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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 18 de setembro de 2010

Vem comigo, amor - Capítulo 34

E então a segunda-feira, 22 de março chegou! Meu primeiro dia de trabalho estava diante de mim, prestes a começar. Bella acordou mais cedo que eu, separou minhas roupas e preparou nosso café da manhã. Enquanto eu tomava banho, rezava o mantra do dia: ‘Ela só vai ficar sozinha por algumas horas ... Ela só vai ficar sozinha por algumas horas’.
Mike-louco-Newton, uma pequena e desconhecida cidade, casa nova, gravidez, Caso Volturi ... Eu poderia enumerar várias justificativas para me fazer não querer deixar Bella sozinha. Mas nós não tínhamos escolha! Resignado, me vesti e marchei para a cozinha de onde vinha um delicioso e convidativo cheiro. Bella estava de costas para a entrada da sala de jantar, colocando algumas coisas em cima da enorme mesa.
- Bom dia, amor! – beijei o pescoço de minha esposa e abracei-a por trás – Que cheiro delicioso ...
- Fiz ovos mexidos com queijo e cogumelos. – ela virou seu rosto para mim e sorriu.
- Eu to falando desse cheiro aqui ...
Rocei meu nariz em seu pescoço, minhas mãos, que estava em sua cintura, desceram vagarosamente, passando pela virilha e se espalhando em suas coxas. Bella fechou os olhos, gemeu baixinho e mordeu o lábio inferior. Senti os pelos de sua nuca se eriçarem, enquanto que em mim ... outra coisa se eriçava ...
- Oh! Edward ... – Bella gemeu meu nome e empinou a bunda contra meu membro, enquanto eu estreitava mais o nosso abraço e fazia meus beijos trilharem o caminho de sua orelha, pescoço e ombro – Amor ... é melhor a gente ... Aaah! Comer ... antes ...
Virei o corpo de minha mulher para ficar de frente pra mim, ataquei seus lábios com fome e intensidade. Bella ficou de ponta de pé e suas mãos enroscaram em meus cabelos, as minhas já estava contornando a sua cintura de novo. Quando o ar nos faltou, sussurrei em seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha.
- Eu quero ... comer ... você ...
Bella sorriu baixinho e eu a fiz sentar sobre a mesa de jantar. Um pequena parte de meu cérebro processou a informação que aquela mesa era de madeira ... Então, agüentaria o tranco!
O sorriso travesso de minha esposa deveria ser um reflexo de meu próprio sorriso ... Ela queria tanto quanto eu! Rocei meus lábios, bem de leve, nos lábios dela ... minha língua fazia um passeio preguiçoso sobre seu lábio inferior. Minhas mãos subiram um pouco o seu vestido e Bella se apoiou em mim, enquanto eu tirava sua calcinha. Uma de minhas mãos seguiu por entre suas coxas até chegar a sua intimidade. Bella gemeu em minha boca ao sentir meus dedos passeando sobre a minha ‘bellinha’ que já estava bem molhadinha pra mim. De repente tocar não foi o suficiente, eu precisava vê-la! Contemplar com meus próprios olhos a minha florzinha cor de rosa ... eu precisava beijar, sentir o cheiro inebriante daquela carne macia que era a porta de entrada de meu doce paraíso particular.
Sentei na cadeira e comecei a beijar a intimidade de Bella, arrancando-lhe pequenos gritinhos e gemidos e prazer. Minha língua seguia um caminho errático, de um lado pro outro ... Bella agarrou em meus cabelos, pressionando a minha cabeça bem ali em seu meio ... eu sabia que logo ela iria gozar ...
Sob os protestos de minha esposa, interrompi as carícias e fiquei de pé. Ela franziu a testa em sinal de frustração, mas na mesma hora abriu um largo sorriso (e abriu mais as pernas também) ao me ver abaixar a calça e a cueca de uma vez só.
Penetrei-a devagar, saboreando cada pequeno espaço conquistado ... Naquele momento, eu me sentia provando o mais puro, quente e doce chocolate ...
Minhas investidas foram intensificadas ao perceber Bella mexendo vigorosamente o quadril, enquanto seus braços se fecharam como garras em meus ombros.  Nossos olhos não se deixaram e a cada estocada minha Bella mordia o lábio inferior e fazia lindas caretinhas! Senti a intimidade dela me envolvendo por completo ao mesmo tempo em que sentia meu membro muito rígido invadindo-lhe uma vez mais.
A mágica explosão tomou conta de nós dois e eu senti as unhas de Bella, mesmo por cima do tecido da camisa, cravando em minha pele. Nossos gozos quentes se misturaram, meu gemido rouco e abafado contrastava com o gritinho emanado de Bella! Ainda dentro dela, sorri, me inclinei um pouco e beijei sua testa.
- Eu te amo, Edward, muito ...
- Eu te amo, mais. – sorri – Minha delícia ...
Beijei-a uma vez mais. Dessa vez era o beijo calmo e delicado que combinava com o momento de paz e plenitude ... Separei nossos corpos, ajudei-a a descer da mesa e a vestir a calcinha, me vesti novamente e depois tomamos o café da manhã num silêncio muito agradável.  Porém, de minha parte o silêncio se intensificava porque eu não queria surtar ... Deixá-la sozinha em casa ainda não era tão fácil!
Bella sorriu e revirou os olhos ao me ouvir repetir mil recomendações para ela e os bebês, depois sorriu de satisfação quando eu beijei sua barriga e ‘conversei’ com nossos filhos. Por último, ela me levou até a porta de casa, era uma cena muito trivial, mas eu gostei disso! Gostei do lindo ritual de ver minha esposa me acompanhar até a porta, me desejar um bom dia de trabalho e me dar um beijinho de despedida. Caminhei até o carro sem olhar pra trás, dei a partida e quando virei a primeira esquina, meu rosto desfez a cara de paisagem e assumi um leve tom de preocupação. Um cara normal me acharia muito anormal, mas não tenho como evitar essa postura preocupada. Não depois de tantas coisas pelas quais passamos nos últimos meses ... Antes que pudesse me acovardar e voltar para casa, me percebi estacionando a pick-up numa das vagas privativas do estacionamento dos funcionários do banco.
O motor ainda estava ligado quando ouvi uma ruidosa e estressada buzina atrás de mim ... O cara do carro de trás, um Sentra preto e reluzente, fazia gestos nada amistosos para mim. Impaciente por não se fazer entender, ele baixou o vidro do carro e gritou a plenos pulmões.
- Se você souber ler, perceberá que estacionou na vaga privativa do GERENTE DA AGÊNCIA!!!
Porra! Que cara metido! Precisava falar assim? Respirei fundo e tentei falar normalmente.
- Desculpe. – não gritei, mas sei que ele me ouviu.
Olhei com mais atenção e na parede estava escrito: Gerente da Agência. Me xinguei mentalmente por ter sido tão distraído. O estacionamento não era grande, havia duas outras vagas marcadas e as demais estavam todas sem sinalização. Por via das dúvidas, coloquei a pick-up na última vaga e desci do carro, o homem mal humorado estava saindo de seu carro. Ele olhava o próprio reflexo no vidro do carro, vestia o paletó e tentava arrumar os cabelos. Tentei me socializar.
