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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

sábado, 5 de março de 2011

Vem Comigo, Amor - Capítulo Bônus

Cadê os Fields? (Capítulo Bônus)


POV PETER GREEVES

Mais um plantão policial terminava na santa paz de Deus, Benjamin já havia chegado e eu me preparava para voltar para casa, eram seis horas da manhã do dia 1º de Maio e meu corpo só pedia cama.
Dirigindo pelas ruas da minha querida e pacata Forks, eu me sentia um homem muito feliz por ser chefe de polícia de uma cidadezinha tão boa para se viver! Não é a toa que os Fields, nossos jovens vizinhos, haviam atravessado o país para oferecer a seus filhos uma boa qualidade de vida.
E por falar nos Fields, que estranho... O dia mal começou e eles devem ter saído porque no jardim só estava o carro de Isabella... Se bem que hoje é feriado, vai ver que foram passear com os meninos...
Assim que cheguei em casa, tomei um banho, vesti um pijama e deitei na cama bem devagarzinho para não acordar Charlotte. Apaguei geral. Mas fui acordado por minha mulher... o sol entrava firme pela janela do quarto e eu deduzi que já passava do meio dia.
- Peter... Peter... – ela sussurrava – Querido acorde... Tem uns caras esquisitos aí na sala, dizendo que são do Marshall Service e do FBI...
- O quê? – pulei da cama – Os Marshall? O FBI? O que querem aqui?
- Querem falar com você. – ela sussurrou.
Pedi a Charlotte que preparasse café e servisse aos homens, enquanto isso eu tomei um banho e troquei de roupa e em cinco minutos cheguei na sala. Encontrei dois caras sentados no sofá numa postura bastante rígida, ambos usavam ternos pretos, sapatos pretos, camisas brancas e óculos escuros pretos. De imediato, eu pensei que aquilo era alguma pegadinha, porque os dois pareciam ter saído daquele filme MIB – Homens de Preto.
- Bom dia, eu sou Peter Greeves, chefe de polícia de Forks. – estendi a mão para um e depois para o outro – Em que posso ajudá-los?
- Eu sou o agente Jonas Mallory, do Marshall Service, o serviço de proteção a testemunhas do Departamento de Justiça. – o mais magro falou e mostrou sua carteira de identificação – E este aqui é o agente Karl Pitt, do escritório do FBI em Seattle. – ele se calou quando minha esposa chegou na sala trazendo o café, ela entendeu o recado, nos serviu e saiu rapidamente – Estamos procurando Edward e Isabella Fields, o senhor os conhece não é?
- Sim, são meus vizinhos. – falei com uma certa cautela.
- Sr. Greeves, nós não podemos dar maiores detalhes do caso e para tanto, exigimos que o senhor mantenha sigilo para as informações que vamos lhes dar. – assenti minimamente – Edward Fields e sua esposa, Isabella Fields fazem parte do serviço de proteção a testemunhas e atualmente o serviço os considera como desaparecidos.
Meu coração bateu descompassado com a notícia.
- Co-como assim? – falei numa voz sufocada – O que eles são afinal?
- Vítimas... apenas vítimas. – o Sr. Mallory falou – Há cerca de 12 horas o sistema do serviço de proteção a testemunhas foi invadido por um hacker e a identidade de todos os protegidos está vulnerável. Estamos tentando contato telefônico com os Fields há mais de três horas e até agora não conseguimos nada. O senhor sabe se eles viajaram?
- Bem, quando eu cheguei em casa, por volta das seis da manhã, a pick-up de Edward não estava estacionada na frente de sua casa e eu deduzi que os dois tinham saído. Como somos vizinhos e amigos, geralmente eles comentam comigo ou com minha esposa quando vão fazer algum passeio, mas dessa vez, eles não avisaram nada.
- Isso é estranho. - o agente do FBI falou.
- Será que... aconteceu algo? – perguntei sentindo um bolo na garganta.
- O que eu posso lhe garantir, Sr. Greeves, é que até agora não tivemos registros policiais que envolvam nenhuma das testemunhas incluídas no serviço. – ele fez uma pausa e olhou rapidamente para o agente do Marshall Service – Acreditamos que a invasão no sistema tenha sido feita para procurar uma pessoa que nem ao menos está inscrita no Marshall Service.
- E? – perguntei sem entender muito.
- A organização criminosa que possivelmente orquestrou essa operação estava procurando por outra pessoa. Então, tecnicamente os Fields não correm perigo, mas nós ainda não entendemos porque desapareceram...
- Deus do céu! Você não está dizendo coisa com coisa. – falei exasperado – Eu quero saber onde os Fields estão! Eles... eles são como filhos para mim... – murmurei derrotado.
