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- Música Das Sombras - adaptação do livro homônimo. (Fic concluída)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vem Comigo, Amor - Capítulo Bônus

Deserção (Capítulo Bônus)

POV JASPER

No dia 14 de Abril de 2011, saímos de Annapolis em direção a Essex, no estado de Mariland, onde o excêntrico TJ morava. O velho ‘sabe tudo’ queria nos ver com urgência, então deixamos tudo o que estávamos fazendo e pegamos a estrada. Rose dirigia, Emmett ia no banco da frente com ela, eu e Alice no banco de trás.
Estressado e preocupado, como sempre, eu refazia na minha cabeça toda a linha de investigação do Caso Volturi. Após meses de trabalho nós ainda não tínhamos a peça chave que fizesse algum juiz decretar a prisão de nenhum daqueles canalhas. Sim, nós ainda tínhamos Vladmir Kasalavich, ele era o nosso melhor trunfo contra os King e os Volturi.

FLASH BACK
Quase ninguém sabia de nada, mas ‘o senhor da guerra’ havia sido preso numa operação conjunta das polícias tcheca, russa e alemã. O traficante de armas mais poderoso do mundo estava numa prisão tcheca, prestes a ser extraditado ao seu país, a Rússia.
Uma hora após a prisão de Vladmir Kasalavich, mais conhecido como ‘o senhor da guerra’, agentes americanos na República Tcheca informaram ao embaixador americano todas as circunstancias da operação. Os Estados Unidos acusavam ‘o senhor da guerra’ de terrorismo por ter participado de negociações para fornecer armas a grupos terroristas, ordenar a execução de dois oficiais norte-americanos no Egito em 1997 e contrabandear mísseis antiaéreos de fabricação americana. A CIA também tem documentos sigilosos que comprovam ainda que ele tenha fortes ligações comerciais com o ex-presidente da Libéria, Saidd Al-Mash, atualmente julgado e condenado pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
O cara era uma ‘fofura’ de pessoa e se ele fosse julgado em nosso país seria condenado à prisão perpétua. Em poucos minutos o secretário de Estado norte americano já tentava costurar com o governo tcheco a extradição de Kasalavich. Mas o governo tcheco anunciou no dia seguinte que não estava nos planos dele fazer a extradição, já que a prisão do senhor da guerra implicaria, ‘na ordem natural das coisas’ que ele fosse transferido ao seu país de origem e que lá fosse processado, julgado e condenado. Os tchecos ‘tiraram o fiofó da reta’ ao sugerir que o governo americano tratasse da extradição diretamente com o governo russo.
Antes mesmo de eu e Emmett chegarmos à Rússia, a justiça desse país alegou ao governo americano que a prisão de Vladmir Kasalavich era repleta de complexos trâmites judiciários e que a extradição estava fora de questão por enquanto. Diante da lentidão da justiça russa e do iminente risco de vida que Kasalavich corria (sim, ele tinha inimigos inclusive no governo russo e mesmo estando sob tutela do estado, corria risco de vida... o homem sabia demais), M não teve alternativa, a não ser nos mandar para a Rússia.
Em Setembro de 2010 eu e Emmett tínhamos ido a São Petersburgo para acompanhar de perto as investigações sobre ‘o senhor da guerra’ em seu país. O cara era mesmo uma figura mitológica, procurado em dezenas de países, acusado de tráfico internacional de armas, associação ao terrorismo e lavagem de dinheiro, ele era igualmente protegido por outras dezenas de países, cujos espúrios governos faziam associações criminosas com ele.
A prisão de Vladmir tinha sido uma grande vitória, já que nos últimos anos ele vivia medindo forças com os Volturi na perigosa queda de braço do tráfico internacional de armas. Ao que parece, os Volturi estavam roubando os clientes de Vladmir, fazendo-o perder bilhões de dólares.
Eu e Emmett chegamos a uma linda São Petersburgo numa manhã de primavera. O sol amigo brilhava e as flores enfeitavam os parques daquela cidade histórica e ao mesmo tempo moderna. Mas era difícil se sentir à vontade estando do outro lado do mundo, andando naquelas ruas estreitas de tijolos escuros, freqüentando restaurantes onde os cafés pareciam ser coados em meias sujas e onde as pessoas falavam um idioma absolutamente estranho. Era difícil me livrar do bolo de angústia que invadia meu estômago, fazendo minha garganta inchar, toda vez que eu me lembrava de Edward, Bella e os bebês... Como eu queria ajudar meus amigos! Às vezes eu me pegava tentando ficar no lugar deles, imaginando eu, Alice e nossos filhos naquela situação... era difícil! Sem contar que estávamos prá lá de tensos, a missão era convencer Vladmir a dizer o que sabia... Missão quase impossível!
A polícia russa foi fria, intransigente e indiferente ao nosso pedido. Tudo o que a gente queria era conversar com Vladmir e propor a ele que fosse aos Estados Unidos para testemunhar contra os King e os Volturi. O miserável negou veementemente nos receber e disse que não falaria com os americanos sob hipótese nenhuma. As coisas ficaram tensas quando na nossa terceira tentativa, um oficial russo nos acusou de estar tumultuando os trabalhos da polícia local e quase nos deu voz de prisão. Na verdade ele deu, mas voltou atrás e nos liberou.