- Bom dia, sou Edward Fields. – estendi-lhe a mão – Não tive a intenção de ocupar sua vaga ...
O cara rosnou um ‘bom dia’ que de bom não tinha nada, mal olhou pra mim, não apertou minha mão e não se apresentou! Caralho! Eu pensava que todos os forfokianos eram gente boa ... De repente, me senti como um menininho de cinco anos de idade que foi para escola, no primeiro dia de aula e levou uma surra de um garoto mais velho. Aprumei os ombros e marchei. Alguns carros entraram no estacionamento e eu escutei uma voz muito conhecida e agradável.
- EDWARD! – virei meu corpo e vi Kate andando apressada e se equilibrando sobre saltos altos e segurando umas pastas – Bom dia!!!
O sorriso genuíno daquela mulher me fez esquecer o desagradável colega de trabalho e seu imenso mal humor.
- Bom dia, Kate. – estendi uma mão – Posso ajudá-la?
- Sim, obrigada.
Carreguei as pastas e entramos na agência. Imediatamente, Kate começou a me apresentar a três funcionários que também entravam naquela hora. Um deles era um cara alto, forte, pele bronzeada, cabelos e olhos muito negros, seu nome era Samuel Uley e foi bastante simpático comigo. O outro homem também tinha a pele bronzeada e se parecia fisicamente com Samuel, a mulher era jovem, cabelos e olhos cor de mel, esqueci seus nomes. Eu e Kate subimos as escadas até o segundo andar do prédio, ela conversava animadamente, tentando falar sobre o funcionamento da agência, eu prestava atenção a tudo. A primeira manhã de trabalho se passou num piscar de olhos. Harry não apareceu e Kate explicou que ele estava em Seattle e só voltaria no dia seguinte.
- Edward, a nossa agência é muito pequena, mas quase todos os moradores de Forks, La Push, Makah e Hoh são nossos clientes. – ela apontou para três pontinhos num pequeno mapa na parede – São reservas indígenas próximas da cidade.
- Índios?! – perguntei perplexo.
- Oh! Sim! – ela sorriu – Mas não faça estereótipos! Não espere encontrar índios usando penas, arco e flecha fazendo a dança da chuva. Nossas reservas são modernas, embora os índios preservem suas tradições, eles são tão americanos quanto nós. – ela fez uma pausa – Onde eu estava?! Ah, sim! Nossa agência é pequena, mas atende a um grande número de clientes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Então trabalhamos bastante!
Ela me indicou uma pequena mesa, em frente à dela, onde eu trabalharia. Em cima da mesa já havia um desktop novo que ela ligou e me mostrou alguns aplicativos do banco. O principal deles era o SAP, um software de gestão empresarial.
- O SAP é uma ferramenta muito importante, Edward. – ela me explicava com paciência enquanto abria o aplicativo na tela do computador – Todos os funcionários do banco, em qualquer agência, usam essa ferramenta. Mas para nós, ele será útil para a gestão de RH, Comunicação Organizacional e de Administração de Materiais da agência ...
Olhei para Kate, perplexo, novamente. Ela deve ter visto a dúvida em meus olhos.
- Falei grego?!
- Não, não ... é que ... – bufei e fui sincero – Não entendi quase nada, Kate. Mas vou aprender tudo.
- Claro que vai! – ela sorriu solidariamente – Quando eu comecei a trabalhar, não sabia nem passar um fax ... – ela cochichou e sorrimos.
Um pigarrear alto nos interrompeu. Era o cara ‘simpático’ do estacionamento.
- Kate, bom dia. – ele me olhou surpreso – O malote de correspondências já chegou?
- Ainda não, Riley. – ela apontou para mim – Ah! Você ainda não o conhece. Este é Edward Fields, o meu novo assistente! Edward, este é Riley Biers, o gerente da agência bancária.
O cara parecia ter transtorno bipolar! Ele abriu um largo sorriso, deu dois passos e apertou a minha mão.
- Aê, Edward! Seja bem vindo à agência... Bom, vou nessa. – ele se virou – Kate, quando o malote chegar você me avisa?
Kate assentiu para ele e antes que eu pudesse perguntar, ela foi logo explicando.
- Riley é o gerente da agência lá do térreo. A nossa unidade funciona assim: no térreo está a agência que atende os clientes pessoas físicas; nos primeiro andar, a unidade de atendimento a pessoas jurídicas; aqui, temos a sala de Harry, que é o gerente-geral da agência, a copa, o arquivo e uma pequena sala de reuniões.
- Eu vou trabalhar diretamente com você e com o Harry, não é?
- Sim, você vai me auxiliar em tudo. O nosso trabalho será fazer a agência funcionar, dando suporte a todas as outras unidades. Não nos envolvemos com a atividade-fim do banco, que é fornecer soluções e oportunidades de crédito inteligentes para seus clientes. Nós atendemos as demandas internas de cada unidade da agência ...
- Kate, só pra clarear minha mente, dê exemplos.
- Bom, nós devemos manter o arquivo organizado, receber e enviar as correspondências, elaborar escalas de férias, catalogar diversos formulários, organizar as reuniões, cuidar da agenda do Harry, administrar os materiais de consumo e de escritório ... enfim, são pequenas e importantes atividades.
Kate me arrastou por todo o segundo andar, entrando em cada sala, na copa, ela me explicou como usar a cafeteira, mas disse que eu não faria o café, a menos que Margot (a copeira) e ela faltassem ao trabalho algum dia ... Na sala de arquivo, aprendi a usar a máquina copiadora e a entender a técnica de arquivo utilizada aos se guardar uma infinidade de documentos.
De volta à nossa sala, percebi que já passava das 11hs. O que Bella estaria fazendo naquele momento?
- Edward, onde você vai almoçar?
- Bom eu ... nem tinha pensado ainda. Quanto tempo de intervalo nós temos?
- Uma hora, das 12 às 13hs. – ela fez uma pausa – Eu costumo almoçar em casa. O trajeto até lá não dura nem dez minutos, além do mais, estou de dieta! Comida caseira é mais saudável!
- Então eu vou almoçar em casa também. Só assim, vejo minha esposa ...
- Ah! Como vai a sua esposa?
- Bem. – sorri de orelha a orelha.
- Edward, quanto tempo vocês têm de casados? – ela sorria – Dá pra ver uma luz diferente nos seus olhos quando você fala nela!
- Vamos fazer um mês de casados no próximo sábado!
- Ah! Mas ainda estão em lua de mel ...
