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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

domingo, 19 de setembro de 2010

Música das Sombras - Capítulo 05

Inveja

O bando de mercenários pretendia enterrar o irmão de Edward Cullen no meio do campo de batalha, e apenas por diversão, decidiram enterrá-lo ainda vivo.
O campo escolhido para sua tortura e execução se chamava Finney’s Flat, esta terra era considerada sagrada pelos Newton. O clã agora chamava a planície de Vale dos Newton, pois muitos de seus melhores soldados tinham sido massacrados e mortos ali, naquele vale estreito. Há cerca de um ano atrás, ao final da última grande batalha, o terreno estava tingido de negro com o sangue dos Newton.
O Laird Edward Cullen tinha sido o responsável pela carnificina. Aquele poderoso chefe e seus ferozes guerreiros tinham descido a encosta da montanha como um caldeirão transbordante de azeite fervente, em sua fúria ardente tinham destruído tudo o que estava em seu caminho. Com suas espadas brilhantes erguidas, ecoavam o unânime grito de batalha. Para os soldados Newton que estavam abaixo, esperando para entrar na batalha, aquela fora uma visão aterradora, a derradeira visão.
O Laird Cullen tinha sido a visão mais arrepiante de todas. Até esse dia alguns dos soldados Newton se negavam a acreditar que o Laird Edward Cullen existisse de verdade. Todos consideravam que as histórias de sua desumana natureza em batalha e suas façanhas de força hercúlea e de táticas de guerra não fossem verdadeiras … A não ser, como alguns insistiam em afirmar, que o poderoso Cullen fosse de fato mais um demônio do que um homem.
Os que juravam ter visto um vislumbre dele diziam que Edward Cullen era meio leão, meio homem; seu rosto tinha feições sisudas, o cabelo tinha um raro tom acobreado, mas que ficava meio dourado de uma cor similar ao da juba de um leão quando o Cullen estava sob o forte sol do meio dia, além disso tudo, o Laird exalava uma ferocidade em batalha digna de um animal. ‘Edward Cullen é um leão, ninguém pode vencê-lo’, era o que todos diziam, alguns proferiam essas palavras com admiração, outros com inveja.  O poderoso Laird se fazia invisível por um segundo, no instante seguinte, seu ataque era eficaz, sua presa era metodicamente rasgada, membro a membro.
Isso tudo era o que se dizia nas Highlands.