Enquanto isso, M trabalhava nos corredores da Casa Branca, buscando apoio, solicitando urgência, pedido sigilo...
Uma inusitada reunião na sala oval da Casa Branca reuniu o Presidente dos Estados Unidos, o Secretário de Defesa, a Secretária de Estado, o diretor da CIA e M, o presidente do FBI. Nessa reunião, sob a autorização do Secretário de Defesa, M precisou abrir o jogo com todos eles e contar em detalhes a Operação Volturi. Mais do que isso, ele precisava convencer a todos que Vladmir Kasalavich precisava ser extraditado.
Outras conversas diplomáticas se seguiram com o governo russo, mas não houve avanço e por fim, eles bloquearam definitivamente a extradição de Kasalavich. Mas dizem que dinheiro compra tudo, depois que alguns assuntos comerciais que estavam parados há meses envolvendo os dois países foram feitos, o governo russo concordou em receber representantes da justiça americana em seu país para tentar conversar com ‘o senhor da guerra’ e colher dele qualquer depoimento ou testemunho que os americanos julgassem necessário.
Mas a extradição estava fora de questão.
Com isso, M precisou correr atrás do poder Judiciário. O empecilho da vez era saber se um depoimento e um testemunho de Kasalavich feito por vídeo conferência ou gravação teriam valor legal no processo que seria instaurado contra os King e os Volturi. Em nome do princípio constitucional da separação dos poderes, o máximo que o Secretário de Defesa pode fazer foi pedir à Suprema Corte que deliberasse sobre o assunto com a máxima urgência possível.
Três dias depois o judiciário expedia uma súmula estabelecendo que nos processos civis e penais dali por diante poderiam compor testemunhos e depoimentos feitos por meio eletrônico de comunicação ou gravação desde que fossem observadas algumas peculiaridades.
O próprio M voou até São Petersburgo para colher o testemunho de Kasalavich.
A queda de braço com a diplomacia russa foi deixada de lado, bastava Kasalavich abrir a boca que tudo estaria gravado em DVD’s. Os russos entenderam que nós já não queríamos ‘o senhor da guerra’ atrás das grades a todo custo e abandonaram sua postura hostil. O reencontro com M me encheu de esperança e fez Emmett ficar mais confiante.
No dia marcado, chegamos ao presídio onde Kasalavich estava e finalmente nos encontramos. Ele era um homem alto e magro, cabelos e barba ruiva, 42 anos, fluente em seis idiomas e dono de pelo menos 10 identidades falsas. Sua postura serena, seu tom de voz macio, sua impecável educação o faziam parecer um professor, médico ou até advogado, menos o cara acusado de usar sua frota de aviões cargueiros e navios mercantes para transportar armas para a África, a América do Sul e o Oriente Médio.
O mais engraçado disso tudo é que muitos de seus aviões e navios já ajudaram as missões de paz das Nações Unidas, da Cruz Vermelha Internacional e da Organização Não Governamental Médicos Sem Fronteiras em vários lugares, principalmente na Guerra da Iugoslávia, na década de 90.
O outro lado da moeda era que o governo americano (diga-se de passagem, nós do FBI) tinha provas contundentes que Kasalavich se associou aos Volturi (antes de eles cortarem relações) durante a Guerra Irã-Iraque e a Guerra do Golfo. As armas das duas organizações criminosas alimentaram os conflitos, fornecendo todo o material bélico dos oponentes.
O que deixou ‘o senhor da guerra’ puto da vida foi que nos recentes conflitos no Afeganistão, em Angola, na República Democrática do Congo, em Ruanda, no Sudão e em Serra Leoa, os Volturi foram com tudo e conseguiram roubar seus clientes. Nesses estados Kasalavich tinha importantes aliados, mas aos poucos estava perdendo prestígio, dinheiro e poder.
Depois de quase duas horas de conversa, o ex-oficial da aeronáutica soviética Vladmir Yuri Kasalavich concordava em testemunhar contra os Volturi, mas não contra Royce King e Royce King II, visto que ele não nunca teve ligação alguma com os renomados ex-presidentes americanos. Mas... tinha que ter um ‘mas’... ‘O senhor da guerra’ exigia em troca que o governo americano retirasse todas as acusações que pesavam contra ele.
M pensou rápido e viu que era pegar ou largar. Um aperto de mão entre mocinho-e-bandido selou o acordo. No dia seguinte, nós três voltamos ao presídio munidos de diversos gravadores e câmeras digitais, para colher seu testemunho.
O material que tínhamos nas mãos era farto, muito farto. Tudo o que fizemos, durante quatorze horas de gravação, foi perguntar a Vladmir Kasalavich sobre fatos, fotos, cifras, contas bancárias, negócios feitos com os Volturi. Ele cooperou e se mostrou bastante tranqüilo, o detector de mentiras não captou alterações em seu discurso. Precisamente, ele apontava os fatos e citava nomes, desde o falecido Francesco Volturi (patriarca da família) até a jovem Jane Volturi, todo mundo tava envolvido. Ele narrava os acontecimentos e se implicava e implicava os Volturi, cada vez mais no poderoso negócio de tráfico internacional de armas. Seu testemunho era uma ponte importante para ligar tantos fatos e pessoas, mas ainda não era o suficiente.