O telefone na mesa de Kate tocou e eu aproveitei pra ligar pra Bella e avisar que almoçaria em casa. Em vez de ligar pro celular, liguei para o número de casa, só assim eu decoraria logo aquele novo telefone! Já em casa, desfrutei de alguns momentos com minha esposa e de um delicioso almoço. Bella perguntou como tinha sido a manhã e eu fiz um resumo de minhas funções, comentei algumas outras coisas, mas não contei a hostil recepção do gerente no estacionamento. De volta ao banco, Kate me explicou várias outras coisas a respeito de meu trabalho. Percebi que ela era uma pessoa muito requisitada quando uma jovem e bonita mulher entrou na nossa sala, ela andava apressada enquanto lia alguma coisa em seu palmtop. Ela era alta, corpo esguio, loira arruivada, seus cabelos estavam presos num coque chique (eu acho) e suas roupas eram muito formais. Ela me olhou uma vez, seus olhos eram verdes, e sorriu ... um sorriso que me deixou pouco à vontade.
- Kate ... – a mulher não parou de me olhar, tentei desviar meu olhar do dela – Você sabe se Harry volta amanhã?
- Olá, Irina! Sim, Harry volta amanhã, com certeza! – Kate se levantou da cadeira – Este é Edward Fields, meu assistente ...
A mulher intensificou o sorriso desconcertante e se aproximou de minha mesa. Levantei da cadeira e ela me cumprimentou com dois beijinhos na bochecha. Não me senti confortável com isso.
- Irina Loweinsk. Sou a gerente de atendimento a pessoas jurídicas. Seja bem vindo ao banco, Edward! – ela se virou para Kate – Mulher ... a Donna não mentiu para mim quando disse que o seu assistente era um gato! Riley agora encontrou um oponente à altura!
As duas desataram a rir e eu corei! Encarei a tela do computador e comecei a navegar pela web, na intenção de me abstrair da conversa feminina. As duas falavam de mim como se eu nem estivesse ali!
- Edward?! Edward?! – Kate me chamou.
Quando levantei o olhar percebi que a tal da Irina já tinha saído da sala.
– Não ligue para os comentários de Irina! Ela é muito espontânea mesmo! Ela é um amor de pessoa, trabalha no primeiro andar junto com a Donna e o Mark.
Assenti para Kate e deduzi que Donna era a mulher que conheci logo cedo. Só não gostei de saber que falavam de mim e que me comparavam com Riley ... Ele pareceu ser um cara vaidoso, prepotente e chato.
À noite, Bella me pegou de surpresa ao dizer que tinha contratado um faxineiro gay para ajudá-la na limpeza da casa. Ela esperou até a hora do jantar pra poder me jogar essa bomba!
- Amanhã a pessoa que contratei vem fazer uma faxina na casa ... – ela fazia cara de paisagem enquanto tomava uma colherada de sopa.
- A que horas ela vem? – perguntei despreocupado.
- Ele vem às oito.
- Ele?!
- An-ham ... – Bella desviou o olhar e intensificou a cara de paisagem.
- ELE?! – guinchei – O que você quer dizer com ELE?
- Ela ... ele ... é gay!
Eu estava prestes a sorver uma colherada da sopa. A surpresa foi tanta que fiz aquele barulhinho irritante, tipo um SLURP, ao engolir a sopa.
- Como é que é?! Onde você arrumou isso?!
- Edward! – ela franziu a testa – Sidclayton é um faxineiro profissional! Recebi ótimas referências dele!
- Sid-o-quê? Que nome é esse? E posso saber onde você conseguiu referências de um faxineiro gay?
- Pare com seus preconceitos, Edward!
Bella assumiu um tom maternal muito engraçado enquanto me passava um sermão. Seu lábio inferior se projetou para frente num lindo biquinho e ela tentava soar zangada, mas quando recomeçou a falar, sua voz era doce e aveludada.
- Sidclayton é brasileiro e é o diarista dos Greeves ... Ele cobra U$ 9,50 por hora e começa a trabalhar aqui em casa amanhã ...
O que é que eu poderia fazer? Por mais que não gostasse da idéia, tudo não passava de preconceito. E preconceito é uma coisa feia que temos que combater em nossas vidas! Assim, depois do jantar, eu e Bella fomos ao Thriftway para comprar o material de limpeza que o boiola havia pedido ... Argh!
Na terça-feira tive a oportunidade de conversar com Samuel e com Mark quando nos encontramos para um rápido cafezinho na copa. Mark trabalhava com Irina, no setor de pessoas jurídicas, ele era um cara de trinta e poucos anos, casado e pai de um menino. Samuel trabalhava com Riley, atendendo as pessoas na agência, era da tribo Quileute, morava na reserva indígena em La Push, também era casado e sua mulher estava grávida.
- A minha esposa está esperando gêmeos! – sorri abobado.
- Nós teremos uma menina! Ela se chamará Claire e deve nascer em junho. – Samuel falou orgulhoso.
- Preparem-se! – Mark falou teatralmente – Muitas fraldas sujas, noites acordadas e menos atenção da mulher ...
Nós três sorrimos muito e eu fiz uma nota mental e não surtar se Bella me der pouca atenção. Não surtar muito, quero dizer!
Ao chegar em casa, na hora do almoço, tive que dar o braço a torcer e admitir que o Sra. Limpeza realmente sabia deixar tudo limpo e arrumado. Ele não era apenas um gay, e sim um travesti com longos cabelos (se era peruca, eu não sei), rosto feminino e peitões siliconados! Quando entrei, Sidclayton estava terminando de limpar os vidros da janela da primeira sala. Cumprimentei-o e ele murmurou um tímido ‘boa tarde’. Até que não foi tão mal quanto eu pensei que seria ... Imaginei uma bicha louca com um MP3 nos ouvidos dançando ao som de YMCA enquanto esfregava o chão ... Argh! Argh! Argh!
O resto da semana passou tão rápido quanto o primeiro dia de trabalho. Recebi as carteirinhas de identificação do seguro saúde, uma para mim, outra para Bella. O seguro saúde dava cobertura clínica, ambulatorial, hospitalar e odontológica. Quando os bebês nascerem, terão uma ótima assistência médica. Sorri e agradeci a Deus em pensamento. Percebi que o banco oferecia bons benefícios aos seus funcionários. Numa das tardes, puxei assunto com Kate sobre uma coisa que martelava na minha cabeça.
- Kate, você conhece um bom restaurante aqui mesmo em Forks?
- Você já provou a comida da Martha?!
- Sim. Mas eu tava pensando em algo mais ... Como vou dizer ...
- Requintado?! – assenti pra ela – Para ocasiões especiais? – assenti de novo.
- O Lodge. – ela sorriu – Sua esposa vai adorar!
Sorri pra ela e anotei o endereço. Meu plano era levar Bella pra jantar, no melhor restaurante da cidade, no próximo sábado, quando faríamos um mês de casados!
Já era tarde da sexta-feira, o expediente estava quase no fim, eu refletia sobre a minha primeira semana de trabalho e constatava que a maioria das pessoas do banco era legal e meu trabalho não era muito complicado. Eu ainda não sabia se algum dia aquela atividade me traria algum prazer, mas constatei que existem milhões de pessoas que não trabalham exatamente naquilo que gostam ... Eu nasci pra ser médico! Sorri ... Algum dia eu terminaria a faculdade de medicina?! Por hora a minha prioridade era sustentar minha família.
- OBA! – Kate gritou - Sexta-feira, fim de expediente!!!