Na mesma hora em que desabafei, o celular do agente do FBI tocou, fazendo-me quase pular da poltrona. A conversa deles não durou nem dois minutos, depois eles se levantaram e quando pensavam em se despedir de mim, eu surtei.
- Pelo amor de Deus! Digam o que está acontecendo...
Eles tiveram uma rápida troca de olhares e o agente do FBI falou.
- Acabei de falar com o diretor regional em Seattle e, ao que parece, os Fields foram avisados sobre a invasão do sistema do Marshall Service. – ele fez uma careta – Contrariando as normas de segurança, os agentes federais que estão investigando o caso dos Fields os avisaram e lhes orientaram a fugir de Forks.
- Mas... mas para onde eles foram?
- Isso agora já não interessa ao Marshall Service. – o cara mais magro falou – Eles fizeram a opção de abandonar o serviço e estão por sua conta e risco. – ele falou rispidamente, me tirando do sério.
- Por sua conta e risco uma ova! – rosnei – Aqueles garotos são ótimos, gentis, educados, pessoas de bem... Eles não merecem ser abandonados à própria sorte... Além de tomar conta de si, precisam tomar conta dos gêmeos também!
O agente do FBI percebeu minha aflição e colocou uma mão sobre o meu ombro.
- Tenha calma, Sr. Greeves. – ele falou num tom de voz baixo – Ao que parece, o plano de fuga deles está dando certo e foi milimetricamente planejado por pessoas que realmente se preocupam com eles. Eu não posso lhe dar maiores detalhes porque nem eu mesmo sei do que se trata essa investigação, mas, extra-oficialmente, eu posso fazer uma coisa. – ele fez uma pausa e me deixou numa crescente expectativa - Assim que eu tiver notícias deles, eu lhe informo, mas o senhor deve me prometer que vai manter sigilo.
- Prometo. – respirei fundo – O que eu devo dizer às pessoas da cidade?
- Diga que os Fields tiveram uma emergência familiar. – ele disse apenas isso.
Dez minutos depois, os agentes já tinham deixado a minha casa e eu estava embasbacado, sentado na poltrona, segurando a xícara de café na mão. Charlotte apareceu na sala e pegou a xícara da minha mão, depois sussurrou numa voz sufocada:
- O que está acontecendo?
- Edward e... Isabella e os gêmeos... sumiram...
- Hã?
- Os Fields sumiram, querida! – abracei minha esposa com força.
- O QUE?! – ela gritou exasperada.
Para evitar que minha esposa surtasse, contei a ela todos os detalhes da conversa, não antes de fazê-la jurar de pés juntos que não contaria isso a ninguém. Nem bem Charlotte tomou fôlego com as novidades e enxugou lágrimas teimosas, a campanhia tocou insistentemente e quando abri a porta, me espantei com um Harry muito nervoso.
- Peter? Você os viu? – ele foi entrando com tudo e desabou no sofá visivelmente nervoso – Zafrina ligou para mim, ela está muito aflita e...
Enquanto ele despejava as palavras no ar, eu me dava conta que sua irmã era a super-poderosa do Marshall Service, por isso ele deveria saber dos Fields.
- Zafrina te contou sobre os Fields? – me sentei no sofá junto dele – Você sabe de tudo?
- Não. – ele negou com a cabeça também – Só sei que são pessoas boas que precisam de proteção.
- Eu fiquei sabendo disso quase agora. – estreitei o olhar – Recebi a visita de dois agentes, um do FBI e outro do Marshall Service, mas pelo que eu entendi, os Fields desapareceram.
Ao que parece, Harry não havia percebido que Charlotte estava na sala e quando ele a viu, esbugalhou os olhos e ficou mais aflito ainda.
- Não se preocupe, Harry. – ela sussurrou – Eu já sei de tudo.
Houve um minuto sufocante de silêncio até que eu resolvi quebrá-lo.
- Você recebeu alguma orientação de como vai explicar isso às pessoas, Harry?
- Minha irmã pediu que eu inventasse a desculpa que os Fields tiveram um problema de família de precisaram sair da cidade com urgência.
- Eu fui orientado a dizer a mesma coisa. – falei.
- Sidclayton, Jenny, Sr. Hobbes, Tia, Benjamin, o pessoal do banco... Todo mundo vai notar a ausência deles. – Charlotte refletiu.
- Devemos avisar ao faxineiro e à babá, sem contar que a casa é alugada, precisamos avisar ao corretor de imóveis. Será que isso vai gerar alguma multa contratual? – questionei.
- Edward tinha o costume de pagar seis meses de aluguel adiantado. – Harry informou – Lembro que em Março ele comentou que estava renovando seu contrato de locação por mais seis meses. Então ele pagou até Setembro... a corretora não terá do que reclamar.
Naquele domingo nós três selamos um pacto de silêncio. A partir do dia seguinte, a mentira começaria a ser contada inúmeras vezes até que os cidadãos de Forks se cansassem da história e esquecessem os Fields. Mas em meu coração e no coração da minha esposa, aquela pequena e feliz família sempre estaria presente.