Os soldados mais instruídos, experientes e presunçosos se irritavam diante de semelhante conceito fantasioso. O Cullen, para eles, não passava de uma sombra com poder e que se valia de um exército bem constituído, deliberavam todos. Entretanto, num campo de batalha, a figura de Edward Cullen desaparecia com se fosse um feitiço, mas quando sua sombra se aproximava a pobre alma só poderia evitar sua morte se caísse de joelhos diante do Laird, implorando por piedade. O Cullen era invencível, impossível de se atingir ou capturar. Tudo o que podia advertir a vítima de que o Laird estava a ponto de atacar era a música que o precedia. A música da sombra. Seu grito de batalha se fundia em perfeita harmonia com o silvo da lâmina de sua espada quando esta cortava o ar. O soldado que ouvia esse som, já era um homem condenado.
O Laird Mike Newton sabia muito bem que Edward Cullen era de carne e osso. No ano anterior o Newton tinha estado duas vezes na mesma reunião convocada pelo Rei Ewan da Escócia em seu palácio, para discutir com outros vinte Lairds sobre assuntos de interesse comum nas Highlands. Reuniram-se todos para avaliar o pedido de paz do Rei da Escócia, Ewan estava sendo pressionado pelo Rei William da Inglaterra a estabelecer uma paz duradoura nas Highlands. O poderoso Cullen não tinha falado diretamente com Newton em nenhuma das duas vezes, mas em ambas, Mike Newton havia sentido o aguilhão de suas palavras. O Rei Ewan sempre se voltava para o Laird Cullen quando queria informações precisas relativas à Finney’s Flat. Esta era uma fértil faixa de terra que fazia divisa, ao mesmo tempo com as terras dos Newton, dos Cullen e dos Black. No passado, Finney’s Flat havia sido ponto de discórdia dos três clãs e o principal motivo de sangrentas guerras. Numa tentativa inútil de estabelecer a paz, o Rei Ewan havia presenteado o Rei William com Finney’s Flat, ele achava que se as terras pertencessem ao soberano inglês, os selvagens clãs do norte desistiriam dela.  Edward Cullen e Jacob Black se conformaram e acataram a decisão real, mas Mike Newton sempre se mostrava disposto a invadir, palmo a palmo as terras que nunca lhe pertenceram. Ewan conhecia tais fatos, por isso quando se tratavam de assuntos relativos a Finney’s Flat, ele buscavam em Edward Cullen as informações verdadeiras, como se as palavras deste Laird, seu julgamento, suas terras e sua força tivessem mais importância que as de Mike Newton. O vale de Finney’s Flat corria próximo a ambos os territórios, o de Cullen e o de Newton, mas faziam fronteira, ao sul com o território de Black. A terra era muito fértil sem uma só rocha no chão, lá a relva crescia majestosamente e era perfeita para que as ovelhas pastassem, o solo também poderia ser aproveitado para o plantio de cevada, mas nenhum dos clãs podia reclamar aquela valiosa terra. E cada vez que Newton tratava de tomar um pedaço de terra para si mesmo, o Cullen se encarregava de expulsá-lo.
Ah! Mike Newton desprezava e odiava Edward Cullen com todas as forças de suas entranhas. A cada fôlego que tomava, seu ódio pelo Laird Cullen crescia até que ameaçou consumi-lo. Newton não passava nem um só dia sem que ao menos tivesse um pensamento atroz e cruel sobre o Laird vizinho, e o que mais deixava Mike louco da vida era o fato de que Edward não desperdiçava nem um só minuto de seu dia pensando em nenhum dos Newton. Com pesar e ódio, Mike Newton se deu conta de que sequer era suficientemente importante para que o Cullen se incomodasse com a sua existência.
Mike reconhecia como um pecado a inveja, este sentimento estava comendo-o vivo, e ele se sentia impotente já que não podia fazer nada a respeito. Sonhava com o dia em que destruiria não só Edward Cullen, mas todos de sua casa e de seu clã. Embora Mike Newton fosse um perverso e covarde e não ousasse admitir seus sentimentos a ninguém, ele estaria disposto a vender sua alma ao diabo para obter o que queria.
Sua lista de desejos era um tanto longa. Mike queria o poder de Edward Cullen. Queria seus aliados: os McCarty, os Maitland e os Sinclair. Queria sua força e sua disciplina no campo de batalha. Queria o medo que o Laird infundia em seus inimigos; queria a lealdade e o respeito que lhe davam seus amigos. Queria suas terras e tudo o mais que Cullen controlava. Mais do que tudo, Mike ansiava vingança.
Finalmente, o dia da vingança tinha chegado. Seria hoje o dia em que Mike Newton teria justiça, o dia em que o sangue de um Cullen seria derramado.