Olhei pro relógio na parede, marcava 17hs. A mulher se levantou rapidamente, desligou o computador, imitei seu gesto e comecei a arrumar minha mesa também. Kate foi até a porta da sala de Harry, deu três batidas na porta.
- Harry?! Eu e Edward estamos dispensados?
- Sim, Kate. – Harry respondeu – Eu também estou saindo daqui a cinco minutos, tenha um bom fim de semana. Chame Edward aqui, por favor.
Senti um frio no estômago e não esperei que Kate me desse o recado, me levantei, caminhei até a sala, pedi licença e entrei. Kate se despediu de nós e fechou a porta.
- E então, filho?! – Harry tinha um sorriso tranqüilo, não me pediu para sentar, ele mesmo já estava de pé, arrumando suas coisas – Como foi sua primeira semana?
- Acho que me sai bem, suponho.
- Que bom! Não tive muito tempo de conversar com você essa semana, mas Kate me disse que está feliz com o novo assistente!
Saímos juntos do banco e caminhamos até o estacionamento. Eu havia passado pela primeira semana de trabalho! O fim de semana estava diante de mim, quando eu poderia descansar, curtir minha família e recarregar as baterias. Mas uma vez eu me senti como um chefe de família ... Um cara feliz da vida (apesar de tudo), pois a minha casa era um lugar maravilhoso e a minha esposa era o meu santuário.
Liguei o som do carro e viajei na letra da música country que começou a tocar, ela retratava muito bem o meu estado de espírito.
(a qualidade do vídeo não é das melhores, mas a letra da música é linda)
*FIM DO POV EDWARD*
.......................................
Eu estava meio nervosa! Era o primeiro jantar especial que fazia para nós na nossa nova casa e que queria que tudo fosse perfeito ... Olhei para o relógio pendurando na parede da cozinha pela milésima vez. Edward chegaria em casa antes das 17hs e 30min, eu ainda tinha cerca de uma hora. O pessoal da loja de móveis já tinha ido embora, o quarto ficou perfeito! Sidclayton limpou o quarto depois que os móveis foram devidamente arrumados e eu fiz questão de colocar uma colcha bem bonita na cama. O jantar já estava pronto ... Graças a Deus passei a tarde cozinhando, só assim eu tive algo com que me ocupar. As tardes não têm sido muito fáceis, ou melhor, os dias não têm sido muito fáceis. É difícil ficar sozinha ... Mas eu não me queixo, afinal, pra quem eu iria me queixar? Edward?! Não, de jeito nenhum! Meu marido já tem preocupações e responsabilidades demais, não precisa ficar ouvindo as minhas churumelas. O cheiro bom de comida fez as minhas narinas inflarem e eu me alegrei com o resultado de meu trabalho: rosbife ao molho madeira, arroz com passas, batata palha e de sobremesa, banana caramelada com frutas secas. Arrumei a mesa da sala de jantar, separei os pratos e talheres.
No banho eu lavei meus cabelos duas vezes (cabelo com cheiro de comida é o fim!) e passei sabonete esfoliante em meu corpo. Depois de usar o hidratante corporal e de vestir minhas lingeries de grávida (essas eram novas e bem sensuais), escolhi um vestido rosa com um decote em V bem generoso. Já que meus peitos estavam maiores, não custava nada usar um decote sexy ... Deixei os cabelos soltos e usei somente um gloss nos lábios.
Na sala, eu liguei o som numa estação de rádio que só tocava baladas românticas e fiz uma nota mental de, antes do jantar, aumentar um pouco o volume do som porque estaríamos em outra sala. Essas casas de Forks são muito engraçadas ... todos os cômodos são muito divididos: um quadrado aqui, outro ali ... são muitas paredes ...
O barulho do motor da pick-up me alertou da chegada de Edward. Caminhei até a varanda numa enorme expectativa!!! Sim, eu parecia uma adolescente boba ...  Recebi meu marido com um sorriso e um beijo. Ele me abraçou pela cintura, colou nossas testas e sorriu.
- Oi amor. – sua voz rouca e sedutora me fez tremer – É ótimo chegar em casa ...
- É ótimo te receber em casa ...
Entrelaçamos nossas mãos e entramos. Já na segunda sala, Ed percebeu o som ligado e me fez rodopiar ao seu redor.
- Bella você está linda nesse vestido! – ele me abraçou de novo – Vamos dançar!?
OMG ... Eu tive que dizer não pra ele!
- Que tal se a gente jantasse primeiro? – sussurrei em seu ouvido – Eu tenho em mente uma programação bem gostosa pra nós? – arqueei as sobrancelhas.
Edward desceu suas mãos até a minha bunda e apalpou-a, juntando mais nossos corpos e me fazendo sentir o volume de sua ereção.
- Quando você diz gostosa?! – e lá estava ela de novo, a voz rouca e sedutora de meu marido.
- Eu digo ... muito ... muito gostosa ...
Fiquei na ponta dos pés e beijei-o com volúpia. As línguas dançavam eroticamente dentro de nossas bocas, minhas mãos passeavam pelos cabelos dele, enquanto minha cintura era envolvida por suas mãos. Minha calcinha ficou molhada, meu sexo latejou de desejo e eu senti o ‘eddie’ me empurrando, parecia um leão enjaulado! Eu tive que cessar o beijo, caso contrário, pularíamos todas as etapas e faríamos amor ali mesmo no sofá da sala de TV!
- Amor ... – me afastei um pouco – Vem ver o quarto novo.
Não esperei por uma resposta, meu autocontrole não resistiria a outro beijo daquele, sai rebocando Edward pelo corredor.
- Bella! – ele me abraçou por trás – O quarto ficou perfeito! – recebi um casto beijo na bochecha – Parabéns, querida! Você fez um ótimo trabalho.
Mostrei a ele o closet, todos os detalhes das gavetas, prateleiras e onde as roupas dele estavam guardadas. Depois Edward seguiu para o banho enquanto eu fui para a sala de jantar preparar as últimas coisas ... Lá fora a lua cheia brilhava, mostrando todo o seu esplendor, então eu tive a idéia de deixar as cortinas da imensa janela abertas. Acendi as velas do pequeno candelabro, fui à sala de TV e aumentei o volume do som de forma que na sala de jantar ele não passasse de um fundo musical.
Meu amor apareceu diante de mim usando uma calça cáqui e uma camiseta de algodão cru. Mordi o lábio e fiquei com a boca cheia de água ... o tórax musculoso dele ficou bem definido ... G-ZUIS!!! Eu também senti vontade de pular todas as etapas ...
Servi o nosso jantar e fiquei esperando Edward dar a primeira garfada.
- Hum ... – uma pausa, enquanto ele mastigava – Amor, que delícia!
Ele esticou uma de suas mãos e afagou meu rosto com carinho, me inclinei em direção ao seu doce toque e beijei sua mão.
- Que bom que gostou!
Provei a carne com o molho madeira e constatei o sabor delicioso da carne, misturado com os temperos, o champignon e o gosto especial do rum.
- Essa carne tá muito gostosa, Bella ... – outra pausa – Tem um gostinho diferente que ainda não consegui identificar ...
- O segredo desse molho é a mistura da pimenta do reino com rum.