Na segunda-feira de manhã, Sidclayton chegou cedo para fazer nossa faxina e eu e Charlotte contamos-lhe a história. Ele ficou triste, cabisbaixo e lamentou não ter podido se despedir dos patrões.
- Peço desculpas por eles, Sid. – Charlotte falou – E desculpe a indiscrição, mas eles ficaram te devendo algum dinheiro? Se ficaram, eu posso restituir e depois acertar com eles...
- Não! Não! Sra. Greeves! – ele a cortou rapidamente – O Sr. Fields tinha o costume de pagar adiantados os oito dias de faxina do mês subseqüente! Maio já está pago... e eu nem vou trabalhar lá.
Nem bem o faxineiro conseguiu controlar as lágrimas, ele bebeu um pouco de água com açúcar e tentou recompor as emoções, a campanhia tocou e ele foi abrir a porta. Era Jenny quem chegava, aflita por estar batendo na porta dos Fields há quase dez minutos e ninguém atendia. A cena do faxineiro e da babá, abraçados e aflitos foi de partir o coração.
Quando Charlotte explicou tudo a Jenny, esta também lhe garantiu que não tinha nenhum salário a receber e que apenas lamentava por perder os melhores patrões que já tinha tido na vida, mas torcia por eles e esperava que seus problemas de família se resolvessem logo.
- Eu deixei umas roupas lá, gostaria de pegá-las. – Jenny falou – São as roupas que eu usava durante o trabalho.
- Possivelmente os Fields levaram as chaves, mas nós já ligamos para o corretor, ele virá daqui a pouco e trará chaves extras. – Charlotte falou – Não se preocupe, você espera e pega suas roupas.
O clima de enterro prosseguiu, tomamos um café preto e forte (no melhor estilo ‘levanta defunto’), ficamos jogando conversa fora um pouquinho até que o corretor chegou. Como Harry suspeitava, ele não se importou com a ausência dos inquilinos já que Edward havia pagado seis meses de aluguel adiantados. Jenny pegou as roupas dela, eu e Charlotte tiramos os eletrodomésticos das tomadas e fechamos as janelas. Não me passou despercebido que eles realmente fizeram uma operação de fuga: não havia nenhuma foto, ou melhor, nenhum porta-retrato ou os inúmeros DVD’s caseiros com as imagens dos gêmeos! A casa foi limpa... Fui ao sótão e vi que levaram o notebook, disfarçadamente entrei no closet e vi que reviraram um monte de coisas, na certa para levar todos os documentos deles...
Quando voltei à sala de TV, Charlotte estava segurando o violão de Edward, ela olhou para mim e falou tristonha.
- Vou levar o violão comigo e cuidar para que não fique desafinado. – ela tentou sorrir – Isabella sempre me disse que Edward adora esse violão! Vou devolver quando eles voltarem...
O resto do dia passou se arrastando, na delegacia eu expliquei a mesma história para uma dúzia de gente e no Martha’s, quando fui almoçar, também tive que falar tudo de novo. À noite, Harry me telefonou dizendo que cumpriu com sua parte do acordo e ainda me confidenciou que Kate, sua secretária, enxugou algumas lágrimas de preocupação ao saber que os Fields (supostamente) tiveram que viajar às pressas.
Charlotte fez a sua parte e disse que na loja muitos clientes já comentavam que os Fields viajaram ‘da noite pro dia’. Ela me disse que sempre fazia cara de paisagem e dizia que viajaram para resolver um problema de família.
Para sossegar o meu velho coração, o agente do FBI cumpriu sua promessa. No dia 3, por volta das nove amanhã, eu já estava na delegacia quando recebi uma ligação interurbana.
- Sr. Greeves?
- Sim?
- Sou eu, Jonas Mallory... O senhor se lembra de mim?
- Claro! – quase pulei da cadeira – Novidades?
- Sim! – ele falou animadamente – Suas quatro crianças já chegaram ao acampamento e estão TODAS bem.
Emocionado, senti minhas pernas fraquejarem e minha garganta ficou apertada.
- Obrigado... Obrigado...
Ele desligou o telefone logo em seguida e eu sorri para o nada, lembrando dos rostos daquela família... Algo em meu coração me dizia que eu ainda iria rever dos Fields.


3 comentários:

  1. Nossa este cap.foi muito esclarecedor eu estava morrendo de curiosidade para saber o que o povo de foks estava achando deste sumiço do Edward.

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  2. Tadinhos dos amigos de Bella e Edward,mas pelo menos eles ficaram sabendo em partes o que acontecem com a familia Cullen e ao seu modo explicaram o sumiços deles. E que sentimento bonito tem esses amigos mais intimos tem de Bella e Edward.
    Bjs Anna e Alinne

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  3. Eu amei esse post, Essa fic tá cada vez mais linda!

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