FIM DO FLASH BACK

- Acorda, Jasper? Tá sonhando acordado? – meu cunhando irritantemente feliz me trouxe ao presente.
Quando dei por mim, estávamos em Essex próximos à rua onde TJ morava. Rose virou numa rua e parou o carro diante da casinha amarela onde o velho morava. Descemos do carro em total vigilância, discretamente, cada um de nós segurava a arma escondida sob nossos casacos. Mais uma vez não precisamos tocar a campanhia, o velhote abriu a porta para nós e nos recebeu com um sorriso cauteloso.
Não houve saudações, nós entramos, ele fechou a porta e o seguimos até a cozinha de sua casa. Sobre a enorme mesa quadrada havia um gigantesco mapa da Europa, também havia um notebook, algumas fotos, passagens aéreas e várias anotações numa folha de papel.
- Eu chamei vocês aqui para acertarmos nossa viagem. – ele falou e nenhum de nós abriu a boca – Temos a oportunidade única de trazer um Volturi para o nosso lado.
- O quê? – Rose e Alice disseram em coro.
- Renata Volturi resolveu desertar de vez, trair os seus, abandonar os negócios sujos da família... – ele puxou uma cadeira e se sentou – Enfim, a doidivanas que ‘mudar de vida’, nas palavras de Gregorio. Naturalmente vocês se lembram de Gregorio, não é mesmo?
- O falso padre que é confessor de Renata. – falei – Mas ela vai mesmo renegar a família? – eu ainda estava cético.
- Temos que armar um teatro, Jasper. – ele continuou – Ao que parece, Gregorio apelou para o fervor religioso da mulher, fazendo-a entender que deixaria sua família terrena para se unir a sua família espiritual. Ela acha que vai ser aceita num convento, onde encontrará paz e absolvição pelos seus pecados e de onde esperará tranquilamente pelo dia do ‘juízo final’ – ele fez um sinal de aspas com as duas mãos – quando estará diante de um tribunal para testemunhar contra sua família.
- Ela vai mesmo testemunhar no caso? – Alice perguntou perplexa – Testemunhar contra seu marido, tios e irmãs? Ela também pode ser presa e...
- Ela sente que Deus está mandando-a fazer isso... Além disso, vocês precisam costurar com o FBI a delação premiada dela, pedindo uma redução em sua pena. – TJ falou.
- Isso não é problema. – sentenciei.
- Precisamos aproveitar enquanto ela está ouvindo a voz de Deus. – Rose falou.
- Antes que ela comece a ouvir a voz do diabo... – Emmett zoou, fazendo Rose e Alice sorri.
- O que devemos fazer? – fui direto ao assunto.
- Vamos para Volterra. – TJ explicou.


Um comentário:

  1. Sinto um cheirinho de reta final no ar porque parece que as coisas começam a se resolveram em VCA.
    Parabéns Anna a fanfic como sempre está ótima!

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