- Hum ... interessante
Ele sorriu e assim degustamos o jantar em meio a carinhos e declarações de amor. Só dispensei o vinho, tomamos suco de uva mesmo! A sobremesa conquistou o paladar de Edward porque também levava rum! Servi a banana caramelada com as frutas secas em pequenas tacinhas ...
- Você me deve uma dança, Sr. Cullen. – sussurrei.
Nós sempre nos tratamos pelo nosso verdadeiro sobrenome quando estamos a sós. Sempre em ocasiões muito íntimas, claro. Acho que é uma forma de não nos esquecermos de nada, quem somos, de onde viemos e porque estamos aqui ... Acho que é uma forma de não nos perdermos por completo. Ele se levantou e fez uma mesura com as mãos.
- Sra. Isabella Marie Swan Cullen, você me daria o prazer da próxima dança?
Sorri pra ele, assenti e peguei em sua mão. Dançamos a luz de velas e sob o manto prateado da lua ... A todo momento nos tocávamos e nos beijávamos ...
- Amor, há um mês, eu estava no quarto da fazenda, dormindo sozinha. – lembrei da véspera de nosso casamento – Quer dizer, tentando dormir ... eu me coçava de tanta ansiedade ...
- Parece que foi ontem, Bella. – seus orbes verdes me encaravam com doçura – E ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo atrás. – ele franziu a testa – Nós temos o amor e a paixão de um casal jovem, mas temos o compromisso, a cumplicidade e a força de um casal que já viveu uma vida inteira juntos.
- De certa forma, vivemos a nossa vida inteira juntos ... Eu te amo, Edward ... pra sempre.
- O pra sempre não é o bastante ... eu te amo mais que isso ...
Dançamos ao som de uma linda e desconhecida música instrumental e nos beijamos com intensidade. O beijo evoluiu para algo mais profundo e quando dei por mim, Edward me colocou nos braços. Sorri e dei um gritinho de prazer ... Já no quarto, fui gentilmente colocada sobre a cama, Edward acendeu as lâmpadas do quarto somente à meia-luz e fechou a porta atrás de si. 
Como se quisesse me torturar, Edward começou a se despir bem devagar. Eu estava presa sobre a cama, as cadeias do desejo me seguravam ali ... Lembrei da camisola nova e quase lamentei não usá-la! Mas quem disse que eu conseguia me concentrar em mais alguma coisa que não fosse aquela dança sensual de Edward tirando a camisa ... Ah! Aquele peito tão másculo e perfeitamente esculpido ... Depois ele tirou a calça e eu contemplei o enorme volume do meu ‘eddie’ preso numa cueca boxer preta ... Meu G-ZUIS! Ainda bem que não sou cardíaca! Só de imaginar aquilo tudo dentro de mim, eu molhei a calcinha de novo e corei (eu sempre coro!).
Edward veio em minha direção, parecia um felino, lindo, glorioso, e deitou delicadamente sobre mim, sustentando seu peso com uma das mãos.  Nos olhamos por alguns instantes e ouso dizer que vi o reflexo de meu olhar febril nos olhos de Ed.
- Ah! Bella ... minha Bella ... - ele murmurou e me beijou com delicadeza enquanto uma de suas mãos passeava pelo meu corpo.
Eu sei, eu tenho certeza que nunca vou me acostumar a esse homem ... Nunca vai ser sem graça ou vai cair na mesmice porque ele nunca vai deixar de me encantar, seduzir, deslumbrar ... Cada beijo, toque ou carícia me leva a loucura ... Eu perco a noção de tudo quando nos beijamos com tanta intensidade e uma de suas mãos (ou as duas!) estão explorando meu corpo.
- Ed ... – gemi quando o ar nos faltou.
Edward sentou na cama, uma perna de cada lado de meu corpo, e começou a me despir. Seus lábios faziam um passeio luxuriante em meu pescoço, colo ... seios, por onde eles passavam, deixavam um rastro de fogo, de desejo e de tesão. Rapidamente o meu vestido foi atirado em algum canto do quarto. Edward se afastou um pouco e me contemplou, de calcinha e sutiã, ambos de tule e renda cor de rosa.
- Linda ... – murmurou, sua voz estava toldada pelo desejo.
Uma das mãos de Edward alisou o meu sexo ainda por cima do fino tecido da calcinha. Como num passe de mágica, aquele simples toque fez meu clitóris pulsar! Eu gemi de desejo, Edward gemeu também e fechou os olhos um pouco. Seu corpo me cobriu novamente. Dessa vez, ele era um felino e eu, sua presa. Com os dentes, Ed começou a puxar a alça de meu sutiã e no meio do processo, sua língua quente passeava pelo meu ombro. Aquilo me fazia gemer e dar gritinhos de prazer!
O meu felino não é um bichinho muito paciente, então não me admirei quando ele rosnou e abriu o fecho de meu sutiã, atirando-o no ar. Na verdade comecei a rir e ... Aaahhh! Deeeus ... Aquela língua quente e molhada abocanhou um de meus mamilos enquanto o outro era delicadamente massageado por sua mão. Eu arqueava meu corpo pra frente, na intenção de obter mais daquele prazer ... eu ... eu tava sem fôlego, tava fora de mim!
- Edward ... amor ... aaahhh
Impiedosamente, Edward inverteu o processo e começou a abocanhar o outro seio, dando leves chupões ou apenas rotacionando sua língua ao redor de meu rijo mamilo. Sinceramente, aquilo era demais pra mim! Seus beijos foram descendo pela minha barriga saliente onde ele deu beijos castos e sussurrou.
- Bebês?! Vocês estão dormindo? É melhor que estejam ... papai e mamãe vão conversar um pouquinho!
- Edward!!! – guinchei, ele levantou o olhar e sorriu torto pra mim, aquele sorriso que ele dá quando tá a fim de me enlouquecer.
Ele tirou minha calcinha e eu levantei o quadril no processo. Mais uma vez ele sentou na cama e me contemplou, nua em pêlo. Suas mãos afastaram gentilmente o as minhas coxas e fizeram um suave passeio pela minha intimidade. Seus polegares faziam uma trilha de reconhecimento pela minha vulva e por cada pedacinho de meu sexo. Meu corpo respondeu e eu fiquei mais úmida, foi o que bastou.
Ele se posicionou em meu centro e me amou. Senti movimentos circulares, vigorosas e delicadas lambidas, às vezes alguns pequenos chupões e deliciosos sopros quentes e frios em minha intimidade. Estava difícil me conter, estava difícil fazer qualquer outra coisa que não fosse me entregar por completo àquele frenesi. O latejar de meu sexo, meu coração acelerado, a respiração entrecortada ... a vista turva e o inexplicável prazer ...
- Ed ... – murmurei ofegante depois do primeiro orgasmo da noite.
Ele bebeu de mim e depois se deitou ao meu lado, afogando seu rosto em meus cabelos até que a nossa respiração se estabilizou novamente. Pus uma de suas mãos sobre meu coração enquanto eu também sentia as batidas fortes em seu peito. Ficamos assim por alguns minutinhos.
