Ela já lhe tinha explicado que seria sua hóspede somente por duas ou três noites. Será que ele tinha se esquecido?
Ela sentou-se, e recatadamente cruzou as mãos sobre o colo. Ele estava muito sério, e ela começou a se preocupar que Edward tivesse mudado de opinião e não estivesse disposto a permitir que ela e seus guardas ficassem mais uma noite.
Edward não se deixou enganar pela serena expressão que Isabella mostrava em seu rosto. Ele sabia que ela estava nervosa. Suas mãos cruzadas estavam ficando brancas de tão forte que as estava apertando. Ela estava sentada ereta rigidamente e não o olhava nos olhos.
Edward parou em frente à lareira com os braços cruzados sobre o peito enquanto a examinava.
— Desejava me dizer algo, Laird? — ela perguntou depois de um longo silencio.
— Sim. – ele mais uma vez se esforçou a manter um tom ameno na voz - Isabella, não importa quanto eu tente evitar, o Clã ficará sabendo de sua situação.
Ela não pensou que isso fosse possível, mas se empertigou ainda mais. Edward imaginou que, a qualquer momento o autocontrole dela acabaria.
— O senhor quer dizer que saberão que sou uma prostituta?
Ele estreitou os olhos.
— Você não deve pronunciar essa palavra novamente. — ele esperou que ela concordasse antes de continuar. — Há uma forma de acabar com os rumores.
— Por que o senhor se preocupa com o que as pessoas digam de mim? Só estarei aqui por pouco tempo. A não ser que prefira que eu vá hoje. É isso? É isso o que o senhor deseja?
— E você irá para a casa McCarty. — ele disse exasperado.
— Sim, mas só por uma ou duas noites. Agora já estou descansada, e já tenho um plano para meu futuro.
— É mesmo? – ele arqueou as sobrancelhas - E qual poderia ser esse plano?
 — Irei para St. Noah.
Edward suspirou, buscando ar e paciência.
— St. Noah é controlado pelos ingleses, certo?
— Sim, mas nas montanhas, eu poderia…
Ele não a deixou terminar.
— E como planejam chegar ali? Cruzando o oceano a nado?
— Não, é obvio que não. Pensei…
— Você pelo menos sabe nadar?
— Não irei nadando! — frustrada e irritada, ela levantou a voz. — Irei de navio.
— E você poderia me dizer que capitão de navio a aceitaria como passageira? — ele perguntou — Se fosse apanhado, a pena seria a morte … e a sua e a de seus guardas. — ele refletiu antes de acrescentar — E se você fosse capaz de convencer a alguém de que a levasse, como poderia confiar nele? Você considerou a possibilidade de que talvez essa pessoa mandasse matar seus guardas e depois ele e seus homens passassem a viagem se alternando para possuí-la?
Edward estava irado, mas tentava não gritar.
Para ele era muito difícil conversar com ela naqueles termos, mas considerou que Isabella precisa ouvir a verdade duramente. Também era difícil, até doloroso, imaginar as coisas repulsivas que homens vis poderiam fazer a ela. Notando como a cor abandonava o rosto dela, disse:
— Será que a choquei? Pois saiba que os homens são capazes de comportar-se dessa forma. Você se esqueceu da expressão sádica nos olhos dos barões quando a observavam? O que você pensa que teriam feito se conseguissem pôr as mãos em cima de você?
Edward continuou disparando muitas perguntas, ele estava decidido a fazê-la se dar conta de que pensar que poderia viver em segurança em St. Noah era um sonho tolo.
— Há pessoas boas que me ajudariam. — ela teimosamente protestou.
— Você exporia essas boas pessoas ao perigo? Deixaria que arriscassem a vida por você?
— Não, eu não poderia fazer isso.
Edward destruiu todos os argumentos que ela expôs, e em minutos qualquer esperança que Isabella pudesse ter se evaporou.
— Você se casará comigo, Isabella.
Ela baixou os ombros e se afundou na cadeira.
— Há algo no ar das Highlands que faz com que todos os homens que conheço me proponham casamento? Nos últimos dois dias, já me disseram que eu deveria me casar com dois barões obscenos, um Black rancoroso e um Laird desprezível chamado Michael Newton.
Ele esboçou um breve sorriso.
— O Laird desprezível de que fala se chama Mike Newton.
Ela encolheu os ombros com indiferença.
— Não me importa qual é seu nome já que nunca vou voltar a falar com esse homem ruim outra vez.
— Então está decidido. — ele anunciou — Você se casará comigo e ninguém se atreverá a lhe chamar de outra coisa além de Lady Isabella.
— O senhor não me está pedindo minha opinião.
Edward ficou ofendido mas tentou controlar sua voz.
— É obvio que não! Eu estou lhe dizendo isso.
A audácia do Laird ultrajante. Isabella sentiu que seu sangue subia ao rosto, e fez força para não gritar com ele, embora o impulso fosse quase esmagador.
Edward se deu conta que ela estava furiosa com ele. Agora suas mãos se converteram em punhos sobre a saia, e ele sabia que era só questão de tempo antes que ela perdesse o controle de seus nervos de uma vez.