O sol brilhava, o dia estava magnífico, perfeito era para uma execução … ou, quem sabe, uma chacina se tudo corresse bem e uma grande quantidade dos Cullen forem assassinados. Era uma pena que não pudesse observar, Mike Newton havia se justificado, dizendo que deveria permanecer afastado dos carrascos para que quando fosse acusado do crime, pudesse alegar inocência e tivesse como testemunhas os santos padres da Abadia de Arbane para atestar sua presença ali. Mas na verdade, Newton era um covarde, ele nunca esteve à frente de batalha alguma.
Mike tinha articulado o plano cuidadosamente e havia escolhido pessoalmente o soldado que comandaria o bando de mercenários responsáveis pela execução.
— O tempo — Mike explicava — é o mais importante. Você precisa esperar até que veja o Laird Cullen no alto da colina que envolve o vale antes de enterrar o seu irmão. Então Edward Cullen saberá o que está acontecendo, mas não será capaz de impedi-lo a tempo. Não se preocupe. As flechas dos Cullen não podem chegar à semelhante distancia, e seus cavalos não podem voar. Quando o Cullen chegar ao lado de seu irmão caído e morto, já será muito tarde, e você e seus homens, já estarão escondidos na densa floresta. Lá, um grupo de soldados estará esperando no lado oeste atrás da linha de árvores. Assim que Edward Cullen se aproximar o suficiente, estes soldados o rodearão e o atacarão. — Mike esfregava as mãos em um gesto de malévolo regozijo enquanto falava e ainda acrescentou — Se tudo correr bem, ambos, o Laird Edward Cullen e seu irmão Jasper estarão em mortos antes do cair da noite.
O soldado que Mike tinha posto a cargo de chefia o bando de mercenários responsáveis pela prisão, tortura e execução de Jasper Cullen era o estúpido e desajeitado Tyler. Mike o tinha feito repetir suas ordens para assegurar-se de que tinha entendido completamente a importância da cronometragem do tempo no enterro.
Os soldados não tiveram muitos problemas para capturar Jasper Cullen. Tinham-no emboscado enquanto passava por um denso bosque. Jasper vinha do clã Brandon, há horas ele cavalgava sem parar e estava particularmente feliz naquele dia. Sua linda esposa Lady Alice Cullen tinha dado a luz, três dias atrás, a uma linda menina, a pequena Hannah Cullen. Sua esposa o tinha feito prometer que após o nascimento da criança, ele iria até o clã de seus pais para avisar da chegada do bebê. Jasper cumpriu a promessa e agora já retornava das terras de seus sogros, ele voltava rapidamente, estava cheio de saudades de sua linda esposa e de sua pequenina filha. Hannah tinha os olhos azuis do pai ... Jasper sorria abobado, enquanto atravessava a floresta, sua filhinha era muito linda mesmo!
Então, tudo de repente ficou escuro, haviam golpeado Jasper Cullen com dureza, jogaram-no ao chão, tiraram suas botas, ataram uma grosa corda ao redor de seus tornozelos, e o tinham arrastado pelo chão, até o profundo e estreito fosso que tinham cavado para ele de antemão.
Enquanto esperavam ansiosamente que Edward Cullen aparecesse no alto da colina e também que Jasper recuperasse a consciência para que soubesse o que iria acontecer com ele, seis dos sete soldados discutiam sobre o enterro.
A discussão se converteu em uma discórdia. Três soldados queriam enterrar o irmão de Cullen com a cabeça para baixo para que somente seus pés se sobressaíssem na terra. Quando seus dedos parassem de mexer, saberiam com certeza que estava morto. Outros três soldados queriam jogá-lo no fosso com a cabeça para cima. Queriam ouvi-lo gritar e pedir piedade até que a última faixa de terra fosse jogada sobre sua cabeça.
— Pode ser que não acorde — argumentou um soldado. — Estou a favor de enterrá-lo de cabeça pra baixo.
— Ele nem sequer deixou escapar um gemido enquanto estávamos golpeando-o. O que te faz pensar que esse pobre diabo começará a gritar agora? — perguntou outro.
— Olhe o nevoeiro que se aproxima. Já está cobrindo a terra e arrastando-se para cima por minhas botas. De qualquer modo, o Laird Cullen não capaz de ver a cabeça do seu irmão se esta porcaria ficar mais espessa.
— Tire o capuz dele e jogue um pouco de água no rosto para despertá-lo — sugeriu outro.
— Ele irá de cabeça pra cima na cova.
— Os pés vão para cima. — gritou um soldado, empurrando um dos homens que estava em desacordo com ele.
Tyler sabia que a disputa logo terminaria em agressão física. Manteve os olhos no alto da colina e anunciou que seu voto seria o de desempate.
Jasper Cullen iria para a sua cova com a cabeça para cima.

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