Depois foi a minha vez de encarnar o papel de felina. Juntei nossos corpos e num movimento só, fiquei por cima dele, uma perna de cada lado de seu corpo. Beijei-o com volúpia, enquanto nossas línguas duelavam, minhas mãos espalmavam seus ombros e peito com vigor. Desci meus lábios e mãos por seu corpo e apalpei o ‘eddie’ ainda preso na cueca, fazendo Edward gemer de prazer. Rapidamente tirei aquela peça de roupa e me alegrei! Muito!
Meu G-ZUIS!!! Aquilo é um troféu, um mastro, um ... pedacinho do céu! Beijei-o com ardor, enquanto minhas mãos faziam uma gostosa massagem em sua base. Devido ao seu tamanho eu sempre preciso de ambas as mãos pra fazer ... bem gostoso! Minha língua passeava por sua extensão e depois abocanhava a cabecinha, fazendo movimentos circulares e vigorosas sucções. Edward gemia, falava palavras desconexas e às vezes urrava. Ao sentir o ‘eddie’ mais durinho, intensifiquei os movimentos enquanto Edward gemia mais e mais. Quando bebi a primeira gota de seu gozo quente, chupei com vontade!
- Bella ... aaahhh ...
Eu até pensei que no decorrer da gravidez teria algum enjôo ou até repulsa em sorver aquele líquido tão especial. Mas graças aos céus, não tive! Minhas lambidas e carinhos continuaram até a última gota, quando terminei, ergui a cabeça e fui flagrada por Edward, apoiado sobre os dois braços, que me encarava com um sorriso terno no rosto.
- Vem cá, amor. – ele falou com a voz doce.
Subi em seu corpo novamente, quando nossos rostos ficaram frente a frente, com uma mão ele enlaçou minha cintura, com a outra ele acariciou meu rosto. Nos encaramos por um bom tempo, em seus olhos havia surpresa e talvez preocupação, mas também havia felicidade. Ele respirou fundo antes de falar.
- Bella, você não deve fazer nada que não queira, não é.
A declaração deve não soou como uma pergunta. Ergui minhas duas mãos sobre seu peito pra poder me acomodar melhor, deitei de lado na cama e ficamos de frente. Eu ainda processava aquelas palavras e enquanto fazia isso, ganhava terreno. Estreitei a curta distância e colei nossos corpos, me incei e dei um selinho em seus lábios.
- Eu quis te beijar agora. – falei despreocupadamente.
- Não é disso que eu to falando. – ele falou exasperado e sentou na cama.
Hãn?! O que foi isso?
- Edward ... – sentei na cama também - O que foi, amor?!
Ele não me encarou, apenas deu um muxoxo antes de responder.
- Você não precisa fazer em mim também ... você poderia ...
Fez-se a luz em minha mente!
- Amor! – ergui seu rosto e com jeitinho, sentei em seu colo, de frente pra ele, uma perna de cada lado de seu corpo, entrelacei nossas mãos – Eu quis fazer! Eu gosto de fazer! – ele me encarou com dúvidas ainda – Eu a-do-ro quando você goza em minha boca ...
Não deixei que ele continuasse com as paranóias, selei seus lábios nos meus e só nos separamos quando o ar nos faltou. Nesse meio tempo, percebi suas mãos em minha cintura e depois descendo até minha bunda, minhas mãos estavam espalmadas em seu tórax. Comecei a rebolar em cima dele, meu sexo em contato com um ‘eddie’ meio adormecido que logo, logo se animou de novo.
- Desculpe por ser tão protetor ... – ele sorriu torto.
- Só desculpo ... Ah! – juntei nossos corpos e gemi - Se você me der o que eu quero!
Nossos olhares se encontraram e eu tive a certeza que nos orbes verdes de meu marido agora só havia desejo, paixão, luxúria e amor. Comecei a me movimentar em cima dele, fazendo o nosso balé de amor, de um lado e pro outro ... No ritmo de nosso mais puro sentimento. Edward apalpava vigorosamente a minha bunda e se deleitava de prazer ao ver meus seios tremularem à sua frente.
- Ah! Bella ... gostosa ...
Eu gemia baixinho enquanto meus ouvidos eram invadidos pelas palavras desconexas de Edward. A cada subida e descida minha, aquele membro viril me tocava internamente de uma forma mágica. Depois de mais alguns frenéticos movimentos e palavras como ‘apertadinha’, ‘quente’ e ‘molhadinha’ proferidas pelo meu marido, o prazer me invadiu novamente. Dessa vez ele veio avassalador.
- Aaaiii ... Edward!
Seu membro ainda estava muito rígido, ele me fez pular algumas vezes e se liberou dentro de mim, pulsando vigorosamente. Seu gemido rouco e abafado não deu lugar a nenhuma palavra. Deitei em seu peito suado (nós estávamos suados), ele me abraçou com carinho e afastou meus cabelos do rosto. Beijou minha testa com ternura.
- E aí? Estou desculpado? – falou presunçosamente, ergui meu rosto e o vi arquear uma sobrancelha.
Quanta pretensão! Fazer o que, não é? Se ele sabe que é gostoso ... Sorri maquiavelicamente, rebolei com ele ainda dentro de mim e separei nossos corpos.
- Por hora! – ele sorriu torto e eu beijei seu peito.
O cansaço me invadiu, bocejei com vontade mas ... Argh! A vontade implacável de fazer xixi me fez levantar da cama. Cambaleei um pouco, meu corpo ainda tava molenga.
- Aonde você vai?
- ‘Pipi room’ – falei e me xinguei mentalmente.
‘Que coisa sexy, Isabella. Parabéns!’, corei e fui até o banheiro, não precisei olhar pra trás pra saber que Edward me seguia. Aproveitei pra escovar os dentes também e me lavei com a duchinha (eu tava meio melada). Ao sair de lá, Ed não estava na porta, me esperando.
- Ed?
- To aqui na sala, amor. – ele falou alto o bastante para que eu ouvisse – O som ainda estava ligado.
Voltei ao quarto e vesti uma calcinha confortável e um top de lycra e algodão (daqueles que Alice comprou pra mim em Atlanta). Minutos depois, Edward entrou no quarto, ele já vestia uma calça de moletom e deitou ao meu lado.
- A porta da sala estava aberta. – ele sorriu torto.
- Esse tempo todinho?! – guinchei.
- Ainda bem que estamos em Forks! – ele sorriu – Mas vou tentar me lembrar de passar a chave na fechadura! – ele me abraçou e uma de suas mãos acariciou meu rosto – Feliz um ‘mês de casados’, Sra. Cullen ...
Nos beijamos sem pressa e eu me aninhei melhor nele.
- Feliz ‘um mês de casados’, Sr. Cullen ... meu amor.
Acordei muuuito relaxada, ao meu lado, no lugar em que Edward dormia havia uma única rosa vermelha sobre o travesseiro e um bilhetinho.
‘Bom dia, minha vida, meu amor. Que esse primeiro mês seja apenas um prenúncio de todos os outros meses da nossa existência.
Você me completa, Bella! Eu te amo.