Seth os interrompeu.
— Laird, eles estão esperando o senhor.
Edward assentiu.
— Eu estarei lá daqui a pouco. – voltou à Isabella com toda sua atenção e perguntou-lhe com impaciência: — Têm mais perguntas?
Ele estava falava a sério? É obvio que ela tinha perguntas. Centenas de perguntas!
— Não tenho dote. — ela falou com azedume na voz.
— Não preciso, nem desejo um dote.
— Isso o faz diferente dos outros. Tudo o que eles queriam era Finney’s Flat.
— Não me compare com esses bastardos! — a fúria cruzou brevemente o rosto de Edward.
Ela não se sentiu intimidada.
— Está disposto a renunciar o seu futuro para saldar uma dívida com o Laird McCarty. Não posso entender por que faria uma coisa assim.
Edward não sabia qual erro corrigir primeiro.
— Você pensa que Finney’s Flat era a única razão pela qual aqueles homens a desejavam?
— Que outra razão poderia haver?
Sua pergunta, era ingênua e inocente. Realmente, Isabella não tinha consciência de ser uma mulher bonita. Era, portanto, evidente que ela nunca tinha utilizado sua beleza para conseguir o que queria.
— Não perderei o tempo discutindo os motivos distorcidos deles. — ele disse.
— E o senhor? Arruinará sua vida…
— Isabella, eu nunca permitiria que nenhuma mulher tivesse esse tipo de poder sobre mim. — disse categoricamente.
— Não, eu não acredito que pudesse permitir tal coisa.
— Não sei como os ingleses tratam suas esposas, mas suspeito que a maioria as maltratam.
— Nem todos. — ela protestou.
— Aqui, nós não maltratamos as nossas mulheres. Eu nunca te machucarei e você será bem protegida.
Ela acreditava nele. E subitamente o casamento não soava tão terrível depois de tudo que lhe tinha acontecido. Talvez devido ao fato que não tinha outro lugar para aonde ir.
— O senhor tem uma data em mente para este casamento?
 — Você tem duas opções. — ele disse enquanto voltava a olhar brevemente para a entrada. A conversa estava começando a impacientá-lo cada vez mais e ele desejava terminar logo com aquilo.
A vontade de Edward era fazê-la sua esposa naquele mesmo dia. Era difícil ficar perto dela sem querer tocá-la ... Por baixo de suas pesadas roupas, seu sexo latejava se tanto desejo ...
— Explique quais são minhas opções, por favor. – ela não pode evitar se usar sarcasmo na voz.
— Podemos nos casar logo ou dentro de seis meses. Entretanto, se nos casarmos se imediato, não viveremos como marido e mulher até que tenha passado seis meses.
— Por que seis meses? — ela perguntou, completamente confusa.
 — Para que o Clã saiba que a criança que vier a carregar em seu ventre é minha.
Ele a deixara sem palavras. Quando voltou a encontrar a voz, Isabella disse:
— Nas o senhor me disse que não acreditava nas mentiras…
Ele a interrompeu.
— A sugestão foi feita por Emmett. – ele franziu o cenho - Não desejo que ninguém questione quem é o pai se chegar a ficar grávida justo depois das bodas.
Espantada e envergonhada pela bruta honestidade de Edward, ela só pôde negar com a cabeça quando ele lhe perguntou se tinha outras perguntas que desejasse fazer.
Quando estava a meio caminho para as escadas, ele lembrou o outro assunto que desejava falar com ela.
— Isabella, eu permiti que seus guardas a acompanhassem até aqui para que você se sentisse segura. Mas eles não podem ficar.
Ela ficou de pé de um salto.
— Eles devem ficar!
Ele ficou pasmado com a reação dela. Ela cooperara quando ele lhe tinha explicado seu futuro, mas agora se mostrava beligerante.
— Não, não podem ficar. — disse serenamente — Agora que vive aqui comigo, é meu dever e de meus guerreiros protegê-la, e seria um insulto que um estrangeiro interferisse.
— Mas o senhor não entende. Eles devem…
— Isto não está aberto à discussão. — falou exasperado — Seus guardas serão muito recompensados por terem protegido meu irmão.
— Recompense-os deixando ficar aqui comigo.
Ele sacudiu a cabeça.
— Gritando não fará que eu mude de opinião. Tenho outro assunto muito mais urgente que atender, mas quando voltar, falarei com seus guardas. Não tenho o costume de justificar minhas decisões, mas desta vez o farei. Uma vez que esclareça minha decisão, meus soldados os escoltarão até que tenham descido as montanhas. Você tem tempo de sobra para se despedir deles.
Desceu dois degraus, voltou-se, e disse a ela:
— Com sua permissão.
Ela olhou-o durante vários segundos, logo se inclinou em uma perfeita reverência.
— Como queira. — respondeu.
Edward sentiu-se aliviado que não ela tivesse derramado nenhuma lágrima, então estava de muito bom humor quando deixou a sala. Três horas depois, ele caminhava ao lado do ferreiro e do marceneiro do Clã, dando-lhes ordens costumeiras, quando foi interrompido por um dos soldados. Este lhe informaram que Lady Isabella havia partido.

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