Edward’
Cheirei a rosa, aquelas pétalas macias eram quase tão doces e deliciosas quanto os lábios dele. Se eu bem conhecia o meu marido, ele estava na cozinha preparando nosso café. Entrei no banheiro, fiz minha higiene matinal, vesti um hobby e marchei para a cozinha e lá estava ele, lindo, sem camisa ... Arfei!
- Bom dia, Bella adormecida. – ele me deu um selinho.
- Bom dia, amor.
Tomamos café num clima bem agradável, lá fora fazia sol e os pássaros cantavam. A todo o momento, nossos olhares se encontravam e sorríamos. Senti os bebês mexerem e pus uma mão sobre a barriga.
- Oi, bebês! – sorri – Bom dia pra vocês também ...
Edward levantou da cadeira e se colocou de joelhos na minha frente, desfez o laço que prendia meu hobby, levantou um pouco o top e beijou minha barriga, me fazendo cócegas.
- Oi, meus amores! – eles mexeram – Sim, é o papai ...
O resto de nosso dia especial foi muito agradável. Edward me convidou para conhecermos La Push, um colega de trabalho seu morava lá e explicou como chegar à reserva. Depois de um banho de banheira (a dois) bem relaxante, vestimos roupas confortáveis e pegamos a estrada. Meia hora depois estávamos dentro da reserva, descobrimos umas lojinhas de artesanato e um acesso até a praia. Depois de uma gostosa caminhada, achamos um pequeno restaurante que servia peixes e frutos do mar. O dono do restaurante nos recebeu com um enorme sorriso, ele era um nativo de meia-idade chamado Quil (nome muito esquisito) e nos sugeriu salmão grelhado com molho de limão e salsinha, salada verde com frutas vermelhas, suco de amoras e de sobremesa, geléia de mirtilo. Depois do almoço ainda fizemos uma caminhada até umas piscininhas naturais onde havia muito peixinhos, parecia mais um berçário marinho.
Eu tenho dormido à tarde com bastante freqüência, então quando Edward me viu bocejar, voltamos rapidamente pra casa. Nem sei quanto tempo dormi mais acordei com seu sussurro delicado em meu ouvido.
- Princesa, eu fiz reservas num restaurante pra nós. – ele sorria torto.
- Hum ... foi? – acordei meio grogue e ele gargalhou.
- Bella, você fica tão incoerente assim que acorda!
Sentei na cama, fiz biquinho e estirei a língua pra ele. Isso o fez gargalhar mais! Eu me rendi e ri também de meu comportamento infantil. O jantar seria no melhor restaurante da cidade então me arrumei com capricho. Escolhi uma das minhas novas calça jeans com elastano, uma blusa de seda azul marinho e sapatos de saltos médios bem confortáveis. Fiz um coque meio solto no cabelo e uma maquiagem leve. Edward estava muito gato, com calça jeans clara, suéter preto e uma camisa cinza de tecido por baixo.
O melhor restaurante da cidade se chamava The Lodge e ... caramba! Que lugar brega! Edward olhou pra mim e segurou o riso! Pendurados no teto havia um monte de corações vermelhos e cor de rosa, feitos de um material brilhoso. As paredes eram cobertas de um papel floral muito, muito estampado com rosas vermelhas, parecia um quarto de vovó!  Havia luminárias baixas sobre as mesas, me fizeram lembrar mesas de jogos de cartas.
- Bella, que lugar esquisito! – Ed me olhou de lado e sussurrou – Disseram que esse era o restaurante mais chique da cidade!
Mal consegui ficar séria enquanto o recepcionista nos conduzia até a mesa.
- Tá tudo bem, amor! – falei quando ficamos a sós – Vai ver que se esqueceram de tirar a decoração do Valentine’s Day!!!
Brincadeiras à parte, a comida era boa e o ambiente brega até que era agradável. Uma banda discreta tocava músicas suaves e percebemos outros casais dançando na pequena pista. Dançamos, sorrimos, namoramos, brindamos a nossa vida e celebramos mais uma vez o nosso amor.
No meio da semana, Rose me ligou, pra saber de nós e dizer que nosso álbum de casamento e o DVD chegariam no dia seguinte, via FedEx. Ela me disse que ‘o trabalho’ estava prosseguindo satisfatoriamente e que na Itália ela e Emmett tinham conseguido ‘muitas coisas’. Alice e Jasper estavam em Washington naquela semana, enquanto ela e Emmett estavam embarcando para o Texas. Como prometido, no dia seguinte a encomenda chegou e eu quase chorei de emoção quando abri um pacote maior, era uma caixa com um porta-retrato de cristal. Nele havia uma de nossas fotos, num close maior e toda em preto e branco. Linda! A foto era linda, elegante e austera!

No sábado seguinte, eu e Edward fomos à missa na pequena capela freqüentada por Peter e Charlotte. Havia tempo que não íamos numa missa e tínhamos tantas coisas pra agradecer a Deus! Quando nossos vizinhos nos viram lá, arrastaram o padre até nós e nos apresentou a ele. A missa foi muito bonita, reconfortante e embalada por um coral belíssimo. O crepúsculo já se formava no horizonte quando a celebração terminou, entramos no carro e seguimos para casa.
Tudo aconteceu muito rápido! Num instante estávamos esperando o sinal ficar verde pra nós e noutro eu estava confusa, atordoada, minha cabeça doía devido ao susto e ao barulho ensurdecedor, meu corpo todo tremia.
- BELLA! – Edward gritou – BELLA, FALA COMIGO, AMOR!
Eu não falava, só chorava! Era um choro mudo, eu não encontrava a minha voz. A cada barulho desconhecido, eu me encolhia.
- Tá tudo bem, princesa. – ele se soltou do cinto, me soltou e me abraçou – Já passou, já passou ...
Aos poucos eu fui me acalmando, meu cérebro voltou a raciocinar e eu percebi que nada em mim doía, nada além da cabeça. Mexi pés e pernas e procurei em Edward algum sinal de ferimento. Nada. Respirei fundo e sussurrei.
- O que foi aquilo, Ed?
Ele segurou meu rosto em suas mãos e falou com calma.
- Um motoqueiro estava na contra mão, ele ia se chocar com aquele caminhão cheio de toras de madeiras. – Ed apontou para o caminhão atravessado no meio da pista transversal à rua que estávamos – O motorista freou bruscamente, mas não conseguiu evitar de bater no poste ...
- MEU DEUS! – gritei – O poste, ele ...
- Ia cair sobre nós, Bella. – a voz de Edward ainda era tensa – Graças a Deus eu consegui entrar nessa rua a tempo. O primeiro barulho foi o da queda do poste bem atrás de nós. – ele respirou fundo e soltou o ar devagar - Os outros estrondos foram das toras de madeira se soltando do caminhão.
Nos olhamos com intensidade, Ed acariciou meu rosto e beijou minha testa, uma de suas mãos pousou em meu ventre. Chegamos em casa minutos depois, eu ainda estava muito nervosa e deduzi que um banho quente iria me acalmar. No banheiro, meu coração perdeu uma batida, fiquei novamente sem fala e minhas pernas tremeram pra valer ao ver que minha calcinha estava com uma vívida mancha de sangue muito vermelho.
- EDWARD! – gritei e ele abriu a porta num rompante – Nossos bebês! Ah! Edward, veja!
Estirei minha calcinha manchada de sangue pra ele e meu choro se intensificou. Agarrei forte em sua camisa e implorei.
- Não ... Edward ... nossos filhos, não!
Só havia a expressão de dor e pânico em seu rosto. Fui carregada nos braços até o carro, no meio do caminho ele pegou minha bolsa que estava em cima do sofá. Eu chorava baixinho e rezava: ‘Deus, não leva meus filhos! Eles também não, Deus! Por favor!’ Edward permanecia calado, ele foi extremamente prático e racional. Na entrada do hospital, ele deixou o carro aberto, o motor ligado e a chave na ignição. Foi nessa hora que pude sentir todo seu pavor. Ele me carregou nos braços novamente até a entrada de emergência.
- Isabella Fields, minha esposa, grávida de gêmeos, 16ª semana de gestação, sangramento ... – ele falou arfante comigo em seus braços para uma enfermeira.
Depois disso eu não consegui entender muito bem o que se passava só tenho a vaga lembrança de ter sido rapidamente atendida. As lágrimas caiam copiosamente, eu só rezava ... Em meio ao desespero, fitei a pulseira em meu braço. Santo Antônio e São Tomás. Fiz muitas orações, pedindo a esses santos que intercedessem a Deus por meus bebês. Fechei os olhos, eu não agüentava olhar para nada, eu só queria falar com Deus: ‘Meus bebês! Não deixe que nada de mal lhes aconteça. ’
- Bella?! – Ed estava nervoso ainda, abri os olhos e me vi deitada na cama de um quarto – Você está sentindo dor?
- Nã-não ...
Eu não queria falar, eu ia acabar chorando de novo.
- O sangramento já passou, Bella. – ele segurava uma de minhas mãos – Você teve um leve desmaio provocado por uma queda de pressão arterial, mas não há nenhuma hemorragia ...
- Meus filhos?! – guinchei e tentei levantar da cama.
- Calma! Eles estão bem.
- Tem certeza?
- Tenho, amor ... foi só um susto. – seu rosto se aproximou do meu – Aparentemente não há nada de errado, a Dra. Weber virá aqui daqui a pouco.
Uma batida leve na porta nos distraiu. A Dra. Angela Weber e uma enfermeira entraram no quarto.
- Olá Isabella!
- Doutora, como estão meus filhos?! – eu ainda estava tensa.
- Isabella, se acalme. – ela segurou em uma de minhas mãos – Seu marido me contou sobre o acidente e tenho certeza que você só levou um grande susto, isso explica o sangramento. Mas agora já está tudo bem! Trouxe uma enfermeira pra te ajudar a levantar, vamos fazer um ultra-som só para constatar a boa saúde de seus filhotes.
Olhei pra ela e assenti. Edward e a enfermeira me ajudaram a sentar numa cadeira de rodas, minutos depois eu estava numa sala de exames, deitada sobre a cama. Edward segurava uma de minhas mãos, na outra eu ainda olhava para as medalhinhas dos santos ... Eu conversava com Deus quando percebi que Edward movia os lábios minimamente, ele fitava o nada à sua frente.
- Edward, você tá rezando? – sussurrei.
Ele me olhou de repente e deu um meio sorriso.
- Sim. – suspirou.
- Vamos rezar juntos? – ele se inclinou um pouco sobre mim e fizemos a oração do Pai Nosso num murmúrio uníssono.
Ao abrir os olhos percebi que a Dra. Angela assistia calada à nossa pequena demonstração de fé. Ela sorriu solidariamente para nós, colocou gel na minha barriga e ligou o aparelho de imagem.
- Graças a Deus! – eu e Edward dissemos ao mesmo tempo ao ouvir o lindo som dos batimentos cardíacos de nossos filhos.
- Estão vendo? – ela apontou para um bebê e depois para outro – Ambos estão bem ... e ... Oh! Vocês querem saber o sexo deles? – ela virou o rosto para nós e sorriu.
- SIM! – falei alto.
- Meu Deus! Doutora ... são ... – Ed murmurou abobado.
- São o quê? – guinchei.
- Meninos, amor! São meninos!
Edward se ajoelhou ao meu lado e eu pude ver que ele chorava com intensidade. Comecei a chorar também ... Meus meninos! Meninos!!!
- Isso mesmo, são meninos! – a Dra. Angela confirmou.
- Anthony e Thomas! – falei.
- Anthony e Thomas?! – Edward franziu a testa e depois sorriu – Anthony e Thomas! São nomes lindos!
- Vou deixar vocês à vontade enquanto a mamãe se veste. – acho que ouvi a doutora falar isso.
- Os nomes são lindos, amor! – ele me ajudou a vestir a bata do hospital e me colocou na cadeira de rodas novamente – Mas de onde você tirou esses nomes tão rápido? Já havia pensado nisso?
Neguei com a cabeça, ele se ajoelhou na minha frente de novo e pôs as duas mãos em minha barriga.
- Rezei muito pra Santo Antonio e São Tomás. – mostrei as medalhinhas em minha pulseira - Mas não é só isso. Quero fazer algumas homenagens também. O primeiro que nascer vai se chamar John Anthony. – sussurrei – Seu antepassado John Alfred que construiu aquele bunker na mansão merece ser lembrado. – Edward apenas assentiu – Anthony porque é o seu segundo nome, amor. – toquei no rosto de Ed – O outro bebê vai se chamar Edward Thomas – ele abriu um largo sorriso – Uma homenagem a você e a São Tomás de Aquino.
- São nomes muito apropriados, Bella! – ele me deu um selinho – Obrigado por colocar meus nomes em nossos filhos.
Já no quarto, a Dra. Angela me disse que eu ficaria em observação até o dia seguinte e que não haveria necessidade de permanecer ali, caso não houvesse nenhum sangramento.  Uma bandeja de comida chegou e Edward me obrigou a tomar sopa, comer torradas e tomar leite. Ele foi em casa e em menos de 30min voltou de banho tomado e roupa trocada, além de uma pequena bolsa de viagem com umas mudas de roupa pra mim. Tomei um banho, vesti um pijama de flanela e deitei na cama. Edward estava mal acomodado no pequeno sofá-cama, exausto.
- Amor, vem deitar aqui comigo ...
- Bella, essa cama é pequena demais pra nós dois. – ele sorriu torto.
- Esse sofá também é pequeno demais. – fiz biquinho – Eu não gosto de dormir sem você ...
- Tá bom ... – ele murmurou e deitou na cama ao meu lado.
- Tá vendo?! Nem é tão apertado assim ...
Ele sorriu, me deu um selinho e me aninhou em seu peito.
- Boa noite, Bella. – tocou em minha barriga – Boa noite, Anthony. Boa noite, Thomas.
Bocejei e me aqueci contra o peito de Edward. ‘Obrigada, Deus. Obrigada pelos três homens de minha vida: Edward, Anthony e Thomas.’

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